Leonard Cohen - If it be your will

Publicada por José Manuel Dias

Que chatice!!

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o Governo irá fazer um investimento de 400 milhões de euros na área da Educação nos próximos sete meses, nomeadamente na instalação de Internet em todas as salas de aulas.
Um dos projectos, adiantou, visa a instalação de Internet em todas as salas de aula. Além disso, irá ser aumentada a velocidade da banda larga nas escolas para um mínimo de 48 megabites por segundo.O Governo pretende também, segundo o primeiro-ministro, instalar uma rede de vídeo-vigilância nas escolas para aumentar a segurança e pretende criar um novo cartão estudante, "para acabar com o dinheiro nas escolas". "O maior investimento nos próximos sete meses será na Educação", salientou.
Fonte: jornal Público, aqui.
O reforço do investimento no sector da Educação é uma boa notícia. Generalizar o acesso à internet e às tecnologias de comunicação foi sempre uma exigência dos Sindicatos. Agora que o Governo se compromete com a sua implementação, não faltará quem diga: "Que chatice!! (*)"
(*) Retiram-nos uma das nossas bandeiras de luta.

O trabalho, os pobres e a gandulice

Publicada por José Manuel Dias


Alguém consegue convencer um jovem que nunca teve que estudar ou trabalhar a carregar um balde de cimento ou a apanhar amêndoas aos 20 anos? Duvido muito, com essa idade quem nunca fez nada na vida descobre que em Portugal o melhor estatuto é o de gandulo, até porque graças às preocupações dos sociólogos, governantes e estatísticos são uma espécie protegida.
Uma boa parte dos nossos apoios sociais não são outra coisa senão o financiamento da gandulice, mas isso é coisa que os nossos cientistas sociais nunca perceberão, eles nunca souberam o que é ser pobre. Não percebem que enquanto vão ficando felizes com os resultados estatísticos do seu trabalho vai germinando entre os portugueses uma profunda revolta contra toda esta hipocrisia, porque há muita boa gente que nunca precisou de roubar e superou a pobreza trabalhando e sem quaisquer apoios sociais.
Há um profundo divórcio entre a abordagem de elites bem pensantes e com complexos de culpa e o povo que nunca lhe passou outra coisa senão trabalhar para ganhar a vida, as elites fazem estudos bem pagos para explicar a pobreza e acabam por confundir pobreza com outros fenómenos bem diferentes, ainda que convergentes nos resultados. Não conseguem perceber o mais elementar e confundem o pobre que ganha pouco ou está no desemprego com aquele que é pobre porque não quer trabalhar.
Transcrito do blogue O Jumento, a ler na íntegra aqui.

Premiar os melhores

Publicada por José Manuel Dias


O aluno que em cada escola obtiver a melhor média de conclusão do Ensino Secundário vai receber um prémio de mérito de 500 euros, atribuído pelo Ministério da Educação já em Setembro.
Premiados serão ainda os melhores alunos dos cursos profissionais e tecnológicos, que tenham obtido a melhor classificação final, anunciou o Ministério tutelado por Maria de Lurdes Rodrigues.
Com o galardão, pretende-se "reconhecer e valorizar o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e desempenho escolares" dos melhores estudantes de cada escola do ensino público ou privado, bem como das escolas profissionais.
Notícia completa no Jornal de Notícias, aqui.
Já tinha sido criado o Prémio para o Melhor Professor, faz, também, sentido, criar o Prémio para o aluno que em cada escola tiver melhor classificação. Há que premiar os melhores. É um sinal claro para todos: o esforço traduz-se em resultados e os bons resultados são ainda mais recompensados.

Maior rigor, mais transparência....

Publicada por José Manuel Dias


O novo código dos contratos públicos (CCP) entra hoje em vigor, depois de apenas ontem terem sido publicadas as dez portarias que vão regulamentar este novo diploma.
Este Codigo vem estabelecer novas regras para a contratação de empreitadas de obras públicas e para a aquisição de todo o tipo de bens e serviços a que, a partir de hoje, se deverão submeter toda a administração pública (central e local) bem como as empresas públicas que não estejam a operar em mercados abertos à concorrência.
Uma das principais novidades, em termos procedimentais, e que vai obrigar a um grande esforço de adequação das entidades contratantes, bem como dos fornecedores, prende-se com a obrigatoriedade de todos os concursos serem lançados pela forma electrónica.
As portarias regulamentares publicadas definem, também, como deverá ser feita a divulgação, no Portal dos Contratos Públicos (http://www.base.gov.pt/), onde passarão a estar publicitados todos os contratos celebrados por ajuste directo (sem tal publicitação os contratos não têm eficácia jurídica), assim como a publicitação obrigatória dos actos de modificação do contrato que representem valor superior a 15% do preço contratual.
Fonte: Jornal Público, aqui.
As preocupaçõe expressas são salutares - maior simplificação, com recurso à via electrónica e maior transparência, divulgação de todos os contratos com ajuste directo superior a 15% - e poderão concorrer para um maior rigor na gestão das empreitadas públicas com óbvias vantagens para o erário público. Sucede que a experiência ensina que entre as intenções e as realidades vai, por vezes, um passo de gigante. Eventuais discrepâncias poderão, no entanto, ser assinaladas pelo Observatório de Obras Públicas e pela Comissão de Acompanhamento. O futuro dirá se os propósitos de "eficiência, eficácia e economia" serão alcançados...

Magalhães

Publicada por José Manuel Dias



O primeiro computador 'Magalhães', o mais barato do mercado português, sai da fábrica em Setembro e destina- -se a crianças dos seis aos 10 anos. O investimento, a realizar na fábrica de Matosinhos, para produzir o PC deverá criar cerca de 1000 postos de trabalho.
Hoje no Pavilhão Atlântico em Lisboa numa cerimónia presidida pelo primeiro ministro, o Governo e a norte-americana Intel, que conta com a presença do seu presidente Craig Barret, assinam um acordo estratégico para a criação da "Iniciativa Magalhães", nome escolhido em homenagem ao navegador português Fernão Magalhães que comandou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. A iniciativa tem três grandes objectivos. O primeiro deles é a criação do computador também denominado Magalhães, desenvolvido em consórcio pela Intel, com a JP Sá Couto, uma empresa que já tem hoje uma unidade de produção de equipamentos informáticos em Matosinhos e com a Inforlândia, uma sociedade também portuguesa. "Iniciativa Magalhães" pode assim, por um lado, facilitar o acesso dos portugueses a computadores de baixo custo e, por outro lado, promover a incorporação de produção nacional nesses equipamentos. O produto, pelas suas características inovadoras e de preço permite cumprir o segundo e terceiro objectivo da "Iniciativa Magalhães", que é disponibilizar equipamento informático e serviços de implementação, a preços acessíveis, para programas e iniciativas de carácter educacional a desenvolver noutros países, ou seja, exportar. E fornecer, já no próximo ano, portáteis para todos alunos portugueses do primeiro ciclo, adequados à suas realidades e exigências. Fonte: Diário de Notícias desta data, aqui.
De acordo com o jornal Público, aqui, vão ser distribuídos 500.000 computadores aos alunos do primeiro ciclo do ensino básico, no âmbito do novo programa “e.escolinhas”, uma réplica de um outro programa, o “e.escolas”, que nasceu o ano passado. Contudo, no caso dos computadores "Magalhães", e ao contrário do que acontecia no programa “e.escola”, a opção de ligação à Internet é facultativa.

Trabalhar para as estatísticas?!

Publicada por José Manuel Dias


A média da segunda fase do exame nacional de Matemática A do 12º ano não atingiu os nove valores, registando um resultado pior que o do ano passado (9,3) e contrariando, assim, a tendência positiva da primeira época em que a média foi de 12,5 valores – a melhor dos últimos anos. Nas restantes disciplinas registou-se uma melhoria global dos resultados, ainda que sejam inferiores aos da primeira chamada, com 16 a subirem a sua média e 70 por cento a terem resultados positivos.Matemática A obteve piores resultados que no ano anterior, passando de 9,3 para 8,9 valores, o que significa que 24 por cento dos estudantes chumbaram, face aos 18 por cento de 2007.
Fonte: Jornal Público, aqui.
E o que dizem agora os críticos da Ministra da Educação? Vão acusá-la de trabalhar para as estatísticas?

Bons conselhos

Publicada por José Manuel Dias


Assim, no caso de recorrermos a crédito, os empréstimos devem ser contraídos quando o nosso rendimento está abaixo da média do que prevemos obter no futuro, pagando-os em épocas em que os nossos rendimentos são superiores a essa média.
Por isso, ao contrairmos dívida, não devemos apenas avaliar as nossas capacidades de pagamento com base nos rendimentos actuais.
O importante é avaliar se, quando pagarmos a dívida, iremos ter activos e aptidões produtivas que nos permitam gerar rendimentos capazes de manter os nossos padrões de vida actuais.
Olhar apenas para os rendimentos correntes no momento da contracção de dívida para consumo é como olhar para a lua. Esquecemos a sua face negra, e vemos apenas a sua face iluminada, uma cara simpática a dizer nos que a vida vai melhorar. Teresa Lloyd Braga, Professora da Universidade Católica no jornal Expresso
aqui.

Rihanna - Cry

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Viagens na minha terra (1)

Publicada por José Manuel Dias


Aldeia da Pena, no concelho de S. Pedro do Sul. Um lugar único, longe de tudo, no fundo dum vale, onde o silêncio é apenas quebrado pelo canto dos pássaros.
Contam- se 20 casas, construídas à base de xisto e lousa. Ainda se podem ver alguns espigueiros. Lugares destes são cada vez mais raros. Temos de enfrentar a íngreme descida 2,5 Km da estrada que serve a aldeia antes de vislumbrar um cenário de sonho.
Uma visita que "vale bem a pena".

Sempre a crescer

Publicada por José Manuel Dias

Barak Obama in Berlin

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Fui ver "isto" e já voltei

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Os destruidores

Publicada por José Manuel Dias


No decorrer da história, sempre houve construtores e destruidores. Os primeiros cultivaram a terra, edificaram cidades, desenvolveram as ciências. Os outros, em geral pastores incultos mas óptimos guerreiros, saquearam e destruíram o que os primeiros tinham construído. Os grandes construtores foram os egípcios, os gregos e os romanos e deixaram-nos um imenso património constituído por edifícios, cidades, templos, estradas e também ciências como a filosofia, a literatura e o teatro. Pelo contrário, os destruidores como os godos, os vândalos, os hunos só nos deixaram ruínas e a recordação do terror que semeavam à sua passagem.Na política – e por vezes também nas empresas – repete-se um pouco aquilo que acontece nas guerras de conquista. Há políticos que procuram o poder para pôr em prática um programa próprio. Nessa altura, destroem aquilo que consideram estar errado para dar lugar ao novo. Posicionam dirigentes e colaboradores fiéis mas se encontrarem pessoas de valor também as convidam para trabalharem no seu projecto. Mas também há políticos que apenas desejam o cargo em si, que não têm nenhum sonho nem nenhum projecto para realizar. Quando chegam ao poder, a sua primeira preocupação é destruir o que o antecessor construiu, mesmo que excelente, para poderem brilhar.Não podemos esquecer que tudo aquilo que fazemos, quer se trate da nossa casa, de um livro, de uma canção, ou de uma escola, é uma materialização de nós mesmos. É algo a que damos o que temos de melhor, o que queremos oferecer aos outros, o que desejamos que nos sobreviva. Quem destrói e trava os outros fá-lo por não ter nada para dar e apenas sentir inveja. Pelo contrário, quem cria, realiza e edifica, mesmo quando é ambicioso, mesmo quando é autoritário, tem uma alma generosa, e realiza-se através de coisas que são úteis para os outros.
Francisco Alberoni no Diário Económico, aqui.

Simply Red - Sunrise

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Alemães ou marroquinos?

Publicada por José Manuel Dias


"Os portugueses têm uma produtividade marroquina mas vivem como alemães". Era esta, aproximadamente, a ideia que, há uns anos, surgiu escrita num artigo do "Wall Street Journal" em que era analisada a situação da economia portuguesa e o progressivo endividamento das empresas, famílias e Estado. O cenário pouco mudou desde essa altura e, periodicamente, instituições nacionais e estrangeiras vêm recordar o país de que algo vai mal, sendo necessário mudar de hábitos".
João Cândido da Silva, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, aqui, alerta-nos apara necessidade de de retomarmos os hábitos de poupança.

Faço minhas as palavras do Luís

Publicada por José Manuel Dias


Ao tentar aceder ao o Jumento recebe-se (por vezes) uma mensagem de barramento e o aviso do Blogger a informar que se trata de um Blog com conteúdo reprovável. Basta responder que se quer continuar para que o Blog fique acessível. No entanto, trate-se de uma brincadeira de mau gosto feita por alguém que se acha com graça, ou de uma tentativa por quem não gosta dos conteúdos de o Jumento para o inviabilizar, não posso deixar de me associar ao repúdio que a acção merece.

Irresponsabilidade sindical

Publicada por José Manuel Dias


Fernando Pinto, presidente da TAP, repetiu a ronda de reuniões com os sindicatos. Em cima da mesa colocou uma proposta de redução de custos com pessoal, que inclui, por exemplo, a redução dos ganhos extraordinários e a suspensão do adiantamento de subsídio de doença. Os representantes dos trabalhadores recusaram. O acordo disponibilizado ontem pela administração da transportadora estatal, que registou prejuízos de 102 milhões de euros nos primeiros cinco meses de 2008, contém cinco medidas de natureza laboral, que integram a lista de 84 acções designada por Plano de Emergência.No documento disponibilizado aos sindicatos, a TAP propõe a "manutenção dos níveis de emprego", ou seja, garantias de que nenhum trabalhador será despedido, e a "preservação dos ganhos regulares fixos", colocando de parte reduções e aumentos salariais.
Jornal Público, aqui.
Por este andar - 102 milhões de euros de prejuízos de Janeiro a Maio - e com sindicalistas destes que " reinvindicam actualização de remunerações em 2008" e não estão disponíveis para "sacrifícios viladores dos direitos dos trabalhadores" não tarda que a imagem deste post - um avião em pleno voo - seja apenas uma imagem de arquivo. Registe-se que a Administração da TAP comprometia-se a "manter os níveis de emprego" mas parece que os representantes dos trabalhores estão apostados em dar razão a John Kohlsaat.

Deve Portugal negociar com a Venezuela?

Publicada por José Manuel Dias


No caso da Venezuela a crítica roça o ridículo já que o regime político ainda está muito longe do da Coreia do Norte e a presença de uma grande comunidade portuguesa obriga a ter algum cuidado diplomático. Mas se a questão é a defesa dos direitos humanos pode colocar-se a mesma questão em relação a muitos outros países, não apenas Angola ou a Líbia.
Teríamos que quase cortar relações económicas e diplomáticas com uma boa parte dos países do mundo, reduzindo-as à Europa, Oceânia, América do Norte e meia dúzia de países da América Latina, África e Ásia. Isto é, um país sem recursos naturais e cuja economia depende das exportações teria de viver orgulhosamente só, mais isolado ainda que nos tempos de Salazar.
Um pequeno país como Portugal não se pode dar ao luxo de reduzir as relações económicas com Angola por causa do Eduardo dos Santos, com a Rússia por causa do Putin, com a Líbia por causa do Kadafi, com a Venezuela por causa do Chavez, com a China por causa do Tibete e por aí adiante. Em nenhum país do mundo os governos confundem os sentimentos em relação a terceiros países com os interesses nacionais, no caso de um país com as dimensões de Portugal isso seria mesmo desastroso.
É evidente que muitos dos românticos que leio nos jornais ou na blogosfera têm uma situação económica que lhes permite viver bem independentemente da situação económica do país, falam de barriga cheia.
Transcrito coma devida vénia do blogue O Jumento.

A eficiência fiscal e o contribuinte

Publicada por José Manuel Dias


A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) deu ordem aos serviços de finanças para que intensifiquem a pressão sobre os contribuintes com dívidas fiscais. As ordens foram enviadas na passada segunda-feira para todas as repartições de finanças do país depois de os serviços centrais terem verificado que os objectivos de cobrança relativos ao primeiro semestre estavam abaixo do previsto.
Maior celeridade na realização de penhoras e na venda dos bens penhorados; maior frequência no contacto por e-mail e telefone com os contribuintes com dívidas para que estes regularizem a sua situação tributária; e maior atenção aos grandes devedores e às dívidas que resultam da não entrega ao fisco de impostos retidos, são algumas das instruções enviadas às repartições pela Direcção de Serviços de Gestão dos Créditos Tributários (DSGCT) num documento a que o Público teve acesso.
Notícia desenvolvida pelo Jornal Público, aqui.
O Estado tem a obrigação de garantir à população um conjunto de serviços essenciais (segurança, educação, saúde,...), o que só é possível se, em contrapartida, os cidadãos contribuirem, por via dos impostos, para o financiamento necessário. Pagar impostos é, pois, um acto de cidadania. Com os impostos, redistribui-se riqueza, transferindo dos que mais têm, para os que mais precisam. Melhorar a eficiência fiscal, garantindo que os contribuintes em falta pagam o que devem, é, pois, uma obrigação do Estado. Só todos pagando o que devem, podemos todos pagar menos.