Dólar afunda-se...

Publicada por José Manuel Dias


O dólar baixou hoje para o valor mínimo histórico, cotando-se cada euro nos 1,6038 dólares, antecipando eventuais declarações do presidente da Reserva Federa e do secretário do Tesouro norte-americano sobre os efeitos da crise de crédito no abrandamento da economia do país.
[...]
“Os mercados estão a reagir negativamente á retoma da crise do crédito nos EUA e isso está a atingir o dólar”, explicava à Bloomberg online Roberto Mialich, da Unicredit Markst & Investment Banking, com escritórios em Milão. “Os mercados estão a especular que Bernanke [presidente da Reserva Federal dos EUA] irá traçar um cenário sombrio sobre a economia do país”, antecipava ainda o mesmo analista.
Fonte Jornal Público desta data, aqui.
A desvalorização do dólar é bem a expressão dos problemas estruturais que afectam a maior economia do mundo e que se reflectem, também, no nosso país. A competividade das nossas exportações para a terra do Tio Sam fica prejudicada, bem como para países que usam a nota verde como referência. Mas há sempre um lado bom nestas coisas: o custo da factura dos combustíveis não vai ser tão penalizante.

Como vai a economia europeia...

Publicada por José Manuel Dias


As economias de Espanha, França, Alemanha, Irlanda, Reino Unido e Itália evidenciam dificuldades, como nos relata Luis Rego, no Diário Económico de hoje, aqui.
Parece evidente que estamos num período de estagnação da actividade, com consequências negativas para o mercado de trabalho. A subida da taxa de juros (com o propósito de ajudar a conter a inflação) e o fortalecimento do Euro face ao dólar, diminuem competitividade das exportações europeias, contribuindo para uma mais fraca actividade da economia da zona Euro. Neste cenário enquadramento os economistas evitam a apalvra recessão, como nos é explicado neste artigo de opinião.
Algumas questões podem ser suscitadas: será que é apenas uma quebra de actividade ditada por um ciclo conjuntural ou será que este arrefecimento é ditado por razões de natureza estrutural derivadas do nosso modelo de desenvolvimento? Só o futuro nos poderá dar uma resposta concludente.

Novos modelos organizacionais

Publicada por José Manuel Dias


Se cortarmos a cabeça a uma aranha, esta acabará por morrer. Mas se cortarmos a perna a uma estrela-do-mar, essa perna poderá dar origem a uma nova estrela-do-mar. Esta pequena história do mundo da natureza pode ser adaptada ao mundo dos negócios. As empresas tradicionais, organizadas hierarquicamente de cima para baixo, e que têm uma liderança formal, são como as aranhas. As empresas mais descentralizadas, flexíveis e organizadas em rede podem ser equiparadas às estrelas-do-mar. São estas últimas – as que seguem o modelo de organização em rede, típico das empresas associadas à Internet - que estão a mudar o mundo.
Brafman, Ori e Beckstrom, Rod, A Estrela-do-Mar e a Aranha, da Editora Presença, divulgado pelo Jornal Público, aqui. As organizações flexíveis e descentralizadas parecem responder melhor à complexidade do actual mundo dos negócios em que o tempo de resposta às mudanças se pode traduzir nma vantagem competitiva. Esta estrutura exige formação adequada por parte de todos os colaboradores e implica um maior grau de envolvimento com os propósitos da organização. Os autores deste livro defendem que a descentralização: "torna um organismo mais resistente e menos vulnerável a ataques".

Regresso da vantagem comparativa

Publicada por José Manuel Dias


A empresa alemã Steiff, que inventou os ursinhos de peluche, fez regressar a Portugal parte da produção deslocalizada para a China, num movimento que se começa a verificar noutros sectores da economia, devido ao aumento do preço do petróleo.
[...]
O regresso da produção a Portugal, segundo a Steiff, decorre da estratégia da nova direcção da empresa-mãe, de dificuldades logísticas e do aumento do preço dos transportes. Os chineses privilegiam o preço e a quantidade, mas "há uma falta de capacidade de resposta para série mais limitadas e mais sofisticadas, onde se pretende uma resposta atempada", disse a empresa.
[...]
A proximidade geográfica, numa altura em que os custos dos transportes disparam, e a capacidade de adaptar rapidamente a produção às exigências do mercado são factores determinantes em nichos de mercados de diversos sectores, para os quais Portugal está bem posicionado.
Fonte: Jornal Público desta data, notícia desenvolvida aqui.
O aumento dos preços dos combustíveis fez regressar a vantagem comparativa do nosso país estar mais próximo dos mercados finais. Há que potenciar esta oportunidade noutros sectores, apostando, ao mesmo tempo, na melhoria da nossa capacidade de resposta em termos de tempo e qualidade.

Crédito habitação

Publicada por José Manuel Dias


(…) O decreto-lei hoje aprovado visa estabelecer “mecanismos de protecção no âmbito do crédito à habitação” e veda “às instituições de crédito a cobrança de qualquer montante” no “âmbito da renegociação das condições do empréstimo à habitação”, revela o comunicado emitido pelo Executivo. (…)”
Notícia completa no Jornal de Negócios, aqui.

Anastacia - Sick And Tired

Publicada por José Manuel Dias

Ainda os exames de matemática (2)

Publicada por José Manuel Dias


O secretário de Estado da Educação considerou hoje "maus" os resultados do exame de Matemática no 9º, mostrando-se preocupado por se estar tentar passar a ideia de que 50 por cento de negativas é um bom resultado.Valter Lemos assinalou as melhorias registadas na Matemática mas considerou que os resultados "ainda estão longe do que deverá ser a expectativa". "Cinquenta por cento de negativas é mau e lamento muito que estes resultados estejam a ser apresentados e a ser passados para as famílias e professores como muito bons", disse o responsável do Ministério da Educação.
Fonte: Jornal Público, aqui.
A fixação de objectivos ambiciosos é um passo para melhorar o desempenho. Contentar-se com pouco, como fazem alguns, é resignar-se com o suficiente. O reforço da competitividade à escala mundial exige uma postura diferente: só o excelente deve ser suficiente!

A epidemia do século XXI

Publicada por José Manuel Dias


Aos 11 anos, as crianças portuguesas são "significativamente mais baixas" do que a maior parte das suas congéneres da União Europeia e também mais pesadas do que o padrão de referência para a idade. Deste cruzamento resulta que, em conjunto com as crianças espanholas, as portuguesas são aquelas que têm um Índice de Massa Corporal mais acima da norma para a idade, segundo revela o estudo europeu Pro Children, financiado pela UE e concluído em 2007.
[...]
A obesidade é já responsável por seis por cento das despesas de saúde. Em Portugal, dados da DGS situam este patamar nos 3,5 por cento: 235 milhões de euros. No futuro será pior. Um dos principais especialistas portugueses em diabetes, Davide Carvalho, prevê que, devido à obesidade crescente, em 2025 Portugal será o quatro ou quinto país com mais casos daquela doença.Apesar dos dados já disponíveis, João Breda considera que o diagnóstico da situação em Portugal ainda não está completo. Por essa razão, acrescenta, a DGS tem em mãos três estudos "de grande envergadura e representatividade nacional" que "finalmente permitirão dados fiáveis relativos às crianças em idade pré-escolar, dos seis aos 10 anos, em adolescentes dos 11 aos 16". Até ontem, o Ministério da Educação ainda não divulgara se e como aplicará o novo programa contra a obesidade anunciado esta semana pela Comissão Europeia, que vai disponibilizar 90 milhões de euros por ano para promover a distribuição gratuita de fruta e legumes nas escolas do 1.º ciclo.
Notícia desenvolvida no jornal Público, aqui.
A quem imputar a responsabilidade por esta situação? Aos pais, em primeira linha, e às escolas. Aos pais que permitem que os seus filhos vejam demasiada televisão e passem muitas horas em frente dos computadores e das consolas. Aos pais que compram comida pré-confeccionada, batatas fritas , donuts, chocolates, refrigerantes... Às escolas que permitem que nas suas cantinas se vendam todo o tipo de doçarias e imensos refrigentantes à base de açúcar. Às escolas que não desenvolvem trabalhos de promoção de alimentação saudável. Existe muito trabalho pela frente para mudarmos os nossos (maus) hábitos alimentares.
Sobre esta temática, em tempos, suscitámos a seguinte questão: Obesidade, doença ou maus hábitos? Ver aqui.

Ainda os exames de matemática (1)

Publicada por José Manuel Dias


A preocupação dos professores de matemática em relação às supostas facilidades dos exames tem um aspecto curioso, os professores que defendem níveis de reprovação mais elevados, que no ano passado chegaram 70%, não repararam que não são só os alunos que chumbam. Se numa turma reprovam 70% dos alunos não são apenas estes que reprovam são também os professores, tanto mais que na matemática o papel do professor é mais determinante do que na generalidade das disciplinas.
É uma pena que os nossos professores falem do insucesso dos nossos estudantes esquecendo que esse insucesso é também e sobretudo deles.
Com a devida vénia ao Blogue O Jumento.

Exames...de consciência

Publicada por José Manuel Dias


Os exames são mais fáceis? São mais difíceis? São diferentes? São iguais? São tudo isso, devemos dizer em abono da verdade. E há quem diga cada uma das coisas, com toda a razão cada um dos que fala quando compara com alguma coisa que tem na cabeça e que os outros não conhecem.Hoje em dia, os exames são mais acessíveis? São, de facto são. Desde há um bom par de anos que se tem vindo (finalmente!) a publicar as perguntas que se fazem e se podem fazer sobre os programas e até mesmo as respostas que se esperam. Para esperar o quê? Que os alunos tenham piores resultados? É mau que os alunos saibam que tipo de perguntas se podem e devem fazer no fim de um ciclo de escolaridade? Não, não é. É mau que muitos alunos percebam que as questões que lhes podem ser postas são acessíveis no sentido que procuram que eles mostrem se estudaram e compreenderam o que de essencial se espera deles? Mais transparência do sistema dá mais confiança, e, com mais tempo para pensar, preparar e escrever as respostas não é natural que tenhamos melhores resultados?Assim é, mas nada nos permite diminuir e espalhar a crença que melhores resultados do trabalho actual só podem ser uma fraude. Uns serão...
A opinião de Arsélio Martins, docente de matemática, distinguido com o Prémio Nacional de Professores, sobre o alegado facilitismo dos exames de matemática, a ser lida na íntegra aqui.

Você sabia disto?

Publicada por José Manuel Dias

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qeu odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Crise? Qual crise?!!

Publicada por José Manuel Dias


A Loja Fnac do Centro Comercial Colombo encheu-se com uma pequena multidão para comprar o novo iPhone 3G. O telemóvel da Apple foi posto à venda em Portugal, hoje à 00h00. Pedro Morais, um lisboeta com 27 anos, linguista, esteve na loja para adquirir o telemóvel. "Estava à procura de um telemóvel que me permitisse aceder à Internet e ao mesmo tempo fosse um leitor de música", afirmou Pedro Morais. O aparelho custou-lhe 599 euros, para Pedro Morais não é um preço “barato”, mas tendo em conta as funcionalidades do iPhone, considera que é “um bom negócio”."Tem uma boa relação entre qualidade e preço", afirmou o linguista. Mas, "é pena que as operadoras não tenham optado por preços mais baratos", acrescenta.
No Jornal Público de hoje, aqui.
Se um qualquer jornalista perguntasse aos Pedros se havia "crise", estou tentado a dizer que mais de metade diria que sim. "Não é barato", diz o Pedro, mas é um "bom negócio", assegura. A Apple, por certo, concordará. Bom negócio para quem o vai utilizar? Não sabemos. Será que os Pedros vão utilizar todas as funcionalidades de modo eficiente? E quantos Pedros vão recorrer ao crédito ao consumo para satisfazer necessidades deste tipo?
E depois queixam-se da "crise" ...

O cliente é o mais importante

Publicada por José Manuel Dias


Nos últimos anos, os bancos têm concentrado os seus esforços de marketing nos seus clientes, nomeadamente através da disponibilização de novos produtos/serviços e do acesso a canais de distribuição alternativos. Os bancos estão a aprender que o cliente, e não apenas o produto, é a parte mais importante da transacção e que na verdade os negócios podem ser quebrados por três componentes distintos – o produto, a entrega e o cliente.
[...]
É de facto no cliente que está a chave para se alcançar o sucesso pretendido, pelo que os bancos devem fazer com regularidade uma revisão crítica das suas metas globais e da eficácia de marketing, pois como diz Kotler é “uma área em que a obsolência de objectivos, políticas, estratégias e programas representa uma possibilidade constante”. Daí que a capacidade de criar algo novo e de diferente se torne mais premente no sector bancário. Para isso é necessário que os vários responsáveis tenham sentido ético e percebam que a capacidade criativa que não é usada se perde. É certo que muitas vezes a criatividade é temida, porque pode ser revolucionária, mas pode ser também extremamente eficaz. Será por isso mesmo que alguns responsáveis a invejam e são ciumentos da capacidade de quem os rodeia ? Os tempos que aí vêm são dos responsáveis que não temem a mudança...
Bruno Valverde, em artigo de opinião no Diário Económico, a ler na íntegra aqui.

Vagas Ensino Superior

Publicada por José Manuel Dias


As vagas abertas no ensino superior público para o próximo ano lectivo totalizam 50.777, mais 1.505 lugares face ao ano anterior, informou esta terça-feira o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, noticia a Lusa. Se desejar ver as listas, bem como a média do último candidato colocado em 2007 é só espreitar aqui.
De salientar o aumento do número de vagas para horários pós-laborais, que cresceu 60,7 por cento, passando de 2.160 em 2007 para 3.471 em 2008, ampliando a oferta para os trabalhadores-estudantes.
O ensino superior politécnico foi o grande responsável pelo aumento do número de vagas, pois disponibiliza mais 1.166 lugares, enquanto o ensino superior universitário apenas criou mais 339.
Fonte: Portugal Diário aqui.
Registe-se o aumento de 151 vagas no Curso de Medicina, em resultado de alguma pressão efectuada pelo Governo junto das respectivas faculdades. Um acréscimo plenamente justificado uma vez a formação de médicos tem estado muito aquém das necessidades do País.
A lista inclui ainda a nota de candidatura do último colocado em cada curso de 2007
E o que se passa em Aveiro? De acordo com o Diário de Aveiro desta data, a Universidae de Aveiro (UA) aposta, no próximo ano lectivo, nos cursos que funcionam em regime pós-laboral, oferecendo um número de vagas superior ao do ano passado. É o caso do curso de Marketing, a funcionar no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Aveiro (ISCAA), que passa de uma oferta de 12 para 20 vagas em 2008/09. A crescer está também a oferta ao nível do curso de Contabilidade, que regista um acréscimo de cinco lugares, dos 25 disponíveis há um ano para os actuais 30. Por fim, o mesmo ISCAA sobe o número de vagas disponíveis na licenciatura de Finanças, de dez para 15.
Não se compreende, no entanto, que a Universidade de Aveiro não assegure outros cursos em regime pós laboral. Capacidade instalada existe e candidatos, seguramente, não faltarão, se a oferta se ajustar às reais necessidades do tecido empresarial.

Brasil Superpotência

Publicada por José Manuel Dias


Não é exagero dizer que o Brasil está em vias de adquirir o status de superpotência", diz artigo publicado nesta terça-feira no jornal britânico Financial Times (FT), que traz um caderno especial de seis páginas sobre o país.
"Em uma época de crescente demanda global por alimentos e energia, o Brasil está em uma posição única", diz o jornal. "Já o maior produtor mundial de quase qualquer produto agrícola (...) inclusive etanol feito da cana-de-açúcar, o Brasil é o quarto maior fabricante de veículos e logo se tornará um importante exportador de petróleo."
Fonte BBC Brasil, aqui.

Obras verdes

Publicada por José Manuel Dias


O fim da era do petróleo barato está a forçar as sociedades ocidentais à mais dolorosa reconversão das últimas décadas. Os governos têm duas possibilidades: prolongar a agonia do doente com subsídios que adiam a reconversão ou usar os poucos recursos disponíveis para estimular a reconversão e proporcionar ajudas pessoais aos mais atingidos por esta crise.
A escolha está entre o "corporate welfare" e a ajuda social aos que têm mais dificuldades na adaptação.
[...]
Na economia pós-petróleo barato, obras públicas só podem ser formas públicas de ajudar a reconversão da economia. Principalmente ajuda às energias renováveis. Se e se for possível fazê-lo bem e não forem criados elefantes brancos com umas manchas verdes.
Estão aí - nas energias renováveis - as únicas boas notícias.
O sol do Sul de Portugal - a zona da Europa com mais sol - não serve só para atrair turistas. As notícias animadoras sobre a explosão das centrais solares e a constante baixa de preço da sua produção mostram que temos tantos recursos a médio e longo prazo como se tivéssemos petróleo.
[...]
A posição do Governo não é fácil, a sua responsabilidade enorme. Os pescadores, os camionistas e os agricultores só querem uma coisa: subsídios que adiem a sua adaptação às novas condições. As construtoras querem empreitadas.
Obras, podemos e devemos ter: transportes de massa confortáveis e rápidos para os grandes centros urbanos que lhes permitam funcionar. Comboios de razoável velocidade que liguem o interior ao litoral (agora, com os espanhóis a fazer contas, é melhor esquecer de vez o TGV) e mais, muito mais linhas para o transporte de mercadorias. Barragens também, mais auto-estradas não.
J. L. Saldanha Sanches, no Semanário Expresso, aqui.

O que eles dizem...

Publicada por José Manuel Dias


1. Podem-se usar vários critérios para avaliar o desempenho dos dois. Usando o impacto mediático, José Sócrates teve melhor nota no teste da TV do que Manuela Ferreira Leite. E o segredo não esteve no “marketing” político e no à vontade com as câmaras, um trunfo apontado ao primeiro-ministro, mas sim na mensagem.
Bruno Proença, Diário Económico, aqui.
2. À medida que a situação económica se for agravando vamos assistir a uma escalada entre PS e PSD para seduzir os eleitores. Muitas das medidas a propor não terão a mínima racionalidade económica. Algumas representarão até uma marcha-atrás no processo de consolidação orçamental. É por isso que convém estar atento.
Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios, aqui.

Mulheres

Publicada por José Manuel Dias

500 anos de história de arte contemplando as mulheres. Um tributo às mulheres num vídeo criativo que mostra, por meio de quadros famosos, como a mulher tem sido representada. Imperdível.

Só peca por tardia...

Publicada por José Manuel Dias


O Governo quer substituir a aquisição de carros pelo aluguer operacional, o que permite uma redução de 38% dos encargos de manutenção da sua frota automóvel que ascendem a 53 milhões de euros ao ano. Serviços só podem pedir nova viatura por cada uma que mandem abater.
Estado vai gastar muito menos dinheiro com a manutenção da sua frota automóvel daqui para a frente. O segredo chama-se aluguer operacional e vai passar a ser a regra na renovação dos veículos estatais, cada vez mais envelhecidos. Em vez de adquirir viaturas novas, assumindo todos os encargos daí decorrentes, o Estado vai passar a alugar os carros, "livrando-se" das despesas de conservação, designadamente no que toca às reparações técnicas e ao pagamento dos seguros. O secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Carlos Pina, já fez as contas e garante que a opção pelo aluguer operacional permitirá ao Estado poupar até 20 milhões de euros por ano.
Fonte: Diário de Notícias desta data, aqui.

Perfil do docente

Publicada por José Manuel Dias


Um contributo importante para conhecer esse actor decisivo do sistema educativo: o professor. Um trabalho publicado pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação que fornece informações sobre a distribuição, por níveis de ensino e por grupo de recrutamento, de educadores e professores, sobre as suas características individuais – idades, sexo e habilitações académicas – e acerca do exercício da profissão.
Da leitura do estudo, ver aqui, podemos concluir pela inevitabilidade das mudanças. Portugal precisa de uma Escola Pública com qualidade.

Estas coisas não acontecem por acaso...

Publicada por José Manuel Dias


Em seis anos, caiu para metade o número de mortos e feridos graves registados nas estradas. Os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) reportam-se ao período de 2000 a 2006 e levaram o Conselho Europeu de Segurança Rodoviária a distinguir o País pelos bons resultados. Desde o ano 2000 que os números trágicos da sinistralidade têm vindo a cair, e apesar de alguns anos antes o País registar os piores resultados da União Europeia, em 2006 a média portuguesa distava apenas 6% da registada na Europa a 25. Portugal fica, assim, entre os países que mais conseguiram reduzir os números trágicos nas vias rodoviárias.
Fonte: Diário de Notícias desta data, aqui.
Entre as causas possíveis para esta evolução apontam-se: melhoria da rede viária, introdução de medidas de acalmia de tráfego urbano, inspecções periódicas aos veículos, aumento do valor das coimas e ainda obrigatoriedade dos condutores dos veículos usarem cintos de segurança. Haverá mais?

Dilema tecnológico

Publicada por José Manuel Dias


Os territórios, as empresas e os indivíduos degladiam-se diariamente nos processos de criação de valor económico num enquadramento hipercompetitivo. Os contextos que os condicionam e motivam são turbulentos, complexos e incertos. A opção de produzir mais com menos foi ultrapassada pela inevitabilidade de conceber rapidamente diferenças e funcionalidades adaptáveis. A dinâmica económica é movida por actividades inovadoras, fortemente dependentes do conhecimento, de processos de aprendizagem interactiva e de múltiplas proximidades. Os agentes económicos de excelência são aqueles com capacidade de integrar nas suas estratégias empresariais a complexidade decorrente da articulação entre produtos, processos e tecnologias, maximizando por tempo incerto uma função não linear de apropriação produto/mercado. Continuar a ler aqui o excelente artigo de Sérgio Leal Nunes, publicado no Diário Económico de hoje.

Joss Stone-You Had Me

Publicada por José Manuel Dias

Estratégias de sucesso

Publicada por José Manuel Dias


A visita que ontem efectuei à IKEA é a pedra de toque para uma reflexão sobre o tema em assunto. Ao lado da Loja da Matosinhos que visitei está em construção um grande Centro Comercial - o maior do Grupo na Europa - que corresponde a um investimento de 170 milhões de Euros. Um espaço impressionante que criará cerca de 3.000 postos de trabalho (directos e indirectos) e que deverá receber cerca de 15 milhões de visitantes no primeiro ano de actividade. Um sábado na maior Loja da Península Ibérica do grupo sueco é uma romaria. Portugueses e espanhóis, estes quase tantos como aqueles, afadigam-se nas escolhas que vão materializar os seus desejos e encher as caixas registadoras do grupo. O que é que está por detrás do sucesso deste grupo? Uma qualquer resposta merece uma pequena reflexão sobre estratégias. Michael Porter no seu artigo "What is Strategy?" Publicado na HBR de Novembro-Dezembro de 1996, pode dar-nos uma ajuda preciosa. A tradução em brasileiro pode ser lida aqui.
Não há dúvida que as empresas devem ser flexíveis para responderem de forma célere às mudanças do mercado, desenvolvendo competências para estar à frente dos concorrentes. Sucede, no entanto, que essas preocupações geram uma competitividade salutar mas podem conduzir, num mundo cada vez mais globalizado, a um "beco sem saída" por confundirmos estratégia com eficácia operacional. Com a eficácia operacional desempenhamos actividades semelhantes melhor que os concorrentes mas não garantimos uma vantagem competitiva sustentável. Uma boa explicação para o facto é a rápida difusão das melhores práticas. Importa, por isso, escolher uma estratégia competitiva ajustada, isto é seleccionar um conjunto de actividades que permita entregar um valor único. O objectivo é ser diferente. É o que acontece coma IKEA. Atrai um segmento de mercado que deseja estilo e elegância a preços baixos. Apresenta os seus produtos no enquadramento das casas. Expõe salas, halls, casas de banhos, quartos e deixa aos clientes as escolhas que podem ser efectuadas por módulos. O cliente não precisa de um decorador para imaginar como pode juntar as partes. Perto das áreas de exposição existem os armazéns com os produtos em caixas. Compete aos clientes retirar dos produtos, previamente identificados no decurso da visita à exposição, e levá-los. Claro que também se pode contratar os serviços de transporte e montagem (continente, ilhas e até algumas zonas de Espanha). A IKEA procura satisfazer clientes com base na redução do custo, propiciada pela eliminação de alguns serviços, oferecendo-lhes todas as necessidades de mobilar uma casa que incluem para além da mobília, artigos de decoração, têxteis lar, tapetes, louça, talheres, artigos de iluminação...
A IKEA focaliza-se num segmento bem definido e desenha todas as suas actividades em ordem a satisfazer as necessidades dos seus clientes. Criou uma posição única e valiosa, com base nas suas actividades. É esse o segredo da sua estratégia. Ao escolher Portugal para abrir duas lojas, construir três fábricas, aumentando o emprego, reforçando o investimento e incrementando exportações constituiu-se num bom "espanta espíritos" para quem fala de crise e de problemas.

Remar ou segurar o leme?

Publicada por José Manuel Dias


A Universidade Católica Portuguesa vai tratar cerca de meio milhão de multas de trânsito até ao final do ano, ganhando com esse serviço 828 mil euros (IVA incluído). Sessenta juristas para 75 mil processos por mês.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) tinha um protocolo com a Ordem dos Advogados (OA) que durou três meses e terminou no final de Junho.
[...]
De acordo com o Ministério da Administração Interna, a UCP estipulou que seriam necessários 60 advogados para tratar as 75 mil contra-ordenações mensais, o que dá uma média mensal de 1250 processos por cabeça. O trabalho a desenvolver pela UCP é mais vasto do que preparar 75 mil propostas de decisão. De acordo com fonte da ANSR, entidade que substitui desde Maio de 2007 a extinta Direcção-Geral de Viação, o trabalho da UCP inclui consultoria, elaboração de pareceres, recolha e análise de doutrina e jurisprudência, apreciação da impugnação judicial com vista à sua remessa para tribunal.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
A ineficiência dos serviços públicos conduziu à necessidade de contratar externamente. Só vemos vantagens: fixam-se metas ambiciosas de desempenho e paga-se em função do realizado. Poupam-se muitos milhares de euros ao erário público. Uma prática que pode multiplicar-se por muitos dos serviços públicos com vantagens para os cidadãos e para o Estado.

Anuário Financeiro dos Municípios 2006

Publicada por José Manuel Dias


Foi apresentado no passado dia 19 de Junho o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses. Trata-se de um estudo da autoria João Carvalho, Maria José Fernandes, Pedro Camões e Susana Jorge, que analisa as contas dos municípios de 2006, e que tem por objectivos apresentar um ponto de situação sobre o estado actual do sistema de contabilidade autárquica em Portugal, bem como um resumo da situação orçamental, económica, financeira e patrimonial dos municípios portugueses. Só agora tive oportunidade de dar uma leitura neste estudo e gostaria de partilhar convosco alguma da informação apresentada:
- cada português pagou em média ao seu município 676 euros em taxas e impostos;
- 71 autarquias do país enfrentam uma situação de ruptura financeira;
- o nível do endividamento dos municípios é elevado (6.637 milhões de euros), sendo que mais de metade dessa dívida está concentrada em 30 municípios;
- Lisboa, Gaia, Porto, Aveiro e Maia são as autarquias mais endividadas;
- as despesas com pessoal correspondem a cerca de 31 por cento das despesas totais autárquicas;
- municípios com menor grau de execução de receita cobrada: Borba, Castelo de Paiva, Aveiro, Tabuaço e Castanheira de Pêra;
- municípios com maior índice de dívidas a fornecedores relativamente às receitas totais do ano anterior: Aveiro, Nazaré, Fundão, Oliveira de Azemeis e Celorico da Beira.
Quem desejar ver o documento na íntegra pode clicar aqui.
Como se pode depreender a qualidade de gestão é muito diferenciada de autarquia para autarquia. Existem autarcas que fazem uma boa gestão dos dinheiros públicos e outros que são responsáveis por desperdícios imensos. Compete-nos a nós, exercer uma cidadania responsável exigindo que o nosso dinheiro (dos impostos) seja gerido com rigor e transparência. Ganhamos nós e ganha o país.

Os combustíveis e a mudança

Publicada por José Manuel Dias


Com os preços dos combustíveis a aumentarem consecutivamente, os consumidores tendem a reduzir o consumo. É isto que se tem verificado com as gasolinas, cujo consumo continua a diminuir. Os últimos dados revelam que o consumo deste combustível desceu quase 6% em Abril, com a gasolina aditivada a diminuír 78%.
O consumo de gasolina diminuiu 5,9%, com a aditivada a verificarem uma quebra de 77,8% no período em análise. Esta gasolina “praticamente deixou de ser consumida nos últimos meses”, acrescenta a DGEG. Mas neste tipo de combustível a tendência foi igual. O consumo de gasolina sem chumbo 98 octanas caiu 20,6% e a 95 desceu 3%.Ainda assim, a DGEE salienta que as quebras do consumo dos combustíveis, não acompanhou “a tendência da evolução do preço dos combustíveis rodoviários para o mesmo período homólogo”, uma vez que a gasolina 95 octanas encareceu 6,3%, o Gasóleo 21,5% e o GPL Auto 10,4%.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Vejamos o lado bom destas coisas, repensámos o nível de utilização do automóvel. Só quando é estritamente necessário. Poupamos combustível, utilizamos mais os transportes públicos e começámos a andar mais a pé. As crises obrigam-nos a mudar ou então pagamos pela persistência do erro.

Farda inteligente

Publicada por José Manuel Dias


A nova farda de bombeiro, que tem incorporado um sistema de telecomunicações e sensores desenvolvido pelo Pólo de Aveiro do IT, passou no teste de certificação e já foi ensaiada em simulações de combate a incêndios.
O sistema
'I-Garment' foi financiado pela Agência Espacial Europeia e desenvolvido para a gestão de catástrofe, incorporando um sistema de telemetria útil para quem está a coordenar as equipas no terreno, composto por sensores de posição (GPS), de sinais vitais (temperatura e batimento cardíaco), de silhueta e alguns botões de emergência ou pânico.
Através da incorporação de componentes de aquisição de sensibilidade e de dados, telecomunicações e software, a nova farda dos bombeiros procura responder à necessidade de se saber, em tempo real, onde se encontra cada membro da equipa durante uma situação de emergência
Fonte: Portal do Cidadão

I & D

Publicada por José Manuel Dias


O presidente da Bial afirma que se as grandes empresas portuguesas investissem 5% da sua facturação em investigação e desenvolvimento (I&D), o PIB cresceria a 3%. Luís Portela defende que, em vez do cimento, se deve apostar no conhecimento. Por isso, questiona os projectos de novas auto-estradas e do TGV, mas, até agora, faz um balanço positivo do actual Governo.
[...]
P: O anti-epiléptico criado pela Bial vai ser posto no mercado no próximo ano?
R: Depois de 15/16 anos de investimento estamos às portas de lançar o primeiro medicamento de raiz portuguesa no mercado mundial.É altura de começar a ter retorno.Já começámos a ter retorno. Em Dezembro de 2007 assinámos com a Sepracor um contrato de licença exclusiva para a comercialização nos Estados Unidos e Canadá. Pagaram 75 milhões de dólares só para entrar no negócio e ao longo dos próximos dois anos vão pagar mais 100 milhões.
[...]
P: É preciso diminuir o número de funcionários públicos?
R: Imprescindível.
P:Mas não está a ser feito...
R: Terá de ser feito. É uma questão de tempo. Mas dentro dessa grande reforma também está a área do ensino. A ministra está a fazer aquilo que todos esperávamos há 20 ou 30 anos. Focar os professores no seu métier e fazê-los trabalhar mais, para que Portugal deixe de ser dos países europeus que, comparativamente, mais investe em educação e piores resultados tem.
Excertos da entrevista dada pelo Presidente da Bial ao Semanário Económico, nas vésperas do lnçamento do primeiro medicamento de raiz portuguesa no mercado mundial. Pode ser lida na íntegra aqui.

Ler na Rede

Publicada por José Manuel Dias

Mariah Carey - It's like that

Publicada por José Manuel Dias

Irresponsabilidade

Publicada por José Manuel Dias


Os vários sindicatos que representam os trabalhadores dos transportes aéreos afirmam que só recuam na paralisação se a administração da TAP considerar a proposta de aumentos salariais de 1,5 por cento.
«Esta é uma proposta minimalista que apresentámos para demonstrarmos que queremos resolver as coisas pela via do diálogo», disse esta quinta-feira aos jornalistas o porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), José Simão.
Em conferência de imprensa, os representantes dos vários sindicatos, onde se incluem também o dos técnicos de handling, o dos trabalhadores, o dos quadros da aviação comercial e o das indústrias metalúrgicas, explicaram que a proposta foi rejeitada no encontro que tiveram com a administração da transportadora esta quarta-feira.
«Não houve janela de abertura negocial. A empresa respondeu com um não que é inaceitável», acrescentou José Simão que refere que os 1,5% pedidos estão muito abaixo dos aumentos ideais. Uma situação que os órgãos sindicais não entendem, dado os lucros que a empresa teve, de quase 33 milhões de euros, no ano passado.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Quando leio estas notícias dou comigo a pensar em que época é que esta gente julga que vive. É verdade que a TAP deu 33 milhões de euros de lucros em 2007 mas também não é menos verdade que este ano, nos primeiros cinco meses, registou 102 milhões de euros de prejuízos. Insistir nos aumentos, nos termos que esta notícia nos relata, é ajudar a "cavar a própria sepultura" ou, para repescar o título do post, é de uma grande irresponsabilidade.

4 Décadas na Educação

Publicada por José Manuel Dias


Maria de Lurdes Rodrigues participou hoje na inauguração da Galeria dos Ministros da Educação. Na ocasião foi também lançado o livro 4 Décadas de Educação, que reúne depoimentos de vários titulares da pasta, desde Inocêncio Galvão Telles, ministro entre 1962 e 1968, até à actualidade. O número de Ministros da Educação que tivemos diz bem das dificuldades em levar uma qualquer política até ao fim. Maria de Lurdes Rodrigues está perto de de conseguir um feito raro depois do 25 de Abri: chegar ao fim de uma legislatura. Até agora só Roberto Carneiro com Cavaco Silva e Marçal Grilo com António Guterres conseguiram tal proeza.
Podem espreitar o Museu Virtual da Educação clicando aqui. Reparem no período de 1974 a 1976, tivemos 8 Ministros de Educação! Alguma razão terá havido para a instabilidade registada...

Progressos Reconhecidos

Publicada por José Manuel Dias


O programa de consolidação orçamental introduzido em 2005 produziu resultados impressionantes; baixando o défice de 6.1% em 2005 para 2.6% do PIB em 2007 (baseado na definição do Pacto de Estabilidade e Crescimento). Isto é notável!
A estratégia de consolidação incluiu tanto medidas de curto prazo (com um impacto imediato) como reformas de fundo para atacar de uma forma mais directa o insustentável crescimento da despesa (causa de grandes défices no passado).
Um importante pilar dessa consolidação orçamental foi a reforma da administração pública. A Administração do Estado está a ser reorganizada. O número de serviços e de funcionários públicos está a ser reduzido. Foi também introduzido um novo quadro legal para aumentar a mobilidade dentro da administração pública. Estas medidas estão destinadas a melhorar a eficiência do sector público.
Trabalha-se também para alinhar as regras que regem o trabalho dos funcionários públicos com aquelas do sector privado. A reforma do regime pensionista já foi feita, o que deverá incrementar a flexibilidade e a mobilidade entre os sectores público e privado.
Esses são importantes progressos. O desafio agora é de consolidar os resultados desse esforço e reduzir ainda mais o défice.
Mas ao mesmo tempo, Portugal terá que preparar-se para alcançar um crescimento durável e sustentável.
Angel Gurría, Secretário-Geral da OCDE, na apresentação do estudo da OCDE sobre Portugal

João Subsídio Machado

Publicada por José Manuel Dias


Os agricultores pagam os factores de produção 50 a 60%, em média, mais caros do que no ano passado e vendem os produtos mais baratos do que há um ano . Quem o disse foi João Machado, presidente da CAP, ao CM. Se você, caro leitor, não for agricultor nem pescador nem camionista nem (a lista vai engrossar nos próximos meses) o que faz? Ou se reinventa, ou fecha as portas.
Machado não pensa assim. Porque tudo é melhor do que 250 mil pessoas abandonarem a agricultura nos próximos anos. Mas o presidente da CAP foi mais longe, dizendo ser “absolutamente necessário resolver os problemas dos agricultores”. Mas quem tem de resolver os problemas dos agricultores não são… os próprios agricultores?João Machado pertence ao grupo dos que acham que o Estado deve estar sempre disponível para ajudar empresários em dificuldades. Ou será antes pseudo empresários? É que é difícil chamar “empresário” a alguém que, quando as coisas saem mal, corre a estender o chapéu à caridade do Estado.
Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios desta data, aqui.
Saber tomar riscos é uma das características que se exige aos empresários. Quando os ventos não estão de feição, há que saber adaptar-se, não se pode "correr a pedir subsídios". Os subsídios são pagos com os nossos impostos e os mais eficientes não podem andar a pagar os erros, incompetências e desperdícios dos menos capazes. O mercado ajuda a selecionar os melhores, dar subsídios a uns em detrimento de outros, contribui para que existam operadores que não têm incentivo para melhorarem o seu desempenho.

Médicos precisam-se

Publicada por José Manuel Dias


O governo quer aumentar o número de médicos no sector público da Saúde através da abertura de mais vagas nas universidades, da identificação de estudantes portugueses no estrangeiro e da contratação de médicos de outros países, anunciou hoje a ministra da Saúde, Ana Jorge, durante a apresentação do Relatório Primavera 2008, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, que alerta para a saída de muitos profissionais para o sector privado.
[...]
Perante estas conclusões, a titular da pasta da Saúde lembrou que se está, neste momento, "a sofrer as consequências do número diminuto de alunos que entrou para as faculdades de Medicina nos anos 80 e no início dos anos 90, ao mesmo tempo que se faz sentir um número elevado de pedidos de reformas antecipadas, a que legitimamente os profissionais têm direito". De acordo com a governante, está a aumentar "o número de alternativas para o exercício privado da medicina, principalmente nos grandes centros urbanos, que se tornam financeiramente atractivas para os médicos, enquanto permanece a indefinição do seu futuro profissional no sistema público".De acordo com o Governo, a resposta para este problema passa por "aumentar progressivamente o número de alunos nos cursos de medicina e ter a capacidade de atrair mais médicos ao (...) Serviço Nacional de Saúde, seja pela identificação de estudantes portugueses no estrangeiro ou pela contratação de médicos provenientes de outros países", disse Ana Jorge.
Fonte: Jornal Público, pode ver notícia desenvolvida aqui.
O número de novos médicos tem continuado abaixo das necessidades o país. António Guterres procurou inverter esta realidade. Abriu uma nova Faculdade de Medicina e aumentou o número de vagas no ensino superior. A realidade demonstra que essas medidas foram insuficientes. O número de candidatos ao Curso de Medicina é muito superior ao do número de vagas abertas, obrigando parte expressiva de candidatos a procurar colocação em Universidades estrangeiras ou a optar por outros cursos. Seria curioso saber que grupos é que tentam criar dificuldades aos jovens portugueses no acesso a esta profissão. O Estado não deve obstaculizar o acesso a esta profissão. Aplaudimos, por isso, a intenção da Ministra da Saúde de "abrir mais vagas nas Universidades".

Nelly Furtado - Try video

Publicada por José Manuel Dias

Os dirigentes da AP

Publicada por José Manuel Dias


O sucesso dos serviços públicos e das empresas privadas depende, em primeira linha, da qualidade da sua gestão, até a qualidade dos seus trabalhadores depende também da qualidade dos dirigentes. Não se entende, portanto, que num país que precisa de dar um grande salto em competitividade os dirigentes sejam tratados como uma casta superior, como uma pequena nobreza cujo papel não pode ser questionado.
Em Portugal fala-se demasiado da qualidade dos trabalhadores e questiona-se pouco a dos dirigentes, como se as competências destes fosse inata, ou como se bastasse pagar um pequeno curso no INA (uma excelente receita para este instituto e a sua corte de formadores), como se o estatuto de nobreza os coloque acima de qualquer avaliação ou medida de gestão.
Mas todos sabemos que o país e, em particular, a Administração Pública está cheio de pequenos Mugabes, gente sem qualidades para exercer cargos de liderança, que estão mais ocupados a gerir o seu estatuto do que a promover a qualidade dos seus serviços. São demasiados os dirigentes portugueses que apreciam ideias novas, que aceitam quadros com ambição, as novas ideias desvalorizam-nos os quadros que as defendem colocam os seus lugares em perigo.

Academias TIC

Publicada por José Manuel Dias


O Ministério da Educação celebra hoje um protocolo com várias empresas da área das tecnologias da informação e da comunicação (TIC), o qual permitirá a implementação de 30 Academias TIC nas escolas portuguesas.A cerimónia, que decorre no Auditório VIII do Centro de Congressos de Lisboa, conta com as presenças da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE), João Trocado da Mata. Apple, Cisco, Linux, Microsoft, Oracle e Sun serão as primeiras academias a criar no âmbito do protocolo de colaboração, segundo o Ministério da Educação. As Academias TIC oferecem formação extracurricular nas áreas de especialidade das empresas parceiras. Em Setembro próximo, os professores das escolas abrangidas na primeira fase iniciam a formação para obter a certificação necessária para leccionar nas academias. "O programa proporcionará aos alunos, aos docentes e aos não docentes o reforço e a certificação das suas competências, assim como um contacto privilegiado com algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo", realça o ministério.
Fonte: Jornal Público desta data, leitura integral aqui.
Uma iniciativa que se aplaude e que poderá contribuir para o reforço da aprendizagem das novas tecnologias da informação.

Quem gasta o que não pode...

Publicada por José Manuel Dias


As famílias portuguesas estão a embarcar numa situação explosiva: são das mais endividadas da zona euro e, em simultâneo, das que mais recorrem ao crédito ao consumo, num mercado em que as taxas de juro médias praticadas pelos bancos estão entre as mais altas. O incumprimento de dívidas disparou quase 60% em Abril.A inda assim, os portugueses continuam a ir ao banco, expondo-se, cada vez mais à subida esperada - já esta semana - da staxas de juro do Banco Central Europeu (BCE).
[...]
O mal parado é mais grave no crédito ao consumo: de acordo com o Banco de Portugal, o rácio de incumprimento neste ramo era de quase 4% do total, tendo registado uma expansão homóloga de 57% em Abril, a maior em quatro anos. Os portugueses devem 570 milhões de euros em sede de malparado. Na habitação, cujo peso é de 80% do crédito total concedido às famílias, o rácio do incumprimento é mais baixo (1,3%), mas também dá sinais de agravamento significativo, com uma subida homóloga de 13% em Abril. Olhando para o universo de todos os empréstimos às famílias conclui-se que desde a recessão de 2003 que o malparado não crescia tanto: avançou 16%, fixando-se agora em 2,5 mil milhões de Euros (1,8% do total).
Fonte Diário Económico deta data, com leitura integral aqui.
As pessoas habituaram a "ter direitos" e têm-se esquecido das obrigações, as pessoas habituaram-se a comprar a crédito e têm-se esquecido que associado ao crédito vem a responsabilidade pela pagamento das prestações que incluem para além do capital uma parcela de juros...

Merecer de Meritíssimo

Publicada por José Manuel Dias


Só para lembrar: prosseguem os julgamentos em Palermo e na Sardenha, ou não? Sim, na Sicília, onde ser mulher de juiz pode levar, no mercado, a escutar esta pergunta assustadora: "A senhora mora na rua X, no terceiro esquerdo, não é?" Sim, na Sardenha, a capital dos raptos, onde os filhos dos juízes vão à escola. E, então, os juízes continuam a julgar? Pelo que eu sei dos costumes indígenas (os da minha terra), não deviam. Deviam suspender por falta de condições de segurança.
Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias de 29 de Junho, com leitura integral aqui.

Norah Jones - Seven years

Publicada por José Manuel Dias

Portugal pacífico

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com o Global Peace Index (GPI), Portugal é o sétimo país mais pacífico do Mundo e o terceiro no contexto da União Europeia (UE), tendo registado uma subida de dois lugares em relação a 2007. Ddos países que integram a UE apenas Dinamarca e Irlanda surgem à frente de Portugal. Na edição anterior, Portugal ocupava a 9º posição, tendo conseguido uma subida de dois lugares. Este estudo analisou 140 países e a tabela dos mais seguros é liderada pela Islândia. Os países considerados no GPI representam 98% da população mundial, sendo a avaliação composta por 24 indicadores, entre os quais despesas militares, exportação de armas, população prisional, conflitos internos, instabilidade política, potencial para actos terroristas, adesão aos direitos humanos ou pessoas deslocadas.

200 anos de história

Publicada por José Manuel Dias


O Times disponibilizou um serviço público de grande qualidade e interesse: 200 anos de história. Milhões de notícias e imagens que retratam a evolução do nosso mundo, podem ser vistas a partir daqui. No arquivo, que cobre o período 1785-1985, podemos encontrar muita informação sobre Portugal, a saber: Portugal e o comércio de escravos, 1 de Novembro de 1839, Guerra civil em Portugal, 15 de Maio de 1847, Revolução em Portugal, 10 de Outubro de 1910, Salazar morreu, 28 de Julho de 1970, Movimento das Forças Armadas em Portugal, 13 de Março de 1975, A revolução Portuguesa, 25 de Abril de 1984, o Progresso de Portugal, 17 de Dezembro de 1985.

Christina Aguilera - At Last

Publicada por José Manuel Dias

Campeões

Publicada por José Manuel Dias


Há cada vez menos telefones fixos em casa dos portugueses. Os telemóveis substituem a ligação tradicional e ainda não cedem lugar aos meios de comunicação alternativos como utilizar o computador para chamadas via Internet, refere o «Jornal de Notícias».
Ter telefone fixo em casa é cada vez menos frequente nos lares portugueses. Entre os europeus Portugal, foi o país que teve a maior diminuição da presença do aparelho, havendo no sentido inverso um aumento da utilização do telemóvel.
A conclusão consta de um estudo realizado pela Comissão Europeia (CE) em todos os estados-membros, junto de 27 mil famílias, e revela o aparecimento de novos padrões de consumo em termos de serviços de telecomunicações.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Melhoria da eficiência fiscal

Publicada por José Manuel Dias


O Fisco já sabe quanto é que cada contribuinte ganha, assim como as casas, os carros ou os outros bens que este possui e se tem rendimentos para os possuir, pelo que desde 2007 eliminou a inscrição das manifestações de fortuna das declarações de IRS. Trata-se da base de dados (”REDET”) com a informação sobre o património e rendimentos dos contribuintes, tendo por objectivo final detectar todas as manifestações de riqueza e rendimentos. Nesta base de dados constam já os dados resultantes da Reformulação do cadastro de veículos decorrente da criação do Imposto Único de Circulação: 8.500.000 veículos automóveis, 1104 aviões, 31.699 aeronaves.
[...]
A nova aplicação em desenvolvimento concentra toda a informação que as finanças recebam de entidades terceiras, desde o cadastro automóvel a indicadores de qualidade e conforto das habitações susceptíveis de influenciar o valor patrimonial do prédio. Esta base de dados está já em funcionamento mas apenas ficará totalmente operacional até ao final do mês de Junho, e apresenta-se em expansão constante. Ou seja, a busca de dados sobre o património dos contribuintes é para continuar e o fisco irá apertar ainda mais a malha da fuga e fraude fiscal. Neste contexto, a máquina fiscal obriga-se este ano a acelerar as penhoras de contas e bens móveis e imóveis em hasta pública e a encontrar em falta 900 milhões de euros de impostos por correcções às bases tributáveis, estimadas estas em 3,5 mil milhões de euros.
Ler na íntegra aqui, Semanário Económico de 27 de Junho.

Bons gestores precisam-se...

Publicada por José Manuel Dias


Marçal Grilo criticou os reitores, anteontem à noite, em Aveiro, pela opção de denunciarem publicamente os cortes nos orçamentos das universidades, provenientes do Estado, em vez de procurarem fundos de investimento noutras fontes, concretamente, privadas. A crítica ia direitinha para os reitores que o fazem, incluindo a reitora da Universidade de Aveiro, Helena Nazaré, que não ouviu as declarações do ex-ministro da Educação.
[...]
«A reivindicação perante o Estado, tenho já alguma dificuldade em compreender», disse Marçal Grilo. E, atravessando o Atlântico, dá o exemplo das universidades, públicas e privadas, dos Estados Unidos, que «conseguem financiamentos significativos sem serem públicas». Marçal Grilo admite que «os fundos públicos são muito relevantes, mas a participação privada é muito importante». A participação do Estado nos orçamentos das universidades, «em termos de percentagem do PIB, nos EUA, é muito semelhante à da média europeia, mas o financiamento privado é cinco vezes ou seis superior», embora admita que em Portugal há instituições com metade do seu orçamento com origem no Estado e outra metade no privado, mas «é preciso fazer muitíssimo mais». O fundo de financiamento privado é «para suportar parte do orçamento», disse, para quem «a questão mais funda que têm as universidades públicas é a de não saberem como lidar com situações com um fundo escasso». Por isso, apontou para instrumentos alternativos.
Fonte: Portal Regional de Aveiro, notícia aqui.

Qual é o meu saldo no Banco?

Publicada por José Manuel Dias


Os bancos, a partir desta quarta-feira, vão passar a disponibilizar nos talões de multibanco apenas o dinheiro real que os clientes têm na conta.
Isso significa que, com estas novas regras, o saldo vai deixar de incluir os montantes de crédito automático disponibilizados pelos bancos, por exemplo nas contas ordenado, e passará a mostrar apenas o dinheiro que existe efectivamente na conta.
Recorde-se que, na altura em que foi feito o anúncio desta alteração, em Março deste ano, o Banco de Portugal afirmou que «as instituições de crédito devem informar com clareza os clientes sobre a remuneração que oferecem pelos fundos recebidos e os elementos caracterizadores dos produtos oferecidos, bem como sobre o preço dos serviços prestados e outros encargos a suportar pelos clientes». Ou seja, devem mostrar apenas o saldo disponível do cliente, excluindo assim valores que possam ser alvo de conrança de juros, comissões e outros encargos.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Natasha Bedingfield - Pocket Full of Sunshine

Publicada por José Manuel Dias

Como vai a economia

Publicada por José Manuel Dias


Em Maio, na Área Euro (AE), os indicadores de sentimento económico e de confiança dos consumidores prolongaram o movimento descendente observado desde Agosto de 2007. No 1º trimestre de 2008, o PIB dos principais países clientes desacelerou 0,2 p.p., para 2,5%.No plano interno, em Abril, o indicador de clima económico e o indicador de actividade económica sinalizaram uma conjuntura um pouco mais positiva que a do mês precedente. O indicador de clima económico, já disponível para Maio, apresentou uma redução. Ainda relativamente a Abril, a informação dos Indicadores de Curto Prazo (ICP) apontou para alguma reanimação nos sectores da indústria e da construção e para um abrandamento nos serviços. Refira-se que o andamento destes indicadores foi influenciado por efeitos de calendário (menos dois dias úteis em Março e mais dois dias úteis em Abril do que nos meses homólogos). Em termos nominais, em Abril verificou-se uma aceleração das importações (2,1 p.p.) e das exportações (1,5 p.p.), comportamento também parcialmente explicado pelos efeitos de calendário referidos. No mesmo mês, ao nível da procura interna, a informação disponível indica comportamentos distintos do consumo privado, que deverá ter abrandado, e do investimento, que deverá ter acelerado. Em Maio, a inflação homóloga foi de 2,8%, mais 0,3 p.p do que no mês anterior.
Leitura em detalhe da Síntese da Conjuntura do INE, aqui.

Quem mexeu no meu queijo?

Publicada por José Manuel Dias



Um vídeo baseado no livro com o mesmo nome, de Spencer Johnson, M.D.. que através de uma parábola nos dá excelentes indicações sobre o modo como podemos lidar com as mudanças. Vale a pena ir até o fim.

Desperdícios ou país produtor de petróleo?

Publicada por José Manuel Dias


Abundam entre nós várias formas de desperdício significativo que importa combater.
Entre elas, uma bem visível, é a do nosso parque automóvel, pelo número de carros de topo de gama que circulam nas nossas estradas. Alguém, cuja vida profissional o obriga a viajar pelo mundo, dizia-me um dia, que apenas em países produtores de petróleo se observava coisa semelhante! Mercedes e BMW de topo-de-gama proliferam entre nós, e marcas como a Ferrari, Porsche e Bentley, vêem-se também com alguma frequência, mantendo-se as suas vendas imunes à crise do consumo!
Constroem-se pontes e túneis, mas não dão vazão ao aumento de tráfego automóvel. Se tivermos presente que mais de 1/3 da energia gasta em Portugal é consumida nas estradas, teremos uma melhor ideia do desperdício em que incorremos e do custo que isso representa, especialmente no momento presente.
Este é apenas um dos grandes desperdícios em que incorremos mas, a par deles, outros se mantêm, quando não se multiplicam, como o dos prédios degradados nas grandes cidades, dos milhares de hectares de terras não cultivadas e dos subsídios da União Europeia que nos são atribuídos e não são utilizados, para não falar das perdas que resultam da lentidão do processo decisório do Estado e da ineficiência da administração pública. Iremos nós continuar a conformar-nos com este mar de desperdício quando carecemos de meios para alimentar os mais carenciados?
Valentim Xavier Pintado, professor da Universidade Católica, em artigo de opinião no Semanário Expresso, ler na íntegra aqui.

Quem faz a diferença

Publicada por José Manuel Dias


Há todo um mundo de artesãos, de técnicos, de pequenos empresários optimistas, geniais e activos, que não ficam à espera de subsídios do Estado e que utilizam tecnologias inovadoras e trabalham incansavelmente.Estudam, fazem experiências, testam e voltam a testar até ao infinito. Foi neste viveiro de gente enérgica e empreendedora que nasceram os empreendedores que fizeram o milagre económico italiano do pós-guerra, depois aqueles que superaram a crise petrolífera dos anos 70, criando o ‘made in Italy’, e ainda os que enfrentaram a concorrência dos tigres asiáticos. Agora, é a vez daqueles que, inventando novos produtos, novos materiais e novos serviços, conseguem conquistar nichos de mercado em sectores de alta tecnologia, derrotar europeus e americanos nos bens de consumo de luxo e até enfrentar chineses e indianos com uma elevadíssima qualidade e uma invenção contínua.
Nunca os verão na televisão, pois o pequeno ecrã está diariamente ocupado por políticos, por apresentadores, por personagens das páginas policiais, por cómicos e por imitadores. Também não se fala neles nos jornais porque estes só se ocupam da alta finança. A Universidade ignora-os. São os anónimos: os investigadores ocultos que descobrem as coisas que são úteis e necessárias, os produtores obscuros que as fabricam e vendem. E que, sem que ninguém se aperceba disso, fazem funcionar e progredir o país.
Francesco Alberoni, em artigo de opinião do Diário Económico, a ler na íntegra aqui.

Depois da BUGA...

Publicada por José Manuel Dias



... a bicicleta de água. Uma alternativa ecológica e desportiva que está a suscitar grande interesse cá pelo burgo. Um modelo de bicicleta que permite pedalar em cima da água e que foi criado por um desempregado que pretendiar criar o seu próprio emprego. Um bom exemplo de empreendedorismo. Para ver o vídeo clicar aqui.