Dilema tecnológico

Publicada por José Manuel Dias


Os territórios, as empresas e os indivíduos degladiam-se diariamente nos processos de criação de valor económico num enquadramento hipercompetitivo. Os contextos que os condicionam e motivam são turbulentos, complexos e incertos. A opção de produzir mais com menos foi ultrapassada pela inevitabilidade de conceber rapidamente diferenças e funcionalidades adaptáveis. A dinâmica económica é movida por actividades inovadoras, fortemente dependentes do conhecimento, de processos de aprendizagem interactiva e de múltiplas proximidades. Os agentes económicos de excelência são aqueles com capacidade de integrar nas suas estratégias empresariais a complexidade decorrente da articulação entre produtos, processos e tecnologias, maximizando por tempo incerto uma função não linear de apropriação produto/mercado. Continuar a ler aqui o excelente artigo de Sérgio Leal Nunes, publicado no Diário Económico de hoje.

Joss Stone-You Had Me

Publicada por José Manuel Dias

Estratégias de sucesso

Publicada por José Manuel Dias


A visita que ontem efectuei à IKEA é a pedra de toque para uma reflexão sobre o tema em assunto. Ao lado da Loja da Matosinhos que visitei está em construção um grande Centro Comercial - o maior do Grupo na Europa - que corresponde a um investimento de 170 milhões de Euros. Um espaço impressionante que criará cerca de 3.000 postos de trabalho (directos e indirectos) e que deverá receber cerca de 15 milhões de visitantes no primeiro ano de actividade. Um sábado na maior Loja da Península Ibérica do grupo sueco é uma romaria. Portugueses e espanhóis, estes quase tantos como aqueles, afadigam-se nas escolhas que vão materializar os seus desejos e encher as caixas registadoras do grupo. O que é que está por detrás do sucesso deste grupo? Uma qualquer resposta merece uma pequena reflexão sobre estratégias. Michael Porter no seu artigo "What is Strategy?" Publicado na HBR de Novembro-Dezembro de 1996, pode dar-nos uma ajuda preciosa. A tradução em brasileiro pode ser lida aqui.
Não há dúvida que as empresas devem ser flexíveis para responderem de forma célere às mudanças do mercado, desenvolvendo competências para estar à frente dos concorrentes. Sucede, no entanto, que essas preocupações geram uma competitividade salutar mas podem conduzir, num mundo cada vez mais globalizado, a um "beco sem saída" por confundirmos estratégia com eficácia operacional. Com a eficácia operacional desempenhamos actividades semelhantes melhor que os concorrentes mas não garantimos uma vantagem competitiva sustentável. Uma boa explicação para o facto é a rápida difusão das melhores práticas. Importa, por isso, escolher uma estratégia competitiva ajustada, isto é seleccionar um conjunto de actividades que permita entregar um valor único. O objectivo é ser diferente. É o que acontece coma IKEA. Atrai um segmento de mercado que deseja estilo e elegância a preços baixos. Apresenta os seus produtos no enquadramento das casas. Expõe salas, halls, casas de banhos, quartos e deixa aos clientes as escolhas que podem ser efectuadas por módulos. O cliente não precisa de um decorador para imaginar como pode juntar as partes. Perto das áreas de exposição existem os armazéns com os produtos em caixas. Compete aos clientes retirar dos produtos, previamente identificados no decurso da visita à exposição, e levá-los. Claro que também se pode contratar os serviços de transporte e montagem (continente, ilhas e até algumas zonas de Espanha). A IKEA procura satisfazer clientes com base na redução do custo, propiciada pela eliminação de alguns serviços, oferecendo-lhes todas as necessidades de mobilar uma casa que incluem para além da mobília, artigos de decoração, têxteis lar, tapetes, louça, talheres, artigos de iluminação...
A IKEA focaliza-se num segmento bem definido e desenha todas as suas actividades em ordem a satisfazer as necessidades dos seus clientes. Criou uma posição única e valiosa, com base nas suas actividades. É esse o segredo da sua estratégia. Ao escolher Portugal para abrir duas lojas, construir três fábricas, aumentando o emprego, reforçando o investimento e incrementando exportações constituiu-se num bom "espanta espíritos" para quem fala de crise e de problemas.

Remar ou segurar o leme?

Publicada por José Manuel Dias


A Universidade Católica Portuguesa vai tratar cerca de meio milhão de multas de trânsito até ao final do ano, ganhando com esse serviço 828 mil euros (IVA incluído). Sessenta juristas para 75 mil processos por mês.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) tinha um protocolo com a Ordem dos Advogados (OA) que durou três meses e terminou no final de Junho.
[...]
De acordo com o Ministério da Administração Interna, a UCP estipulou que seriam necessários 60 advogados para tratar as 75 mil contra-ordenações mensais, o que dá uma média mensal de 1250 processos por cabeça. O trabalho a desenvolver pela UCP é mais vasto do que preparar 75 mil propostas de decisão. De acordo com fonte da ANSR, entidade que substitui desde Maio de 2007 a extinta Direcção-Geral de Viação, o trabalho da UCP inclui consultoria, elaboração de pareceres, recolha e análise de doutrina e jurisprudência, apreciação da impugnação judicial com vista à sua remessa para tribunal.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
A ineficiência dos serviços públicos conduziu à necessidade de contratar externamente. Só vemos vantagens: fixam-se metas ambiciosas de desempenho e paga-se em função do realizado. Poupam-se muitos milhares de euros ao erário público. Uma prática que pode multiplicar-se por muitos dos serviços públicos com vantagens para os cidadãos e para o Estado.

Anuário Financeiro dos Municípios 2006

Publicada por José Manuel Dias


Foi apresentado no passado dia 19 de Junho o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses. Trata-se de um estudo da autoria João Carvalho, Maria José Fernandes, Pedro Camões e Susana Jorge, que analisa as contas dos municípios de 2006, e que tem por objectivos apresentar um ponto de situação sobre o estado actual do sistema de contabilidade autárquica em Portugal, bem como um resumo da situação orçamental, económica, financeira e patrimonial dos municípios portugueses. Só agora tive oportunidade de dar uma leitura neste estudo e gostaria de partilhar convosco alguma da informação apresentada:
- cada português pagou em média ao seu município 676 euros em taxas e impostos;
- 71 autarquias do país enfrentam uma situação de ruptura financeira;
- o nível do endividamento dos municípios é elevado (6.637 milhões de euros), sendo que mais de metade dessa dívida está concentrada em 30 municípios;
- Lisboa, Gaia, Porto, Aveiro e Maia são as autarquias mais endividadas;
- as despesas com pessoal correspondem a cerca de 31 por cento das despesas totais autárquicas;
- municípios com menor grau de execução de receita cobrada: Borba, Castelo de Paiva, Aveiro, Tabuaço e Castanheira de Pêra;
- municípios com maior índice de dívidas a fornecedores relativamente às receitas totais do ano anterior: Aveiro, Nazaré, Fundão, Oliveira de Azemeis e Celorico da Beira.
Quem desejar ver o documento na íntegra pode clicar aqui.
Como se pode depreender a qualidade de gestão é muito diferenciada de autarquia para autarquia. Existem autarcas que fazem uma boa gestão dos dinheiros públicos e outros que são responsáveis por desperdícios imensos. Compete-nos a nós, exercer uma cidadania responsável exigindo que o nosso dinheiro (dos impostos) seja gerido com rigor e transparência. Ganhamos nós e ganha o país.

Os combustíveis e a mudança

Publicada por José Manuel Dias


Com os preços dos combustíveis a aumentarem consecutivamente, os consumidores tendem a reduzir o consumo. É isto que se tem verificado com as gasolinas, cujo consumo continua a diminuir. Os últimos dados revelam que o consumo deste combustível desceu quase 6% em Abril, com a gasolina aditivada a diminuír 78%.
O consumo de gasolina diminuiu 5,9%, com a aditivada a verificarem uma quebra de 77,8% no período em análise. Esta gasolina “praticamente deixou de ser consumida nos últimos meses”, acrescenta a DGEG. Mas neste tipo de combustível a tendência foi igual. O consumo de gasolina sem chumbo 98 octanas caiu 20,6% e a 95 desceu 3%.Ainda assim, a DGEE salienta que as quebras do consumo dos combustíveis, não acompanhou “a tendência da evolução do preço dos combustíveis rodoviários para o mesmo período homólogo”, uma vez que a gasolina 95 octanas encareceu 6,3%, o Gasóleo 21,5% e o GPL Auto 10,4%.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Vejamos o lado bom destas coisas, repensámos o nível de utilização do automóvel. Só quando é estritamente necessário. Poupamos combustível, utilizamos mais os transportes públicos e começámos a andar mais a pé. As crises obrigam-nos a mudar ou então pagamos pela persistência do erro.

Farda inteligente

Publicada por José Manuel Dias


A nova farda de bombeiro, que tem incorporado um sistema de telecomunicações e sensores desenvolvido pelo Pólo de Aveiro do IT, passou no teste de certificação e já foi ensaiada em simulações de combate a incêndios.
O sistema
'I-Garment' foi financiado pela Agência Espacial Europeia e desenvolvido para a gestão de catástrofe, incorporando um sistema de telemetria útil para quem está a coordenar as equipas no terreno, composto por sensores de posição (GPS), de sinais vitais (temperatura e batimento cardíaco), de silhueta e alguns botões de emergência ou pânico.
Através da incorporação de componentes de aquisição de sensibilidade e de dados, telecomunicações e software, a nova farda dos bombeiros procura responder à necessidade de se saber, em tempo real, onde se encontra cada membro da equipa durante uma situação de emergência
Fonte: Portal do Cidadão

I & D

Publicada por José Manuel Dias


O presidente da Bial afirma que se as grandes empresas portuguesas investissem 5% da sua facturação em investigação e desenvolvimento (I&D), o PIB cresceria a 3%. Luís Portela defende que, em vez do cimento, se deve apostar no conhecimento. Por isso, questiona os projectos de novas auto-estradas e do TGV, mas, até agora, faz um balanço positivo do actual Governo.
[...]
P: O anti-epiléptico criado pela Bial vai ser posto no mercado no próximo ano?
R: Depois de 15/16 anos de investimento estamos às portas de lançar o primeiro medicamento de raiz portuguesa no mercado mundial.É altura de começar a ter retorno.Já começámos a ter retorno. Em Dezembro de 2007 assinámos com a Sepracor um contrato de licença exclusiva para a comercialização nos Estados Unidos e Canadá. Pagaram 75 milhões de dólares só para entrar no negócio e ao longo dos próximos dois anos vão pagar mais 100 milhões.
[...]
P: É preciso diminuir o número de funcionários públicos?
R: Imprescindível.
P:Mas não está a ser feito...
R: Terá de ser feito. É uma questão de tempo. Mas dentro dessa grande reforma também está a área do ensino. A ministra está a fazer aquilo que todos esperávamos há 20 ou 30 anos. Focar os professores no seu métier e fazê-los trabalhar mais, para que Portugal deixe de ser dos países europeus que, comparativamente, mais investe em educação e piores resultados tem.
Excertos da entrevista dada pelo Presidente da Bial ao Semanário Económico, nas vésperas do lnçamento do primeiro medicamento de raiz portuguesa no mercado mundial. Pode ser lida na íntegra aqui.

Ler na Rede

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Mariah Carey - It's like that

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Irresponsabilidade

Publicada por José Manuel Dias


Os vários sindicatos que representam os trabalhadores dos transportes aéreos afirmam que só recuam na paralisação se a administração da TAP considerar a proposta de aumentos salariais de 1,5 por cento.
«Esta é uma proposta minimalista que apresentámos para demonstrarmos que queremos resolver as coisas pela via do diálogo», disse esta quinta-feira aos jornalistas o porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), José Simão.
Em conferência de imprensa, os representantes dos vários sindicatos, onde se incluem também o dos técnicos de handling, o dos trabalhadores, o dos quadros da aviação comercial e o das indústrias metalúrgicas, explicaram que a proposta foi rejeitada no encontro que tiveram com a administração da transportadora esta quarta-feira.
«Não houve janela de abertura negocial. A empresa respondeu com um não que é inaceitável», acrescentou José Simão que refere que os 1,5% pedidos estão muito abaixo dos aumentos ideais. Uma situação que os órgãos sindicais não entendem, dado os lucros que a empresa teve, de quase 33 milhões de euros, no ano passado.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Quando leio estas notícias dou comigo a pensar em que época é que esta gente julga que vive. É verdade que a TAP deu 33 milhões de euros de lucros em 2007 mas também não é menos verdade que este ano, nos primeiros cinco meses, registou 102 milhões de euros de prejuízos. Insistir nos aumentos, nos termos que esta notícia nos relata, é ajudar a "cavar a própria sepultura" ou, para repescar o título do post, é de uma grande irresponsabilidade.

4 Décadas na Educação

Publicada por José Manuel Dias


Maria de Lurdes Rodrigues participou hoje na inauguração da Galeria dos Ministros da Educação. Na ocasião foi também lançado o livro 4 Décadas de Educação, que reúne depoimentos de vários titulares da pasta, desde Inocêncio Galvão Telles, ministro entre 1962 e 1968, até à actualidade. O número de Ministros da Educação que tivemos diz bem das dificuldades em levar uma qualquer política até ao fim. Maria de Lurdes Rodrigues está perto de de conseguir um feito raro depois do 25 de Abri: chegar ao fim de uma legislatura. Até agora só Roberto Carneiro com Cavaco Silva e Marçal Grilo com António Guterres conseguiram tal proeza.
Podem espreitar o Museu Virtual da Educação clicando aqui. Reparem no período de 1974 a 1976, tivemos 8 Ministros de Educação! Alguma razão terá havido para a instabilidade registada...

Progressos Reconhecidos

Publicada por José Manuel Dias


O programa de consolidação orçamental introduzido em 2005 produziu resultados impressionantes; baixando o défice de 6.1% em 2005 para 2.6% do PIB em 2007 (baseado na definição do Pacto de Estabilidade e Crescimento). Isto é notável!
A estratégia de consolidação incluiu tanto medidas de curto prazo (com um impacto imediato) como reformas de fundo para atacar de uma forma mais directa o insustentável crescimento da despesa (causa de grandes défices no passado).
Um importante pilar dessa consolidação orçamental foi a reforma da administração pública. A Administração do Estado está a ser reorganizada. O número de serviços e de funcionários públicos está a ser reduzido. Foi também introduzido um novo quadro legal para aumentar a mobilidade dentro da administração pública. Estas medidas estão destinadas a melhorar a eficiência do sector público.
Trabalha-se também para alinhar as regras que regem o trabalho dos funcionários públicos com aquelas do sector privado. A reforma do regime pensionista já foi feita, o que deverá incrementar a flexibilidade e a mobilidade entre os sectores público e privado.
Esses são importantes progressos. O desafio agora é de consolidar os resultados desse esforço e reduzir ainda mais o défice.
Mas ao mesmo tempo, Portugal terá que preparar-se para alcançar um crescimento durável e sustentável.
Angel Gurría, Secretário-Geral da OCDE, na apresentação do estudo da OCDE sobre Portugal

João Subsídio Machado

Publicada por José Manuel Dias


Os agricultores pagam os factores de produção 50 a 60%, em média, mais caros do que no ano passado e vendem os produtos mais baratos do que há um ano . Quem o disse foi João Machado, presidente da CAP, ao CM. Se você, caro leitor, não for agricultor nem pescador nem camionista nem (a lista vai engrossar nos próximos meses) o que faz? Ou se reinventa, ou fecha as portas.
Machado não pensa assim. Porque tudo é melhor do que 250 mil pessoas abandonarem a agricultura nos próximos anos. Mas o presidente da CAP foi mais longe, dizendo ser “absolutamente necessário resolver os problemas dos agricultores”. Mas quem tem de resolver os problemas dos agricultores não são… os próprios agricultores?João Machado pertence ao grupo dos que acham que o Estado deve estar sempre disponível para ajudar empresários em dificuldades. Ou será antes pseudo empresários? É que é difícil chamar “empresário” a alguém que, quando as coisas saem mal, corre a estender o chapéu à caridade do Estado.
Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios desta data, aqui.
Saber tomar riscos é uma das características que se exige aos empresários. Quando os ventos não estão de feição, há que saber adaptar-se, não se pode "correr a pedir subsídios". Os subsídios são pagos com os nossos impostos e os mais eficientes não podem andar a pagar os erros, incompetências e desperdícios dos menos capazes. O mercado ajuda a selecionar os melhores, dar subsídios a uns em detrimento de outros, contribui para que existam operadores que não têm incentivo para melhorarem o seu desempenho.

Médicos precisam-se

Publicada por José Manuel Dias


O governo quer aumentar o número de médicos no sector público da Saúde através da abertura de mais vagas nas universidades, da identificação de estudantes portugueses no estrangeiro e da contratação de médicos de outros países, anunciou hoje a ministra da Saúde, Ana Jorge, durante a apresentação do Relatório Primavera 2008, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, que alerta para a saída de muitos profissionais para o sector privado.
[...]
Perante estas conclusões, a titular da pasta da Saúde lembrou que se está, neste momento, "a sofrer as consequências do número diminuto de alunos que entrou para as faculdades de Medicina nos anos 80 e no início dos anos 90, ao mesmo tempo que se faz sentir um número elevado de pedidos de reformas antecipadas, a que legitimamente os profissionais têm direito". De acordo com a governante, está a aumentar "o número de alternativas para o exercício privado da medicina, principalmente nos grandes centros urbanos, que se tornam financeiramente atractivas para os médicos, enquanto permanece a indefinição do seu futuro profissional no sistema público".De acordo com o Governo, a resposta para este problema passa por "aumentar progressivamente o número de alunos nos cursos de medicina e ter a capacidade de atrair mais médicos ao (...) Serviço Nacional de Saúde, seja pela identificação de estudantes portugueses no estrangeiro ou pela contratação de médicos provenientes de outros países", disse Ana Jorge.
Fonte: Jornal Público, pode ver notícia desenvolvida aqui.
O número de novos médicos tem continuado abaixo das necessidades o país. António Guterres procurou inverter esta realidade. Abriu uma nova Faculdade de Medicina e aumentou o número de vagas no ensino superior. A realidade demonstra que essas medidas foram insuficientes. O número de candidatos ao Curso de Medicina é muito superior ao do número de vagas abertas, obrigando parte expressiva de candidatos a procurar colocação em Universidades estrangeiras ou a optar por outros cursos. Seria curioso saber que grupos é que tentam criar dificuldades aos jovens portugueses no acesso a esta profissão. O Estado não deve obstaculizar o acesso a esta profissão. Aplaudimos, por isso, a intenção da Ministra da Saúde de "abrir mais vagas nas Universidades".

Nelly Furtado - Try video

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Os dirigentes da AP

Publicada por José Manuel Dias


O sucesso dos serviços públicos e das empresas privadas depende, em primeira linha, da qualidade da sua gestão, até a qualidade dos seus trabalhadores depende também da qualidade dos dirigentes. Não se entende, portanto, que num país que precisa de dar um grande salto em competitividade os dirigentes sejam tratados como uma casta superior, como uma pequena nobreza cujo papel não pode ser questionado.
Em Portugal fala-se demasiado da qualidade dos trabalhadores e questiona-se pouco a dos dirigentes, como se as competências destes fosse inata, ou como se bastasse pagar um pequeno curso no INA (uma excelente receita para este instituto e a sua corte de formadores), como se o estatuto de nobreza os coloque acima de qualquer avaliação ou medida de gestão.
Mas todos sabemos que o país e, em particular, a Administração Pública está cheio de pequenos Mugabes, gente sem qualidades para exercer cargos de liderança, que estão mais ocupados a gerir o seu estatuto do que a promover a qualidade dos seus serviços. São demasiados os dirigentes portugueses que apreciam ideias novas, que aceitam quadros com ambição, as novas ideias desvalorizam-nos os quadros que as defendem colocam os seus lugares em perigo.

Academias TIC

Publicada por José Manuel Dias


O Ministério da Educação celebra hoje um protocolo com várias empresas da área das tecnologias da informação e da comunicação (TIC), o qual permitirá a implementação de 30 Academias TIC nas escolas portuguesas.A cerimónia, que decorre no Auditório VIII do Centro de Congressos de Lisboa, conta com as presenças da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE), João Trocado da Mata. Apple, Cisco, Linux, Microsoft, Oracle e Sun serão as primeiras academias a criar no âmbito do protocolo de colaboração, segundo o Ministério da Educação. As Academias TIC oferecem formação extracurricular nas áreas de especialidade das empresas parceiras. Em Setembro próximo, os professores das escolas abrangidas na primeira fase iniciam a formação para obter a certificação necessária para leccionar nas academias. "O programa proporcionará aos alunos, aos docentes e aos não docentes o reforço e a certificação das suas competências, assim como um contacto privilegiado com algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo", realça o ministério.
Fonte: Jornal Público desta data, leitura integral aqui.
Uma iniciativa que se aplaude e que poderá contribuir para o reforço da aprendizagem das novas tecnologias da informação.

Quem gasta o que não pode...

Publicada por José Manuel Dias


As famílias portuguesas estão a embarcar numa situação explosiva: são das mais endividadas da zona euro e, em simultâneo, das que mais recorrem ao crédito ao consumo, num mercado em que as taxas de juro médias praticadas pelos bancos estão entre as mais altas. O incumprimento de dívidas disparou quase 60% em Abril.A inda assim, os portugueses continuam a ir ao banco, expondo-se, cada vez mais à subida esperada - já esta semana - da staxas de juro do Banco Central Europeu (BCE).
[...]
O mal parado é mais grave no crédito ao consumo: de acordo com o Banco de Portugal, o rácio de incumprimento neste ramo era de quase 4% do total, tendo registado uma expansão homóloga de 57% em Abril, a maior em quatro anos. Os portugueses devem 570 milhões de euros em sede de malparado. Na habitação, cujo peso é de 80% do crédito total concedido às famílias, o rácio do incumprimento é mais baixo (1,3%), mas também dá sinais de agravamento significativo, com uma subida homóloga de 13% em Abril. Olhando para o universo de todos os empréstimos às famílias conclui-se que desde a recessão de 2003 que o malparado não crescia tanto: avançou 16%, fixando-se agora em 2,5 mil milhões de Euros (1,8% do total).
Fonte Diário Económico deta data, com leitura integral aqui.
As pessoas habituaram a "ter direitos" e têm-se esquecido das obrigações, as pessoas habituaram-se a comprar a crédito e têm-se esquecido que associado ao crédito vem a responsabilidade pela pagamento das prestações que incluem para além do capital uma parcela de juros...

Merecer de Meritíssimo

Publicada por José Manuel Dias


Só para lembrar: prosseguem os julgamentos em Palermo e na Sardenha, ou não? Sim, na Sicília, onde ser mulher de juiz pode levar, no mercado, a escutar esta pergunta assustadora: "A senhora mora na rua X, no terceiro esquerdo, não é?" Sim, na Sardenha, a capital dos raptos, onde os filhos dos juízes vão à escola. E, então, os juízes continuam a julgar? Pelo que eu sei dos costumes indígenas (os da minha terra), não deviam. Deviam suspender por falta de condições de segurança.
Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias de 29 de Junho, com leitura integral aqui.