Tu cá, tu lá

Publicada por José Manuel Dias


O número de declarações Modelo 3 do IRS entregues até 30 de Maio passado, no conjunto das duas fases, superaram em mais de 180 mil o número registado no período homólogo de 2007, confirmando a tendência que tem vindo a ser verificada nos últimos anos de “aumento dos níveis de cumprimento voluntário das obrigações fiscais por parte dos contribuintes”, informa o Ministério das Finanças e da Administração Interna em comunicado. A 30 de Maio, o número de declarações entregues pela Internet (3.196.580) representava 69% do total de declarações recepcionadas, contra 60% no mesmo período do ano passado.No conjunto das duas fases, registou-se um acréscimo de 20% no número das declarações entregues pela Internet face ao ano anterior, o que se traduz em mais de 539 mil declarações entregues por esta via. “Este resultado é ainda mais significativo, dado que já em 2007 se tinha registado um crescimento bastante elevado das declarações Modelo 3 entregues pela Internet que, aliás, superaram pela primeira vez as entregues em papel”, salienta o Ministério das Finanças.
Fonte: Jornal de Negócios desta data, aqui.
Quem disse que os portugueses não estavam virados para as novas tecnologias?! Já somos: "Tu cá, tu lá" com a Internet. Com benefícios para o cidadão, para o Estado e para os contribuintes.

A buzina da razão

Publicada por José Manuel Dias


Há por aí uns tantos que se queixam do preço dos combustíveis. E o que fazem? Vão gastar mais combustível, numa marcha lenta, buzinando para que o "estado papá" os ouça e lhe reforce a mesada. Deveriam era atentar no que diz o Porfírio Silva:
Numa reflexão mais cuidada compreenderíamos o porquê destas perturbações no preço dos combustíveis:
- Se um chinês ou um indiano produzem o mesmo que um ocidental parece legítimo que aspirem a viver melhor;
- Se 5 em cada 100 indianos tiver direito a um frigorífico, o alumínio esgotar-se-á no planeta;
- Se 2 em cada 100 chineses trocarem a bicicleta por um automóvel, a produção do petróleo é insuficiente para responder a este acréscimo de consumo;
- Os Estados Unidos têm 4% da população do Mundo mas consomem quase 1/4 da produção de petróleo;
- Existe uma produção estimada de 81 a 85 milhões de barris por dia para um consumo estimado de 84 a 87 milhões de barris ;
- Se a a China acelerar a sua industrialização, e tem todo o direito de o fazer, calcula-se que as necessidades mundiais de petróleo subirão 10% até ao final da década;
- Como é sabido, os recursos mundiais são limitados e se " o jantar é o mesmo, mas as pessoas sentadas são em maior número, se queremos manter harmonia, teremos de nos contentar com menos".
Podem, pois, buzinar, aqui no nosso cantinho, culpar este governo ou a Galp, mas ali ao lado, em Espanha, em França ou na Alemanha, ou lá mais longe, na Argentina ou no Canadá, o problema é o mesmo. Uma nova ordem internacional desponta, estamos a fazer, o que muitos dos que buzinam reclamaram durante décadas: uma mais justa redistribuição de rendimentos à escala mundial. Não há volta a dar, só temos uma saída: poupar. Copiemos, pois, o exemplo do Porfírio Silva.

iPhone

Publicada por José Manuel Dias


"De vez em quando surge um produto revolucionário que muda tudo. Hoje, lancámos três produtos desta classe. O primeiro é um iPod de de ecrá largo com controlo pelo toque. O segundo é um telemóvel revolucionário. O terceiro é um aparelho de comunicação internet inovador. Não se trata de três aparelhos nas de um. E chamámos-lhe iPhone".
Steve Jobs a 9 de Janeiro de 2007

Com o saber de experiência feito

Publicada por José Manuel Dias


O terceiro choque petrolífero significa a saída de cerca de 1.200 milhões de euros dos bolsos dos portugueses para os produtores de energia. Uma redução no ISP aumentava ainda mais essa factura, reduzindo ainda mais o crescimento e agravando o desemprego. Estimativas e alertas de José da Silva Lopes, ex-ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal, que pode ler hoje no Jornal de Negócios. Silva Lopes, que enfrentou os dois anteriores choques petrolíferos, conclui que o Governo, além do que já fez ao congelar o preço dos passes sociais, pode actuar com um plano específico contra a pobreza, com intervenções moderadoras sobre os salários e pensões mais elevados e no domínio dos impostos que recaem sobre os rendimentos mais altos. Passar as perdas de uns para os outros, como tentam fazer os camionistas, apenas agrava a situação e não traz mais justiça social. As cabeleiras, diz, poderão sofrer mais com a crise do petróleo que os camionistas ou pescadores.
No Jornal de Negócios desta data, aqui.

Norah Jones - Don't know why

Publicada por José Manuel Dias

Monopólio, crescimento e resultados

Publicada por José Manuel Dias


Crescer, crescer, crescer a todo o custo e sempre, é a lição número um do Monopólio. É uma lição grande, mas não é uma grande lição. Trata-se mesmo de um péssimo conselho. A vida não é como jogar ao Monopólio. A vida incorpora bastante bluff, um pouco de batota, muito instinto e ratice, alguma temeridade, uma enorme capacidade de arriscar e ser capaz de lidar com grandes doses de incerteza. A vida real é muito mais parecida com o poker do que com Monopólio.Infelizmente a receita para o sucesso está muito mais para além do que simples conjugação do verbo crescer. Custa-me ver muitas e boas empresas portuguesas obcecadas com a ideia do crescimento, que não pensam noutra coisa senão em ganharem dimensão, negligenciando a rentabilidade e o módico de prudência que é indispensável guardar nesta conjuntura de grave crise e incerteza a nível internacional. Este não é o tempo para acelerar. Nós não estamos a viajar numa auto-estrada com três pistas e sem trânsito, mas sim numa estrada estreita, cheia de buracos, curvas e contracurvas perigosas e pejada de automóveis, alguns dos quais estão a ser conduzidos por gente imprudente. Por isso, temos de estar com os cinco sentidos bem aguçados e com o pé junto ao travão. Para não nos estamparmos.
Jorge Fiel, no Diário de Notícias de hoje, artigo na íntegra aqui.
Um excelente artigo que nos sensibiliza para questões hodiernas. O que é mais importante: volume de negócios ou rentabilidade? Que produtos e/ou serviços é que mais contribuem para os o volume de negócios? Que produtos e/ou serviços mais contribuem para a rentabilidade? Nestes tempos em que a única certeza que temos sobre o futuro é a incerteza, justifica-se uma reflexão aprofundada sobre esta temática.

Obamania

Publicada por José Manuel Dias


Barack Obama, candidat global ? "L'"obamania" est devenue un phénomène planétaire d'une ampleur peut-être plus grande que celle de la "dianamania"", a écrit Timothy Garton Ash, professeur d'études européennes à Oxford. C'est dire.
Vu de l'étranger, l'homme séduit. D'abord, le sénateur de l'Illinois se distingue par son opposition résolue à la guerre en Irak. M. Obama l'a répété : une fois élu, il retirera les troupes américaines. Il marque les consciences collectives en nourrissant l'idée d'un véritable changement au Moyen-Orient.
Ler na íntegra, aqui, Le Monde desta data.
Se fosse eleito por todo o Mundo Barak Obama seria, seguramente, o próximo Presidente dos Estados Unidos. Vejamos o que dizem as sondagens nalguns países europeus: 84 % dos Franceses dar-lhe-iam o seu voto, 82 % dos Alemães, 74 % dos Ingleses , 72 % dos Espanhóis. Uma vez que não é assim, resta-nos aguardar pelo veredicto dos americanos.

Leituras matinais

Publicada por José Manuel Dias

Lisa Lavie - Everything Or Nothing

Publicada por José Manuel Dias

Tratado de Lisboa e comportamento racional

Publicada por José Manuel Dias


No dia em que se vai conhecer a decisão dos irlandeses sobre o Tratado de Lisboa não deixa de ser curioso reflectir sobre os resultados de uma sondagem levada a efeito em ordem a conhecer as motivações dos eleitores para o "Sim" e para o "Não", ver aqui.
Só 8% dos eleitores afirma conhecer perfeitamente o Tratado. Dos que afirmam ir votar "Não" 30% dizem que «não sabem ou não compreendem o que estão a votar»! Faz sentido, a mudança causa sempre alguma apreensão. Se vencer o "Não" como algumas projecções indicam impõe-se a pergunta:
-E agora Europa?
Existe sempre uma saída, segundo alguns europeístas, " avançar com quem quiser ir para a frente". A Europa de mais de 500 milhões de habitantes não pode ficar refém da vontade de um país que não tem 1% da sua população. Assegurar melhores condições de eficiência na tomada de decisão e garantir algum avanço na integração política têm de ser preocupações cimeiras da União Europeia se quiser fazer face aos complexos desafios com que se confronta.

Os camiões da desordem

Publicada por José Manuel Dias


Já vimos este filme. Este ano passou na Grécia e em alguns estados dos EUA; em Dezembro foi na Itália. Os factos históricos sobre bloqueios de camionistas dizem-nos que detêm um poder de pressão desmesurado. Podem, ao jeito de exércitos medievais ou bandos de salteadores, cercar cidades, ameaçando-as com a falta de víveres e de combustível. Podem parar países e arruinar economias. Podem cortar estradas, apedrejar veículos, rasgar pneus, cortar tubos de combustível, incendiar camiões - isto só para falar de coisas que se passaram, em Portugal e Espanha, desde segunda-feira. Em Espanha, chegaram, segundo se noticiou, a assegurar ao dono de uma loja de arranjo de pneus que se continuasse a reparar pneus de camiões vandalizados "haveria consequências". Posso estar a ver mal, mas não vejo grande diferença entre o que os camionistas fizeram e o método mafioso conhecido por extorsão, ou o mais vulgar assalto à mão armada.
[...]
Por isso as últimas paralisações europeias terminaram sem ver satisfeita a "reivindicação" principal, a da baixa do preço dos combustíveis. Assim por cá. A questão principal será, pois, por que motivo os governos deixam as coisas chegar ao ponto de serem forçados a negociar sob chantagem. Parece óbvio que mal se esboça um movimento de bloqueio é necessário tornar claro que tal é inadmissível - de preferência, com o concurso da oposição, que assobiou para o ar perante os desmandos (será isso a credibilidade?). Afinal, como alguém escreveu, a democracia não é ausência de poder - é a legitimação do poder. Questão de o usar.
Os Camionistas do Apocalipse, Fernanda Câncio, no Diário de Notícias desta data, aqui.

No pelotão da frente

Publicada por José Manuel Dias


Será que algum dos nossos leitores consegue apresentar uma explicação para o facto dos portugueses terem uma das maiores médias de carro por mil habitantes?
Vejamos alguns países (dados reportados a 2004) disponibilizados pelo Eurostat :
Alemanha - 546, Espanha - 454, França - 491, Hungria - 280, Holanda - 429, Suécia - 456, Finlândia - 456, Reino Unido - 463, Suiça - 514, Polónia - 314, Grécia - 248 e França -491.
A média da União Europeia é de 472 e (pasme-se!) Portugal tem 572. Mais 100 carro por mil habitantes que a média da União Europeia. No período em análise (1990/2004) o número de carros na União Europeia aumentou 38%. No mesmo período em Portugal subiu - 135% !!
Esta realidade não se enquadra com o discurso de crise que alguns tentam fazer passar, nem se compagina com os nosso nível de rendimentos. Depois queixamo-nos que a gasolina está cara!
Somos tentados a recuperar uma frase que ouvimos, algum tempo atrás, numa conferência sobre a nossa situação económica: "os portugueses trabalham como os marroquinos mas querem gastar como os alemães", fazendo, no entanto, uma correcção "querem gastar mais do que os alemães" (pelo menos em matéria de automóveis, 572/1.000 habitantes em Portugal, contra 546/1.000 habitantes na Alemanha).
Se tiver curiosidade em conhecer toda a informação é só clicar aqui.

Aprender com os erros dos outros...

Publicada por José Manuel Dias


Um destes dias, observando o parque automóvel de Luanda dei por mim a questionar-me sobre a racionalidade económica da política de combustíveis de Angola. O parque automóvel da capital angolana é de extremos. Se são os carros velhos que predominam, os que mais impressionam são os jipes de luxo, de preferência último modelo americano com consumos que chegam a ultrapassar os 20 litros aos 100 km. Mas em Angola um carro que gaste muito não constitui problema. Apesar dos sucessivos recordes do preço do petróleo, há muito que o preço oficial da gasolina está “congelado” nos 40 kwanzas por litro, cerca de 33 cêntimos de euro, enquanto o do gasóleo não sai dos 29 kwanzas, pouco mais de 24 cêntimos de euro. A título comparativo, na Europa o preço sem impostos é cerca do dobro do de Angola, o que indicia que os preços angolanos são fortemente subsidiados.Em Angola, o que custa não é o dinheiro que se gasta a atestar o depósito, é o tempo que se demora a abastecer. Na capital escasseiam os postos de comba análise do mercado de combustíveis angolano sugere alguma irracionalidade económica. As autoridades fixam preços demasiado baixos para os combustíveis. Os preços demasiado baixos promovem um consumo desenfreado. O consumo desenfreado é controlado através de barreiras administrativas, que se traduzem, por exemplo, na enorme escassez de postos de combustíveis sendo frequentes as filas nas bombas.
Carlos Rosado de Carvalho, no Diário Económico, aqui.
A avaliar pelo que se vê por aí há muita boa gente que pensa que vive em Angola...


Palavras avisadas

Publicada por José Manuel Dias


A actual crise gerada pelos preços dos combustíveis será a primeira de muitas, não havendo problemas de abastecimento é evidente que o aumento da procura sustenta a especulação. Essa mesma procura é alimentada pelo crescimento das economias emergentes, não sendo previsível nem desejável um arrefecimento dessas mesmas economias.
Portugal não tem petróleo, mas está em excelentes condições para apostar nas economias renováveis. Mais não basta investir em energias renováveis, importa adoptar medidas imediatas e apostar a soluções a médio e longo prazo. Mais do que uma opção, estamos perante um imperativo, uma boa parte do que exportamos destina-se a pagar as importações de crude e essa factura tende a aumentar. Além disso o aumento dos preços dos combustíveis tenderá a reduzir a competitividade das nossas exportações.
O aumento dos preços não tem sido suficiente nem para que haja uma poupança significativa, nem para que os agentes económicos reequacionem as suas opções de investimento. Por isso mesmo, seria um erro grave uma redução fiscal que apenas servisse para estimular ou manter os actuais níveis e padrões de consumo, o que hoje não é economicamente viável com os actuais preços deixá-lo-á de ser mais tarde ou mais cedo. Faz mais sentido usar a política fiscal para penalizar o consumo ineficiente da energia.

A sorte dá muito trabalho

Publicada por José Manuel Dias


Portugal garantiu esta noite o primeiro lugar do Grupo A do Euro 2008, e, por isso, a presença nos quartos-de-final da prova, após a Turquia ter vencido a Suíça por 2-1. Os suíços são a primeira equipa afastada da prova.
A selecção portuguesa é, por sua vez, a primeira a garantir a presença nos quartos-de-final e já não depende do que fizer domingo, frente à Suíça (19h45). Na próxima fase, Portugal jogará no dia 19 (quinta-feira) em Basileia frente ao segundo classificado do Grupo B, que integra Alemanha, Croácia, Polónia e Áustria.
Jornal Público, aqui.

Gabriella Cilmi - Sweet About Me

Publicada por José Manuel Dias

Camiões, partidos e outras coisas mais

Publicada por José Manuel Dias


A violência organizada no espaço público para coagir os que não têm a mesma opinião que nós, contrariando direitos fundamentais protegidos pela Constituição e pelas leis, é um sinal de barbárie. É um sinal daqueles tempos em que mandam os que mais facilmente recorrem à força bruta. E os que gostam de rebanho: os que, a coberto do grupo, mesmo que sejam ovelhas se tornam lobos.O grave é que isto vem sendo tolerado há demasiado tempo. Demasiados anos. Com cumplicidades de todos. Desde os partidos dos extremos do arco parlamentar, que gostam de brincar às revoluções para tentar medrar eleitoralmente.
Porfírio Silva, no Machina Speculatrix
Manuela Ferreira Leite ainda não disse uma única palavra sobre o lock-out das empresas de transporte de mercadorias. Encarregou Jorge Costa, o braço de direito de Valentim Loureiro no Boavista, de fazer, em seu nome, umas declarações absolutamente vergonhosas.
"Há um acordo entre a ANTRAM e o Governo, na sequência de alguns meses (de negociação), porque estes dossiers que estavam em cima da mesa não foram dossiers da última semana. Desde Janeiro que os tínhamos apresentado ao Governo", congratulou-se o presidente da associação dos transportadores portugueses. No entanto, questionado pelos jornalistas sobre a criação do gasóleo profissional, principal bandeira dos camionistas e empresas que saíram para as ruas em paralisação, o presidente da ANTRAM foi claro: "Gasóleo profissional não".
Site da RTP, aqui.

10 de Junho

Publicada por José Manuel Dias

10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas.

Leituras na Rede

Publicada por José Manuel Dias

Educação ou subsídios?

Publicada por José Manuel Dias


A partir do próximo ano lectivo, as escolas abrangidas pelo Plano Tecnológico da Educação terão ligação à Internet em banda larga com velocidade de 48Mbps e um quadro interactivo por cada três salas de aula, objectivos inicialmente previstos para 2010.
"Essas eram metas para 2010, mas vão ser concretizadas já no próximo ano lectivo. Estamos a fazer um esforço considerável para antecipar o cumprimento dos objectivos", afirmou o coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE), João Trocado da Mata, em entrevista à Agência Lusa.
Fonte Jornal de Notícias, aqui.
Esperemos que os subsídios na calha (para isto, aquilo e aqueloutro) não prejudiquem este propósito.

Rufus, Moby, & Sean Lennon - Across The Universe

Publicada por José Manuel Dias

Intervenções e privilégios

Publicada por José Manuel Dias


O consumidor ou é um empresário ou um proprietário dos meios de produção ou um trabalhador. Ou, como membro de uma família, é sustentado por alguns deles. Por outro lado, todo produtor é, necessariamente, um consumidor. É uma ingenuidade imaginar que uma medida ou política possa beneficiar um sem prejudicar o outro. Na realidade, o que se pode afirmar com certeza é que quase toda medida restritiva traz vantagens para um limitado grupo de pessoas, enquanto que afecta negativamente todas as outras ou, pelo menos, a grande maioria. A intervenção, portanto, pode ser considerada como um privilégio concedido a alguns em detrimento dos demais. Privilégios beneficiam os agraciados e prejudicam os outros membros do sistema. O propósito de um privilégio é beneficiar um limitado numero de pessoas à custa dos que são prejudicados. Se, por hipótese, todos fossem igualmente beneficiados, o sistema de privilégios seria um contra-senso. Na medida em que a protecção tarifária beneficia apenas alguns produtores ou diversos produtores com intensidade diferente, haverá sempre um grupo de privilegiados. Se, entretanto, todos os produtores forem igualmente protegidos, esse tipo de política torna-se auto-destrutiva. Todos perdem, ninguém ganha.

Aprender com os melhores...

Publicada por José Manuel Dias


A Patinter SA, uma das maiores transportadoras rodoviárias europeias, sedeada em Mangualde, ficou fora da acção de protesto iniciada às 00h00 de hoje, por discordar dos argumentos que levaram à sua convocação. "Os argumentos são falaciosos, porque o gasóleo é europeu. Por isso, hoje, estaremos a trabalhar normalmente, se nos deixarem", disse à Agência Lusa Júlio Fernandes, da Patinter, cuja frota ronda os 1500 camiões. A transportadora tem a sede e a sua principal plataforma logística e operacional em Mangualde e conta com delegações em Espanha, França, Alemanha e República Checa. "Nós quase não trabalhamos em Portugal, a nossa maior área de deslocação é o estrangeiro", contou.
"Poderia haver um pequeno ajustamento fiscal, mas não sou apologista de haver gasóleo profissional. Devia antes haver alterações da legislação que levassem a uma harmonização de todos os transportadores. Há uma desregulamentação em termos laborais, mas com isso ninguém se está a preocupar", lamentou.
Fonte, Jornal Público desta data, aqui.
A competitividade das empresas depende de muitos factores. O modo como os recursos são geridos e as respectivas capacidades são desenvolvidas, concorrem para a determinação das competências essenciais que viabilizam o surgimento de vantagens competitivas. As empresas de transporte de mercadorias que se lamentam do preço do gasóleo deveriam interrogar-se sobre as razões do sucesso de outros concorrentes. Aprender com os melhores é, pois, urgente e necessário.

Prioridades...

Publicada por José Manuel Dias


Portugal encontra-se entre os países que apresentam uma maior taxa de jovens como compradores de veículos novos (20 por cento).
Ao contrário da maioria dos países analisados, em Portugal jovens com idades inferiores a 30 anos vêem no carro uma prioridade. Esta situação verifica-se porque os jovens «coabitam mais tempo com os pais, o que lhes permite investir e colocarem o automóvel entre as suas prioridades de equipamento, podendo aceder mais cedo a um veículo novo».
A idade média do comprador é, deste modo, impulsionada para baixo em relação aos restantes países.
Depois queixam-se do aumento dos combustíveis...

Será desta?

Publicada por José Manuel Dias

Era impossível querer um começo de Europeu melhor. Portugal venceu o seu jogo de estreia na competição, fez uma boa exibição e ganhou sem deixar a mais pequena dúvida de que é mesmo candidato a algo. No Público de hoje. Depende de nós acreditar, depende dos jogadores conseguir. Força campeões!

Produtividade e tecnologia

Publicada por José Manuel Dias


O Multibanco permite aos portugueses poupar 190 milhões de horas em filas de espera, o equivalente a 750 milhões de euros por ano, de acordo com a Sociedade Interbancária de Serviços. A estimativa foi hoje divulgada pelo presidente da SIBS, Vítor Bento.
A ida ao multibanco para levantar dinheiro ou efectuar pagamentos - em vez do tempo gasto em filas de espera nos bancos ou noutras empresas - permite aos portugueses poupar 750 milhões de euros por ano, segundo Vítor Bento.
A rede Multibanco conta com 12.800 caixas automáticas em todo o país, tendo registado um total de quase 795 milhões de operações em 2007.
Neste número incluem-se 392 milhões de levantamentos, 255 milhões de consultas e 127 milhões de pagamentos.O Multibanco conta ainda com uma rede de 177 mil terminais de pagamento automático, que em 2007 permitiram realizar mais de 547 milhões de compras, com um preço médio por transacção de 43,9 euros.
Fonte: Semanário Expresso, aqui.
Como é consabido o sistema português da SIBS é considerado um dos mais avançados a nível mundial devido ao elevado número de funcionalidades disponibilizadas nos seus terminais. Um contributo importante para a melhoria da nossa produtividade.

A lição do futebol

Publicada por José Manuel Dias


Pepe não era obrigado a ser português para aceder aos grandes palcos do futebol europeu mas optou por o ser, não era obrigado a falar de Portugal como pátria mas optou por o fazer, não era obrigado a cantar o hino mas optou por o fazer, como defesa não era obrigado a marcar mas tudo o fez para o conseguir.
Um bom exemplo para todos. Se todos os portugueses tivessem o desempenho de Pepe, não nos confrontaríamos como muitos dos problemas que hoje nos preocupam. Fazer mais e fazer melhor exige sacrifício, empenho e determinação, ou, para usar uma linguagem futebolística, alcançar bons resultados implica, muitas vezes, "comer relva".

Robbie Williams live with Joss Stone - Angels

Publicada por José Manuel Dias

Não ceder ao facilitismo

Publicada por José Manuel Dias


"Nos anos 60, Robert Mondavi revolucionou a indústria com uma decisão simples: copiou e aplicou no Vale de Napa o que se fazia na região francesa de Pomerol, o pedaço de vinha com o hectare mais caro de França – 30 milhões de euros. A técnica usada no Pomerol dava vinhos excelentes, como o famoso Pétrus – 600 euros a garrafa. Além da ajuda da geografia, da metereologia e das castas, o Pétrus atingiu o nirvana etílico graças a uma opção de cultivo sem mistério: o espaço entre as videiras foi drasticamente reduzido. Com menos espaço, as plantas passaram a crescer mais preocupadas com a proximidade das rivais. Ficaram neuróticas. Stressadas. Inquietas. No caso das uvas isso é óptimo: uvas pressionadas fazem pela vida, dão frutos ricos e um vinho mais denso, mais encorpado. Produzem menos quantidade e melhor qualidade".
André Macedo conta-nos esta história, no Diário Económico, para tirar uma lição: a concorrência faz bem, até às uvas. E aproveita para deixar um conselho a José Sócrates " agora que pescadores, enfermeiros, funcionários públicos e muitos outros aproveitam para exigir, reclamar e criticar o Governo, Sócrates deveria pensar no exemplo do Pétrus". A vida não está fácil. Analisa depois a actual situação: "o espaço de manobra é reduzido. O período é crítico, o mais crítico deste Governo. Euro alto, petróleo no zénite, preços da comida a subir, exportações a cair, investimento directo estrangeiro a derrapar e um clima social de cortar à faca" e conclui " o momento é mau e só há uma saída: Sócrates terá de acreditar que até ao lavar dos cestos há governo. É tempo de convicções fortes, não de facilitismo".

Preocupações ecológicas

Publicada por José Manuel Dias


A escalada dos preços dos combustíveis está a provocar uma quebra acentuada de combustíveis. Na gasolina o consumo diminuiu 7% no primeiro trimestre e agora também a compra de gasóleo está já em queda. Como os preços têm vindo a aumentar ainda mais, é de esperar um agravamento desta tendência. De acordo com os dados hoje divulgados pela Autoridade da Concorrência, o consumo total de combustíveis rodoviários diminuiu 1,9% no primeiro trimestre de 2008,em comparação com igual período de 2007.
Notícia desenvolvida, no Jornal de Negócios, aqui.

A importância do ambiente externo

Publicada por José Manuel Dias


As indústrias da fotografia, da música e da imprensa são das mais afectadas pelas novas tecnologias.
A partir do momento em que não é preciso sair de casa para trocar correspondência, comprar o jornal, imprimir fotografias ou adquirir o novo álbum de uma banda, é sinal de que o mundo mudou. Basta um computador, et voilà, total autonomia para o consumidor. Mas o que aconteceu às empresas e aos sectores de que se dependia para ter estes serviços?
Saiba a resposta aqui, Revista Exame.

Boa sorte selecção

Publicada por José Manuel Dias


A ansiedade tem os dias contados: acaba hoje, às 19.45, quando Portugal subir ao relvado do Estádio de Genebra para iniciar a sua participação no Euro’2008. Está, porque que se sente, uma nação à espera da materialização do sonho que, por agora, vai comandando 10 milhões de vidas. E desta vez não há mesmo volta a dar – Portugal é empurrado para a condição de favorito à vitória final e, aos poucos, técnicos e jogadores, com um sorriso nos lábios, vão aceitando esse estatuto, sem receio de qualquer pressão adicional, mas lembrando, ainda assim, que é preciso “respeito, muito respeito” por todos os adversários.
Portugal tem um sector defensivo forte e experiente, os seus extremos estão entre os melhores da Europa, e até temos o melhor marcador dos campeonatos europeus do nosso lado. Saiba tudo sobre o plantel da equipa das quinas. Ver no Jornal de Notícias aqui.

Cat Power - Crying, Waiting, Hoping

Publicada por José Manuel Dias

Ler os outros

Publicada por José Manuel Dias


1. O PCP concretizou, hoje, a sua «moção de censura», mas José Sócrates, como lhe competia, respondeu-lhes: «Não me impressionam os números. O que me impressiona são os argumentos». E quanto a argumentos, aí, o PCP está em desvantagem: basta ver o trabalho infantil na China ou o desemprego em Cuba, países onde os sindicatos não existem, nem há código de trabalho.
2. Na sua edição de amanhã, o Expresso publica o resultado de uma investigação a actos médicos negligentes. Só nas últimas semanas, os Tribunais da Relação confirmaram condenações de médicos em quatro casos distintos. Segundo números da Ordem, em 2007 foram abertos, por dia, cerca de cinco processos por má prática médica. É isto a Europa?

Quem paga os subsídios?

Publicada por José Manuel Dias


A ideia é entupir as entradas e saídas da cidade, em véspera de fim-de-semana prolongado”, disse à Lusa Nuno Salgado, coordenador da iniciativa, que visa protestar contra o aumento dos combustíveis. As centenas de camiões, pertencentes a “cerca de 300 empresas” do sector das regiões Norte e Centro do País, vão concentrar-se em três pontos distintos.A partir das 17h00, os locais de concentração são: EN 106 junto à Repsol em Lousada, entrando na A4 pelo nó de Penafiel-Lousada; EN 15 junto à recauchutagem Nortenha; partindo também em direcção à A4 e na Área de Serviço de Águas Santas (A4).
Notícia do Público, desenvolvida aqui.
Depois dos agricultores e dos pescadores, os camionistas querem combustíveis mais baratos. Como o petróleo subiu, as petrolíferas querem os seus lucros e os distribuidores não abdicam das suas margens, só há uma saída: mais subsídios. Só falta saber quem os vai pagar.

Exportar para crescer

Publicada por José Manuel Dias


A crise que desabou sobre o mundo em meados de 2007, vinda dos EUA, está para ficar e com "uma aterragem muito violenta e prolongada", com "consequências muito negativas para Portugal". Mas "o pessimismo é o pior dos pontos de partida", defendeu ontem, em Castelo Branco, Daniel Bessa, perante uma plateia de empresários e gestores. O economista lembrou que "não se pode gerir uma empresa com pessimismo" e que "só há uma maneira de crescer: é exportar".
Num país tão pequeno e aberto, temos que investir para exportar, exportar para criar emprego e assim permitir que as condições de vida melhorem. Foi isso que não fizemos durante anos", sustentou o antigo ministro da Economia de António Guterres, no âmbito dos "Encontros Millennium". "Portugal poupa pouco, o Estado gasta muito, as famílias têm um nível de vida muito elevado, as empresas têm dificuldades em reter o cash-flow e os lucros", revelou Daniel Bessa, resumindo que "Portugal vive acima das suas posses", tendo baseado durante anos o seu crescimento no consumo interno, uma "factura que estava ainda por pagar".
Artigo assinado por Leonor Veloso no Diário de Notícias, de ontem, ver aqui.
Não há volta a dar, para que o crescimento seja consistente tem que assentar nas exportações, como nos explica Daniel Bessa. Mas como podem as empresas portuguesas competir com as empresas chinesas, indianas, eslovacas ou romenas? Só melhorando a nossa produtividade, i. é, diminuindo os custos de produção e/ou aumentando o preço dos produtos e serviços. Quantos aos custos de produção, existem dificuldades evidentes, resultantes do preço do factor trabalho, da energia, já quanto ao preço final, em teoria, não existe limite. Debatemo-nos, no entanto, com um problema: a concorrência. Assim, só podemos aumentar o preço se o cliente reconhecer valor à nossa proposta. Só diferenciando, apostando na novidade, na qualidade, na marca, conseguiremos ser competitivos à escala mundial. Um desafio para as nossas empresas.

Gillian Welch - Annabelle

Publicada por José Manuel Dias

Acasos

Publicada por José Manuel Dias


Numa viagem pela blogosfera cheguei aqui. Trata-se do blogue de Viriato Teles, um amigo dos tempos de estudante. Quem é, o que faz (e o que fez) e por onde andou? A resposta, pelo próprio, no respectivo perfil: "nasceu em Ílhavo, vive em Lisboa e tem sido jornalista. Tinha 16 anos em 25 de Abril de 1974. Viveu activamente os anos da brasa e os outros também. Lutou por causas perdidas e não está arrependido. Já trabalhou em mais lugares do que desejava e fez coisas ainda piores. Esteve em Kiruna e em países que já não existem, atravessou o Rubicão em várias partes do mundo e regressou sempre a Lisboa. Publicou uns poemários e é autor de vários livros de reportagem e de algumas incursões furtivas pela ficção. Nos últimos tempos cortou a barba, deixou de fumar e não acertou no totoloto".
Gostei de saber que continua empenhado, com vários projectos e com um grande gosto pela vida. Acordámos que um dia destes vamos "beber um púcaro" e desfiar palavras. Dá gosto saber saberes de quem tanto viajou e escreveu, entre outros livros, "A utopia segundo Che Guevara". Um livro admirável escrito num português admirável, para usar as palavras de Baptista Bastos no respectivo prefácio.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias


Em Abril de 2008 o volume de negócios na indústria registou uma variação nominal homóloga de 12,7% (-3,8% em Março). Esta evolução foi muito influenciada por efeitos de calendário, tendo-se fixado a variação média homóloga do trimestre terminado em Abril em 6,0%, valor idêntico ao registado na secção da Indústria Transformadora no mesmo período. Também em termos homólogos, o emprego diminuiu 0,8%, enquanto as remunerações e as horas trabalhadas (corrigidas do efeito de variação dos dias úteis) aumentaram, respectivamente, 2,4% e 4,7%. Informa-nos o Instituto Nacional de Estatística, ver com detalhe aqui.

Assalto ao orçamento

Publicada por José Manuel Dias


Apesar de uma crise internacional de evolução imprevisível, de a economia estar longe dos níveis de competitividade que nos possam trazer novos dias, de a crise financeira do Estado não ter sido superada, já são muitos os que acharam a hora de assaltar o Orçamento. Bastou verificar as exigências do Pacto de Estabilidade para se ter criado a ilusão da fartura, pouco importam as consequências, que o país seja condenado a mais dez anos de atraso, a suposta “folga” já dá para se ter a ilusão de fartura.
Mas de que “folga” estamos a falar? De uma “folga” que aumenta a dívida do Estado, a ser paga por aqueles que desde a nascença não beneficiaram da “fartura” resultante da gestão oportunista do Estado. Uma “folga” que todos os anos tem aumentado essa dívida em mais de 3%. São os que levaram o ensino que temos, os que não terão pensões abusivas, que terão de pagar as auto-estradas, o ensino, a saúde e tudo mais, são os que vão herdar um país empobrecido que terão de pagar essa factura.
Um post de leitura obrigatória, via O Jumento, continuar a ler aqui.

Vivemos acima das nossas possibilidades

Publicada por José Manuel Dias


A economia portuguesa deverá crescer 1,6% em 2008, com as famílias a reduzirem o consumo de bens. Desemprego, endividamento e taxas de juro impedem a recuperação e comércio externo deverá ser afectado por mau desempenho dos parceiros comerciais.
Portugal vai empobrecer ainda mais, prevê a OCDE. Já este ano, em resultado da crise, as poupanças das famílias baixam, pelo quarto ano consecutivo, enquanto a escalada da inflação para 3% "come" grande parte dos rendimentos. O desemprego afectará quase 8% dos portugueses, o que ajuda a explicar uma travagem nas despesas com as compras.O país continuará nos próximos anos a viver acima das suas possibilidades, sendo a segunda nação entre as 33 filiadas na OCDE, a seguir à Grécia, com o maior défice externo. Ou seja, Portugal consome mais do que produz.
Este ano, o consumo cresce apenas 1,4%, com as famílias endividadas -a dívida aos bancos ultrapassa em quase 30% o rendimento anual dos portugueses, segunda dados do Banco de Portugal - a sofrer efeitos da alta das taxas de juro.Acresce que os banqueiros - com dificuldades em captar dinheiro fora do país - estão a restringir a concessão de empréstimos às famílias. Aliás, diz a OCDE, a crise de liquidez e o aperto nas condições de concessão de créditos podem "moderar" os gastos com o investimento.O contributo do comércio externo para o crescimento da economia será negativo, já que as importações deverão crescer acima das exportações. A razão é simples: o comércio português deverá sofrer com a forte travagem da economia espanhola.
Apesar do fraco desempenho da economia, o défice orçamental deverá manter uma trajectória de redução. Mas, diz a OCDE, o corte de um ponto no IVA vai abrandar o ritmo de consolidação orçamental nos próximos dois anos.
Rudolfo Rebêlo, no Diário de Notícias, desta data, aqui.

Compreender a crise dos alimentos

Publicada por José Manuel Dias

Um vídeo obtido via OrdemLivre.org/Blog. Uma leitura da actual crise. Imperdível.

O momento da verdade na Banca

Publicada por José Manuel Dias


Se os clientes dos bancos têm cada vez menos tempo a perder e se é possível realizar a maioria das suas operações pelo seu “banconet”, o contacto directo da banca com a fonte do negócio fica cada vez mais diminuída. Conseguir contactar o cliente e ser bem sucedido, passou a ser o grande momento da verdade da actividade comercial bancária.
[...]
De facto, cara-a-cara (ou voz a voz, via telefone) com o cliente, este vive o confronto entre o quadro mental que idealizou ser o serviço/venda da entidade bancária (resultado da comunicação de “marketing” e/ou de experiências anteriores) com a vivência do concreto da relação com o representante do banco. Se o contacto for acima do esperado, o posicionamento do banco sai reforçado. Se no momento da verdade o representante do banco estiver muito abaixo das expectativas, todo o belo aspecto das instalações e o impacto da publicidade pode cair por terra e o banco passa a ser o que um (entre milhares) colaborador demonstrou que ele era.
[...]
Assim, para conseguir manter os clientes nas suas fileiras, a actividade bancária tem de se pautar, não pelo exercício do que é exigível, mas por desenvolver transacções que superem as expectativas dos clientes, gerando assim um crédito emocional. Estes estados emocionais positivos vão acumulando a favor do banco, dando espaço a que, se uma vez ou outra as coisas não funcionarem bem, o cliente perdoe, considerando que esses erros não passam de uma excepção.
Artigo de opinião: O crédito e o descoberto emocional na relação do cliente com a Banca, a ler na íntegra aqui, Jornal de Negócios.

111 491 computadores

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O Ministério da Educação procede hoje de manhã à abertura das propostas do concurso público internacional para o fornecimento e instalação de 111.491 computadores, aquisição orçada em 70 milhões de euros que beneficia cerca de 1.200 escolas.
As escolas abrangidas - escolas públicas com 2º e 3ºo ciclos do Ensino básico e Ensino secundário, localizam-se em Portugal continental, refere a nota à imprensa do Ministério da Educação.
A medida, inserida no âmbito do Plano Tecnológico da Educação (PTE), e que prevê também a manutenção e apoio técnico a esses computadores nas escolas abrangidas, é descrita no comunicado como «facilitadora dos processos de ensino e aprendizagem».
Notícia integral no Sol, ver aqui.
A Internet nas escolas é uma ferramenta necessária. Actualmente, existe 1 computador para cada 10 alunos. A intenção de ter um computador para cada 5 alunos, já em Setembro, é de aplaudir e coloca o nosso país "entre os países europeus mais avançados neste domínio".

Gianna Nannini - Grazie

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Fiscalidade e pedagogia

Publicada por José Manuel Dias


Os contribuintes com dívidas fiscais vão passar a ser contactados regularmente por telefone ou por e-mail pelos funcionários dos Fisco para que regularizem os seus impostos.
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Na prática, quando um contribuinte solicita uma senha de acesso ao sítio das declarações electrónicas da DGCI, é-lhe solicitado o número de telefone, o e-mail e o seu domicílio fiscal. Ora, com os mais de 6,6 milhões de senhas já atribuídas, a administração fiscal tem uma extensa base de dados com esta informação. Este valor de senhas não corresponde, no entanto, a igual número de contribuintes, uma vez que sempre que se perde a senha, caso outra seja solicitada, a DGCI volta a fazer uma nova emissão. Ainda assim, refira-se que na primeira fase de entrega das declarações de IRS (respeitante aos rendimentos de trabalho dependente e pensões), por exemplo, perto de dois milhões de contribuintes entregaram a sua declaração através da Internet.
[...]
O Ministério das Finanças justifica que esta actuação "é um importante instrumento de pedagogia do cumprimento das obrigações fiscais e de regularização das situações de incumprimento e insere-se numa filosofia de interacção e de diálogo entre a administração fiscal e os contribuintes".
Fonte: Jornal Público, desta data, aqui.
Impostos em atraso?! O contribuinte esqueceu-se!! Só pode...

Orgulho selectivo

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Na escola da minha infância, os relatos empolgados da coragem de Viriato contra os romanos, da epopeia dos Descobrimentos ou da bravura dos nossos soldados face aos exércitos castelhanos, incutiam nos jovens um enorme orgulho em serem portugueses. E assim gerações cresceram a acreditar que tinham tido a sorte de nascer num país de heróis. Confesso que este sentimento sempre me acompanhou, sobretudo nos anos que vivi no estrangeiro. Hoje, um dos sintomas mais graves é a perda desta identidade, provocada por uma crise nos pilares-base da sociedade entre os quais destaco a educação. O sistema educativo está desgovernado, as reformas sucedem-se e o corpo docente está desmotivado. Como é que este sistema pode transmitir um conjunto de valores aos mais novos? Como é que uma geração que assistiu aos seus professores insultarem a ministra da Educação pode respeitar as instituições do seu país, símbolo de uma identidade nacional?
Mas vamos ser realistas! Esta crise existe um pouco por todo o mundo. A falta de credibilidade nas instituições é um problema da maior parte dos países. Contudo, a Itália e a Espanha, por exemplo, conscientes da necessidade de desenvolverem um sentimento geral de confiança no país, têm levado a cabo campanhas de promoção interna realçando o que de melhor têm em casa. Nós atiçámos a ASAE contra as sardinhas e as bifanas...
A única coisa que ainda une os portugueses num sentimento de patriotismo geral é o futebol. Valha-nos o Europeu, triste consolação!
Fátima Barros, Professora na Universidade Católica, em artigo de opinião no semanário Expresso, aqui.

Ela já foi assim

Publicada por José Manuel Dias



A expectativa era mais que muita. Mais do que saber se iria ou não chover durante o primeiro dia do Rock in Rio Lisboa 2008, grande parte dos 90 mil visitantes da Cidade do Rock anseavam era pela estreia da britânica Amy Winehouse em palcos portugueses. Os «será que ela vem mesmo?» foram desfeitos... quase 40 minutos depois da hora marcada. A pontualidade portuguesa foi justificada pela própria Amy: «Desculpem o atraso, mas estou muito mal da voz, devia ter cancelado o concerto».
Infelizmente, a cantora de «Rehab» não poderia estar mais certa. Para além da anunciada «falta» de voz da britânica, o público do Rock in Rio - que à hora deste concerto já chegava à lotação esgotada de 90 mil pessoas - assistiu a um espectáculo que roçou o ridículo. Visivelmente debilitada, Amy Winhouse lá foi debitando as letras de forma muito pouco segura, não fazendo jus às versões de estúdio de temas como «Back To Black», «You Know I'm No Good» ou «Rehab».
Fonte: IOL Música
Recordemos então como Amy Winehouse cantava. Ela já foi assim: menos tatuada e com alguma coisa agarrada aos ossos, com uma voz quente e talentosa que dava gosto ouvir.

Leituras de domingo

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Ler na Rede

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Alicia Keys - No One

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Multiplicai-vos

Publicada por José Manuel Dias


O Instituto Nacional de Estatística divulgou as estimativas demográficas da população com dados relativos ao último ano completo. Ficámos a saber que em 2007, os óbitos superaram os nascimentos (saldo natural negativo de 1.020 indivíduos). Noventa anos depois repete-se o de fenómeno embora por causas diversas: antes a culpa foi da gripe espanhola, agora, é da influência do filho único, ditada, em muitos casos, por razões de egoísmo. O apelo ao mulptiplicai-vos faz, pois, todo o sentido.
A população residente em Portugal era em Dezembro de 10.617.575 indivíduos. A informação em detalhe pode ser vista aqui.

Deve o governo "mexer ou não mexer" no preço dos combustíveis...

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Os fracassos das políticas intervencionistas não prejudicam em nada a popularidade da doutrina que lhes serve de base. Ao contrário, ela fica ainda mais fortalecida em virtude da interpretação dada aos factos. Como a experiência histórica não basta para que se refute uma teoria económica falsa, os propagandistas do intervencionismo puderam prosseguir na sua faina, apesar do mal que já haviam causado. Apesar disso, a era do intervencionismo está a chegar ao fim. O intervencionismo já exauriu todas as suas potencialidades e deverá desaparecer.

Crises, estratégias e oportunidades

Publicada por José Manuel Dias


Há meses que o termo “crise” está cada vez mais patente – com ou sem eufemismos – em reuniões de trabalho, projectos, negociações, orçamentos, alianças, acordos e em almoços formais ou informais. Se bem que, em muitos foruns oficiais, ninguém se atreva a utilizar esta palavra tabu, são muitos os cidadãos comuns, empresários e executivos que a usam sem reservas. Mas, para os economistas mais rigorosos, uma recessão ou crise económica só se constata depois da acumulação de, pelo menos, dois trimestres consecutivos de crescimento negativo do PIB.
[...]
Uma boa estratégia em períodos de crise consiste, não em vender mais, mas sim em vender melhor. Para tal, é crucial optimizar todas as possibilidades que a nossa carteira de clientes oferece. É obvio que as empresas que souberem fidelizar os seus clientes de uma forma inteligente e rentável sofrerão menos do que todas aquelas que se confrontam com graves problemas de abandono de clientes, algo que se acentua quando o contexto económico não convida a gastar.
[...]
Captar um cliente custa até cinco vezes mais do que fidelizar um cliente já existente. Além do mais, a probabilidade de vender a um cliente fidelizado é três a dez vezes superior à probabilidade de vender a um cliente potencial. Por outras palavras: o cliente fiel é o cliente ideal em tempos de crise. Garantir a sua permanência revela-se mais competitivo do que captar novos clientes, para além de que a sua propensão para a compra é claramente maior. E a sua capacidade de recomendação a outros clientes – estes sim, potenciais – é precisamente o que uma empresa necessita num contexto económico adverso e altamente competitivo.
Alfredo Revuleta, em artigo de opinião no Diário Económico, a ler na íntegra aqui.

Joss Stone - Under Pressure

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Gasolina mais barata

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Vale a pena conhecer este Blogue , um directório directório interactivo de postos de abastecimento de Portugal, com a localização de vários postos, o preço actualizado dos combustíveis e outras informações úteis para quem anda na estrada. Podemos, assim, assim de uma forma simples através da navegação num mapa ou num directório de dístritos, concelhos e localidades encontrar um posto de abastecimento ou comparar preços para encontrar o posto mais barato da nossa a região. Uma iniciativa que se aplaude. Faz sentido adaptar o slogan do homem de má memória: consumidores de todo o mundo, uni-vos!

Professores incompetentes

Publicada por José Manuel Dias


Every school has at least one incompetent teacher who should be helped to improve or "moved on", the schools minister, Jim Knight, has said. Existe pelo menos um professor incompetente em cada Escola, diz o Ministro britânico da Educação. Existe a intenção de retirar os maus professores das escolas, de acordo com um plano que está a ser elaborado pelo General Teaching Council for England (GTCE) e que consiste em obrigar os professores incompetentes a voltarem aos bancos da escola, frequentando cursos de actualização e seminário com professores mais experientes e mais capazes. A identificação dos professores incompetentes será feita, primordialmente, pelos directores das escolas que, desta forma, verão aumentados os seus poderes de intervenção. De acordo com este plano, os professores terão acesso a medidas de apoio e incentivo para se poderem actualizar e superar dificuldades de ordem científica e pedagógica. Os sindicalistas ingleses estão preocupados. Compreende-se. As exigências assustam sempre os menos capazes e são esses que mais resistem às mudanças. É dos livros...

Ivete Sangalo - Deixo

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Aprender com os outros...

Publicada por José Manuel Dias


O aumento do preço dos combustíveis na Alemanha, onde a gasolina super e o gasóleo tocaram nos últimos dias a fasquia de 1,50 euros por litro, está a beneficiar a empresa dos caminhos-de-ferro (DB), que desde o início do ano ganhou mais 20 milhões de passageiros.
Inquéritos aos passageiros revelaram que há cada vez mais pessoas que renunciam ao uso do automóvel, devido à alta do preço dos combustíveis, e recorrem ao comboio para viajar.
Jornal de Negócios desta data, com notícia na íntegra aqui.
A subida do preço dos combustíveis suscita-nos uma questão: como se justifica que inúmeras pessoas continuem a utilizar o carro particular para se deslocar para o trabalho quando, em muitas situações, existem alternativas de transporte mais económicas? Refiro-me, por exemplo, ao comboio. Portugal tem hoje uma rede ferroviária que rivaliza em qualidade com as melhores da Europa. Quem se habitua a viajar de comboio não quer outra coisa. As vantagens são inúmeras. Podemos ler um livro, um jornal ou uma revista, ouvir uma música ou simplesmente conversar com a nossa companhia de viagem. A viagem não tem associado a preocupação e o stress da condução e, por fim, e não menos importante a questão monetária. A poupança relativamente ao uso do automóvel é significativa. Pode ser que agora copiemos as boas práticas...

Mas esta malta não pensa?!!

Publicada por José Manuel Dias


O endividamento das famílias, face ao rendimento disponível, aumentou novamente em 2007, para 129%, um novo recorde, que compara com 123% em 2006.
Isto quer dizer que as dívidas das famílias portuguesas superam em 29% os rendimentos, revelam dados do Banco de Portugal, divulgados no Relatório de Estabilidade Financeira.
Quanto ao peso no PIB, o endividamento representa 91%, mais 3 pontos percentuais do que em 2007.
Fonte: Agência Financeira, continuara ler aqui.

Não há volta a dar: temos que mudar de vida!

Publicada por José Manuel Dias


No Governo, os políticos são optimistas profissionais; na oposição, pessimistas encartados. Não admira, portanto, que o Presidente da República e o primeiro-ministro tentem desdramatizar a situação difícil que estamos a atravessar, passando a mensagem que mais ano menos ano a economia vai recuperar e as coisas vão melhorar, como aconteceu invariavelmente no passado
Com efeito, primeira tendência, o aumento do preço dos combustíveis fósseis não é conjuntural - é estrutural. Há cinco anos ninguém consideraria que o preço do barril do petróleo pudesse ultrapassar os 100 dólares. Hoje já se coloca a hipótese de um dia destes termos o barril acima dos 200 dólares. Preparem-se, portanto: o transporte privado vai diminuir dramaticamente, as viagens de avião vão tornar-se um luxo.
Segunda tendência: o aumento do preço da electricidade nas nossas casas também vai passar a ser constante, devido à subida de todos os factores que contribuem para a sua produção. Recorrer a produção própria por via solar vai tornar-se inevitável.
Terceira tendência: a água vai ser mais escassa, logo o seu preço também vai subir exponencialmente. Esqueçam as piscinas privadas, fontes públicas, campos de golfe e banhos de imersão e comecemos a habituar-nos a cortes sistemáticos nos fornecimentos de água aos domicílios e a multas pesadas para quem desperdiçar o precioso líquido.
Quarta tendência: o preço dos bens alimentares explodiu e não volta para trás, mesmo com o aumento da produção, porque há milhões de pessoas que passaram a ter acesso a esses produtos.
Nicolau Santos, em artigo de opinião no Jornal Expresso de Sábado passado.
Uma leitura oportuna sobre a nossa realidade. Vale a pena reflectirmos sobre estas tendências, procurando identificar as suas causas e perspectivando as suas consequências. Este opinion-maker oferece-nos a sua posição. Não nos assustemos. Confiemos na capacidade do homem em superar os obstáculos e encontrar novas soluções para estes problemas.

Férias de Verão demasiado longas

Publicada por José Manuel Dias


As crianças têm férias demasiado longas no Verão e isso fá-las regredir nas competências na leitura e na matemática, são as conclusões de um estudo do Institute for Public Policy Research, levado a cabo no Reino Unido e dado a a conhecer pela BBC News. De acordo com o estudo seria preferível dividir o ano escolar em sequências lectivas de oito semanas com pequenas pausas no meio. Seria interessante saber o que pensam sobre isto os "defensores da Escola Pública" ...

Carla Bruni - Quelqu'un m'a dit

Publicada por José Manuel Dias

Quem sabe faz, não espera apoios...

Publicada por José Manuel Dias


Pela primeira vez, nos últimos anos, o crescimento das exportações portuguesas de têxtil e vestuário superou a evolução das importações. O balanço dos dois primeiros meses deste ano, da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), aponta para um aumento das exportações do sector de 6,8% e das importações em 5,3%. Em números, o crescimento das vendas para o exterior correspondeu a 762,3 milhões de euros, enquanto as importações atingiram 600 milhões de euros. [...]
O saldo positivo da balança comercial de um milhão de euros, em 2007, e os primeiros dados deste ano são, para Nunes de Almeida, um sinal de que o crescimento das exportações "não é um fogacho". Já o comportamento até ao final de 2008 é impossível de prever. "É difícil fazer previsões porque trabalhamos, cada vez mais, com horizontes muitos curtos. A nossa indústria evoluiu para a resposta rápida e carteiras de encomenda muito curtas", o que torna tudo mais imprevisível, explica Nunes de Almeida
Do Jornal de Notícias desta data, a ler na íntegra aqui.
Sáo conhecidas as dificuldades do sector num passado recente, o fecho de inúmeros unidades, os despedimentos colectivos, as ameaças dos produtos chineses mas, para usar as palavras do presidente da Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, Orlando Lopes da Cunha, "o poder de regeneração do têxtil é forte. É um sector que está bem enraizado, tem tecnologia e é especializado". Já não concordo quando afirma que se sector "sozinho conseguiu chegar até aqui, agora imagine o que aconteceria se tivesse tido o amparo que merecia da parte do Estado" . Quando se tem sem esforço, o estímulo para melhorar é muito menor ou, dito de outro modo, são as dificuldades que aguçam o engenho...

Katie Melua - Nine Million Bicycles

Publicada por José Manuel Dias

O futuro do Estado-Providência

Publicada por José Manuel Dias


"Uma das principais questões - talvez a mais decisiva - em debate político na Europa, é a do destino do Estado-Providência. Estará ele condenado pela evolução das últimas décadas? Será ele capaz de inspirar novas respostas aos complicadíssimos problemas que o mundo enfrenta?"
Manuel Maria Carrilho, em artigo de opinião do DN de hoje, a ler na íntegra aqui, coloca-nos duas interessantes questões que vêm merecendo atenção crescente. Já ninguém questiona a dificuldade do Estado Social em assegurar o financiamento da sua actividade uma vez que promete quase tudo a todos mas que corre o risco de não cumprir com quase nada a quase todos.
No artigo ficamos a conhecer a posição do dinamarquês G. Esping-Andersen, autor do clássico The Three Worlds of Welfare Capitalism e um dos especialistas mundiais do Estado-Providência. Do que se lê podemos reter uma ideia: impõe-se uma reformulação do modelo de intervenção do Estado se queremos responder aos desafios do século XXI. No seu entender o Estado Social deve " assumir uma propensão mais dinâmica, enfrentando não só a nova situação que resulta hoje dos percursos individuais no mundo do trabalho, mas também as desigualdades entre os géneros e entre as gerações". Um artigo imperdível!