Maio Maduro Maio-Madredeus

Publicada por José Manuel Dias

Chumbos custam 600 milhões por ano

Publicada por José Manuel Dias


Sem apresentar estimativas globais para o impacto económico que o insucesso escolar tem, o exemplo foi dado pela ministra da Educação: "Se o Estado gasta por ano três mil euros com um aluno, quando ele repete vai custar seis mil no ano seguinte". Ou seja, contabilizando os cerca de 170 mil que chumbaram em 2006/2007 (100 mil no básico e 70 mil no secundário) e multiplicando pelo custo por aluno, chega-se a um valor superior a 600 milhões de euros.
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Se, ao fim de três anos, o aluno ainda abandona a escola, então o país acaba por ter no final um gasto que não serviu", sublinhou ontem a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, em declarações aos jornalistas, a propósito do ensino da Matemática e da conferência internacional sobre o ensino da disciplina, que decorrerá em Lisboa, na próxima semana.
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O que não é necessário, considera Maria de Lurdes Rodrigues, é continuar a ter taxas de insucesso sem paralelo no espaço da OCDE - aos 15 anos, só Espanha e Luxemburgo apresentam taxas de repetências comparáveis a Portugal -, cuja eficácia é posta em causa pelo facto de que quem fica retido frequentemente volta a chumbar. "Os sistemas de ensino moderno tentaram substituir um sistema chamado "chumbo" por outros instrumentos chamados "mais trabalho". É isso que precisamos de fazer nas nossas escolas: substituir este instrumento que não tem um objectivo de recuperação", defendeu Maria de Lurdes Rodrigues. "O objectivo actual é proporcionar a todos os alunos, sem excepção, a escolaridade básica de nove anos." E o chumbo, que foi introduzido quando o sistema educativo se organizava para seleccionar e separar, "não é adequado a este objectivo", reforçou.
Fonte Jornal Público, aqui.
Uma notícia que nos confronta a todos. Aos alunos que não se aplicam como deviam, às famílias que não acompanham o estudo dos filhos, aos professores que não se envolvem o suficiente, às políticas educativas do passado que não diagnosticavam estes problemas, à sociedade que não valoriza uma ética de esforço para alcançar o sucesso.

Pagar pelos erros dos outros...

Publicada por José Manuel Dias


De facto, um problema que se tinha tornado claro na economia americana era a sua dependência do consumo privado. Agora percebe-se também que este não assentava no desafogo das famílias, mas apenas no acesso ao crédito fácil, financiado pela poupança externa. A descida vertiginosa das taxas de juro pela Fed pretende obviar aos resultados catastróficos da subida do custo do crédito para as famílias americanas médias. Além disso, na medida em que precipita a queda do dólar, ajuda a exportar a crise. Este não é, porém, o comportamento que permite sustentar uma potência dominante. Não admira, por isso, que, depois de tantas referências à pax romana que se teria instaurado após o colapso da União Soviética, comecemos agora a ver surgir as que recordam a queda do império romano.
Subsistem, contudo, bons motivos de esperança quanto à capacidade dos Estados Unidos para superar mais esta crise. O principal reside no facto de que, mesmo a nível jornalístico, para já não falar no profissional e no académico, é de lá que continuam a vir as análises críticas mais penetrantes em que as soluções terão de assentar.
Artigo de opinião de Teodora Cardoso, no Jornal de Negócios, ver na íntegra aqui.

GNR - Dunas

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Running the Numbers

Publicada por José Manuel Dias


A colecção “Running the Numbers”, do fotógrafo Chris Jordan marca o início de um conjunto de eventos promovidos pelo “National Geographic Channel” , para celebrar o Dia Mundial da Terra, a 22 de Abril. A exposição vai estar no Pavilhão do Conhecimento até ao dia 30 de Abril. É caso para dizer que os números falam por si, ou melhor, através da fotografia. A exposição do activista cultural e fotógrafo Chris Jordan foca a cultura contemporânea através da estatística e da observação materialista do mundo. Cada imagem representa uma quantidade específica de uma determinada matéria, como por exemplo a fotografia que mostra 15 milhões de folhas de escritório equivalentes à quantidade de papel utilizado nos EUA a cada cinco minutos.
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Chris Jordan, natural de Seattle, ficou conhecido pelo tema dos seus trabalhos, a deterioração da cultura de massa americana. O fotógrafo tem merecido a atenção internacional, tendo já sido exibido em mais de cinquenta exposições individuais e de grupo nos EUA, Europa, Ásia e América do Sul.
Fonte: Público desta data, ver aqui.
Vale a pena ir visitar a Exposição a avaliar pelo aperitivo. Espreitar aqui.

Portugal vai crescer acima da média europeia (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Comissão Europeia reviu hoje em baixa as previsões de crescimento para a economia portuguesa em 2008, antecipando uma expansão do PIB em 1,7%, igual à nova previsão para 2008. A economia portuguesa deverá voltar a abrandar em 2009, mas já deverá crescer acima da Zona Euro.
Fonte Jornal de Negócios desta data, notícia completa aqui.
(*) já no próximo ano

A ilusão de um país de ricos

Publicada por José Manuel Dias


É o recurso aos bancos que permite criar a ilusão de que Portugal é um País rico, quem o diz é Armando Esteves Pereira, no correio da manhã desta data. E explica-nos o porquê do título: "Em cada mês que passa ovolumedocrédito mal parado aumenta. Oficialmente os números ainda não provocam pânico junto das instituições bancárias e representam apenas 1,8 por cento dos créditos concedidos. Mas se em vez de percentagens analisarmos os euros envolvidos, a dimensão é preocupante. 2,39 mil milhões de euros é o montante de empréstimos em incumprimento junto da Banca portuguesa. Mais de metade (1,31 mil milhões de euros) é do crédito à habitação. Não se compara com os números da crise do subprime nos EUA, mas com estes números verifica-se que já há milhares de famílias portuguesas que não conseguem honrar os seus compromissos com a Banca e arriscam-se a ver a sua casa penhorada para pagar as dívidas". Desenvolvendo a sua explicação focaliza-se depois no crédito ao consumo: " A percentagem do crédito mal parado para o consumo e outros fins é substancialmente mais elevada e por isso as taxas de juro também pagam um prémio de risco. Dos 13,9 mil milhões de euros para o consumo, 569 milhões estão em incumprimento, enquanto dos 12,9 mil milhões para outros fins, 505 milhões são de cobrança duvidosa. Os números também retratam uma realidade portuguesa que é nova em termos sociológicos. Só na década de 90, especialmente a partir da segunda metade, quando a convergência para o euro baixou as taxas de juro, é que o endividamento português disparou. E mesmo com a anemia macroeconómica, os portugueses continuaram a comprar casa, carro, a ir de férias, a comprar plasmas, tudo a crédito. É o recurso aos bancos que permite criar a ilusão de que Portugal é um País rico. O problema é que os portugueses já consomem ao nível dos ricos, mas os padrões produtivos ainda não acompanham esta ilusão".
Um explicação simples mas verdadeira das nossas actuais dificuldades: continuamos a trabalhar como os marroquinos mas a querer gastar como os alemães. Quem utiliza o crédito sabe que os bancos cumprem o seu papel: emprestam e procuram cobrar, se necessário com recurso à via contenciosa.

Alicia Keys - If I Got You

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250 Milhões

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250 milhões de europeus utilizam regularmente a Internet, de acordo com o relatório de progresso da Comissão Europeia relativo às TIC.
Mais de metade dos europeus são neste momento utilizadores regulares da Internet e 80% destes dispõem de ligações em banda larga. 60% dos serviços públicos na União Europeia estão totalmente disponíveis em linha. Dois terços das escolas e metade dos médicos utilizam ligações rápidas à Internet graças ao forte crescimento da banda larga na Europa.
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Em 2007, a Internet atraiu quase 40 milhões de novos utilizadores regulares na União Europeia (neste momento, são 250 milhões no total). Nos últimos cinco anos, as TIC tiveram um grande impacto nos serviços públicos, especialmente ao trazerem para o universo em linha a educação e a saúde: mais de 96% das escolas europeias encontram-se ligadas à Internet, dois terços delas em banda larga, uma subida notável em relação a 2001, quando o número de escolas nessa situação era praticamente nulo. No sector da saúde, 57% dos médicos enviam ou recebem agora dados dos pacientes (17% em 2002) e 46% recebem os resultados dos laboratórios por via electrónica (11% em 2002). 77% das empresas da União Europeia dispunham de uma ligação em banda larga em 2007 (62% em 2005) e 77% utilizam a Internet para tratar de assuntos bancários (70% em 2005).
Fonte: Press release da UE, aqui.

25 de Abril

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Não há definição que resuma um país. Nem estatística que valha a verdade de um povo. Portugal mudou muito nas últimas quatro décadas. Muitíssimo. Mais do que em qualquer outro período da história anterior. Portugal conheceu ritmos de mudança excepcionalmente acelerados. E a profundidade dessa mudança foi igualmente extraordinária.
António Barreto, in Em tempo de Incerteza, Relógio d' Água Editores, 2002

Na imagem, 25 de Abril, de Vieira da Silva

Traz Outro Amigo Também - José Afonso

Publicada por José Manuel Dias



Falar em Abril, é falar em José Afonso. José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos de seu nome completo nasceu em Aveiro em 2 de Agosto de 1929. A sua vida e obra merecem ser conhecidas por todos. Este vídeo tem um significado especial para muitas gerações...

Menos desemprego

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O número de desempregados inscritos nos centros de emprego continua a descer. Em Março, havia menos 50,3 mil pessoas à procura de trabalho, face ao mesmo mês de 2007. Isto representa uma quebra de 11,4%, para um total de 391 mil candidatos a um posto de trabalho, revelou ontem o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
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Uma análise mais detalhada aos números do IEFP permitem constatar que são as mulheres as mais penalizadas e, pior ainda, é no sexo feminino que o desemprego menos diminuiu (-9,3% face a uma quebra de 14,4% nos homens). Todos os níveis de habilitação escolar registavam menos desempregados do que em Março de 2007 e Fevereiro deste ano. Os decréscimos anuais mais significativos verificaram-se no 2º e 1º ciclos do ensino básico (-16,5% e -14,6%, respectivamente).Em relação às profissões, há cinco grupos que representam mais de metade nos inscritos dos centros de emprego. São eles os "trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio", "pessoal dos serviços de protecção e segurança", dos "empregados de escritório", "trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras" e "manequins, vendedores e demonstradores".
Fonte: Diário de Notícias desta data, aqui.

Rui Veloso e Mariza - Não queiras saber de mim

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Uma combinação perfeita. Para ouvir e voltar a ouvir...

A Universidade e o futuro

Publicada por José Manuel Dias


Quando olhamos para os "rankings" globais sobre a competitividade das Universidades já nem estranhamos o domínio total das escolas americanas. Independentemente dos critérios que se utilizem, as Universidades americanas estão no topo. À excepção de uma ou outra Universidade inglesa, o continente europeu parece estar confinado a um patamar inferior. E, no entanto, o ensino superior europeu 'alimenta', com aparente sucesso, uma das economias globais mais fortes, competitivas e inovadoras: a União Europeia. Como explicar tal paradoxo?
João Picoito, Professor catedrático convidado, Universidade de Aveiro, na coluna de opinião Inovar é Preciso
Quer saber a resposta? Clicar
aqui.
Quer conhecer as as Universidades Americanas? É só escolher: Alabama (14) Alaska (7) Arizona (13) Arkansas (20) Califórnia (135) Carolina do Norte (53) Carolina do Sul (31) Colorado (25) Connecticut (25) Delaware (5) Distrito de Colúmbia (12) Flórida (44) Geórgia (48) Havaí (8) Idaho (7) Illinois (74) Indiana (45) Iowa (32) Kansas (23) Kentucky (25) Louisiana (22) Maine (19) Maryland (31) Massachusetts (71) Michigan (50) Minnesota (38) Mississipi (17) Missouri (47) Montana (9) Nebraska (22) Nevada (3) New Hampshire (15) New Jersey (29) Novo México (10) New York (134) Dakota do Norte (11) Ohio (75) Oklahoma (22) Oregon (27) Pensilvânia (105) Rhode Island (9) Dakota do Sul (13) Tennessee (45) Texas (81) Utah (9) Vermont (17) Virgínia (44) Washington (23) West Virginia (19) Wisconsin (35) Wyoming (2) .

A lista

Publicada por José Manuel Dias


A lista de devedores do Fisco publicitada na Internet foi actualizada, tendo sido adicionados mais 1.145 contribuintes, anuncia a Direcção-geral de Contribuições (DGCI). No total constam actualmente da lista 9.121 devedores.
O valor mínimo dos escalões também sofreu alterações, passando de 10.000 euros para 7.500 euros para pessoas singulares e de 20.000 euros para 10.000 euros para as pessoas colectivas. Esta alteração implica que mais 15 mil contribuintes devedores deveriam ser incluídos na lista e, por isso, estão já a ser avisados por e-mail de que se vai iniciar esse procedimento, com recomendação para regularizarem a situação devedora.
A lista de devedores está disponível desde Junho de 2006, no site da DGCI, aqui.
A publicitação da lista de devedores tem sido um «importante instrumento de indução ao pagamento das dívidas», tendo já sido cobrados aos devedores englobados no procedimento de publicitação, cerca de 375 milhões de euros, sendo que 75 milhões foram cobrados desde Janeiro de 2008.
Pagar impostos é um dever, como bem lembra José Casalta Nabais na sua tese de doutoramento: "Num contexto de euforia na afirmação dos direitos do indivíduo e de relativo esquecimento dos deveres comunitários, impõe-se o apelo ao estatuto constitucional do indivíduo. Com efeito, apresentando-se este como um ser simultaneamente livre e responsável, como uma pessoa, o seu estatuto convoca tanto os direitos como os deveres fundamentais. "
Como alguns contribuintes se esquecem de forma recorrente do seu dever, precisam que alguém os relembre do velho adágio do escritor e cientista americano, Benjamin Franklin, de que «nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos».

O exemplo da Finlândia

Publicada por José Manuel Dias


As habilidades dos adolescentes finlandeses em matemática, ciências e leitura são classificadas como as melhores entre os 40 países associados, no mais recente estudo PISA da OCDE sobre crianças em idade escolar do mundo inteiro.
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O sucesso dos alunos finlandeses é explicado por uma série de factores. A sensação de segurança e motivação das crianças de tenra idade aumenta pelo facto de que elas são ensinadas por um único professor e de que não se utilizam notas para a avaliação. As relações entre professores e alunos são naturais e cordiais nas escolas finlandesas. Presta-se uma atenção especial à criação de um ambiente escolar agradável e estimulante.
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O corpo docente das escolas finlandesas é altamente instruído. As qualificações para todos os níveis escolares exigem um grau universitário ao nível de mestrado, inclusive extensos estudos pedagógicos e qualificações em matérias específicas.
O alto nível educacional dos professores permite-lhes planificar e seleccionar as metodologias de trabalho de forma independente. O sistema escolar finlandês baseia-se numa cultura de confiança, não de controlo, e os professores desempenham um papel activo no desenvolvimento das suas actividades laborais. Com o seu próprio trabalho, estabelecem um exemplo de aprendizagem permanente.
Mais informação, da responsabilidade da Embaixada da Finlândia, aqui.
A Finlândia tem um sistema educativo de excelência. Valerá pena perceber porquê...

Bob Dylan - Forever Young (live)

Publicada por José Manuel Dias

O músico norte-americano Bob Dylan edita em Outubro um livro infantil intitulado «Forever Young», cuja história parte de uma canção que data de 1974, conforme informação da Agência Financeira, ver aqui.

Vamos ter mais médicos...

Publicada por José Manuel Dias


O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, garantiu ontem que o número de vagas em medicina vai aumentar. O anúncio foi feito durante uma conferência que decorreu em Serralves, no Porto.
O ministro defendeu que "o número de pessoas que estuda na área deve aumentar ", argumentando ainda que há "centenas de alunos portugueses que vão para o estrangeiro estudar medicina, porque não são colocados em Portugal". Mariano Gago disse ainda que não coloca de parte o estabelecimento de acordos com universidades estrangeiras para a formação de alunos em medicina, "se essa for a única solução". Mas referiu peremptoriamente que "o número de vagas em medicina vai aumentar".
Notícia no Jornal de Negócios,
aqui.
Uma medida que se aplaude. A quem tem aproveitado a excessiva restrição no acesso aos cursos de Medicina? A resposta a esta questão explica a "razão dos constrangimentos" sentidos por muitos estudantes que com médias do Secundário a rondar os 19 são obrigados a emigrar para dar continuidade sos seus estudos.

Supertramp Breakfast in America

Publicada por José Manuel Dias

Competitividade

Publicada por José Manuel Dias


A construção da competitividade das empresas (e da economia) é mais do que uma consequência do “Inglês nas escolas”, do “Simplex”, das “Empresas na Hora”, da “Internet nas escolas”, da “disseminação das novas tecnologias”, das “comunicações de alto débito” ou do “Plano Tecnológico”. Embora necessários, estes factores não são suficientes.
Os fundamentos da competitividade empresarial assentam nas características culturais da sociedade e no modo como estas se transmitem, isto é, na capacidade do sistema da sua reprodução em, constantemente, adaptar o “conteúdo transmitido” à evolução do meio envolvente.
A competitividade, na essência, de um problema de “atitude”. Exige capacidade para comparar, constantemente, o “realizado” com o “pretendido” e para receber e interpretar, permanentemente, informação do que está a “acontecer lá fora”. Por outras palavras, trata-se de “olhar para fora” e ser “olhado de fora”.
Rui A. S. Neves, Autoavaliação e competitividade. no Jornal de Negócios, aqui.