Aprender com os melhores...

Publicada por José Manuel Dias


O Diário de Notícias, desta data, dá-nos nota do seguinte: " Em seis dias, um oftalmologista espanhol realizou 234 cirurgias a doentes com cataratas no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, num processo que está a "indignar" a Ordem dos Médicos. Os preços praticados são altamente concorrenciais, tendo sido esta a solução encontrada pelo hospital para combater a lista de espera ".
As críticas de alguns colegas portugueses não se fizeram esperar mas o médico espanhol tem uma explicação: " "Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal. É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros", diz ao DN o oftalmologista espanhol, inscrito na Ordem dos Médicos portuguesa, que cobrou 900 euros por cada operação realizada no Barreiro".
No final do ano passado, a lista de espera era de 384, e foi entretanto reduzida a 50 com a intervenção do médico espanhol.
Questão: se assim é, porque é que os nossos médicos não aprendem com o espanhol? Ou será preciso que todos os hospitais comecem a contratar operações com os médicos espanhóis, dispensando os clínicos portugueses? Há um mundo de poupanças a explorar se os hospitais portugueses retirarem todas as consequência de um modelo de gestão que tenha em conta os custos e os benefícios. Ganham os utentes dos serviços públicos, obtendo designadamente maior rapidez no antendimento e ganham os contribuintes, por via da diminuição da despesa pública.
A notícia, da responsabilidade de Roberto Dores, pode ser vista aqui.

Não esquecer...

Publicada por José Manuel Dias


Já só tem 10 dias para entregar o IRS, caso só beneficie de rendimentos de actividades por conta de outrem ou de pensões, como muito bem nos recordou o blogue Economia e Finanças, no Calendário Fiscal. A partir do dia 16 de Abril inicia-se o período de entrega para as restantes situações, período esse que se prolonga até 25 de Maio.

O valor do método

Publicada por José Manuel Dias



" O bom senso é a coisa partilhada com maior êxito do mundo, porque todos julgam estar de tal maneira servidos dele, que mesmo aqueles que são difíceis de contentar sentem que não precisam de mais do que aquele já possuem.
E nisso não é muito provável que todos se enganem, antes esta convição testemunha que a capacidade de julgar bem e de distinguir o verdadeiro do falso, a que costumamos chamar o bom sendo ou razão é, naturalmente, igual para todos os homens.
Deste modo, a diversidade das nossas opiniões não provém do facto de uns seres mais razoáveis que outros, mas de não estarmos a considerar as mesmas coisas. Porque não basta ter um bom espírito, o principal é aplicá-lo bem".
René Descartes (1596,1650), Discours de la Méthode, Paris, Garnier, 1996

Peter Drucker e o calçado português

Publicada por José Manuel Dias



A indústria do calçado é um dos sectores de especialização da economia nacional que mais tem dado expressão à marca Portugal no Mundo. O senso-comum conduz-nos a associar este sector à sua concepção mais tradicional, isto é, trabalhar as matérias-primas convencionais e montar o sapato utilizando técnicas e mão-de-obra intensivas.
Contudo, esta concepção está hoje posta em causa por produtores nacionais focados na inovação. Nos últimos anos temos conhecido verdadeiros fenómenos de criação de valor nesta indústria, na maior parte dos casos explorando nichos onde as variáveis competitivas são bastante mais interessantes do que a guerra de preços dos grandes mercados. [.../...]
O modelo de negócio da Lavoro tem a sua sustentabilidade no desenvolvimento de novas patentes e na protecção do “know-how” específico exigido por este nicho de mercado. A última inovação, denominada 3D Vario – calçado adaptado à volumetria de cada pé – teve um impacto positivo no potencial de criação de valor deste player nacional. O ponto de partida desta inovação não foi a tecnologia ou os materiais que suportam esta ideia, mas antes o questionar de um dos dogmas instalados na indústria do calçado como a conhecemos hoje – “os dois pés dos nossos clientes são iguais”. A inversão deste dogma permitiu encontrar um novo espaço de oportunidade para esta empresa, a criação dos modelos 3D Vario começou na verificação de que não há dois pés iguais e acabou na criação de um novo conceito de calçado profissional. [.../...]
“Todas as inovações eficazes são surpreendentemente simples. Na verdade, o maior elogio que uma inovação pode receber é haver quem diga: ‘isto é óbvio. Por que não pensei nisso antes?’” – Peter Drucker. [.../...]
Neste blueprint para a inovação salienta-se a necessidade das empresas fazerem um exercício de descoberta das ortodoxias, “boas” e “más”, para encontrar os novos espaços de oportunidade que podem surgir quando invertemos algumas destas.
Miguel Duarte, no Jornal de Negócios, apresenta-nos casos de sucesso que apostam na inovação. Vale a pena conhecer. A ler na íntegra aqui.

Linkin Park - Given Up

Publicada por José Manuel Dias


Este foi sugerido pela E. Não me entusiasma mas, também, não me desagrada. Ficamos a conhecer os gostos musicais da gente mais nova...

Inquérito às Despesas das Famílias

Publicada por José Manuel Dias


Foi ontem publicado o IDEF (Inquérito às Despesas das Famílias) relativo aos anos de 2005/06 . Trata-se de um inquérito contém informação relevante para o apuramento da estrutura da despesa das famílias. Podemos conhecer estruturas demográficas e fazer permite comparações internacionais ou, dito de outro modo, podemos conhecer melhor o país em que vivemos.
De acordo com o INE: " verifica-se a continuação da tendência de perda de importância relativa das despesas em Produtos Alimentares e Bebidas não Alcoólicas – nos últimos cinco anos estas despesas passaram de 18,7% para 15,5% do total das despesas - e o aumento da importância relativa das despesas das famílias com Habitação, Água, Electricidade e Gás, passando de 19,8% para 26,6% entre 2000 e 2005/06. " A informação completa pode ser vista aqui.

Boas Notícias

Publicada por José Manuel Dias


Nos tempos que correm, com uma crise internacional cada vez mais forte, são uma raridade. José Sócrates confirmou que o problema orçamental está a resolver-se. No ano passado, o défice orçamental ficou bastante abaixo dos 3% (2,6%) e, desta forma, Portugal deixou de ser um aluno mal comportado na União Europeia. O Governo conseguiu um brilharete. É preciso dizê-lo com a mesma clareza que deve ser utilizada para criticar e atacar. Portugal voltou a cumprir as regras do Pacto de Estabilidade um ano antes do previsto, o que credibiliza o país. Em cerca de dois anos, o défice saltou de 6,1% para 2,4% - o valor mais baixo desde 1981. É uma consolidação orçamental brutal e inédita nas economias europeias. Para mais, porque foi feita evitando-se uma recessão grave. Posto isto, é preciso colocar os pés na terra. A crise orçamental ainda não está resolvida. Está-se a meio do caminho. Falta garantir o excedente orçamental. Além disto, os méritos da redução do défice vão, em grande parte, para a Administração Fiscal. A subida das receitas foi um pilar importante da estratégia de consolidação mas é também o mais frágil e mais exposto à crise internacional.
Bruno Proença, no Diário Económico desta data, ler aqui.

Pense por si

Publicada por José Manuel Dias


Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura. já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.
Agostinho da Silva, in 'Cartas a um Jovem Filósofo'

Janis Joplin - Mercedes Benz

Publicada por José Manuel Dias

A Visão

Publicada por José Manuel Dias


"Os grandes navegadores sempre sabem onde fica o norte. Sabem aonde querem ir e o que fazer para chegar a seu destino. Com as grandes empresas acontece a mesma coisa: elas têm visão. É isso que lhes permite administrar a continuidade e a mudança simultaneamente".
James Collins e Jerry Porras (*)
(*) autores do livro "Built to Last: Successful Habits of Visionary Companies", livro que foi traduzido em vinte e cinco línguas e vendeu mais de um milhão de exemplares.

Princípios de Bom Governo das empresas públicas.

Publicada por José Manuel Dias


O Governo aprovou, ontem, em Conselho de Ministros uma resolução que fixa as orientações estratégicas para o sector empresarial do Estado, nas quai se incluem o novo Estatuto do Gestor Público e a Resolução que estabelece os Princípios de Bom Governo das empresas públicas.
As orientações estratégicas contempladas são transversais e dizem respeito a vários domínios da área financeira, contemplando a obrigatoriedade de definição de objectivos de natureza financeira e aferição do grau do seu cumprimento por meio de indicadores apropriados.
Precisamos de um Estado mais eficiente em que os gestores públicos seja escolhidos de acordo com critérios de competência e avaliados de acordo com o respectivo desempenho.
Anda bem o Governo quando exige aos gestores públicos a prestação de contas, reforçando os instrumentos de controlo finnaceiro do seu desempenho.
Fonte: Diário Económico, de ontem. Ver aqui.

O Sítio dos pais...

Publicada por José Manuel Dias


... um espaço online alojado no portal da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC) destinado aos encarregados de educação que pretendam ajudar os seus filhos e educandos a estudar português.
Este site disponibiliza vários exercícios para trabalhos de casa, assim como uma área exclusivamente dedicada ao uso da gramática. É ainda possível colocar eventuais dúvidas que surjam na resolução dos exercícios e partilhar experiências no espaço de reflexão do “Sítio dos Pais”. Uma iniciativa que se aplaude.

2,4 Milhões com cartão de crédito

Publicada por José Manuel Dias


Os resultados globais de 2007 do Basef Banca contabilizam 2 432 mil possuidores de cartão de crédito, um valor que corresponde a 32.5% do universo composto pelos residentes no Continente com 15 e mais anos que possuem conta bancária. Continuar a ler aqui.

IVA desce

Publicada por José Manuel Dias


O IVA vai descer de 21% para 20%, ou seja, vai descer 1 ponto percentual. Se quisermos fazer uma leitura diferente, poderemos dizer que a descida do IVA chega quase aos 5%! Vejamos como: se 21 pontos estão para 100, 1 ponto está para 4,76, logo poderemos concluir que o IVA desce 4,76%. Certo?

Simon & Garfunkel - Mrs. Robinson

Publicada por José Manuel Dias

Índice de Sucesso Escolar no Ensino Superior

Publicada por José Manuel Dias


Portugal tem vindo a melhorar o seu Índice de Sucesso Escolar no Ensino Superior, registando em 2006 um valor de 69 por cento, e assim quase igualando a média observada nos países da OCDE, de 70 por cento.
O Índice de Sucesso (em inglês, “Survival Rate”) é um indicador de sucesso escolar adoptado pela OCDE que corresponde à proporção de diplomados no Ensino Superior num determinado ano, em relação aos inscritos pela 1ª vez no 1° ano desse curso “n” anos antes (sendo “n” o número de anos de estudo requerido para se completar o grau em causa). Este indicador permite estimar, para um determinado grau de ensino, o número de alunos inscritos no 1° ano que obtiveram o seu diploma rigorosamente dentro do período de duração estabelecido para aquele grau. Quanto mais o resultado desse indicador se aproximar dos 100 por cento, mais eficácia tem o sistema, na medida em que ocorrem menos perdas.
Fonte: MCTES

As leituras desta manhã

Publicada por José Manuel Dias

Riscos de Crédito

Publicada por José Manuel Dias


No DR 55 SÉRIE I de 2008-03-18, foi publicada a Lei n.º 15/2008, da Assembleia da República. Este diploma autoriza o Governo a rever o enquadramento legal do Serviço de Centralização de Riscos do Crédito, constante do Decreto-Lei n.º 29/96, de 11 de Abril. Este Serviço tem por objecto centralizar os elementos informativos respeitantes aos riscos do crédito concedido por entidades sujeitas à supervisão daquele Banco de Portugal ou por quaisquer outras entidades que, de algum modo, exerçam funções de crédito ou actividade com este directamente relacionada. Compete ainda ao Banco de Portugal designar as entidades que devem participar no Serviço de Centralização de Riscos do Crédito, prestando as informações previstas na lei, estabelecer as directivas que tiver por convenientes para o bom funcionamento do Serviço e divulgá-las pelas mesmas entidades. Em tudo o que se relacionar com informação recebida do Serviço de Centralização de Riscos do Crédito, as entidades que com ele se relacionem ficam sujeitas (se não o estiverem já) às normas respeitantes a segredo profissional contidas no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de Dezembro.

Genesis - I can't dance

Publicada por José Manuel Dias

Professor Emanuel Leite (7)

Publicada por José Manuel Dias

O empreendedor nem sempre é bem visto

Publicada por José Manuel Dias

Uma das principais razões porque o empreendimento não se desenvolve em sua plenitude, com bastante mais força na América Latina, é a forma como as pessoas vêem o mundo dos negócios, a questão cultural de não perceber a importância do empreendedor no processo de geração e criação de riquezas.
Assim, entendemos ser necessário que as escolas, em todos os seus níveis, ministrem cursos ou insiram em suas grades curriculares a disciplina de empreendedorismo, tendo em vista que o estudo do empreendedorismo impulsionará o desenvolvimento do espírito empreendedor entre os seus alunos.
O empreendimento de novos negócios encontra dificuldades para ser criado, gerido e desenvolvido com sucesso em nossa região. Porém, apesar deste cenário sombrio, temos exemplos de empreendedores que conseguem com criatividade e inovação vencer essa verdadeira corrida de obstáculos que é o processo de criação de uma empresa, afetado por uma série de fatores que fazem que o empreendedor tenha que desviar a sua atenção para questões burocráticas ao invés de se concentrar no seu empreendimento.
Percebemos que em Portugal ainda precisa ver a cultura empreendedora como algo importante para sociedade.
Existe uma grande carência no que diz respeito ao acesso a capital, assim como ao capital de risco, sobretudo porque o custo de oportunidade de empreender em nosso país é muito elevado devido à nossa falta de cultura empreendedora.
Socialmente, a visão que se tem do empreendedor em nossa sociedade, precisa ser urgentemente revista, pois o criador de riquezas, que trabalha por conta própria, deve ser respeitado, ter prestigio, e ser tão admirado quanto alguém que trabalha em grandes empresas.
Sem dúvida, a figura do empreendedor, como homem de negócios, nem sempre é bem vista nem muito respeitada em nossa região, contudo essa visão vem mudando. É preciso reconhecer, premiar aqueles que estão com seus esforços contribuindo com o seu sucesso, êxito pessoal para o crescimento econômico e social da nossa região.
Apesar de que um empreendedor em Portugal corre muito mais risco que seu concorrente em outros países, o reconhecimento social não é tão grande e um fracasso empresarial custa bastante ser aceito. O receio de fracassar é um fator de inibição para muitos deixarem de empreender.
Quando somos indagados sobre as principais dificuldades que enfrenta o empreendedor quando começa um novo projeto, muitos esperam a resposta mais rápida que seria o financiamento. Porém essa alternativa não é certa.
O financiamento é o último passo depois de ter o empreendedor percebido o que ele gosta de fazer, o que ele sabe fazer com competência e de forma diferente e inovadora, por fim, quem se encontra disposto a pagar por isso. Portanto, a maior barreira que têm os empreendedores é saber se diferenciar no mercado.
Um bom modelo de negócio responde sem dificuldade a indagações, há tempo, formuladas por Peter Drucker: quem é o cliente? O que é importante para ele? Além disso, responde também àquelas perguntas que todo empreendedor sério se faz: como é possível ganhar dinheiro nesse negócio? Que lógica econômica permite que eu proporcione ao cliente aquilo que ele deseja a um custo suportável?
A universidade pode ser uma excelente difusora da cultura empreendedora ao implantar incubadoras de negócios que assessorariam a muitas empresas e onde seriam apoiados exclusivamente projetos de alto valor agregado.
Fora do âmbito universitário se pode também promover a cultura do empreendedorismo, porém, os governos continuam insistindo no tema de sermos empreendedores, todavia do nosso ponto de vista implementa estratégias equivocadas ao apresentar o empreendedorismo como uma alternativa ao desemprego, em lugar de fazê-lo como uma aspiração real que deve ter a juventude em quaisquer estágios de sua formação, principalmente os jovens que ingressam todos semestres nas universidades.
Normalmente uma pessoa que tenciona empreender não precisar de teoria e acredita que somente necessita de suas habilidades práticas e isto é inteiramente falso.
É uma concepção muito equivocada, pois diante de mercados hipercompetitivos e com economias cada vez mais abertas, evidentemente a gente mais preparada é a que está tomando as melhores decisões.
Então o primeiro erro é não estudar tudo o que se tem que estudar, me refiro a uma graduação séria, um mestrado e um doutoramento.
Enquanto as características dos empreendedores, estes não têm que ser uma pessoa sobrenatural. Os empreendedores mais importantes do mundo não são necessariamente indivíduos que gostam de ficar a pular de avião para testar pára-quedas.
Normalmente também são adversos ao risco e isso significa que estão informados acerca das decisões que estão a tomar.
Sabem perfeitamente onde estão a investir cada centavo e com que probabilidade de êxito e que taxas de rendimento estão esperando pelo risco que estão a tomar.
Tem que ser uma pessoa com preocupações sociais, muito criativa e inovadora, que se angustia muito quando se depara com a burocracia. É saber muito bem o que fazer de sua vida pessoal e profissional.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Síntese Económica da Conjuntura

Publicada por José Manuel Dias


"Em Fevereiro, o indicador de sentimento económico e o indicador de confiança dos consumidores da Zona Euro mantiveram o movimento descendente dos seis meses anteriores.No plano interno, a informação já disponível para Janeiro e Fevereiro aponta para alguma desaceleração da actividade económica, após o crescimento de 2,0% do PIB registado no 4º trimestre de 2007 (mais 0,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior). O indicador de clima económico estabilizou em Fevereiro, depois de ter diminuído nos dois meses anteriores, e o indicador de actividade económica desacelerou em Janeiro. Oindicador de investimento aponta para uma desaceleração significativa nesta variável, em consequência do comportamento negativo de todas as suas componentes. Os sinais de abrandamento são menos evidentes no caso do consumo privado, tendo o respectivo indicador estabilizado".
Síntese divulgada hoje, pelo INE, relativa ao mês de Março. Pode ser vista em detalhe aqui.

Bryan Adams- Everything I Do

Publicada por José Manuel Dias

Moderar os ímpetos

Publicada por José Manuel Dias


A peregrina teoria de que não se podem fazer reformas contra alguns dos seus destinatários. Claro que não se podem, pelo menos não se devem tentar reformas contra o que o legítimo poder, eleito pelo Povo, considera o interesse público, o interesse do País, mesmo quando demora algum tempo até que se conjugue a percepção da união entre estes dois interesses. Um ilustre articulista regular de um dos nossos diários acha que não se fazem reformas contra as corporações. Se fosse verdade, não teria o Marquês reformado a Universidade de Coimbra, não teria Joaquim António de Aguiar abatido os foros e morgadios, não teria Fontes Pereira de Melo construído estradas e linhas de comboio contra proprietários fundiários e agrários retrógrados que receavam a drenagem das produções agrícolas para benefício de outras regiões, não teria Duarte Pacheco construído a marginal, não teria o PS feito aprovar a lei da delimitação dos sectores, não teria sido privatizada a comunicação social que caiu no regaço do Estado com as nacionalizações, não teria Vieira da Silva realizado a reforma da Segurança Social, não teria Maria de Lurdes Rodrigues aberto a escola pública todo o dia, concentrado o ensino do primeiro ciclo em locais onde as crianças socializem mais cedo, criado aulas de substituição, instalado o ensino do inglês desde cedo, ou colocado os professores por três anos.
António Correia de Campos, no Diário Económico, desta data. Ler na íntegra aqui.

What Makes Finnish Kids So Smart?

Publicada por José Manuel Dias



The Finns won attention with their performances in triennial tests sponsored by the Organization for Economic Cooperation and Development, a group funded by 30 countries that monitors social and economic trends. In the most recent test, which focused on science, Finland's students placed first in science and near the top in math and reading, according to results released late last year.
[.../...]
What they find is simple but not easy: well-trained teachers and responsible children. Early on, kids do a lot without adults hovering. And teachers create lessons to fit their students.
[.../...]
The Norssi School is run like a teaching hospital, with about 800 teacher trainees each year. Graduate students work with kids while instructors evaluate from the sidelines. Teachers must hold master's degrees, and the profession is highly competitive: More than 40 people may apply for a single job.
Artigo de Ellen Gamerman, no The Wall Street Journal, pode ser lido na íntegra aqui.

Depois desta leitura somos forçados a concluir que as reformas na educação são urgentes e necessárias. Os finlandeses não são os portugueses, dir-nos-ão. Assim é, de facto. Os resultados estão à vista, é só espreitar aqui.

O que eles (e ela) dizem...

Publicada por José Manuel Dias

Alicia Keys - Butterflyz

Publicada por José Manuel Dias

Copiar as boas práticas

Publicada por José Manuel Dias


"O que eu quero é que eles gostem de ler e de escrever" Emília Miranda , Professora do Ensino Básico, no Blogue Netescrita, alimentado com textos dos seus alunos. A escola pública, também, se afirma com boas práticas. Um exemplo que deve ser multiplicado. Portugal merece que estes professores se destaquem. Avaliar desempenhos é um passo nesse sentido.

171 milhões de euros...

Publicada por José Manuel Dias


...é a dotação prevista para financiar projectos de empreendedorismo e produção de novos bens e serviços, no âmbito do do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O prazo de entrega de candidaturas termina a 23 de Maio p.f.. Leia a notícia desenvolvida aqui.

O melhor dos últimos 8...

Publicada por José Manuel Dias


O investimento registou em 2007 a mais elevada taxa de crescimento desde 1999, contribuindo para o reforço do crescimento da economia o ano passado, segundo números divulgados, na segunda -feira, pelo Instituto Nacional de Estatística.
"Em 2007, o PIB cresceu 1,9% em volume, mais 0.6 pontos percentuais (p.p.) do que o verificado no ano anterior. Este comportamento foi muito influenciado pela evolução da procura interna, sobretudo devido à recuperação do Investimento. A aceleração da procura interna mais do que compensou a redução do contributo da procura externa líquida para o crescimento do PIB. Em termos nominais, o PIB ascendeu a cerca de 162,9 mil milhões de euros, mais 4,9% que o valor do ano anterior" refere o INE, no resumo, ver aqui.

Cat Power - Maybe Not

Publicada por José Manuel Dias

Ainda a avaliação dos professores...

Publicada por José Manuel Dias


Uma proposta de viagem pela blogosfera, focando-nos no tema em assunto. Opiniões diversas, de vários quadrantes políticos e de vários sectores profissionais. A Educação não é um problema dos professores, é um problema de todos. Quem lê, sabe mais... Vejamos, então, as nossas escolhas:
Leituras matinais, no Hoje há conquilhas
Avaliação e burocracias, no Rabbit´s Blog
O que parece é, no Blafésmias
A acção colectiva e as suas lógicas, no Ladrões de Bicicletas
Crónica da Rosarinho, no Farinha Amparo.
Avaliação de professores: perguntas com resposta, aqui

Professor Emanuel Leite (6)

Publicada por José Manuel Dias


Publicamos hoje mais um texto do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)", "O que é o empreendedorismo?(parte II)", "Ecoempreendedorismo", "Virtudes de um bom empreendimento", "Criar empregos! Solução para o Desemprego" publicamos hoje "Liberdade para empreender". Com nos é explicado no texto " O mercado recompensa o mérito, a capacidade, a coragem de correr riscos, a sorte e o sucesso dos empreendedores por meio do lucro (a justa recompensa pelo risco que correu)". A conclusão que se retira, e que a maioria de nós subscreverá, é a seguinte: um país somente será verdadeiramente desenvolvido na medida em que souber criar, para seus empreendedores, um ambiente no qual as empresas tenham condições de melhorar e inovar mais rapidamente que suas rivais estrangeiras. Uma leitura que se justifica.

Liberdade para empreender

Publicada por José Manuel Dias

É preciso apostar, cada vez mais, nos empreendedores, ainda que a capacidade de empreender seja um conceito difícil de definir. Os economistas reconhecem sua importância, desde a análise do desenvolvimento econômico, feito por Schumpeter, na transição do século.
Indivíduos com visão, dispostos a arriscar seus próprios recursos e o de outros investidores em novos produtos e serviços, são o motor que combinam capital humano e físico, estimulando o crescimento econômico e social da sociedade.
O mercado recompensa o mérito, a capacidade, a coragem de correr riscos, a sorte e o sucesso dos empreendedores por meio do lucro (a justa recompensa pelo risco que correu).
Os prêmios (os lucros) diferem porque os desempenhos dos empreendedores diferem. Ganhos desiguais são uma prova inconteste de que o mercado está cumprindo a sua missão.
Os intelectuais não gostam do mercado porque não considera a riqueza o resultado de um processo de criação, como a arte e a literatura. Os intelectuais consideram a riqueza, quando acumulada, roubada, e banal, quando herdada. Eles consideram a riqueza uma quantidade finita, como os recursos “não renováveis”, as pessoas que enriquecem são as que já repetiram o prato antes que outras pudessem comer sua primeira porção.
Os intelectuais simplesmente não conseguem relacionar a riqueza de um empreendedor ao processo de criação / destruição criativa.
O ataque à “cobiça“, vontade de crescer, prosperar dos empreendedores é na realidade, um ataque à liberdade de empreender. Empenhar-se na defesa deste direito é uma forma de preservar a liberdade humana.
É preciso mudar a atitude e o comportamento das pessoas nas suas vidas particular e profissional para que possam assumir uma postura mais empreendedora , mais positiva diante da vida empresarial.
Há pessoas que sofrem muito para mudar de um “status” de empregado para um de empreendedor e são submetidos a um elevado nível de “stress” por isso.
Embora algumas culturas incentivem a capacidade empresarial mais do que outras, todas as culturas têm reservas de talento que vêm à tona quando o ambiente é propício para negócio. É preciso resgatar a figura do empreendedor que assume riscos.
As viagens de descobrimento portugueses dos séculos XV e XVI são comparadas aos programas de espaciais de hoje – ambos são vistos como esforços nacionais que visão explorar o desconhecido e abrir novas fronteiras.
É muito grande o número de pessoas, em Portugal e no resto do mundo, que acreditam que ganharão muito dinheiro começando um negócio novo em uma incubadora de empresas de base tecnológica. A grande maioria fracassará ao tentar levar adiante suas idéias. Ainda assim, essa vontade conduz uma economia para novos apogeus quando encorajados por uma atmosfera regulatória favorável e baixo impostos sobre lucros, ganhos de capital e rendimentos.
Ser empreendedor significa ter capacidade de iniciativa, imaginação fértil para conceber as idéias, flexibilidade para adaptá-las, criatividade e inovação para transformá-las em uma oportunidade de negócio, motivação para pensar conceptualmente, e a capacidade para ver , perceber a mudança como uma oportunidade.
Um país somente será verdadeiramente desenvolvido na medida em que souber criar, para seus empreendedores, um ambiente no qual elas tenham condições de melhorar e inovar mais rapidamente que suas rivais estrangeiras. Por outras palavras: os empreendedores precisam de condições que lhes permitam inovar, o que invariavelmente se dá pelo emprego adequado de tecnologias já existentes.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Um indústria com futuro

Publicada por José Manuel Dias


Portugal subiu sete posições, para o 15.º lugar, numa lista de 130 países avaliados no Relatório de Competitividade do sector do Turismo e Viagens de 2008, divulgado pelo Fórum Económico Mundial (FEM).
Fonte: Diário Económico, notícia na íntegra aqui.

As reformas na Administração Pública

Publicada por José Manuel Dias


As antigas 42 categorias profissionais passam para seis no novo regime de vínculos e carreiras da administração pública. Uma reforma que se aplaude. Portugal precisa de ser mais competitivo. Podemos fazer mais e melhor com menos recursos públicos. Claro que o Governo tem de estar preparado para a habitual contestação de quem não quer perder "direitos adquiridos", não abdicando de prosseguir com as reformas necessárias. Foi para isso que a maioria dos portugueses lhe concedeu o seu voto.

Simply Red - Stars

Publicada por José Manuel Dias

Avaliação dos Professores: perguntas com respostas

Publicada por José Manuel Dias


Porque é importante avaliar os professores? Como era o anterior sistema de avaliação? Porque é que se alterou o sistema de avaliação sem ele ter sido avaliado? Quem avalia os professores?
O que se avalia no desempenho dos docentes? Como se faz a avaliação? Quem define os objectivos? Que objectivos são considerados? Porque não se simplifica o processo de avaliação?
Quem elabora os instrumentos de avaliação? Quem controla a qualidade das fichas? Porque é que este modelo de avaliação prevê a observação de aulas? Que critérios devem ser considerados na observação das aulas? Estas perguntas e outras mais, têm resposta aqui.
Depois de conhecer em detalhe o processo de avaliação dos professores, somos tentados a dizer que há muita gente a pronunciar-se sobre o que não conhece e a tentar lançar confusão. Teodora Cardoso, em artigo no Jornal de Negócios, resume de forma lapidar a verdadeira dimensão do problema:" A prestação de contas e a avaliação do desempenho são parte integrante de sistemas de organização social complexos que exigem que as parcelas que os compõem disponham de autonomia de decisão, dentro de limites definidos, e prestem contas do uso que dela fazem". Eu subscrevo e você?

35.035 Visitas

Publicada por José Manuel Dias


O Cogir atingiu hoje 35.035 visitas. Portugal, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Angola, Moçambique, Inglaterra, Espanha e França foram os países quer mais contribuíram para este número.
A todos quantos por aqui têm passado o meu obrigado. Voltem sempre!

Os portugueses são dos que menos andam a pé...

Publicada por José Manuel Dias



A distância percorrida por ano por cada um fica-se pelos 342 quilómetros, contrastando com os 457 dos luxemburgueses e os 382 da média europeia. Por cá, hábitos saudáveis e ecológicos, como andar a pé ou de bicicleta, ainda são raras excepções.
As conclusões são do último relatório da Agência Europeia do Ambiente, que coloca Portugal como o país onde menos se anda a pé ou se usa a bicicleta como transporte. Enquanto os outros europeus percorrem em média 188 quilómetros por ano de bicicleta, os portugueses não chegam aos 30. Pelo contrário, continuamos a optar pelo transporte individual, preferindo levar o carro para o trabalho em vez de irmos de comboio, autocarro ou metro. Comparando o uso do automóvel em 1990 com 2004, concluímos que subiu dos 54,6% para os 68,7%. No mesmo período, usámos menos o comboio e o autocarro. As consequências destes hábitos reflectem-se na saúde e no ambiente. E, em última instância, na carteira.
Ler na íntegra no DN, de ontem, aqui.
Está visto. Existe muita boa gente a protestar sem razão: ou ganha mais do que merece ou a gasolina está barata!

Leonard Cohen: The Stranger Song

Publicada por José Manuel Dias

Ler na rede: professores e avaliações

Publicada por José Manuel Dias


Experiência, Vital Moreira
Mal estar docente, João Miranda
Alguém viu ontem a Ministra? Luis Aguiar-Conraria
Opiniões diferentes sobre a mesma questão: a avaliação de desempenho dos professores. Vale a pena conhecer. A cada um a sua opinião. A educação é um problema de todos. Afinal, se somos accionistas do Estado, temos o direito (e o dever) de conhecer o desempenho dos serviços públicos.

A rentabilidade das empresas

Publicada por José Manuel Dias


A rentabilidade é uma condição necessária paraa existência de uma empresa e um meio para alcançar fins mais importantes, mas não é o fim em si para muitas das empresas visionárias. O lucro está para elas como o oxigénio, a alimentação, a água e o sangue para o corpo. Não são a razão de ser da vida, embora sem elas não haja vida.
Retirado de " De excelente a líder", Jim Collins e Jerry Porras, Casa das Letras, Cruz Quebrada (2007)

Andrea Bocelli - Canto Della Terra

Publicada por José Manuel Dias

O terceiro sector

Publicada por José Manuel Dias


No início da década de 1980, Pierre Rosanvallon anunciava, em França, aquilo que os economistas já tinham começado a prever – a crise do Estado-Providência. Essa crise era, antes de mais, crise financeira do Estado, pois a transição demográfica associada ao aumento da esperança de vida e à acrescida extensão e generalização dos direitos sociais (por exemplo, subsídios de desemprego e doença e pensões de reforma), exigia uma proporção crescente de despesas públicas nas funções sociais e, com ela, a necessidade de níveis crescentes de impostos e de contribuições para a segurança social dificilmente sustentáveis. Para além do anúncio da crise, Pierre Rosanvallon tornava claro que se devia evitar a falácia de se considerar que as alternativas eram apenas mais Estado ou mais mercado. O reforço do puro estatismo levaria garantidamente a uma insolvência a prazo; por seu lado, o caminho da privatização das funções passíveis de serem privatizáveis (saúde e pensões de reforma, por exemplo) poderia significar a regressão dos objectivos redistributivos e de justiça social subjacentes à própria noção de Estado-Providência. O caminho passaria então por um reforço da sociedade civil: por um renascimento das solidariedades pessoais, pela participação de cada cidadão e pela assumpção por parte do terceiro sector de algumas das funções Estado.
João Wengorovius Meneses, Gestor na ONG TESE, no Diário Económico desta data. Ler na íntegra aqui.

As melhores Universidades do Mundo

Publicada por José Manuel Dias


No Ranking das 400 melhores Universidades do Mundo, ver aqui, verifica-se o domínio das Universidades americanas e inglesas. Esta situação não será fruto do acaso. Alguns apontam como possíveis causas: o domínio do inglês como idioma do mundo académico e dos negócios, a excelência das instituições e um modelo de governação mais ajustado que favorece a competição, atraindo os mais capazes, quer ao nível de docentes quer de estudantes. Não sei se assim é mas é bom que se conheça o que fazem os melhores e como o fazem. Deixo aqui o link, para todas as Universidades americanas. Se as nossas Universidades copiassem as boas práticas ficaríamos todos a ganhar.
Alabama (14) Alaska (7) Arizona (13) Arkansas (20) Califórnia (135) Carolina do Norte (53) Carolina do Sul (31) Colorado (25) Connecticut (25) Delaware (5) Distrito de Colúmbia (12) Flórida (44) Geórgia (48) Havaí (8) Idaho (7) Illinois (74) Indiana (45) Iowa (32) Kansas (23) Kentucky (25) Louisiana (22) Maine (19) Maryland (31) Massachusetts (71) Michigan (50) Minnesota (38) Mississipi (17) Missouri (47) Montana (9) Nebraska (22) Nevada (3) New Hampshire (15) New Jersey (29) Novo México (10) New York (134) Dakota do Norte (11) Ohio (75) Oklahoma (22) Oregon (27) Pensilvânia (105) Rhode Island (9) Dakota do Sul (13) Tennessee (45) Texas (81) Utah (9) Vermont (17) Virgínia (44) Washington (23) West Virginia (19) Wisconsin (35) Wyoming (2)

O que todos deviam saber...

Publicada por José Manuel Dias


[.../...]
O que aprendi com essa experiência é que sem definição de expectativas quer para o empregador quer para o empregado e sem um processo de avaliação , a motivação é menor e a sensação de injustiça , arbitrariedade e inutilidade também.
À época, a única experiência de avaliação por que tinha passado era a escolar ( no percuso tradicional : primária, liceu, universidade ) com as limitações conhecidas ( percepcionda pelos avaliados como um processo de punição/ recompensa ) e a sua ausência nas 5 empresa pelas quais tinha passado. Por isso o que mais surpreendeu foi a forma como a avaliação era encarada pela empresa de consultoria : um processo para identificar os nossos pontos fortes ( para os reforçar ) e os nosso pontos fracos ( para os corrigir ). Como tal, após a avaliação e respectiva classificação era dever do avaliado melhorar os pontos fracos e um direito exigir às suas chefias o treino adequado.
Por isso não me espanta a resistência que muitos professores estão a colocar ao respectivo processo de avaliação. Já me espanta quererem adiá-lo, numa tentativa óbvia por parte dos sindicatos de imporem outra agenda e esta passar para as calendas. Mais me espanta é "queixarem-se" de que exige muito trabalho, o que não deixa de ser estranho quando alguns dizem que já havia um processo antes...pelos vistos dava era pouco trabalho, ou seja não existia.
António P., aqui.

Vícios privados, Públicas virtudes?

Publicada por José Manuel Dias


Divirtam-se, festejem, façam férias, façam amor, comam e bebam o que vos apetecer. Mas, quando estiverem a trabalhar, não finjam que trabalham. Se forem professores, ensinem com dedicação, se forem juízes, sejam imparciais, se foram administradores, não enganem ninguém. É evidente que os corruptos vão considerá-los estúpidos, mas temos de começar a comportar-nos de forma correcta, apenas por ser o que está certo. A virtude é um exemplo, é um modelo da forma como todos devemos agir. Não posso ser virtuoso apenas quando me dá jeito. Devo sê-lo sempre e de qualquer maneira. E o prazer que daí vou retirar será a consciência de estar a dar o exemplo, o prazer de me sentir livre, o orgulho de não ter cedido à chantagem.
Francisco Alberoni, Sociólogo, no Diário Económico desta data. Ver artigo na íntegra aqui.

O ano começou bem...

Publicada por José Manuel Dias


A Direcção Geral do Orçamento divulgou em 20 de Feverreiro p.p. o habitual Boletim Informativo referente à Execução Orçamental, relativo ao primeiro mês do corrente ano.
Numa breve análise poderemos extrair a seguinte informação:
- quebra de mais de 40% das receitas com o Imposto sobre o Tabaco face a igual período de 2007;
- receitas fiscais a manterem um ritmo de crescimento muito expressivo, particularmente IRS (+4,7%), IVA (+5,1%) e Imposto do Selo (+6,2%);
- quebra das despesas, nomeadamente as despesas com pessoal no que se refere às remunerações certas e permanentes (-1,1%) com o Ministério da Educação a manter (ou mesmo a reforçar) o esforço de emagrecimento;
- boas notícias no que concerne à Segurança Social: menos despesas com prestações relativas ao desemprego (menos 13% de beneficiários), menos despesas com Rendimento Social de Inserção, menos despesas com Acção Social, menos despesas com Formação, menos despesas com prestações de apoio à doença;
- no conjunto, as receitas totais aumentarem em Janeiro de 2008 face a Janeiro de 2007, 12,6% e as despesas cairam 1,7%;
Se o desempenho ao longo do ano se situar nestes níveis -o que não é de todo provável - ainda acabamos com superavit.

The power of microfinance

Publicada por José Manuel Dias

Empresa na Hora: número recorde

Publicada por José Manuel Dias


No mês de Janeiro constituíram-se 3.044 Empresas na Hora, a uma média diária de 138,4, com o tempo médio de 45 minutos, números recorde deste serviço, segundo o Ministério da Justiça
Através deste processo já foram criadas, no total, 43.565 empresas, com um tempo médio geral de 48 minutos e 19 segundos.

Juan Luis Guerra "La Llave De Mi Corazon" Music Video

Publicada por José Manuel Dias

Eis o "Grammy Latino de Canção do Ano 2007. Espero não estar a abusar dos vídeos de música...

Reuniões e reuniões

Publicada por José Manuel Dias


Chegou atrasado à reunião das dez e meia porque, na das nove, o presidente tinha demorado vinte minutos a resumir o que se tinha passado nela, e mais dez minutos a lançar hipóteses de conciliação de agendas para marcar a próxima. Quando entrou na sala e se sentou à esquerda da coordenadora, apercebeu-se de que o ambiente estava tenso, embora sem razão aparente. Folheou os papéis e não viu nada que explicasse a palidez da coordenadora ou os olhos congestionados do elemento do grupo que se sentava na sua frente.
[.../...]
Reunir é um preceito através do qual se confere importância às pessoas e seriedade aos assuntos. A reunião permite, a uns, descansar o espírito e, sobretudo, garantir a irresponsabilidade. Para outros, é ensejo de afirmações pessoais e aproximações a quem interessa. Num caso ou noutro, muito deixa de ser feito para “se reunir”. Nada disto seria, porém, excessivamente grave se tais tempos de reunião não fossem, como são, absurdamente, considerados – “tempos de trabalho”.
António Monteiro Fernandes, Professor do ISCTE, no Diário Económico desta data. Ver artigo completo aqui.
Nem de propósito. Recebi hoje um email de um amigo lamentando-se do tempo que passava em reuniões. As reuniões são caras, para que se desperdice tempo em tarefas que podem ser feitas isoladamente no silêncio e recato dos gabinetes. Se existirem dúvidas ao estudar a documentação, o telefone, ou o e-mail podem ajudar a dissipar e esclarecer. As reuniões devem ter como principal propósito o que faz sentido sentido realizar em conjunto: tomar decisões. Se todos tivessem isto presente, estou certo que seríamos mais produtivos.

IRS

Publicada por José Manuel Dias


Agora que temos que entregar a declaração de IRS, talvez seja útil dar a conhecer o Guia IRS 2007 , divulgado pelo Millennium BCP.

Los Hermanos no Cine I­ris - A Outra

Publicada por José Manuel Dias

Função Pública: menos funcionários

Publicada por José Manuel Dias


O número de funcionários públicos reduziu-se em 39.373 nos últimos dois anos e o Governo mantém o objectivo de atingir os 75.000 até ao final da legislatura, disse hoje o ministro das Finanças e da Administração Pública.
[.../...]
A Administração Pública tinha assim 708.507 funcionários públicos em 2007, o número de efectivos mais baixo desde o ano de 1999.
Uma alteração que se aplaude. Menos funcionários, menos despesa pública, menor necessidade de impostos...

Coisas que convém saber...

Publicada por José Manuel Dias


Como se explica que a taxa de desemprego tenha aumentado em Portugal quando foram criados 95 mil novos postos de trabalho nos últimos três anos?
E por que aumentou tanto a população activa?
Por que é que os portugueses não aproveitam essas oportunidades de emprego?
Trata-se, então, de desemprego voluntário?
Como vai resolver-se esse problema?
Pode concluir-se que os imigrantes estão a roubar empregos aos portugueses?
Para concluir: o que é mais importante destacar, o aumento da taxa de emprego ou o aumento da taxa de desemprego?
João Pinto e Castro explica-nos aqui.

Diz que até não é...um mau blog!

Publicada por José Manuel Dias


O Filipe Silva, do e-Ventos Tecnológicos, atribuiu-nos o prémio em epígrafe. Agradeço a distinção. Saber que somos lidos é uma das razões que nos motiva a prosseguir. Saber que existem blogues como o do Filipe Silva é um incentivo adicional. O saber, mesmo partilhado, não se perde e todos ficam a saber mais. É o que o e-Ventos Tecnológicos me tem propiciado. Ficar a saber mais. Obrigado.

Bob Dylan & Joan Baez - Blowin' In The Wind

Publicada por José Manuel Dias


Eu sei que já tem uns aninhos...

O problema e a solução

Publicada por José Manuel Dias


O problema:
A maior parte das obras públicas em Portugal termina com derrapagem financeira e, segundo um estudo que analisou 73 empreitadas (realizadas entre 1985 e 2004), o custo final atinge geralmente o dobro do preço inicialmente previsto. O novo Código dos Contratos Públicos (CCP) - ver "Antes e depois do Código" - deveria pôr cobro a esta situação, mas os agentes do sector estão pessimistas e não acreditam nas virtualidades do novo enquadramento legislativo.Tomando como exemplo seis grandes obras públicas como as retratadas nas fotos em cima, chegamos a uma conclusão aterradotra o desvio em relação aos valores inicialmente previstos foi superior a 480 milhões de euros. O que explica, afinal, tamanhas derrapagens?
Ver artigo completo no JN desta data, aqui.
Será que a solução passa por aqui? Um novo Código de Contratos Públicos foi publicado. O CCP é um diploma que regula duas grandes matérias relativas aos contratos públicos:a) A sua formação, isto é, os procedimentos a cumprir para se celebrar um contrato público (por exemplo, concurso público ou ajuste directo). Estes procedimentos decorrem desde o momento em que é tomada a decisão de contratar até ao momento em que o contrato é outorgado. A esta matéria é tradição chamar-se em Portugal a contratação pública.
Ver diploma aqui.

Leituras duma manhã de domingo

Publicada por José Manuel Dias