O empreendedor nem sempre é bem visto

Publicada por José Manuel Dias

Uma das principais razões porque o empreendimento não se desenvolve em sua plenitude, com bastante mais força na América Latina, é a forma como as pessoas vêem o mundo dos negócios, a questão cultural de não perceber a importância do empreendedor no processo de geração e criação de riquezas.
Assim, entendemos ser necessário que as escolas, em todos os seus níveis, ministrem cursos ou insiram em suas grades curriculares a disciplina de empreendedorismo, tendo em vista que o estudo do empreendedorismo impulsionará o desenvolvimento do espírito empreendedor entre os seus alunos.
O empreendimento de novos negócios encontra dificuldades para ser criado, gerido e desenvolvido com sucesso em nossa região. Porém, apesar deste cenário sombrio, temos exemplos de empreendedores que conseguem com criatividade e inovação vencer essa verdadeira corrida de obstáculos que é o processo de criação de uma empresa, afetado por uma série de fatores que fazem que o empreendedor tenha que desviar a sua atenção para questões burocráticas ao invés de se concentrar no seu empreendimento.
Percebemos que em Portugal ainda precisa ver a cultura empreendedora como algo importante para sociedade.
Existe uma grande carência no que diz respeito ao acesso a capital, assim como ao capital de risco, sobretudo porque o custo de oportunidade de empreender em nosso país é muito elevado devido à nossa falta de cultura empreendedora.
Socialmente, a visão que se tem do empreendedor em nossa sociedade, precisa ser urgentemente revista, pois o criador de riquezas, que trabalha por conta própria, deve ser respeitado, ter prestigio, e ser tão admirado quanto alguém que trabalha em grandes empresas.
Sem dúvida, a figura do empreendedor, como homem de negócios, nem sempre é bem vista nem muito respeitada em nossa região, contudo essa visão vem mudando. É preciso reconhecer, premiar aqueles que estão com seus esforços contribuindo com o seu sucesso, êxito pessoal para o crescimento econômico e social da nossa região.
Apesar de que um empreendedor em Portugal corre muito mais risco que seu concorrente em outros países, o reconhecimento social não é tão grande e um fracasso empresarial custa bastante ser aceito. O receio de fracassar é um fator de inibição para muitos deixarem de empreender.
Quando somos indagados sobre as principais dificuldades que enfrenta o empreendedor quando começa um novo projeto, muitos esperam a resposta mais rápida que seria o financiamento. Porém essa alternativa não é certa.
O financiamento é o último passo depois de ter o empreendedor percebido o que ele gosta de fazer, o que ele sabe fazer com competência e de forma diferente e inovadora, por fim, quem se encontra disposto a pagar por isso. Portanto, a maior barreira que têm os empreendedores é saber se diferenciar no mercado.
Um bom modelo de negócio responde sem dificuldade a indagações, há tempo, formuladas por Peter Drucker: quem é o cliente? O que é importante para ele? Além disso, responde também àquelas perguntas que todo empreendedor sério se faz: como é possível ganhar dinheiro nesse negócio? Que lógica econômica permite que eu proporcione ao cliente aquilo que ele deseja a um custo suportável?
A universidade pode ser uma excelente difusora da cultura empreendedora ao implantar incubadoras de negócios que assessorariam a muitas empresas e onde seriam apoiados exclusivamente projetos de alto valor agregado.
Fora do âmbito universitário se pode também promover a cultura do empreendedorismo, porém, os governos continuam insistindo no tema de sermos empreendedores, todavia do nosso ponto de vista implementa estratégias equivocadas ao apresentar o empreendedorismo como uma alternativa ao desemprego, em lugar de fazê-lo como uma aspiração real que deve ter a juventude em quaisquer estágios de sua formação, principalmente os jovens que ingressam todos semestres nas universidades.
Normalmente uma pessoa que tenciona empreender não precisar de teoria e acredita que somente necessita de suas habilidades práticas e isto é inteiramente falso.
É uma concepção muito equivocada, pois diante de mercados hipercompetitivos e com economias cada vez mais abertas, evidentemente a gente mais preparada é a que está tomando as melhores decisões.
Então o primeiro erro é não estudar tudo o que se tem que estudar, me refiro a uma graduação séria, um mestrado e um doutoramento.
Enquanto as características dos empreendedores, estes não têm que ser uma pessoa sobrenatural. Os empreendedores mais importantes do mundo não são necessariamente indivíduos que gostam de ficar a pular de avião para testar pára-quedas.
Normalmente também são adversos ao risco e isso significa que estão informados acerca das decisões que estão a tomar.
Sabem perfeitamente onde estão a investir cada centavo e com que probabilidade de êxito e que taxas de rendimento estão esperando pelo risco que estão a tomar.
Tem que ser uma pessoa com preocupações sociais, muito criativa e inovadora, que se angustia muito quando se depara com a burocracia. É saber muito bem o que fazer de sua vida pessoal e profissional.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Síntese Económica da Conjuntura

Publicada por José Manuel Dias


"Em Fevereiro, o indicador de sentimento económico e o indicador de confiança dos consumidores da Zona Euro mantiveram o movimento descendente dos seis meses anteriores.No plano interno, a informação já disponível para Janeiro e Fevereiro aponta para alguma desaceleração da actividade económica, após o crescimento de 2,0% do PIB registado no 4º trimestre de 2007 (mais 0,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior). O indicador de clima económico estabilizou em Fevereiro, depois de ter diminuído nos dois meses anteriores, e o indicador de actividade económica desacelerou em Janeiro. Oindicador de investimento aponta para uma desaceleração significativa nesta variável, em consequência do comportamento negativo de todas as suas componentes. Os sinais de abrandamento são menos evidentes no caso do consumo privado, tendo o respectivo indicador estabilizado".
Síntese divulgada hoje, pelo INE, relativa ao mês de Março. Pode ser vista em detalhe aqui.

Bryan Adams- Everything I Do

Publicada por José Manuel Dias

Moderar os ímpetos

Publicada por José Manuel Dias


A peregrina teoria de que não se podem fazer reformas contra alguns dos seus destinatários. Claro que não se podem, pelo menos não se devem tentar reformas contra o que o legítimo poder, eleito pelo Povo, considera o interesse público, o interesse do País, mesmo quando demora algum tempo até que se conjugue a percepção da união entre estes dois interesses. Um ilustre articulista regular de um dos nossos diários acha que não se fazem reformas contra as corporações. Se fosse verdade, não teria o Marquês reformado a Universidade de Coimbra, não teria Joaquim António de Aguiar abatido os foros e morgadios, não teria Fontes Pereira de Melo construído estradas e linhas de comboio contra proprietários fundiários e agrários retrógrados que receavam a drenagem das produções agrícolas para benefício de outras regiões, não teria Duarte Pacheco construído a marginal, não teria o PS feito aprovar a lei da delimitação dos sectores, não teria sido privatizada a comunicação social que caiu no regaço do Estado com as nacionalizações, não teria Vieira da Silva realizado a reforma da Segurança Social, não teria Maria de Lurdes Rodrigues aberto a escola pública todo o dia, concentrado o ensino do primeiro ciclo em locais onde as crianças socializem mais cedo, criado aulas de substituição, instalado o ensino do inglês desde cedo, ou colocado os professores por três anos.
António Correia de Campos, no Diário Económico, desta data. Ler na íntegra aqui.

What Makes Finnish Kids So Smart?

Publicada por José Manuel Dias



The Finns won attention with their performances in triennial tests sponsored by the Organization for Economic Cooperation and Development, a group funded by 30 countries that monitors social and economic trends. In the most recent test, which focused on science, Finland's students placed first in science and near the top in math and reading, according to results released late last year.
[.../...]
What they find is simple but not easy: well-trained teachers and responsible children. Early on, kids do a lot without adults hovering. And teachers create lessons to fit their students.
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The Norssi School is run like a teaching hospital, with about 800 teacher trainees each year. Graduate students work with kids while instructors evaluate from the sidelines. Teachers must hold master's degrees, and the profession is highly competitive: More than 40 people may apply for a single job.
Artigo de Ellen Gamerman, no The Wall Street Journal, pode ser lido na íntegra aqui.

Depois desta leitura somos forçados a concluir que as reformas na educação são urgentes e necessárias. Os finlandeses não são os portugueses, dir-nos-ão. Assim é, de facto. Os resultados estão à vista, é só espreitar aqui.

O que eles (e ela) dizem...

Publicada por José Manuel Dias

Alicia Keys - Butterflyz

Publicada por José Manuel Dias

Copiar as boas práticas

Publicada por José Manuel Dias


"O que eu quero é que eles gostem de ler e de escrever" Emília Miranda , Professora do Ensino Básico, no Blogue Netescrita, alimentado com textos dos seus alunos. A escola pública, também, se afirma com boas práticas. Um exemplo que deve ser multiplicado. Portugal merece que estes professores se destaquem. Avaliar desempenhos é um passo nesse sentido.

171 milhões de euros...

Publicada por José Manuel Dias


...é a dotação prevista para financiar projectos de empreendedorismo e produção de novos bens e serviços, no âmbito do do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O prazo de entrega de candidaturas termina a 23 de Maio p.f.. Leia a notícia desenvolvida aqui.

O melhor dos últimos 8...

Publicada por José Manuel Dias


O investimento registou em 2007 a mais elevada taxa de crescimento desde 1999, contribuindo para o reforço do crescimento da economia o ano passado, segundo números divulgados, na segunda -feira, pelo Instituto Nacional de Estatística.
"Em 2007, o PIB cresceu 1,9% em volume, mais 0.6 pontos percentuais (p.p.) do que o verificado no ano anterior. Este comportamento foi muito influenciado pela evolução da procura interna, sobretudo devido à recuperação do Investimento. A aceleração da procura interna mais do que compensou a redução do contributo da procura externa líquida para o crescimento do PIB. Em termos nominais, o PIB ascendeu a cerca de 162,9 mil milhões de euros, mais 4,9% que o valor do ano anterior" refere o INE, no resumo, ver aqui.

Cat Power - Maybe Not

Publicada por José Manuel Dias

Ainda a avaliação dos professores...

Publicada por José Manuel Dias


Uma proposta de viagem pela blogosfera, focando-nos no tema em assunto. Opiniões diversas, de vários quadrantes políticos e de vários sectores profissionais. A Educação não é um problema dos professores, é um problema de todos. Quem lê, sabe mais... Vejamos, então, as nossas escolhas:
Leituras matinais, no Hoje há conquilhas
Avaliação e burocracias, no Rabbit´s Blog
O que parece é, no Blafésmias
A acção colectiva e as suas lógicas, no Ladrões de Bicicletas
Crónica da Rosarinho, no Farinha Amparo.
Avaliação de professores: perguntas com resposta, aqui

Professor Emanuel Leite (6)

Publicada por José Manuel Dias


Publicamos hoje mais um texto do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)", "O que é o empreendedorismo?(parte II)", "Ecoempreendedorismo", "Virtudes de um bom empreendimento", "Criar empregos! Solução para o Desemprego" publicamos hoje "Liberdade para empreender". Com nos é explicado no texto " O mercado recompensa o mérito, a capacidade, a coragem de correr riscos, a sorte e o sucesso dos empreendedores por meio do lucro (a justa recompensa pelo risco que correu)". A conclusão que se retira, e que a maioria de nós subscreverá, é a seguinte: um país somente será verdadeiramente desenvolvido na medida em que souber criar, para seus empreendedores, um ambiente no qual as empresas tenham condições de melhorar e inovar mais rapidamente que suas rivais estrangeiras. Uma leitura que se justifica.

Liberdade para empreender

Publicada por José Manuel Dias

É preciso apostar, cada vez mais, nos empreendedores, ainda que a capacidade de empreender seja um conceito difícil de definir. Os economistas reconhecem sua importância, desde a análise do desenvolvimento econômico, feito por Schumpeter, na transição do século.
Indivíduos com visão, dispostos a arriscar seus próprios recursos e o de outros investidores em novos produtos e serviços, são o motor que combinam capital humano e físico, estimulando o crescimento econômico e social da sociedade.
O mercado recompensa o mérito, a capacidade, a coragem de correr riscos, a sorte e o sucesso dos empreendedores por meio do lucro (a justa recompensa pelo risco que correu).
Os prêmios (os lucros) diferem porque os desempenhos dos empreendedores diferem. Ganhos desiguais são uma prova inconteste de que o mercado está cumprindo a sua missão.
Os intelectuais não gostam do mercado porque não considera a riqueza o resultado de um processo de criação, como a arte e a literatura. Os intelectuais consideram a riqueza, quando acumulada, roubada, e banal, quando herdada. Eles consideram a riqueza uma quantidade finita, como os recursos “não renováveis”, as pessoas que enriquecem são as que já repetiram o prato antes que outras pudessem comer sua primeira porção.
Os intelectuais simplesmente não conseguem relacionar a riqueza de um empreendedor ao processo de criação / destruição criativa.
O ataque à “cobiça“, vontade de crescer, prosperar dos empreendedores é na realidade, um ataque à liberdade de empreender. Empenhar-se na defesa deste direito é uma forma de preservar a liberdade humana.
É preciso mudar a atitude e o comportamento das pessoas nas suas vidas particular e profissional para que possam assumir uma postura mais empreendedora , mais positiva diante da vida empresarial.
Há pessoas que sofrem muito para mudar de um “status” de empregado para um de empreendedor e são submetidos a um elevado nível de “stress” por isso.
Embora algumas culturas incentivem a capacidade empresarial mais do que outras, todas as culturas têm reservas de talento que vêm à tona quando o ambiente é propício para negócio. É preciso resgatar a figura do empreendedor que assume riscos.
As viagens de descobrimento portugueses dos séculos XV e XVI são comparadas aos programas de espaciais de hoje – ambos são vistos como esforços nacionais que visão explorar o desconhecido e abrir novas fronteiras.
É muito grande o número de pessoas, em Portugal e no resto do mundo, que acreditam que ganharão muito dinheiro começando um negócio novo em uma incubadora de empresas de base tecnológica. A grande maioria fracassará ao tentar levar adiante suas idéias. Ainda assim, essa vontade conduz uma economia para novos apogeus quando encorajados por uma atmosfera regulatória favorável e baixo impostos sobre lucros, ganhos de capital e rendimentos.
Ser empreendedor significa ter capacidade de iniciativa, imaginação fértil para conceber as idéias, flexibilidade para adaptá-las, criatividade e inovação para transformá-las em uma oportunidade de negócio, motivação para pensar conceptualmente, e a capacidade para ver , perceber a mudança como uma oportunidade.
Um país somente será verdadeiramente desenvolvido na medida em que souber criar, para seus empreendedores, um ambiente no qual elas tenham condições de melhorar e inovar mais rapidamente que suas rivais estrangeiras. Por outras palavras: os empreendedores precisam de condições que lhes permitam inovar, o que invariavelmente se dá pelo emprego adequado de tecnologias já existentes.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Um indústria com futuro

Publicada por José Manuel Dias


Portugal subiu sete posições, para o 15.º lugar, numa lista de 130 países avaliados no Relatório de Competitividade do sector do Turismo e Viagens de 2008, divulgado pelo Fórum Económico Mundial (FEM).
Fonte: Diário Económico, notícia na íntegra aqui.

As reformas na Administração Pública

Publicada por José Manuel Dias


As antigas 42 categorias profissionais passam para seis no novo regime de vínculos e carreiras da administração pública. Uma reforma que se aplaude. Portugal precisa de ser mais competitivo. Podemos fazer mais e melhor com menos recursos públicos. Claro que o Governo tem de estar preparado para a habitual contestação de quem não quer perder "direitos adquiridos", não abdicando de prosseguir com as reformas necessárias. Foi para isso que a maioria dos portugueses lhe concedeu o seu voto.

Simply Red - Stars

Publicada por José Manuel Dias

Avaliação dos Professores: perguntas com respostas

Publicada por José Manuel Dias


Porque é importante avaliar os professores? Como era o anterior sistema de avaliação? Porque é que se alterou o sistema de avaliação sem ele ter sido avaliado? Quem avalia os professores?
O que se avalia no desempenho dos docentes? Como se faz a avaliação? Quem define os objectivos? Que objectivos são considerados? Porque não se simplifica o processo de avaliação?
Quem elabora os instrumentos de avaliação? Quem controla a qualidade das fichas? Porque é que este modelo de avaliação prevê a observação de aulas? Que critérios devem ser considerados na observação das aulas? Estas perguntas e outras mais, têm resposta aqui.
Depois de conhecer em detalhe o processo de avaliação dos professores, somos tentados a dizer que há muita gente a pronunciar-se sobre o que não conhece e a tentar lançar confusão. Teodora Cardoso, em artigo no Jornal de Negócios, resume de forma lapidar a verdadeira dimensão do problema:" A prestação de contas e a avaliação do desempenho são parte integrante de sistemas de organização social complexos que exigem que as parcelas que os compõem disponham de autonomia de decisão, dentro de limites definidos, e prestem contas do uso que dela fazem". Eu subscrevo e você?

35.035 Visitas

Publicada por José Manuel Dias


O Cogir atingiu hoje 35.035 visitas. Portugal, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Angola, Moçambique, Inglaterra, Espanha e França foram os países quer mais contribuíram para este número.
A todos quantos por aqui têm passado o meu obrigado. Voltem sempre!

Os portugueses são dos que menos andam a pé...

Publicada por José Manuel Dias



A distância percorrida por ano por cada um fica-se pelos 342 quilómetros, contrastando com os 457 dos luxemburgueses e os 382 da média europeia. Por cá, hábitos saudáveis e ecológicos, como andar a pé ou de bicicleta, ainda são raras excepções.
As conclusões são do último relatório da Agência Europeia do Ambiente, que coloca Portugal como o país onde menos se anda a pé ou se usa a bicicleta como transporte. Enquanto os outros europeus percorrem em média 188 quilómetros por ano de bicicleta, os portugueses não chegam aos 30. Pelo contrário, continuamos a optar pelo transporte individual, preferindo levar o carro para o trabalho em vez de irmos de comboio, autocarro ou metro. Comparando o uso do automóvel em 1990 com 2004, concluímos que subiu dos 54,6% para os 68,7%. No mesmo período, usámos menos o comboio e o autocarro. As consequências destes hábitos reflectem-se na saúde e no ambiente. E, em última instância, na carteira.
Ler na íntegra no DN, de ontem, aqui.
Está visto. Existe muita boa gente a protestar sem razão: ou ganha mais do que merece ou a gasolina está barata!

Leonard Cohen: The Stranger Song

Publicada por José Manuel Dias

Ler na rede: professores e avaliações

Publicada por José Manuel Dias


Experiência, Vital Moreira
Mal estar docente, João Miranda
Alguém viu ontem a Ministra? Luis Aguiar-Conraria
Opiniões diferentes sobre a mesma questão: a avaliação de desempenho dos professores. Vale a pena conhecer. A cada um a sua opinião. A educação é um problema de todos. Afinal, se somos accionistas do Estado, temos o direito (e o dever) de conhecer o desempenho dos serviços públicos.

A rentabilidade das empresas

Publicada por José Manuel Dias


A rentabilidade é uma condição necessária paraa existência de uma empresa e um meio para alcançar fins mais importantes, mas não é o fim em si para muitas das empresas visionárias. O lucro está para elas como o oxigénio, a alimentação, a água e o sangue para o corpo. Não são a razão de ser da vida, embora sem elas não haja vida.
Retirado de " De excelente a líder", Jim Collins e Jerry Porras, Casa das Letras, Cruz Quebrada (2007)

Andrea Bocelli - Canto Della Terra

Publicada por José Manuel Dias

O terceiro sector

Publicada por José Manuel Dias


No início da década de 1980, Pierre Rosanvallon anunciava, em França, aquilo que os economistas já tinham começado a prever – a crise do Estado-Providência. Essa crise era, antes de mais, crise financeira do Estado, pois a transição demográfica associada ao aumento da esperança de vida e à acrescida extensão e generalização dos direitos sociais (por exemplo, subsídios de desemprego e doença e pensões de reforma), exigia uma proporção crescente de despesas públicas nas funções sociais e, com ela, a necessidade de níveis crescentes de impostos e de contribuições para a segurança social dificilmente sustentáveis. Para além do anúncio da crise, Pierre Rosanvallon tornava claro que se devia evitar a falácia de se considerar que as alternativas eram apenas mais Estado ou mais mercado. O reforço do puro estatismo levaria garantidamente a uma insolvência a prazo; por seu lado, o caminho da privatização das funções passíveis de serem privatizáveis (saúde e pensões de reforma, por exemplo) poderia significar a regressão dos objectivos redistributivos e de justiça social subjacentes à própria noção de Estado-Providência. O caminho passaria então por um reforço da sociedade civil: por um renascimento das solidariedades pessoais, pela participação de cada cidadão e pela assumpção por parte do terceiro sector de algumas das funções Estado.
João Wengorovius Meneses, Gestor na ONG TESE, no Diário Económico desta data. Ler na íntegra aqui.

As melhores Universidades do Mundo

Publicada por José Manuel Dias


No Ranking das 400 melhores Universidades do Mundo, ver aqui, verifica-se o domínio das Universidades americanas e inglesas. Esta situação não será fruto do acaso. Alguns apontam como possíveis causas: o domínio do inglês como idioma do mundo académico e dos negócios, a excelência das instituições e um modelo de governação mais ajustado que favorece a competição, atraindo os mais capazes, quer ao nível de docentes quer de estudantes. Não sei se assim é mas é bom que se conheça o que fazem os melhores e como o fazem. Deixo aqui o link, para todas as Universidades americanas. Se as nossas Universidades copiassem as boas práticas ficaríamos todos a ganhar.
Alabama (14) Alaska (7) Arizona (13) Arkansas (20) Califórnia (135) Carolina do Norte (53) Carolina do Sul (31) Colorado (25) Connecticut (25) Delaware (5) Distrito de Colúmbia (12) Flórida (44) Geórgia (48) Havaí (8) Idaho (7) Illinois (74) Indiana (45) Iowa (32) Kansas (23) Kentucky (25) Louisiana (22) Maine (19) Maryland (31) Massachusetts (71) Michigan (50) Minnesota (38) Mississipi (17) Missouri (47) Montana (9) Nebraska (22) Nevada (3) New Hampshire (15) New Jersey (29) Novo México (10) New York (134) Dakota do Norte (11) Ohio (75) Oklahoma (22) Oregon (27) Pensilvânia (105) Rhode Island (9) Dakota do Sul (13) Tennessee (45) Texas (81) Utah (9) Vermont (17) Virgínia (44) Washington (23) West Virginia (19) Wisconsin (35) Wyoming (2)

O que todos deviam saber...

Publicada por José Manuel Dias


[.../...]
O que aprendi com essa experiência é que sem definição de expectativas quer para o empregador quer para o empregado e sem um processo de avaliação , a motivação é menor e a sensação de injustiça , arbitrariedade e inutilidade também.
À época, a única experiência de avaliação por que tinha passado era a escolar ( no percuso tradicional : primária, liceu, universidade ) com as limitações conhecidas ( percepcionda pelos avaliados como um processo de punição/ recompensa ) e a sua ausência nas 5 empresa pelas quais tinha passado. Por isso o que mais surpreendeu foi a forma como a avaliação era encarada pela empresa de consultoria : um processo para identificar os nossos pontos fortes ( para os reforçar ) e os nosso pontos fracos ( para os corrigir ). Como tal, após a avaliação e respectiva classificação era dever do avaliado melhorar os pontos fracos e um direito exigir às suas chefias o treino adequado.
Por isso não me espanta a resistência que muitos professores estão a colocar ao respectivo processo de avaliação. Já me espanta quererem adiá-lo, numa tentativa óbvia por parte dos sindicatos de imporem outra agenda e esta passar para as calendas. Mais me espanta é "queixarem-se" de que exige muito trabalho, o que não deixa de ser estranho quando alguns dizem que já havia um processo antes...pelos vistos dava era pouco trabalho, ou seja não existia.
António P., aqui.

Vícios privados, Públicas virtudes?

Publicada por José Manuel Dias


Divirtam-se, festejem, façam férias, façam amor, comam e bebam o que vos apetecer. Mas, quando estiverem a trabalhar, não finjam que trabalham. Se forem professores, ensinem com dedicação, se forem juízes, sejam imparciais, se foram administradores, não enganem ninguém. É evidente que os corruptos vão considerá-los estúpidos, mas temos de começar a comportar-nos de forma correcta, apenas por ser o que está certo. A virtude é um exemplo, é um modelo da forma como todos devemos agir. Não posso ser virtuoso apenas quando me dá jeito. Devo sê-lo sempre e de qualquer maneira. E o prazer que daí vou retirar será a consciência de estar a dar o exemplo, o prazer de me sentir livre, o orgulho de não ter cedido à chantagem.
Francisco Alberoni, Sociólogo, no Diário Económico desta data. Ver artigo na íntegra aqui.

O ano começou bem...

Publicada por José Manuel Dias


A Direcção Geral do Orçamento divulgou em 20 de Feverreiro p.p. o habitual Boletim Informativo referente à Execução Orçamental, relativo ao primeiro mês do corrente ano.
Numa breve análise poderemos extrair a seguinte informação:
- quebra de mais de 40% das receitas com o Imposto sobre o Tabaco face a igual período de 2007;
- receitas fiscais a manterem um ritmo de crescimento muito expressivo, particularmente IRS (+4,7%), IVA (+5,1%) e Imposto do Selo (+6,2%);
- quebra das despesas, nomeadamente as despesas com pessoal no que se refere às remunerações certas e permanentes (-1,1%) com o Ministério da Educação a manter (ou mesmo a reforçar) o esforço de emagrecimento;
- boas notícias no que concerne à Segurança Social: menos despesas com prestações relativas ao desemprego (menos 13% de beneficiários), menos despesas com Rendimento Social de Inserção, menos despesas com Acção Social, menos despesas com Formação, menos despesas com prestações de apoio à doença;
- no conjunto, as receitas totais aumentarem em Janeiro de 2008 face a Janeiro de 2007, 12,6% e as despesas cairam 1,7%;
Se o desempenho ao longo do ano se situar nestes níveis -o que não é de todo provável - ainda acabamos com superavit.

The power of microfinance

Publicada por José Manuel Dias

Empresa na Hora: número recorde

Publicada por José Manuel Dias


No mês de Janeiro constituíram-se 3.044 Empresas na Hora, a uma média diária de 138,4, com o tempo médio de 45 minutos, números recorde deste serviço, segundo o Ministério da Justiça
Através deste processo já foram criadas, no total, 43.565 empresas, com um tempo médio geral de 48 minutos e 19 segundos.

Juan Luis Guerra "La Llave De Mi Corazon" Music Video

Publicada por José Manuel Dias

Eis o "Grammy Latino de Canção do Ano 2007. Espero não estar a abusar dos vídeos de música...

Reuniões e reuniões

Publicada por José Manuel Dias


Chegou atrasado à reunião das dez e meia porque, na das nove, o presidente tinha demorado vinte minutos a resumir o que se tinha passado nela, e mais dez minutos a lançar hipóteses de conciliação de agendas para marcar a próxima. Quando entrou na sala e se sentou à esquerda da coordenadora, apercebeu-se de que o ambiente estava tenso, embora sem razão aparente. Folheou os papéis e não viu nada que explicasse a palidez da coordenadora ou os olhos congestionados do elemento do grupo que se sentava na sua frente.
[.../...]
Reunir é um preceito através do qual se confere importância às pessoas e seriedade aos assuntos. A reunião permite, a uns, descansar o espírito e, sobretudo, garantir a irresponsabilidade. Para outros, é ensejo de afirmações pessoais e aproximações a quem interessa. Num caso ou noutro, muito deixa de ser feito para “se reunir”. Nada disto seria, porém, excessivamente grave se tais tempos de reunião não fossem, como são, absurdamente, considerados – “tempos de trabalho”.
António Monteiro Fernandes, Professor do ISCTE, no Diário Económico desta data. Ver artigo completo aqui.
Nem de propósito. Recebi hoje um email de um amigo lamentando-se do tempo que passava em reuniões. As reuniões são caras, para que se desperdice tempo em tarefas que podem ser feitas isoladamente no silêncio e recato dos gabinetes. Se existirem dúvidas ao estudar a documentação, o telefone, ou o e-mail podem ajudar a dissipar e esclarecer. As reuniões devem ter como principal propósito o que faz sentido sentido realizar em conjunto: tomar decisões. Se todos tivessem isto presente, estou certo que seríamos mais produtivos.

IRS

Publicada por José Manuel Dias


Agora que temos que entregar a declaração de IRS, talvez seja útil dar a conhecer o Guia IRS 2007 , divulgado pelo Millennium BCP.

Los Hermanos no Cine I­ris - A Outra

Publicada por José Manuel Dias

Função Pública: menos funcionários

Publicada por José Manuel Dias


O número de funcionários públicos reduziu-se em 39.373 nos últimos dois anos e o Governo mantém o objectivo de atingir os 75.000 até ao final da legislatura, disse hoje o ministro das Finanças e da Administração Pública.
[.../...]
A Administração Pública tinha assim 708.507 funcionários públicos em 2007, o número de efectivos mais baixo desde o ano de 1999.
Uma alteração que se aplaude. Menos funcionários, menos despesa pública, menor necessidade de impostos...

Coisas que convém saber...

Publicada por José Manuel Dias


Como se explica que a taxa de desemprego tenha aumentado em Portugal quando foram criados 95 mil novos postos de trabalho nos últimos três anos?
E por que aumentou tanto a população activa?
Por que é que os portugueses não aproveitam essas oportunidades de emprego?
Trata-se, então, de desemprego voluntário?
Como vai resolver-se esse problema?
Pode concluir-se que os imigrantes estão a roubar empregos aos portugueses?
Para concluir: o que é mais importante destacar, o aumento da taxa de emprego ou o aumento da taxa de desemprego?
João Pinto e Castro explica-nos aqui.

Diz que até não é...um mau blog!

Publicada por José Manuel Dias


O Filipe Silva, do e-Ventos Tecnológicos, atribuiu-nos o prémio em epígrafe. Agradeço a distinção. Saber que somos lidos é uma das razões que nos motiva a prosseguir. Saber que existem blogues como o do Filipe Silva é um incentivo adicional. O saber, mesmo partilhado, não se perde e todos ficam a saber mais. É o que o e-Ventos Tecnológicos me tem propiciado. Ficar a saber mais. Obrigado.

Bob Dylan & Joan Baez - Blowin' In The Wind

Publicada por José Manuel Dias


Eu sei que já tem uns aninhos...

O problema e a solução

Publicada por José Manuel Dias


O problema:
A maior parte das obras públicas em Portugal termina com derrapagem financeira e, segundo um estudo que analisou 73 empreitadas (realizadas entre 1985 e 2004), o custo final atinge geralmente o dobro do preço inicialmente previsto. O novo Código dos Contratos Públicos (CCP) - ver "Antes e depois do Código" - deveria pôr cobro a esta situação, mas os agentes do sector estão pessimistas e não acreditam nas virtualidades do novo enquadramento legislativo.Tomando como exemplo seis grandes obras públicas como as retratadas nas fotos em cima, chegamos a uma conclusão aterradotra o desvio em relação aos valores inicialmente previstos foi superior a 480 milhões de euros. O que explica, afinal, tamanhas derrapagens?
Ver artigo completo no JN desta data, aqui.
Será que a solução passa por aqui? Um novo Código de Contratos Públicos foi publicado. O CCP é um diploma que regula duas grandes matérias relativas aos contratos públicos:a) A sua formação, isto é, os procedimentos a cumprir para se celebrar um contrato público (por exemplo, concurso público ou ajuste directo). Estes procedimentos decorrem desde o momento em que é tomada a decisão de contratar até ao momento em que o contrato é outorgado. A esta matéria é tradição chamar-se em Portugal a contratação pública.
Ver diploma aqui.

Leituras duma manhã de domingo

Publicada por José Manuel Dias

"I Got a Crush...On Obama" By Obama Girl

Publicada por José Manuel Dias


O fenómeno Barak Obama tem surpreendido muitos. Depois das vitórias em Maryland, Virginia e em Washington, a capital dos Estados Unidos, Obama ultrapassou em número de delegados Hilary Clinton. Na campanha eleitoral o uso das novas tecnologias tem sido uma constante. "Change", "Hope" e "Yes, We can" têm sido as palavras-chave de Obama. A originalidade da campanha merece referência especial. Este vídeo da Obama Girl já foi visionado por mais de 6.300.000 pessoas. É obra! O candidato preferido pelo maioria dos europeus está a ganhar terreno...

A Formação Profissional

Publicada por José Manuel Dias


A experiência de vida é uma condição necessária para a formação. "Diga-me lá como é que um jovem que acaba de sair da faculdade e que tirou um curso de formação pedagógica pode ser um bom formador?" A pergunta enfática tem resposta rápida: "Para se ser formador tem de se ter experiência, apresentar case studies, trabalho de campo", explica. "Para se ser professor na academia, é preciso ir superando os graus, na formação é a experiência que conta", avisa. A dificuldade em dividir o trigo do joio traz uma outra realidade: o quase dumping de muitos daqueles que se dedicam à actividade da formação. "Hoje é perfeitamente possível encontrar-se um formador a 15 ou 20 euros à hora, a qualidade é que deixa muito a desejar, conclui Margarida Araújo."
Retirado do DN, de 15 de Fevereiro de 2008
Uma entrevista interessante que nos remete para as propostas de valor no domínio da formação. O que é que as empresas querem? A formação como obrigação, imposta por lei, ou como instrumento de valorização dos seus activos humanos?

El Bosco Nirvana

Publicada por José Manuel Dias


Uma das minhas preferidas...

A força dos números: PIB e Desemprego

Publicada por José Manuel Dias


"Estimativa Rápida do Produto Interno Bruto (PIB) aponta para um crescimento de 2,0%, em volume, no 4º trimestre de 2007 face ao período homólogo de 2006, acelerando em relação ao registado no trimestre anterior (1,7%). Relativamente ao trimestre anterior, e igualmente em termos reais, o PIB terá crescido 0,7% no 4º trimestre.Para o conjunto do ano 2007, o PIB aumentou 1,9% em volume, mais 0,6 pontos percentuais do que em 2006."
Mais detalhes no
INE.
"A taxa de desemprego estimada para o 4º trimestre de 2007 foi de 7,8%. Este valor é inferior ao observado no período homólogo de 2006, em 0,4 pontos percentuais (p.p.), e ao observado no trimestre anterior, em 0,1 p.p.. A população desempregada foi estimada em 439,5 mil indivíduos, verificando-se um decréscimo de 4,2%, face ao trimestre homólogo, e de 1,1%, em relação ao trimestre anterior. O número de empregados aumentou 0,9%, quando comparado com o mesmo trimestre de 2006, mas diminuiu 0,2%, relativamente ao trimestre anterior.Em média, em 2007, a taxa de desemprego foi de 8,0%, o que se traduziu por um acréscimo de 0,3 p.p. face ao ano anterior. A população desempregada situou-se em 448,6 mil indivíduos, tendo aumentado 4,9% em relação ao ano anterior. A população empregada registou um acréscimo anual de 0,2%."
Mais detalhes no INE.

Portugal está a mudar

Publicada por José Manuel Dias


O INE divulgou ontem os Indicadores Sociais relativos a 2006. Vale a pena saber o que nos está a acontecer. Vejamos o que nos aconteceu entre 2000 e 2006.
- somos mais (crescemos 3,3%);
- o envelhecimento da população continua (pessoas com mais de 65 anos são 17,3% contra 16,4%);
- casamos mais tarde (29,1 anos contra 27,5 anos, nos homens, e 25,5 para 27,5 anos, nas mulheres);
- o número de famílias sem filhos continua a aumentar ( 39,8% para 42,8%);
- os divórcios aumentaram de 1,9%o para 2,2%o;
- melhorámos a nossa formação (49,6% da população entre os 20 e 24 anos completou o secundário, anteriormente a taxa fixou-se em 43,3%);
- o número de alunos universitários diminuiu mas os que frequentam estudos de pós graduação, mestrado ou doutoramento aumentou;
- o número de diplomados ano aumentou de 61.140 para 71.828, representando agora as mulheres mais de 65%;
- melhorámos a taxa de actividade, em 2006 foi de 52,7% o que traduz um aumento de 1,7 pontos percentuais;
- temos mais reformados por cada 100 empregados, 32 contra 30;
- a taxa de pobreza após transferências sociais diminuiu em 2006, é mais baixa 2 p.p. do que a que se registava em 2004 (20%).
É esta a realidade que temos. Estes dados não merecem títulos de jornais mas condicionam o nosso futuro. Efeitos e causas de políticas públicas. Vale a pena reflectirmos sobre estas mudanças.

Os Bancos e a eficiência

Publicada por José Manuel Dias


Este estudo centra-se na análise dos rácios custo/proveito dos diferentes bancos, calculados segundo uma metodologia homogénea e sistemática, que anula os aspectos mais criativos utilizados na contabilidade bancária. Ou seja, retirados certos “efeitos especiais” de tipo mais “cinematográfico”, verifica-se que os grandes bancos portugueses não conseguiram acompanhar o enorme esforço de melhoria da eficiência que foi seguido pelos seus pares espanhóis. Este aspecto contrasta com as elevadas margens que a banca nacional regista nos mercados de depósitos (entre as maiores da Europa) e as sucessivas subidas de comissões. O que significa que o problema não estará nos preços praticados, os quais se situam ao nível (e nalguns casos acima) do praticado no resto da Europa, mas sim na estrutura de custos e na capacidade de lançamento de mais e melhores produtos que aportem valor para o cliente. No que diz respeito aos custos, os bancos portugueses enfrentam claras desvantagens ao nível da distribuição, com redes de balcões sobre-dimensionadas para a dimensão da população.
Ninguém duvida que o desempenho dos Bancos melhorou muito nas duas últimas décadas, só que nesse período os concorrentes europeus, também, não estiveram parados. É preciso fazer mais e melhor, com menos custos. E não é só no sector bancário... Muitos ainda não perceberam que o futuro só pertence aos melhores e que os muito bons são melhores que os bons. O futuro encarregar-se-á de lhes explicar...

Poupar é preciso...

Publicada por José Manuel Dias


Aprendemos desde muito cedo que o homem é um animal racional. Sabemos, no entanto, que muitas das nossas escolhas são ditadas por impulsos de momento. É o caso de muitas das compras que fazemos, sem ponderar muito (ou nada, mesmo). De entre essas compras podemos incluir as pastilhas elásticas, jornais, revistas, bebidas... Olhamos, agrada-nos , compramos, sem pensar se realmente precisamos ou se existe alternativa adequada a melhor preço. Basta-nos saber que o preço é baixo. Sucede, no entanto, que um valor unitário baixo, repetido muitas vezes, traduz-se num valor total expressivo. Vejamos o caso de uma pessoa que toma 2 cafés por dia e compra um jornal diário, gastando em média 2 euros. Admitindo que estes gastos se circunscrevem aos dias de trabalho, temos uma média de 10 euros, por semana, o que dá 40 euros por mês, 440 euros por ano. Um número que dá que pensar...
Ora bem, para contrariar esta tendência natural, um amigo sugeriu-me há dias que todos nós devíamos a utilizar a regra do "Conte até 10", de modo a reforçarmos a racionalidade das nossas compras. A questão a que devemos dar resposta é: será que preciso mesmo de comprar? Parece uma coisa básica é certo mas se nos ajudar a poupar uns Euros já valeu a pena. O meu amigo diz que já tem um mealheiro quase cheio. Bebia 2 cafés, passou a beber só um, fumava um maço de cigarros por dia, reduziu para metade e passou a partilhar a leitura do jornal com os colegas de trabalho.

Joss Stone - Right To Be Wrong

Publicada por José Manuel Dias


A música volta ao Cogir...

Aplausos para o Simplex

Publicada por José Manuel Dias


O Primeiro-ministro José Sócrates anunciou hoje o lançamento de 180 novas medidas para a modernização da Administração Pública (AP), depois da execução bem sucedida das medidas lançadas no ano passado, dando prosseguimento à política de redução da burocracia na Administração Pública, iniciada em 2005.
A realidade demonstra que estamos a assistir a uma revolução silenciosa no modo de funcionamento da Administração Pública. Apenas alguns exemplos de medidas que beneficiaram os cidadãos: 365 mil passaportes electrónicos emitidos ou os 22 mil recém-nascidos que já foram registados na Maternidade, evitando a deslocação dos pais ao Registo Civil. De acordo com o Primeiro Ministro, José Sócrates, este processo de modernização «é um trabalho sem fim, que não se acaba em uma ou duas legislaturas».
Vale a pena conhecer as 180 medidas para 2008, "Quanto mais simples, melhor" ver aqui.

Quem avisa...

Publicada por José Manuel Dias


Os interessados em candidatarem-se a ajudas comunitárias no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) podem consultar este site onde estão indicados os incentivos disponíveis e os formulários de candidatura...
Pode consultar aqui.
O Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) prevê a entrada em Portugal, nos próximos seis anos, de 21,5 mil milhões de euros de fundos comunitários. A este valor deve estar associado um investimento total (de privados e do Estado Português) de 44 mil milhões de euros.
As despesas dos projectos aceites são elegíveis desde Janeiro de 2007 e o dinheiro do QREN que for atribuído pode ser gasto em 2007 e nos 3 anos seguintes.
Não despedicemos, pois, a nossa energia com questões menores. Aproveitemos esta oportunidade para tornar o nosso país mais competitivo, pois não haverá outras ajudas desta dimensão de fundos da UE.

Crédito concedido - novo paradigma

Publicada por José Manuel Dias


Nasceu a necessidade de um novo paradigma na avaliação dos riscos de crédito em geral e dos hipotecários em particular. Durante muito tempo pensou-se que a garantia real subjacente ao empréstimo hipotecário seria suficiente para fazer face a um incumprimento contratual definitivo por parte do mutuário. Acreditava-se que com a execução da hipoteca, o valor aí apurado seria suficiente para ressarcir a entidade credora do serviço da dívida (valores vencidos, juros de mora e capital vincendo).O que esta crise no lado de lá do Atlântico veio confirmar é que tal poderá não ser suficiente. Mesmo num país em que a aceitação de risco se paute por critérios bem mais exigentes e conservadores, perante uma dificuldade extensiva a parte significativa dos mutuários, e com execuções de hipotecas massivas, o mercado fica inundado de imóveis. Aí com a procura parcialmente satisfeita e com a outra parte endividada, a tendência será para um excesso de oferta e nestas ocasiões, cumprindo-se o enunciado da lei da procura e da oferta, o preço cai e para valores abaixo do valor de financiamento, situação que vai criar desequilíbrios graves na conta de demonstração de resultados. É aqui que encaixa o novo paradigma – a hipoteca já não poderá ser vista de forma isolada, pelo contrário, um empréstimo hipotecário deverá ser sempre confortado e acompanhado com outro tipo de garantias acessórias.

Combater a corrupção: copiar as boas práticas

Publicada por José Manuel Dias


Ninguém duvida que a corrupção tem efeitos negativos sobre o crescimento económico. Funciona como um desincentivo quer ao investimento nacional quer ao investimento estrangeiro. Pode distorcer a composição da despesa pública. Como pode contribuir para a falta de qualidade das infraestruturas do país. E para a falta de qualidade dos serviços públicos. E afectará, por certo, o volume de impostos.
[.../...]
Portugal encontra-se na 28ª posição do índice de Percepção da Corrupção 2007, da Transparency International. A par da Estónia. A Dinamarca ocupa a primeira posição, ‘ex aequo’ com a Finlândia e a Nova Zelândia. Imediatamente a seguir distingue-se Singapura. Que não está imune à corrupção. Mas que a combate de forma agressiva. Foram aí julgados 172 casos em 2004. Um episódio simples chega para revelar uma cultura de integridade pública. Na recente época natalícia uma empresa enviou uma garrafa de vinho de qualidade às chefias dum departamento governamental. Uma semana depois a empresa recebeu uma carta agradecendo a gentileza, mas referindo que a oferta seria enviada à sua direcção geral que seguiria os procedimentos constantes do Government Instructional Manual (GIM). A exposição em local público das ofertas, ou a entrega a instituições de caridade, estão ali prescritas.
João Santos Lucas, no Diário Económico, ver aqui.
Vale a pena conhecer o que Singapura fez. Entre outras iniciativas criou criou o Corrupt Practices Investigation Bureau , definiu "guidelines" sobre o envolvimento dos deputados em actividades empresariais e um código de conduta e disciplina dos funcionários públicos. Portugal pode copiar as práticas que têm produzido bons resultados...

A borboleta bateu as asas...

Publicada por José Manuel Dias


O mundo vai crescer menos que o esperado em 2008. A crise financeira gerada nos Estados Unidos repercute-se noutros países. Estas são as novas previsões do FMI. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, a área do euro deverá crescer 1,6% em vez dos 2,1% preconizados em Outubro. As metas de crescimento do Governo podem revelar-se excessivamente optimistas...

Apresentação de Livro na UA

Publicada por José Manuel Dias


A apresentação do livro «Estado, Sociedade Civil e Administração Pública – Para um novo paradigma do serviço público» no próximo dia 19 de Fevereiro, às 18h00, no Auditório da Livraria, vai estar a cargo do Prof. Artur da Rosa Pires, coordenador do Centro de Estudos em Governação e Políticas Públicas e do Dr. João Cândido da Silva, Sub-Director do Jornal de Negócios.
Para o Prof. José Manuel Moreira, «o livro pretende ser um contributo para todos quantos – do mundo académico ao mundo político – aspiram a um novo paradigma de serviço público, mas também a políticas públicas, capazes de animar a liberdade e a responsabilidade da sociedade civil e de incentivar a qualidade da democracia e da governação».
A não perder...

Blogue de Elite

Publicada por José Manuel Dias


A Cleópatra atribuiu a distinção de "Blogue de Elite" ao Cogir. Registamos o facto com satisfação. Saber que merecemos a sua leitura enche-nos de orgulho. Sabemos que é exigente. A sua escolha tem, por isso, sabor redobrado.
Compete-nos, agora, escolher cinco blogues. Aqui ficam eles (por ordem alfabética):
A Barbearia do Senhor Luís
Divas e Contrabaixos

Shakira - La tortura

Publicada por José Manuel Dias

Porque hoje é sábado...

Qualidade ambiental: Portugal em 18.º

Publicada por José Manuel Dias


Numa lista de 149 países, Portugal ocupa a 18.ª posição em termos de performance ambiental, de acordo com o Environmental Performance Índex 2008 (EPI), divulgado pelo Fórum Económico Mundial. No contexto da União Europeia, Portugal situa-se em 11.º, à frente de países como Itália, Dinamarca, Espanha, Luxembburgo ou Holanda.
Nas categorias de qualidade ambiental, poluição do ar, água, recursos naturais e alterações climáticas, o país ultrapassa com distinção a média europeia, embora esteja ligeiramente abaixo da média em termos de biodiversidade e habitat. O primeiro lugar deste ranking é ocupado pela Suíça, seguindo-se a Suécia, a Noruega, a Finlândia e a Costa Rica. O Brasil está na 35.ª posição, os Estados Unidos da América ocupam a 39.ª posição e a China a 105.ª posição.
O EPI 2008 é produzido por uma equipa de especialistas das Universidades americanas de Yale e Columbia, que avalia a qualidade ambiental e a vitalidade do ecossistema em cada país.