O Paradoxo de Monty Hall

Publicada por José Manuel Dias


A versão online deste jogo ajuda-nos a perceber o paradoxo de Monty Hall, assim chamado em homenagem a Monty Hall, apresentador de um jogo muito popular na televisão norte-americana, na década de 60. A ideia é muito simples. Existem três portas que escondem um prémio valioso e duas cabras. Ao jogador, é pedido que escolha uma das três. Quando o faz, o apresentador do programa abre uma das portas e revela uma das cabras. Ao jogador é então dada a oportunidade de manter a escolha inicial ou pedir para abrir a outra porta. Que fazer?

Cat Power - Lived In Bars

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A Cat Power volta ao Cogir. Merece...

O que são os juros?

Publicada por José Manuel Dias


Os juros são o preço que as pessoas pagam para obter um recurso agora, e não depois. Claro, esses recursos podem ser qualquer coisa, desde instrução universitária até uma TV de LCD. Os juros são convencionalmente expressos por uma taxa percentual pelo período de um ano. Se aqueles que pegam os empréstimos (os que desejam os recursos agora) conseguem obter recursos daqueles que emprestam (os que desejam abrir mão do controle atual) sob a condição de que retornarão 103 por cento dos recursos um ano depois, a taxa de juros é de 3 por cento.
Paul Heyne (1931-2000) que foi professor de economia na Universidade de Washington, dá-nos uma noção diferente sobre "o preço do dinheiro". Continuar a ler aqui.

Tears Dry on Their Own - Amy Winehouse

Publicada por José Manuel Dias

É difícil não gostar da Amy Winehouse...

Efeitos do Plano Tecnológico

Publicada por José Manuel Dias


Portugal encontra-se em segundo lugar, entre 127 países considerados, em termos da importância que o Governo atribui às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na sua visão do futuro, de acordo com o Global Information Techonology Report 2007-2008, divulgado nesta data pelo World Economic Forum.
Portugal sobe 14 posições na capacidade da administração pública utilizar as Tecnologias, passando a ocupar o 12º lugar, ou o 5º se forem apenas considerado os países pertencentes à União Europeia. No que concerene à utilização das Tecnologias pela administração pública e a sua eficiência, Portugal encontra-se no 10º lugar. Portugal encontra-se no 9º lugar da lista global no campo de tempo necessário para abrir uma empresa. Relativamente à liberdade de imprensa Portugal figura em 14º. Em utilizadores de telemóveis estamos em 12º lugar. Se tiver curiosidade em conhecer outros parâmetos de análise é só clicar aqui e procurar "Portugal".
No índice global Networked Readiness Index (NRI), Portugal mantém o 28º lugar, ou o 14º, se forem considerados os 27 países da União Europeia, à frente de Espanha (31º), Itália (42º) e Grécia (56º).
O Networked Readiness Índex mede "o grau de preparação, participação e de desenvolvimento de um país ou região no aproveitamento que faz dos benefícios das tecnologias de informação.

Guns N' Roses - Patience

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Uma outra sugestão da F. que agradecemos...

E a Espanha aqui tão próxima...

Publicada por José Manuel Dias


Espanha é o nosso principal parceiro de comércio externo. Cerca de 1/3 das exportações são destinadas a Espanha que é também o nosso principal fornecedor estrangeiro. Saber o que pensa Enrique Santos, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, é, pois, de inquestionável interesse. Da entrevista dada ao Semanário Económico desta data, seleccionamos o seguinte:
P: Já afirmou que “a situação económica espanhola é determinante para a própria evolução da economia portuguesa”. Com a situação económica que se vive actualmente em Espanha, qual o impacto que devemos esperar?
R: Já temos notícias do Banco de Portugal e o ministro da Economia disse que a taxa de crescimento portuguesa ia ser muito aceitável comparada com o resto da Europa.
P: O que podem esperar, afinal, as empresas portuguesas?
R: Fizemos um estudo há cerca de seis meses sobre as empresas portuguesas em Espanha e ficámos surpreendidos porque havia mais de 400 empresas. Muitas delas são líderes no seu sector de mercado em Espanha. Algumas líderes a nível ibérico ou mesmo mundial, como é o caso da Sovena do sector do azeite ou o grupo Sonae, líder dos contraplacados de madeira. Como já têm o seu nicho de mercado conquistado não vão perder nada. Se houver crise entre as empresas espanholas, isso vai criar mais oportunidades para as empresas portuguesas que queiram enfrentar esses desafios.
P: Quais são as principais queixas das empresas espanholas que chegam a Portugal?
R: O principal obstáculo é a legislação laboral. É muito rígida. É preciso tentar flexibilizar as leis laborais e aproximar fiscalmente o sistema português do espanhol.
A entrevista pode ser vista na íntegra aqui.

Teletrabalho e AP: um mundo de vantagens

Publicada por José Manuel Dias


Os funcionários públicos vão ter a possibilidade de trabalhar para o Estado a partir de casa. Esta é uma das novidades da proposta de Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas que ontem foi entregue aos sindicatos, informa-nos hoje o Diário de Notícias. De acordo com o jornal " A introdução do teletrabalho na função pública faz parte do esforço de flexibilização do horário na administração pública. Na prática, os funcionários que acordem esta modalidade de prestação laboral com a sua entidade patronal mantêm todos os direitos de que gozam actualmente, passando a trabalhar em casa, parcial ou totalmente, através do recurso a tecnologias de informação e de comunicação. A duração inicial deste acordo não pode exceder os três anos, sendo susceptível de cessação por decisão de qualquer uma das partes durante os primeiros 30 dias da sua execução". A versão integral da notícia pode ser lida aqui.
A implementação do teletrabalho, de que nos falava Alvin Tofler na Terceira Vaga, tem associadas inúmeras vantagens. Elenquemos apenas algumas: economia de espaço, redução de absentísmo, menor necessidade de aparcamentos, redução do tempo consumido em reuniões, diminuição do tempo de viagens, controlo pelos resultados, reforço da inclusão por virtude da integração de pessoas com mobilidade reduzida, melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Estão à vista ganhos de eficiência e eficácia que não são desprezíveis. Importa, no entanto, que se estabeleçam níveis de comunicação entre servisços e trabalhadores que garantam a disseminação dos valores e cultura do "servidor do estado".

O Balanced Scorecard e os Serviços Públicos

Publicada por José Manuel Dias


Será que se pode medir e gerir a performance nos serviços públicos? Como contornar as naturais dificuldades que se podem encontrar na implementação de mudanças estuturais dos vários serviços da Administração Pública? São apenas duas das interrogações a que Francisco Pinto, Doutorado em Ciências Económicas e Empresariais, procura dar resposta com o seu livro : "Balanced Scorecard - alinhar mudanças, estratégia e performance nos serviços públicos".
Esta obra para além da análise dos conceitos de evolução do BSC, originalmente criado para as empresas, faz uma abordagem prática, centrada nas metodologias de implementação consideradas mais adequadas e nos contributos que o Balanced Scorecard poderá fornecer em função de diferentes quadros de mudança. Uma leitura imperdível para quem pretende sbar mais e, por esa via, cooperar nos propósitos de todos: uma Administração Pública mais eficiente, mais eficaz, com mais qualidade e que consuma menos recursos financeiros.
Balanced Scorecard, Francisco Pinto, Editora Sílabo, 2007, nº de páginas 305.

Os professores e a violência nas escolas

Publicada por José Manuel Dias


Em vez de encontrarmos nas escolas os modelos, as referências, os princípios e os valores que tanta falta nos fazem, está a acontecer precisamente o contrário. Aumentam as notícias referentes a atitudes violentas de alguns professores e alunos. A primeira conclusão a retirar é que estarão a acontecer falhas graves no processo educativo levado a cabo nas nossas escolas que, obviamente, condicionam a respectiva eficácia. [...]
Em tudo o que respeita à área comportamental de alunos e professores, não nos deve preocupar tanto o que não deve ser feito, mas sim o que é necessário que aconteça, quais os alicerces em que deverá assentar. Sempre pela positiva, nunca pela negativa! A preocupação de quem dirige o processo educativo não deve concentrar-se no eventual erro e sua respectiva punição, mas sim nas atitudes e comportamentos positivos que conduzirão ao sucesso. Segundo Aubrey C. Daniels e James E. Daniels no livro “Measure of a leader”, “não se lidera através de resultados, mas sim para obter resultados. E estes só podem ser obtidos através de comportamentos e atitudes positivas. [...]
Para isso, basta que sejamos capazes de predeterminar quais os comportamentos que consideramos desejáveis, avaliando-os de forma continuada e, caso necessário, avançando gradualmente com as respectivas propostas de modificação.Como me disse, aliás muitas vezes, um dos meus mestres norte- americano, “aplica-lhes o ABC”. ‘tell them the antecedents’ (diz-lhes quais são as regras e princípios a respeitar), ‘watch carefully them behaviors’ (observa-lhes os comportamentos) ‘manage without hesitation the consequences’ (gere com objectividade e sem hesitações as consequências contidas nos actos de cada um).
Jorge Araújo, No Diário Económico, desta data, Violência nas escolas.
Atrevo-me a dizer que este artigo deveria ser de leitura obrigatória para todos os professores. Muitos não precisarão dos ensinamentos que encerra mas uns tantos precisarão deles como de"pão para a boca". Quando não se reunem as competências requeridas para um bom exercício da função é grande a tentação para culpar os outros: os estudantes, os pais e até a Ministra!

Importações e Exportações

Publicada por José Manuel Dias


O INE divulgou nesta data a informação relativa ao comércio internacional (até Janeiro de 2008) e especificamente relativo ao comércio extra-comunitário (até Fevereiro de 2008). O movimento que se desenhava nos últimos meses reforça-se agora: depois de largos meses em que as exportações cresciam mais depressa que as importações a situação está a inverter-se.
As saídas registaram um aumento de 4,9% e as entradas de 12,2%, comparativamente com o período homólogo. A valorização do Euro face ao dólar explicará a redução das exportações e o acréscimo das importações a que se deverá? Teremos mais consumo ou mais bens de equipamento para aumentar a capacidade produtiva? A resposta certa é: um pouco dos dois. Quer saber em detalhe? É só espreitar os dados.

Amy Winehouse -You Know I'm No Good

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A escolha da F. e não só...

Há que mudar de vida!

Publicada por José Manuel Dias


Saber que o número de resgates de PPR disparou no primeiro trimestre pode parecer apenas mais um reflexo da crise económica e financeira. Nada disso. Este é um indicador avançado da desgraça. Só não vê quem não quer. [...]
Resgatar PPR é vender activos de longo prazo, pedir de volta o dinheiro que se foi amealhando e pagar caro por isso, não só pelas elevadas comissões de resgate, mas sobretudo porque (tirando algumas excepções) é preciso devolver ao Estado o benefício fiscal antes recebido. Pagar mais no IRS. [...]
Os PPR são activos de longo prazo. Antes de os liquidarem, estas famílias já se endividaram até ao limite, já anteciparam o recebimento dos subsídios de férias (há quem em Março já tenha recebido o subsídio de Natal), já renegociaram o que puderam, baixando “spreads”, consolidando dívidas, estenderam créditos até à terceira idade (em Portugal os bancos já aceitam extensão até aos 80 anos; em Espanha já se fazem contratos que transitam “post mortem” para os filhos). Nada seria melhor para as carteiras dos portugueses que uma descida das taxas de juro, o que a subida da inflação europeia faz descrer.
Já só falta fazer uma de duas coisas – ou ambas: mudar de vida ou vender o que resta. O estudo da semana passada sobre rendimentos das famílias mostra como ganhámos hábitos de vida que não podemos pagar e fazêmo-lo sacrificando bens essenciais: poupamos na comida para gastar em viagens. Esses dados eram de 2006 e é provável que já haja menos gente de sapatos brancos em Janeiro (o que, diz o adágio, é “sinal de pouco dinheiro”). A quem já mudou de hábitos (o que custa muito mais do que parece), restam vender os últimos activos, a casa, o carro.
Não é fatalismo, é a materialização do endividamento de toda a economia. Como diz António Borges, “o facto de estarmos a ir buscar ao estrangeiro, todos os anos, oito ou 10% do PIB em endividamento adicional não parece preocupar ninguém”. Pois preocupem-se: os problemas de liquidez e de solvabilidade não são exclusivo da alta finança. Os portugueses percebem cada vez melhor do que trata a crise financeira: trata deles mesmos.
Pedro Guerreiro, no Jornal de Negócios, com leitura integral aqui.

HP Office Orchestra

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A escolha deste vídeo foi inspirada na frase do Professor Emanuel Leite "Os empreendedores são como artistas." Esta citação serviu, também, de mote a um evento de uma empresa de consultoria, conciliando os objectivos organizacionais com as competências artísticos dos jovens empreendedores que a integram. A empresa em causa é a Junior’s Consultoria.

Professor Emanuel Leite (8)

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Publicamos hoje mais um texto do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)", "O que é o empreendedorismo?(parte II)", "Ecoempreendedorismo", "Virtudes de um bom empreendimento", "Criar empregos! Solução para o Desemprego", "Liberdade para empreender" e "O empreendedor nem sempre é bem visto" apresentamos "Escolhendo um negócio". Neste texto o Professor procura dar uma resposta à questão recorrente: qual é a maior dificuldade de um empreendedor? Uma leitura que se justifica.

Escolhendo um negócio

Publicada por José Manuel Dias

Como professor de empreendedorismo sou constantemente questionado sobre qual a maior dificuldade de um empreendedor? Invariavelmente, quem pergunta deseja obter uma resposta em uma ou duas palavras, tal como falta de capital, ou falta de experiência, enquanto eu, por outro lado, gostaria de sentar-me durante horas e explicar todas alternativas.
Uma vez que, em geral, não posso fazer isso, vou tentar colocar aqui os obstáculos mais comuns que surgem nos negócios, para um melhor detalhamento sugiro a leitura e a consulta de publicações especializadas.
O empreendedor que optar por negócio incompatível com sua formação e seus interesses provavelmente terá dificuldades no desenvolvimento de seu projeto.
É importante que ao estabelecer um empreendimento seja levado em consideração a satisfação pessoal. Uma escolha errada pode implicar na perda de todo seu capital investido no empreendimento bem como o trauma do fracasso.
A decisão de abrir um negócio, tomada num momento de pânico – desempregado ou no risco de tornar-se um – em um ambiente desconhecido, é passagem garantida para o fracasso.
Muitos empreendedores são vítimas disso. Tomam decisões relativas ao empreendimento de forma impulsiva. A perda de um emprego quase sempre pode ser o pior cenário para a abertura de um negócio. O potencial empreendedor acabou de passar por uma experiência psicologicamente estressante e não se encontra preparado para tomar de maneira objetiva as difíceis e necessárias decisões.
O candidato a empreendedor que se agarra a primeira oportunidade de negócio que aparece à sua frente corre um sério risco de não ter sucesso no seu empreendimento.
É preciso investir um pouco de seu precioso tempo para analisar cuidadosamente quais são suas reais aptidões e escolher uma atividade que seja compatível com seu potencial empreendedor.
Não ter a preocupação de criar uma oportunidade de negócio a medida de suas necessidades e desejos pode significar a perda de tempo e recursos.
É preciso estar aberto para conselhos e sugestões dos amigos, familiares e de especialistas em negócios com o objetivo de perceber seus pontos fortes e suas limitações.
Os empreendedores precisam entender que precisam de um grupo de apoio com o qual possam trocar idéias. Se não tiver apoio, particularmente da família, pode ser fatal. Ter um negócio é realmente algo tão absorvente e o suporte familiar ao empreendedor é extremamente importante.
Muitos indivíduos criam empresas e algum tempo depois descobre que aquilo que almejava era totalmente diferente do que podia obter no papel de empreendedor. Ou seja, aprende da maneira mais dura a respeito de quais são os requisitos necessários à escolha de um ramo de negócio.
O ponto de partida para encontrar um negócio compatível com suas verdadeira aspirações está na realização de auto-análise; isto exige que olhemos para o passado, ao tomar decisões relativas ao futuro, objetivando encontrar o ambiente ideal no qual o empreendedor se bem e principalmente realizado.
Se o indivíduo está procurando uma ocupação de período integral como proprietário de uma micro empresa, provavelmente gastará, pelo menos no início, 50, 60 ou 70 horas por semana nessa empreitada. Ela se tornará parte do empreendedor, se a escolha for certa, será gratificante e emocionante. Caso contrário, irá arrepender-se de ter iniciado o negócio.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Whitney Houston - One Moment In Time

Publicada por José Manuel Dias

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Aprender com os melhores...

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O Diário de Notícias, desta data, dá-nos nota do seguinte: " Em seis dias, um oftalmologista espanhol realizou 234 cirurgias a doentes com cataratas no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, num processo que está a "indignar" a Ordem dos Médicos. Os preços praticados são altamente concorrenciais, tendo sido esta a solução encontrada pelo hospital para combater a lista de espera ".
As críticas de alguns colegas portugueses não se fizeram esperar mas o médico espanhol tem uma explicação: " "Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal. É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros", diz ao DN o oftalmologista espanhol, inscrito na Ordem dos Médicos portuguesa, que cobrou 900 euros por cada operação realizada no Barreiro".
No final do ano passado, a lista de espera era de 384, e foi entretanto reduzida a 50 com a intervenção do médico espanhol.
Questão: se assim é, porque é que os nossos médicos não aprendem com o espanhol? Ou será preciso que todos os hospitais comecem a contratar operações com os médicos espanhóis, dispensando os clínicos portugueses? Há um mundo de poupanças a explorar se os hospitais portugueses retirarem todas as consequência de um modelo de gestão que tenha em conta os custos e os benefícios. Ganham os utentes dos serviços públicos, obtendo designadamente maior rapidez no antendimento e ganham os contribuintes, por via da diminuição da despesa pública.
A notícia, da responsabilidade de Roberto Dores, pode ser vista aqui.

Não esquecer...

Publicada por José Manuel Dias


Já só tem 10 dias para entregar o IRS, caso só beneficie de rendimentos de actividades por conta de outrem ou de pensões, como muito bem nos recordou o blogue Economia e Finanças, no Calendário Fiscal. A partir do dia 16 de Abril inicia-se o período de entrega para as restantes situações, período esse que se prolonga até 25 de Maio.

O valor do método

Publicada por José Manuel Dias



" O bom senso é a coisa partilhada com maior êxito do mundo, porque todos julgam estar de tal maneira servidos dele, que mesmo aqueles que são difíceis de contentar sentem que não precisam de mais do que aquele já possuem.
E nisso não é muito provável que todos se enganem, antes esta convição testemunha que a capacidade de julgar bem e de distinguir o verdadeiro do falso, a que costumamos chamar o bom sendo ou razão é, naturalmente, igual para todos os homens.
Deste modo, a diversidade das nossas opiniões não provém do facto de uns seres mais razoáveis que outros, mas de não estarmos a considerar as mesmas coisas. Porque não basta ter um bom espírito, o principal é aplicá-lo bem".
René Descartes (1596,1650), Discours de la Méthode, Paris, Garnier, 1996