Os Bancos e a eficiência

Publicada por José Manuel Dias


Este estudo centra-se na análise dos rácios custo/proveito dos diferentes bancos, calculados segundo uma metodologia homogénea e sistemática, que anula os aspectos mais criativos utilizados na contabilidade bancária. Ou seja, retirados certos “efeitos especiais” de tipo mais “cinematográfico”, verifica-se que os grandes bancos portugueses não conseguiram acompanhar o enorme esforço de melhoria da eficiência que foi seguido pelos seus pares espanhóis. Este aspecto contrasta com as elevadas margens que a banca nacional regista nos mercados de depósitos (entre as maiores da Europa) e as sucessivas subidas de comissões. O que significa que o problema não estará nos preços praticados, os quais se situam ao nível (e nalguns casos acima) do praticado no resto da Europa, mas sim na estrutura de custos e na capacidade de lançamento de mais e melhores produtos que aportem valor para o cliente. No que diz respeito aos custos, os bancos portugueses enfrentam claras desvantagens ao nível da distribuição, com redes de balcões sobre-dimensionadas para a dimensão da população.
Ninguém duvida que o desempenho dos Bancos melhorou muito nas duas últimas décadas, só que nesse período os concorrentes europeus, também, não estiveram parados. É preciso fazer mais e melhor, com menos custos. E não é só no sector bancário... Muitos ainda não perceberam que o futuro só pertence aos melhores e que os muito bons são melhores que os bons. O futuro encarregar-se-á de lhes explicar...

Poupar é preciso...

Publicada por José Manuel Dias


Aprendemos desde muito cedo que o homem é um animal racional. Sabemos, no entanto, que muitas das nossas escolhas são ditadas por impulsos de momento. É o caso de muitas das compras que fazemos, sem ponderar muito (ou nada, mesmo). De entre essas compras podemos incluir as pastilhas elásticas, jornais, revistas, bebidas... Olhamos, agrada-nos , compramos, sem pensar se realmente precisamos ou se existe alternativa adequada a melhor preço. Basta-nos saber que o preço é baixo. Sucede, no entanto, que um valor unitário baixo, repetido muitas vezes, traduz-se num valor total expressivo. Vejamos o caso de uma pessoa que toma 2 cafés por dia e compra um jornal diário, gastando em média 2 euros. Admitindo que estes gastos se circunscrevem aos dias de trabalho, temos uma média de 10 euros, por semana, o que dá 40 euros por mês, 440 euros por ano. Um número que dá que pensar...
Ora bem, para contrariar esta tendência natural, um amigo sugeriu-me há dias que todos nós devíamos a utilizar a regra do "Conte até 10", de modo a reforçarmos a racionalidade das nossas compras. A questão a que devemos dar resposta é: será que preciso mesmo de comprar? Parece uma coisa básica é certo mas se nos ajudar a poupar uns Euros já valeu a pena. O meu amigo diz que já tem um mealheiro quase cheio. Bebia 2 cafés, passou a beber só um, fumava um maço de cigarros por dia, reduziu para metade e passou a partilhar a leitura do jornal com os colegas de trabalho.

Joss Stone - Right To Be Wrong

Publicada por José Manuel Dias


A música volta ao Cogir...

Aplausos para o Simplex

Publicada por José Manuel Dias


O Primeiro-ministro José Sócrates anunciou hoje o lançamento de 180 novas medidas para a modernização da Administração Pública (AP), depois da execução bem sucedida das medidas lançadas no ano passado, dando prosseguimento à política de redução da burocracia na Administração Pública, iniciada em 2005.
A realidade demonstra que estamos a assistir a uma revolução silenciosa no modo de funcionamento da Administração Pública. Apenas alguns exemplos de medidas que beneficiaram os cidadãos: 365 mil passaportes electrónicos emitidos ou os 22 mil recém-nascidos que já foram registados na Maternidade, evitando a deslocação dos pais ao Registo Civil. De acordo com o Primeiro Ministro, José Sócrates, este processo de modernização «é um trabalho sem fim, que não se acaba em uma ou duas legislaturas».
Vale a pena conhecer as 180 medidas para 2008, "Quanto mais simples, melhor" ver aqui.

Quem avisa...

Publicada por José Manuel Dias


Os interessados em candidatarem-se a ajudas comunitárias no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) podem consultar este site onde estão indicados os incentivos disponíveis e os formulários de candidatura...
Pode consultar aqui.
O Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) prevê a entrada em Portugal, nos próximos seis anos, de 21,5 mil milhões de euros de fundos comunitários. A este valor deve estar associado um investimento total (de privados e do Estado Português) de 44 mil milhões de euros.
As despesas dos projectos aceites são elegíveis desde Janeiro de 2007 e o dinheiro do QREN que for atribuído pode ser gasto em 2007 e nos 3 anos seguintes.
Não despedicemos, pois, a nossa energia com questões menores. Aproveitemos esta oportunidade para tornar o nosso país mais competitivo, pois não haverá outras ajudas desta dimensão de fundos da UE.

Crédito concedido - novo paradigma

Publicada por José Manuel Dias


Nasceu a necessidade de um novo paradigma na avaliação dos riscos de crédito em geral e dos hipotecários em particular. Durante muito tempo pensou-se que a garantia real subjacente ao empréstimo hipotecário seria suficiente para fazer face a um incumprimento contratual definitivo por parte do mutuário. Acreditava-se que com a execução da hipoteca, o valor aí apurado seria suficiente para ressarcir a entidade credora do serviço da dívida (valores vencidos, juros de mora e capital vincendo).O que esta crise no lado de lá do Atlântico veio confirmar é que tal poderá não ser suficiente. Mesmo num país em que a aceitação de risco se paute por critérios bem mais exigentes e conservadores, perante uma dificuldade extensiva a parte significativa dos mutuários, e com execuções de hipotecas massivas, o mercado fica inundado de imóveis. Aí com a procura parcialmente satisfeita e com a outra parte endividada, a tendência será para um excesso de oferta e nestas ocasiões, cumprindo-se o enunciado da lei da procura e da oferta, o preço cai e para valores abaixo do valor de financiamento, situação que vai criar desequilíbrios graves na conta de demonstração de resultados. É aqui que encaixa o novo paradigma – a hipoteca já não poderá ser vista de forma isolada, pelo contrário, um empréstimo hipotecário deverá ser sempre confortado e acompanhado com outro tipo de garantias acessórias.

Combater a corrupção: copiar as boas práticas

Publicada por José Manuel Dias


Ninguém duvida que a corrupção tem efeitos negativos sobre o crescimento económico. Funciona como um desincentivo quer ao investimento nacional quer ao investimento estrangeiro. Pode distorcer a composição da despesa pública. Como pode contribuir para a falta de qualidade das infraestruturas do país. E para a falta de qualidade dos serviços públicos. E afectará, por certo, o volume de impostos.
[.../...]
Portugal encontra-se na 28ª posição do índice de Percepção da Corrupção 2007, da Transparency International. A par da Estónia. A Dinamarca ocupa a primeira posição, ‘ex aequo’ com a Finlândia e a Nova Zelândia. Imediatamente a seguir distingue-se Singapura. Que não está imune à corrupção. Mas que a combate de forma agressiva. Foram aí julgados 172 casos em 2004. Um episódio simples chega para revelar uma cultura de integridade pública. Na recente época natalícia uma empresa enviou uma garrafa de vinho de qualidade às chefias dum departamento governamental. Uma semana depois a empresa recebeu uma carta agradecendo a gentileza, mas referindo que a oferta seria enviada à sua direcção geral que seguiria os procedimentos constantes do Government Instructional Manual (GIM). A exposição em local público das ofertas, ou a entrega a instituições de caridade, estão ali prescritas.
João Santos Lucas, no Diário Económico, ver aqui.
Vale a pena conhecer o que Singapura fez. Entre outras iniciativas criou criou o Corrupt Practices Investigation Bureau , definiu "guidelines" sobre o envolvimento dos deputados em actividades empresariais e um código de conduta e disciplina dos funcionários públicos. Portugal pode copiar as práticas que têm produzido bons resultados...

A borboleta bateu as asas...

Publicada por José Manuel Dias


O mundo vai crescer menos que o esperado em 2008. A crise financeira gerada nos Estados Unidos repercute-se noutros países. Estas são as novas previsões do FMI. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, a área do euro deverá crescer 1,6% em vez dos 2,1% preconizados em Outubro. As metas de crescimento do Governo podem revelar-se excessivamente optimistas...

Apresentação de Livro na UA

Publicada por José Manuel Dias


A apresentação do livro «Estado, Sociedade Civil e Administração Pública – Para um novo paradigma do serviço público» no próximo dia 19 de Fevereiro, às 18h00, no Auditório da Livraria, vai estar a cargo do Prof. Artur da Rosa Pires, coordenador do Centro de Estudos em Governação e Políticas Públicas e do Dr. João Cândido da Silva, Sub-Director do Jornal de Negócios.
Para o Prof. José Manuel Moreira, «o livro pretende ser um contributo para todos quantos – do mundo académico ao mundo político – aspiram a um novo paradigma de serviço público, mas também a políticas públicas, capazes de animar a liberdade e a responsabilidade da sociedade civil e de incentivar a qualidade da democracia e da governação».
A não perder...

Blogue de Elite

Publicada por José Manuel Dias


A Cleópatra atribuiu a distinção de "Blogue de Elite" ao Cogir. Registamos o facto com satisfação. Saber que merecemos a sua leitura enche-nos de orgulho. Sabemos que é exigente. A sua escolha tem, por isso, sabor redobrado.
Compete-nos, agora, escolher cinco blogues. Aqui ficam eles (por ordem alfabética):
A Barbearia do Senhor Luís
Divas e Contrabaixos

Shakira - La tortura

Publicada por José Manuel Dias

Porque hoje é sábado...

Qualidade ambiental: Portugal em 18.º

Publicada por José Manuel Dias


Numa lista de 149 países, Portugal ocupa a 18.ª posição em termos de performance ambiental, de acordo com o Environmental Performance Índex 2008 (EPI), divulgado pelo Fórum Económico Mundial. No contexto da União Europeia, Portugal situa-se em 11.º, à frente de países como Itália, Dinamarca, Espanha, Luxembburgo ou Holanda.
Nas categorias de qualidade ambiental, poluição do ar, água, recursos naturais e alterações climáticas, o país ultrapassa com distinção a média europeia, embora esteja ligeiramente abaixo da média em termos de biodiversidade e habitat. O primeiro lugar deste ranking é ocupado pela Suíça, seguindo-se a Suécia, a Noruega, a Finlândia e a Costa Rica. O Brasil está na 35.ª posição, os Estados Unidos da América ocupam a 39.ª posição e a China a 105.ª posição.
O EPI 2008 é produzido por uma equipa de especialistas das Universidades americanas de Yale e Columbia, que avalia a qualidade ambiental e a vitalidade do ecossistema em cada país.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias


As boas noticias chegaram, finalmente, ao crédito à habitação. A Euribor, principal referência no cálculo das prestações da casa, voltou a descer em Janeiro. Resultado: os empréstimos estão mais baratos para quem revê o crédito à habitação este mês de Fevereiro, refere o «Diário Económico».
Ao todo são 25 euros a menos em relação à última revisão, que aconteceu em Novembro de 2007. Nessa altura, quem tivesse um empréstimo de 200 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a três meses (e incorporando um «spread» de 1%), estaria a pagar 1.036,92 euros, por mês.
Hoje, os números mudaram. A mesma pessoa só irá pagar 1.012,42 euros pela sua prestação. Ou seja, quase 25 euros a menos.
A justificação para a descida da Euribor é simples: os mercados acreditam que o problema da inflação é temporário e que o abrandamento da economia europeia será real a médio prazo.

Ser empreendedor

Publicada por José Manuel Dias


QUERER SER empreendedor significa fazer opções essenciais no domínio do balanço entre actividades profissionais, desportivas, familiares para evitar ser uma pessoa estranha, isolada na vida. Não pode ser um eremita estranho nos comportamentos, isolado num convento ou laboratório. A diversidade de vivências é um elemento essencial para que de repente, “caia do céu” uma solução ou quase solução. Às vezes é quase um só sinal (a maçã a cair da árvore) para que muitos sacrifícios e estudos anteriores, de repente, façam sentido para encontrar uma lei (teoria da gravidade, ou lei da correlação da massa e energia).
O empreendedor nunca é derrotado para sempre e espera sempre pelo tal “click” que, de repente, junta várias ideias próprias, ou de outros, e é capaz de transformar tais ideias num produto, ou processo, ou novo serviço.
[...]
Para terminar e comentando o título que me foi dado, direi que um empreendedor não se faz, mas FAZ-SE.
A opinião de Belmiro de Azevedo, no Jornal de Negócios, desta data. A ler na íntegra aqui.

A pior crise

Publicada por José Manuel Dias


A actual crise financeira desencadeada pelo colapso da bolha imobiliária, nos Estados Unidos, marca também o fim de uma era de expansão do crédito assente no dólar como a moeda de reserva internacional.É uma tempestade muito maior do que qualquer outra ocorrida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Para compreender o que está a acontecer, precisamos de um novo paradigma. Esse paradigma está disponível na teoria da reflectividade que propus pela primeira vez, há 20 anos, no meu livro "The Alchemy of Finance" (A Alquimia dasFinanças).
George Soros, Público, uma opinião que merece ser lida, aqui.

O que eles dizem

Publicada por José Manuel Dias


"Arrisco mesmo: a remodelação, se houver, vai ser tudo menos radical. Os verdadeiros pesos continuarão por lá e as mexidas não serão profundas. Não porque Sócrates não saiba o que deve fazer, mas porque entende que não o deve fazer agora. Ganharia pouco ou nada com isso e faz mais sentido deixar as medidas radicais para os momentos em que se pode mudar tudo numa vida. E há muito poucos momentos assim".
O Governo quer baixar os encargos com a dívida pública e captar recursos junto das famílias a um custo mais baixo? Os contribuintes devem agradecer a preocupação com a boa gestão do dinheiro que entregam ao Estado. Mas, sendo muito ou pouco, é apenas isso que está em causa. Se os investidores se derem ao trabalho de comparar a rendibilidade previsível dos novos certificados com algumas soluções concorrentes, são bem capazes de fazer o jeito de os ir deixando agonizar.

Obesidade: um problema de todos

Publicada por José Manuel Dias


A obesidade é uma doença que continua a aumentar no nosso país. 39,4% dos portugueses têm sobrecarga de peso, enquanto que 2,4 têm peso a menos (estando em risco de contrair doenças como a anorexia nervosa), conclui o Estudo da Prevalência da Obesidade em Portugal, liderado pela investigadora Isabel do Carmo, que será apresentado hoje, no âmbito do IX Congresso Português de Endocrinologia, que tem lugar até domingo.
Semanário Expresso, desta data.
A questão da obesidade merece ser estudada com profundidade. É uma questão de saúde pública. Quem não tem cuidado com a alimentação acaba por ter graves problemas de saúde (hipertensão, diabetes, doença coronária ou acidente vascular cerebral). As escolas podem (e devem) ter um papel nuclear na formação de cidadãos responsáveis. Comer mal, exagerando nos doces, não prejudica apenas o próprio. Penaliza-nos a todos, via aumento de recursos finanaceiros afectos ao Sistema Nacional de Saúde. Prejudica, de igual modo, a qualidade de vida do grupo familiar em que se está inserido. Em tempos já abordámos esta questão, ver aqui. A discussão suscitada, na altura, merece ser recuperada. Obesidade: doença ou maus hábitos?

Portugal no Top Ten

Publicada por José Manuel Dias


Portugal ocupa a oitava posição no ranking dos países da OCDE no que se refere à velocidade no acesso à Internet em banda larga. Segundo dados divulgados por aquela organização internacional, o nosso país é o quinto mais bem classificado do espaço europeu, situando-se à frente da Espanha, Alemanha, Dinamarca e Reino Unido. Notícia desenvolvida pode ser lida aqui. Efeitos do Plano Tecnológico dizem alguns...

Os portugueses e os impostos

Publicada por José Manuel Dias


A recolha de receitas fiscais via IRC foi das que mais cresceu em 2007. Como se explica este desempenho? Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, tem uma explicação simples:
«Convivemos muitos anos com o laxismo fiscal, com a conivência social para com quem faltava às suas obrigações, com a incapacidade da máquina para combater essa situação», disse o ministro, para logo de seguir garantir que, actualmente, as coisas já não são assim.
«Hoje em dia fugir ao Fisco é um risco, que tem consequências. A mentalidade mudou», concluiu.
Prova disso mesmo «é o facto de o cumprimento voluntário ter aumentado de forma considerável», garantiu Teixeira dos Santos, que deu como exemplo o caso dos pagamentos especiais por conta das empresas. «Muitas empresas apresentavam prejuízos vários anos consecutivos. Estabelecemos uma regra que, quando as empresas apresentassem perdas mais do que dois ou três anos seguidos, seriam alvo de uma inspecção. O resultado foi que muitas empresas deixaram de reportar prejuízos», afirmou.
Retirado da Agência Financeira

Síntese de execução orçamental

Publicada por José Manuel Dias


Registe-se o ritmo de crescimento das receitas do Estado, acima dos 9% (9,2%): Realce, também, para a rubrica da despesa. O ano também fechou com números muito interessantes, uma subida bastante moderada de 3,2% das quais se destaca um crescimento ínfimo nas despesas em Remunerações certas e permanentes, de 0,8%.

Professor Emanuel Leite (5)

Publicada por José Manuel Dias


Publicamos hoje mais um texto do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)", "O que é o empreendedorismo?(parte II)", "Ecoempreendedorismo", "Virtudes de um bom empreendimento" publicamos hoje "Criar empregos! Solução para o Desemprego" . Um texto que nos deve fazer reflectir sobre a realidade portuguesa. A recente reportagem da TSF "Vidas por um Canudo" põe o dedo na ferida. De nada vale ter gente qualificada, se essa mesma gente não tem oportunidade de aplicar o que aprendeu ou se se limita a esperar que outros criem o emprego que ambiciona. É por estas e por muitas outras que se justifica alterar o modelo de governação das Universidades, em ordem a conseguir uma mais eficiente alocação de recursos.

Criar empregos! Solução para o desemprego!

Publicada por José Manuel Dias

Isso parece pensar os dirigentes políticos brasileiros quando analisamos as últimas medidas anunciadas de apoio à criação de empresas. Porém, o trabalho é um bem controvertido. O desempregado aspira a trabalhar e o trabalhador aspira ócio. Ninguém está satisfeito com sua sorte.
O desemprego é um grande problema econômico e social É muito importante que todos os indivíduos tenham formação que os tornem aptos a ser empreendedor ou empregado. Uma das principais causas do desemprego é o desajuste entre a formação e a sua aplicabilidade: falta a educação para ganhar-se a vida.
Encontrar trabalho de qualidade não é algo fácil. As empresas valorizam mais as qualidades pessoais e certos conhecimentos que um título universitário. Hoje, muitos jovens universitários estão em busca do primeiro emprego quando deviam receber incentivos para criarem a sua própria empresa. O jovem universitário que é versado em conhecimentos de informática e Internet, fala inglês, detentor de alguma de experiência, oriunda de estágio supervisionado, e com disponibilidade para viajar, se lhes forem desenvolvidas qualidades pessoais como responsabilidade, iniciativa, perseverança, capacidade de trabalho em equipe, paciência e prática, temos tudo para transformar esse jovem em um empreendedor.
O trabalho de qualidade é algo bastante escasso. Os jovens acabam a freqüentar os subempregos apesar de sua preparação. Para os mais inquietos, criar uma empresa aparece como uma alternativa em seu horizonte laboral.
Quantos jovens com formação técnica, quantos titulados superiores planejam criar sua própria empresa? Quantos tentam mudar o modelo de ser empregado para tornar-se um empreendedor? Põem como sua meta tornar-se um empreendedor em oposição a ser funcionário de qualquer empresa, a preferir não sair por aí entregando seus currículos em empresas na esperança de obter um emprego.
Quem de nossos internautas estaria disposto a criar uma empresa? Quem aconselharia o seu filho (a) a criar uma empresa? O que pensam as pessoas sobre o tema empreendedor x empregado. No Brasil ainda temos muitos indivíduos a preferir ser empregados, mesmo a viver em uma era muito interessante, a nova economia: internet, informática, biotecnologia, etc., um mundo de oportunidades criadas por jovens empreendedores.
É preciso uma Nova Política de Empreendedorismo. “Desenvolver o Espírito de Empresa”, como fórmula crítica para criar emprego e riqueza com a criação de novas empresas em geral, e a contribuição ao crescimento das micros, pequenas e médias empresas em particular, são fatores essenciais para a criação de emprego e de oportunidades de formação para os jovens. Este processo tem como fundamento o fomento de uma maior consciência empresarial na sociedade nos programas de desenvolvimento plena cidadania entre nossos jovens. A União, os Estados e os Municípios, nos limites de suas competências, devem estabelecer estratégias, a fim de explorar plenamente as possibilidades que a economia local oferece aos empreendedores interessados na criação de emprego e renda.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Porque será?!

Publicada por José Manuel Dias


Porque será que Fundos de investimento controlados por estados nacionais asiáticos estão a adquirir participações expressivas em instituições financeiras americanas prestigiadas que se encontram urgentemente necessitadas de injecções de capital?
Apenas alguns exemplos:
Citigroup: $7.5 billion from Abu Dhabi Investment Authority and $6.88 billion from Government Investment Corp. of Singapore.
Morgan Stanley: $5 billion from China Investment Corp.
Merrill-Lynch: $5 billion from Singapore's Temasek Holdings, $6.5 from Kuwait Investment Authority, $2 billion from Korean Investment Corp.
Bear Stearns: $1 billion from China Investment Corp. UBS: $10 billion from the Government Investment Corp. of Singapore.

Menos 100.000 pobres

Publicada por José Manuel Dias


O estudo que o INE publicou recentemente sobre "risco de pobreza e a desigualdade na distribuição dos rendimentos" permite objectivamente concluir que:
- Houve uma redução da taxa de pobreza para 18 por cento — era 19 por cento em 2005 e 20 por cento em 2004;
- O grupo com maior incidência de pobreza , idosos, foi aquele em que a taxa mais se reduziu — passa de 28 por cento em 2005 para 26 por cento em 2006;
- O impacte das transferências sociais (excluindo pensões) na redução da taxa de risco de pobreza mantém-se em sete pontos percentuais, sendo que, de 2004 para 2006, aumenta um ponto percentual o impacte das pensões.
Impõe-se retirar uma conclusão: os resultados são positivos, mas existe um enorme trabalho pela frente. A sustentabilidade do sistema de segurança social é essencial para reduzir o risco de pobreza em Portugal mas a sociedade civil não pode divorciar-se desta realidade. O Estado somos todos nós.

Efeitos da globalização

Publicada por José Manuel Dias


A Autoeuropa tem o futuro assegurado por mais uma década. O sucessor da Volkswagen Sharan vai ser produzido em Palmela, confirmou o director-geral da Autoeuropa, Jorn Reimers. Prevê-se que entre em produção corrente nos próximos dois a três anos. É uma boa notícia para as exportações portuguesas. Um contributo para o aumento do emprego - previstos 2.000 novos postos de trabalho nos próximos três anos.

Há desresponsabilização nas empresas portuguesas

Publicada por José Manuel Dias


José Calisto, consultor da Eurogroup, com 17 anos de experiência profissional na área de negociação e resolução de conflitos, em entrevista ao Semanário Económico desta data:
P - Como é que a negociação e resolução de conflitos funciona nas empresas?
JC - Quando falamos em negociação, estamos a falar de uma competência de gestão. Um gestor/líder tem de saber negociar. Qualquer gestor tem necessidade de negociar, dentro ou fora de uma organização, para cima ou para baixo, em todas as direcções da vida organizacional. Faz parte da vida do líder de uma organização prevenir e, quando não o consegue, gerir conflitos. Dificilmente se pode falar de vida sem conflitos; mas há graus de conflituosidade além dos quais entramos em entropia e esses conflitos podem ter consequências negativas. É muito difícil falar de organizações sem conflitos, daí que seja necessário lidar com eles de forma natural e competente.
[...]
P-Isso significa que a produtividade depende mais das lideranças do que dos trabalhadores?
JC - Exacto. Se uma organização é pouco produtiva a responsabilidade é da liderança. O grau de eficácia da organização é uma variável directamente relacionada com o desempenho do líder.
Para ler a entrevista completa, clicar aqui.

Portugal vai crescer acima da média europeia

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal prevê que a economia nacional cresça mais que a média europeia em 2009, o que a confirmar-se, acontecerá pela primeira vez desde 2001. As previsões publicadas no Boletim de Inverno apontam para um crescimento do PIB português de 2,3%, em 2009, acima dos 2,1% estimados para a Zona Euro.
Notícia desenvolvida no Jornal de Negócios desta data, ler aqui.

A reforma do Sistema de Saúde

Publicada por José Manuel Dias


Hoje, a medicina exige meios de diagnóstico e tratamento que, pelo seu custo, não estão disponíveis em todo o lado. O país não é rico, tem de gerir os seus recursos (é curioso como este ideia simples é desprezada). Manter aberta uma urgência, que depois inevitavelmente chuta os doentes para o hospital adequado, é uma desperdício de tempo que se traduz em vidas perdidas ou outras sequelas. Dito de outra maneira, as ‘falsas urgências’ são o problema, não a solução. A prática dos médicos – como as hérnias do Hospital canadiano – e a existência de meios técnicos actualizados são condições essenciais para uma boa saúde pública. O resto é demagogia. E a demagogia não salva vidas: mata.
André Macedo, Debate Urgente, no Diário Económico desta data.

2008

Publicada por José Manuel Dias

Do "wonderful game" podemos tirar uma excelente lição para 2008: nunca perder de vista os objectivos, por mais ambiciosos e difíceis que possam parecer. Bom Ano Novo!

Bom Ano Novo

Publicada por José Manuel Dias


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade,
Receita de Ano Novo
Tenham um excelente ano de 2008!

Crise? Qual crise?!!

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com os dados da SIBS, divulgados pelo Público, nos primeiros 18 dias de Dezembro, "[...] os portugueses usaram os seus cartões Multibanco para levantar 1388 milhões de euros e para comprar produtos com o valor de 1547 milhões. Estes números, somados, representam um acréscimo de 6,3 por cento face aos mesmos dias do ano anterior. Tendo em conta que a inflação homóloga, em Novembro, se cifrou em 2,8 por cento, regista-se um acréscimo real das aquisições feitas utilizando este método de pagamento de 3,5 por cento".
Números que nos fazem pensar. Será que chegámos à felicidade paradoxal que nos falava Lipovetsky ?

Leituras na rede

Publicada por José Manuel Dias

Boas Festas

Publicada por José Manuel Dias


Mais um ano que se aproxima do seu término. Ocasião para renovadamente alimentarmos o desejo de um tempo e um espaço onde "cada homem viva como um homem", reiterarmos as nossas convicções e afirmarmos que um dia será possível: "viver num mundo onde não se cuide mais do fato que da consciência, da bolsa que da alma". Votos de um Feliz Natal e um Excelente Ano de 2008.
Na imagem a maior árvore de Natal da Europa- a árvore do Milennium bcp - instalada na Avenida dos Aliados, no Porto.

Top ten

Publicada por José Manuel Dias

Serviço Público Sustentável

Publicada por José Manuel Dias


É muito fácil defender mais serviço público, mais escolas, mais hospitais, mais exames grátis e remédios comparticipados, mais transportes públicos, mais tribunais, mais esquadras e polícias, mais apoio aos deficientes, às mulheres, às crianças, aos idosos, aos imigrantes e emigrantes, aos estudantes, aos que têm famílias numerosas, aos que ainda não entraram no mercado de trabalho, à requalificação, às empresas, aos agricultores, aos exportadores, aos investigadores, etc., etc. E ao mesmo tempo até menos impostos! Mas discutir nestes termos o serviço público é não discutir coisa nenhuma. E, nas condições actuais, essa é a forma menos responsável de contribuir, de facto, para um serviço público sustentável.
Maria Manuel Leitão Marques, em artigo de opinião no Diário Económico desta data, para ler na íntegra aqui.

À espera do Estado

Publicada por José Manuel Dias


Porque é que em Portugal, ao contrário do que é a tendência crescente nos EUA e em muitos países europeus, tão poucos empresários e quadros superiores se envolvem em directamente em actividades culturais ou de solidariedade social? Porque é que tão poucos alunos do ensino superior fazem trabalho voluntário? Falta de tradição? Continuaremos todos à espera do Estado?
Um artigo de opinião de Manuel Caldeira Cabral que nos questiona. A ler na íntegra aqui.

Tratado de Lisboa

Publicada por José Manuel Dias

O Tratado de Lisboa, que define uma nova arquitectura institucional para a União Europeia, foi assinado ontem, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Um marco histórico. Um momento em que Portugal mais uma vez , dá novos mundos ao Mundo. Foi aqui.

Estabilidade ou independência?

Publicada por José Manuel Dias


"Um empreendedor não é apenas a pessoa que cria o seu próprio emprego, mas sim aquele que assume o desafio de criar uma organização inovadora e, até, emprego para outros". No Semanário Económico desta semana, três empreendedores explicitam-nos este conceito, partilhando as suas experiências na criação do seu próprio negócio. Ver aqui.

Novo Programa de Estabilidade e Crescimento

Publicada por José Manuel Dias


O novo programa 2007 a 2011 foi divulgado. Assinala-se a continuidade do processo de consolidação orçamental, com adopção de medidas estruturais de contenção da despesa pública e de redução do seu peso no PIB, a par da melhoria da eficiência fiscal, nomedadamente através do combate à fraude e evasão fiscais.
Alguns dados constantes da informação disponibilizada pelo Ministério das Finanças e da Administração Pública:
Efectivos da Administração Pública- Entradas 14.123, Saídas - 28.915, Saldo - (14.792).
Ambiente de Negócios, de acordo com a Doing Business do Banco Mundial: 37ª posição ( subida de 3 lugares relativamente ao ano anterior).
Global E-Government, da responsabilidade da Universidade de Brown, que procura medir, ao nível dos sites governamentais, o grau de disponibilização de conteúdos e serviços on-line e qualidade de acesso, subida de 48ª para 7ª posição do Ranking.

Professor Emanuel Leite (4)

Publicada por José Manuel Dias


Publicamos hoje o mais um texto do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)", "O que é o empreendedorismo?(parteII)", "Ecoempreendedorismo" publicamos hoje "Virtudes de um bom empreendimento". Um texto imperdível para quem quer saber com que constrangimentos o empreendedor se debate, qual o segredo de uma boa implementação de uma boa ideia e quais as características comuns que encontramos nos grandes empreendedores.

Virtudes de um bom empreendimento

Publicada por José Manuel Dias

Uma boa idéia é importante; o capital, também. Porém o que mais importa é o potencial das pessoas.
O processo empreendedor pode ser representado como um triângulo invertido, em que o ponto de apoio (o vértice de baixo) é o empreendedor; no vértice de cima a direita está o capital e no esquerdo, o projeto ou a idéia. Todo processo empreendedor integra estes três componentes. Quando um empreendimento não é bem-sucedido, sempre se deve à pelo menos uma destas três razões, ou alguma combinação entre elas: o empreendedor não foi bem, não obteve o capital ou o projeto empreendido era o equivocado.
O triângulo se apóia no próprio empreendedor. De sua firmeza depende, em grande parte, que o modelo não se desmorone. O empreendedor brilhante sempre levanta as fontes de capital necessárias para conceber um grande projeto, mesmo diante de uma conjuntura desfavorável.
O PROBLEMA NÃO É O CAPITAL.
Existem casos nos quais o empreendedor tem acesso ao capital desde o início. Todavia isso não lhe garante ter a idéia adequada e menos ainda, que venha a ser um excelente empreendedor. A experiência indica (e isto não é de modo algum uma regra se não uma simples observação empírica) que muitos filhos de pais ricos têm idéias e capital de sobra, contudo falham em sua paixão e compromisso com o empreendimento que pretendem criar. Carecem de determinação, firmeza para empreender, e isso é crucial na hora de encarar dificuldades.
O PROBLEMA NÃO É A IDÉIA.
Em relação ao projeto, salvo poucas exceções, as boas idéias não são originais a 100%. Muitos empreendedores cometem um grave erro ao crer que sua idéia deve ser única. E, quando a encontram, são tomados pelo temor de que todo o mundo queira a “roubar”. Assumem então uma atitude “super protetora” de sua idéia, a atuar um pouco a maneira dos agentes secretos dos filmes de espionagem.
Em lugar de sair a apresentar e contrastar a idéia com o mercado, com especialistas da indústria, a protegem ao tal ponto que nunca reúnem a informação necessária para saber se é um bom projeto. Pode resultar duas coisas: levar adiante sua idéia sem uma boa compreensão do mercado (e fracassar) ou o projeto nunca se concretiza (fracassar sem tentar).
O SEGREDO DA IMPLEMENTAÇÃO.
Seguramente, Quando Bill Gates pensou em desenvolver software para computadores pessoais, tinham outras milhões de pessoas que pensaram o mesmo. O que o diferenciou? Parafraseando a Peter Drucker: “Por uma idéia pago 5 reais; por uma implementação, pago uma fortuna!”. O segredo não está em perguntar “qual é sua idéia?” Sim em responder “o que vai fazer que você e sua equipe possam transformar essa idéia em algo de sucesso”.
Por isso o triângulo do processo empreendedor aparece invertido: porque a base de todo é a qualidade da equipe do empreendedor.
NASCE-SE OU SE FAZ? Se a chave é o próprio empreendedor e sua capacidade, a pergunta é como podemos formar empreendedores. Há pessoa que dizem que é impossível modificar certas características inatas, e que isto é o determinante na hora de empreender. Por outro lado, outros asseguram que “tudo se faz, nada é inato, tudo se pode desenvolver”.
Podemos destacar as características comuns que encontramos nos grandes empreendedores que são: ter uma visão clara do negócio e permitir-se sonhar com ela; assumir um papel de protagonista; ter uma atitude de contínua aprendizagem; desenvolver a auto-estima para obter maior firmeza nas decisões; enamorar-se de seu projeto com um compromisso incondicional; aprender a trabalhar em equipe; assumir riscos para alcançar a independência e, sobretudo, divertir-se no processo dos próprios acertos e erros.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Angola, Portugal e crescimento económico

Publicada por José Manuel Dias


José Sócrates visitou Angola em 2006, acompanhado de de 77 empresários, cinco ministros e cinco secretários de Estado. Criticado por uns tantos, aplaudido por muitos, antecipou uma realidade. Inscrever Angola nas nossas prioridades foi um acto de visão estratégica. Angola é uma país com grandes potencialidades, carente de investimentos em todas as áreas. As portas que abriu têm-se traduzido em acréscimos significativos no nossos comércio externo.
A revista Economist dá-nos, agora, nota que Angola será o país que mais crescerá economicamente em 2008 no mundo, nada menos de 21%. Portugal não pode deixar de aproveitar a vantagem competitiva que tem em relação a muitas das potências económicas: a Língua Portuguesa. Há que incrementar relações a vários níveis que se traduzam em benefícios para os povos e economias de Portugal e Angola.
Já agora, se repararem na perspectiva que a prestigiada revista aponta para Portugal verão o número: 2,1%, quase o mesmo que as previsões orçamentais. Claro que é apenas mas uma previsão mas é já uma chatice para os que gostam de "dizer mal de nós...".

Ecos da Cimeira UE - África

Publicada por José Manuel Dias

Os Portugueses e as TIC

Publicada por José Manuel Dias


Não serão números espectaculares, sobretudo se comparados com os nossos pares da UE, mas o crescimento verificado nos dois últimos anos revela que, neste domínio, estamos a "colocar o pé no acelerador". Tem dúvidas? É só confirmar pela leitura da informação infra, disponibilizada pelo INE:

Economia: as previsões da OCDE

Publicada por José Manuel Dias


A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que a economia mundial deve desacelerar em 2008 com o esfriamento nos mercados imobiliários e o aperto nas condições de crédito. Já no que concerne a Portugal, a OCDE prevê que o crescimento da economia acelere para dois por cento no próximo ano, ultrapassando a Zona Euro pela primeira vez em sete anos.
Estas previsões caem como "sopa no mel" para o Governo de José Sócrates. Um incentivo adicional para prosseguir com as reformas. Uma má notícia para os arautos da desgraça. Uma excelente notícia para os portugueses.

Novos caminhos públicos

Publicada por José Manuel Dias


Vital Moreira, em artigo de opinião publicado no Diário Económico desta data, analisa o novo modelo de gestão da rede rodoviária nacional recentemente adoptado e conclui:
- o novo modelo de gestão da rede rodoviária nacional obedece manifestamente aos requisitos da moderna teoria da gestão de obras e serviços públicos, baseada na empresarialização e na “comercialização” das entidades gestoras, na separação entre o Governo e os operadores públicos, na regulação das relações entre ambos por contratos de concessão, na construção de infra-estruturas públicas por via de parcerias público-privadas de longa duração, no financiamento das obras e serviços públicos pelos beneficiários, na autonomização da função reguladora do Estado.

De excelente a líder

Publicada por José Manuel Dias


O livro, com o título original "Built to last", já vendeu 3,5 milhões de exemplares. Ao longo das suas 436 páginas tenta dar resposta a uma questão simples: o que distingue as empresas verdadeiramente extraordinárias das outras? Os autores, Jim Collins e Jerry Porras, analisaram 18 empresas excepcionais e duradouras - algumas com quase cem anos de existência - traçam o respectivo perfil histórico, estrutural, filosófico e a respectiva performance, efectuando uma comparação entre as chamadas empresas visionárias - instituições líderes - e aquelas que são consideradas bem sucedidas. As conclusões que apresentam no livro derrubam muitos dos mitos do sucesso. O que torna as empresas visionárias são determinadas práticas, como por exemplo, dar a ferramenta em vez da solução ou, mais do que pensar nos lucros, ter uma ideologia. De leitura obrigatória para quem se interessa por temas de gestão.

Leituras de fim de semana

Publicada por José Manuel Dias

A Greve geral e as nossas bailarinas

Publicada por José Manuel Dias


O editorial do Diário Económico de hoje, da responsabilidade de André Macedo, dá-nos nota que "Há greve geral amanhã. O país vai parar. Na verdade, não vai parar, andará mais devagar, talvez a passo". Diz-nos que França já teve, também, a sua greve geral "Paralisação dos transportes, os serviços públicos bloqueados, as empresas privadas com quebras na produtividade. Ou seja, dias perdidos, os nervos em franja de um país inteiro, mais violência e carros queimados nas ruas. Feitas as contas, a economia francesa perdeu 0,1% do PIB por uma exigência injusta de um grupo de amotinados ". E porque protestam os franceses? Defendem o que não é defensável, estribando-se nos direitos adquiridos. Alguns velhos de séculos, como os das bailarinas da corte de Luis XIV. Enquanto na França, com a mais alta taxa de desemprego da Europa, se vivem momentos de turbulência social o que é se passa no país onde Sócrates participa nas próximas horas na cimeira UE-Ásia? "Há greves? Também, claro, é um direito importante para o equilíbrio das sociedades democráticas e a Índia é a maior democracia do planeta. No entanto, mais do que greves, aqui impõe-se a energia do trabalho. É preciso criar riqueza, assumir os riscos, investir. É preciso sobreviver". Os crescimento anual ultrapassa os dois dígitos. Uma grande alavanca humana, cada vez mais qualificada, cria diariamente riqueza. De facto "na Índia não há petróleo: há trabalho. A Europa em geral – e Portugal em particular – deveriam olhar menos para os direitos adquiridos e mais para a revolução que está a acontecer aqui ao lado". A globalização da economia é um dado adquirido e os nossos direitos têm de compaginar-se com os nossos deveres. Se não aprendermos por nós, os indianos e os chineses encarregar-se-ão de nos explicar.

Professor Emanuel Leite (3)

Publicada por José Manuel Dias


Publicamos hoje o terceiro contributo do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)" e "O que é o empreendedorismo? (parteII)", apresentamos o texto "Ecoempreendedorismo". No texto o Professor Emanuel Leite alerta-nos para uma necessidade "Atualmente, qualquer indivíduo que possua vontade de ser ecoempreendedor precisa ter a visão de que os negócios são para gerar riquezas e não destruí-las." e abre-nos janelas " Para solucionar os problemas ambientais existentes encontrará inúmeras oportunidades para se trilhar pelas rotas do ecoempreendedorismo". Conclui referindo "O ecoempreendimento ambiental representa a nova fronteira de mais visão e pioneirismo que os negócios tradicionais. Além disso, requer uma série de valores e uma ética que infelizmente cada vez é mais difícil de encontrar no mundo dos negócios hoje". Um artigo merecedor de leitura cuidada.

Ecoempreendedorismo

Publicada por José Manuel Dias

Atualmente, qualquer indivíduo que possua vontade de ser ecoempreendedor precisa ter a visão de que os negócios são para gerar riquezas e não destruí-las. Para solucionar os problemas ambientais existentes encontrará inúmeras oportunidades para se trilhar pelas rotas do ecoempreendedorismo. De fato, uma nova geração de ecoempreendedores pode vir a significar uma excelente chance de restaurar o ar, a água e a terra dos quais as formas de vida dependem.
É claro que apenas uma única pessoa ou um único grupo de pessoas não conseguirá anular todos os danos que foram causados ao meio ambiente por pessoas que desenvolveram empreendimentos que sistematicamente agrediram a natureza. É necessário que haja um esforço conjunto de legisladores, de autoridades para propiciar as condições necessárias e suficientes que permitam ao ecoempreendedor gerir com eficiência e eficácia a futuro mais verde e, ao mesmo tempo, desenvolver uma empresa lucrativa.
Cada ecoempreendedor pode dar uma contribuição, por menor que seja, mais de vital importância para a grande faxina ambiental necessária visando a uma qualidade de vida melhor para todos os habitantes do Planeta Terra.
O ecoempreendedor ao ofertar fertilizantes naturais ajuda a reduzir a necessidade das pessoas utilizarem produtos químicos em gramados, jardins e plantas nas casas (cujo fluxo vem sistematicamente destruindo a fauna e a flora dos rios).
São inúmeros os exemplos do trabalho dos ecoempreendedores quando recolhem vidros, metais, papéis, etc., objetivando a sua reciclagem. Cada dia que passa, mais e mais ecoempreendedores criam produtos e serviços ambientalmente seguros exercendo uma pressão competitiva para que as grandes empresas passem a ser mais ecoempreendedoras. Assim, cria-se condições não somente de melhorar a qualidade do ar, do solo e da água, como também encontrar alternativas para uma ocupação e exploração dos recursos naturais que não são inesgotáveis.
O ecoempreendedor tem sua presença em uma grande variedade de econegócios, chegando a transformar o lixo em ouro, com empreendimentos que recolhem materiais recicláveis para fábricas que os transformam em novos produtos. Esses produtos são ofertados para empresas e para o público em geral.
Muitos ecoempreendedores tomam alguns produtos existentes no mercado e dão ênfase ao produto natural destacando os que são alimentos sem pesticidas, isentos de ingredientes químicos ou sintéticos e embalados com materiais recicláveis e biodegradáveis, dentre vários outros produtos.
Isso representa apenas uma minúscula amostra dos muitos tipos de negócios que os ecoempreendedores iniciam e desenvolvem todos os dias. As possibilidades de se criar uma ecoempresa só podem ser limitadas pela imaginação das pessoas: o meio ambiente é uma área tão vasta quanto os problemas que flagelam!
Ao ficar com o olhar atento nas notícias e prestando muita atenção às necessidades ambientais mais imediatas, o ecoempreendedor poderá definir e redefinir novos nichos lucrativos no mercado.
O ecoempreendimento ambiental representa a nova fronteira de mais visão e pioneirismo que os negócios tradicionais. Além disso, requer uma série de valores e uma ética que infelizmente cada vez é mais difícil de encontrar no mundo dos negócios hoje.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Líder e gestor são a mesma coisa?

Publicada por José Manuel Dias


No livro “Measure of a leader”, os autores Aubrey C. Daniels e James E. Daniels, dizem-nos que um líder tem de ser capaz de inspirar aqueles que dirige a tomarem decisões difíceis a favor da Visão da Organização, mas também conseguir que persistam no tempo com esse tipo de decisões. Uma das questões em que os autores insistem, refere-se a que, em vez de registarmos as atitudes e comportamentos de quem lidera, porque não estudarmos o impacto de quem dirige em quem é dirigido e daí retiramos as conclusões necessárias?
Afirmam que, acima de tudo, é fundamental determinar se os dirigidos revelam, ou não, o envolvimento, o empenho, a cooperação e entreajuda, a preocupação com os outros e a capacidade de sacrifício pelo colectivo que todos sabemos de decisiva importância para que uma equipa, uma empresa ou um país tenham sucesso. Marcam também, de modo claro, a diferença entre o que é ser líder ou gestor. Segundo eles, a liderança foca-se na mudança, na criatividade e no gerir o inesperado. Enquanto a gestão, na estabilidade, no criar de hábitos, no refinar dos processos. À liderança cumpre-lhe introduzir a mudança necessária face à realidade em que se insere a equipa que dirige. A gestão, trata de rentabilizar o mais possível o potencial existente. A liderança, foca-se no exterior e translada para o interior da empresa aquilo que considerou importante registar. A gestão, centra-se no interior da empresa, nas actividades necessárias para fazer mover a organização na direcção pretendida. A liderança aponta para o futuro, para o desconhecido. Ajuda a ultrapassar a incerteza e a arriscar.
Jorge Araújo, no Diário Económico desta data, elenca as diferenças entre liderança e gestão, ver artigo completo aqui.

O terceiro Banco

Publicada por José Manuel Dias


Ainda não é desta que passamos a ter o terceiro Banco da Península Ibérica. Depois do insucesso da OPA e do desfecho das negociações para a fusão, fica tudo como dantes. O BCP informou o mercado que se "concluiram sem sucesso as negociações com o BPI" e o BPI refere que se "concluiram sem sucesso as negociações com o BCP". Que razões justificam este desenlace? Maria João Gago, no Jornal de Negócios desta data (ver aqui), dá uma explicação possivel. Se o ditado popular "não há duas sem três" estiver certo, não tardará muito a haver novidades.

Conferência: a não perder

Publicada por José Manuel Dias


Terça-feira, 27 de Novembro, pelas 21:00 horas, terá lugar a Conferência «Ética e Economia de Mercado: tensões e equívocos» no Anfiteatro do Centro Universitário Fé e Cultura, em Aveiro. O conferencista será o Prof. Doutor José Manuel Moreira, docente da Universidade de Aveiro e a Moderadora a Prof. Doutora Virgínia Granate de Sousa, docente do ISCA. A não perder.

Professor Emanuel Leite (2)

Publicada por José Manuel Dias


O Professor Emanuel Leite é especialista no tema de empreendedorismo. Numa entrevista que concedeu ao Portalqualidade e que pode ser vista na íntegra aqui , foi confrontado com a seguinte questão: "Empreendedorismo é um dom ou é uma competência que pode ser desenvolvida?". A resposta não podia ser mais esclarecedora: " Algumas pessoas já nascem com o dom. Pelé é um grande jogador que já nasceu com o espírito de ser um grande jogador. Outras desenvolvem essa característica. De modo geral, o empreendedor pode e deve ser ensinado. Se eu não acreditasse que isso pudesse ser ensinado, eu não estaria aqui, pregando isso".
O Professor participa neste Blogue na qualidade de colunista. Publicámos já um primeiro texto da sua autoria, ver aqui. Hoje, publicamos o segundo. A divulgação dos seus textos tem suscitado a curiosidade de muitos dos seus alunos. Muitos deles fazem questão de expressar esse facto, por via dos comentários que aqui nos deixam. A blogosfera é um instrumento de aproximação de povos. A partilha de saberes ainda nos torna mais próximos. Obrigado a todos.

O que é empreendedorismo? (parte II)

Publicada por José Manuel Dias

Fixar-se mais profundamente na condição dos muitos indivíduos, iremos perceber como é grande o número de pessoas que possuem as características marcantes do perfil de empreendedor (a) . E não precisamos ir muito longe. É só dar uma olhada ao nosso redor e vamos encontrar alguém que anda "a ganhar a vida" a investir no que dá prazer e a aliar esta atividade a uma necessidade do público alvo, sem nenhum vínculo com alguma organização pública ou privada e, principalmente, a modificar as regras do mercado.
O importante agora é perceber que vivemos em uma nação onde há muito mais que violência, cerveja e carnaval. Aliás, esses temas estão a ser objeto de iniciativas, idéias e ações empreendedoras.
Falar do fenômeno do empreendedorismo requer um entendimento e uma análise da sua força motriz. Dessa forma destacamos dois elementos que são pilares na construção dessa nova modalidade de trabalho: a inovação, a partir do desenvolvimento tecnológico, e o processo de globalização a promover o fim do emprego.
A rigidez da legislação laboral portuguesa também vem contribuir com grande força na promoção do empreendedorismo, por não possibilitar a flexibilidade nas contratações. Em Portugal, apenas um único modelo impera: "(...) aquele onde o trabalhador é obrigado a trabalhar oito horas diárias, com um mês de férias, gratificação natalina, indenização por demissão e todo o resto". Em todo país com legislação trabalhista rígida há mais desemprego.
Reconhecer (-se) empreendedor, reconhecer (-se) empreendedora... Mas, afinal, o que significa ser empreendedor? Quais são as características, ou melhor, como reconhecer (-se) um empreendedor, uma empreendedora?
Há uma importante observação de Peter F. Drucker sobre o que difere um empreendedor de uma pessoa qualquer: o que é um empreendedor/criador de empresas? Drucker alerta que este título não pode ser aplicado a todo audacioso que inicia um pequeno negócio. Os empreendedores são pessoas que estão simultaneamente a criar novos tipos de negócios e aplicar novos e insólitos conceitos administrativos.
"Empreendedores são um dos ativos mais importantes de qualquer economia. Difícil é ser um deles. Empreendedores são ágeis, persistentes e, geralmente, trabalham com um tipo de capital intangível: boas idéias. Empreendedorismo (espírito empreendedor), terra, trabalho e capital são os quatro pilares de uma sociedade fundamentada na livre iniciativa. (...)"
Os empreendedores estão comprometidos num processo onde o economista Joseph Schumpeter descreveu como "destruição criativa", ou seja, "romper com velhos hábitos, para gerar respostas novas às carências e desejos do mercado". Eles (os empreendedores) forçam situações, com o objetivo de mudar as coisas para melhor. São construtores compulsórios: quando começam, não param mais.
É importante esclarecer que a ação do empreendedor não está determinada a um eixo único, ou seja, qualquer pessoa, empregada ou não, pode ser empreendedora. O empreendedorismo está para a relação subjetiva do ser humano, o que existe antes de uma ação empreendedora é o espírito empreendedor.
O que faz a diferença entre um empreendedor de sucesso e outro que acaba de fechar o seu negócio ou se limita a mantê-lo a funcionar, mas sem perspectivas de crescimento? Mais do que a criatividade ou uma boa idéia, são o trabalho árduo, o planejamento sistemático e a inovação, características marcantes de um empreendedor de sucesso.
Somente boas idéias não valem nada. "O artista é aquele que copia bem. O gênio é aquele que rouba as idéias" (Pablo Picasso).
O que o empreendedor tem de fazer é trabalhar muito em torno da sua idéia de negócio. E para isso deve buscar informação. As pessoas normalmente pensam que é muito difícil conseguir informação. Mas existe informação em quantidade ilimitada. O mais importante é ter a coragem de abrir a boca e perguntar. Todavia, as pessoas têm medo de revelar sua limitação.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

O "lobby" do futuro

Publicada por José Manuel Dias


O erro fundamental da política orçamental portuguesa consistiu sempre em ser definida e avaliada na óptica estrita dos resultados de curto prazo. São inúmeros os exemplos que, ao longo dos anos, ilustraram esta afirmação: os aumentos das pensões e a antecipação da idade da reforma quando a evolução demográfica já demonstrava claramente que essa não era uma política viável; o investimento público visto como instrumento de curto prazo; a ausência de políticas de gestão dos recursos humanos; a falta de transparência das contas públicas e a tentação de fazer transitar para a dívida (visível ou oculta) parte dos encargos assumidos; e, sobretudo, a ausência de avaliação das políticas, a não ser pelo crescimento do PIB e do emprego, quer delas resultem quer não, e ainda que à custa de inevitáveis retrocessos futuros.
Teodora Cardoso, em artigo de opinião no Diário Económico (ver aqui), apontas as causas da ineficiência do Estado e das distorções no tecido produtivo e na capacidade competiva do país. A prestigiada economista vai mais longe, diz o que falta "no conjunto dos debates que rodeiam o Orçamento do Estado" e aponta uma necessidade: um "lobby" que defenda o futuro.

Visto de fora

Publicada por José Manuel Dias


Vão continuar as reformas estruturais por parte do Governo de José Sócrates, diz a prestigiada Economist. Numa análise muito positiva ao desempenho do Governo, designadamente na redução do défice, perspectiva um reforço de crescimento do PIB de 1,8%, no corrente ano, para 2%, em 2008.
Só faltou dizer que é preciso trabalhar mais e melhor, para melhorar a nossa produtividade, e que o peso da despesa pública deve continuar a diminuir, se queremos ser competitivos num quadro de uma economia cada vez mais global.