Qualidade ambiental: Portugal em 18.º

Publicada por José Manuel Dias


Numa lista de 149 países, Portugal ocupa a 18.ª posição em termos de performance ambiental, de acordo com o Environmental Performance Índex 2008 (EPI), divulgado pelo Fórum Económico Mundial. No contexto da União Europeia, Portugal situa-se em 11.º, à frente de países como Itália, Dinamarca, Espanha, Luxembburgo ou Holanda.
Nas categorias de qualidade ambiental, poluição do ar, água, recursos naturais e alterações climáticas, o país ultrapassa com distinção a média europeia, embora esteja ligeiramente abaixo da média em termos de biodiversidade e habitat. O primeiro lugar deste ranking é ocupado pela Suíça, seguindo-se a Suécia, a Noruega, a Finlândia e a Costa Rica. O Brasil está na 35.ª posição, os Estados Unidos da América ocupam a 39.ª posição e a China a 105.ª posição.
O EPI 2008 é produzido por uma equipa de especialistas das Universidades americanas de Yale e Columbia, que avalia a qualidade ambiental e a vitalidade do ecossistema em cada país.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias


As boas noticias chegaram, finalmente, ao crédito à habitação. A Euribor, principal referência no cálculo das prestações da casa, voltou a descer em Janeiro. Resultado: os empréstimos estão mais baratos para quem revê o crédito à habitação este mês de Fevereiro, refere o «Diário Económico».
Ao todo são 25 euros a menos em relação à última revisão, que aconteceu em Novembro de 2007. Nessa altura, quem tivesse um empréstimo de 200 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a três meses (e incorporando um «spread» de 1%), estaria a pagar 1.036,92 euros, por mês.
Hoje, os números mudaram. A mesma pessoa só irá pagar 1.012,42 euros pela sua prestação. Ou seja, quase 25 euros a menos.
A justificação para a descida da Euribor é simples: os mercados acreditam que o problema da inflação é temporário e que o abrandamento da economia europeia será real a médio prazo.

Ser empreendedor

Publicada por José Manuel Dias


QUERER SER empreendedor significa fazer opções essenciais no domínio do balanço entre actividades profissionais, desportivas, familiares para evitar ser uma pessoa estranha, isolada na vida. Não pode ser um eremita estranho nos comportamentos, isolado num convento ou laboratório. A diversidade de vivências é um elemento essencial para que de repente, “caia do céu” uma solução ou quase solução. Às vezes é quase um só sinal (a maçã a cair da árvore) para que muitos sacrifícios e estudos anteriores, de repente, façam sentido para encontrar uma lei (teoria da gravidade, ou lei da correlação da massa e energia).
O empreendedor nunca é derrotado para sempre e espera sempre pelo tal “click” que, de repente, junta várias ideias próprias, ou de outros, e é capaz de transformar tais ideias num produto, ou processo, ou novo serviço.
[...]
Para terminar e comentando o título que me foi dado, direi que um empreendedor não se faz, mas FAZ-SE.
A opinião de Belmiro de Azevedo, no Jornal de Negócios, desta data. A ler na íntegra aqui.

A pior crise

Publicada por José Manuel Dias


A actual crise financeira desencadeada pelo colapso da bolha imobiliária, nos Estados Unidos, marca também o fim de uma era de expansão do crédito assente no dólar como a moeda de reserva internacional.É uma tempestade muito maior do que qualquer outra ocorrida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Para compreender o que está a acontecer, precisamos de um novo paradigma. Esse paradigma está disponível na teoria da reflectividade que propus pela primeira vez, há 20 anos, no meu livro "The Alchemy of Finance" (A Alquimia dasFinanças).
George Soros, Público, uma opinião que merece ser lida, aqui.

O que eles dizem

Publicada por José Manuel Dias


"Arrisco mesmo: a remodelação, se houver, vai ser tudo menos radical. Os verdadeiros pesos continuarão por lá e as mexidas não serão profundas. Não porque Sócrates não saiba o que deve fazer, mas porque entende que não o deve fazer agora. Ganharia pouco ou nada com isso e faz mais sentido deixar as medidas radicais para os momentos em que se pode mudar tudo numa vida. E há muito poucos momentos assim".
O Governo quer baixar os encargos com a dívida pública e captar recursos junto das famílias a um custo mais baixo? Os contribuintes devem agradecer a preocupação com a boa gestão do dinheiro que entregam ao Estado. Mas, sendo muito ou pouco, é apenas isso que está em causa. Se os investidores se derem ao trabalho de comparar a rendibilidade previsível dos novos certificados com algumas soluções concorrentes, são bem capazes de fazer o jeito de os ir deixando agonizar.

Obesidade: um problema de todos

Publicada por José Manuel Dias


A obesidade é uma doença que continua a aumentar no nosso país. 39,4% dos portugueses têm sobrecarga de peso, enquanto que 2,4 têm peso a menos (estando em risco de contrair doenças como a anorexia nervosa), conclui o Estudo da Prevalência da Obesidade em Portugal, liderado pela investigadora Isabel do Carmo, que será apresentado hoje, no âmbito do IX Congresso Português de Endocrinologia, que tem lugar até domingo.
Semanário Expresso, desta data.
A questão da obesidade merece ser estudada com profundidade. É uma questão de saúde pública. Quem não tem cuidado com a alimentação acaba por ter graves problemas de saúde (hipertensão, diabetes, doença coronária ou acidente vascular cerebral). As escolas podem (e devem) ter um papel nuclear na formação de cidadãos responsáveis. Comer mal, exagerando nos doces, não prejudica apenas o próprio. Penaliza-nos a todos, via aumento de recursos finanaceiros afectos ao Sistema Nacional de Saúde. Prejudica, de igual modo, a qualidade de vida do grupo familiar em que se está inserido. Em tempos já abordámos esta questão, ver aqui. A discussão suscitada, na altura, merece ser recuperada. Obesidade: doença ou maus hábitos?

Portugal no Top Ten

Publicada por José Manuel Dias


Portugal ocupa a oitava posição no ranking dos países da OCDE no que se refere à velocidade no acesso à Internet em banda larga. Segundo dados divulgados por aquela organização internacional, o nosso país é o quinto mais bem classificado do espaço europeu, situando-se à frente da Espanha, Alemanha, Dinamarca e Reino Unido. Notícia desenvolvida pode ser lida aqui. Efeitos do Plano Tecnológico dizem alguns...

Os portugueses e os impostos

Publicada por José Manuel Dias


A recolha de receitas fiscais via IRC foi das que mais cresceu em 2007. Como se explica este desempenho? Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, tem uma explicação simples:
«Convivemos muitos anos com o laxismo fiscal, com a conivência social para com quem faltava às suas obrigações, com a incapacidade da máquina para combater essa situação», disse o ministro, para logo de seguir garantir que, actualmente, as coisas já não são assim.
«Hoje em dia fugir ao Fisco é um risco, que tem consequências. A mentalidade mudou», concluiu.
Prova disso mesmo «é o facto de o cumprimento voluntário ter aumentado de forma considerável», garantiu Teixeira dos Santos, que deu como exemplo o caso dos pagamentos especiais por conta das empresas. «Muitas empresas apresentavam prejuízos vários anos consecutivos. Estabelecemos uma regra que, quando as empresas apresentassem perdas mais do que dois ou três anos seguidos, seriam alvo de uma inspecção. O resultado foi que muitas empresas deixaram de reportar prejuízos», afirmou.
Retirado da Agência Financeira

Síntese de execução orçamental

Publicada por José Manuel Dias


Registe-se o ritmo de crescimento das receitas do Estado, acima dos 9% (9,2%): Realce, também, para a rubrica da despesa. O ano também fechou com números muito interessantes, uma subida bastante moderada de 3,2% das quais se destaca um crescimento ínfimo nas despesas em Remunerações certas e permanentes, de 0,8%.

Professor Emanuel Leite (5)

Publicada por José Manuel Dias


Publicamos hoje mais um texto do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)", "O que é o empreendedorismo?(parte II)", "Ecoempreendedorismo", "Virtudes de um bom empreendimento" publicamos hoje "Criar empregos! Solução para o Desemprego" . Um texto que nos deve fazer reflectir sobre a realidade portuguesa. A recente reportagem da TSF "Vidas por um Canudo" põe o dedo na ferida. De nada vale ter gente qualificada, se essa mesma gente não tem oportunidade de aplicar o que aprendeu ou se se limita a esperar que outros criem o emprego que ambiciona. É por estas e por muitas outras que se justifica alterar o modelo de governação das Universidades, em ordem a conseguir uma mais eficiente alocação de recursos.

Criar empregos! Solução para o desemprego!

Publicada por José Manuel Dias

Isso parece pensar os dirigentes políticos brasileiros quando analisamos as últimas medidas anunciadas de apoio à criação de empresas. Porém, o trabalho é um bem controvertido. O desempregado aspira a trabalhar e o trabalhador aspira ócio. Ninguém está satisfeito com sua sorte.
O desemprego é um grande problema econômico e social É muito importante que todos os indivíduos tenham formação que os tornem aptos a ser empreendedor ou empregado. Uma das principais causas do desemprego é o desajuste entre a formação e a sua aplicabilidade: falta a educação para ganhar-se a vida.
Encontrar trabalho de qualidade não é algo fácil. As empresas valorizam mais as qualidades pessoais e certos conhecimentos que um título universitário. Hoje, muitos jovens universitários estão em busca do primeiro emprego quando deviam receber incentivos para criarem a sua própria empresa. O jovem universitário que é versado em conhecimentos de informática e Internet, fala inglês, detentor de alguma de experiência, oriunda de estágio supervisionado, e com disponibilidade para viajar, se lhes forem desenvolvidas qualidades pessoais como responsabilidade, iniciativa, perseverança, capacidade de trabalho em equipe, paciência e prática, temos tudo para transformar esse jovem em um empreendedor.
O trabalho de qualidade é algo bastante escasso. Os jovens acabam a freqüentar os subempregos apesar de sua preparação. Para os mais inquietos, criar uma empresa aparece como uma alternativa em seu horizonte laboral.
Quantos jovens com formação técnica, quantos titulados superiores planejam criar sua própria empresa? Quantos tentam mudar o modelo de ser empregado para tornar-se um empreendedor? Põem como sua meta tornar-se um empreendedor em oposição a ser funcionário de qualquer empresa, a preferir não sair por aí entregando seus currículos em empresas na esperança de obter um emprego.
Quem de nossos internautas estaria disposto a criar uma empresa? Quem aconselharia o seu filho (a) a criar uma empresa? O que pensam as pessoas sobre o tema empreendedor x empregado. No Brasil ainda temos muitos indivíduos a preferir ser empregados, mesmo a viver em uma era muito interessante, a nova economia: internet, informática, biotecnologia, etc., um mundo de oportunidades criadas por jovens empreendedores.
É preciso uma Nova Política de Empreendedorismo. “Desenvolver o Espírito de Empresa”, como fórmula crítica para criar emprego e riqueza com a criação de novas empresas em geral, e a contribuição ao crescimento das micros, pequenas e médias empresas em particular, são fatores essenciais para a criação de emprego e de oportunidades de formação para os jovens. Este processo tem como fundamento o fomento de uma maior consciência empresarial na sociedade nos programas de desenvolvimento plena cidadania entre nossos jovens. A União, os Estados e os Municípios, nos limites de suas competências, devem estabelecer estratégias, a fim de explorar plenamente as possibilidades que a economia local oferece aos empreendedores interessados na criação de emprego e renda.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Porque será?!

Publicada por José Manuel Dias


Porque será que Fundos de investimento controlados por estados nacionais asiáticos estão a adquirir participações expressivas em instituições financeiras americanas prestigiadas que se encontram urgentemente necessitadas de injecções de capital?
Apenas alguns exemplos:
Citigroup: $7.5 billion from Abu Dhabi Investment Authority and $6.88 billion from Government Investment Corp. of Singapore.
Morgan Stanley: $5 billion from China Investment Corp.
Merrill-Lynch: $5 billion from Singapore's Temasek Holdings, $6.5 from Kuwait Investment Authority, $2 billion from Korean Investment Corp.
Bear Stearns: $1 billion from China Investment Corp. UBS: $10 billion from the Government Investment Corp. of Singapore.

Menos 100.000 pobres

Publicada por José Manuel Dias


O estudo que o INE publicou recentemente sobre "risco de pobreza e a desigualdade na distribuição dos rendimentos" permite objectivamente concluir que:
- Houve uma redução da taxa de pobreza para 18 por cento — era 19 por cento em 2005 e 20 por cento em 2004;
- O grupo com maior incidência de pobreza , idosos, foi aquele em que a taxa mais se reduziu — passa de 28 por cento em 2005 para 26 por cento em 2006;
- O impacte das transferências sociais (excluindo pensões) na redução da taxa de risco de pobreza mantém-se em sete pontos percentuais, sendo que, de 2004 para 2006, aumenta um ponto percentual o impacte das pensões.
Impõe-se retirar uma conclusão: os resultados são positivos, mas existe um enorme trabalho pela frente. A sustentabilidade do sistema de segurança social é essencial para reduzir o risco de pobreza em Portugal mas a sociedade civil não pode divorciar-se desta realidade. O Estado somos todos nós.

Efeitos da globalização

Publicada por José Manuel Dias


A Autoeuropa tem o futuro assegurado por mais uma década. O sucessor da Volkswagen Sharan vai ser produzido em Palmela, confirmou o director-geral da Autoeuropa, Jorn Reimers. Prevê-se que entre em produção corrente nos próximos dois a três anos. É uma boa notícia para as exportações portuguesas. Um contributo para o aumento do emprego - previstos 2.000 novos postos de trabalho nos próximos três anos.

Há desresponsabilização nas empresas portuguesas

Publicada por José Manuel Dias


José Calisto, consultor da Eurogroup, com 17 anos de experiência profissional na área de negociação e resolução de conflitos, em entrevista ao Semanário Económico desta data:
P - Como é que a negociação e resolução de conflitos funciona nas empresas?
JC - Quando falamos em negociação, estamos a falar de uma competência de gestão. Um gestor/líder tem de saber negociar. Qualquer gestor tem necessidade de negociar, dentro ou fora de uma organização, para cima ou para baixo, em todas as direcções da vida organizacional. Faz parte da vida do líder de uma organização prevenir e, quando não o consegue, gerir conflitos. Dificilmente se pode falar de vida sem conflitos; mas há graus de conflituosidade além dos quais entramos em entropia e esses conflitos podem ter consequências negativas. É muito difícil falar de organizações sem conflitos, daí que seja necessário lidar com eles de forma natural e competente.
[...]
P-Isso significa que a produtividade depende mais das lideranças do que dos trabalhadores?
JC - Exacto. Se uma organização é pouco produtiva a responsabilidade é da liderança. O grau de eficácia da organização é uma variável directamente relacionada com o desempenho do líder.
Para ler a entrevista completa, clicar aqui.

Portugal vai crescer acima da média europeia

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal prevê que a economia nacional cresça mais que a média europeia em 2009, o que a confirmar-se, acontecerá pela primeira vez desde 2001. As previsões publicadas no Boletim de Inverno apontam para um crescimento do PIB português de 2,3%, em 2009, acima dos 2,1% estimados para a Zona Euro.
Notícia desenvolvida no Jornal de Negócios desta data, ler aqui.

A reforma do Sistema de Saúde

Publicada por José Manuel Dias


Hoje, a medicina exige meios de diagnóstico e tratamento que, pelo seu custo, não estão disponíveis em todo o lado. O país não é rico, tem de gerir os seus recursos (é curioso como este ideia simples é desprezada). Manter aberta uma urgência, que depois inevitavelmente chuta os doentes para o hospital adequado, é uma desperdício de tempo que se traduz em vidas perdidas ou outras sequelas. Dito de outra maneira, as ‘falsas urgências’ são o problema, não a solução. A prática dos médicos – como as hérnias do Hospital canadiano – e a existência de meios técnicos actualizados são condições essenciais para uma boa saúde pública. O resto é demagogia. E a demagogia não salva vidas: mata.
André Macedo, Debate Urgente, no Diário Económico desta data.

2008

Publicada por José Manuel Dias

Do "wonderful game" podemos tirar uma excelente lição para 2008: nunca perder de vista os objectivos, por mais ambiciosos e difíceis que possam parecer. Bom Ano Novo!

Bom Ano Novo

Publicada por José Manuel Dias


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade,
Receita de Ano Novo
Tenham um excelente ano de 2008!

Crise? Qual crise?!!

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com os dados da SIBS, divulgados pelo Público, nos primeiros 18 dias de Dezembro, "[...] os portugueses usaram os seus cartões Multibanco para levantar 1388 milhões de euros e para comprar produtos com o valor de 1547 milhões. Estes números, somados, representam um acréscimo de 6,3 por cento face aos mesmos dias do ano anterior. Tendo em conta que a inflação homóloga, em Novembro, se cifrou em 2,8 por cento, regista-se um acréscimo real das aquisições feitas utilizando este método de pagamento de 3,5 por cento".
Números que nos fazem pensar. Será que chegámos à felicidade paradoxal que nos falava Lipovetsky ?

Leituras na rede

Publicada por José Manuel Dias

Boas Festas

Publicada por José Manuel Dias


Mais um ano que se aproxima do seu término. Ocasião para renovadamente alimentarmos o desejo de um tempo e um espaço onde "cada homem viva como um homem", reiterarmos as nossas convicções e afirmarmos que um dia será possível: "viver num mundo onde não se cuide mais do fato que da consciência, da bolsa que da alma". Votos de um Feliz Natal e um Excelente Ano de 2008.
Na imagem a maior árvore de Natal da Europa- a árvore do Milennium bcp - instalada na Avenida dos Aliados, no Porto.

Top ten

Publicada por José Manuel Dias

Serviço Público Sustentável

Publicada por José Manuel Dias


É muito fácil defender mais serviço público, mais escolas, mais hospitais, mais exames grátis e remédios comparticipados, mais transportes públicos, mais tribunais, mais esquadras e polícias, mais apoio aos deficientes, às mulheres, às crianças, aos idosos, aos imigrantes e emigrantes, aos estudantes, aos que têm famílias numerosas, aos que ainda não entraram no mercado de trabalho, à requalificação, às empresas, aos agricultores, aos exportadores, aos investigadores, etc., etc. E ao mesmo tempo até menos impostos! Mas discutir nestes termos o serviço público é não discutir coisa nenhuma. E, nas condições actuais, essa é a forma menos responsável de contribuir, de facto, para um serviço público sustentável.
Maria Manuel Leitão Marques, em artigo de opinião no Diário Económico desta data, para ler na íntegra aqui.

À espera do Estado

Publicada por José Manuel Dias


Porque é que em Portugal, ao contrário do que é a tendência crescente nos EUA e em muitos países europeus, tão poucos empresários e quadros superiores se envolvem em directamente em actividades culturais ou de solidariedade social? Porque é que tão poucos alunos do ensino superior fazem trabalho voluntário? Falta de tradição? Continuaremos todos à espera do Estado?
Um artigo de opinião de Manuel Caldeira Cabral que nos questiona. A ler na íntegra aqui.

Tratado de Lisboa

Publicada por José Manuel Dias

O Tratado de Lisboa, que define uma nova arquitectura institucional para a União Europeia, foi assinado ontem, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Um marco histórico. Um momento em que Portugal mais uma vez , dá novos mundos ao Mundo. Foi aqui.

Estabilidade ou independência?

Publicada por José Manuel Dias


"Um empreendedor não é apenas a pessoa que cria o seu próprio emprego, mas sim aquele que assume o desafio de criar uma organização inovadora e, até, emprego para outros". No Semanário Económico desta semana, três empreendedores explicitam-nos este conceito, partilhando as suas experiências na criação do seu próprio negócio. Ver aqui.

Novo Programa de Estabilidade e Crescimento

Publicada por José Manuel Dias


O novo programa 2007 a 2011 foi divulgado. Assinala-se a continuidade do processo de consolidação orçamental, com adopção de medidas estruturais de contenção da despesa pública e de redução do seu peso no PIB, a par da melhoria da eficiência fiscal, nomedadamente através do combate à fraude e evasão fiscais.
Alguns dados constantes da informação disponibilizada pelo Ministério das Finanças e da Administração Pública:
Efectivos da Administração Pública- Entradas 14.123, Saídas - 28.915, Saldo - (14.792).
Ambiente de Negócios, de acordo com a Doing Business do Banco Mundial: 37ª posição ( subida de 3 lugares relativamente ao ano anterior).
Global E-Government, da responsabilidade da Universidade de Brown, que procura medir, ao nível dos sites governamentais, o grau de disponibilização de conteúdos e serviços on-line e qualidade de acesso, subida de 48ª para 7ª posição do Ranking.

Professor Emanuel Leite (4)

Publicada por José Manuel Dias


Publicamos hoje o mais um texto do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)", "O que é o empreendedorismo?(parteII)", "Ecoempreendedorismo" publicamos hoje "Virtudes de um bom empreendimento". Um texto imperdível para quem quer saber com que constrangimentos o empreendedor se debate, qual o segredo de uma boa implementação de uma boa ideia e quais as características comuns que encontramos nos grandes empreendedores.

Virtudes de um bom empreendimento

Publicada por José Manuel Dias

Uma boa idéia é importante; o capital, também. Porém o que mais importa é o potencial das pessoas.
O processo empreendedor pode ser representado como um triângulo invertido, em que o ponto de apoio (o vértice de baixo) é o empreendedor; no vértice de cima a direita está o capital e no esquerdo, o projeto ou a idéia. Todo processo empreendedor integra estes três componentes. Quando um empreendimento não é bem-sucedido, sempre se deve à pelo menos uma destas três razões, ou alguma combinação entre elas: o empreendedor não foi bem, não obteve o capital ou o projeto empreendido era o equivocado.
O triângulo se apóia no próprio empreendedor. De sua firmeza depende, em grande parte, que o modelo não se desmorone. O empreendedor brilhante sempre levanta as fontes de capital necessárias para conceber um grande projeto, mesmo diante de uma conjuntura desfavorável.
O PROBLEMA NÃO É O CAPITAL.
Existem casos nos quais o empreendedor tem acesso ao capital desde o início. Todavia isso não lhe garante ter a idéia adequada e menos ainda, que venha a ser um excelente empreendedor. A experiência indica (e isto não é de modo algum uma regra se não uma simples observação empírica) que muitos filhos de pais ricos têm idéias e capital de sobra, contudo falham em sua paixão e compromisso com o empreendimento que pretendem criar. Carecem de determinação, firmeza para empreender, e isso é crucial na hora de encarar dificuldades.
O PROBLEMA NÃO É A IDÉIA.
Em relação ao projeto, salvo poucas exceções, as boas idéias não são originais a 100%. Muitos empreendedores cometem um grave erro ao crer que sua idéia deve ser única. E, quando a encontram, são tomados pelo temor de que todo o mundo queira a “roubar”. Assumem então uma atitude “super protetora” de sua idéia, a atuar um pouco a maneira dos agentes secretos dos filmes de espionagem.
Em lugar de sair a apresentar e contrastar a idéia com o mercado, com especialistas da indústria, a protegem ao tal ponto que nunca reúnem a informação necessária para saber se é um bom projeto. Pode resultar duas coisas: levar adiante sua idéia sem uma boa compreensão do mercado (e fracassar) ou o projeto nunca se concretiza (fracassar sem tentar).
O SEGREDO DA IMPLEMENTAÇÃO.
Seguramente, Quando Bill Gates pensou em desenvolver software para computadores pessoais, tinham outras milhões de pessoas que pensaram o mesmo. O que o diferenciou? Parafraseando a Peter Drucker: “Por uma idéia pago 5 reais; por uma implementação, pago uma fortuna!”. O segredo não está em perguntar “qual é sua idéia?” Sim em responder “o que vai fazer que você e sua equipe possam transformar essa idéia em algo de sucesso”.
Por isso o triângulo do processo empreendedor aparece invertido: porque a base de todo é a qualidade da equipe do empreendedor.
NASCE-SE OU SE FAZ? Se a chave é o próprio empreendedor e sua capacidade, a pergunta é como podemos formar empreendedores. Há pessoa que dizem que é impossível modificar certas características inatas, e que isto é o determinante na hora de empreender. Por outro lado, outros asseguram que “tudo se faz, nada é inato, tudo se pode desenvolver”.
Podemos destacar as características comuns que encontramos nos grandes empreendedores que são: ter uma visão clara do negócio e permitir-se sonhar com ela; assumir um papel de protagonista; ter uma atitude de contínua aprendizagem; desenvolver a auto-estima para obter maior firmeza nas decisões; enamorar-se de seu projeto com um compromisso incondicional; aprender a trabalhar em equipe; assumir riscos para alcançar a independência e, sobretudo, divertir-se no processo dos próprios acertos e erros.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Angola, Portugal e crescimento económico

Publicada por José Manuel Dias


José Sócrates visitou Angola em 2006, acompanhado de de 77 empresários, cinco ministros e cinco secretários de Estado. Criticado por uns tantos, aplaudido por muitos, antecipou uma realidade. Inscrever Angola nas nossas prioridades foi um acto de visão estratégica. Angola é uma país com grandes potencialidades, carente de investimentos em todas as áreas. As portas que abriu têm-se traduzido em acréscimos significativos no nossos comércio externo.
A revista Economist dá-nos, agora, nota que Angola será o país que mais crescerá economicamente em 2008 no mundo, nada menos de 21%. Portugal não pode deixar de aproveitar a vantagem competitiva que tem em relação a muitas das potências económicas: a Língua Portuguesa. Há que incrementar relações a vários níveis que se traduzam em benefícios para os povos e economias de Portugal e Angola.
Já agora, se repararem na perspectiva que a prestigiada revista aponta para Portugal verão o número: 2,1%, quase o mesmo que as previsões orçamentais. Claro que é apenas mas uma previsão mas é já uma chatice para os que gostam de "dizer mal de nós...".

Ecos da Cimeira UE - África

Publicada por José Manuel Dias

Os Portugueses e as TIC

Publicada por José Manuel Dias


Não serão números espectaculares, sobretudo se comparados com os nossos pares da UE, mas o crescimento verificado nos dois últimos anos revela que, neste domínio, estamos a "colocar o pé no acelerador". Tem dúvidas? É só confirmar pela leitura da informação infra, disponibilizada pelo INE:

Economia: as previsões da OCDE

Publicada por José Manuel Dias


A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que a economia mundial deve desacelerar em 2008 com o esfriamento nos mercados imobiliários e o aperto nas condições de crédito. Já no que concerne a Portugal, a OCDE prevê que o crescimento da economia acelere para dois por cento no próximo ano, ultrapassando a Zona Euro pela primeira vez em sete anos.
Estas previsões caem como "sopa no mel" para o Governo de José Sócrates. Um incentivo adicional para prosseguir com as reformas. Uma má notícia para os arautos da desgraça. Uma excelente notícia para os portugueses.

Novos caminhos públicos

Publicada por José Manuel Dias


Vital Moreira, em artigo de opinião publicado no Diário Económico desta data, analisa o novo modelo de gestão da rede rodoviária nacional recentemente adoptado e conclui:
- o novo modelo de gestão da rede rodoviária nacional obedece manifestamente aos requisitos da moderna teoria da gestão de obras e serviços públicos, baseada na empresarialização e na “comercialização” das entidades gestoras, na separação entre o Governo e os operadores públicos, na regulação das relações entre ambos por contratos de concessão, na construção de infra-estruturas públicas por via de parcerias público-privadas de longa duração, no financiamento das obras e serviços públicos pelos beneficiários, na autonomização da função reguladora do Estado.

De excelente a líder

Publicada por José Manuel Dias


O livro, com o título original "Built to last", já vendeu 3,5 milhões de exemplares. Ao longo das suas 436 páginas tenta dar resposta a uma questão simples: o que distingue as empresas verdadeiramente extraordinárias das outras? Os autores, Jim Collins e Jerry Porras, analisaram 18 empresas excepcionais e duradouras - algumas com quase cem anos de existência - traçam o respectivo perfil histórico, estrutural, filosófico e a respectiva performance, efectuando uma comparação entre as chamadas empresas visionárias - instituições líderes - e aquelas que são consideradas bem sucedidas. As conclusões que apresentam no livro derrubam muitos dos mitos do sucesso. O que torna as empresas visionárias são determinadas práticas, como por exemplo, dar a ferramenta em vez da solução ou, mais do que pensar nos lucros, ter uma ideologia. De leitura obrigatória para quem se interessa por temas de gestão.

Leituras de fim de semana

Publicada por José Manuel Dias

A Greve geral e as nossas bailarinas

Publicada por José Manuel Dias


O editorial do Diário Económico de hoje, da responsabilidade de André Macedo, dá-nos nota que "Há greve geral amanhã. O país vai parar. Na verdade, não vai parar, andará mais devagar, talvez a passo". Diz-nos que França já teve, também, a sua greve geral "Paralisação dos transportes, os serviços públicos bloqueados, as empresas privadas com quebras na produtividade. Ou seja, dias perdidos, os nervos em franja de um país inteiro, mais violência e carros queimados nas ruas. Feitas as contas, a economia francesa perdeu 0,1% do PIB por uma exigência injusta de um grupo de amotinados ". E porque protestam os franceses? Defendem o que não é defensável, estribando-se nos direitos adquiridos. Alguns velhos de séculos, como os das bailarinas da corte de Luis XIV. Enquanto na França, com a mais alta taxa de desemprego da Europa, se vivem momentos de turbulência social o que é se passa no país onde Sócrates participa nas próximas horas na cimeira UE-Ásia? "Há greves? Também, claro, é um direito importante para o equilíbrio das sociedades democráticas e a Índia é a maior democracia do planeta. No entanto, mais do que greves, aqui impõe-se a energia do trabalho. É preciso criar riqueza, assumir os riscos, investir. É preciso sobreviver". Os crescimento anual ultrapassa os dois dígitos. Uma grande alavanca humana, cada vez mais qualificada, cria diariamente riqueza. De facto "na Índia não há petróleo: há trabalho. A Europa em geral – e Portugal em particular – deveriam olhar menos para os direitos adquiridos e mais para a revolução que está a acontecer aqui ao lado". A globalização da economia é um dado adquirido e os nossos direitos têm de compaginar-se com os nossos deveres. Se não aprendermos por nós, os indianos e os chineses encarregar-se-ão de nos explicar.

Professor Emanuel Leite (3)

Publicada por José Manuel Dias


Publicamos hoje o terceiro contributo do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)" e "O que é o empreendedorismo? (parteII)", apresentamos o texto "Ecoempreendedorismo". No texto o Professor Emanuel Leite alerta-nos para uma necessidade "Atualmente, qualquer indivíduo que possua vontade de ser ecoempreendedor precisa ter a visão de que os negócios são para gerar riquezas e não destruí-las." e abre-nos janelas " Para solucionar os problemas ambientais existentes encontrará inúmeras oportunidades para se trilhar pelas rotas do ecoempreendedorismo". Conclui referindo "O ecoempreendimento ambiental representa a nova fronteira de mais visão e pioneirismo que os negócios tradicionais. Além disso, requer uma série de valores e uma ética que infelizmente cada vez é mais difícil de encontrar no mundo dos negócios hoje". Um artigo merecedor de leitura cuidada.

Ecoempreendedorismo

Publicada por José Manuel Dias

Atualmente, qualquer indivíduo que possua vontade de ser ecoempreendedor precisa ter a visão de que os negócios são para gerar riquezas e não destruí-las. Para solucionar os problemas ambientais existentes encontrará inúmeras oportunidades para se trilhar pelas rotas do ecoempreendedorismo. De fato, uma nova geração de ecoempreendedores pode vir a significar uma excelente chance de restaurar o ar, a água e a terra dos quais as formas de vida dependem.
É claro que apenas uma única pessoa ou um único grupo de pessoas não conseguirá anular todos os danos que foram causados ao meio ambiente por pessoas que desenvolveram empreendimentos que sistematicamente agrediram a natureza. É necessário que haja um esforço conjunto de legisladores, de autoridades para propiciar as condições necessárias e suficientes que permitam ao ecoempreendedor gerir com eficiência e eficácia a futuro mais verde e, ao mesmo tempo, desenvolver uma empresa lucrativa.
Cada ecoempreendedor pode dar uma contribuição, por menor que seja, mais de vital importância para a grande faxina ambiental necessária visando a uma qualidade de vida melhor para todos os habitantes do Planeta Terra.
O ecoempreendedor ao ofertar fertilizantes naturais ajuda a reduzir a necessidade das pessoas utilizarem produtos químicos em gramados, jardins e plantas nas casas (cujo fluxo vem sistematicamente destruindo a fauna e a flora dos rios).
São inúmeros os exemplos do trabalho dos ecoempreendedores quando recolhem vidros, metais, papéis, etc., objetivando a sua reciclagem. Cada dia que passa, mais e mais ecoempreendedores criam produtos e serviços ambientalmente seguros exercendo uma pressão competitiva para que as grandes empresas passem a ser mais ecoempreendedoras. Assim, cria-se condições não somente de melhorar a qualidade do ar, do solo e da água, como também encontrar alternativas para uma ocupação e exploração dos recursos naturais que não são inesgotáveis.
O ecoempreendedor tem sua presença em uma grande variedade de econegócios, chegando a transformar o lixo em ouro, com empreendimentos que recolhem materiais recicláveis para fábricas que os transformam em novos produtos. Esses produtos são ofertados para empresas e para o público em geral.
Muitos ecoempreendedores tomam alguns produtos existentes no mercado e dão ênfase ao produto natural destacando os que são alimentos sem pesticidas, isentos de ingredientes químicos ou sintéticos e embalados com materiais recicláveis e biodegradáveis, dentre vários outros produtos.
Isso representa apenas uma minúscula amostra dos muitos tipos de negócios que os ecoempreendedores iniciam e desenvolvem todos os dias. As possibilidades de se criar uma ecoempresa só podem ser limitadas pela imaginação das pessoas: o meio ambiente é uma área tão vasta quanto os problemas que flagelam!
Ao ficar com o olhar atento nas notícias e prestando muita atenção às necessidades ambientais mais imediatas, o ecoempreendedor poderá definir e redefinir novos nichos lucrativos no mercado.
O ecoempreendimento ambiental representa a nova fronteira de mais visão e pioneirismo que os negócios tradicionais. Além disso, requer uma série de valores e uma ética que infelizmente cada vez é mais difícil de encontrar no mundo dos negócios hoje.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Líder e gestor são a mesma coisa?

Publicada por José Manuel Dias


No livro “Measure of a leader”, os autores Aubrey C. Daniels e James E. Daniels, dizem-nos que um líder tem de ser capaz de inspirar aqueles que dirige a tomarem decisões difíceis a favor da Visão da Organização, mas também conseguir que persistam no tempo com esse tipo de decisões. Uma das questões em que os autores insistem, refere-se a que, em vez de registarmos as atitudes e comportamentos de quem lidera, porque não estudarmos o impacto de quem dirige em quem é dirigido e daí retiramos as conclusões necessárias?
Afirmam que, acima de tudo, é fundamental determinar se os dirigidos revelam, ou não, o envolvimento, o empenho, a cooperação e entreajuda, a preocupação com os outros e a capacidade de sacrifício pelo colectivo que todos sabemos de decisiva importância para que uma equipa, uma empresa ou um país tenham sucesso. Marcam também, de modo claro, a diferença entre o que é ser líder ou gestor. Segundo eles, a liderança foca-se na mudança, na criatividade e no gerir o inesperado. Enquanto a gestão, na estabilidade, no criar de hábitos, no refinar dos processos. À liderança cumpre-lhe introduzir a mudança necessária face à realidade em que se insere a equipa que dirige. A gestão, trata de rentabilizar o mais possível o potencial existente. A liderança, foca-se no exterior e translada para o interior da empresa aquilo que considerou importante registar. A gestão, centra-se no interior da empresa, nas actividades necessárias para fazer mover a organização na direcção pretendida. A liderança aponta para o futuro, para o desconhecido. Ajuda a ultrapassar a incerteza e a arriscar.
Jorge Araújo, no Diário Económico desta data, elenca as diferenças entre liderança e gestão, ver artigo completo aqui.

O terceiro Banco

Publicada por José Manuel Dias


Ainda não é desta que passamos a ter o terceiro Banco da Península Ibérica. Depois do insucesso da OPA e do desfecho das negociações para a fusão, fica tudo como dantes. O BCP informou o mercado que se "concluiram sem sucesso as negociações com o BPI" e o BPI refere que se "concluiram sem sucesso as negociações com o BCP". Que razões justificam este desenlace? Maria João Gago, no Jornal de Negócios desta data (ver aqui), dá uma explicação possivel. Se o ditado popular "não há duas sem três" estiver certo, não tardará muito a haver novidades.

Conferência: a não perder

Publicada por José Manuel Dias


Terça-feira, 27 de Novembro, pelas 21:00 horas, terá lugar a Conferência «Ética e Economia de Mercado: tensões e equívocos» no Anfiteatro do Centro Universitário Fé e Cultura, em Aveiro. O conferencista será o Prof. Doutor José Manuel Moreira, docente da Universidade de Aveiro e a Moderadora a Prof. Doutora Virgínia Granate de Sousa, docente do ISCA. A não perder.

Professor Emanuel Leite (2)

Publicada por José Manuel Dias


O Professor Emanuel Leite é especialista no tema de empreendedorismo. Numa entrevista que concedeu ao Portalqualidade e que pode ser vista na íntegra aqui , foi confrontado com a seguinte questão: "Empreendedorismo é um dom ou é uma competência que pode ser desenvolvida?". A resposta não podia ser mais esclarecedora: " Algumas pessoas já nascem com o dom. Pelé é um grande jogador que já nasceu com o espírito de ser um grande jogador. Outras desenvolvem essa característica. De modo geral, o empreendedor pode e deve ser ensinado. Se eu não acreditasse que isso pudesse ser ensinado, eu não estaria aqui, pregando isso".
O Professor participa neste Blogue na qualidade de colunista. Publicámos já um primeiro texto da sua autoria, ver aqui. Hoje, publicamos o segundo. A divulgação dos seus textos tem suscitado a curiosidade de muitos dos seus alunos. Muitos deles fazem questão de expressar esse facto, por via dos comentários que aqui nos deixam. A blogosfera é um instrumento de aproximação de povos. A partilha de saberes ainda nos torna mais próximos. Obrigado a todos.

O que é empreendedorismo? (parte II)

Publicada por José Manuel Dias

Fixar-se mais profundamente na condição dos muitos indivíduos, iremos perceber como é grande o número de pessoas que possuem as características marcantes do perfil de empreendedor (a) . E não precisamos ir muito longe. É só dar uma olhada ao nosso redor e vamos encontrar alguém que anda "a ganhar a vida" a investir no que dá prazer e a aliar esta atividade a uma necessidade do público alvo, sem nenhum vínculo com alguma organização pública ou privada e, principalmente, a modificar as regras do mercado.
O importante agora é perceber que vivemos em uma nação onde há muito mais que violência, cerveja e carnaval. Aliás, esses temas estão a ser objeto de iniciativas, idéias e ações empreendedoras.
Falar do fenômeno do empreendedorismo requer um entendimento e uma análise da sua força motriz. Dessa forma destacamos dois elementos que são pilares na construção dessa nova modalidade de trabalho: a inovação, a partir do desenvolvimento tecnológico, e o processo de globalização a promover o fim do emprego.
A rigidez da legislação laboral portuguesa também vem contribuir com grande força na promoção do empreendedorismo, por não possibilitar a flexibilidade nas contratações. Em Portugal, apenas um único modelo impera: "(...) aquele onde o trabalhador é obrigado a trabalhar oito horas diárias, com um mês de férias, gratificação natalina, indenização por demissão e todo o resto". Em todo país com legislação trabalhista rígida há mais desemprego.
Reconhecer (-se) empreendedor, reconhecer (-se) empreendedora... Mas, afinal, o que significa ser empreendedor? Quais são as características, ou melhor, como reconhecer (-se) um empreendedor, uma empreendedora?
Há uma importante observação de Peter F. Drucker sobre o que difere um empreendedor de uma pessoa qualquer: o que é um empreendedor/criador de empresas? Drucker alerta que este título não pode ser aplicado a todo audacioso que inicia um pequeno negócio. Os empreendedores são pessoas que estão simultaneamente a criar novos tipos de negócios e aplicar novos e insólitos conceitos administrativos.
"Empreendedores são um dos ativos mais importantes de qualquer economia. Difícil é ser um deles. Empreendedores são ágeis, persistentes e, geralmente, trabalham com um tipo de capital intangível: boas idéias. Empreendedorismo (espírito empreendedor), terra, trabalho e capital são os quatro pilares de uma sociedade fundamentada na livre iniciativa. (...)"
Os empreendedores estão comprometidos num processo onde o economista Joseph Schumpeter descreveu como "destruição criativa", ou seja, "romper com velhos hábitos, para gerar respostas novas às carências e desejos do mercado". Eles (os empreendedores) forçam situações, com o objetivo de mudar as coisas para melhor. São construtores compulsórios: quando começam, não param mais.
É importante esclarecer que a ação do empreendedor não está determinada a um eixo único, ou seja, qualquer pessoa, empregada ou não, pode ser empreendedora. O empreendedorismo está para a relação subjetiva do ser humano, o que existe antes de uma ação empreendedora é o espírito empreendedor.
O que faz a diferença entre um empreendedor de sucesso e outro que acaba de fechar o seu negócio ou se limita a mantê-lo a funcionar, mas sem perspectivas de crescimento? Mais do que a criatividade ou uma boa idéia, são o trabalho árduo, o planejamento sistemático e a inovação, características marcantes de um empreendedor de sucesso.
Somente boas idéias não valem nada. "O artista é aquele que copia bem. O gênio é aquele que rouba as idéias" (Pablo Picasso).
O que o empreendedor tem de fazer é trabalhar muito em torno da sua idéia de negócio. E para isso deve buscar informação. As pessoas normalmente pensam que é muito difícil conseguir informação. Mas existe informação em quantidade ilimitada. O mais importante é ter a coragem de abrir a boca e perguntar. Todavia, as pessoas têm medo de revelar sua limitação.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

O "lobby" do futuro

Publicada por José Manuel Dias


O erro fundamental da política orçamental portuguesa consistiu sempre em ser definida e avaliada na óptica estrita dos resultados de curto prazo. São inúmeros os exemplos que, ao longo dos anos, ilustraram esta afirmação: os aumentos das pensões e a antecipação da idade da reforma quando a evolução demográfica já demonstrava claramente que essa não era uma política viável; o investimento público visto como instrumento de curto prazo; a ausência de políticas de gestão dos recursos humanos; a falta de transparência das contas públicas e a tentação de fazer transitar para a dívida (visível ou oculta) parte dos encargos assumidos; e, sobretudo, a ausência de avaliação das políticas, a não ser pelo crescimento do PIB e do emprego, quer delas resultem quer não, e ainda que à custa de inevitáveis retrocessos futuros.
Teodora Cardoso, em artigo de opinião no Diário Económico (ver aqui), apontas as causas da ineficiência do Estado e das distorções no tecido produtivo e na capacidade competiva do país. A prestigiada economista vai mais longe, diz o que falta "no conjunto dos debates que rodeiam o Orçamento do Estado" e aponta uma necessidade: um "lobby" que defenda o futuro.

Visto de fora

Publicada por José Manuel Dias


Vão continuar as reformas estruturais por parte do Governo de José Sócrates, diz a prestigiada Economist. Numa análise muito positiva ao desempenho do Governo, designadamente na redução do défice, perspectiva um reforço de crescimento do PIB de 1,8%, no corrente ano, para 2%, em 2008.
Só faltou dizer que é preciso trabalhar mais e melhor, para melhorar a nossa produtividade, e que o peso da despesa pública deve continuar a diminuir, se queremos ser competitivos num quadro de uma economia cada vez mais global.

Fuga ao fisco: "tolerância zero"

Publicada por José Manuel Dias


Se não houvesse fuga ao Fisco nem fraude fiscal, os contribuintes portugueses podiam pagar menos 38% de IRS. Os cálculos são do ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, e foram anunciados no discurso de encerramento da discussão do Orçamento do Estado para 2008, no Parlamento. O governante prometeu ainda que 2008 será o ano da "tolerância zero" na luta contra a fraude e evasão fiscais.
A notícia do Diário Económico desta data, pode ser lida aqui. Todos os que cumprem com as suas responsabilidades fiscais não podem deixar de aplaudir esta intenção. Se todos pagarem o que é devido, todos pagaremos menos.

Microcrédito

Publicada por José Manuel Dias


Participei hoje nesta Conferência. Sai de lá com uma certeza: um pequeno empréstimo pode ajudar a viabilizar um bom negócio. O microcrédito corporiza uma ideia diferente e inovadora. Apela a capacidade de empreendimento. Não cria a dependência do subsídio. É responsabilizante. Pode ter efeitos multiplicadores. Permite a criação do auto emprego. São mais de 800 os casos de sucesso já referenciados. Potencia a passagem da economia informal para a formal. Tem condições para se multiplicar desde que se ultrapasse um constrangimento: a aversão ao risco dos portugueses. Comportamento velho de décadas em que se deixava "à superior decisão" as questões mais comezinhas. Comportamento potenciado pelos muitos "Eu não te disse?!!" que ecoavam sempre que as coisas não corriam bem. Comportamento que é ditado, também, pelas prestações sociais que garantem um mínimo de subsistência, sem a contrapartida de realização de um qualquer trabalho. Urge mudar este estado de coisas. Identificar as barreiras que funcionam como "efeitos de travão" à afirmação do empreendedorismo em vista à sua eliminação. Precisamos de uma nova atitude mental que inclua motivação e capacidade para identificar uma oportunidade e produzir valor ou, dito de outro modo, precisamos de ser empreendedores.

Professor Emanuel Leite

Publicada por José Manuel Dias


Emanuel Ferreira Leite possui graduação em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco (1982) , mestrado em Mestrado em Administração pela Universidade Federal da Paraíba (1992) , doutorado em Ciencias de Engenharia pela Universidade do Porto (1999) e pos-doutorado pela Universidade de Aveiro (2005). Actualmente é Professor da Universidade Católica de Pernambuco.
É autor do livro "O fenômeno do empreendedorismo criando riquezas". Uma obra que merece ser lida por todos todos aqueles que querem ser empreendedores e aspiram ser donos de seu próprio negócio. É considerada uma obra abrangente, pois cobre todos os tópicos relacionados com o desenvolvimento da capacidade empreendedora. É, também, uma obra prática, visto que fornece informações detalhadas sobre o modo de detectar as oportunidades que surgem no dia a dia. Na elaboração desta obra o Professor Leite contou com a colaboração de Joaquim José Borges Gouveia, Professor Catedrático na Universidade de Aveiro.
O Professor Emanuel Leite acedeu ao convite que lhe formulámos para participar neste Blogue na qualidade de colunista. Remeteu-nos, desde já, dois textos sobre a temática do empreendedorismo. Sentimo-nos orgulhosos do facto. Publicamos hoje o primeiro desses textos. Damos, assim, um contributo, ainda que modesto, à divulgação da sua obra e, por essa via, melhoramos, também, o nosso conhecimento sobre " o espírito empreendedor como opção de vida".

O que é empreendedorismo ? (parte I)

Publicada por José Manuel Dias

O número de indivíduos que deseja criar o seu próprio negócio cresce dia-a-dia. O fenômeno do empreendedorismo vem se alastrar pelos quatro cantos do mundo, em ritmo cada vez mais alucinante. O candidato a empreendedor tem que vencer uma verdadeira corrida de obstáculos para poder concretizar o sonho de ser dono de seu próprio negócio.
Podemos perceber claramente a presença dos “5Ps” do empreendedorismo - paixão, perseverança, paciência, prudência e prática no comportamento dos empreendedores de sucesso.
Esperamos que a leitura deste artigo, ao mesmo tempo em que discorre sobre empreendedorismo, desperte no leitor a força do espírito empreendedor como opção de vida. O empreendedorismo - que é igual a espírito empreendedor + liberdade de ação + oportunidade - será a alternativa profissional para muitos indivíduos no século XXI. Vivemos a Era do poder da informação, dos negócios on-line, da força das idéias audaciosas... e da sorte. As idéias são “a nova moeda” do mundo empresarial.
Quem tem uma idéia, um sonho, depara-se com duas opções: ou faz o que é necessário para colocá-lo em prática ou arranja muitas desculpas para não o fazer. A segunda opção é a única alternativa que pode fazer a pessoa se arrepender para o resto da vida. O empreendedor, criador de empresas, sabe que "tentar e falhar é, no mínimo, aprender. Não chegar a tentar é sofrer a perda incalculável do que poderia ter conseguido”.
Discorrer sobre o empreendedorismo em Portugal solicita uma visita por toda a história política, econômica e social do País. Fazer uma ponte com as revoluções econômicas e sociais do mundo também é necessário. Mas, principalmente, é preciso olhar atentamente para o homem e para a mulher, o empreendedor e a empreendedora. Para as mudanças, a emancipação, o desenvolvimento e as transformações porque eles (as) passam.
Falar de empreendedorismo é falar do ser humano e, por conseguinte, da capacidade nata que ele tem de se moldar, suplantar e transcender aos limites impostos a ele. É encontrar uma saída, e, diga-se de passagem, uma boa saída, para os momentos de crise. É falar de conhecimento, inovação, sabedoria, visão, ousadia, coragem. É falar de ética, de novas possibilidades e caminhos por desvendar. Criação e experiência de novos saberes, desejos. É, acima de tudo, falar de futuro. É falar de escolhas, da possibilidade de se escolher que futuro se quer e que começa a ser planejado no hoje, no agora.
Não me deixa pessimista, mas cansado, ver como os homens públicos abusam de nossa paciência em ver mediocridades, em ouvir mentiras, em ver repetições. Só num país em que o marketing chegou ao cúmulo do abuso se consegue entregar ambulâncias velhas - Primeiro Emprego - para empregar 250 mil pessoas e empregam-se 500. Vivemos num país em que os processos não valem mais, valem apenas os eventos, o que parece ser. Em vez de criar um Programa Primeiro Emprego, por que não valorizar o empreendedorismo que já está aí? É isso que peço as autoridades: por favor, não inventem nada de novo. Dêem força ao que está aí. Primeiro Emprego? Não. Primeira Empresa!
Este texto é uma reflexão acerca do empreendedor(a) do século XXI, seu surgimento, a relação emprego x trabalho e, finalmente, a materialização de uma visão, e por que não do sonho, em uma oportunidade de negócio.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

A força dos números

Publicada por José Manuel Dias


É o nome da coluna que Daniel Amaral, economista, alimenta, no semanário "Expresso". Na sua última crónica debruçou-se sobre o Orçamento para 2008 e escreve : " O OE prevê uma verba de 21 mil milhões de euros para despesas com pessoal, cerca de 1% acima da estimativa para 2007. Mas como não se pronuncia sobre as pessoas envolvidas, ficamos sem saber qual o acréscimo salarial implícito. Este foi assumido pelo Governo indirectamente: 2,1%, exactamente igual à inflação prevista. Do lado dos sindicatos exige-se mais, oscilando as propostas entre 3,5% (STE) e 5,8% (CGTP). Pergunta inevitável: estes valores justificam-se?
Depois com base na leitura dos números, a ler aqui, retira a necessária conclusão:
"Ao reduzirmos as exportações, estamos a agravar a balança comercial, endividando-nos cada vez mais. Números redondos, o que se passa é o seguinte: a diferença entre importações e exportações é de 8% do PIB, e o saldo de rendimentos e capitais acresce àquele valor mais 1%. Estes 9% do PIB traduzem o ritmo a que estamos a endividar-nos anualmente. Eis o que já todos sabíamos, mas ninguém quer reconhecer: vivemos muito acima das nossas posses.
Moral da história: acréscimos salariais superiores à inflação prevista (2,1%) poderão ser socialmente justificáveis, mas não são economicamente realistas."

Empreendedorismo (7)

Publicada por José Manuel Dias


Acabemos com este maelstrom de chá morno!
Mandem descascar batatas simbólicas a quem disser que não há tempo para a criação!
Transformem em bonecos de palha todos os pessimistas e desiludidos!
Despejem caixotes de lixo à porta dos que sofrem da impotência de criar!
Rejeitem o sentimento de insuficiência da nossa época!
Cultivem o amor do perigo, o hábito da energia e da ousadia!
Virem contra a parede todos os alcoviteiros e invejosos do dinamismo!
Declarem guerra aos rotineiros e aos cultores do hipnotismo!
Livrem-se da choldra provinciana e da safardanagem intelectual!
Defendam a fé da profissão contra atmosferas de tédio ou qualquer resignação!
Façam com que educar não signifique burocratizar!
Sujeitem a operação cirúrgica todos os reumatismos espirituais!
Mandem para a sucata todas as ideias e opiniões fixas!
Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Atirem-se independentes prá sublime brutalidade da vida!
Dispensem todas as teorias passadistas!
Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos!
Desencadeiem uma guerra sem tréguas contra todos os "botas de elástico"!
Coloquem as vossas vidas sob a influência de astros divertidos!
Desafiem e desrespeitem todos os astros sérios deste mundo!
Incendeiem os vossos cérebros com um projecto futurista!
Criem a vossa experiência e sereis os maiores!
Morram todos os derrotismos! Morram! PIM!
Ultimatum às Gerações Futuristas Portuguesas do Século XX , José de Almada Negreiros

Um novo tempo para a Universidade

Publicada por José Manuel Dias


Na Nova Economia Global e na Sociedade do Conhecimento, compete à Universidade um papel central na injecção no tecido social de uma dinâmica de insatisfação permanente com a criação de valor e aposta na criatividade. Num tempo de mudança, em que só sobrevive quem é capaz de antecipar as expectativas do mercado e de gerir em rede, numa lógica de competitividade aberta, a Universidade não pode ficar à espera.
(.../...)
A reorganização da Universidade é um desafio à capacidade de mudança de Portugal. Porque a Universidade é um elemento central decisivo na nossa matriz social, o sucesso com que a Universidade assumir este novo desafio que tem pela frente será também em grande medida o sucesso com que o país será capaz de enfrentar os exigentes compromissos da Globalização e do Conhecimento. A Universidade tem que assumir dimensão global ao nível da geração de conhecimento, valor, mas também de imposição de padrões sociais e culturais.
A Universidade tem que ser o grande Actor da Mudança que se quer para Portugal. Seria muito mau num tempo em que a todos é pedido um esforço especial de compromisso estratégico com o futuro do país que aqueles a quem o Conhecimento mais deve não participassem de forma activa neste processo de verdadeira convergência global.
Francisco Jaime Quesado, Um novo tempo para a universidade portuguesa, no Jornal de Negócios desta data

Empreendedorismo (6)

Publicada por José Manuel Dias


O Alert é um sistema informático que permite acabar com os papéis em hospitais, centros de saúde e clínicas privadas. Através deste software os dados clínicos dos pacientes são registados digitalmente em tempo real, eliminando o uso do papel. Este software foi criado por Jorge Guimarães, presidente da Alert Life Sciences Computing, S.A. A empresa já implementou o sistema Alert na Europa, Estados Unidos, Ásia e na América Latina. Actualmente tem mais de 31 mil utilizadores em 550 estabelecimentos de saúde de 27 países. A Alert Life Sciences Computing, S.A. venceu o prémio PME Inovação.
Este é um dos muitos casos de sucesso de empreendedorismo em Portugal. É um exemplo do que podemos fazer. Os portugueses, mesmo sem grandes recursos, podem criar empresas de inovação, inclusive em sectores tradicionais.

Empreendedorismo (5)

Publicada por José Manuel Dias


Dia 17, sábado, a partir das 15,30 horas, terá lugar uma Conferência na Universidade de Aveiro com o tema «Universidade, Inovação e Empreendedorismo», com o seguinte programa:
Painel I
Moderador: Prof. Luís Almeida- Dr. Armindo Monteiro - Presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários- Dr. António Henriques - Presidente do IFDEP - Instituto de Fomento e Desenvolvimento do Empreendedorismo em Portugal- Eng.º Carlos Martins - Presidente do Conselho de Administração do Grupo Martifer- Eng.º Jorge Brás - Chief Operations Officer da Enabler
Coffee break com um momento musical oferecido pela Oficina de Música de Aveiro
Painel II
Moderador Prof. Gonçalo Paiva Dias- Eng.º Paulo Nordeste - Presidente Executivo da PT Inovação- Professor Doutor Júlio Pedrosa - Professor Catedrático da Universidade de Aveiro- Dr. Vasco Sousa - Director geral da revista Inovar.te
As entradas são livres, vale a pensa saber mais sobre esta temática, se puder participar não perca.

Prémio Nacional do Professor

Publicada por José Manuel Dias


Um docente de Matemática de uma escola secundária de Aveiro recebeu hoje o Prémio Nacional do Professor, um galardão atribuído pela primeira vez para distinguir «aqueles que contribuem de forma excepcional para a qualidade do sistema de ensino». Com 35 anos de carreira, Arsélio de Almeida Martins, que lecciona na secundária José Estêvão, foi considerado pelo júri como «um exemplo de cidadania e um mestre no verdadeiro sentido do termo».
(.../...)
«Penso que sou um professor comum. O que me diferencia é sobretudo a participação cívica de que nunca abdiquei», afirmou o docente, em declarações aos jornalistas.
A notícia desenvolvida pode ser lida aqui. É com particular agrado que faço este post. É um professor da minha terra, lecciona na escola que frequentei ( à época designava-se Liceu Nacional de Aveiro) e afirma "Sou feliz por ser professor no meu país"." O reconhecimento do país é muito importante para a valorização do mérito e da excelência no ensino" disse a titular da pasta de Educação na cerimónia de entrega do prémio. Não podia estar mais de acordo.