Menos 100.000 pobres

Publicada por José Manuel Dias


O estudo que o INE publicou recentemente sobre "risco de pobreza e a desigualdade na distribuição dos rendimentos" permite objectivamente concluir que:
- Houve uma redução da taxa de pobreza para 18 por cento — era 19 por cento em 2005 e 20 por cento em 2004;
- O grupo com maior incidência de pobreza , idosos, foi aquele em que a taxa mais se reduziu — passa de 28 por cento em 2005 para 26 por cento em 2006;
- O impacte das transferências sociais (excluindo pensões) na redução da taxa de risco de pobreza mantém-se em sete pontos percentuais, sendo que, de 2004 para 2006, aumenta um ponto percentual o impacte das pensões.
Impõe-se retirar uma conclusão: os resultados são positivos, mas existe um enorme trabalho pela frente. A sustentabilidade do sistema de segurança social é essencial para reduzir o risco de pobreza em Portugal mas a sociedade civil não pode divorciar-se desta realidade. O Estado somos todos nós.

Efeitos da globalização

Publicada por José Manuel Dias


A Autoeuropa tem o futuro assegurado por mais uma década. O sucessor da Volkswagen Sharan vai ser produzido em Palmela, confirmou o director-geral da Autoeuropa, Jorn Reimers. Prevê-se que entre em produção corrente nos próximos dois a três anos. É uma boa notícia para as exportações portuguesas. Um contributo para o aumento do emprego - previstos 2.000 novos postos de trabalho nos próximos três anos.

Há desresponsabilização nas empresas portuguesas

Publicada por José Manuel Dias


José Calisto, consultor da Eurogroup, com 17 anos de experiência profissional na área de negociação e resolução de conflitos, em entrevista ao Semanário Económico desta data:
P - Como é que a negociação e resolução de conflitos funciona nas empresas?
JC - Quando falamos em negociação, estamos a falar de uma competência de gestão. Um gestor/líder tem de saber negociar. Qualquer gestor tem necessidade de negociar, dentro ou fora de uma organização, para cima ou para baixo, em todas as direcções da vida organizacional. Faz parte da vida do líder de uma organização prevenir e, quando não o consegue, gerir conflitos. Dificilmente se pode falar de vida sem conflitos; mas há graus de conflituosidade além dos quais entramos em entropia e esses conflitos podem ter consequências negativas. É muito difícil falar de organizações sem conflitos, daí que seja necessário lidar com eles de forma natural e competente.
[...]
P-Isso significa que a produtividade depende mais das lideranças do que dos trabalhadores?
JC - Exacto. Se uma organização é pouco produtiva a responsabilidade é da liderança. O grau de eficácia da organização é uma variável directamente relacionada com o desempenho do líder.
Para ler a entrevista completa, clicar aqui.

Portugal vai crescer acima da média europeia

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal prevê que a economia nacional cresça mais que a média europeia em 2009, o que a confirmar-se, acontecerá pela primeira vez desde 2001. As previsões publicadas no Boletim de Inverno apontam para um crescimento do PIB português de 2,3%, em 2009, acima dos 2,1% estimados para a Zona Euro.
Notícia desenvolvida no Jornal de Negócios desta data, ler aqui.

A reforma do Sistema de Saúde

Publicada por José Manuel Dias


Hoje, a medicina exige meios de diagnóstico e tratamento que, pelo seu custo, não estão disponíveis em todo o lado. O país não é rico, tem de gerir os seus recursos (é curioso como este ideia simples é desprezada). Manter aberta uma urgência, que depois inevitavelmente chuta os doentes para o hospital adequado, é uma desperdício de tempo que se traduz em vidas perdidas ou outras sequelas. Dito de outra maneira, as ‘falsas urgências’ são o problema, não a solução. A prática dos médicos – como as hérnias do Hospital canadiano – e a existência de meios técnicos actualizados são condições essenciais para uma boa saúde pública. O resto é demagogia. E a demagogia não salva vidas: mata.
André Macedo, Debate Urgente, no Diário Económico desta data.

2008

Publicada por José Manuel Dias

Do "wonderful game" podemos tirar uma excelente lição para 2008: nunca perder de vista os objectivos, por mais ambiciosos e difíceis que possam parecer. Bom Ano Novo!

Bom Ano Novo

Publicada por José Manuel Dias


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade,
Receita de Ano Novo
Tenham um excelente ano de 2008!

Crise? Qual crise?!!

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com os dados da SIBS, divulgados pelo Público, nos primeiros 18 dias de Dezembro, "[...] os portugueses usaram os seus cartões Multibanco para levantar 1388 milhões de euros e para comprar produtos com o valor de 1547 milhões. Estes números, somados, representam um acréscimo de 6,3 por cento face aos mesmos dias do ano anterior. Tendo em conta que a inflação homóloga, em Novembro, se cifrou em 2,8 por cento, regista-se um acréscimo real das aquisições feitas utilizando este método de pagamento de 3,5 por cento".
Números que nos fazem pensar. Será que chegámos à felicidade paradoxal que nos falava Lipovetsky ?

Leituras na rede

Publicada por José Manuel Dias

Boas Festas

Publicada por José Manuel Dias


Mais um ano que se aproxima do seu término. Ocasião para renovadamente alimentarmos o desejo de um tempo e um espaço onde "cada homem viva como um homem", reiterarmos as nossas convicções e afirmarmos que um dia será possível: "viver num mundo onde não se cuide mais do fato que da consciência, da bolsa que da alma". Votos de um Feliz Natal e um Excelente Ano de 2008.
Na imagem a maior árvore de Natal da Europa- a árvore do Milennium bcp - instalada na Avenida dos Aliados, no Porto.

Top ten

Publicada por José Manuel Dias

Serviço Público Sustentável

Publicada por José Manuel Dias


É muito fácil defender mais serviço público, mais escolas, mais hospitais, mais exames grátis e remédios comparticipados, mais transportes públicos, mais tribunais, mais esquadras e polícias, mais apoio aos deficientes, às mulheres, às crianças, aos idosos, aos imigrantes e emigrantes, aos estudantes, aos que têm famílias numerosas, aos que ainda não entraram no mercado de trabalho, à requalificação, às empresas, aos agricultores, aos exportadores, aos investigadores, etc., etc. E ao mesmo tempo até menos impostos! Mas discutir nestes termos o serviço público é não discutir coisa nenhuma. E, nas condições actuais, essa é a forma menos responsável de contribuir, de facto, para um serviço público sustentável.
Maria Manuel Leitão Marques, em artigo de opinião no Diário Económico desta data, para ler na íntegra aqui.

À espera do Estado

Publicada por José Manuel Dias


Porque é que em Portugal, ao contrário do que é a tendência crescente nos EUA e em muitos países europeus, tão poucos empresários e quadros superiores se envolvem em directamente em actividades culturais ou de solidariedade social? Porque é que tão poucos alunos do ensino superior fazem trabalho voluntário? Falta de tradição? Continuaremos todos à espera do Estado?
Um artigo de opinião de Manuel Caldeira Cabral que nos questiona. A ler na íntegra aqui.

Tratado de Lisboa

Publicada por José Manuel Dias

O Tratado de Lisboa, que define uma nova arquitectura institucional para a União Europeia, foi assinado ontem, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Um marco histórico. Um momento em que Portugal mais uma vez , dá novos mundos ao Mundo. Foi aqui.

Estabilidade ou independência?

Publicada por José Manuel Dias


"Um empreendedor não é apenas a pessoa que cria o seu próprio emprego, mas sim aquele que assume o desafio de criar uma organização inovadora e, até, emprego para outros". No Semanário Económico desta semana, três empreendedores explicitam-nos este conceito, partilhando as suas experiências na criação do seu próprio negócio. Ver aqui.

Novo Programa de Estabilidade e Crescimento

Publicada por José Manuel Dias


O novo programa 2007 a 2011 foi divulgado. Assinala-se a continuidade do processo de consolidação orçamental, com adopção de medidas estruturais de contenção da despesa pública e de redução do seu peso no PIB, a par da melhoria da eficiência fiscal, nomedadamente através do combate à fraude e evasão fiscais.
Alguns dados constantes da informação disponibilizada pelo Ministério das Finanças e da Administração Pública:
Efectivos da Administração Pública- Entradas 14.123, Saídas - 28.915, Saldo - (14.792).
Ambiente de Negócios, de acordo com a Doing Business do Banco Mundial: 37ª posição ( subida de 3 lugares relativamente ao ano anterior).
Global E-Government, da responsabilidade da Universidade de Brown, que procura medir, ao nível dos sites governamentais, o grau de disponibilização de conteúdos e serviços on-line e qualidade de acesso, subida de 48ª para 7ª posição do Ranking.

Professor Emanuel Leite (4)

Publicada por José Manuel Dias


Publicamos hoje o mais um texto do Professor Emanuel Leite para a divulgação do Empreendedorismo. Depois de "O que é o empreendedorismo? (parte I)", "O que é o empreendedorismo?(parteII)", "Ecoempreendedorismo" publicamos hoje "Virtudes de um bom empreendimento". Um texto imperdível para quem quer saber com que constrangimentos o empreendedor se debate, qual o segredo de uma boa implementação de uma boa ideia e quais as características comuns que encontramos nos grandes empreendedores.

Virtudes de um bom empreendimento

Publicada por José Manuel Dias

Uma boa idéia é importante; o capital, também. Porém o que mais importa é o potencial das pessoas.
O processo empreendedor pode ser representado como um triângulo invertido, em que o ponto de apoio (o vértice de baixo) é o empreendedor; no vértice de cima a direita está o capital e no esquerdo, o projeto ou a idéia. Todo processo empreendedor integra estes três componentes. Quando um empreendimento não é bem-sucedido, sempre se deve à pelo menos uma destas três razões, ou alguma combinação entre elas: o empreendedor não foi bem, não obteve o capital ou o projeto empreendido era o equivocado.
O triângulo se apóia no próprio empreendedor. De sua firmeza depende, em grande parte, que o modelo não se desmorone. O empreendedor brilhante sempre levanta as fontes de capital necessárias para conceber um grande projeto, mesmo diante de uma conjuntura desfavorável.
O PROBLEMA NÃO É O CAPITAL.
Existem casos nos quais o empreendedor tem acesso ao capital desde o início. Todavia isso não lhe garante ter a idéia adequada e menos ainda, que venha a ser um excelente empreendedor. A experiência indica (e isto não é de modo algum uma regra se não uma simples observação empírica) que muitos filhos de pais ricos têm idéias e capital de sobra, contudo falham em sua paixão e compromisso com o empreendimento que pretendem criar. Carecem de determinação, firmeza para empreender, e isso é crucial na hora de encarar dificuldades.
O PROBLEMA NÃO É A IDÉIA.
Em relação ao projeto, salvo poucas exceções, as boas idéias não são originais a 100%. Muitos empreendedores cometem um grave erro ao crer que sua idéia deve ser única. E, quando a encontram, são tomados pelo temor de que todo o mundo queira a “roubar”. Assumem então uma atitude “super protetora” de sua idéia, a atuar um pouco a maneira dos agentes secretos dos filmes de espionagem.
Em lugar de sair a apresentar e contrastar a idéia com o mercado, com especialistas da indústria, a protegem ao tal ponto que nunca reúnem a informação necessária para saber se é um bom projeto. Pode resultar duas coisas: levar adiante sua idéia sem uma boa compreensão do mercado (e fracassar) ou o projeto nunca se concretiza (fracassar sem tentar).
O SEGREDO DA IMPLEMENTAÇÃO.
Seguramente, Quando Bill Gates pensou em desenvolver software para computadores pessoais, tinham outras milhões de pessoas que pensaram o mesmo. O que o diferenciou? Parafraseando a Peter Drucker: “Por uma idéia pago 5 reais; por uma implementação, pago uma fortuna!”. O segredo não está em perguntar “qual é sua idéia?” Sim em responder “o que vai fazer que você e sua equipe possam transformar essa idéia em algo de sucesso”.
Por isso o triângulo do processo empreendedor aparece invertido: porque a base de todo é a qualidade da equipe do empreendedor.
NASCE-SE OU SE FAZ? Se a chave é o próprio empreendedor e sua capacidade, a pergunta é como podemos formar empreendedores. Há pessoa que dizem que é impossível modificar certas características inatas, e que isto é o determinante na hora de empreender. Por outro lado, outros asseguram que “tudo se faz, nada é inato, tudo se pode desenvolver”.
Podemos destacar as características comuns que encontramos nos grandes empreendedores que são: ter uma visão clara do negócio e permitir-se sonhar com ela; assumir um papel de protagonista; ter uma atitude de contínua aprendizagem; desenvolver a auto-estima para obter maior firmeza nas decisões; enamorar-se de seu projeto com um compromisso incondicional; aprender a trabalhar em equipe; assumir riscos para alcançar a independência e, sobretudo, divertir-se no processo dos próprios acertos e erros.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Angola, Portugal e crescimento económico

Publicada por José Manuel Dias


José Sócrates visitou Angola em 2006, acompanhado de de 77 empresários, cinco ministros e cinco secretários de Estado. Criticado por uns tantos, aplaudido por muitos, antecipou uma realidade. Inscrever Angola nas nossas prioridades foi um acto de visão estratégica. Angola é uma país com grandes potencialidades, carente de investimentos em todas as áreas. As portas que abriu têm-se traduzido em acréscimos significativos no nossos comércio externo.
A revista Economist dá-nos, agora, nota que Angola será o país que mais crescerá economicamente em 2008 no mundo, nada menos de 21%. Portugal não pode deixar de aproveitar a vantagem competitiva que tem em relação a muitas das potências económicas: a Língua Portuguesa. Há que incrementar relações a vários níveis que se traduzam em benefícios para os povos e economias de Portugal e Angola.
Já agora, se repararem na perspectiva que a prestigiada revista aponta para Portugal verão o número: 2,1%, quase o mesmo que as previsões orçamentais. Claro que é apenas mas uma previsão mas é já uma chatice para os que gostam de "dizer mal de nós...".

Ecos da Cimeira UE - África

Publicada por José Manuel Dias