Empreendedorismo (7)

Publicada por José Manuel Dias


Acabemos com este maelstrom de chá morno!
Mandem descascar batatas simbólicas a quem disser que não há tempo para a criação!
Transformem em bonecos de palha todos os pessimistas e desiludidos!
Despejem caixotes de lixo à porta dos que sofrem da impotência de criar!
Rejeitem o sentimento de insuficiência da nossa época!
Cultivem o amor do perigo, o hábito da energia e da ousadia!
Virem contra a parede todos os alcoviteiros e invejosos do dinamismo!
Declarem guerra aos rotineiros e aos cultores do hipnotismo!
Livrem-se da choldra provinciana e da safardanagem intelectual!
Defendam a fé da profissão contra atmosferas de tédio ou qualquer resignação!
Façam com que educar não signifique burocratizar!
Sujeitem a operação cirúrgica todos os reumatismos espirituais!
Mandem para a sucata todas as ideias e opiniões fixas!
Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Atirem-se independentes prá sublime brutalidade da vida!
Dispensem todas as teorias passadistas!
Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos!
Desencadeiem uma guerra sem tréguas contra todos os "botas de elástico"!
Coloquem as vossas vidas sob a influência de astros divertidos!
Desafiem e desrespeitem todos os astros sérios deste mundo!
Incendeiem os vossos cérebros com um projecto futurista!
Criem a vossa experiência e sereis os maiores!
Morram todos os derrotismos! Morram! PIM!
Ultimatum às Gerações Futuristas Portuguesas do Século XX , José de Almada Negreiros

Um novo tempo para a Universidade

Publicada por José Manuel Dias


Na Nova Economia Global e na Sociedade do Conhecimento, compete à Universidade um papel central na injecção no tecido social de uma dinâmica de insatisfação permanente com a criação de valor e aposta na criatividade. Num tempo de mudança, em que só sobrevive quem é capaz de antecipar as expectativas do mercado e de gerir em rede, numa lógica de competitividade aberta, a Universidade não pode ficar à espera.
(.../...)
A reorganização da Universidade é um desafio à capacidade de mudança de Portugal. Porque a Universidade é um elemento central decisivo na nossa matriz social, o sucesso com que a Universidade assumir este novo desafio que tem pela frente será também em grande medida o sucesso com que o país será capaz de enfrentar os exigentes compromissos da Globalização e do Conhecimento. A Universidade tem que assumir dimensão global ao nível da geração de conhecimento, valor, mas também de imposição de padrões sociais e culturais.
A Universidade tem que ser o grande Actor da Mudança que se quer para Portugal. Seria muito mau num tempo em que a todos é pedido um esforço especial de compromisso estratégico com o futuro do país que aqueles a quem o Conhecimento mais deve não participassem de forma activa neste processo de verdadeira convergência global.
Francisco Jaime Quesado, Um novo tempo para a universidade portuguesa, no Jornal de Negócios desta data

Empreendedorismo (6)

Publicada por José Manuel Dias


O Alert é um sistema informático que permite acabar com os papéis em hospitais, centros de saúde e clínicas privadas. Através deste software os dados clínicos dos pacientes são registados digitalmente em tempo real, eliminando o uso do papel. Este software foi criado por Jorge Guimarães, presidente da Alert Life Sciences Computing, S.A. A empresa já implementou o sistema Alert na Europa, Estados Unidos, Ásia e na América Latina. Actualmente tem mais de 31 mil utilizadores em 550 estabelecimentos de saúde de 27 países. A Alert Life Sciences Computing, S.A. venceu o prémio PME Inovação.
Este é um dos muitos casos de sucesso de empreendedorismo em Portugal. É um exemplo do que podemos fazer. Os portugueses, mesmo sem grandes recursos, podem criar empresas de inovação, inclusive em sectores tradicionais.

Empreendedorismo (5)

Publicada por José Manuel Dias


Dia 17, sábado, a partir das 15,30 horas, terá lugar uma Conferência na Universidade de Aveiro com o tema «Universidade, Inovação e Empreendedorismo», com o seguinte programa:
Painel I
Moderador: Prof. Luís Almeida- Dr. Armindo Monteiro - Presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários- Dr. António Henriques - Presidente do IFDEP - Instituto de Fomento e Desenvolvimento do Empreendedorismo em Portugal- Eng.º Carlos Martins - Presidente do Conselho de Administração do Grupo Martifer- Eng.º Jorge Brás - Chief Operations Officer da Enabler
Coffee break com um momento musical oferecido pela Oficina de Música de Aveiro
Painel II
Moderador Prof. Gonçalo Paiva Dias- Eng.º Paulo Nordeste - Presidente Executivo da PT Inovação- Professor Doutor Júlio Pedrosa - Professor Catedrático da Universidade de Aveiro- Dr. Vasco Sousa - Director geral da revista Inovar.te
As entradas são livres, vale a pensa saber mais sobre esta temática, se puder participar não perca.

Prémio Nacional do Professor

Publicada por José Manuel Dias


Um docente de Matemática de uma escola secundária de Aveiro recebeu hoje o Prémio Nacional do Professor, um galardão atribuído pela primeira vez para distinguir «aqueles que contribuem de forma excepcional para a qualidade do sistema de ensino». Com 35 anos de carreira, Arsélio de Almeida Martins, que lecciona na secundária José Estêvão, foi considerado pelo júri como «um exemplo de cidadania e um mestre no verdadeiro sentido do termo».
(.../...)
«Penso que sou um professor comum. O que me diferencia é sobretudo a participação cívica de que nunca abdiquei», afirmou o docente, em declarações aos jornalistas.
A notícia desenvolvida pode ser lida aqui. É com particular agrado que faço este post. É um professor da minha terra, lecciona na escola que frequentei ( à época designava-se Liceu Nacional de Aveiro) e afirma "Sou feliz por ser professor no meu país"." O reconhecimento do país é muito importante para a valorização do mérito e da excelência no ensino" disse a titular da pasta de Educação na cerimónia de entrega do prémio. Não podia estar mais de acordo.

Objectivos SMART

Publicada por José Manuel Dias


"Não preciso de objectivos para nada", "Os objectivos estão na minha cabeça" ou "Se tiver um objectivo posso falhar" são três das respostas a um questionário sobre a importância dos objectivos para as organizações. Está bom de ver que estes inquiridos eram desfavoráveis à fixação de objectivos. Criar objectivos ambiciosos tem sido sempre uma das maiores dificuldades das organizações. Definir o que se pretende é, no entanto, uma das tarefas chave dos gestores. Sem saber o que queremos, não podemos definir as estratégias adequadas. Está demonstrado que a fixação de objectivos melhora o desempenho mas um objectivo só deve ser classificado como tal se for SMART, isto é:
Specific (específico); Measurable (mensurável); Attainable (concretizável), Realistic/Relevant (realístico/relevante) and Time-bounded (delimitado temporalmente).

A quinta frase da Página 161

Publicada por José Manuel Dias



O Raul Martins, do Margem Esquerda, lançou-me um desafio: dar a conhecer o livro que ando a ler e transcrever a quinta frase da página 161, relançando o desafio para mais 5 pessoas. Esta é mais uma dessas muitas correntes blogosféricas que nos fazem sentir mais próximos. Vamos então ao trabalho. O livro que ando a ler é " A Revolução da riqueza". Alvin e Heidi Toffler desvendam-nos a forma como a riqueza se criará no futuro, quem terá acesso a ela e como. Um livro imperdível. E a quinta frase da página 161 (de 488) é:
"De todas as ciências sociais, a Economia está em primeiro lugar porque sendo bastante matematizada, é (ou pretende ser) a mais "difícil".
Agora é suposto passar o desafio para 5 pessoas. Sou um pouco avesso a estas correntes de "passa para mais cinco (ou dez)". Deixo, por isso, ao critério de quem me lê. Se achar bem, dê seguimento, se não der, amigos como dantes.

Paradigma na Wikipédia

Publicada por José Manuel Dias


Paradigma é a representação do padrão de modelos a serem seguidos. É um pressuposto filosófico matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.

Empreendedorismo (4)

Publicada por José Manuel Dias

O empreendedor não é necessariamente o dono do negócio, como bem explica Sérgio Dal Sasso. O que faz uma pessoa ser um empreendedor? A vocação e a necessidade. O empreendedor é um realizador. É só clicar na imagem e fique a saber o que pensa este consultor de empresas sobre empreendedorismo.

Aviso à navegação

Publicada por José Manuel Dias


Licenciados desempregados por área de estudo:
Formação de professores-5.895; Ciências empresariais-5.040; Ciências sociais e do comportamento-3.997; Engenharias Técnicas e Afins-2.436; Humanidades-2.036; Arquitectura e construção-1.413; Artes-1.318; Serviços sociais-1.094; Informação e jornalismo-838; Direit-833; Ciências físicas-779; Agricultura,Silvicultura e Pescas- 708;Indústrias transformadoras -551; Ciências da Vida-556.
Informação do Gabinete de Planeamento, Estratégia e Avaliação e Relações Internacionais do MCTES (Fonte: Diário Económico de 9 de Novembro)
Importará, no entanto, registar que os licenciados representam menos de 10% do total de desempregados e, como é óbvio, têm muito maior facilidade em arranjar emprego do que os trabalhadores não qualificados.
Os candidatos ao ensino superior não podem deixar de ter em conta este tipo de informação que vai passar a ser disponibilizada semestralmente (Junho e Dezembro), indicando, também, a respectiva escola de formação. A cada um compete assumir os respectivos riscos da escolha. Há cursos e cursos, escolas e escolas... O processo de Bolonha ao permitir que o aluno mude de curso, sem ter que voltar ao início, permitirá aos actuais estudantes a escolha de um mestrado(2º ciclo) numa área em que a empregabilidade seja superior.
Esta realidade confronta-nos, também, com outro problema. Comprova-se a opinião expressa por António Câmara, CEO da Ydreams, as " Universidades não formam pessoas para serem empreendedoras" mas pessoas que esperam que alguém, de preferência o Estado, lhe garanta o emprego. Estimular o empreendedorismo entre os jovens licenciados à procura do primeiro emprego é urgente e necessário.

Gestão de pessoas

Publicada por José Manuel Dias


E como é que se convence as pessoas a darem o seu melhor?
Claus Möller, especialista em gestão de pessoas, fundador da Time Manager Internacional, responde: " O grande responsável pelo facto de um indivíduo se sentir motivado e dar o seu melhor é o próprio indivíduo. Eu sou reponsável pelo meu próprio grau de motivação. Queremos que as pessoas sejam proactivas e não reactivas. Elas não são vítimas das circunstâncias, são pessoas que podem decidir e mudar o rumo das coisas. Se não gostam do emprego em que estão, podem encontrar outro onde consigam dar o seu melhor. Será melhor tanto para elas como para a empresa. Acho que os líderes empresariais têm efectivamente uma grande responsabilidade no assunto, mas não têm a responsabilidade toda".
Diário Económico de 8 de Novembro

Cooperação estratégica

Publicada por José Manuel Dias

«As autoridades portuguesas estão a avançar com reformas profundas na administração pública, na justiça, na segurança social e em muitos outros domínios».
Cavaco Silva, numa intervenção perante empresários portugueses e chilenos.

Novas estratégias empresariais

Publicada por José Manuel Dias


Fazer de Portugal, nos próximos dez anos, um dos dez países mais atractivos e competitivos da União Europeia é a Visão estratégica explicitada pela Associação Industrial Portuguesa na Carta Magna da Competitividade que pode ser vista aqui. A AIP apresenta, também, os grandes objectivos e princípios que deverão orientar um novo ciclo da economia portuguesa. Merecem particular referência as "dez novas estratégias empresariais" (pág. 7). De entre elas sublinhamos a 4ª - " A internacionalização como condição para a competitividade das empresas, compreende o crescimento exponencial dos fluxos comerciais entre Portugal e o exterior e depende da capacidade de orquestrar as melhores oportunidades e os melhores recursos, estejam onde estiverem".

Empreendedorismo (3)

Publicada por José Manuel Dias


O problema em Portugal é a falta de empreendedorismo dos estudantes ou são as universidades que não incutem esse espírito?
É um processo cíclico. Não temos uma cultura de empreendedorismo. Embora eu sinta que há uma cultura de empreendedorismo muito mais vincada a Norte, por razões históricas. Agora, as novas gerações são muito mais empreendedoras. Além dos 15 mil que tiveram formação avançada, há mais de 40 mil estudantes portugueses que fizeram parte do programa Erasmus, estiveram em toda a Europa. Tradicionalmente a universidade educava as pessoas para serem empregados, eu fui educado para ser empregado numa grande empresa nunca fui educado para ser um empreendedor.
António Câmara, fundador da YDreams, em entrevista ao DN que pode ser lida aqui.

Empreendedorismo (2)

Publicada por José Manuel Dias


No dia em que se inicia o debate parlamentar (*) sobre os critérios de afectação de cerca de 45% da riqueza nacional, que o mesmo é dizer como vão ser distribuídos os dinheiros públicos (provenientes dos nossos impostos e da dívida pública), pareceu-nos oportuno trazer a este espaço uma pequena reflexão sobre a importância do empreendedorismo. Para Peter Drucker "...inovação é a função específica do empreendedorismo, seja num negócio existente, numa instituição pública de serviços ou num novo empreendimento iniciado por um indivíduo na cozinha da família".
Vivemos numa época de profundas mudanças, enfrentamos uma concorrência globalizada, os níveis de desemprego são elevados e as taxas de crescimento económico são reduzidas. O empreendedorismo pode ser a chave para a resolução de muitos dos nossos problemas. As escolas não podem continuar a formar pessoas para serem empregados por conta de outrem (de preferência na Administração Pública porque a estabilidade era garantida). A escola tem de fomentar uma cultura empreendedora que ultrapasse a aversão ao risco e o estigma do insucesso. Aplaudimos, por tudo isto, a decisão o governo de "introduzir o ensino do empreendedorismo em escolas secundárias", conforme previsto no Plano Nacional de Crescimento e Emprego para 2007-2013.
(*) 6 de Novembro de 2007

Competitividade

Publicada por José Manuel Dias


A recuperação de dívidas custa às empresas portuguesas cerca de 50 milhões de horas de trabalho por ano, ou seja, mais cinco mil horas por dia, de acordo com um estudo da Intrum Justitia. As pequenas empresas são as que apresentam os maiores custos de trabalho "per capita" associados à gestão de crédito.
A notícia do Jornal de Negócios desta data, pode ser lida aqui.
A recuperação de crédito é uma área onde, seguramente, a maioria das empresas pode ser mais competitiva. Importa, no entanto, atribuir à gestão do crédito a importância merecida. De nada valerá crescer nas vendas se estas não se vierem a traduzir em meios monetários.
A realidade retratada na notícia remete-nos, também, para outros aspectos e que têm a ver com o comportamento de muitos agentes económicos. Um comportamento que se traduz na falta de cumprimento dos compromissos assumidos, designadamente na falta de pagamento das datas acordadas. Estas atitudes são perniciosa pelo efeitos de bola de neve que têm, afectando outras unidades económicas e minando a respectiva cadeia de valor. Mudar esta realidade depende dos gestores das empresas. A gestão de crédito pode representar uma vantagem competitiva em relação à concorrência. A competitividade de país agradece.

Empreendedorismo (1)

Publicada por José Manuel Dias

O que é o empreendedorismo? O Professor Emanuel Leite, autor do livro "O fenômeno do Empreendedorismo:criando riquezas", responde.

Leituras de fim de semana

Publicada por José Manuel Dias

The underground economy

Publicada por José Manuel Dias


Deparámos com este artigo na "The Economist" e somos tentados a pensar que Portugal está a mudar. Temos, no entanto, presente que o que se diz, nem sempre é concordante com a realidade. Neste estudo rivalizamos com os alemães, com menos de 10% dos inquiridos a admitir que contribuem para economia subterrânea. Recentemente, foi, também, divulgado este estudo, da responsabilidade de Friedrich Schneider, da Universidade austríaca de Linz, onde se conclui que o peso da economia paralela está a diminuir em Portugal. No caso concreto do nosso país, os valores da economia subterrânea são de 22,7% do PIB em 1999/00, de 22,5% em 2001/02 e 21,9% em 2002/03.
Ninguém duvida que a economia paralela retira aos cofres do Estado milhões de Euros. Estima-se que esse valor terá andado próximo dos € 6.000 milhões em 2002. Hoje, com a melhoria de eficiência da máquina fiscal a fuga será consideravelmente inferior, como, de resto, as notícias parecem confirmar. Poderemos, então, dizer que estamos no bom caminho!

Turismo: novos desafios

Publicada por José Manuel Dias


1. O secretário de Estado do Turismo entregou esta semana às regiões de turismo uma proposta da nova lei-quadro para o sector. O documento prevê a redução de 19 para apenas cinco entidades, coincidentes com as NUTS II.
A proposta de decreto-lei, a que a agência «Lusa» teve acesso, estipula a existência de cinco entidades «correspondentes às circunscrições territoriais das unidades territoriais de nível II (NUTS II), coincidindo com as regiões administrativas existentes em Portugal Continental, além das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve».
A notícia desenvolvida pode ser lida aqui.
2. A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) partilha as preocupações do Governo, considerando excessivo o número das actuais regiões de turismo.Para além disso, a associação também considera excessiva a «delimitação territorial sem critério objectivo, o modelo de gestão existente ineficiente, as competências inadequadas e o financiamento com insuficiente controlo».
Para ver notícia completa clicar aqui .
Uma mudança que se aplaude. São muitas as razões que justificam esta posição. Destaquemos apenas as seguintes: dimensão do país, olhemos para o mapa da península; oferta diversificada e experiências distintivas; economias de escala e imagem de marca das grande regiões, para oferta de valor. Recentemente, acompanhei uns amigos ao posto de turismo de Aveiro. A qualidade de atendimento foi, a meu ver, muito sofrível. A indústria do turismo é a indústria do futuro, devemos ser muito exigentes. Só o excelente é suficiente.