Objectivos SMART

Publicada por José Manuel Dias


"Não preciso de objectivos para nada", "Os objectivos estão na minha cabeça" ou "Se tiver um objectivo posso falhar" são três das respostas a um questionário sobre a importância dos objectivos para as organizações. Está bom de ver que estes inquiridos eram desfavoráveis à fixação de objectivos. Criar objectivos ambiciosos tem sido sempre uma das maiores dificuldades das organizações. Definir o que se pretende é, no entanto, uma das tarefas chave dos gestores. Sem saber o que queremos, não podemos definir as estratégias adequadas. Está demonstrado que a fixação de objectivos melhora o desempenho mas um objectivo só deve ser classificado como tal se for SMART, isto é:
Specific (específico); Measurable (mensurável); Attainable (concretizável), Realistic/Relevant (realístico/relevante) and Time-bounded (delimitado temporalmente).

A quinta frase da Página 161

Publicada por José Manuel Dias



O Raul Martins, do Margem Esquerda, lançou-me um desafio: dar a conhecer o livro que ando a ler e transcrever a quinta frase da página 161, relançando o desafio para mais 5 pessoas. Esta é mais uma dessas muitas correntes blogosféricas que nos fazem sentir mais próximos. Vamos então ao trabalho. O livro que ando a ler é " A Revolução da riqueza". Alvin e Heidi Toffler desvendam-nos a forma como a riqueza se criará no futuro, quem terá acesso a ela e como. Um livro imperdível. E a quinta frase da página 161 (de 488) é:
"De todas as ciências sociais, a Economia está em primeiro lugar porque sendo bastante matematizada, é (ou pretende ser) a mais "difícil".
Agora é suposto passar o desafio para 5 pessoas. Sou um pouco avesso a estas correntes de "passa para mais cinco (ou dez)". Deixo, por isso, ao critério de quem me lê. Se achar bem, dê seguimento, se não der, amigos como dantes.

Paradigma na Wikipédia

Publicada por José Manuel Dias


Paradigma é a representação do padrão de modelos a serem seguidos. É um pressuposto filosófico matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.

Empreendedorismo (4)

Publicada por José Manuel Dias

O empreendedor não é necessariamente o dono do negócio, como bem explica Sérgio Dal Sasso. O que faz uma pessoa ser um empreendedor? A vocação e a necessidade. O empreendedor é um realizador. É só clicar na imagem e fique a saber o que pensa este consultor de empresas sobre empreendedorismo.

Aviso à navegação

Publicada por José Manuel Dias


Licenciados desempregados por área de estudo:
Formação de professores-5.895; Ciências empresariais-5.040; Ciências sociais e do comportamento-3.997; Engenharias Técnicas e Afins-2.436; Humanidades-2.036; Arquitectura e construção-1.413; Artes-1.318; Serviços sociais-1.094; Informação e jornalismo-838; Direit-833; Ciências físicas-779; Agricultura,Silvicultura e Pescas- 708;Indústrias transformadoras -551; Ciências da Vida-556.
Informação do Gabinete de Planeamento, Estratégia e Avaliação e Relações Internacionais do MCTES (Fonte: Diário Económico de 9 de Novembro)
Importará, no entanto, registar que os licenciados representam menos de 10% do total de desempregados e, como é óbvio, têm muito maior facilidade em arranjar emprego do que os trabalhadores não qualificados.
Os candidatos ao ensino superior não podem deixar de ter em conta este tipo de informação que vai passar a ser disponibilizada semestralmente (Junho e Dezembro), indicando, também, a respectiva escola de formação. A cada um compete assumir os respectivos riscos da escolha. Há cursos e cursos, escolas e escolas... O processo de Bolonha ao permitir que o aluno mude de curso, sem ter que voltar ao início, permitirá aos actuais estudantes a escolha de um mestrado(2º ciclo) numa área em que a empregabilidade seja superior.
Esta realidade confronta-nos, também, com outro problema. Comprova-se a opinião expressa por António Câmara, CEO da Ydreams, as " Universidades não formam pessoas para serem empreendedoras" mas pessoas que esperam que alguém, de preferência o Estado, lhe garanta o emprego. Estimular o empreendedorismo entre os jovens licenciados à procura do primeiro emprego é urgente e necessário.

Gestão de pessoas

Publicada por José Manuel Dias


E como é que se convence as pessoas a darem o seu melhor?
Claus Möller, especialista em gestão de pessoas, fundador da Time Manager Internacional, responde: " O grande responsável pelo facto de um indivíduo se sentir motivado e dar o seu melhor é o próprio indivíduo. Eu sou reponsável pelo meu próprio grau de motivação. Queremos que as pessoas sejam proactivas e não reactivas. Elas não são vítimas das circunstâncias, são pessoas que podem decidir e mudar o rumo das coisas. Se não gostam do emprego em que estão, podem encontrar outro onde consigam dar o seu melhor. Será melhor tanto para elas como para a empresa. Acho que os líderes empresariais têm efectivamente uma grande responsabilidade no assunto, mas não têm a responsabilidade toda".
Diário Económico de 8 de Novembro

Cooperação estratégica

Publicada por José Manuel Dias

«As autoridades portuguesas estão a avançar com reformas profundas na administração pública, na justiça, na segurança social e em muitos outros domínios».
Cavaco Silva, numa intervenção perante empresários portugueses e chilenos.

Novas estratégias empresariais

Publicada por José Manuel Dias


Fazer de Portugal, nos próximos dez anos, um dos dez países mais atractivos e competitivos da União Europeia é a Visão estratégica explicitada pela Associação Industrial Portuguesa na Carta Magna da Competitividade que pode ser vista aqui. A AIP apresenta, também, os grandes objectivos e princípios que deverão orientar um novo ciclo da economia portuguesa. Merecem particular referência as "dez novas estratégias empresariais" (pág. 7). De entre elas sublinhamos a 4ª - " A internacionalização como condição para a competitividade das empresas, compreende o crescimento exponencial dos fluxos comerciais entre Portugal e o exterior e depende da capacidade de orquestrar as melhores oportunidades e os melhores recursos, estejam onde estiverem".

Empreendedorismo (3)

Publicada por José Manuel Dias


O problema em Portugal é a falta de empreendedorismo dos estudantes ou são as universidades que não incutem esse espírito?
É um processo cíclico. Não temos uma cultura de empreendedorismo. Embora eu sinta que há uma cultura de empreendedorismo muito mais vincada a Norte, por razões históricas. Agora, as novas gerações são muito mais empreendedoras. Além dos 15 mil que tiveram formação avançada, há mais de 40 mil estudantes portugueses que fizeram parte do programa Erasmus, estiveram em toda a Europa. Tradicionalmente a universidade educava as pessoas para serem empregados, eu fui educado para ser empregado numa grande empresa nunca fui educado para ser um empreendedor.
António Câmara, fundador da YDreams, em entrevista ao DN que pode ser lida aqui.

Empreendedorismo (2)

Publicada por José Manuel Dias


No dia em que se inicia o debate parlamentar (*) sobre os critérios de afectação de cerca de 45% da riqueza nacional, que o mesmo é dizer como vão ser distribuídos os dinheiros públicos (provenientes dos nossos impostos e da dívida pública), pareceu-nos oportuno trazer a este espaço uma pequena reflexão sobre a importância do empreendedorismo. Para Peter Drucker "...inovação é a função específica do empreendedorismo, seja num negócio existente, numa instituição pública de serviços ou num novo empreendimento iniciado por um indivíduo na cozinha da família".
Vivemos numa época de profundas mudanças, enfrentamos uma concorrência globalizada, os níveis de desemprego são elevados e as taxas de crescimento económico são reduzidas. O empreendedorismo pode ser a chave para a resolução de muitos dos nossos problemas. As escolas não podem continuar a formar pessoas para serem empregados por conta de outrem (de preferência na Administração Pública porque a estabilidade era garantida). A escola tem de fomentar uma cultura empreendedora que ultrapasse a aversão ao risco e o estigma do insucesso. Aplaudimos, por tudo isto, a decisão o governo de "introduzir o ensino do empreendedorismo em escolas secundárias", conforme previsto no Plano Nacional de Crescimento e Emprego para 2007-2013.
(*) 6 de Novembro de 2007

Competitividade

Publicada por José Manuel Dias


A recuperação de dívidas custa às empresas portuguesas cerca de 50 milhões de horas de trabalho por ano, ou seja, mais cinco mil horas por dia, de acordo com um estudo da Intrum Justitia. As pequenas empresas são as que apresentam os maiores custos de trabalho "per capita" associados à gestão de crédito.
A notícia do Jornal de Negócios desta data, pode ser lida aqui.
A recuperação de crédito é uma área onde, seguramente, a maioria das empresas pode ser mais competitiva. Importa, no entanto, atribuir à gestão do crédito a importância merecida. De nada valerá crescer nas vendas se estas não se vierem a traduzir em meios monetários.
A realidade retratada na notícia remete-nos, também, para outros aspectos e que têm a ver com o comportamento de muitos agentes económicos. Um comportamento que se traduz na falta de cumprimento dos compromissos assumidos, designadamente na falta de pagamento das datas acordadas. Estas atitudes são perniciosa pelo efeitos de bola de neve que têm, afectando outras unidades económicas e minando a respectiva cadeia de valor. Mudar esta realidade depende dos gestores das empresas. A gestão de crédito pode representar uma vantagem competitiva em relação à concorrência. A competitividade de país agradece.

Empreendedorismo (1)

Publicada por José Manuel Dias

O que é o empreendedorismo? O Professor Emanuel Leite, autor do livro "O fenômeno do Empreendedorismo:criando riquezas", responde.

Leituras de fim de semana

Publicada por José Manuel Dias

The underground economy

Publicada por José Manuel Dias


Deparámos com este artigo na "The Economist" e somos tentados a pensar que Portugal está a mudar. Temos, no entanto, presente que o que se diz, nem sempre é concordante com a realidade. Neste estudo rivalizamos com os alemães, com menos de 10% dos inquiridos a admitir que contribuem para economia subterrânea. Recentemente, foi, também, divulgado este estudo, da responsabilidade de Friedrich Schneider, da Universidade austríaca de Linz, onde se conclui que o peso da economia paralela está a diminuir em Portugal. No caso concreto do nosso país, os valores da economia subterrânea são de 22,7% do PIB em 1999/00, de 22,5% em 2001/02 e 21,9% em 2002/03.
Ninguém duvida que a economia paralela retira aos cofres do Estado milhões de Euros. Estima-se que esse valor terá andado próximo dos € 6.000 milhões em 2002. Hoje, com a melhoria de eficiência da máquina fiscal a fuga será consideravelmente inferior, como, de resto, as notícias parecem confirmar. Poderemos, então, dizer que estamos no bom caminho!

Turismo: novos desafios

Publicada por José Manuel Dias


1. O secretário de Estado do Turismo entregou esta semana às regiões de turismo uma proposta da nova lei-quadro para o sector. O documento prevê a redução de 19 para apenas cinco entidades, coincidentes com as NUTS II.
A proposta de decreto-lei, a que a agência «Lusa» teve acesso, estipula a existência de cinco entidades «correspondentes às circunscrições territoriais das unidades territoriais de nível II (NUTS II), coincidindo com as regiões administrativas existentes em Portugal Continental, além das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve».
A notícia desenvolvida pode ser lida aqui.
2. A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) partilha as preocupações do Governo, considerando excessivo o número das actuais regiões de turismo.Para além disso, a associação também considera excessiva a «delimitação territorial sem critério objectivo, o modelo de gestão existente ineficiente, as competências inadequadas e o financiamento com insuficiente controlo».
Para ver notícia completa clicar aqui .
Uma mudança que se aplaude. São muitas as razões que justificam esta posição. Destaquemos apenas as seguintes: dimensão do país, olhemos para o mapa da península; oferta diversificada e experiências distintivas; economias de escala e imagem de marca das grande regiões, para oferta de valor. Recentemente, acompanhei uns amigos ao posto de turismo de Aveiro. A qualidade de atendimento foi, a meu ver, muito sofrível. A indústria do turismo é a indústria do futuro, devemos ser muito exigentes. Só o excelente é suficiente.

PSC - Public Sector Comparator

Publicada por José Manuel Dias


Depois de ter lido isto, fiquei com uma dúvida. Será que foi tido em conta o PSC, isto é, o melhor projecto que poderia ser realizado e financiado directamente pela Administração Pública - em "procurement" tradicional - para efectuar, com todos os requisitos especificados, o provimento do serviço e atingir os mesmos objectivos que o projecto PPP (Parceria Público Privada)? E será que foi apresentado o VfM (Value for the money) tendo em conta o valor líquido de cada uma das alternativas e os correspondentes benefícios (económicos e sociais), sujeitos a critérios de ponderação que traduzam as exigências e requisitos previamente definidos para o projecto e output?
Todos sabemos que as PPP estão a implicar uma mudança da hábitos na Administração Pública e uma transferência de poder de decisão para novos centros. Um acordo de PPP não se confina a um contrato redigido por Advogados. Deve ser o confluir de pareceres de diversos especialistas ( gestores, financeiros, juristas...) que especifiquem quais são os outputs esperados. É bom que não se negligenciem aspectos críticos para que a "boa decisão" de hoje não se venha revelar o "erro de amanhã", com elevados custos para o contribuinte.
Para um maior desenvolvimento desta temática permito-me sugerir " AS PPP/PFI Parcerias Público Privadas e a sua Auditoria", Pombeiro, António A. Figueiredo, Áreas Editora, Lisboa (2003)

A Administração Pública funciona mal

Publicada por José Manuel Dias


É o que revela um estudo, encomendado pelo Instituto Nacional de Administração, apresentado esta manhã no 5.º Congresso Nacional da Administração Pública. Este trabalho realizado por Roberto Carneiro da Universidade Católica, revela que, para os portugueses, a administração pública funciona pior do que os serviços privados. Três em cada quatro pessoas inquiridas (75%) consideram que a administração pública funciona «pior» ou «muito pior» do que o sector privado. A notícia desenvolvida pode ser lida aqui.
Claro que haverá serviços que funcionam melhores do que outros, tal como existirão funcionários públicos excelentes a par de outros que serão medíocres. Importará, por isso, avaliar com rigor a prestação dos Serviços e o desempenho dos funcionários. Mudando o que se justificar e premiando os mais competentes. Aplaudimos, assim, a a decisão de atribuição de prémios de desempenho a 10% dos funcionários, decidida pelo Governo.

Um filósofo entre engenheiros

Publicada por José Manuel Dias



Uma máquina já venceu o melhor jogador de xadrez do mundo, Garry Kasparov. Mas será alguma vez um conjunto de máquinas capaz de vencer a selecção campeã mundial de futebol? A pergunta pode parecer disparatada. Pura ilusão. Desenhar uma máquina para vencer o melhor jogador do mundo de xadrez é "pensar que só há inteligência do pescoço para cima". Desenhar uma equipa de robôs que consiga vencer Cristiano Ronaldo e os seus companheiros é partir do princípio de que "a inteligência é muito mais do que isso". Quem o diz é Porfírio Silva.
Porfírio Silva nasceu em Aveiro, tem 45 anos. Foi Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Homem Cristo. Doutorado em Filosofia. Especialista em inteligência artificial. É com profundo orgulho que o incluo no grupo dos meus amigos. Tem um Blogue que merece ser visitado: o Machina Speculatrix.

Ranking das Escolas

Publicada por José Manuel Dias


Estamos de acordo:
"Com nove nas dez primeiras, a liderança das escolas privadas no ranking 2007 é inquestionável. Mas é abusiva qualquer leitura apressada que coloque as escolas privadas como naturalmente melhores que as públicas. As primeiras tendem a lidar com elites, tanto económicas como culturais, e são as segundas que enfrentam o desafio do país real."
Mas não podemos deixar de referir que uma escola é uma organização e, como tal, não escapa às leis da gestão. A qualidade da sua liderança é decisiva para os resultados que os seus alunos conseguem. Defendemos, por isso, que as escolas públicas devem avançar no sentido da sua crescente autonomia, responsabilizando-as pelas resultados que alcançam.
Somos, assim, favoráveis à divulgação dos Rankings. Pode ver aqui o ranking do ano lectivo anterior.
Parece não haver dúvida que existem Escolas com desempenhos diferenciados. Escolas que têm resultados excelentes e outras que apresentam resultados sofríveis. Indagar das razões porque nuns lados se alcançam melhores resultados do que noutros, é mais do que necessário, é uma tarefa vital. Repensar modelos, aprender com quem faz melhor, partilhar saberes, controlar resultados, monitorizar desenvolvimento de acções, são passos essenciais para a mudança. O Benchmarking pode ser um excelente instrumento para melhorar o desempenho das escolas. Haverá dificuldades? Claro, nada se faz sem esforço e, como bem nos lembra José Manuel Moreira, Professor na UA, " não há qualidade humana sem qualidade profissional e , na verdade, as virtudes – que efectivamente todo o homem deve viver – se concretizam e especificam na profissão”.
Não há que ter receio da competição...

Sugestão de leitura

Publicada por José Manuel Dias



Maria Manuel Leitão Marques, Secretária de Estado da Modernização Administrativa escreve hoje no Diário Econonómico, sobre Que fazer com o sobreendividamento? :
"Defender, como tenho ouvido por aí, uma espécie de subsídio público para todos os que contrataram crédito para consumo ou compra de habitação e que agora são afectados por uma subida da taxa de juro seria uma má solução. Representaria uma sobrecarga e um custo para todos os contribuintes. Desmotivaria a maioria dos consumidores, aqueles que continuam, com um esforço acrescido, a cumprir as suas obrigações. Daria um mau sinal para futuras decisões em matéria de crédito, favorecendo uma cultura de proteccionismo em desfavor de uma cultura de gestão do risco. Premiaria as instituições financeiras que calculam mal o seu risco e praticam crédito irresponsável. E pior do que tudo, provavelmente nem seria suficiente para resolver os casos de verdadeiro sobreendividamento."
Uma posição que não pode deixar de merecer os nossos aplausos.