
Licenciados desempregados por área de estudo:
Formação de professores-5.895; Ciências empresariais-5.040; Ciências sociais e do comportamento-3.997; Engenharias Técnicas e Afins-2.436; Humanidades-2.036; Arquitectura e construção-1.413; Artes-1.318; Serviços sociais-1.094; Informação e jornalismo-838; Direit-833; Ciências físicas-779; Agricultura,Silvicultura e Pescas- 708;Indústrias transformadoras -551; Ciências da Vida-556.
Informação do Gabinete de Planeamento, Estratégia e Avaliação e Relações Internacionais do MCTES (Fonte: Diário Económico de 9 de Novembro)
Importará, no entanto, registar que os licenciados representam menos de 10% do total de desempregados e, como é óbvio, têm muito maior facilidade em arranjar emprego do que os trabalhadores não qualificados.
Os candidatos ao ensino superior não podem deixar de ter em conta este tipo de informação que vai passar a ser disponibilizada semestralmente (Junho e Dezembro), indicando, também, a respectiva escola de formação. A cada um compete assumir os respectivos riscos da escolha. Há cursos e cursos, escolas e escolas... O processo de Bolonha ao permitir que o aluno mude de curso, sem ter que voltar ao início, permitirá aos actuais estudantes a escolha de um mestrado(2º ciclo) numa área em que a empregabilidade seja superior.
Esta realidade confronta-nos, também, com outro problema. Comprova-se a opinião expressa por António Câmara, CEO da Ydreams, as " Universidades não formam pessoas para serem empreendedoras" mas pessoas que esperam que alguém, de preferência o Estado, lhe garanta o emprego. Estimular o empreendedorismo entre os jovens licenciados à procura do primeiro emprego é urgente e necessário.