Projectos, projectos, projectos...

Publicada por José Manuel Dias


Projecto é...
Qualquer coisa que tem princípio meio e fim.
A concretização de uma ideia.
Um esforço para atingir um objectivo.
Uma forma única para alcançar objectivo único.
Um esforço organizado que requer tempo, recursos e uma forma organizativa e implica um custo ou um investimento.
Ou conforme
EDI ( Economic Development Institute)
Projecto é um esforço humano, organizado e temporário no sentido de concretizar uma solução para uma necessidade previamente identificada (ou problema, ou oportunidade).
PMI (Project Management Institut)
Projecto é um esforço organizado e temporário que visa a concretização de um objectivo com carácter único e específico.

Leituras de domingo

Publicada por José Manuel Dias

Portugal é o terceiro país que mais cresce (*)

Publicada por José Manuel Dias


Até final da próxima década, a economia portuguesa vai ser uma das mais dinâmicas da zona Euro e vai convergir com os seus parceiros europeus. Estas são as conclusões de um estudo efectuado pelo National Bureau of Economic Research (NBER) dos Estados Unidos que coloca Portugal como a trigésima primeira economia mais dinâmica num conjunto de 90 países.
Estes dados, elaborados por um conjunto de quatro economistas da Universidade de Harvard, reforçam o optimismo dos portugueses e estão em linha com as últimas previsões do Banco de Portugal.
(*) até 2020
Fonte: Caderno de Economia, do semanário "Expresso", desta data

O futuro dos sindicatos ou os sindicatos do futuro

Publicada por José Manuel Dias


Manuel Carvalho da Silva doutorou-se em Sociologia com louvor, distinção e unanimidade. A sua tese “Centralidade do Trabalho e Acção Colectiva – Sindicalismo em Tempo de Globalização” foi defendida, ontem, no ISCTE, perante uma assistência que incluía, entre outras personalidades, Mário Soares, Maria de Belém, Silva Peneda, João Salgueiro, Silva Lopes e Vital Moreira. A notícia em detalhe pode ser lida aqui.
"Os sindicatos estão desafiados a ter futuro" é a frase final do trabalho do actual Secretário Geral da CGTP. O papel dos sindicatos na sociedade pode ser mais relevante. Importa, no entanto, que o seu modelo de funcionamento interno e os objectivos que perseguem sejam ajustados aos novos tempos. Carvalho da Silva deu, com o seu percurso, um bom sinal para todos. O mundo está mais exigente, cada um deve procurar, ao seu nível, ser mais qualificado. A excelência deve ser perseguida e os mais capazes devem ser premiados em resultado do seu contributo para os resultados.
O futuro vai dar-nos resposta à nossa dúvida: o sindicalista doutorado vai ajudar a mudar o tipo de acção dos sindicatos ou, por força dessa intenção, vai, pelo contrário, ser mudado, deixando o seu lugar de dirigente, para que tudo fique na mesma?

John Kotter

Publicada por José Manuel Dias


John Kotter é professor de Comportamento Organizacional e Recursos Humanos, na Harvard Business School, especialista em liderança, cultura organizacional e gestão de mudança.
O livro A force for Change (1990), é uma das obras de referência, no estudo do fenómeno das lideranças. De acordo com com Kotter um líder, para produzir a mudança, deve focalizar-se em três áreas:
- estabelecer a direcção estratégica da empresa;
- comunicar essas metas aos recursos humanos;
- motivá-los e inspirá-los para que sejam cumpridas.

Boletim de Verão

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal divulgou ontem o Relatório Anual (2006) e o Boletim Económico, este com reajustamentos na projecção de crescimento para este ano e revisão para 2008. Releva-se o cenário ligeiramente mais positivo de andamento da economia portuguesa e o relançamento do investimento. Prevê-se que a economia nacional cresça 1,8% este ano, acelerando para 2,2% em 2008. No que concerne às exportações prevê-se a continuidade de ganhos de quota de mercado em linha com a criação de um modelo produtivo mais saudável.
Nada que justifique notícia...

James S. Taylor

Publicada por José Manuel Dias


James S. Taylor, Professor Catedrático Visitante, da Universidade de Aveiro faleceu. Foi com profundo pesar que tomei conhecimento do mail que me dava nota deste facto. Ontem, depois das cerimónias fúnebres na capela do Corpo Santo em Leça da Palmeira, o corpo foi transportado para o Cemitério do Prado do Repouso para ser cremado.
Fui seu aluno na disciplina de "Gestão de Pessoas, da Mudança e Inovação". Registo a qualidade de comunicação, o tom de voz sempre sereno e pausado, a empatia estabelecida com os alunos, os desafios à nossa participação, a paciência com que nos " ouvia" e as sugestões que me deu para melhoria do "paper" .
Presto a minha homenagem ao Professor e aqui deixo o meu testemunho de profundo apreço pelo seu trabalho. Seleccionei dois dos seus pensamentos favoritos:
um, "If you think something can´t be done, stay out of my way while I do it!"; e o outro que fez questão de sublinhar "A thought to keep with you...":
“You can wait for someone else to make a difference, or you can step up and act. Someone is going to have to initiate change or our world as we know it will be in jeopardy. Innovation & change will be the decisive factors in the future.”
A Universidade de Aveiro ficou mais pobre mas o Professor James Taylor será sempre recordado, com admiração, pelo muito que nos ensinou.

Quadro de Referência Estratégico Nacional

Publicada por José Manuel Dias


Foi publicada em 3 de Julho p.p. , no DR 126 SÉRIE I de 2007-07-03, a Resolução do Conselho de Ministros de 86/2007, da Presidência do Conselho de Ministros, que aprova o Quadro de Referência Estratégico Nacional para o período 2007-2013 (QREN).
O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) assume como grande desígnio estratégico a qualificação dos portugueses e das portuguesas, valorizando o conhecimento, a ciência, a tecnologia e a inovação, bem como a promoção de níveis elevados e sustentados de desenvolvimento económico e sócio-cultural e de qualificação territorial, num quadro de valorização da igualdade de oportunidades e, bem assim, do aumento da eficiência e qualidade das instituições públicas.
O QREN deverá permitir um investimento de 45 mil milhões de euros na economia portuguesa, repartidos entre fundos comunitários e nacionais. Mais fundos, implicará maior desenvolvimento económico e social? O futuro dirá... Os grandes objectivos estão bem enunciados, falta o mais difícil, concretizá-los.

7 Wonders of the World

Publicada por José Manuel Dias


A Grande Muralha da China, o Taj Mahal (Índia) , o Cristo Redentor (Brasil), Petra (Jordânia), a cidade inca Machu Picchu (Perú), o Coliseu de Roma (Itália) e a pirâmide de Chichén Itzá, localizada na península de Yucatán, no México, foram eleitas como as 7 Maravilhas do Mundo.
A cerimónia de atribuição dos prémios teve ontem lugar, em Lisboa, (dia 7 do mês 7 do ano 2007), e foi assistida por várias dezenas de milhares de pessoas nas bancadas e por 1,6 mil milhões de telespectadores em mais de 170 países.
Portugal foi alvo de uma homenagem com a exibição de diversos vídeos alusivos à nossa cultura. Mariza, Carlos do Carmo, Rui Veloso e Camané foram os representantes nacionais na música. Realce, também, para a participação de Dulce Pontes ao lado do tenor José Carreras no tema One World, um símbolo da aproximação entre povos.
Este evento, com grande repercussão em todo o mundo, não deixará de dar um forte contributo para o sector do turismo que, já hoje, representa cerca de 7% do nosso PIB, absorvendo quase 10% do emprego. São considerados factores-chave da atracção de Portugal como destino turístico, o agradável clima português e a beleza da sua costa marítima de 1.792 km. Acresce que a paisagem do litoral e do interior, a cultura, os monumentos e locais históricos, o ambiente hospitaleiro, as infra-estruturas para a prática de desportos náuticos e radicais, e sobretudo do golfe, bem como o nível da hotelaria são aspectos importantes na qualidade do turismo em Portugal.
As receitas de turismo têm registado acréscimos nos últimos anos, tendo chegado a 2005 com 6,4 mil milhões de euros, um incremento de 1,1% em relação ao ano anterior. O Plano Estratégico Nacional de Turismo prevê a criação de medidas para aumentar, qualificar e diversificar a procura de turismo em Portugal, no sentido de captar fluxos turísticos acima da média europeia e reforçar a receita média por turista/dia.
Portugal está em 19º lugar no "ranking" dos principais destinos turísticos, com 11,6 milhões de turistas. Iniciativas como esta contribuirão, seguramente, para a melhoria da nossa posição.
Fontes : Diário de Notícias, Diário Digital e ICEP

Diz quem sabe

Publicada por José Manuel Dias


O Relatório do FMI sobre a economia portuguesa elogia as políticas desenvolvidas pelo Governo de José Sócrates. " A economia recupera finalmente " diz o FMI mas "a situação económica subjacente continua a ser um desafio". Um desafio que não é fácil de vencer. A redução do défice público pode ajudar mas não basta. O problema é mais complicado. O FMI sintetiza:
"Embora estejam a ser realizados progressos, o crescimento da produtividade continua desafasado, a perda de competitividade não foi recuperada e ainda regride o processo de convergência do rendimento com a UE. Na sua raiz, os desafios que se colocam a Portugal resultam de níveis baixos de capital humano, de investimento em I&D e de penetração de TIC mas também de deficiências no ambiente empresarial, na concorrência insuficiente nos mercados internos e na rigidez do mercado de trabalho".
Existe muito boa gente a opinar sobre o que não sabe, seria bem melhor "fazer o trabalho de casa" e, só depois, criticar o desempenho do Governo. Faz falta uma oposição capaz de discutir estratégias e políticas. Uma oposição que não se limite ao "fait divers" e que obrigue o governo a governar melhor. Os portugueses agradecem.

Citações escolhidas

Publicada por José Manuel Dias


1. Há duas maneiras de viver a vida. Uma como se nada fosse milagre. Outra como se tudo fosse milagre.
Albert Einstein
2. Não são as coisas que nos inquietam, só as opiniões que temos delas.
Epitecto
3. Gostamos mais da luta do que do triunfo.
Alfred de Musset
4. O homem é escravo das palavras que diz e mestre das que cala.
Casamayor
5. Falar é uma necessidade. Escutar um talento.
A. Gide

5 Leituras

Publicada por José Manuel Dias


O Porfírio Silva, do Máquina Especulativa, lançou-me um desafio: dar a conhecer 5 livros a que tenha dedicado particular atenção, no passado recente. Antes de o fazer, gostaria, no entanto, de agradecer este repto, vindo de um amigo de longa data e que muito estimo. É uma oportunidade para reflectir sobre o que li e, de entre várias alternativas, escolher aqueles que, por razões diversas, justificam particular interesse.
1. A Minha Vida, de Bill Clinton, da Temas e Debates, é um livro que se vai lendo. Nas suas quase mil páginas, o antigo presidente da nação mais poderosa do mundo, conta-nos o seu percurso até à Casa Branca. Os sonhos da juventude, o encontro com a política, as batalhas eleitorais, os oitos anos da presidência, os reveses, os escândalos. A vida de um homem que marcou uma época.
2. Predadores, de Pepetela, Prémio Camões de 1997, da Dom Quixote. Um romance que se lê num "abrir e fechar de olhos" . Somos conduzidos a uma Angola pós Independência. Uma época, onde o oportunismo permite escalar os degraus da política e da finança, com o intuito de conseguir benefícios próprios e para a família.
3. O Sentimento de Si, de António Damásio, das Publicações Europa América que tenta dar resposta a questões tão simples como esta: como é que chegamos ao saber? Uma leitura fascinante.
4. O que é a Escolha Pública? De José Manuel Moreira e André Azevedo Alves, da Principia. Um livro que devia ser de leitura obrigatória para todos os políticos e candidatos a políticos. As falhas do mercado exigem novas respostas que evitem o repetir de erros do passado. Neste livro, os autores explicitam a" teoria da escolha pública" que consiste, em termos gerais, na "aplicação da análise económica à política".
5. European Dawn After the social model, de Johnny Munkhammar, Timbro Publishers. O autor deste livro, de nacionalidade sueca, relembra-nos que o estado social não tem condições para continuar a resolver os nossos problemas e alerta-nos para a necessidade urgente de promover reformas; indica-nos onde devemos intervir e porquê. Imperdível para quem pensa no futuro.
Era suposto indicar, agora, 5 bloggers para que dessem seguimento a esta corrente, onde gente que lê ( uma percentagem elevadíssima da população portuguesa, como todos sabemos...) fizesse a confissão de leituras passadas e/ou em curso. Não o vou fazer. Sou muito avesso a qualquer tipo de cadeia. Atrevo-me, no entanto, a formular um convite a todos os que nos visitam: escolham 5 livros e digam-nos porque recomendariam a sua leitura. E já agora, se não é pedir muito, deixem-nos a nota da vossa escolha. As férias estão à porta e, ainda, não fiz a escolha dos livros que vou levar.

Flexi...quê?

Publicada por José Manuel Dias


Alguns dizem flexisegurança, outros dizem flexigurança. Mas tanto uns como os outros, pelo menos no debate português sobre o tema, parecem ler apenas a primeira parte da palavra, esquecendo a segunda.
(.../...)
Face ao conceito de flexisegurança, os seus adversários devem considerar as alternativas. Eu só conheço duas alternativas viáveis. A primeira é da flexibilidade sem segurança. Podemos falar aqui de algumas práticas anglo-saxónicas: grande facilidade de despedimento, subsídios de desemprego muito baixos e de curta duração, pouco investimento nas políticas de emprego e formação profissional. A segunda alternativa é da rigidez sem segurança. Esta alternativa é a que existe em Portugal e noutros países do continente europeu. Ela diverge da anterior devido à grande rigidez das leis laborais. Mas essa rigidez é um engano. Na prática, ela subsiste com a total flexibilidade sem protecção para muita gente: para os que trabalham na economia informal, para os que têm contratos a prazo, para todos os outros que vêem as empresas em que trabalham subitamente deslocalizadas ou simplesmente encerradas por incapacidade para competir no mercado global e tecnologicamente avançado.
João Cardoso Rosas, Professor de Teoria Política, no Diário Económico desta data

Não há direitos adquiridos que nos valham...

Publicada por José Manuel Dias


A China vai manter em 2007 o rápido crescimento económico que atingirá os 10,9% até ao final do ano, previu o Centro de Informação Estatal, um instituto de pesquisa governamental, de acordo com notícia publicada nesta data no jornal financeiro oficial China Securities Journal.
A China caminha a passos largos para se tornar a maior potência económica do mundo, ultrapassando os Estados Unidos. Basta pensar nos números: a China tem um bilião e 300 milhões de habitantes, a Índia anda pelo bilião e só depois temos os Estados Unidos que não ultrapassam os 300 milhões. A China já não se contenta em produzir apenas barato, quer produzir com qualidade. Os chineses vêm apostando nas novas tecnologias e na formação. A competitividade, por via dos baixos custos de produção, e o reforço da qualidade dos produtos que produzem, a par da grande agressividade comercial que evidenciam, têm contribuido para incrementar as suas exportações.
Vivemos, hoje, num mundo que se tornou uma aldeia. A sua presença nota-se, cada vez mais, por todo o lado. Produzem barato e exportam cada vez mais. Neste enquadramento não há volta a dar: ou nos preparamos para competir, criando condições para reforçar a nossa competitividade, ou alguém, vindo de longe, se encarregará de nos mostrar que temos andado iludidos com as "conquistas irreversíveis" ou, para usar uma expressão mais actualizada, com "os direitos adquiridos".

1+1=3

Publicada por José Manuel Dias



Esta operação, aparentemente impossível, tem sido usada, de modo recorrente, para explicar o efeito sinérgico do trabalho em equipa. Tenta-se, por esta via, sublinhar que o todo pode ser maior que a soma das partes. No entanto para que para tal desiderato se concretize em termos de resultados, é necessária a observância de um conjunto de pressupostos. Desde logo que exista uma cultura na organização que aceite a partilha de poderes e confira às equipas a adequada autonomia e poder de decisão. Por outro lado, obriga a que as pessoas que integram as equipas disponham de uma adequada formação, não só a nível de competências profissionais como também comportamentais, por forma a que saibam trabalhar em conjunto e a colocar os objectivos da equipa acima dos interesses individuais. Importa, também, efectuar uma análise regular sobre o grau de concretização dos objectivos fixados, em ordem a introduzir as correcções necessárias, sempre que se identifiquem desvios entre o previsto e o realizado.
As organizações que incentivam este modelo de gestão têm, por regra, melhores resultados, pois a criatividade, o empenho e a dedicação de cada um, aceleram a concretização dos respectivos objectivos estratégicos.

Break-even point

Publicada por José Manuel Dias


Break-even point, também conhecido por ponto morto das vendas, é um modo simples e eficaz de medir a rentabilidade (ou prejuízo) de uma empresa. Permite-nos, de igual modo, efectuar simulações alterando as variáveis de cálculo. Uma análise cuidada permite definir, para uma determinada estrutura de custos fixos e um determinado peso de custos variáveis, qual o volume de negócio necessário para atingir uma dada rentabilidade. O break-even point corresponde ao valor das receitas da empresa que se equipara aos respectivos custos (fixos e variáveis). Neste ponto a empresa nem perde nem ganha dinheiro. Acima do break-even point a empresa terá lucros e abaixo dele terá prejuízos.
Quantas das nossas empresas têm uma ideia sobre o valor do respectivo break-even?

O "Presidente europeu"

Publicada por José Manuel Dias


José Sócrates é, desde as 00:00 de hoje, o novo presidente do Conselho Europeu, instância que reúne os chefes de Estado e de Governo da UE.
A escolha de um encontro com 27 jovens, um de cada país membro da UE, para abrir uma presidência europeia tem um carácter inédito, pois, por regra, arrancam com iniciativas mais formais. O tema escolhido para debate é " A tua Europa, o teu futuro" e os jovens participam actualmente no programa Erasmus da União Europeia, através do qual muitos milhares de de europeus já tiveram experiências de ensino em universidades de outros Estados da UE.
Desde hoje e até 31 de Dezembro próximo, a presidência do «bloco comunitário europeu», será assegurada por Portugal. Este grande acontecimento reforçará a visibilidade externa de Portugal durante os próximos seis meses e colocará o Governo de Portugal no centro de praticamente todas as decisões comunitárias, bem como nos mais importantes palcos de negociações internacionais. Esperamos que Portugal e os portugueses estejam à altura destas responsabilidades.

Um PRACE para as Autarquias

Publicada por José Manuel Dias


É o que se preconiza no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses de 2005(*), para dar resposta aos problemas verificados em elevado número das autarquias portuguesas. Estão identificadas 48 autarquias em situação de ruptura financeira e com os gastos de pessoal e aquisição de bens e serviços a somar mais de 50% das despesas.
As alterações legislativas introduzidas pelo actual Governo e pelo Orçamento Geral do Estado limitaram o endividamento bancário das autarquias que passaram a recorrer mais a fornecedores para financiar as suas despesas correntes. No entanto, o saldo global das contas das autarquias locais foi positivo (141 milhões de euros) e o total dos passivos financeiros diminuiu de forma estrutural de 6,1% para 4,7% (343 milhões de euros). Apesar destes números, grande parte das autarquias precisará de efectuar uma consolidação financeira, promovendo a economia de consumo, a rentabilização de recursos e uma maior eficácia na utilização dos meios. Estruturas administrativas pesadas, encargos com aquisição de bens e serviços e despesas com pessoal, concorrem para mais de metade dos gastos das autarquias. Sem intervir nestas rubricas não se conseguirá concretizar a recuperação financeira das autarquias. Aveiro é uma das autarquias nesta situação. O executivo camarário apresentou, recentemente, um programa de recuperação financeira. A prestação de informação sobre a sua execução deve constituir preocupação prioritária. O que foi feito? Com que impactos ? São questões devem ter resposta regular. Está em causa o princípio de "Accountability" ou "prestação de contas" aos eleitores. Os dinheiros públicos que gerem (a larga maioria dos quais provenientes dos nossos impostos) reforçam essa obrigação.
(*)Da responsabilidade de João Carvalho, Maria José Fernandes, Pedro Camões e Susana Joge, docentes do ensino superior, com o patrocínio do Tribunal de Contas, CTOC, IPCA e Universidade do Minho

A arte do poder

Publicada por José Manuel Dias


Não deixe que ninguém saiba exactamente do que é capaz. O homem sábio não permite a ninguém sondar a fundo os seus conhecimentos e as suas capacidades, se quiser ser respeitado por todos. Permite que sejam conhecidos, mas não que sejam compreendidos. Ninguém deve conhecer a extensão das suas capacidades, para não se desapontar. A ninguém dá a oportunidade de as conhecer totalmente. Pois suposições e dúvidas quanto à extensão dos seus talentos evocam mais respeito do que saber precisamente até onde vão, para que sejam sempre excelentes.
Baltasar Gracián (1601-1658)

A revolução silenciosa

Publicada por José Manuel Dias



Foi anunciado pelo Primeiro Ministro, José Sócrates, o crescimento dos cursos profissionais dos ensinos básico e secundário de 3300 para 5000, na apresentação da campanha «Faz o Secundário aprendendo uma profissão», no âmbito das Novas Oportunidades. O aumento de 1700 cursos em relação a 2006/07 e de 2500 relativamente a 2005/06 faz com que os alunos da quase totalidade das escolas secundárias possa optar por um curso profissional. Tem também como finalidade que metade dos alunos venha a optar pelo ensino profissional, cumprindo, aliás, recomendações da OCDE.
Registou-se neste ano lectivo um aumento do número total de alunos - invertendo a tendência verificada nos 10 anos anteriores - graças ao regresso de muitos jovens ao ensino através destes cursos. Nos cursos profissionais a taxa de insucesso e abandono escolar é muito menor e os alunos saem da escola com uma certificação profissional que os habilita para o mercado de trabalho.
Gostaríamos de conhecer a posição dos sindicatos dos professores sobre esta importante medida que está já a contribuir para uma revolução silenciosa...Consulta-se os sites dos sindicatos e a temática é a mesma de sempre " a defesa dos direitos adquiridos" , assumindo-se como novidade a questão do concurso para Professores titulares.
O mundo está a mudar mas , uns tantos, continuam a olhar para as questões de hoje, com a lógica do passado. Não contribuem para a melhoria do ensino, nem para a valorização dos professores e tendem a fechar a porta aos candidatos a professores que aguardam a oportunidade para demonstrar que são tão bons como os melhores e que não temem as avaliações.

Citando Peter Drucker

Publicada por José Manuel Dias



Peter Ferdinand Drucker (1909,2005), considerado "o pai da administração moderna", foi analista financeiro, consultor, professor a autor de mais de três dezenas de livros. Deixou-nos ensinamentos que merecem ser relembrados. Das leituras recentes destaco estes:
1. "Keynes exagerou quando disse qe a longo prazo estamos todos mortos. Só tem futuro a longo prazo quem souber gerir, em simultâneo, o curto prazo".
2. "Não são os custos do produto que devem determinar o preço de venda. O preço que os consumidores estão dispostos a pagar é que deve determinar os custos".
3. "As organizações tradicionais apoiam-se na autoridade e no comando. As organizações do futuro apoiam-se na responsabilidade e autonomia".

A evolução da despesa pública

Publicada por José Manuel Dias


Em 1974, ano em que tomou posse o primeiro de seis governos provisórios, a despesa pública em função do PIB fixava-se nuns modestos 23,1%. Era o peso do Estado num país sem nada, claro. Mas desse ano em diante, este indicador foi subindo com uma particularidade impressionante – nenhum Governo desde 1980 foi capaz de entregar este indicador em valores abaixo daquilo que recebeu. Melhor dito: dos 13 Executivos constitucionais que governaram Portugal desde 1980, nenhum foi capaz de terminar o seu legado com uma diminuição do peso do Estado na economia. Os números impressionam: em 1980, no I Governo de Sá Carneiro, o peso do Estado na economia valia 33,5%. Um ano mais tarde, Pinto Balsemão assumiu o poder até 1983, entregando o país ao executivo do Bloco Central com o Estado a pesar 36,5% do PIB. E por ai em diante: Cavaco recebeu o Governo em 1985 com 38,8% do PIB e saiu em 1995 com uma despesa pública em função do PIB fixada em 42,8%. Guterres manteve-se até 2002 e passou uma despesa a Durão Barroso contabilizada em 44,4% do PIB. Durão arrancou para Bruxelas deixando o registo de 45,8%, e Santana elevou a fasquia aos 46,4%.
Será Sócrates (que fechou 2005 com uma despesa de 47,8%) capaz de chegar às eleições de 2009 com um valor inferior? Isso sim seria inédito, e louvável. Na verdade, as expectativas em relação a este Governo são tão altas que não se pode pedir outra coisa a Sócrates que não inverter esta tendência suicida. Porque estes números revelam um Estado que se considera essencial ao processo económico, e por isso suga-lhe a dinâmica. Não pode ser. O Portugal moderno que se exige tem um Estado que não pesa na economia, repensado, requalificado e capaz de arbitrar à distância um jogo que deve ser livre. O desafio, como mostram os números, não é simples. Mas é o único possível.
Martim Avilez Figueiredo, Diário Económico desta data

Notícias que não são notícia (*)

Publicada por José Manuel Dias

1. De Janeiro a Abril, as exportações registaram um aumento de 20,6% e importações um decréscimo de 4,2%, determinado uma redução do défice da balança comercial de 31,6%. ( Fonte INE)
2. Em Abril de 2007, as novas encomendas recebidas pelas empresas industriais aumentaram 9,9% em termos homólogos. (Fonte INE)
3. De acordo com o Boletim Mensal da Direcção Geral do Orçamento de Maio deste ano, a receita fiscal do Estado registou um crescimento homólogo de 8,9% nos primeiros cinco meses do ano, acelerando face aos 6,2% verificados no período compreendido entre Janeiro a Abril deste ano.
4. O desemprego registado no Continente e Regiões Autónomas nos centros de emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) abrangeu, em Maio último, 397.482 pessoas, o que corresponde a uma queda de 13% face ao período homólogo de 2006, anunciou o IEFP. Comparativamente com o mês anterior, registou-se uma descida de 5,5% no número de desempregados registados.
5. Portugal está a corrigir o défice externo mais rapidamente que o previsto. Fonte: Banco de Portugal.
6. As indicações mais recentes sobre a envolvente externa continuaram a apresentar-se globalmente favoráveis. No plano interno, o indicador de clima económico melhorou em Maio, o que sucede pelo quarto mês consecutivo, registando o valor máximo desde Julho de 2002. Fonte: INE
(*) com o relevo merecido, em alguma da imprensa dita de referência

Manuel Castells e os excluídos digitais

Publicada por José Manuel Dias


Manuel Castells é um conhecido sociólogo espanhol, nascido em 1942, professor na Universidade de Paris, na Universidade de Berkeley, Califórnia, autor de vários livros que têm marcado a nossa agenda recente, e dos quais se releva " A era da Informação". As suas obras anunciavam já os "novos tempos" de uma sociedade globalizada, em rede, na qual a informação é um dos principais elementos. No seu entender, as tecnologias de informação são o equivalente histórico do que foi a electricidade. A internet pode, em sua opinião, ser comparada a rede eléctrica e o motor eléctrico, dada a sua capacidade para distribuir o poder da informação por todos os âmbitos da actividade humana.
O que é ser um "Excluído Digital"? Manuel Castells responde:
Um "excluído digital" tem três grandes formas de ser excluído. Primeiro, não tem acesso à rede de computadores. Segundo, tem acesso ao sistema de comunicação, mas com uma capacidade técnica muito baixa. Terceiro, (para mim é a mais importante forma de ser excluído e da que menos se fala) é estar conectado à rede e não saber qual o acesso que deve usar, qual a informação que deve pesquisar, como combinar uma informação com outra e como a utilizar para a vida. Esta é a mais grave porque amplia, aprofunda a exclusão mais séria de toda a História; é a exclusão da educação e da cultura porque o mundo digital se incrementa extraordinariamente.

O Estado social

Publicada por José Manuel Dias


Apesar de estarmos hoje melhor do que nunca – nunca tantos viveram tão bem –, a nossa economia não cresceu em bases sustentáveis e enferma de problemas diversos que, naturalmente, se agravam à medida que a globalização avança e a nossa competitividade é confrontada com outras economias, outros mercados.
Se é verdade que temos dificuldades decorrentes dos nossos condicionalismos – justificação muito discutível – e sobretudo de erros exclusivos da nossa acção (ou inacção), é simultaneamente verdade que padecemos de uma doença social grave, comum à maioria dos países membros da União Europeia: um Estado que sofre de obesidade mórbida.
Este Estado, que cresceu para nos cobrir paternalmente com a manta do bem-estar colectivo, acabou por se tornar naquele monstro dos pesadelos de infância que nos asfixia durante a noite quando dormimos. Ele, visto pela maioria como uma entidade abstracta e gratuita – o conto de fadas que nos contaram para adormecermos –, afirmou-se como gigantesco e ineficiente, na maioria dos casos, prestador de serviços, enorme empregador, abrigo de amigos, compadre de clientelas políticas, culturais e económicas, capataz económico e, naturalmente, um insaciável sorvedor de recursos.
Transcrito do trabalho sobre o modelo social europeu, apresentado em co-autoria com Ângelo Ferreira e Miguel Oliveira, no âmbito da Cadeira de Políticas Públicas do Mestrado em Gestão Pública da Universidade de Aveiro

As reformas necessárias

Publicada por José Manuel Dias


O Conselho de Ministros concluiu, em 14 de Junho, o procedimento legislativo, a nível do Governo, para reformas de modernização do País: reforma da Administração Pública, reforma do Ensino Superior, reforma do sistema de gestão do território e de licenciamento e reforma do modelo de gestão e financiamento do sector rodoviário. O Governo aprovou ainda outros diplomas em matéria de gestão do Quadro de Referência Estratégico Nacional e em matéria de educação.
A decisão do Governo em adiar por seis meses a decisão sobre a localização do novo aeroporto foi considerada por alguns como um recuo, enquanto outros a consideraram um "avanço". Apareceram mesmo uns quantos que vaticinaram o fim do "ímpeto reformista" do Governo de José Sócrates.
Ora aí está o devido esclarecimento, a ser publicado em Diário da República. As reformas avançam e em sectores que estão bem carenciados de alterações. Como alguém já referiu no passado " O governo deve apenas fazer o que as pessoas, por si só, não conseguem" e ainda " a abordagem pelos deveres proporciona um horizonte mais amplo que a abordagem a partir dos direitos". Impõe-se, por isso, uma nova lógica de organização do Estado e o repensar de quais são as suas funções. O Estado prestador deve dar lugar, sempre que possível, ao Estado regulador. A missão do Estado " não deve ser remar mas segurar o leme".
Somos cidadãos-contribuintes temos, por isso, o direito e o dever de exigir de todos os serviços públicos a prestação de contas (accountablity) de modo a verificar se funcionam de acordo com princípios de eficiência, economia e eficácia, reclamando os ajustamentos que se justificarem. As reformas materializando estas preocupações são necessárias e merecem, por isso, os nossos aplausos.

De que nos queixamos?

Publicada por José Manuel Dias


Sempre me fez impressão a influência que a França, em detrimento da Inglaterra (e do mundo anglo-saxónico) tem sobre Portugal. Com eles partilhamos o pior: o modelo da Administração Pública, o papel do Estado, a incapacidade para fazer rupturas (excepto com revoluções), etc.
Esta semana, os franceses deram mais uma prova de como somos tão parecidos. O primeiro-ministro de Sarkozy disse que pondera aumentar o IVA em cinco pontos para substituir as contribuições sociais que as empresas entregam ao Estado.
O que é que isto significa? Que os consumidores se substituirão às empresas no financiamento do Estado social. Reduzir o ónus sobre as empresas, dando-lhes mais condições para investir, é boa ideia. Transferir esse ónus para os consumidores é um disparate.
Porque o que está mal não é o modelo de financiamento. É o próprio Estado social. Se Sarkozy quer libertar as empresas das contribuições sociais, reduza as (generosas) prestações sociais do Estado francês. Essas é que tolhem a criação de emprego.
O disparate de Fillon, a poucos dias das legislativas, confirma o que se suspeitava: Sarkozy não é um revolucionário. Os leitores mais cínicos dirão que não pode haver revolucionários num país onde esquerda e direita partilham tantos dogmas. É verdade, mas o que me preocupa não é isso: é pensar que, por cá, um dia destes alguém copia a ideia.
Camilo Lourenço, Jornal de Negócios de 15 de Junho

Provérbio árabe

Publicada por José Manuel Dias



Aquele que não sabe e não sabe que não sabe, é um tolo - evite-o.
Aquele que não sabe e sabe que não sabe, é um estudioso - instrua-o.
Aquele que sabe e não sabe que sabe, é um simples - acorde-o.
Aquele que sabe e sabe que não sabe, é um sensato - siga-o.

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Publicada por José Manuel Dias



Os portugueses espalhados pelo mundo comemoram ao longo deste fim-de-semana o 10 de Junho com exposições, provas desportivas, cerimónias oficiais e várias festas. Estima-se que existam espalhados por todo o Mundo cerca de 5 milhões de portugueses e luso-descendentes. Mas o que é a Pátria?
João Bénard da Costa, cineasta, combatente pela liberdade durante a dituadura, da esquerda católica que combateu Salazar responde: "Pátria é uma ideia de família. De lar, da nossa casa, com os nossos pais, com a nossa história. É uma ideia de passado mas também uma ideia de futuro - as famílias também se renovam". E aqui onde entram dias como o 10 de Junho? "São rituais, são símbolos importantes, nas famílias também existem rituais, como os almoços de Natal.
Viriato Soromenho Marques, filósofo, ex-presidente da Quercus: "As pátrias implicam uma construção. São uma obra de arte e não uma obra da natureza. E sempre em permanente renovação: para uma pátria não há idade de reforma. Existe, no entanto, uma certa apatia cívicaporque há muito que Portugal tem mais de memória do que de futuro.Falta um projecto: discutir a Pátria é discutir a Europa, Portugal na Europa. Portugal é um país que parece só conseguir imaginar-se fora das suas fronteiras."
José Mourinho, treinador do Chelsea, defende que a ideia de prática se cria de fora para dentro: " Estar aqui [em Portugal] faz- me diluir a ideia de pátria. É lá fora que penso mais nisso."
Fonte: Diário de Notícias desta data

A Escolha Pública

Publicada por José Manuel Dias


Tradicionalmente, os economistas dedicavam pouca atenção ao modo de funcionamento do Governos e da Administração. (.../...)
A teoria da escolha pública veio precisamente alertar para a necessidade de questionar a própria acção do Governo e da Administração Pública, partindo do pressuposto, aparentemente razoável, de que os indivíduos que actuam no mercado não se transformam radicalmente quando passam a agir na esfera governativa ou burocrática. (.../...)
Como insiste G. Stigler, os economistas, da noite para o dia, deixaram de pregar a abstenção do Governo para passarem a recomendar a sua intervenção. Não pararam no entanto sequer para pensar se algum Governo teria a capacidade para assumir esses compromissos de forma eficiente, antes dando-a como pressuposto. Ora, a nova teoria económica do governo lança sérias dúvidas sobre a bondade deste pressuposto implícito.
Assim, há vários pontos que se torna necessário considerar. Em primeiro lugar, qualquer proposta de intervenção do Governo deve explicitar não só os objectivos a atingir, mas também os custos envolvidos, os recursos humanos necessários, o esquema organizacional e de incentivos a aplicar e os métodos de avaliação a utilizar na prossecução dos objectivos desejados. Em segundo lugar, é necessário ter sempre presente que uma eventual imperfeição do mercado não é condição suficiente para justificar uma intervenção do Governo. Em terceiro lugar, devemos estudar os processos de governação, de forma a tentar aumentar a eficiência.
Retirado de "O que é a Escolha Pública", André Azevedo Alves e José Manuel Moreira, Principia, Publicações Universitárias e Científicas, Cascais (2004)

Compliance

Publicada por José Manuel Dias


A palavra Compliance vem do verbo inglês to comply, que significa "cumprir, executar". Compliance, na prática, implica concordância. Tem como propósito acatar o espírito das leis, regulamentos, normas internas ou externas. Visa impedir o não cumprimento. É sinónimo de qualidade. Complaince não tem funções de fiscalização mas tem de criar controles que lhe permitam monitorizar as operações que a organização efectua. Deve certificar-se de que os colaboradores fazem o que devem. O objectivo é evitar falhas. Claro que é difícil existir uma organização à prova de falhas mas a preocupação de as evitar deve ser constante. Só assim se garantirá um desempenho de qualidade.
Quem ganha com o desenvolvimento da Compliance? Os stakeholders, os interessados nos destinos da organização. Quando se trata de serviços públicos, teremos de concordar que, em primeira linha, ganham os cidadãos. Fazendo o que é suposto fazerem "os servidores do público" não perdem tempo a contar piadas, a remeter emails com anedotas, a organizar a agenda pessoal no Computador de Serviço, a conversar em chats ou a consultar sites das agências das viagens para programarem as próximas férias. Fazem o que devem: servir o público de acordo com os objectivos que lhe foram fixados, com eficiência e com eficácia. Têm de ter presente que somos todos nós, cidadãos-contribuintes, que suportamos os desperdícios dos serviços públicos. Acontecimentos recentes, noticiados pelos media, vêm reforçar a necessidade de criar uma cultura de Compliance - controle e rigor - para garantir melhores serviços públicos.

Casa Pronta

Publicada por José Manuel Dias


Foi aprovada no dia 6 de Julho p.p. o Decreto-Lei que concretiza uma das medidas previstas no Programa Simplex, através da criação de um procedimento especial de transmissão, oneração e registo de imóveis denominado «Casa Pronta». O propósito é a eliminação de formalidades dispensáveis nos processos de transmissão e oneração de imóveis e a possibilidade de realizar todas as operações e actos necessários num único balcão, perante um único atendimento. Com esta inovação torna-se desnecessário o envio separado da informação a diversos serviços públicos, pois o envio da informação passa a ser feito por via electrónica, com o preenchimento de formulários únicos.
Esta medida vai fazer baixar os preços, uma vez que pela via tradicional a compra e venda de casa com hipoteca (empréstimo bancário) tem um custo médio de 947,83 euros e passa para 650,00 euros, o que corresponde a uma descida de 31,4%. Este projecto vai ter um período experimental de decorrerá em 5 municípios.
Os nossos aplausos para o Governo por este combate à burocracia. Quem não deve ficar satisfeito são os burocratas que um dia alguém definiu como sendo as "pessoas que tendem a criar dificuldades para venderem facilidades".

Quem avisa...

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal avisou, ontem, para o risco potencial que representa o elevado endividamento das famílias portuguesas para a actividade dos bancos nacionais, que continua a crescer muito à custa do crédito aos particulares.
Numa altura em que se aguarda um novo aumento das taxas de juro na Zona Euro, o relatório sobre a estabilidade do sistema financeiro português, elaborado pelo Banco de Portugal, alerta para as consequências e riscos que a banca pode enfrentar. A instituição liderada por Vítor Constâncio explica que o forte endividamento do sector privado português levou a banca a recorrer a financiamentos nos mercados internacionais, situação que torna os bancos sensíveis a alterações de sentimento nos mercados financeiros. O endividamento das famílias portuguesesas aumentou 6 pontos percentuais o ano passado, tendo passado de 86% em 2000 para 124%, em 2006.
Continuamos, pois, a viver acima das nossas possibilidades. Gasta-se o que se tem e o que não se tem. Só revendo este comportamento consumista podemos encarar o futuro com mais optimismo. Depois não digam que não foram avisados.

500.000

Publicada por José Manuel Dias



É o número de portugueses que vão passar a ter acesso a um computador ligado à banda larga, já a partir de Setembro. O desenvolvimento da sociedade de informação é um dos muitos objectivos do Plano Tecnológico. Com esta iniciativa o Governo garante que estudantes, professores e trabalhadore em formação, tenham um melhor e mais qualificado acesso, quer ao uso do computador, quer da banda larga. Uma economia competitiva tem que acompanhar os avanços tecnológicos. Esta iniciativa tem de ser considerada como um passo no sentido de melhorarmos colectivamente o nosso desempenho. O financiamento desta medida é assegurado pelas contrapartidas que o Estado contratualizou com os operadores no licenciamento das comunicações móveis de terceira geração. Os alunos do 10º ano e os professores já vão ter a possibilidade de ter um PC a partir de Setembro...
Dos jornais
Sem quereremos pôr em causa a bondade da iniciativa, gostaríamos, no entanto, de deixar um alerta: as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são um instrumento, o que é verdadeiramente importante é saber que uso se faz das mesmas e com que propósito. Os futuros utilizadores vão ter a palavra...

Portugal seguro

Publicada por José Manuel Dias



Portugal foi considerado o nono país mais pacífico do mundo, de acordo com o ranking realizado pela revista britânica The Economist, que incidiu sobre 121 países. O «Global Peace Índex» refere que as mais de 391 mil participações criminais registadas em território nacional em 2006 são «quase irrisórias», revelando que, dos dez países mais seguros do mundo, sete são da Europa.
O primeiro lugar da lista mundial é ocupado pela Noruega, seguida da Nova Zelândia, Dinamarca, Irlanda, Japão, Finlândia, Suécia, Canadá, Portugal e Áustria.
No topo das nações mais perigosas encontra-se o Iraque, assolado por dezenas de mortes diárias, o Sudão, onde grassam a fome e os conflitos armados internos, seguidos por Israel, Rússia, Nigéria, Colômbia, Paquistão, Líbano, Costa do Marfim e Angola.
Fonte: Público de 31 de Maio
Esta notícia tem, desde já, o mérito de silenciar aqueles que injustificamente reclamam contra a "insegurança em que vivemos". Temos vivido "no céu" e, alguns, por razões pouco claras, tentam fazer-nos crer que é "o inferno que nos envolve". Poupem-nos a tais disparates.

O desemprego e a formação

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de desemprego na Zona Euro e nos 27 Estados-membros da União Europeia em Abril foi de 7,1%, uma quebra de 0,1 pontos percentuais em relação a Março, revelou hoje, em Bruxelas, o Eurostat.
Portugal registou em Abril último uma taxa de desemprego de 8%, sendo que a Holanda é o que regista a percentagem mais baixa (3,3), seguida da Dinamarca (3,4) e da Irlanda (4%). No fundo da tabela estão a Polónia (11,2), a Eslováquia (10,5), a França e Grécia (ambas com 8,6%).
Dos Jornais
As notícias sobre a evolução do desemprego não devem deixar de nos preocupar mas, se reflectirmos um pouco, poderemos concluir que é uma inevitabilidade dum crescimento económico que se suporta em padrões de maior exigência. Prevê-se para Portugal um crescimento do PIB na ordem dos 2%. Sucede, entretanto, que a modernização do tecido produtivo continuará a ser acompanhada pelo aumento de desemprego dos menos qualificados ( as empresas que apostam nos custos de mão de obra mais baixos vão continuar a deslocalizar-se) e pelo aumento do investimento em novas tecnologias, acompanhado pela contratação de trabalhadores mais habilitados. Este balanceamento é, por ora, desfavorável ao crescimento do emprego mas é condição essencial para num futuro próximo recuperarmos novos empregos, em indústrias e sectores, onde se possa ser competitivo de modo sustentável. Importa, entretanto, que se sublinhe em todos os lados a importância de se investir na formação. Melhorar competências está na ordem do dia. Uma responsabilidade de todos e de cada um.

Os portugueses e as TIC

Publicada por José Manuel Dias


Este ano, até dia 29 de Maio e no conjunto das duas fases, foram entregues mais 112 mil declarações Modelo 3 do IRS do que em igual período do ano anterior. Uma subida justificada, em grande parte, pelo sucessivo aumento que se tem vindo a registar nos níveis de cumprimento das obrigações fiscais por parte dos contribuintes.
Em 2007, o número de declarações Modelo 3 entregues pela Internet superou, pela primeira vez, o das entregas em papel. Verifica-se assim que, no conjunto das duas fases, o número de declarações entregues pela Internet aumentou 27,3% em relação ao ano anterior – mais 569 mil declarações – atingindo a percentagem histórica de 60%, o que constitui um valor de excelência em termos internacionais, bastante superior à média registada nos Estados membros da União Europeia.
Dos jornais
Estamos todos de acordo que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) podem constituir um factor de excelência no desenvolvimento da economia de um país, contribuindo para a criação de valor, partilha de conhecimento e aumento de produtividade. Portugal tem dado passos decisivos nesse sentido, em ordem à criação de uma Administração Pública mais eficiente, mais eficaz, mais célere e mais transparente. Os cidadãos, a avaliar por estes dados, têm correspondido. Temos níveis de utilização deste serviço superior à media da União Europeia. Um contributo importante para o reforço da nossa competitividade. Bem precisamos!

Imagem enovoada

Publicada por José Manuel Dias


Paradoxo: por um lado, a televisão fabrica-me representações de um mundo longínquo; por outro, esse é o mundo adequado ao meu mundo. É o que me convém: se as imagens do mundo não me dizem respeito, ou me dizem só longinquamente respeito, então está tudo bem assim, porque a minha imagem também só enevoada me diz respeito. Eu nem me apercebo do «longe», do «afastamento», da «ausência de mim a mim». Não há paradoxo, porque não há consciência dele. Não há sobressalto de pensamento. Tudo se mistura, talvez.
José Gil, in 'Portugal Hoje - O Medo de Existir'

No bom caminho...

Publicada por José Manuel Dias



Pela primeira vez, ao fim de cinco anos, o crescimento económico ultrapassa os 2%, o que representa um factor de confiança e um número que espelha com clareza a recuperação da nossa economia. Esta é a leitura possível das estimativas do Instituto Nacional de Estatística, que mostram um crescimento do Produto Interno Bruto de 2,1%, no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2006. Comparativamente com o 1º trimestre de 2006, o valor das exportações cresceu 11,2%, enquanto o das importações subiu 1,1%. Dados que comprovam que estamos no bom caminho...Pouco dirão alguns. Mais que no passado recente, dirão outros. Uma coisa é certa : é o maior crescimento dos últimos 5 anos mas quando o nosso atraso, em relação às restantes economias europeias é grande, importa crescer mais depressa.
Confiança no futuro, orientação para os resultados, combate ao desperdício, melhoria da produtividade, eliminação de privilégios injustificados, redução do absentismo, adopção das melhores práticas de gestão, reforço de competências, prémio para os mais competentes, têm, cada vez mais, de ter aderência à nossa realidade se queremos ter futuro.

Dia da Universidade de Aveiro

Publicada por José Manuel Dias



As comemorações do Dia da Universidade realizam-se hoje, a partir das 10h00, com a cerimónia de entrega de diplomas aos alunos da Universidade de Aveiro que concluíram os seus estudos no ano lectivo 2005/2006. Aos 1093 licenciados, juntam-se 194 bacharéis, 38 detentores de complemento de formação, 278 mestres, 86 doutores e 11 doutores com agregação, num total de 1700 diplomados. É também nesta cerimónia, presidida pela Reitora, que são distinguidos os alunos do ano lectivo 2005/2006 que mostraram um aproveitamento escolar excepcional. Este ano, vão, assim, ser entregues 21 bolsas de mérito.

Quem tem medo do lobo mau?

Publicada por José Manuel Dias


Existem muitas explicações para o medo quase paranóico que os seres humanos foram sentindo através dos tempos em relação aos lobos. Uma das hipóteses é que o cordeiro é o símbolo de Cristo e, como os cordeiros são um belo jantar para os lobos, é fácil pintar o lobo como demoníaco. O lobo, visto como inimigo do cordeiro, tornou-se um simbolismo negativo na civilização ocidental.
O medo dos lobos está também perpetuado nos contos de fadas. Por exemplo o conto do Capuchinho Vermelho foi interpretado por alguns como sendo um aviso de natureza sexual para as meninas adolescentes. Ao falar com o lobo, o Capuchinho Vermelho deu o primeiro passo para a sua desgraça. O lobo era o símbolo do Mal, representava talvez o Diabo, que ali estava apenas para tentar as pessoas.
Hoje em dia esses mitos começam a desvanecer-se e podemos começar a ver o lobo como o viam os índios americanos, que o respeitavam pela sua coragem, inteligência e enormes capacidades. Estes povos envergavam frequentemente cabeças e peles de lobo, na esperança que a magia dos lobos entrasse nos seus corpos e mentes e assim pedissem herdar a sua perícia e capacidades.
Hoje, sabemos que não precisamos de uma pele de lobo - podemos optar por simplesmente deixar que as lições da alcateia guiem o nosso comportamento para com os outros.
Extraído de " A sabedoria dos lobos", Twyman L. Towery, Editora Sinais de Fogo, Cascais (1995)

Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Publicada por José Manuel Dias


Desde o dia 3 de Maio, desapareceram, além de Madeleine McCann, mais de 800 crianças e jovens, só no Reino Unido. A informação foi veiculada por responsáveis da linha de apoio National Missing Persons, que chamaram à atenção para a diferença, a nível de mediatização, entre esses casos e o da menina desaparecida no Algarve.
Existe em curso um debate, no Reino Unido, em torno de Maddie que não se resume ao tema central que é o desaparecimento da criança, envolvendo também a cobertura mediática do caso. No domínio da internet, a página criada no início do mês para ajudar a encontrar a menina inglesa já teve mais de 100 milhões de acessos, reunindo milhares de mensagens de apoio, provenientes de todo o Mundo. Resta saber se este caso está a ser tratado da melhor forma. É, no entanto, um caso paradigmático. Será que a divulgação em massa de fotografias de uma criança desaparecida pode ter efeitos perversos? Será que o raptor não será levado a desfazer-se da criança ou a escondê-la com mais cuidado? Será que são mobilizados recursos idênticos para todas as crianças desaparecidas? A gratificação prometida para quem facultar informações relevantes não conduzirá ao aparecimento de inúmeros testemunhos que desviarão os investigadores das pistas mais consistentes para localização da criança? Questões que merecem reflexão numa época, em que muitos pais se demitem das suas responsabilidades ou, por vicissitudes diversas, não lhes conseguem propiciar as condições para um desenvolvimento salutar.
Amanhã assinala-se o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. Uma palavra de solidariedade para todos os que vivenciam situações desta natureza e um voto de esperança na capacidade dos homens em construir um mundo melhor.
Adaptado dos Jornais

Aplausos para a IES

Publicada por José Manuel Dias


A solução Informação Empresarial Simplificada (IES) já entrou em vigor e permite, através de um formulário electrónico, unificar quatro obrigações empresariais numa operação que vai abranger as 400 mil empresas que operam no país.
Esta medida, inserida no Programa Simplex 2007, vai evitar a apresentação da declaração anual de informação contabilística e fiscal, o registo de prestação de contas e a prestação de informação para efeitos estatísticos ao Instituto Nacional de Estatística (INE) e ao Banco de Portugal (BdP).
Os Técnicos Oficiais de Contas devem enviar um formulário electrónico único, a partir do site do IES ou das Declarações Electrónicas do Ministério das Finanças. Com a submissão electrónica do IES, as empresas podem ter acesso aos documentos de prestação de contas e ao registo de prestação de contas, sendo que este último é a única obrigação sujeita a pagamento de 85 euros (em papel tinha o preço de 126 euros).
Em colaboração com entidades como a Direcção-Geral dos Registos e Notariado, o Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal, o programa aplica-se a mais de 98 por cento das empresas nacionais. Longe das primeiras páginas dos jornais, das notícias de abertura de telejornais, das polémicas estéreis sobre questões menores, Portugal está a mudar...Só assim, com medidas com esta, com impacto nos custos de contexto, se conseguira reforçar a nossa competitividade.

Absentismo

Publicada por José Manuel Dias


Absentismo é e expressão usada para designar a falta do empregado ao trabalho. São muitas e variadas as causas que podem conduzir ao absentismo. Desde doença comprovada (ou não), razões de carácter familiar e faltas por motivos diversos. O absentismo pode ser calculado tendo em conta o número de horas/ homem perdidas a dividir pelo nº de dias de trabalho efectivo. Um elevado absentismo - superior a 5% - deve ser convenientemente explicado. Todos sabemos que o absentismo é um factor de grande incerteza numa organização, constituindo, por isso, motivo de grande preocupação para as respectivas lideranças. Não podemos por isso, deixar de condenar aqueles que, "sãos como pêros", se deliciam com os calores da Primavera usufruindo da "Baixa por doença". O Estado gasta anualmente 500 milhões de euros em Subsídios por doença. O Governo promoveu, no início deste ano, uma inspecção destes casos e detectou que cerca de 1/3 correspondia a baixas fraudulentas. Uma acção meritória que deve ser prosseguida. Está em causa o nosso dinheiro, o dinheiro dos nossos impostos. Escusado será dizer que o elevado absentismo concorre para baixa produtividade, designadamente nos serviços públicos. Existe um grande trabalho pela frente...

A vantagem do saber

Publicada por José Manuel Dias


Não existe ocupação tão agradável como o saber; o saber é o meio de nos dar a conhecer, ainda neste mundo, o infinito da matéria, a imensa grandeza da Natureza, os céus, as terras e os mares. O saber ensinou-nos a piedade, a moderação, a grandeza do coração; tira-nos as nossas almas das trevas e mostra-nos todas as coisas, o alto e o baixo, o primeiro, o último e tudo aquilo que se encontra no meio; o saber dá-nos os meios de viver bem e felizmente; ensina-nos a passar as nossas vidas sem descontentamento e sem vexames.
Marcus Cícero, in 'Disputas Tusculanas'

Nicholas Negroponte

Publicada por José Manuel Dias


Nicholas Negroponte foi fundador e Director do Media Laboratory, do Massachussets Institute Of Techology (MIT) que estuda e experimenta novas formas de comunicação humana na área do multimédia. Autor do livro Being Digital, guia essencial para a compreensão da importância das "novas auto-estradas da informação". Ser digital, no seu entender, é libertar-se dos actuais limites de comunicação. Uma cultura de procura vai substituir a cultura da oferta: cada um de nós vai escolher os seus programas, personalizando-os a seu gosto, consumindo-os onde e quando quiser. Negroponte também nos alerta para os riscos desta evolução, designadamente pela exposição da vida privada mas, no balanço que faz, acredita que os prós superam os contras.

Máximas de autores desconhecidos

Publicada por José Manuel Dias


1. Hoje é o amanhã que tantos nos preocupava ontem.
2. Falta de tempo é a desculpa dos que perdem tempo por falta de método.
3. Uma pessoa pode falhar muitas vezes mas apenas se torna num falhado quando começa a culpa outro.
4. Não desperdicemos o tempo presente. Ele é o único em que podemos reparar o passado e construir o futuro.
5. A vida é como uma cana: só dá açúcar depos de passar por grandes apertos.

PME Líder

Publicada por José Manuel Dias


O IAPMEI contratou recentemente, em Lisboa, parcerias instititucionais com os principais Bancos portugueses, no âmbito do programa FINCRESCE. Esses Bancos estão a convidar as melhores empresas nacionais a aderirem ao estatuto PME Líder.
PME Líder, são empresas que pelas suas qualidades de desempenho e perfil de risco se posicionem como motor da economia nacional em diferentes sectores de actividade, prosseguindo estratégias de crescimento e liderança competitiva.
Do universo das PME Líder, identificar-se-á o grupo das PME Excelência, empresas que se distingam pelo seu nível superior, bem como as que manifestem predisposição para protocolar, no âmbito do Programa, a implementação de um plano de intervenção formatado à medida das suas necessidades, no sentido de colmatar fragilidades e melhorar o posicionamento no mercado.
O IAPMEI pretende com esta iniciativa valorizar exemplos de bom desempenho e incentivar dinâmicas empresariais que contribuam de forma relevante para o desenvolvimento da Economia portuguesa.

Falsa segurança

Publicada por José Manuel Dias


Pergunta o barqueiro ao peixinho dourado:
Não entendo a tua insensatez,
sempre a nadar contra a corrente...
A resposta não pôde ser ouvida,
pelo inadvertido barqueiro
que viu o barco
mergulhar indefeso
no despenhadeiro...

Autor desconhecido

Top Ten

Publicada por José Manuel Dias

Portugal está em décimo lugar na lista dos maiores défices de balança corrente, de acordo com dados disponibilizados pelo FMI. USA, Espanha, Reino Unido, França, Itália , Austrália, Turquia, Grécia e Índia estão nos lugares à nossa frente. O elevado endividamento espelha, no entanto, diferentes realidades. O caso português traduz, essencialmente, falta de competitividade das empresas exportadoras, a elevada dependência face ao petróleo, a corrida ao crédito das famílias portuguesas e a dívida pública assumida pelo Estado para suportar os níveis altíssimos de despesa públicas ( mais de 50% do PIB).
Quanto mais os portugueses recorrem ao crédito, mais os bancos têm necessidade de se financiar no exterior para suprir a procura de crédito. A escalada do endividamento externo " tenderá a traduzir-se num aumento do pagamento de juros, o que, na ausência de uma aceleração da produtividade, implicará um menor contributo da procura interna para o crescimento do PIB no futuro". Os encargos decorrentes da dívida vão custar por ano, de acordo com o Banco central, cerca de 3% do PIB.
Fonte: Diário Económico, de 14 de Maio
Bem podem dizer alguns que não têm culpa mas, a avaliar pelo relatório do FMI, somos "todos responsáveis": Estado, Empresas e Famílias. Todos gastam mais do que podem e quem nos financia é "o estrangeiro". Ou se arrepia caminho ou a factura será bem dolorosa.