O jovem grego Narciso observou uma imagem nas águas dum lago e apaixonou-se. Descobriu, pouco depois, que essa imagem era o seu próprio reflexo e que, portanto, o seu amor não se consumaria. Desesperado, afogou-se.
A larga maioria das pessoas tem um problema semelhante. Está profundamente apaixonada por si própria. Um amor que não se concretiza e que , por isso, se traduz em insatisfação. O efeito narciso joga na percepção do que os outros pensam, nos seus valores mais íntimos, nos gostos, nos humores...
Esta capacidade de entender os outros, imitando-os mesmo em muitas situações, traduz-se num poder imenso. A pessoa que é capaz de ver as coisas com os olhos e os sentires do outro, acaba por criar laços de afectividade que lhe permite exercer um poder que não se alcança apenas com recurso à razão. O efeito narciso faz maravilhas, quer na vida pessoal, quer nos negócios.
Adaptado de As 48 Leis do Poder, Greene, Robert e Elffers, Joost, Temas e Debates, Lisboa (2001)




















