Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Publicada por José Manuel Dias



Os portugueses espalhados pelo mundo comemoram ao longo deste fim-de-semana o 10 de Junho com exposições, provas desportivas, cerimónias oficiais e várias festas. Estima-se que existam espalhados por todo o Mundo cerca de 5 milhões de portugueses e luso-descendentes. Mas o que é a Pátria?
João Bénard da Costa, cineasta, combatente pela liberdade durante a dituadura, da esquerda católica que combateu Salazar responde: "Pátria é uma ideia de família. De lar, da nossa casa, com os nossos pais, com a nossa história. É uma ideia de passado mas também uma ideia de futuro - as famílias também se renovam". E aqui onde entram dias como o 10 de Junho? "São rituais, são símbolos importantes, nas famílias também existem rituais, como os almoços de Natal.
Viriato Soromenho Marques, filósofo, ex-presidente da Quercus: "As pátrias implicam uma construção. São uma obra de arte e não uma obra da natureza. E sempre em permanente renovação: para uma pátria não há idade de reforma. Existe, no entanto, uma certa apatia cívicaporque há muito que Portugal tem mais de memória do que de futuro.Falta um projecto: discutir a Pátria é discutir a Europa, Portugal na Europa. Portugal é um país que parece só conseguir imaginar-se fora das suas fronteiras."
José Mourinho, treinador do Chelsea, defende que a ideia de prática se cria de fora para dentro: " Estar aqui [em Portugal] faz- me diluir a ideia de pátria. É lá fora que penso mais nisso."
Fonte: Diário de Notícias desta data

A Escolha Pública

Publicada por José Manuel Dias


Tradicionalmente, os economistas dedicavam pouca atenção ao modo de funcionamento do Governos e da Administração. (.../...)
A teoria da escolha pública veio precisamente alertar para a necessidade de questionar a própria acção do Governo e da Administração Pública, partindo do pressuposto, aparentemente razoável, de que os indivíduos que actuam no mercado não se transformam radicalmente quando passam a agir na esfera governativa ou burocrática. (.../...)
Como insiste G. Stigler, os economistas, da noite para o dia, deixaram de pregar a abstenção do Governo para passarem a recomendar a sua intervenção. Não pararam no entanto sequer para pensar se algum Governo teria a capacidade para assumir esses compromissos de forma eficiente, antes dando-a como pressuposto. Ora, a nova teoria económica do governo lança sérias dúvidas sobre a bondade deste pressuposto implícito.
Assim, há vários pontos que se torna necessário considerar. Em primeiro lugar, qualquer proposta de intervenção do Governo deve explicitar não só os objectivos a atingir, mas também os custos envolvidos, os recursos humanos necessários, o esquema organizacional e de incentivos a aplicar e os métodos de avaliação a utilizar na prossecução dos objectivos desejados. Em segundo lugar, é necessário ter sempre presente que uma eventual imperfeição do mercado não é condição suficiente para justificar uma intervenção do Governo. Em terceiro lugar, devemos estudar os processos de governação, de forma a tentar aumentar a eficiência.
Retirado de "O que é a Escolha Pública", André Azevedo Alves e José Manuel Moreira, Principia, Publicações Universitárias e Científicas, Cascais (2004)

Compliance

Publicada por José Manuel Dias


A palavra Compliance vem do verbo inglês to comply, que significa "cumprir, executar". Compliance, na prática, implica concordância. Tem como propósito acatar o espírito das leis, regulamentos, normas internas ou externas. Visa impedir o não cumprimento. É sinónimo de qualidade. Complaince não tem funções de fiscalização mas tem de criar controles que lhe permitam monitorizar as operações que a organização efectua. Deve certificar-se de que os colaboradores fazem o que devem. O objectivo é evitar falhas. Claro que é difícil existir uma organização à prova de falhas mas a preocupação de as evitar deve ser constante. Só assim se garantirá um desempenho de qualidade.
Quem ganha com o desenvolvimento da Compliance? Os stakeholders, os interessados nos destinos da organização. Quando se trata de serviços públicos, teremos de concordar que, em primeira linha, ganham os cidadãos. Fazendo o que é suposto fazerem "os servidores do público" não perdem tempo a contar piadas, a remeter emails com anedotas, a organizar a agenda pessoal no Computador de Serviço, a conversar em chats ou a consultar sites das agências das viagens para programarem as próximas férias. Fazem o que devem: servir o público de acordo com os objectivos que lhe foram fixados, com eficiência e com eficácia. Têm de ter presente que somos todos nós, cidadãos-contribuintes, que suportamos os desperdícios dos serviços públicos. Acontecimentos recentes, noticiados pelos media, vêm reforçar a necessidade de criar uma cultura de Compliance - controle e rigor - para garantir melhores serviços públicos.

Casa Pronta

Publicada por José Manuel Dias


Foi aprovada no dia 6 de Julho p.p. o Decreto-Lei que concretiza uma das medidas previstas no Programa Simplex, através da criação de um procedimento especial de transmissão, oneração e registo de imóveis denominado «Casa Pronta». O propósito é a eliminação de formalidades dispensáveis nos processos de transmissão e oneração de imóveis e a possibilidade de realizar todas as operações e actos necessários num único balcão, perante um único atendimento. Com esta inovação torna-se desnecessário o envio separado da informação a diversos serviços públicos, pois o envio da informação passa a ser feito por via electrónica, com o preenchimento de formulários únicos.
Esta medida vai fazer baixar os preços, uma vez que pela via tradicional a compra e venda de casa com hipoteca (empréstimo bancário) tem um custo médio de 947,83 euros e passa para 650,00 euros, o que corresponde a uma descida de 31,4%. Este projecto vai ter um período experimental de decorrerá em 5 municípios.
Os nossos aplausos para o Governo por este combate à burocracia. Quem não deve ficar satisfeito são os burocratas que um dia alguém definiu como sendo as "pessoas que tendem a criar dificuldades para venderem facilidades".

Quem avisa...

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal avisou, ontem, para o risco potencial que representa o elevado endividamento das famílias portuguesas para a actividade dos bancos nacionais, que continua a crescer muito à custa do crédito aos particulares.
Numa altura em que se aguarda um novo aumento das taxas de juro na Zona Euro, o relatório sobre a estabilidade do sistema financeiro português, elaborado pelo Banco de Portugal, alerta para as consequências e riscos que a banca pode enfrentar. A instituição liderada por Vítor Constâncio explica que o forte endividamento do sector privado português levou a banca a recorrer a financiamentos nos mercados internacionais, situação que torna os bancos sensíveis a alterações de sentimento nos mercados financeiros. O endividamento das famílias portuguesesas aumentou 6 pontos percentuais o ano passado, tendo passado de 86% em 2000 para 124%, em 2006.
Continuamos, pois, a viver acima das nossas possibilidades. Gasta-se o que se tem e o que não se tem. Só revendo este comportamento consumista podemos encarar o futuro com mais optimismo. Depois não digam que não foram avisados.

500.000

Publicada por José Manuel Dias



É o número de portugueses que vão passar a ter acesso a um computador ligado à banda larga, já a partir de Setembro. O desenvolvimento da sociedade de informação é um dos muitos objectivos do Plano Tecnológico. Com esta iniciativa o Governo garante que estudantes, professores e trabalhadore em formação, tenham um melhor e mais qualificado acesso, quer ao uso do computador, quer da banda larga. Uma economia competitiva tem que acompanhar os avanços tecnológicos. Esta iniciativa tem de ser considerada como um passo no sentido de melhorarmos colectivamente o nosso desempenho. O financiamento desta medida é assegurado pelas contrapartidas que o Estado contratualizou com os operadores no licenciamento das comunicações móveis de terceira geração. Os alunos do 10º ano e os professores já vão ter a possibilidade de ter um PC a partir de Setembro...
Dos jornais
Sem quereremos pôr em causa a bondade da iniciativa, gostaríamos, no entanto, de deixar um alerta: as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são um instrumento, o que é verdadeiramente importante é saber que uso se faz das mesmas e com que propósito. Os futuros utilizadores vão ter a palavra...

Portugal seguro

Publicada por José Manuel Dias



Portugal foi considerado o nono país mais pacífico do mundo, de acordo com o ranking realizado pela revista britânica The Economist, que incidiu sobre 121 países. O «Global Peace Índex» refere que as mais de 391 mil participações criminais registadas em território nacional em 2006 são «quase irrisórias», revelando que, dos dez países mais seguros do mundo, sete são da Europa.
O primeiro lugar da lista mundial é ocupado pela Noruega, seguida da Nova Zelândia, Dinamarca, Irlanda, Japão, Finlândia, Suécia, Canadá, Portugal e Áustria.
No topo das nações mais perigosas encontra-se o Iraque, assolado por dezenas de mortes diárias, o Sudão, onde grassam a fome e os conflitos armados internos, seguidos por Israel, Rússia, Nigéria, Colômbia, Paquistão, Líbano, Costa do Marfim e Angola.
Fonte: Público de 31 de Maio
Esta notícia tem, desde já, o mérito de silenciar aqueles que injustificamente reclamam contra a "insegurança em que vivemos". Temos vivido "no céu" e, alguns, por razões pouco claras, tentam fazer-nos crer que é "o inferno que nos envolve". Poupem-nos a tais disparates.

O desemprego e a formação

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de desemprego na Zona Euro e nos 27 Estados-membros da União Europeia em Abril foi de 7,1%, uma quebra de 0,1 pontos percentuais em relação a Março, revelou hoje, em Bruxelas, o Eurostat.
Portugal registou em Abril último uma taxa de desemprego de 8%, sendo que a Holanda é o que regista a percentagem mais baixa (3,3), seguida da Dinamarca (3,4) e da Irlanda (4%). No fundo da tabela estão a Polónia (11,2), a Eslováquia (10,5), a França e Grécia (ambas com 8,6%).
Dos Jornais
As notícias sobre a evolução do desemprego não devem deixar de nos preocupar mas, se reflectirmos um pouco, poderemos concluir que é uma inevitabilidade dum crescimento económico que se suporta em padrões de maior exigência. Prevê-se para Portugal um crescimento do PIB na ordem dos 2%. Sucede, entretanto, que a modernização do tecido produtivo continuará a ser acompanhada pelo aumento de desemprego dos menos qualificados ( as empresas que apostam nos custos de mão de obra mais baixos vão continuar a deslocalizar-se) e pelo aumento do investimento em novas tecnologias, acompanhado pela contratação de trabalhadores mais habilitados. Este balanceamento é, por ora, desfavorável ao crescimento do emprego mas é condição essencial para num futuro próximo recuperarmos novos empregos, em indústrias e sectores, onde se possa ser competitivo de modo sustentável. Importa, entretanto, que se sublinhe em todos os lados a importância de se investir na formação. Melhorar competências está na ordem do dia. Uma responsabilidade de todos e de cada um.

Os portugueses e as TIC

Publicada por José Manuel Dias


Este ano, até dia 29 de Maio e no conjunto das duas fases, foram entregues mais 112 mil declarações Modelo 3 do IRS do que em igual período do ano anterior. Uma subida justificada, em grande parte, pelo sucessivo aumento que se tem vindo a registar nos níveis de cumprimento das obrigações fiscais por parte dos contribuintes.
Em 2007, o número de declarações Modelo 3 entregues pela Internet superou, pela primeira vez, o das entregas em papel. Verifica-se assim que, no conjunto das duas fases, o número de declarações entregues pela Internet aumentou 27,3% em relação ao ano anterior – mais 569 mil declarações – atingindo a percentagem histórica de 60%, o que constitui um valor de excelência em termos internacionais, bastante superior à média registada nos Estados membros da União Europeia.
Dos jornais
Estamos todos de acordo que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) podem constituir um factor de excelência no desenvolvimento da economia de um país, contribuindo para a criação de valor, partilha de conhecimento e aumento de produtividade. Portugal tem dado passos decisivos nesse sentido, em ordem à criação de uma Administração Pública mais eficiente, mais eficaz, mais célere e mais transparente. Os cidadãos, a avaliar por estes dados, têm correspondido. Temos níveis de utilização deste serviço superior à media da União Europeia. Um contributo importante para o reforço da nossa competitividade. Bem precisamos!

Imagem enovoada

Publicada por José Manuel Dias


Paradoxo: por um lado, a televisão fabrica-me representações de um mundo longínquo; por outro, esse é o mundo adequado ao meu mundo. É o que me convém: se as imagens do mundo não me dizem respeito, ou me dizem só longinquamente respeito, então está tudo bem assim, porque a minha imagem também só enevoada me diz respeito. Eu nem me apercebo do «longe», do «afastamento», da «ausência de mim a mim». Não há paradoxo, porque não há consciência dele. Não há sobressalto de pensamento. Tudo se mistura, talvez.
José Gil, in 'Portugal Hoje - O Medo de Existir'

No bom caminho...

Publicada por José Manuel Dias



Pela primeira vez, ao fim de cinco anos, o crescimento económico ultrapassa os 2%, o que representa um factor de confiança e um número que espelha com clareza a recuperação da nossa economia. Esta é a leitura possível das estimativas do Instituto Nacional de Estatística, que mostram um crescimento do Produto Interno Bruto de 2,1%, no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2006. Comparativamente com o 1º trimestre de 2006, o valor das exportações cresceu 11,2%, enquanto o das importações subiu 1,1%. Dados que comprovam que estamos no bom caminho...Pouco dirão alguns. Mais que no passado recente, dirão outros. Uma coisa é certa : é o maior crescimento dos últimos 5 anos mas quando o nosso atraso, em relação às restantes economias europeias é grande, importa crescer mais depressa.
Confiança no futuro, orientação para os resultados, combate ao desperdício, melhoria da produtividade, eliminação de privilégios injustificados, redução do absentismo, adopção das melhores práticas de gestão, reforço de competências, prémio para os mais competentes, têm, cada vez mais, de ter aderência à nossa realidade se queremos ter futuro.

Dia da Universidade de Aveiro

Publicada por José Manuel Dias



As comemorações do Dia da Universidade realizam-se hoje, a partir das 10h00, com a cerimónia de entrega de diplomas aos alunos da Universidade de Aveiro que concluíram os seus estudos no ano lectivo 2005/2006. Aos 1093 licenciados, juntam-se 194 bacharéis, 38 detentores de complemento de formação, 278 mestres, 86 doutores e 11 doutores com agregação, num total de 1700 diplomados. É também nesta cerimónia, presidida pela Reitora, que são distinguidos os alunos do ano lectivo 2005/2006 que mostraram um aproveitamento escolar excepcional. Este ano, vão, assim, ser entregues 21 bolsas de mérito.

Quem tem medo do lobo mau?

Publicada por José Manuel Dias


Existem muitas explicações para o medo quase paranóico que os seres humanos foram sentindo através dos tempos em relação aos lobos. Uma das hipóteses é que o cordeiro é o símbolo de Cristo e, como os cordeiros são um belo jantar para os lobos, é fácil pintar o lobo como demoníaco. O lobo, visto como inimigo do cordeiro, tornou-se um simbolismo negativo na civilização ocidental.
O medo dos lobos está também perpetuado nos contos de fadas. Por exemplo o conto do Capuchinho Vermelho foi interpretado por alguns como sendo um aviso de natureza sexual para as meninas adolescentes. Ao falar com o lobo, o Capuchinho Vermelho deu o primeiro passo para a sua desgraça. O lobo era o símbolo do Mal, representava talvez o Diabo, que ali estava apenas para tentar as pessoas.
Hoje em dia esses mitos começam a desvanecer-se e podemos começar a ver o lobo como o viam os índios americanos, que o respeitavam pela sua coragem, inteligência e enormes capacidades. Estes povos envergavam frequentemente cabeças e peles de lobo, na esperança que a magia dos lobos entrasse nos seus corpos e mentes e assim pedissem herdar a sua perícia e capacidades.
Hoje, sabemos que não precisamos de uma pele de lobo - podemos optar por simplesmente deixar que as lições da alcateia guiem o nosso comportamento para com os outros.
Extraído de " A sabedoria dos lobos", Twyman L. Towery, Editora Sinais de Fogo, Cascais (1995)

Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Publicada por José Manuel Dias


Desde o dia 3 de Maio, desapareceram, além de Madeleine McCann, mais de 800 crianças e jovens, só no Reino Unido. A informação foi veiculada por responsáveis da linha de apoio National Missing Persons, que chamaram à atenção para a diferença, a nível de mediatização, entre esses casos e o da menina desaparecida no Algarve.
Existe em curso um debate, no Reino Unido, em torno de Maddie que não se resume ao tema central que é o desaparecimento da criança, envolvendo também a cobertura mediática do caso. No domínio da internet, a página criada no início do mês para ajudar a encontrar a menina inglesa já teve mais de 100 milhões de acessos, reunindo milhares de mensagens de apoio, provenientes de todo o Mundo. Resta saber se este caso está a ser tratado da melhor forma. É, no entanto, um caso paradigmático. Será que a divulgação em massa de fotografias de uma criança desaparecida pode ter efeitos perversos? Será que o raptor não será levado a desfazer-se da criança ou a escondê-la com mais cuidado? Será que são mobilizados recursos idênticos para todas as crianças desaparecidas? A gratificação prometida para quem facultar informações relevantes não conduzirá ao aparecimento de inúmeros testemunhos que desviarão os investigadores das pistas mais consistentes para localização da criança? Questões que merecem reflexão numa época, em que muitos pais se demitem das suas responsabilidades ou, por vicissitudes diversas, não lhes conseguem propiciar as condições para um desenvolvimento salutar.
Amanhã assinala-se o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. Uma palavra de solidariedade para todos os que vivenciam situações desta natureza e um voto de esperança na capacidade dos homens em construir um mundo melhor.
Adaptado dos Jornais

Aplausos para a IES

Publicada por José Manuel Dias


A solução Informação Empresarial Simplificada (IES) já entrou em vigor e permite, através de um formulário electrónico, unificar quatro obrigações empresariais numa operação que vai abranger as 400 mil empresas que operam no país.
Esta medida, inserida no Programa Simplex 2007, vai evitar a apresentação da declaração anual de informação contabilística e fiscal, o registo de prestação de contas e a prestação de informação para efeitos estatísticos ao Instituto Nacional de Estatística (INE) e ao Banco de Portugal (BdP).
Os Técnicos Oficiais de Contas devem enviar um formulário electrónico único, a partir do site do IES ou das Declarações Electrónicas do Ministério das Finanças. Com a submissão electrónica do IES, as empresas podem ter acesso aos documentos de prestação de contas e ao registo de prestação de contas, sendo que este último é a única obrigação sujeita a pagamento de 85 euros (em papel tinha o preço de 126 euros).
Em colaboração com entidades como a Direcção-Geral dos Registos e Notariado, o Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal, o programa aplica-se a mais de 98 por cento das empresas nacionais. Longe das primeiras páginas dos jornais, das notícias de abertura de telejornais, das polémicas estéreis sobre questões menores, Portugal está a mudar...Só assim, com medidas com esta, com impacto nos custos de contexto, se conseguira reforçar a nossa competitividade.

Absentismo

Publicada por José Manuel Dias


Absentismo é e expressão usada para designar a falta do empregado ao trabalho. São muitas e variadas as causas que podem conduzir ao absentismo. Desde doença comprovada (ou não), razões de carácter familiar e faltas por motivos diversos. O absentismo pode ser calculado tendo em conta o número de horas/ homem perdidas a dividir pelo nº de dias de trabalho efectivo. Um elevado absentismo - superior a 5% - deve ser convenientemente explicado. Todos sabemos que o absentismo é um factor de grande incerteza numa organização, constituindo, por isso, motivo de grande preocupação para as respectivas lideranças. Não podemos por isso, deixar de condenar aqueles que, "sãos como pêros", se deliciam com os calores da Primavera usufruindo da "Baixa por doença". O Estado gasta anualmente 500 milhões de euros em Subsídios por doença. O Governo promoveu, no início deste ano, uma inspecção destes casos e detectou que cerca de 1/3 correspondia a baixas fraudulentas. Uma acção meritória que deve ser prosseguida. Está em causa o nosso dinheiro, o dinheiro dos nossos impostos. Escusado será dizer que o elevado absentismo concorre para baixa produtividade, designadamente nos serviços públicos. Existe um grande trabalho pela frente...

A vantagem do saber

Publicada por José Manuel Dias


Não existe ocupação tão agradável como o saber; o saber é o meio de nos dar a conhecer, ainda neste mundo, o infinito da matéria, a imensa grandeza da Natureza, os céus, as terras e os mares. O saber ensinou-nos a piedade, a moderação, a grandeza do coração; tira-nos as nossas almas das trevas e mostra-nos todas as coisas, o alto e o baixo, o primeiro, o último e tudo aquilo que se encontra no meio; o saber dá-nos os meios de viver bem e felizmente; ensina-nos a passar as nossas vidas sem descontentamento e sem vexames.
Marcus Cícero, in 'Disputas Tusculanas'

Nicholas Negroponte

Publicada por José Manuel Dias


Nicholas Negroponte foi fundador e Director do Media Laboratory, do Massachussets Institute Of Techology (MIT) que estuda e experimenta novas formas de comunicação humana na área do multimédia. Autor do livro Being Digital, guia essencial para a compreensão da importância das "novas auto-estradas da informação". Ser digital, no seu entender, é libertar-se dos actuais limites de comunicação. Uma cultura de procura vai substituir a cultura da oferta: cada um de nós vai escolher os seus programas, personalizando-os a seu gosto, consumindo-os onde e quando quiser. Negroponte também nos alerta para os riscos desta evolução, designadamente pela exposição da vida privada mas, no balanço que faz, acredita que os prós superam os contras.

Máximas de autores desconhecidos

Publicada por José Manuel Dias


1. Hoje é o amanhã que tantos nos preocupava ontem.
2. Falta de tempo é a desculpa dos que perdem tempo por falta de método.
3. Uma pessoa pode falhar muitas vezes mas apenas se torna num falhado quando começa a culpa outro.
4. Não desperdicemos o tempo presente. Ele é o único em que podemos reparar o passado e construir o futuro.
5. A vida é como uma cana: só dá açúcar depos de passar por grandes apertos.

PME Líder

Publicada por José Manuel Dias


O IAPMEI contratou recentemente, em Lisboa, parcerias instititucionais com os principais Bancos portugueses, no âmbito do programa FINCRESCE. Esses Bancos estão a convidar as melhores empresas nacionais a aderirem ao estatuto PME Líder.
PME Líder, são empresas que pelas suas qualidades de desempenho e perfil de risco se posicionem como motor da economia nacional em diferentes sectores de actividade, prosseguindo estratégias de crescimento e liderança competitiva.
Do universo das PME Líder, identificar-se-á o grupo das PME Excelência, empresas que se distingam pelo seu nível superior, bem como as que manifestem predisposição para protocolar, no âmbito do Programa, a implementação de um plano de intervenção formatado à medida das suas necessidades, no sentido de colmatar fragilidades e melhorar o posicionamento no mercado.
O IAPMEI pretende com esta iniciativa valorizar exemplos de bom desempenho e incentivar dinâmicas empresariais que contribuam de forma relevante para o desenvolvimento da Economia portuguesa.

Falsa segurança

Publicada por José Manuel Dias


Pergunta o barqueiro ao peixinho dourado:
Não entendo a tua insensatez,
sempre a nadar contra a corrente...
A resposta não pôde ser ouvida,
pelo inadvertido barqueiro
que viu o barco
mergulhar indefeso
no despenhadeiro...

Autor desconhecido

Top Ten

Publicada por José Manuel Dias

Portugal está em décimo lugar na lista dos maiores défices de balança corrente, de acordo com dados disponibilizados pelo FMI. USA, Espanha, Reino Unido, França, Itália , Austrália, Turquia, Grécia e Índia estão nos lugares à nossa frente. O elevado endividamento espelha, no entanto, diferentes realidades. O caso português traduz, essencialmente, falta de competitividade das empresas exportadoras, a elevada dependência face ao petróleo, a corrida ao crédito das famílias portuguesas e a dívida pública assumida pelo Estado para suportar os níveis altíssimos de despesa públicas ( mais de 50% do PIB).
Quanto mais os portugueses recorrem ao crédito, mais os bancos têm necessidade de se financiar no exterior para suprir a procura de crédito. A escalada do endividamento externo " tenderá a traduzir-se num aumento do pagamento de juros, o que, na ausência de uma aceleração da produtividade, implicará um menor contributo da procura interna para o crescimento do PIB no futuro". Os encargos decorrentes da dívida vão custar por ano, de acordo com o Banco central, cerca de 3% do PIB.
Fonte: Diário Económico, de 14 de Maio
Bem podem dizer alguns que não têm culpa mas, a avaliar pelo relatório do FMI, somos "todos responsáveis": Estado, Empresas e Famílias. Todos gastam mais do que podem e quem nos financia é "o estrangeiro". Ou se arrepia caminho ou a factura será bem dolorosa.

Os preços e a estratégia

Publicada por José Manuel Dias


Se é tudo tão igual como é que me vou decidir pela escolha? Que critério vou usar? Sou um consumidor racional. O critério decisivo vai ser o preço. Se as empresas não conseguem diferenciar os produtos, furtando-se à questão do preço, têm os dias contados. A globalização tem muitas vantagens, visto da óptica dos consumidores, mas, por outro lado, obriga as empresas a competirem pelo preço, numa luta complicada com outras sedeadas em países onde o factor trabalho é muito mais barato ou onde a produtividade é muito superior. Este combate, para ser bem sucedido, exige uma reflexão estratégica. Não podemos ser bons em tudo, nem responder a todos. Temos de definir os nossos segmentos-alvo. Quem queremos servir? Como o vamos fazer? Que actividades concorrem para esses propósitos?
Parar para reflectir estratégicamente não é perder tempo, é construir o futuro.

Um grande desafio

Publicada por José Manuel Dias


A qualificação dos portugueses é um dos grandes desafios para o desenvolvimento do nosso país. São vários os indicadores que atestam a gravidade do nosso problema. Apenas 20% da população adulta, entre os 25 e os 64 anos, completou o ensino secundário (a média da OCDE ronda os 70%); cerca de metade da nossa população activa não tem a escolaridade mínima obrigatória; o número médio de escolarização da nossa população é baixo, pouco ultrapassa os 8 anos; cerca de 45% dos jovens, entre os 18 e os 24 anos, abandonam os estudos sem concluir o ensino secundário.
O exposto não deixa dúvidas: estamos numa situação preocupante. Importa mudar, fazendo mais e fazendo melhor, tendo em conta as restrições orçamentais. Temos, no entanto, de ter presente que uma mudança profunda desta realidade exige a intervenção de toda a sociedade. Uma parceria de várias entidades: cidadãos, instituições públicas e privadas. Pais, professores, autarcas, buscando, em conjunto, as melhores soluções, aprendendo com os erros, próprios e alheios, e, partilhando saberes.
Que meios temos ao nosso alcance? O que faz o Ministério da Educação? Qual o papel reservado às autarquias? Os Conselhos Municipais de Educação que atribuições têm? Os Conselhos executivos das escolas que intervenção podem ter? E os professores são espectadores ou protagonistas? E aos encarregados de Educação que exigências se colocam? E os empresários ( futuros empregadores dos estudantes) não têm uma palavra a dizer? Quais são as nossas Escolas de excelência?
Da resposta a estas questões depende, em grande parte, o nosso futuro. A educação, como é consabido, é a condição base para o desenvolvimento.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias


A Nokia Siemens Networks Portugal inaugurou esta Segunda-feira, 7 de Maio, o Pólo de Inovação de Aveiro. A cerimónia de inauguração deste novo centro de investigação mundial, instalado numa ala da antiga Fábrica de Moagens de Aveiro cedida pela Universidade de Aveiro, contou com a presença do Presidente da República, Prof. Cavaco Silva.
O Pólo de Inovação de Aveiro, que emprega já 100 engenheiros, dedicar-se-á na totalidade à exportação e, numa fase inicial, incidirá maioritariamente na implementação de projectos das áreas de Network Management e Comunicação Técnica. Tratando-se de um investimento que vem reforçar a aposta da Nokia Siemens Networks Portugal em Investigação & Desenvolvimento (I&D) e nos engenheiros portugueses, este novo Pólo de Inovação Mundial da Nokia Siemens Networks reforça a ligação da empresa à Universidade de Aveiro, estando já previstas actividades que passam pelo desenvolvimento de trabalhos de investigação avançada na área de telecomunicações em fibra óptica e de plataformas de gestão, em consórcio com a Universidade, ou através do intercâmbio de investigadores das duas instituições, nomeadamente através de bolsas de investigação da Nokia Siemens Networks.

Impostos

Publicada por José Manuel Dias


As Finanças já confiscaram 57.835 imóveis de contribuintes faltosos desde Fevereiro de 2006, desde que foi lançado o Sistema Automático de Penhoras Automáticas. Esta "arma letal" que é capaz de consolidar a dívida do contribuinte, detectar activos penhoráveis, identificar faltosos e automatizar os procedimentos, começou por confiscar salários, contas bancárias, acções e créditos e, no ano seguinte, carros, imóveis e certificados de aforro. Dos 181.158 activos penhorados este ano, o Fisco já arrecadou 472 milhões de Euros.
In Suplemento de Economia do jornal "Expresso" desta data
Será que alguns destes contribuintes relapsos tem andado a reclamar pela manutenção dos seus "direitos adquiridos" ? Será que protestam contra a introdução de portagens nas SCUTs? Será que exigem do Estado a garantia de assistência na doença e na velhice?
Num passado, não muito distante, um estudioso destas questões referiu que "os impostos são o preço que pagamos pela civilização que temos" . Alguns portugueses, cada vez menos felizmente, querem eximir-se às suas responsabilidades. A melhoria da eficiência da máquina fiscal está aí para lhes lembrar um velho ditado americano " Nada mais certo na vida do que morrer e pagar impostos".

Aplausos para as Novas Oportunidades

Publicada por José Manuel Dias


Mais de 250 mil adultos aderiram ao Programa Novas Oportunidades, o equivalente a cerca de 7,5% da população activa sem secundário completo, a maioria para conclusão do ensino básico, foi hoje anunciado, pelos Ministros do Trabalho e Educação.
O Programa Novas Oportunidades, apresentado a 21 de Setembro de 2005, tem como objectivo mobilizar os jovens e os adultos para a possibilidade de aumentarem as suas qualificações ao nível do 12º ano de escolaridade.
De acordo com os dados apresentados 250.774 adultos aderiram ao Novas Oportunidades, 176.176 para concluírem a sua formação ao nível do ensino básico e 74.598 para terminarem a sua formação ao nível do ensino secundário.
Do total dos adultos inscritos neste programa, 91.840 fizeram a sua inscrição durante o primeiro trimestre de 2007, a maioria dos quais para concluir a sua formação ao nível básico (50.651), o que corresponde ao cerca de 40 por cento do total de inscritos no Novas Oportunidades.
Este facto é merecedor de aplausos. Não merece uma primeira página de um qualquer jornal, não justifica um editorial, não é notícia de abertura de um telejornal, mas comprova, preto no branco, que Portugal está a mudar. São cada vez mais os portugueses a interiorizar a ideia que o futuro é mais exigente que o presente. A reconhecer que a qualificação é uma necessidade. A modernização do nosso país depende da capacidade colectiva em melhorarmos as nossas qualificações. Precisamos de acelerar a qualificação dos portugueses, tendo em vista a convergência com os países mais desenvolvidos. É o que está a ser feito, com determinação, com entusiasmo, por muitos portugueses. São merecedores dos nossos aplausos.

Os porquês...

Publicada por José Manuel Dias


Saber lidar com os porquês requer competências de comunicação que nem todos possuem mas que, havendo vontade, podem ser adquiridas. Benjamim Franklin tinha como método tomar nota de todos os porquês (a favor ou contra) de uma qualquer questão. Ponderando os dois lados tinha uma visão mais aprofundanda dos problemas e considerava, por isso, estar em melhores condições para decidir.
Uma boa resposta a uma qualquer questão formulada, pode ser bem aceite mesmo que não corresponda integralmente à pergunta. Os políticos são conhecidos por usar (e abusar) desta técnica. Perante uma qualquer questão que lhe colocam, acabam por responder apenas ao que verdadeiramente lhes interessa. Há quem diga que eles apenas o fazem por incompetência dos jornalistas que não formulam as perguntas nos termos adequados. Henry Kissinger, antigo secretário de estado americano, constumava brincar com esta situação nas conferências de imprensa, perguntando, não raras vezes, aos jornalistas : " Quais são as perguntas que têm para as minhas respostas de hoje? ".

European Dawn

Publicada por José Manuel Dias


A Europa debate-se com problemas sérios. O crescimento é baixo, o desemprego atinge níveis preocupantes e muitos indivíduos continuam a acreditar na possibilidade de manutenção do modelo social em que temos vivido. Persistem na ideia que o Estado pode resolver todos os seus problemas. Os impostos permitiram financiar um Estado de bem estar. Sucede, entretanto, que a realidade mudou. A competição internacional e a alteração da estrutura demográfica trouxeram para o nosso quotidiano nuvens negras. Os governantes, com visão estratégica, sabem que manter as coisas como estão estão, seria um acto de irresponsabilidade e comprometeria o nosso futuro. As reformas que o Governo português procura implementar estão na linha do que outros Governos da Europa, de países que têm maior riqueza que o nosso, procuram, também, promover. O livro " European Dawn" , do sueco Johnny Munkhammar, alerta-nos para a necessidade urgente de promover reformas, indica-nos onde devemos intervir e porquê. Uma leitura que recomendamos a muitos políticos e sindicalistas da nossa praça.

25 de Abril

Publicada por José Manuel Dias


As mudanças sociais, verificadas em Portugal nas últimas quatro décadas, foram profundas e rápidas, mais rápidas que na maioria dos países europeus. Em certos casos, como na demografia, certas mudanças, medidas através dos indicadores socais clássicos, ultrapassaram mesmo os valores médios dos países vizinhos.
O sentido geral dessas mudanças sociais foi o da aproximação aos padrões europeus. Os indicadores demográficos, sociais e económicos portugueses parecem-se, cada vez mais, com os dos membros da União Europeia.
António Barreto, Tempo de Incerteza, Relógio d' Água Editores, Lisboa (2002)

A educação em números

Publicada por José Manuel Dias


Número de alunos por computador com ligação à Internet, no ensino público - 12,8
Número de alunos por computador com ligação à Internet, no ensino privado - 7,6
Taxa de transição/conclusão do ensino secundário - 67,9 (*)
Taxa de Pré- escolarização - 78,4 (**)
Evolução da taxa real de escolarização
1980/81 - 12,4
2004/05 - 59,8
Número de escolas em funcionamento em 2005/06 - 14.230
Número de estudantes matriculados em 2005/06 - 1.649.138
Número de docentes em 2005/06 - 178.202
Número de não docentes em 2005/06 - 87.677
Relação Aluno/Docente - 9,3
(*) 2004/05
(**) 2005/06
Fonte : Ministério da Educação
Perguntas para reflexão :
1) Que países terão melhores indicadores que os nossos ?
2) A que se deverá esses resultados?
3) Será que as práticas que observam já foram analisadas adequadamente em ordem a aproveitar o que têm de bom?
4) Quais são os stakeholders das escolas? Será que lhes está a ser reconhecida a importância devida?
Voltaremos ao tema proximamente.

Empower

Publicada por José Manuel Dias


"Empower", de acordo com o dicionário inglês/português da Porto Editora significa «autorizar, delegar, conceder plenos poderes». Delegar competências é, nos dias de hoje, uma necessidade imperiosa. Importa, no entanto, garantir que quem recebe essas competências, tem condições efectivas para as exercer. O envolvimento dos subordinados é crucial e a delegação pode dar um excelente contributo para a consecução desse desiderato. Não basta, no entanto, motivação, é preciso os colaboradores estejam adequadamente habilitados e, neste domínio, a formação profissional assume particular relevância. As exigências são cada vez maiores e, como sabemos, amanhã "só o excelente é suficiente". Saibamos estar à altura dos desafios, concentrando-nos no que é verdadeiramente importante: criar condições para reforçar a competitividade das nossas organizações em ordem a acelerar o desenvolvimento económico.

Boas notícias!

Publicada por José Manuel Dias


O aumento de receita e a controlo de despesa tiveram um contributo semelhante para a redução do défice orçamental estrutural em 2006. A conclusão é do Banco de Portugal e surge no Boletim Económico de Primavera do banco central, documento que analisa o desempenho da economia no ano anterior.
"O défice orçamental apresentou uma redução significativamente e superior à prevista, passando de 6% para 3,9% do PIB. Este resultado traduziu a melhoria do saldo estrutural, alcançada em igual medida através da contenção da despesa pública e do aumento da receita", lê-se na introdução do texto divulgado esta tarde.
Fonte : Boletim da Primavera do Banco de Portugal
Importa prosseguir nesta rota para que Portugal, uma das mais velhas nações do mundo, possa ter futuro! Aos invejosos deste desempenho, gostaria de relembrar o que grande Teixeira de Pascoes disse sobre a INVEJA:
"O sentimento de independência, o poder de individualidade, é também a virtude deste defeito. A vil tristeza apagou-nos o carácter, o dom de ser. Somos fantasmas querendo iludir a sua oca e triste condição. Por isso, o valor alheio nos tortura, revelando, com mais clareza, a nossa própria nulidade. A inveja é ainda uma reacção do indivíduo contra a morte; e a calúnia é a sua arma (...)"
In "A Arte de Ser Português"

Financial Times

Publicada por José Manuel Dias


« O clima económico e político de Portugal mudou», constatou o Financial Times de 11 de Abril, numa análise ao Governo de José Sócrates.
Em menos de dois anos, o défice português - que no início de 2005, representava 6,8% do Produto Interno Bruto - caiu para 3,9%». Na previsão dos especialistas, até final do ano, esse valor deverá situar-se « perto dos 3% - máximo permitido nos países que integram a Zona Euro».
« O crescimento português é o mais baixo da União Europeia e representa menos de metade da média do Bloco». Apesar disso, os cortes e as reformas estruturais do Governo socialista, contestado em vários sectores da Função Pública, « arrancam elogios de Joaquim Almunia, Comissário Europeu para os Assuntos Monetários».
Fonte : Semanário Sol de 14 de Abril

Uns...

Publicada por José Manuel Dias


Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto
— A segurança nossa?
Este é o dia,
Esta é a hora,
este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos.
No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos.
Colhe o dia, porque és ele.
Ricardo Reis ( heterónimo de Fernando Pessoa)

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias

Ser engenheiro, doutor, arquitecto é muito mais importante do que ser competente, eficaz, íntegro e digno. A Imprensa portuguesa devolve a imagem do sítio onde existe: está pejada de doutores, engenheiros e arquitectos, quase todos péssimos jornalistas. E quase todos ascendentes a cargos de directoria, por atalhos amiúde sombrios. Escrevem desamparados de gramática e pouco favoráveis a reflectir sobre os acasos que apadrinham as razões.

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Se desconfiamos de Sócrates temos todo o direito de desconfiar daqueles que de ele desconfiam, de modo tão obsidiante. A arfante diligência com que jornais e televisões (não todos, não todas) desancam o homem – dá que pensar. E a vida ensinou-nos que nada acontece por banal prolongamento do acaso.
Ao que julgo saber, a história foi anunciada, há quase dois anos, na blogosfera. Porquê só agora este insistente apego a uma revelação que, afinal, o não é? As consequências possíveis das afirmações implicam os termos de uma responsabilidade que a entrevista de José Sócrates à RTP abordou, com demonstrada capacidade do entrevistado.
.../...
A entrevista na RTP, dirigida, com áspera combatividade, por Maria Flor Pedroso e José Alberto Carvalho, procurou captar a totalidade dos problemas propostos. Sócrates esclareceu, documentado e argumentativo, as aparentes sombras projectadas no seu currículo académico. A pressão foi tremenda. Raramente assisti, em televisão, a um programa rodeado por tanto constrangimento. Pouca gente aguentaria a forma não fragmentada, não alusiva, mesmo não iludente com que as perguntas foram colocadas. Uma única vez José Sócrates se emocionou. A frieza de frigorífico do seu comportamento deslizou, por trémulos instantes, quando falou no tempo de estudante pós-laboral. "O homem, afinal, é humano", comentou um velho amigo, experimentado routier do jornalismo.
.../...
O exame das diferentes modalidades da entrevista demonstrou a extrema habilidade de Sócrates no confronto televisivo, com leve sabor a julgamento público. Porém, caucionou a coragem de um homem que esclareceu aspectos na aparência dúbios, e protestou contra as equivalências da infâmia a ele dirigidas, sob a forma de "necessidade de informar". Não foi José Sócrates quem saiu derrotado ou enxovalhado do diálogo. Até no caso da Ota, cuja escolha sou dos que criticam. E Maria Flor Pedroso e José Alberto Carvalho bem o cercaram, nunca lhe deram tréguas nem descanso. Não houve impersonalidade. Não houve subserviência. Não houve "distanciação". Demonstrou-se, isso sim, a caracterização do papel desempenhado pelos três protagonistas. Esperava-se uma sangueira. Não foi.
Deplorável a declaração de Marques Mendes, cada vez mais desorientado e confuso. Lamentável a irritação de Pacheco Pereira, cada vez mais vítima de incontrolável egolatria.
Baptista Bastos, Jornal de Negócios de 13 de Abril

Até já

Publicada por José Manuel Dias


O desafio e o tubarão

Publicada por José Manuel Dias


Os japoneses apreciam muito peixe fresco. Contudo nas águas perto do Japão não abundam os peixes. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar e quando o peixe era colocado no mercado já não era fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes. Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram câmaras figoríficas nos barcos. Pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Entretanto, os japoneses conseguiam notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostavam do sabor do peixe congelado. Entretanto o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Como resposta a esta situação as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos. Infelizmente, os japoneses ainda notavam a diferença do gosto. Em resultado de não se se mexerem, os peixes colocados nos tanques perdiam o gosto de frescos. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.Então, qual foi a resposta dos japoneses para este este problema?
Como eles conseguiram trazer para o Japão peixes com gosto de fresco ? A solução foi muito simples.
L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50 que "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador". Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais gosta de um bom problema. Se consegue concretizar os seus objectivos mais ambiciosos fica naturalmente satisfeito. Identifica os desafios e sente-se com mais energia. Fica mais empenhado, mais determinado, mais vivo!
Para conservar o gosto de peixe fresco as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". Os peixes são desafiados. Portanto, ao invés de evitar desafios, encare-os. Se seus desafios são grandes e numerosos, não desista. Coloque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda. Se alcançou os objectivos, aumente a fasquia. Se as suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas vá de encontro aos objectivos do seu grupo e da sociedade. Não se acomode nele. Tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença. Duvida ? "Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar".
Adaptado de um texto de um MBA, fonte Best Swiming

Perseverança

Publicada por José Manuel Dias


O que tentarias fazer se soubesses que não podias falhar?
Robert Schuller
Falhamos 100 por cento dos tiros que nunca disparamos.
Wayne Gretzky
A nossa maior glória não está em nunca cair mas em levantarmo-nos de cada vez que caímos.
Confúncio
A perseverança não é uma longa corrida; são muitas pequenas corridas, uma a seguir à outra.
Walter Elliott

Ontem e Hoje

Publicada por José Manuel Dias


A Europa comemora 50 anos do Tratado de Roma, amanhã, 25 de Março. Portugal celebra os 21 anos da adesão à então Comunidade Europeia. Um período de grandes mudanças no nosso país. De Bruxelas vieram mais de 60 mil milhões de euros para ajudar a modernizar o nosso país. A introdução do Euro permitiu controlar a inflação. Os portugueses têm hoje uma qualidade de vida muito superior à que usufruiam em meados da década de 80. Vejamos, apenas, alguns exemplos que atestam, a nosso ver, a apreciação efectuada:
- Há vinte anos havia uma única televisão hoje à quatro canais em sinal aberto e muitos outros distribuídos por cabo;
- A bolsa portuguesa era incipiente, com reduzido número de transacções e poucas empresas cotadas, hoje é um verdadeiro mercado financeiro integrado numa plataforma europeia;
- A máquina de lavar roupa existia apenas em 43% dos lares, hoje 82% das casas possuem este electrodoméstico;
- Apenas 5,8% das residências tinha máquina de lavar louça, hoje o número foi multiplicado por 3;
- O Continente era o único hipermercado no País ( Matosinhos e Amadora), hoje são vários e disseminados por todo o país;
- Os computadores eram usados apenas nas grandes empresas e a taxa de penetração era de 2,6%, hoje é de 42%;
- A taxa de penetração de telefone era de 14% em 1986, hoje, o principal meio de comunicação é o telemóvel, e Portugal está no topo com uma taxa de penetração de 115%;
- Em 1986 a rede de caixas Multibanco dava os primeiros passos (existiam 70 caixas), hoje esse número subiu para 11.585, espalhadas por todo o território nacional e das quais foram levantados, no ao transacto, 23,5 mil milhões de euros;
- O parque de automóveis era de 1,605 milhões, hoje é de 5,523 Milhões.
Fonte: Caderno Economia do Semanário Expresso desta data

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias


3,9% ! É o défice orçamental que temos. Muito melhor que o compromisso do Governo. Muito pior do que o que precisamos. E do que precisamos? De nos livrar da ditadura do Orçamento. E até lá chegar falta ainda muito. Mais que 0,9%.
Com este valor, Portugal ganha credibilidade em Bruxelas e o Governo de Sócrates ganha confiança do eleitorado. Não há propaganda governamental que consiga estragar isto: 3,9% é um bom número. Nesta fatídica equação, numerador e denominador estão melhor: a diferença entre despesas e receitas é menor do que se esperava, a economia cresce mais que o esperado. E isso é importante para um país traumatizado com o seu défice, móbil de vários delitos cometidos no passado recente.
Externamente, os 3,9% são uma boa notícia primeiro porque é importante cumprir o PEC (agora que não há mais alunos que diluam a lassidão dos nossos políticos), depois porque o "rating" da República pode sair beneficiado, embaratecendo o custo das nossas dívidas (e essas não estão a diminuir...).
Internamente, porque este Governo assumiu um compromisso de honra. Não foi o único. Mas é o primeiro deles com défices reais melhores que o esperado. E esse é um retorno do investimento dos portugueses em sacrifícios.
Pedro S. Guerreiro, Jornal de Negócios de 21 de Março

O Relatório

Publicada por José Manuel Dias


Uma história muito contada sobre Kissinger... Winston Lord tinha sido incumbido de preparar um dado relatório e empenhara-se na sua elaboração, tendo-lhe dedicado vários dias. Depois de o entregar a Kissinger, Lord recebeu-o de volta com a anotação, « É o melhor que consegue fazer?». Lord redigiu tudo de novo e, finalmente, voltou a apresentar o relatório; lá voltou ele de novo com a mesma breve pergunta. Depois de o redigir mais uma vez - e mais uma vez receber a mesma pergunta de Kissinger - Lord exclamou « Que diabo, é sim, é o melhor que consigo fazer.» Ao que Kissinger respondeu: « Óptimo, acho que desta vez vou lê-lo».
Kissinger, Walter Isaacson, 1992

Agenda-Setting

Publicada por José Manuel Dias



A ideia desta teoria (alguns defendem tratar-se mais de uma hipótese) consiste em dividir os assuntos da sociedade em agendas (política e jornalística) que são apresentadas ao público para este discutir. Os assuntos são igualmente hierarquizados. Em resultado da acção dos jornais, da televisão e de outros meios de comunicação social, o receptor tem a tendência para escolher os assuntos que mais lhe interessam, e pensar sobre eles, já que os media não nos dizem como fazê-lo, dão-nos só os assuntos. São os media que organizam a agenda, são eles que a hierarquizam, ao receptor resta-lhe aceitar essas regras, sendo o seu papel o de escolher as suas prioridades temáticas. Existe contudo uma tendência para que as pessoas acabem por valorizar aquilo a que os media dão ênfase. Os mass media, de acordo com esta teoria, descrevem e precisam a realidade exterior, fornecendo, ao mesmo tempo, uma listagem sobre o que é preciso discutir e ter opinião. Os receptores acabam por formular as suas opiniões, com base na própria hierarquização de importância ditada pelos media e, em certa medida, limitam as sua análises a leituras a aspectos marginais e superficiais dos temas mais estruturantes. Recorde-se a, título de exemplo, a visita do Primeiro Ministro à China e o espaço ocupado pelas infelizes declarações do Ministro da Economia, em detrimento duma análise mais cuidada das nossas vantagens competitivas num mercado como o chinês ou do modo como podemos aumentar o grau de atractividade de investimento estrangeiro. Os jornais, a rádio e a televisão "fizeram eco" dessas palavras e foi sobre essa situação em concreto que sindicalistas (UGT e CGTP), oposição (à esquerda e à direita) e Primeiro Ministro acabaram por exprimir posições, levando-nos, por arrastamento, a pronunciar sobre tal questão e a optar por uma das várias posições em confronto.
O desenvolvimento desta temática pode ser feita em Teorias da Comunicação, Wolf, Mauro, Editorial Presença, Barcarena (1987)

John Naisbitt

Publicada por José Manuel Dias

John Naisbitt, formado em Cornell, trabalhou como executivo na IBM e na Eastman Kodak , é um futurologista que vendeu milhões de livros, dos quais se destaca o título "Macrotendências". Nesta obra, publicada na década de 80, previu, entre outras, as seguintes reestruturações: passagem de uma sociedade industrial para uma economia de informação; a actuação estratégica das empresas centrar-se-á na tecnologia e na respectiva resposta humana; a passagem de uma actuação de curto prazo para o longo prazo; a redescoberta da capacidade de inovar e obter bons resultados; a maior capacidade individual para assumir responsabilidades e tomar decisões. Alertou-nos, também, para a progressiva obselescência do modelo de democracia representativa em face da exponencial partilha de informações; para a redução da importância das hierarquias e a sua substituição por redes de trabalho informais e para as novas necessidades de formação escolar e profissional em ordem a respondermos aos desafios do futuro. O "aviso à navegação" foi feito com tempo...

Três preciosas virtudes

Publicada por José Manuel Dias


Tenho três coisas preciosas, que conservo e aprecio. A primeira é a delicadeza; a segunda a frugalidade; a terceira a humildade, que me impede de colocar antes dos outros. Seja delicado, e poderá ser ousado; seja frugal e poderá ser liberal; evite colocar-se antes dos outros e poderá ser um líder.
Confúncio (551 - 479 a. c), pensador e teórico político chinês

Preço Natural

Publicada por José Manuel Dias


Outro preço é o que as coisas têm por si mesmas, independente de qualquer lei humana ou decreto público. Aristóteles e muitos outros autores chama a este preço preço natural. Chamam-lhe assim não porque não dependa em grande medida da estima com os homens apreciam umas coisas mais do que outras. como acontece com certas peças preciosas, que às vezes se estimam em mais de vinte mil moedas de ouro e mais que muitas outras coisas que, pela sua natureza, são muito melhores e mais úteis, nem tão pouco lhe chamam assim porque esse preço não flutue e se altere, posto que é evidente que se altera; mas chamam-lhe natural porque nasce das mesmas coisas, independentemente de qualquer lei humana ou decreto público, mas dependente de muitas circunstâncias com as quais varia e da afeição e estima que os homens têm às coisas segundo os diversos usos para que servem.
Luis de Molina (1535-1600), uma das figuras mais importantes da denominada Escola de Salamanca, nasceu em Cuenca, Espanha, mas a sua formação e actividade académica desenvolveu-se quase exclusivamente em Portugal, tendo sido professor na Universidade de Coimbra e na Universidade de Évora .

Formação é prioridade total

Publicada por José Manuel Dias


«A formação tem de assumir-se como uma prioridade total do País nos próximos anos», disse o Primeiro-Ministro na apresentação da campanha de divulgação da Iniciativa novas oportunidades, em 7 de Março. José Sócrates referiu que «em matéria de melhoria da qualificação - tendo Portugal 480 mil jovens entre os 18 e os 24 anos sem o Ensino Secundário concluído - não há receitas milagrosas, nem medidas que respondam aos problemas em meia dúzia de meses». No presente globalizado qualquer cidadão «pode adquirir bens e serviços em qualquer parte do mundo e em poucos segundos»; «mas não podemos importar formação ou qualificação. O desafio da formação é com os portugueses», sublinhou. Para destacar a importância do tema, Sócrates disse que Portugal enfrenta no presente «três grandes desafios: pôr as contas públicas em ordem, aumentar o seu crescimento económico e o mais difícil de todos, porque é de carácter estrutural, qualificar os portugueses». O programa Novas Oportunidades vai qualificar um milhão de pessoas até 2010. Já se registaram alguns progressos relevantes: «Com o alargamento do leque dos cursos profissionalizantes e tecnológicos no Ensino Secundário, pela primeira vez houve em 2006 um aumento do número de alunos; foram celebrados mais de 350 acordos com empresas e associações para formação profissional; e o número de centros de novas oportunidades chegaram aos 270 no final de 2006, quando a meta prevista para 2007 era de 250».
Não podemos deixar de considerar esta preocupação como salutar. Melhorar as competências dos portugueses é vital. Temos, no entanto, de ter presente que o impacto destas acções não surgirá no imediato. Só a médio de prazo se verificarão os seus benefícios. Importa, por isso, repescar as palavras de Peter Drucker quando defendeu que o elemento humano é para as empresas " a única vantagem sustentável" em relação às concorrentes. Não desperdicemos pois esta oportunidade de melhorar o capital humno do nosso país, seguramente um factor de aceleração e multiplicação do progresso económico, social e cultural.

Jean Baudrillard

Publicada por José Manuel Dias

Jean Baudrillard, sociólogo francês, morreu ontem em Paris, com 77 anos. Leccionou sociologia na Universidade de Nantes, escreveu mais de 50 obras, entre as quais me permito relevar "La societé de consomation" e de que destaco este pequeno excerto:
" A comunicação de massas exclui a cultura e o saber. Não se trata de entrarem em acção verdadeiros processos simbólicos ou didácticos porque seria comprometer a participação colectiva que constitui o sentido de semelhante cerimónia - participação que se efectua unicamente por meio de uma liturgia e de um código formal de sinais cuidadosamente esvaziados de todo o conteúdo de sentido.
Como se vê , o termo «cultura» está carregado de mal entendidos. A miscelânia cultural, o «digest» reportório de perguntas respostas codificadas, a M.C.C. ( Menor Cultura Comum) está para a cultura assim como o seguro de vida está para a vida, destina-se a conjurar os seus riscos e, com base na recusa da cultura viva, a exaltar os signos ritualizados da culturalização."
Se atentarmos na realidade do nosso panorama televisivo podemos identificar os riscos para os quais Baudrillard nos advertiu faz mais de três décadas.

A oportunidade difícil de resolver

Publicada por José Manuel Dias


Causas, efeitos, consequências, problemas, oportunidades, objectivos, resultados, eficiência e eficácia são palavras, cada vez mais, usadas no quotidiano das empresas. Sucede, entretanto, que nem todos se sintonizam com o verdadeiro significado dessas palavras e, quando agem, acabam por ter comportamento diverso da nossa expectativa. Conta-se que numa dada empresa o seu director - geral reuniu todos os seus colaboradores e determinou que, a partir daquele momento, deveriam passar a assumir uma atitude mais positiva. A palavra "problema" deveria ser eliminada do seu vocabulário. O vocábulo "problema" seria substituído pela palavra "oportunidade". Os problemas deveriam ser sempre considerados oportunidades.Alguns dias depois, o director - geral foi foi interpelado por um trabalhador quando se dirigia para uma reunião com a Administração:
- Sr. Director - geral, preciso de lhe falar, disse o empregado da empresa que acrescentou " Estou a enfrentar uma oportunidade difícil de resolver!".
Uma frase simples e elucidativa. Não basta mudar as palavras para que a atitude das pessoas se modifique. Não basta comunicar intenções é preciso que as pessoas compreendam o alcance dos nossos propósitos. Existe um grande trabalho a desenvolver neste domínio se queremos mudar atitudes. Um desafio para todos.

Orçamento Geral do Estado : um novo modelo

Publicada por José Manuel Dias


Foi ontem publicado em Diário da República o despacho do Ministro das Finanças que cria uma comissão "com a missão de propor um modelo e respectiva metodologia para a estruturação do Orçamento do Estado por programas". Esta comissão - que será coordenada pelo professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto João Manuel de Matos Loureiro - deverá remeter ao Governo o relatório final da sua actividade até ao dia 30 de Maio de 2008.
No preâmbulo do despacho Teixeira dos Santos garante que "o Governo está empenhado em aprofundar e efectivar processo de elaboração da proposta de OE, bem como no posterior acompanhamento da respectiva execução, um modelo de orçamentação por programas que de forma sistemática e coerente assegure, numa perspectiva plurianual de afectação da despesa pública, um melhor acompanhamento, avaliação e controlo da execução orçamental".
Depois de lembrar ainda que o Governo "teve já a oportunidade, em 2006, de submeter à Assembleia da República um relatório em que se apresenta um plano de trabalhos calendarizado", tendo em vista o cumprimento do objectivo de estruturar a proposta de OE por programa. Entretanto, em declarações ontem à Lusa, o coordenador da comissão defendeu que "a principal vantagem [da estruturação do OE por programas] é poder orçamentar-se a despesa mais a médio/longo prazo, o que implica uma muito mais eficaz responsabilidade por parte de quem vai gerir os projectos do que nos casos de orçamentos parcelares ano a ano", afirmou João Manuel de Matos Loureiro. "O controlo orçamental do lado da despesa será seguramente muito mais eficaz, que é precisamente o que se deseja", acrescentou, salientando que "a ideia é fazer uma orçamentação que cruze vários ministérios, por grandes programas, em vez de termos apenas orçamentos ministério a ministério".
Fonte: Diário de Notícias