"O défice orçamental apresentou uma redução significativamente e superior à prevista, passando de 6% para 3,9% do PIB. Este resultado traduziu a melhoria do saldo estrutural, alcançada em igual medida através da contenção da despesa pública e do aumento da receita", lê-se na introdução do texto divulgado esta tarde.
Fonte : Boletim da Primavera do Banco de Portugal
Por que tão longe ir pôr o que está perto
Perene flui a interminável hora
Ser engenheiro, doutor, arquitecto é muito mais importante do que ser competente, eficaz, íntegro e digno. A Imprensa portuguesa devolve a imagem do sítio onde existe: está pejada de doutores, engenheiros e arquitectos, quase todos péssimos jornalistas. E quase todos ascendentes a cargos de directoria, por atalhos amiúde sombrios. Escrevem desamparados de gramática e pouco favoráveis a reflectir sobre os acasos que apadrinham as razões.
Ao que julgo saber, a história foi anunciada, há quase dois anos, na blogosfera. Porquê só agora este insistente apego a uma revelação que, afinal, o não é? As consequências possíveis das afirmações implicam os termos de uma responsabilidade que a entrevista de José Sócrates à RTP abordou, com demonstrada capacidade do entrevistado.
Deplorável a declaração de Marques Mendes, cada vez mais desorientado e confuso. Lamentável a irritação de Pacheco Pereira, cada vez mais vítima de incontrolável egolatria.
Como eles conseguiram trazer para o Japão peixes com gosto de fresco ? A solução foi muito simples.
L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50 que "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador". Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais gosta de um bom problema. Se consegue concretizar os seus objectivos mais ambiciosos fica naturalmente satisfeito. Identifica os desafios e sente-se com mais energia. Fica mais empenhado, mais determinado, mais vivo!Para conservar o gosto de peixe fresco as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". Os peixes são desafiados. Portanto, ao invés de evitar desafios, encare-os. Se seus desafios são grandes e numerosos, não desista. Coloque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda. Se alcançou os objectivos, aumente a fasquia. Se as suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas vá de encontro aos objectivos do seu grupo e da sociedade. Não se acomode nele. Tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença. Duvida ? "Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar".
- Há vinte anos havia uma única televisão hoje à quatro canais em sinal aberto e muitos outros distribuídos por cabo;
- A bolsa portuguesa era incipiente, com reduzido número de transacções e poucas empresas cotadas, hoje é um verdadeiro mercado financeiro integrado numa plataforma europeia;
- A máquina de lavar roupa existia apenas em 43% dos lares, hoje 82% das casas possuem este electrodoméstico;
- Apenas 5,8% das residências tinha máquina de lavar louça, hoje o número foi multiplicado por 3;
- O Continente era o único hipermercado no País ( Matosinhos e Amadora), hoje são vários e disseminados por todo o país;
- Os computadores eram usados apenas nas grandes empresas e a taxa de penetração era de 2,6%, hoje é de 42%;
Com este valor, Portugal ganha credibilidade em Bruxelas e o Governo de Sócrates ganha confiança do eleitorado. Não há propaganda governamental que consiga estragar isto: 3,9% é um bom número. Nesta fatídica equação, numerador e denominador estão melhor: a diferença entre despesas e receitas é menor do que se esperava, a economia cresce mais que o esperado. E isso é importante para um país traumatizado com o seu défice, móbil de vários delitos cometidos no passado recente.
Externamente, os 3,9% são uma boa notícia primeiro porque é importante cumprir o PEC (agora que não há mais alunos que diluam a lassidão dos nossos políticos), depois porque o "rating" da República pode sair beneficiado, embaratecendo o custo das nossas dívidas (e essas não estão a diminuir...).
Internamente, porque este Governo assumiu um compromisso de honra. Não foi o único. Mas é o primeiro deles com défices reais melhores que o esperado. E esse é um retorno do investimento dos portugueses em sacrifícios.
John Naisbitt, formado em Cornell, trabalhou como executivo na IBM e na Eastman Kodak , é um futurologista que vendeu milhões de livros, dos quais se destaca o título "Macrotendências". Nesta obra, publicada na década de 80, previu, entre outras, as seguintes reestruturações: passagem de uma sociedade industrial para uma economia de informação; a actuação estratégica das empresas centrar-se-á na tecnologia e na respectiva resposta humana; a passagem de uma actuação de curto prazo para o longo prazo; a redescoberta da capacidade de inovar e obter bons resultados; a maior capacidade individual para assumir responsabilidades e tomar decisões. Alertou-nos, também, para a progressiva obselescência do modelo de democracia representativa em face da exponencial partilha de informações; para a redução da importância das hierarquias e a sua substituição por redes de trabalho informais e para as novas necessidades de formação escolar e profissional em ordem a respondermos aos desafios do futuro. O "aviso à navegação" foi feito com tempo...
Jean Baudrillard, sociólogo francês, morreu ontem em Paris, com 77 anos. Leccionou sociologia na Universidade de Nantes, escreveu mais de 50 obras, entre as quais me permito relevar "La societé de consomation" e de que destaco este pequeno excerto:Dentro há inúmeras portas, cada qual com a sua fechadura diferente. Todas devem ser abertas, mas só há uma única chave. É preciso ajustá-la às fechaduras. Para tanto o homem precisa de usar a mala de ferramentas. Lapida aqui, acrescenta ali, endireita acolá até que a resistência se dobre e a chave abra a porta.
Em cada porta, a situação repete-se, num permanente desafio. Muitas vezes a fechadura emperra, a chave não é adequada, as ferramentas não ajudam, o ambiente é sufocante e o homem desespera. A vontade é acomodar-se, mas não há outra alternativa inteligente; é vital prosseguir tentando.
É esse o grande objectivo : abrir portas, rasgar horizontes, criar novas oportunidades...
É interessante analisar o que leva cidadãos dos países mais ricos da Europa a optarem pela Espanha, destronando a Inglaterra. O sol e a comida/ vinho? Não. Esses atributos são antigos e já eram bem conhecidos dos europeus. A língua? Não: os espanhóis, com excepção da nova geração, só falam castelhano. A abundante publicidade que faz no exterior? Também não: desde os anos 90 que isso acontece.
A razão é o "drive" espanhol: a Espanha tornou-se numa das economias mais vibrantes (e optimistas) da Europa, fruto de profundas transformações no "ambiente" empresarial. Ninguém muda para um país atrasado, deprimido, ou hostil aos negócios (a imagem de Portugal no exterior).
Como ainda há muita gente cá no burgo que ainda não percebeu isso (com destaque para os partidos: PC, Bloco de Esquerda, ala esquerda do PS...) vale a pena analisarmos o caso espanhol.
Eles mudaram a face do país em dez anos. Enquanto nós dormíamos. Mas ainda vamos a tempo. Até porque temos mais para oferecer: além da boa comida/vinho, falamos inglês e temos melhor clima.
Confúcio, pensador autodidacta e político chinês (551-479 A.C.), in 'Os Anacletos'
No dia 22 de Janeiro de 1973, o tribunal decidiu a favor de Roe, permitindo que o aborto fosse considerado legal em todo o país.
Mas como é que este processo desencadeou uma geração depois, a maior queda de criminalidade registada na história?
No que diz respeito ao crime, acontece que nem todas as crianças nascem iguais. Nem sequer parecidas. Décadas de estudos mostram que uma criança nascida num ambiente familiar adverso tem mais probabilidades do que outras crianças de vir a tornar-se um criminoso. E os milhões de de mulheres com maiores probabilidades de abortar na sequência do processo Roe contra Wade - mães pobres, solteiras e adolescentes para quem os abortos ilegais eram, antes, demasiado caros ou muito difíceis de conseguir - eram, em geral, modelos de adversidade. Eram as mesmas cujos filhos, se tivessem nascido, teriam muito mais probabilidades que a média de se tornarem criminosos.
O primeiro-ministro, José Sócrates, aproveitou o exemplo de expansão da empresa nacional Ydreams no mercado chinês para sublinhar que Portugal está presente nos sectores de actividade e nas cidades mundiais mais competitivas do mundo."Queremos mostrar o Portugal moderno na China, que também tem de ser mais conhecida no nosso país", afirmou José Sócrates, após a apresentação dos produtos tecnológicos para telemóveis da Ymeng - empresa participada pela Ydreams no mercado chinês -, durante uma sessão em Xangai.
Na cerimónia, presidida pelo primeiro-ministro, a Ymeng assinou nove contratos com empresas chinesas e multinacionais para o desenvolvimento de aplicações tecnológicas em telemóveis em áreas como os jogos e a publicidade.
Um dos novos produtos da Ymeng é um jogo para telemóveis em que o futebolista da selecção nacional Cristiano Ronaldo tem que driblar monstros para meter golos, com o qual a empresa luso-chinesa espera facturar cerca de três milhões de euros.
Num país em que abunda a contrafacção, o chefe do Governo português fez questão de deixar uma explicação complementar: "é claro que esta camisola está mesmo assinada pelo próprio Cristiano Ronaldo".
Fonte: Jornal de negócios
Em conferência de imprensa para a apresentação da execução orçamental do subsector Estado até Dezembro, Fernando Teixeira do Santos disse que o saldo das contas públicas totalizou cerca de 7400 milhões de euros negativos, menos 1740 milhões do que em 2005 e 593 milhões abaixo do orçamentado.
O BEM tem sido adoptado por organizações de diversos países, como instrumento de medição de performance. De igual modo diversas empresas utilizam o BEM com o intuito de melhorar a sua eficiência e alterar o modo de funcionamento interno.
- A metodologia estruturada para melhorar o desempenho da Empresa;
- Os resultados baseados em factos e não na percepção de cada um;
- A construção de consensos, a nível superior, da estratégia a seguir pela organização.
- Medir, de forma objectiva e consistente, os resultados alcançados ao longo do tempo;
Depois deste processo, há um elemento que sumariza as tendência de opinião sobre as várias alternativas em análise (chapeu vermelho, conciliação) e, finalmente, o último membro sistematiza a discussão e encerra a reunião (chapéu azul, consenso).

Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável, Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.
Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno
- Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no facto de aceitar
— No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.
Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.
Aceito por personalidade. Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.
Alberto Caeiro
A informação estatística relativa apenas a Portugal Continental mostra que o aumento da população estudantil foi geral, desde o pré-escolar ao ensino secundário, mas com especial incidência no 3º ciclo do ensino básico (7º e 9º anos) e no secundário (10º e 12º ano).
De acordo com os dados, a educação pré-escolar teve um acréscimo de alunos de 1.488, passando de 245.738 para um total de 247.224, o ensino básico um aumento de 8.440, passando de 1.076.360 para 1.084.800 estudantes e o secundário cresceu 11.264, passando de 326.182 para 337.446 alunos.
O crescimento do número de alunos no 3º ciclo, acrescenta a informação do Ministério, resulta do aumento dos matriculados em cursos profissionalizantes com certificação escolar e profissional, destinados a combater o insucesso e abandono escolares. Este crescimento, refere a nota do Ministério, decorre do reforço da oferta do ensino público, que atraiu mais 10.509 alunos do que no ano anterior. No ensino secundário, a expansão deve-se ao aumento dos matriculados em cursos profissionais, que passaram de 33.341 para 44.466 alunos. Noventa e três por cento destes novos alunos estão matriculados em estabelecimentos de ensino públicos.
Fonte : Portugal Diário













































