European Dawn

Publicada por José Manuel Dias


A Europa debate-se com problemas sérios. O crescimento é baixo, o desemprego atinge níveis preocupantes e muitos indivíduos continuam a acreditar na possibilidade de manutenção do modelo social em que temos vivido. Persistem na ideia que o Estado pode resolver todos os seus problemas. Os impostos permitiram financiar um Estado de bem estar. Sucede, entretanto, que a realidade mudou. A competição internacional e a alteração da estrutura demográfica trouxeram para o nosso quotidiano nuvens negras. Os governantes, com visão estratégica, sabem que manter as coisas como estão estão, seria um acto de irresponsabilidade e comprometeria o nosso futuro. As reformas que o Governo português procura implementar estão na linha do que outros Governos da Europa, de países que têm maior riqueza que o nosso, procuram, também, promover. O livro " European Dawn" , do sueco Johnny Munkhammar, alerta-nos para a necessidade urgente de promover reformas, indica-nos onde devemos intervir e porquê. Uma leitura que recomendamos a muitos políticos e sindicalistas da nossa praça.

25 de Abril

Publicada por José Manuel Dias


As mudanças sociais, verificadas em Portugal nas últimas quatro décadas, foram profundas e rápidas, mais rápidas que na maioria dos países europeus. Em certos casos, como na demografia, certas mudanças, medidas através dos indicadores socais clássicos, ultrapassaram mesmo os valores médios dos países vizinhos.
O sentido geral dessas mudanças sociais foi o da aproximação aos padrões europeus. Os indicadores demográficos, sociais e económicos portugueses parecem-se, cada vez mais, com os dos membros da União Europeia.
António Barreto, Tempo de Incerteza, Relógio d' Água Editores, Lisboa (2002)

A educação em números

Publicada por José Manuel Dias


Número de alunos por computador com ligação à Internet, no ensino público - 12,8
Número de alunos por computador com ligação à Internet, no ensino privado - 7,6
Taxa de transição/conclusão do ensino secundário - 67,9 (*)
Taxa de Pré- escolarização - 78,4 (**)
Evolução da taxa real de escolarização
1980/81 - 12,4
2004/05 - 59,8
Número de escolas em funcionamento em 2005/06 - 14.230
Número de estudantes matriculados em 2005/06 - 1.649.138
Número de docentes em 2005/06 - 178.202
Número de não docentes em 2005/06 - 87.677
Relação Aluno/Docente - 9,3
(*) 2004/05
(**) 2005/06
Fonte : Ministério da Educação
Perguntas para reflexão :
1) Que países terão melhores indicadores que os nossos ?
2) A que se deverá esses resultados?
3) Será que as práticas que observam já foram analisadas adequadamente em ordem a aproveitar o que têm de bom?
4) Quais são os stakeholders das escolas? Será que lhes está a ser reconhecida a importância devida?
Voltaremos ao tema proximamente.

Empower

Publicada por José Manuel Dias


"Empower", de acordo com o dicionário inglês/português da Porto Editora significa «autorizar, delegar, conceder plenos poderes». Delegar competências é, nos dias de hoje, uma necessidade imperiosa. Importa, no entanto, garantir que quem recebe essas competências, tem condições efectivas para as exercer. O envolvimento dos subordinados é crucial e a delegação pode dar um excelente contributo para a consecução desse desiderato. Não basta, no entanto, motivação, é preciso os colaboradores estejam adequadamente habilitados e, neste domínio, a formação profissional assume particular relevância. As exigências são cada vez maiores e, como sabemos, amanhã "só o excelente é suficiente". Saibamos estar à altura dos desafios, concentrando-nos no que é verdadeiramente importante: criar condições para reforçar a competitividade das nossas organizações em ordem a acelerar o desenvolvimento económico.

Boas notícias!

Publicada por José Manuel Dias


O aumento de receita e a controlo de despesa tiveram um contributo semelhante para a redução do défice orçamental estrutural em 2006. A conclusão é do Banco de Portugal e surge no Boletim Económico de Primavera do banco central, documento que analisa o desempenho da economia no ano anterior.
"O défice orçamental apresentou uma redução significativamente e superior à prevista, passando de 6% para 3,9% do PIB. Este resultado traduziu a melhoria do saldo estrutural, alcançada em igual medida através da contenção da despesa pública e do aumento da receita", lê-se na introdução do texto divulgado esta tarde.
Fonte : Boletim da Primavera do Banco de Portugal
Importa prosseguir nesta rota para que Portugal, uma das mais velhas nações do mundo, possa ter futuro! Aos invejosos deste desempenho, gostaria de relembrar o que grande Teixeira de Pascoes disse sobre a INVEJA:
"O sentimento de independência, o poder de individualidade, é também a virtude deste defeito. A vil tristeza apagou-nos o carácter, o dom de ser. Somos fantasmas querendo iludir a sua oca e triste condição. Por isso, o valor alheio nos tortura, revelando, com mais clareza, a nossa própria nulidade. A inveja é ainda uma reacção do indivíduo contra a morte; e a calúnia é a sua arma (...)"
In "A Arte de Ser Português"

Financial Times

Publicada por José Manuel Dias


« O clima económico e político de Portugal mudou», constatou o Financial Times de 11 de Abril, numa análise ao Governo de José Sócrates.
Em menos de dois anos, o défice português - que no início de 2005, representava 6,8% do Produto Interno Bruto - caiu para 3,9%». Na previsão dos especialistas, até final do ano, esse valor deverá situar-se « perto dos 3% - máximo permitido nos países que integram a Zona Euro».
« O crescimento português é o mais baixo da União Europeia e representa menos de metade da média do Bloco». Apesar disso, os cortes e as reformas estruturais do Governo socialista, contestado em vários sectores da Função Pública, « arrancam elogios de Joaquim Almunia, Comissário Europeu para os Assuntos Monetários».
Fonte : Semanário Sol de 14 de Abril

Uns...

Publicada por José Manuel Dias


Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto
— A segurança nossa?
Este é o dia,
Esta é a hora,
este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos.
No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos.
Colhe o dia, porque és ele.
Ricardo Reis ( heterónimo de Fernando Pessoa)

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias

Ser engenheiro, doutor, arquitecto é muito mais importante do que ser competente, eficaz, íntegro e digno. A Imprensa portuguesa devolve a imagem do sítio onde existe: está pejada de doutores, engenheiros e arquitectos, quase todos péssimos jornalistas. E quase todos ascendentes a cargos de directoria, por atalhos amiúde sombrios. Escrevem desamparados de gramática e pouco favoráveis a reflectir sobre os acasos que apadrinham as razões.

.../...
Se desconfiamos de Sócrates temos todo o direito de desconfiar daqueles que de ele desconfiam, de modo tão obsidiante. A arfante diligência com que jornais e televisões (não todos, não todas) desancam o homem – dá que pensar. E a vida ensinou-nos que nada acontece por banal prolongamento do acaso.
Ao que julgo saber, a história foi anunciada, há quase dois anos, na blogosfera. Porquê só agora este insistente apego a uma revelação que, afinal, o não é? As consequências possíveis das afirmações implicam os termos de uma responsabilidade que a entrevista de José Sócrates à RTP abordou, com demonstrada capacidade do entrevistado.
.../...
A entrevista na RTP, dirigida, com áspera combatividade, por Maria Flor Pedroso e José Alberto Carvalho, procurou captar a totalidade dos problemas propostos. Sócrates esclareceu, documentado e argumentativo, as aparentes sombras projectadas no seu currículo académico. A pressão foi tremenda. Raramente assisti, em televisão, a um programa rodeado por tanto constrangimento. Pouca gente aguentaria a forma não fragmentada, não alusiva, mesmo não iludente com que as perguntas foram colocadas. Uma única vez José Sócrates se emocionou. A frieza de frigorífico do seu comportamento deslizou, por trémulos instantes, quando falou no tempo de estudante pós-laboral. "O homem, afinal, é humano", comentou um velho amigo, experimentado routier do jornalismo.
.../...
O exame das diferentes modalidades da entrevista demonstrou a extrema habilidade de Sócrates no confronto televisivo, com leve sabor a julgamento público. Porém, caucionou a coragem de um homem que esclareceu aspectos na aparência dúbios, e protestou contra as equivalências da infâmia a ele dirigidas, sob a forma de "necessidade de informar". Não foi José Sócrates quem saiu derrotado ou enxovalhado do diálogo. Até no caso da Ota, cuja escolha sou dos que criticam. E Maria Flor Pedroso e José Alberto Carvalho bem o cercaram, nunca lhe deram tréguas nem descanso. Não houve impersonalidade. Não houve subserviência. Não houve "distanciação". Demonstrou-se, isso sim, a caracterização do papel desempenhado pelos três protagonistas. Esperava-se uma sangueira. Não foi.
Deplorável a declaração de Marques Mendes, cada vez mais desorientado e confuso. Lamentável a irritação de Pacheco Pereira, cada vez mais vítima de incontrolável egolatria.
Baptista Bastos, Jornal de Negócios de 13 de Abril

Até já

Publicada por José Manuel Dias


O desafio e o tubarão

Publicada por José Manuel Dias


Os japoneses apreciam muito peixe fresco. Contudo nas águas perto do Japão não abundam os peixes. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar e quando o peixe era colocado no mercado já não era fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes. Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram câmaras figoríficas nos barcos. Pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Entretanto, os japoneses conseguiam notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostavam do sabor do peixe congelado. Entretanto o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Como resposta a esta situação as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos. Infelizmente, os japoneses ainda notavam a diferença do gosto. Em resultado de não se se mexerem, os peixes colocados nos tanques perdiam o gosto de frescos. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.Então, qual foi a resposta dos japoneses para este este problema?
Como eles conseguiram trazer para o Japão peixes com gosto de fresco ? A solução foi muito simples.
L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50 que "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador". Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais gosta de um bom problema. Se consegue concretizar os seus objectivos mais ambiciosos fica naturalmente satisfeito. Identifica os desafios e sente-se com mais energia. Fica mais empenhado, mais determinado, mais vivo!
Para conservar o gosto de peixe fresco as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". Os peixes são desafiados. Portanto, ao invés de evitar desafios, encare-os. Se seus desafios são grandes e numerosos, não desista. Coloque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda. Se alcançou os objectivos, aumente a fasquia. Se as suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas vá de encontro aos objectivos do seu grupo e da sociedade. Não se acomode nele. Tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença. Duvida ? "Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar".
Adaptado de um texto de um MBA, fonte Best Swiming

Perseverança

Publicada por José Manuel Dias


O que tentarias fazer se soubesses que não podias falhar?
Robert Schuller
Falhamos 100 por cento dos tiros que nunca disparamos.
Wayne Gretzky
A nossa maior glória não está em nunca cair mas em levantarmo-nos de cada vez que caímos.
Confúncio
A perseverança não é uma longa corrida; são muitas pequenas corridas, uma a seguir à outra.
Walter Elliott

Ontem e Hoje

Publicada por José Manuel Dias


A Europa comemora 50 anos do Tratado de Roma, amanhã, 25 de Março. Portugal celebra os 21 anos da adesão à então Comunidade Europeia. Um período de grandes mudanças no nosso país. De Bruxelas vieram mais de 60 mil milhões de euros para ajudar a modernizar o nosso país. A introdução do Euro permitiu controlar a inflação. Os portugueses têm hoje uma qualidade de vida muito superior à que usufruiam em meados da década de 80. Vejamos, apenas, alguns exemplos que atestam, a nosso ver, a apreciação efectuada:
- Há vinte anos havia uma única televisão hoje à quatro canais em sinal aberto e muitos outros distribuídos por cabo;
- A bolsa portuguesa era incipiente, com reduzido número de transacções e poucas empresas cotadas, hoje é um verdadeiro mercado financeiro integrado numa plataforma europeia;
- A máquina de lavar roupa existia apenas em 43% dos lares, hoje 82% das casas possuem este electrodoméstico;
- Apenas 5,8% das residências tinha máquina de lavar louça, hoje o número foi multiplicado por 3;
- O Continente era o único hipermercado no País ( Matosinhos e Amadora), hoje são vários e disseminados por todo o país;
- Os computadores eram usados apenas nas grandes empresas e a taxa de penetração era de 2,6%, hoje é de 42%;
- A taxa de penetração de telefone era de 14% em 1986, hoje, o principal meio de comunicação é o telemóvel, e Portugal está no topo com uma taxa de penetração de 115%;
- Em 1986 a rede de caixas Multibanco dava os primeiros passos (existiam 70 caixas), hoje esse número subiu para 11.585, espalhadas por todo o território nacional e das quais foram levantados, no ao transacto, 23,5 mil milhões de euros;
- O parque de automóveis era de 1,605 milhões, hoje é de 5,523 Milhões.
Fonte: Caderno Economia do Semanário Expresso desta data

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias


3,9% ! É o défice orçamental que temos. Muito melhor que o compromisso do Governo. Muito pior do que o que precisamos. E do que precisamos? De nos livrar da ditadura do Orçamento. E até lá chegar falta ainda muito. Mais que 0,9%.
Com este valor, Portugal ganha credibilidade em Bruxelas e o Governo de Sócrates ganha confiança do eleitorado. Não há propaganda governamental que consiga estragar isto: 3,9% é um bom número. Nesta fatídica equação, numerador e denominador estão melhor: a diferença entre despesas e receitas é menor do que se esperava, a economia cresce mais que o esperado. E isso é importante para um país traumatizado com o seu défice, móbil de vários delitos cometidos no passado recente.
Externamente, os 3,9% são uma boa notícia primeiro porque é importante cumprir o PEC (agora que não há mais alunos que diluam a lassidão dos nossos políticos), depois porque o "rating" da República pode sair beneficiado, embaratecendo o custo das nossas dívidas (e essas não estão a diminuir...).
Internamente, porque este Governo assumiu um compromisso de honra. Não foi o único. Mas é o primeiro deles com défices reais melhores que o esperado. E esse é um retorno do investimento dos portugueses em sacrifícios.
Pedro S. Guerreiro, Jornal de Negócios de 21 de Março

O Relatório

Publicada por José Manuel Dias


Uma história muito contada sobre Kissinger... Winston Lord tinha sido incumbido de preparar um dado relatório e empenhara-se na sua elaboração, tendo-lhe dedicado vários dias. Depois de o entregar a Kissinger, Lord recebeu-o de volta com a anotação, « É o melhor que consegue fazer?». Lord redigiu tudo de novo e, finalmente, voltou a apresentar o relatório; lá voltou ele de novo com a mesma breve pergunta. Depois de o redigir mais uma vez - e mais uma vez receber a mesma pergunta de Kissinger - Lord exclamou « Que diabo, é sim, é o melhor que consigo fazer.» Ao que Kissinger respondeu: « Óptimo, acho que desta vez vou lê-lo».
Kissinger, Walter Isaacson, 1992

Agenda-Setting

Publicada por José Manuel Dias



A ideia desta teoria (alguns defendem tratar-se mais de uma hipótese) consiste em dividir os assuntos da sociedade em agendas (política e jornalística) que são apresentadas ao público para este discutir. Os assuntos são igualmente hierarquizados. Em resultado da acção dos jornais, da televisão e de outros meios de comunicação social, o receptor tem a tendência para escolher os assuntos que mais lhe interessam, e pensar sobre eles, já que os media não nos dizem como fazê-lo, dão-nos só os assuntos. São os media que organizam a agenda, são eles que a hierarquizam, ao receptor resta-lhe aceitar essas regras, sendo o seu papel o de escolher as suas prioridades temáticas. Existe contudo uma tendência para que as pessoas acabem por valorizar aquilo a que os media dão ênfase. Os mass media, de acordo com esta teoria, descrevem e precisam a realidade exterior, fornecendo, ao mesmo tempo, uma listagem sobre o que é preciso discutir e ter opinião. Os receptores acabam por formular as suas opiniões, com base na própria hierarquização de importância ditada pelos media e, em certa medida, limitam as sua análises a leituras a aspectos marginais e superficiais dos temas mais estruturantes. Recorde-se a, título de exemplo, a visita do Primeiro Ministro à China e o espaço ocupado pelas infelizes declarações do Ministro da Economia, em detrimento duma análise mais cuidada das nossas vantagens competitivas num mercado como o chinês ou do modo como podemos aumentar o grau de atractividade de investimento estrangeiro. Os jornais, a rádio e a televisão "fizeram eco" dessas palavras e foi sobre essa situação em concreto que sindicalistas (UGT e CGTP), oposição (à esquerda e à direita) e Primeiro Ministro acabaram por exprimir posições, levando-nos, por arrastamento, a pronunciar sobre tal questão e a optar por uma das várias posições em confronto.
O desenvolvimento desta temática pode ser feita em Teorias da Comunicação, Wolf, Mauro, Editorial Presença, Barcarena (1987)

John Naisbitt

Publicada por José Manuel Dias

John Naisbitt, formado em Cornell, trabalhou como executivo na IBM e na Eastman Kodak , é um futurologista que vendeu milhões de livros, dos quais se destaca o título "Macrotendências". Nesta obra, publicada na década de 80, previu, entre outras, as seguintes reestruturações: passagem de uma sociedade industrial para uma economia de informação; a actuação estratégica das empresas centrar-se-á na tecnologia e na respectiva resposta humana; a passagem de uma actuação de curto prazo para o longo prazo; a redescoberta da capacidade de inovar e obter bons resultados; a maior capacidade individual para assumir responsabilidades e tomar decisões. Alertou-nos, também, para a progressiva obselescência do modelo de democracia representativa em face da exponencial partilha de informações; para a redução da importância das hierarquias e a sua substituição por redes de trabalho informais e para as novas necessidades de formação escolar e profissional em ordem a respondermos aos desafios do futuro. O "aviso à navegação" foi feito com tempo...

Três preciosas virtudes

Publicada por José Manuel Dias


Tenho três coisas preciosas, que conservo e aprecio. A primeira é a delicadeza; a segunda a frugalidade; a terceira a humildade, que me impede de colocar antes dos outros. Seja delicado, e poderá ser ousado; seja frugal e poderá ser liberal; evite colocar-se antes dos outros e poderá ser um líder.
Confúncio (551 - 479 a. c), pensador e teórico político chinês

Preço Natural

Publicada por José Manuel Dias


Outro preço é o que as coisas têm por si mesmas, independente de qualquer lei humana ou decreto público. Aristóteles e muitos outros autores chama a este preço preço natural. Chamam-lhe assim não porque não dependa em grande medida da estima com os homens apreciam umas coisas mais do que outras. como acontece com certas peças preciosas, que às vezes se estimam em mais de vinte mil moedas de ouro e mais que muitas outras coisas que, pela sua natureza, são muito melhores e mais úteis, nem tão pouco lhe chamam assim porque esse preço não flutue e se altere, posto que é evidente que se altera; mas chamam-lhe natural porque nasce das mesmas coisas, independentemente de qualquer lei humana ou decreto público, mas dependente de muitas circunstâncias com as quais varia e da afeição e estima que os homens têm às coisas segundo os diversos usos para que servem.
Luis de Molina (1535-1600), uma das figuras mais importantes da denominada Escola de Salamanca, nasceu em Cuenca, Espanha, mas a sua formação e actividade académica desenvolveu-se quase exclusivamente em Portugal, tendo sido professor na Universidade de Coimbra e na Universidade de Évora .

Formação é prioridade total

Publicada por José Manuel Dias


«A formação tem de assumir-se como uma prioridade total do País nos próximos anos», disse o Primeiro-Ministro na apresentação da campanha de divulgação da Iniciativa novas oportunidades, em 7 de Março. José Sócrates referiu que «em matéria de melhoria da qualificação - tendo Portugal 480 mil jovens entre os 18 e os 24 anos sem o Ensino Secundário concluído - não há receitas milagrosas, nem medidas que respondam aos problemas em meia dúzia de meses». No presente globalizado qualquer cidadão «pode adquirir bens e serviços em qualquer parte do mundo e em poucos segundos»; «mas não podemos importar formação ou qualificação. O desafio da formação é com os portugueses», sublinhou. Para destacar a importância do tema, Sócrates disse que Portugal enfrenta no presente «três grandes desafios: pôr as contas públicas em ordem, aumentar o seu crescimento económico e o mais difícil de todos, porque é de carácter estrutural, qualificar os portugueses». O programa Novas Oportunidades vai qualificar um milhão de pessoas até 2010. Já se registaram alguns progressos relevantes: «Com o alargamento do leque dos cursos profissionalizantes e tecnológicos no Ensino Secundário, pela primeira vez houve em 2006 um aumento do número de alunos; foram celebrados mais de 350 acordos com empresas e associações para formação profissional; e o número de centros de novas oportunidades chegaram aos 270 no final de 2006, quando a meta prevista para 2007 era de 250».
Não podemos deixar de considerar esta preocupação como salutar. Melhorar as competências dos portugueses é vital. Temos, no entanto, de ter presente que o impacto destas acções não surgirá no imediato. Só a médio de prazo se verificarão os seus benefícios. Importa, por isso, repescar as palavras de Peter Drucker quando defendeu que o elemento humano é para as empresas " a única vantagem sustentável" em relação às concorrentes. Não desperdicemos pois esta oportunidade de melhorar o capital humno do nosso país, seguramente um factor de aceleração e multiplicação do progresso económico, social e cultural.

Jean Baudrillard

Publicada por José Manuel Dias

Jean Baudrillard, sociólogo francês, morreu ontem em Paris, com 77 anos. Leccionou sociologia na Universidade de Nantes, escreveu mais de 50 obras, entre as quais me permito relevar "La societé de consomation" e de que destaco este pequeno excerto:
" A comunicação de massas exclui a cultura e o saber. Não se trata de entrarem em acção verdadeiros processos simbólicos ou didácticos porque seria comprometer a participação colectiva que constitui o sentido de semelhante cerimónia - participação que se efectua unicamente por meio de uma liturgia e de um código formal de sinais cuidadosamente esvaziados de todo o conteúdo de sentido.
Como se vê , o termo «cultura» está carregado de mal entendidos. A miscelânia cultural, o «digest» reportório de perguntas respostas codificadas, a M.C.C. ( Menor Cultura Comum) está para a cultura assim como o seguro de vida está para a vida, destina-se a conjurar os seus riscos e, com base na recusa da cultura viva, a exaltar os signos ritualizados da culturalização."
Se atentarmos na realidade do nosso panorama televisivo podemos identificar os riscos para os quais Baudrillard nos advertiu faz mais de três décadas.

A oportunidade difícil de resolver

Publicada por José Manuel Dias


Causas, efeitos, consequências, problemas, oportunidades, objectivos, resultados, eficiência e eficácia são palavras, cada vez mais, usadas no quotidiano das empresas. Sucede, entretanto, que nem todos se sintonizam com o verdadeiro significado dessas palavras e, quando agem, acabam por ter comportamento diverso da nossa expectativa. Conta-se que numa dada empresa o seu director - geral reuniu todos os seus colaboradores e determinou que, a partir daquele momento, deveriam passar a assumir uma atitude mais positiva. A palavra "problema" deveria ser eliminada do seu vocabulário. O vocábulo "problema" seria substituído pela palavra "oportunidade". Os problemas deveriam ser sempre considerados oportunidades.Alguns dias depois, o director - geral foi foi interpelado por um trabalhador quando se dirigia para uma reunião com a Administração:
- Sr. Director - geral, preciso de lhe falar, disse o empregado da empresa que acrescentou " Estou a enfrentar uma oportunidade difícil de resolver!".
Uma frase simples e elucidativa. Não basta mudar as palavras para que a atitude das pessoas se modifique. Não basta comunicar intenções é preciso que as pessoas compreendam o alcance dos nossos propósitos. Existe um grande trabalho a desenvolver neste domínio se queremos mudar atitudes. Um desafio para todos.

Orçamento Geral do Estado : um novo modelo

Publicada por José Manuel Dias


Foi ontem publicado em Diário da República o despacho do Ministro das Finanças que cria uma comissão "com a missão de propor um modelo e respectiva metodologia para a estruturação do Orçamento do Estado por programas". Esta comissão - que será coordenada pelo professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto João Manuel de Matos Loureiro - deverá remeter ao Governo o relatório final da sua actividade até ao dia 30 de Maio de 2008.
No preâmbulo do despacho Teixeira dos Santos garante que "o Governo está empenhado em aprofundar e efectivar processo de elaboração da proposta de OE, bem como no posterior acompanhamento da respectiva execução, um modelo de orçamentação por programas que de forma sistemática e coerente assegure, numa perspectiva plurianual de afectação da despesa pública, um melhor acompanhamento, avaliação e controlo da execução orçamental".
Depois de lembrar ainda que o Governo "teve já a oportunidade, em 2006, de submeter à Assembleia da República um relatório em que se apresenta um plano de trabalhos calendarizado", tendo em vista o cumprimento do objectivo de estruturar a proposta de OE por programa. Entretanto, em declarações ontem à Lusa, o coordenador da comissão defendeu que "a principal vantagem [da estruturação do OE por programas] é poder orçamentar-se a despesa mais a médio/longo prazo, o que implica uma muito mais eficaz responsabilidade por parte de quem vai gerir os projectos do que nos casos de orçamentos parcelares ano a ano", afirmou João Manuel de Matos Loureiro. "O controlo orçamental do lado da despesa será seguramente muito mais eficaz, que é precisamente o que se deseja", acrescentou, salientando que "a ideia é fazer uma orçamentação que cruze vários ministérios, por grandes programas, em vez de termos apenas orçamentos ministério a ministério".
Fonte: Diário de Notícias

Falas de civilização

Publicada por José Manuel Dias


Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro

O desafio e as dificuldades

Publicada por José Manuel Dias


O homem está lá desafiado pela grande porta. Com alguma dificuldade, descobre a fechadura e percebe que tem a chave na mão. Tenta, tenta, combinando as partes, e aos poucos a trave vai cedendo, a fechadura funciona e a porta abre.
Dentro há inúmeras portas, cada qual com a sua fechadura diferente. Todas devem ser abertas, mas só há uma única chave. É preciso ajustá-la às fechaduras. Para tanto o homem precisa de usar a mala de ferramentas. Lapida aqui, acrescenta ali, endireita acolá até que a resistência se dobre e a chave abra a porta.
Em cada porta, a situação repete-se, num permanente desafio. Muitas vezes a fechadura emperra, a chave não é adequada, as ferramentas não ajudam, o ambiente é sufocante e o homem desespera. A vontade é acomodar-se, mas não há outra alternativa inteligente; é vital prosseguir tentando.
É esse o grande objectivo : abrir portas, rasgar horizontes, criar novas oportunidades...

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias


A Espanha é o país preferido dos europeus que querem emigrar, segundo uma sondagem do Financial Times/Harris. Não, não se trata de emigrantes dos países mais pobres da Europa: os dados são de um inquérito conduzido na Alemanha, França, Inglaterra, Itália e Espanha.
É interessante analisar o que leva cidadãos dos países mais ricos da Europa a optarem pela Espanha, destronando a Inglaterra. O sol e a comida/ vinho? Não. Esses atributos são antigos e já eram bem conhecidos dos europeus. A língua? Não: os espanhóis, com excepção da nova geração, só falam castelhano. A abundante publicidade que faz no exterior? Também não: desde os anos 90 que isso acontece.
A razão é o "drive" espanhol: a Espanha tornou-se numa das economias mais vibrantes (e optimistas) da Europa, fruto de profundas transformações no "ambiente" empresarial. Ninguém muda para um país atrasado, deprimido, ou hostil aos negócios (a imagem de Portugal no exterior).
Como ainda há muita gente cá no burgo que ainda não percebeu isso (com destaque para os partidos: PC, Bloco de Esquerda, ala esquerda do PS...) vale a pena analisarmos o caso espanhol.
Eles mudaram a face do país em dez anos. Enquanto nós dormíamos. Mas ainda vamos a tempo. Até porque temos mais para oferecer: além da boa comida/vinho, falamos inglês e temos melhor clima.
Camilo Lourenço, Jornal de Negócios

QREN : Passo decisivo para o futuro de Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Conhecimento, qualificação, competitividade e coesão social são as palavras chave do novo quadro comunitário de apoio para o período 2007/2013. A execução do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), cujo financiamento total ascenderá a 44,2 mil milhões de Euros, é viabilizada pelo contributo de significativos recursos comunitários, que ascendem a 21,5 mil milhões de Euros, isto é, a componente de financiamento comunitário rondará os 49%. Por outro lado a componente nacional do QREN rondará os 51%, sendo que 7,8 mil milhões são de esforço directo do orçamento de estado.
Registe-se o esforço significativo das verbas destinadas à qualificação de recursos. O Fundo Social Europeu (FSE) passa a representar 37% das dotações financeiras atribuídas ao conjunto dos fundos estruturais, o que se taduz num aumento de 10 pontos percentuais relativamente ao QCA III.
Constituem prioridades para o PO Potencial humano:
- Preparar os jovens para o futuro e modernizar o ensino;
- Qualificar os trabalhadores para modernizar a economia e promover o emprego;
- Promover a igualdade de género;
- Afirmar a cidadania, a igualdade de oportunidades e a coesão.
Temos, pois, todas as condições para dar um salto qualitativo no nosso desenvolvimento sustentado. Trata-se de uma oportunidade imperdível. Saibamos todos estar à altura das nossas responsabilidades.

Stakeholders

Publicada por José Manuel Dias


Entidades que, directa ou indirectamente, estão interessadas no desempenho de uma organização. No caso de uma empresa, poderemos falar de clientes, colaboradores, investidores, fornecedores, sindicatos, governo e comunidade.
O sucesso de qualquer projecto não se poderá dissociar do nível e qualidade de participação das partes interessadas. Importa, por isso, assegurar que suas expectativas e necessidades são conhecidas e consideradas pelos gestores. Essas expectativas envolvem, por via de regra, a satisfação de necessidades, compensação financeira e comportamento ético. Cada interveniente ou grupo de intervenientes representa um determinado tipo de interesse. Muitas vezes esses interesses são conflituantes, cabendo aos gestores encontrar um ponto de equilíbrio. Devem, assim, procurar atender às necessidades de todas partes interessadas. Em ordem à consecução de tal desiderato, a empresa precisa de gerar valor, isto é, a aplicação dos recursos utilizados deve gerar um benefício maior do que seu custo total. Todos nós somos, pois, "Stakeholders" do Estado, na justa medida, em que somos seus accionistas e, em proporção diversa, enquanto cidadãos contribuintes, ajudamos à materialização dos seus grandes objectivos. Importa, por isso, que não nos divorciemos do respectivo desempenho, tanto mais que "não há boa governação, sem boa administração, nem boa administração sem boa governação, nem boa governação sem boa democracia, nem boa democracia sem boa cidadania".

Cheque em queda...

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses usam cada vez menos os cheques para efectuar pagamentos. O ano transacto foram emitidos menos 10% de cheques que em 2005. A maior queda percentual observada desde 1999, assinala o Relatório da Comissão Interbancária para os Sistemas de Pagamento (CISP). Em 7 anos os portugueses deixaram de emitir cerca de 92 milhões de cheques. A tendência observada será mantida, prevendo-se que em 2010, a circulação anual dos cheques se situe em 100 milhões.
Esta situação tem contraponto no crescendo de utilização dos cartões de débito e crédito que relevam taxas de crescimento anuais superiores a 7%. A rede Multibanco continuará a crescer, em cartões e terminais. O número de transacções por cartões atingiu em 2006 a cifra de 1.600 milhões, correspondendo ao montante de 66 mil milhões de Euros.
O dinheiro electrónico passou a fazer parte da vida dos portugueses, com inegáveis vantagens para todos (clientes, bancos e comerciantes).
Fonte: SIBS , CISP, Dia D

No bom caminho...

Publicada por José Manuel Dias


A proposta de novo modelo de emprego para os funcionários públicos vai acabar com as promoções automáticas e contemplar prémios de performance para um trabalhador e/ou para uma equipa. Consagra-se, ainda, a possibilidade de "cessação de vinculação por mútuo acordo, mediante indemnização" e a cessação de vínculo por " violação dos deveres funcionais, verificada por procedimento disciplinar". Vão acabar, de igual modo, as promoções automáticas nas carreiras. Os salários passarão a ser compostos por remuneração-base, suplementos e prémios de desempenho.
O Governo procura, assim, trazer para a Administração Pública os procedimentos já há muito observados, nas melhores empresas do sector privado. Avaliar o desempenho em ordem a diferenciar os mais capazes, remunerando-os de acordo com o seu contributo para os respectivos resultados.
Não há que vacilar. Só existe um caminho: melhorar o qualidade da nossa da Administração Pública, assegurando, concomitantemente, a diminuição do seu peso na despesa pública. O nosso futuro reclama estas mudanças.

Citações

Publicada por José Manuel Dias


1. Agir como homem de pensamento e pensar como homem de acção.
H. Bergson
2. A sorte não existe. Aquilo a que chamais sorte é o cuidado com os pormenores.
Sir W. Churchil
3. Se não sabes onde ir, não inporta o caminho que te pode conduzir até lá.
Talmud
4. O ser capaz mora perto da necessidade.
Pitágoras
5. Eu respondi-lhe que se era certo que isto ia bem sem o dizer, iria melhor se o dissesse.
Talleyrand
6. Nada é permanente, salvo a mudança.
Heraclito
7. Não é o empregador que paga os salários, mas o cliente.
H. Ford
8. Age sempre de maneira a poder erigir o princípio da tua acção em máxima universal.
E. Kant




Virtudes que se podem tornar defeitos

Publicada por José Manuel Dias


Conheceis as seis virtudes e os seis defeitos nos quais pode cair aquele que quer praticar as seis virtudes sem conhecê-las bem? O defeito daquele que quer ser benfeitor e não quis aprender a sê-lo, é a falta de discernimento; o defeito daquele que ama a ciência e não ama o estudo, é o de cair em erro; o defeito daquele que gosta de cumprir promessas e não aprendeu a fazê-las, é prejudicar os outros, prometendo-lhes e dando-lhes coisas nocivas; o defeito daquele que ama a franqueza e não aprendeu a praticá-la é o de aconselhar a repreender muito livremente sem nenhuma consideração para com as pessoas; o defeito daquele que gosta de mostrar coragem e não aprendeu a saber doseá-la é perturbar a ordem; o defeito daquele que ama a firmeza de alma e não aprendeu a limitá-la é a temeridade.
Confúcio, pensador autodidacta e político chinês (551
-479 A.C.), in 'Os Anacletos'

Euro

Publicada por José Manuel Dias


Não deixa de ser curioso observar que o significado do símbolo do euro, com que todos nós convivemos no nosso quotidiano, é desconhecido de muitos portugueses. Hoje, mesmo, numa das aulas de Crédito, suscitei essa pergunta. Pois bem, na turma, com mais de duas dezenas de alunos, todos maiores de 18 anos, não houve um sequer que soubesse dar uma resposta adequada.
A proximidade nem sempre justifica a curiosidade é certo...mas procurar saber mais, é um hábito que deve ser incutido em todos nós. Aqui fica, então, a explicação para o símbolo €. Foi inspirado na letra grega "épsilon", invocando a Grécia, berço da civilização Europeia, representa a primeira letra da palavra "Europa". As linhas paralelas procuram simbolizar a estabilidade interna da moeda.

Dupla certificação

Publicada por José Manuel Dias


A partir de agora o regime de formação profissional encaminhará o dinheiro do novo Quadro Comunitário (QREN) destinado à qualificação profissional para as empresas que garantam uma dupla certificação (profissional e escolar). O novo sistema contemplará critérios mais apertados na atribuição de Fundos Comunitários para empresas com maus resultados a nível de empregabilidade. Francisco Van Zeller, presidente da CIP, refere que "esta é uma área onde há concordância entre os parceiros sociais pois é fundamental aumentar os níveis de escolaridade do país".
Fonte : Diário Económico de 7 de Fevereiro
Precisamos de requalificar as pessoas, importa, no entanto, avaliar, com rigor, o impacto da formação profissional ao nível do reforço das competências e da melhoria da empregabilidade associada. Faz, pois, todo o sentido a preocupação expressa pelo Ministro do Trabalho e Solidariedade Social " Os cursos financiados devem ser aqueles que interessam às pessoas e às empresas".

O lado escondido de todas as coisas

Publicada por José Manuel Dias



Como a célebre borboleta que agita as asas num continente e acaba por provocar um furacão do outro lado do mundo, Norma McCorvey alterou espectacularmente o curso dos acontecimentos sem o querer. Tudo o que ela queria era fazer um aborto. Era uma mulher de vinte e dois anos, pobre, sem educação, sem qualificações, alcoólica, toxicodependente e já tinha dado dois filhos para adopção e, nessa altura, em 1970, ficava novamente grávida. Porém, no Texas, como em todos os estados naquela época, o aborto era ilegal. A causa de McCorvey foi adoptada por pessoas mais poderosas do que ela. Essas pessoas fizerem dela a litigante principal numa acção judicial que pretendia legalizar o aborto. O réu era Henry Wade, procurador do Distrito de Dallas. O caso acabou por chegar ao Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos, tendo por essa altura o nome de McCorvey sido escondido sob o pseudónimo de Jane Roe.
No dia 22 de Janeiro de 1973, o tribunal decidiu a favor de Roe, permitindo que o aborto fosse considerado legal em todo o país.
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Mas como é que este processo desencadeou uma geração depois, a maior queda de criminalidade registada na história?
No que diz respeito ao crime, acontece que nem todas as crianças nascem iguais. Nem sequer parecidas. Décadas de estudos mostram que uma criança nascida num ambiente familiar adverso tem mais probabilidades do que outras crianças de vir a tornar-se um criminoso. E os milhões de de mulheres com maiores probabilidades de abortar na sequência do processo Roe contra Wade - mães pobres, solteiras e adolescentes para quem os abortos ilegais eram, antes, demasiado caros ou muito difíceis de conseguir - eram, em geral, modelos de adversidade. Eram as mesmas cujos filhos, se tivessem nascido, teriam muito mais probabilidades que a média de se tornarem criminosos.
In "Freakonomics - O estranho Mundo da Economia", Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, Editorial Presença, Lisboa ( 2006)

Missão China

Publicada por José Manuel Dias

O primeiro-ministro, José Sócrates, aproveitou o exemplo de expansão da empresa nacional Ydreams no mercado chinês para sublinhar que Portugal está presente nos sectores de actividade e nas cidades mundiais mais competitivas do mundo.
"Queremos mostrar o Portugal moderno na China, que também tem de ser mais conhecida no nosso país", afirmou José Sócrates, após a apresentação dos produtos tecnológicos para telemóveis da Ymeng - empresa participada pela Ydreams no mercado chinês -, durante uma sessão em Xangai.
Na cerimónia, presidida pelo primeiro-ministro, a Ymeng assinou nove contratos com empresas chinesas e multinacionais para o desenvolvimento de aplicações tecnológicas em telemóveis em áreas como os jogos e a publicidade.
Um dos novos produtos da Ymeng é um jogo para telemóveis em que o futebolista da selecção nacional Cristiano Ronaldo tem que driblar monstros para meter golos, com o qual a empresa luso-chinesa espera facturar cerca de três milhões de euros.
Este é um bom exemplo do modo como se pode tirar partido da notoriedade deste futebolista português que dentro de pouco tempo será eleito como o " Melhor do Mundo". Um contributo importante para a afirmação da nossa economia em terras do oriente.
No final, o primeiro-ministro deixou um presente a representantes das autoridades chinesas que estiveram na sessão: uma camisola da selecção nacional de Cristiano Ronaldo, com o número 17.
Num país em que abunda a contrafacção, o chefe do Governo português fez questão de deixar uma explicação complementar: "é claro que esta camisola está mesmo assinada pelo próprio Cristiano Ronaldo".
Fonte: Jornal de negócios

Universidade: os canudos de Bolonha

Publicada por José Manuel Dias


Recentemente a comunicação social fez saber que 40.000 licenciados estão no desemprego. Curiosamente, foi mais uma notícia que não afectou a Universidade. Será que a Universidade não se interroga perante estas situações? Será que continua paulatinamente a colocar mais no mercado mais desempregados? Cada Universidade tem que passar a acompanhar os seus licenciados e deveria ser financiada em função dos resultados, avaliados pela capacidade de criar valor. Não é possível continuar a fabricar licenciados para o desemprego e doutorados de copy past.
A reinvenção das universidades já está a acontecer em muitas escolas que sabem perfeitamente "onde estão", para "onde querem ir" e "como querem lá chegar". Os recentes protocolos assinados com o MIT e a aproximação a mundo empresarial levando a realidade das organizações para dentro das escolas com vista a ultrapassar o "fosso da morte", provam que há escolas no caminho da excelência.
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Bolonha exige mudança de mentalidades e rupturas com o status quo, o que significa avaliação de desempenhos anuais na base do emprego criado e ajudado a criar, do empreendorismo concretizado, da investigação traduzida em valor acrescentado e dos doutoramentos inovadores traduzidos igualmente em criação de valor.
José Vicente Ferreira, Gestor e Docente Universitário, in Revista "Dirigir", nº 96, Out-Nov-Dez.

Máximas e reflexões

Publicada por José Manuel Dias


1. O carácter é um filtro que purifica as acções dos homens.
2. A pontualidade é uma condição importante da integridade do carácter.
3. A vida de um homem de juízo é a resultante de muitas renúncias.
4. Um condição fundamental para o êxito nos negócios consiste em saber esperar, sem perder tempo.
5. A consciência humana, em geral, termina no ponto onde começa o interesse.
6. O calar nem sempre é uma virtude; há quem se cale para comer mais.
Selecção feita com base no livro" A contas com a Ética Empresarial", Moreira, José Manuel, Principia Publicações, Lda, Cascais (1999).

Obesidade : doença ou maus hábitos?

Publicada por José Manuel Dias



Ocupar 2 lugares nos transportes públicos, procurar roupa numa loja de pronto a vestir sem encontrar o número, pedir ajuda para se calçar, sentir-se discriminado na escola ou no trabalho, são apenas alguns dos problemas com que os obesos se confrontam.
Estima-se que a obesidade tenha um custo anual para o nosso país superior a 550 milhões de Euros, entre custos directos e indirectos. Entre estes enumeram-se horas de trabalho perdidas, comparticipações em medicamentos e subsídios de doença. Uma factura com tendência para crescer porque estamos a ficar mais gordos de ano para ano. Os números falam por si: 58% da população tem excesso de peso e 15% é obesa. Calcula-se, ainda, que anualmente morram 1.500 pessoas em resultado da chamada obesidade mórbida.
Os estilos de vida, por um lado, e a falta de consciência por outro, estão na origem deste problema cuja solução não se vislumbra. De acordo com o Presidente da ADEXO (Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal) " Somos responsáveis pela primeira geração de miúdos obesos que pode morrer antes dos pais".
O Governo tem noção deste problema e lançou um conjunto de acções preventivas nas escolas , integradas no Programa de Combate à Obesidade Infantil. Procura-se alterar hábitos alimentares, de modo evitar o aparecimento mais tarde de complicações resultantes da obesidade, (diabetes, doenças vesiculares, coronárias, cardíacas, hipertensão, para citar apenas algumas).
Para "abrir as hostilidades" permito-me lançar as seguintes questões:
Será que cada um não tem o direito a comer o que mais gosta? Não deverá ser lançado um "imposto sobre a gordura" de modo a desincentivar o consumo de gorduras? Deve o estado suportar os custos dos tratamentos dos obesos? Não terão os obesos direito a uma discriminação positiva? A campanha de combate à obesidade deve ser encarada como um custo ou como um investimento? Não haverá obesos que são doentes ? E estes não deverão ter um apoio especial? Será que somos pré- obesos sem o saber?
A resposta a esta última questão pode ser obtida calculando o índice da massa corporal (divide-se o peso, em quilos, pelo quadrado da altura, em metros). Se é entre 25-29 somos considerados pré obesos, se se situar entre 30 e 35 seremos obesos e teremos obesidade mórbida, caso o índice seja igual ou superior a 36. A normalidade situa-se entre 20 e 24.

Fonte : Jornal de Negócios de 26 de Janeiro

Vencedores e Derrotados

Publicada por José Manuel Dias


Quando um vencedor comete erros diz " Enganei-me..." e aprende com os erros.
Quando um derrotado comete erros diz "A culpa não foi minha" e responsabiliza terceiros.
Um vencedor compremete-se com a sua palavra e cumpre.
Um derrotado faz promessas, "não mete os pés a caminho" e quando falha só se justifica.
Um vencedor diz " Sou bom mas vou ser melhor ainda".
Um derrotado diz " Não sou tão mau assim, há muitos piores que eu".
Um vencedor respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles.
Um derrotado resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa nos seus defeitos.
O vencedor diz " Deve haver uma forma de fazer melhor".
O derrotado diz " Sempre o fiz assim".
O vencedor é parte da solução.
O derrotado é parte do problema.

Défice Público (*)

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O défice público do ano transacto ficou cerca de 600 milhões de euros abaixo do esperado, beneficiando de uma cobrança de receitas que ultrapassou o previsto e de uma evolução das despesas em linha com o orçamentado, afirmou hoje o ministro das Finanças.
Em conferência de imprensa para a apresentação da execução orçamental do subsector Estado até Dezembro, Fernando Teixeira do Santos disse que o saldo das contas públicas totalizou cerca de 7400 milhões de euros negativos, menos 1740 milhões do que em 2005 e 593 milhões abaixo do orçamentado.
As receitas públicas subiram 8,3 por cento, para 35 mil milhões de euros, perto de 600 milhões de euros acima do orçamentado, num ano em que as receitas fiscais cresceram, 7,2 por cento. Despesas com pessoal caíram 2,0 por cento. Do lado das despesas o crescimento foi de 2,4 por cento face ao ano anterior, em linha com o previsto, totalizando 43 mil milhões de euros. O Estado conseguiu limitar a evolução dos gastos com os funcionários públicos, com as despesas com o pessoal a caírem 2,0 por cento. Só as remunerações certas e permanentes (salários) baixaram 1,5 por cento. O valor final do défice público, que inclui, para além do subsector Estado, as autarquias, as regiões autónomas, os fundos e serviços autónomos e a Segurança Social, só será conhecido depois do apuramento destes subsectores, ainda durante este trimestre.
Fonte : Jornal Público de 23 de Janeiro
(*) O Défice Público (ou Défice Orçamental) corresponde ao saldo negativo das Contas Públicas, ou seja, à diferença entre as despesas do Estado e as suas receitas durante um determinado período de tempo (geralmente considera-se o período um ano).

Business Excellence Model - BEM

Publicada por José Manuel Dias


O Business Excellence Model (EFQM) foi desenvolvido para o European Quality Award, com o objectivo de disponibilizar aos gestores de topo de uma organização uma ferramenta que lhes permita participar e medir o desempenho da sua organização quando comparada com outra organização do mesmo ou de outro sector de actividade. A figura explicita o modelo que fundamenta o Prémio Europeu de Qualidade (EFQM). A satisfação dos clientes, dos colaboradores e o impacto sobre sobre a sociedade são obtidos através da liderança que impulsiona a política e a estratégia, a gestão das pessoas, os recursos e os processos, que podem levar à excelência dos resultados.
O BEM tem sido adoptado por organizações de diversos países, como instrumento de medição de performance. De igual modo diversas empresas utilizam o BEM com o intuito de melhorar a sua eficiência e alterar o modo de funcionamento interno.
São apontados, geralmente, como Benefícios da aplicação deste modelo:
- A metodologia estruturada para melhorar o desempenho da Empresa;
- Os resultados baseados em factos e não na percepção de cada um;
- A construção de consensos, a nível superior, da estratégia a seguir pela organização.
- A formação de recursos humanos capazes de aplicar os princípios fundamentais da Gestão pela Qualidade Total;
- A inovação e aprendizagem contínua contribuem para a melhoria do deempenho;
- O reforço da motivação dos colaboradores da empresa no sentido de alcançar a excelência ao nível da estrutura organizacional e do rspectivo negócio;
- Medir, de forma objectiva e consistente, os resultados alcançados ao longo do tempo;
- A criação de condições para o incremento do Benchmarking a nível interno, uma vez que dispômos dos resultados obtidos por outras Unidades da Organização.

Criatividade e inovação - o método dos seis chapéus

Publicada por José Manuel Dias


O método dos seis chapéus criado por Edward de Bono é um modelo de raciocínio utilizado para explorar diferentes perspectivas para delinear uma estratégia numa situação complexa. Utiliza-se em situações de discussões em grupo : uma pessoa apresenta os factos do caso (chapéu branco, visão neutra), outra gera ideias sobre o modo como o caso pode ser tratado ( chapéu verde, pensamento criativo), enquanto a seguir uma outra lista as vantagens (chapéu amarelo, optimista) e uma outra lista as desvantagens (chapéu preto, o advogado do diabo).
Depois deste processo, há um elemento que sumariza as tendência de opinião sobre as várias alternativas em análise (chapeu vermelho, conciliação) e, finalmente, o último membro sistematiza a discussão e encerra a reunião (chapéu azul, consenso).
Técnica especialmente aconselhada para sessões de criatividade. Uma vez que todos os membros têm um papel definido a discussão pode ser franca e aberta, anulando-se a tendência para a personalização das críticas.
Quem pretender aprofundar este tema pode consultar o sítio do seu criador : http://www.edwdebono.com/ .

A Visão

Publicada por José Manuel Dias


Um viajante avistou ao longe uma construção e resolveu aproximar-se. Verificou então que três pedreiros estavam a trabalhar na mesma obra e a fazer o mesmo serviço. Resolveu, então, perguntar-lhes o que estavam a fazer. Perguntou ao primeiro que lhe respondeu: "Estou a ganhar a vida". Perguntou ao segundo que, sem levantar os olhos, disse " Estou a assentar pedra" . Por fim questionou o terceiro: " E tu que estás fazer?" Estou a ajudar a construir uma catedral, respondeu-lhe prontamente.
Esta pequena história procura sublinhar a importância de, numa organização, todos saberem responder à questão central : " Para onde vamos?". Se cada um dos integrantes de uma organização não souber responder a esta questão, como saberá que o caminho que está a seguir é o adequado?
Importa, por isso, definir, antes de mais e acima de tudo, para onde queremos ir. Caberá à gestão de topo de uma organização essa definição. A escolha da Visão - a declaração sucinta do que aspira a ser...a terra prometida onde corre leite e mel - é essencial para alinhar toda a organização com a estratégia preconizada. A criação de um sistema de gestão que monitorize o desempenho é, também, uma condição necessária para garantir que as acções das diferentes áreas estão em linha com os objectivos e as metas a atingir.
E você sabe qual é a Visão da organização a que pertence?

Quadro de Referência Estratégico Nacional

Publicada por José Manuel Dias


O Primeiro-Ministro presidiu ontem à apresentação do Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 (QREN), que prevê um investimento global de 44,7 mil milhões de euros, sendo 21,5 provenientes dos fundos da União Europeia, e o restante do Estado e de privados portugueses.
Os fundos organizam-se em três Agendas - Potencial Humano, Factores de Competitividade e Valorização do Território - e sete Programas Operacionais Regionais. O PM situou em «três domínios as insuficiências, estratégicas e de concretização, da absorção dos fundos comunitários»: défice na «qualificação dos nossos activos» e a «fragilidade da nossa cultura técnica e científica»; falta de «selectividade no apoio ao investimento verdadeiramente modernizador e com potencial de multiplicação»; e falta de «melhoria dos factores envolventes do sucesso competitivo», os custos de contexto.
Não desperdicemos esta excelente oportunidade para melhorar a qualificação dos portugueses, promovendo um modelo de crescimento económico sustentável e uma maior coesão social.

Aveiro é a quinta...

Publicada por José Manuel Dias


Aveiro é quinta melhor cidade para se viver em 2007, de um universo de meia centena de cidades do Continente e dos arquipélagos da Madeira e dos Açores. O "ranking" foi divulgado no âmbito de um estudo efectuado e publicado pela revista " Única" do semanário Expresso.
Depois de Lisboa (1º), Guimarães, Évora e Porto, Aveiro surge como a cidade que, dentro de um conjunto de vinte critérios, apresenta melhores condições para se viver. Dos critérios tidos em conta, o destaque (a nível nacional) reside na "Relação com a água e a paisagem" que é considerada uma das suas principais mais valias.

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias


Reformar é fazer diferente, é ser capaz de adaptar as acções novas circunstâncias e, por isso, não há reformas sem roturas, não necessariamente com os objectivos, mas com os meios e os modos de os alcançar.
Ora a dúvida sobre a recondução do director geral dos Impostos é uma total incoerência com um espírito de reforma.
Com efeito, está-se perante alguém do sector privado que manteve esse estatuto, mas que se dispôs a prestar um serviço público, introduzindo-lhe uma dinâmica própria.
Foi uma experiência de sucesso inquestionável pelo que se esperaria que servisse de exemplo para se repetir em um ou outro caso que se justificasse. Engano!
Para os que duvidam da continuidade da experiência, o que está em causa não é o desempenho, mas o nível de vencimento, isto é, ainda não se libertaram do conceito de que "serviço público" é prestado por servidores do Estado - funcionários públicos - com salários mais baixos do que os que vigoram no mercado, facto este compensado por "segurança no emprego".
Daí a existência de um "estatuto remuneratório", isto é, remuneração de acordo com o estatuto e não com o mérito e, portanto, a categoria igual deverá corresponder salário igual, independentemente dos resultados alcançados. Só a invocação de um "estatuto remuneratório" prova que se está a raciocinar em termos ultrapassados.
Para reformar é preciso romper com hábitos, ensair novas fórmulas e, acima de tudo, libertarmo-nos de preconceitos.
Manuela Ferreira Leite, " Ponto sem nó", caderno Economia, semanário Expresso de 13 de Janeiro de 2007

Somos todos empresários

Publicada por José Manuel Dias


Para os austríacos, num sentido geral ou amplo, a função empresarial coincide com a própria acção humana. Neste sentido poder-se-ia afirmar que exerce a função empresarial qualquer pessoa que actua para modificar o presente e conseguir os seus objectivos no futuro. Ainnda que esta definição possa à primeira vista parecer demasiado ampla e em desacordo com os usos linguísticos actuais, há que ter em conta que a mesma está em conformidade com o original significado etimológico do termo empresa. De facto, tanto as expressões espanhola e portuguesa empresa como as acepções francesa e inglesa entrepreneur procedem etimologicamente do verbo latino in prehendo-endi-ensum que significa descobrir, ver, perceber, dar-se conta de, capturar; e a expressão latina in prehensa comporta claramente a ideia de acção, no sentido de tomar, agarrar.
.../...
A função empresarial, em sentido estrito, consiste basicamente em descobrir e avaliar (prehendo) as oportunidades de alcançar um fim ou, se preferirmos, de conseguir algum lucro ou benefício, tendo em conta as circunstâncias envolventes e agindo de modo a aproveitá-las.
In " Escola Austríaca - mercado e criatividade empresarial", Jesús Huerta de Soto, O Espírito das Leis Editora, Lda, Lisboa ( 2006)

Balança Comercial

Publicada por José Manuel Dias


De Janeiro a Outubro de 2006, as exportações portuguesas cresceram 12,6% e as importações 8,5%. As exportações para a União Europeia cresceram 8,6% e para os países terceiros aumentaram quase 30% (28,6%). As importações cresceram 7,1% e 12,8% respectivamente.
A taxa de cobertura ( percentagem das nossas importações que podemos considerar pagas com o valor das exportações), passou de 62,5 % em 2005 para 64, 8% no ano em curso. Dito de outro modo, apesar da melhoria continuamos a depender muito do exterior.
A melhoria destes indicadores não poderá dissociar-se da necessária competitividade e inovação das empresas portuguesas condições essenciais para a conquista de novos mercados. A consolidação e reforço da marca Portugal pode, também, dar um impulso nesse sentido, bem como a "cooperação estratégica" entre Governo e Presidente, espelhada, uma vez mais, na visita presidencial à Índia. Ministros e empresários aproveitam a "boleia" e procuram descobrir "novos caminhos para a Índia".
Fonte: Banco de Portugal

Quando está frio

Publicada por José Manuel Dias


Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável, Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.

Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno
- Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no facto de aceitar
— No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.

Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.

Aceito por personalidade. Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.

Alberto Caeiro

Boas notícias!

Publicada por José Manuel Dias


O número de estudantes do pré-escolar ao secundário aumentou em Portugal, com as escolas a receberam mais 21 mil alunos, anunciou o Ministério da Educação. De acordo com o recenseamento escolar divulgado esta segunda-feira à Agência Lusa pelo Gabinete de Informação e Avaliação do Sistema Educativo (GIASE) do Ministério da Educação, o número de alunos matriculados no ano lectivo de 2006/2007 passou de 1.648.278 para 1.669.470.
A informação estatística relativa apenas a Portugal Continental mostra que o aumento da população estudantil foi geral, desde o pré-escolar ao ensino secundário, mas com especial incidência no 3º ciclo do ensino básico (7º e 9º anos) e no secundário (10º e 12º ano).
De acordo com os dados, a educação pré-escolar teve um acréscimo de alunos de 1.488, passando de 245.738 para um total de 247.224, o ensino básico um aumento de 8.440, passando de 1.076.360 para 1.084.800 estudantes e o secundário cresceu 11.264, passando de 326.182 para 337.446 alunos.
O crescimento do número de alunos no 3º ciclo, acrescenta a informação do Ministério, resulta do aumento dos matriculados em cursos profissionalizantes com certificação escolar e profissional, destinados a combater o insucesso e abandono escolares. Este crescimento, refere a nota do Ministério, decorre do reforço da oferta do ensino público, que atraiu mais 10.509 alunos do que no ano anterior. No ensino secundário, a expansão deve-se ao aumento dos matriculados em cursos profissionais, que passaram de 33.341 para 44.466 alunos. Noventa e três por cento destes novos alunos estão matriculados em estabelecimentos de ensino públicos.
Fonte : Portugal Diário