No bom caminho...

Publicada por José Manuel Dias



Pela primeira vez, ao fim de cinco anos, o crescimento económico ultrapassa os 2%, o que representa um factor de confiança e um número que espelha com clareza a recuperação da nossa economia. Esta é a leitura possível das estimativas do Instituto Nacional de Estatística, que mostram um crescimento do Produto Interno Bruto de 2,1%, no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2006. Comparativamente com o 1º trimestre de 2006, o valor das exportações cresceu 11,2%, enquanto o das importações subiu 1,1%. Dados que comprovam que estamos no bom caminho...Pouco dirão alguns. Mais que no passado recente, dirão outros. Uma coisa é certa : é o maior crescimento dos últimos 5 anos mas quando o nosso atraso, em relação às restantes economias europeias é grande, importa crescer mais depressa.
Confiança no futuro, orientação para os resultados, combate ao desperdício, melhoria da produtividade, eliminação de privilégios injustificados, redução do absentismo, adopção das melhores práticas de gestão, reforço de competências, prémio para os mais competentes, têm, cada vez mais, de ter aderência à nossa realidade se queremos ter futuro.

Dia da Universidade de Aveiro

Publicada por José Manuel Dias



As comemorações do Dia da Universidade realizam-se hoje, a partir das 10h00, com a cerimónia de entrega de diplomas aos alunos da Universidade de Aveiro que concluíram os seus estudos no ano lectivo 2005/2006. Aos 1093 licenciados, juntam-se 194 bacharéis, 38 detentores de complemento de formação, 278 mestres, 86 doutores e 11 doutores com agregação, num total de 1700 diplomados. É também nesta cerimónia, presidida pela Reitora, que são distinguidos os alunos do ano lectivo 2005/2006 que mostraram um aproveitamento escolar excepcional. Este ano, vão, assim, ser entregues 21 bolsas de mérito.

Quem tem medo do lobo mau?

Publicada por José Manuel Dias


Existem muitas explicações para o medo quase paranóico que os seres humanos foram sentindo através dos tempos em relação aos lobos. Uma das hipóteses é que o cordeiro é o símbolo de Cristo e, como os cordeiros são um belo jantar para os lobos, é fácil pintar o lobo como demoníaco. O lobo, visto como inimigo do cordeiro, tornou-se um simbolismo negativo na civilização ocidental.
O medo dos lobos está também perpetuado nos contos de fadas. Por exemplo o conto do Capuchinho Vermelho foi interpretado por alguns como sendo um aviso de natureza sexual para as meninas adolescentes. Ao falar com o lobo, o Capuchinho Vermelho deu o primeiro passo para a sua desgraça. O lobo era o símbolo do Mal, representava talvez o Diabo, que ali estava apenas para tentar as pessoas.
Hoje em dia esses mitos começam a desvanecer-se e podemos começar a ver o lobo como o viam os índios americanos, que o respeitavam pela sua coragem, inteligência e enormes capacidades. Estes povos envergavam frequentemente cabeças e peles de lobo, na esperança que a magia dos lobos entrasse nos seus corpos e mentes e assim pedissem herdar a sua perícia e capacidades.
Hoje, sabemos que não precisamos de uma pele de lobo - podemos optar por simplesmente deixar que as lições da alcateia guiem o nosso comportamento para com os outros.
Extraído de " A sabedoria dos lobos", Twyman L. Towery, Editora Sinais de Fogo, Cascais (1995)

Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Publicada por José Manuel Dias


Desde o dia 3 de Maio, desapareceram, além de Madeleine McCann, mais de 800 crianças e jovens, só no Reino Unido. A informação foi veiculada por responsáveis da linha de apoio National Missing Persons, que chamaram à atenção para a diferença, a nível de mediatização, entre esses casos e o da menina desaparecida no Algarve.
Existe em curso um debate, no Reino Unido, em torno de Maddie que não se resume ao tema central que é o desaparecimento da criança, envolvendo também a cobertura mediática do caso. No domínio da internet, a página criada no início do mês para ajudar a encontrar a menina inglesa já teve mais de 100 milhões de acessos, reunindo milhares de mensagens de apoio, provenientes de todo o Mundo. Resta saber se este caso está a ser tratado da melhor forma. É, no entanto, um caso paradigmático. Será que a divulgação em massa de fotografias de uma criança desaparecida pode ter efeitos perversos? Será que o raptor não será levado a desfazer-se da criança ou a escondê-la com mais cuidado? Será que são mobilizados recursos idênticos para todas as crianças desaparecidas? A gratificação prometida para quem facultar informações relevantes não conduzirá ao aparecimento de inúmeros testemunhos que desviarão os investigadores das pistas mais consistentes para localização da criança? Questões que merecem reflexão numa época, em que muitos pais se demitem das suas responsabilidades ou, por vicissitudes diversas, não lhes conseguem propiciar as condições para um desenvolvimento salutar.
Amanhã assinala-se o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. Uma palavra de solidariedade para todos os que vivenciam situações desta natureza e um voto de esperança na capacidade dos homens em construir um mundo melhor.
Adaptado dos Jornais

Aplausos para a IES

Publicada por José Manuel Dias


A solução Informação Empresarial Simplificada (IES) já entrou em vigor e permite, através de um formulário electrónico, unificar quatro obrigações empresariais numa operação que vai abranger as 400 mil empresas que operam no país.
Esta medida, inserida no Programa Simplex 2007, vai evitar a apresentação da declaração anual de informação contabilística e fiscal, o registo de prestação de contas e a prestação de informação para efeitos estatísticos ao Instituto Nacional de Estatística (INE) e ao Banco de Portugal (BdP).
Os Técnicos Oficiais de Contas devem enviar um formulário electrónico único, a partir do site do IES ou das Declarações Electrónicas do Ministério das Finanças. Com a submissão electrónica do IES, as empresas podem ter acesso aos documentos de prestação de contas e ao registo de prestação de contas, sendo que este último é a única obrigação sujeita a pagamento de 85 euros (em papel tinha o preço de 126 euros).
Em colaboração com entidades como a Direcção-Geral dos Registos e Notariado, o Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal, o programa aplica-se a mais de 98 por cento das empresas nacionais. Longe das primeiras páginas dos jornais, das notícias de abertura de telejornais, das polémicas estéreis sobre questões menores, Portugal está a mudar...Só assim, com medidas com esta, com impacto nos custos de contexto, se conseguira reforçar a nossa competitividade.

Absentismo

Publicada por José Manuel Dias


Absentismo é e expressão usada para designar a falta do empregado ao trabalho. São muitas e variadas as causas que podem conduzir ao absentismo. Desde doença comprovada (ou não), razões de carácter familiar e faltas por motivos diversos. O absentismo pode ser calculado tendo em conta o número de horas/ homem perdidas a dividir pelo nº de dias de trabalho efectivo. Um elevado absentismo - superior a 5% - deve ser convenientemente explicado. Todos sabemos que o absentismo é um factor de grande incerteza numa organização, constituindo, por isso, motivo de grande preocupação para as respectivas lideranças. Não podemos por isso, deixar de condenar aqueles que, "sãos como pêros", se deliciam com os calores da Primavera usufruindo da "Baixa por doença". O Estado gasta anualmente 500 milhões de euros em Subsídios por doença. O Governo promoveu, no início deste ano, uma inspecção destes casos e detectou que cerca de 1/3 correspondia a baixas fraudulentas. Uma acção meritória que deve ser prosseguida. Está em causa o nosso dinheiro, o dinheiro dos nossos impostos. Escusado será dizer que o elevado absentismo concorre para baixa produtividade, designadamente nos serviços públicos. Existe um grande trabalho pela frente...

A vantagem do saber

Publicada por José Manuel Dias


Não existe ocupação tão agradável como o saber; o saber é o meio de nos dar a conhecer, ainda neste mundo, o infinito da matéria, a imensa grandeza da Natureza, os céus, as terras e os mares. O saber ensinou-nos a piedade, a moderação, a grandeza do coração; tira-nos as nossas almas das trevas e mostra-nos todas as coisas, o alto e o baixo, o primeiro, o último e tudo aquilo que se encontra no meio; o saber dá-nos os meios de viver bem e felizmente; ensina-nos a passar as nossas vidas sem descontentamento e sem vexames.
Marcus Cícero, in 'Disputas Tusculanas'

Nicholas Negroponte

Publicada por José Manuel Dias


Nicholas Negroponte foi fundador e Director do Media Laboratory, do Massachussets Institute Of Techology (MIT) que estuda e experimenta novas formas de comunicação humana na área do multimédia. Autor do livro Being Digital, guia essencial para a compreensão da importância das "novas auto-estradas da informação". Ser digital, no seu entender, é libertar-se dos actuais limites de comunicação. Uma cultura de procura vai substituir a cultura da oferta: cada um de nós vai escolher os seus programas, personalizando-os a seu gosto, consumindo-os onde e quando quiser. Negroponte também nos alerta para os riscos desta evolução, designadamente pela exposição da vida privada mas, no balanço que faz, acredita que os prós superam os contras.

Máximas de autores desconhecidos

Publicada por José Manuel Dias


1. Hoje é o amanhã que tantos nos preocupava ontem.
2. Falta de tempo é a desculpa dos que perdem tempo por falta de método.
3. Uma pessoa pode falhar muitas vezes mas apenas se torna num falhado quando começa a culpa outro.
4. Não desperdicemos o tempo presente. Ele é o único em que podemos reparar o passado e construir o futuro.
5. A vida é como uma cana: só dá açúcar depos de passar por grandes apertos.

PME Líder

Publicada por José Manuel Dias


O IAPMEI contratou recentemente, em Lisboa, parcerias instititucionais com os principais Bancos portugueses, no âmbito do programa FINCRESCE. Esses Bancos estão a convidar as melhores empresas nacionais a aderirem ao estatuto PME Líder.
PME Líder, são empresas que pelas suas qualidades de desempenho e perfil de risco se posicionem como motor da economia nacional em diferentes sectores de actividade, prosseguindo estratégias de crescimento e liderança competitiva.
Do universo das PME Líder, identificar-se-á o grupo das PME Excelência, empresas que se distingam pelo seu nível superior, bem como as que manifestem predisposição para protocolar, no âmbito do Programa, a implementação de um plano de intervenção formatado à medida das suas necessidades, no sentido de colmatar fragilidades e melhorar o posicionamento no mercado.
O IAPMEI pretende com esta iniciativa valorizar exemplos de bom desempenho e incentivar dinâmicas empresariais que contribuam de forma relevante para o desenvolvimento da Economia portuguesa.

Falsa segurança

Publicada por José Manuel Dias


Pergunta o barqueiro ao peixinho dourado:
Não entendo a tua insensatez,
sempre a nadar contra a corrente...
A resposta não pôde ser ouvida,
pelo inadvertido barqueiro
que viu o barco
mergulhar indefeso
no despenhadeiro...

Autor desconhecido

Top Ten

Publicada por José Manuel Dias

Portugal está em décimo lugar na lista dos maiores défices de balança corrente, de acordo com dados disponibilizados pelo FMI. USA, Espanha, Reino Unido, França, Itália , Austrália, Turquia, Grécia e Índia estão nos lugares à nossa frente. O elevado endividamento espelha, no entanto, diferentes realidades. O caso português traduz, essencialmente, falta de competitividade das empresas exportadoras, a elevada dependência face ao petróleo, a corrida ao crédito das famílias portuguesas e a dívida pública assumida pelo Estado para suportar os níveis altíssimos de despesa públicas ( mais de 50% do PIB).
Quanto mais os portugueses recorrem ao crédito, mais os bancos têm necessidade de se financiar no exterior para suprir a procura de crédito. A escalada do endividamento externo " tenderá a traduzir-se num aumento do pagamento de juros, o que, na ausência de uma aceleração da produtividade, implicará um menor contributo da procura interna para o crescimento do PIB no futuro". Os encargos decorrentes da dívida vão custar por ano, de acordo com o Banco central, cerca de 3% do PIB.
Fonte: Diário Económico, de 14 de Maio
Bem podem dizer alguns que não têm culpa mas, a avaliar pelo relatório do FMI, somos "todos responsáveis": Estado, Empresas e Famílias. Todos gastam mais do que podem e quem nos financia é "o estrangeiro". Ou se arrepia caminho ou a factura será bem dolorosa.

Os preços e a estratégia

Publicada por José Manuel Dias


Se é tudo tão igual como é que me vou decidir pela escolha? Que critério vou usar? Sou um consumidor racional. O critério decisivo vai ser o preço. Se as empresas não conseguem diferenciar os produtos, furtando-se à questão do preço, têm os dias contados. A globalização tem muitas vantagens, visto da óptica dos consumidores, mas, por outro lado, obriga as empresas a competirem pelo preço, numa luta complicada com outras sedeadas em países onde o factor trabalho é muito mais barato ou onde a produtividade é muito superior. Este combate, para ser bem sucedido, exige uma reflexão estratégica. Não podemos ser bons em tudo, nem responder a todos. Temos de definir os nossos segmentos-alvo. Quem queremos servir? Como o vamos fazer? Que actividades concorrem para esses propósitos?
Parar para reflectir estratégicamente não é perder tempo, é construir o futuro.

Um grande desafio

Publicada por José Manuel Dias


A qualificação dos portugueses é um dos grandes desafios para o desenvolvimento do nosso país. São vários os indicadores que atestam a gravidade do nosso problema. Apenas 20% da população adulta, entre os 25 e os 64 anos, completou o ensino secundário (a média da OCDE ronda os 70%); cerca de metade da nossa população activa não tem a escolaridade mínima obrigatória; o número médio de escolarização da nossa população é baixo, pouco ultrapassa os 8 anos; cerca de 45% dos jovens, entre os 18 e os 24 anos, abandonam os estudos sem concluir o ensino secundário.
O exposto não deixa dúvidas: estamos numa situação preocupante. Importa mudar, fazendo mais e fazendo melhor, tendo em conta as restrições orçamentais. Temos, no entanto, de ter presente que uma mudança profunda desta realidade exige a intervenção de toda a sociedade. Uma parceria de várias entidades: cidadãos, instituições públicas e privadas. Pais, professores, autarcas, buscando, em conjunto, as melhores soluções, aprendendo com os erros, próprios e alheios, e, partilhando saberes.
Que meios temos ao nosso alcance? O que faz o Ministério da Educação? Qual o papel reservado às autarquias? Os Conselhos Municipais de Educação que atribuições têm? Os Conselhos executivos das escolas que intervenção podem ter? E os professores são espectadores ou protagonistas? E aos encarregados de Educação que exigências se colocam? E os empresários ( futuros empregadores dos estudantes) não têm uma palavra a dizer? Quais são as nossas Escolas de excelência?
Da resposta a estas questões depende, em grande parte, o nosso futuro. A educação, como é consabido, é a condição base para o desenvolvimento.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias


A Nokia Siemens Networks Portugal inaugurou esta Segunda-feira, 7 de Maio, o Pólo de Inovação de Aveiro. A cerimónia de inauguração deste novo centro de investigação mundial, instalado numa ala da antiga Fábrica de Moagens de Aveiro cedida pela Universidade de Aveiro, contou com a presença do Presidente da República, Prof. Cavaco Silva.
O Pólo de Inovação de Aveiro, que emprega já 100 engenheiros, dedicar-se-á na totalidade à exportação e, numa fase inicial, incidirá maioritariamente na implementação de projectos das áreas de Network Management e Comunicação Técnica. Tratando-se de um investimento que vem reforçar a aposta da Nokia Siemens Networks Portugal em Investigação & Desenvolvimento (I&D) e nos engenheiros portugueses, este novo Pólo de Inovação Mundial da Nokia Siemens Networks reforça a ligação da empresa à Universidade de Aveiro, estando já previstas actividades que passam pelo desenvolvimento de trabalhos de investigação avançada na área de telecomunicações em fibra óptica e de plataformas de gestão, em consórcio com a Universidade, ou através do intercâmbio de investigadores das duas instituições, nomeadamente através de bolsas de investigação da Nokia Siemens Networks.

Impostos

Publicada por José Manuel Dias


As Finanças já confiscaram 57.835 imóveis de contribuintes faltosos desde Fevereiro de 2006, desde que foi lançado o Sistema Automático de Penhoras Automáticas. Esta "arma letal" que é capaz de consolidar a dívida do contribuinte, detectar activos penhoráveis, identificar faltosos e automatizar os procedimentos, começou por confiscar salários, contas bancárias, acções e créditos e, no ano seguinte, carros, imóveis e certificados de aforro. Dos 181.158 activos penhorados este ano, o Fisco já arrecadou 472 milhões de Euros.
In Suplemento de Economia do jornal "Expresso" desta data
Será que alguns destes contribuintes relapsos tem andado a reclamar pela manutenção dos seus "direitos adquiridos" ? Será que protestam contra a introdução de portagens nas SCUTs? Será que exigem do Estado a garantia de assistência na doença e na velhice?
Num passado, não muito distante, um estudioso destas questões referiu que "os impostos são o preço que pagamos pela civilização que temos" . Alguns portugueses, cada vez menos felizmente, querem eximir-se às suas responsabilidades. A melhoria da eficiência da máquina fiscal está aí para lhes lembrar um velho ditado americano " Nada mais certo na vida do que morrer e pagar impostos".

Aplausos para as Novas Oportunidades

Publicada por José Manuel Dias


Mais de 250 mil adultos aderiram ao Programa Novas Oportunidades, o equivalente a cerca de 7,5% da população activa sem secundário completo, a maioria para conclusão do ensino básico, foi hoje anunciado, pelos Ministros do Trabalho e Educação.
O Programa Novas Oportunidades, apresentado a 21 de Setembro de 2005, tem como objectivo mobilizar os jovens e os adultos para a possibilidade de aumentarem as suas qualificações ao nível do 12º ano de escolaridade.
De acordo com os dados apresentados 250.774 adultos aderiram ao Novas Oportunidades, 176.176 para concluírem a sua formação ao nível do ensino básico e 74.598 para terminarem a sua formação ao nível do ensino secundário.
Do total dos adultos inscritos neste programa, 91.840 fizeram a sua inscrição durante o primeiro trimestre de 2007, a maioria dos quais para concluir a sua formação ao nível básico (50.651), o que corresponde ao cerca de 40 por cento do total de inscritos no Novas Oportunidades.
Este facto é merecedor de aplausos. Não merece uma primeira página de um qualquer jornal, não justifica um editorial, não é notícia de abertura de um telejornal, mas comprova, preto no branco, que Portugal está a mudar. São cada vez mais os portugueses a interiorizar a ideia que o futuro é mais exigente que o presente. A reconhecer que a qualificação é uma necessidade. A modernização do nosso país depende da capacidade colectiva em melhorarmos as nossas qualificações. Precisamos de acelerar a qualificação dos portugueses, tendo em vista a convergência com os países mais desenvolvidos. É o que está a ser feito, com determinação, com entusiasmo, por muitos portugueses. São merecedores dos nossos aplausos.

Os porquês...

Publicada por José Manuel Dias


Saber lidar com os porquês requer competências de comunicação que nem todos possuem mas que, havendo vontade, podem ser adquiridas. Benjamim Franklin tinha como método tomar nota de todos os porquês (a favor ou contra) de uma qualquer questão. Ponderando os dois lados tinha uma visão mais aprofundanda dos problemas e considerava, por isso, estar em melhores condições para decidir.
Uma boa resposta a uma qualquer questão formulada, pode ser bem aceite mesmo que não corresponda integralmente à pergunta. Os políticos são conhecidos por usar (e abusar) desta técnica. Perante uma qualquer questão que lhe colocam, acabam por responder apenas ao que verdadeiramente lhes interessa. Há quem diga que eles apenas o fazem por incompetência dos jornalistas que não formulam as perguntas nos termos adequados. Henry Kissinger, antigo secretário de estado americano, constumava brincar com esta situação nas conferências de imprensa, perguntando, não raras vezes, aos jornalistas : " Quais são as perguntas que têm para as minhas respostas de hoje? ".

European Dawn

Publicada por José Manuel Dias


A Europa debate-se com problemas sérios. O crescimento é baixo, o desemprego atinge níveis preocupantes e muitos indivíduos continuam a acreditar na possibilidade de manutenção do modelo social em que temos vivido. Persistem na ideia que o Estado pode resolver todos os seus problemas. Os impostos permitiram financiar um Estado de bem estar. Sucede, entretanto, que a realidade mudou. A competição internacional e a alteração da estrutura demográfica trouxeram para o nosso quotidiano nuvens negras. Os governantes, com visão estratégica, sabem que manter as coisas como estão estão, seria um acto de irresponsabilidade e comprometeria o nosso futuro. As reformas que o Governo português procura implementar estão na linha do que outros Governos da Europa, de países que têm maior riqueza que o nosso, procuram, também, promover. O livro " European Dawn" , do sueco Johnny Munkhammar, alerta-nos para a necessidade urgente de promover reformas, indica-nos onde devemos intervir e porquê. Uma leitura que recomendamos a muitos políticos e sindicalistas da nossa praça.

25 de Abril

Publicada por José Manuel Dias


As mudanças sociais, verificadas em Portugal nas últimas quatro décadas, foram profundas e rápidas, mais rápidas que na maioria dos países europeus. Em certos casos, como na demografia, certas mudanças, medidas através dos indicadores socais clássicos, ultrapassaram mesmo os valores médios dos países vizinhos.
O sentido geral dessas mudanças sociais foi o da aproximação aos padrões europeus. Os indicadores demográficos, sociais e económicos portugueses parecem-se, cada vez mais, com os dos membros da União Europeia.
António Barreto, Tempo de Incerteza, Relógio d' Água Editores, Lisboa (2002)