Top Ten

Publicada por José Manuel Dias

Portugal está em décimo lugar na lista dos maiores défices de balança corrente, de acordo com dados disponibilizados pelo FMI. USA, Espanha, Reino Unido, França, Itália , Austrália, Turquia, Grécia e Índia estão nos lugares à nossa frente. O elevado endividamento espelha, no entanto, diferentes realidades. O caso português traduz, essencialmente, falta de competitividade das empresas exportadoras, a elevada dependência face ao petróleo, a corrida ao crédito das famílias portuguesas e a dívida pública assumida pelo Estado para suportar os níveis altíssimos de despesa públicas ( mais de 50% do PIB).
Quanto mais os portugueses recorrem ao crédito, mais os bancos têm necessidade de se financiar no exterior para suprir a procura de crédito. A escalada do endividamento externo " tenderá a traduzir-se num aumento do pagamento de juros, o que, na ausência de uma aceleração da produtividade, implicará um menor contributo da procura interna para o crescimento do PIB no futuro". Os encargos decorrentes da dívida vão custar por ano, de acordo com o Banco central, cerca de 3% do PIB.
Fonte: Diário Económico, de 14 de Maio
Bem podem dizer alguns que não têm culpa mas, a avaliar pelo relatório do FMI, somos "todos responsáveis": Estado, Empresas e Famílias. Todos gastam mais do que podem e quem nos financia é "o estrangeiro". Ou se arrepia caminho ou a factura será bem dolorosa.

Os preços e a estratégia

Publicada por José Manuel Dias


Se é tudo tão igual como é que me vou decidir pela escolha? Que critério vou usar? Sou um consumidor racional. O critério decisivo vai ser o preço. Se as empresas não conseguem diferenciar os produtos, furtando-se à questão do preço, têm os dias contados. A globalização tem muitas vantagens, visto da óptica dos consumidores, mas, por outro lado, obriga as empresas a competirem pelo preço, numa luta complicada com outras sedeadas em países onde o factor trabalho é muito mais barato ou onde a produtividade é muito superior. Este combate, para ser bem sucedido, exige uma reflexão estratégica. Não podemos ser bons em tudo, nem responder a todos. Temos de definir os nossos segmentos-alvo. Quem queremos servir? Como o vamos fazer? Que actividades concorrem para esses propósitos?
Parar para reflectir estratégicamente não é perder tempo, é construir o futuro.

Um grande desafio

Publicada por José Manuel Dias


A qualificação dos portugueses é um dos grandes desafios para o desenvolvimento do nosso país. São vários os indicadores que atestam a gravidade do nosso problema. Apenas 20% da população adulta, entre os 25 e os 64 anos, completou o ensino secundário (a média da OCDE ronda os 70%); cerca de metade da nossa população activa não tem a escolaridade mínima obrigatória; o número médio de escolarização da nossa população é baixo, pouco ultrapassa os 8 anos; cerca de 45% dos jovens, entre os 18 e os 24 anos, abandonam os estudos sem concluir o ensino secundário.
O exposto não deixa dúvidas: estamos numa situação preocupante. Importa mudar, fazendo mais e fazendo melhor, tendo em conta as restrições orçamentais. Temos, no entanto, de ter presente que uma mudança profunda desta realidade exige a intervenção de toda a sociedade. Uma parceria de várias entidades: cidadãos, instituições públicas e privadas. Pais, professores, autarcas, buscando, em conjunto, as melhores soluções, aprendendo com os erros, próprios e alheios, e, partilhando saberes.
Que meios temos ao nosso alcance? O que faz o Ministério da Educação? Qual o papel reservado às autarquias? Os Conselhos Municipais de Educação que atribuições têm? Os Conselhos executivos das escolas que intervenção podem ter? E os professores são espectadores ou protagonistas? E aos encarregados de Educação que exigências se colocam? E os empresários ( futuros empregadores dos estudantes) não têm uma palavra a dizer? Quais são as nossas Escolas de excelência?
Da resposta a estas questões depende, em grande parte, o nosso futuro. A educação, como é consabido, é a condição base para o desenvolvimento.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias


A Nokia Siemens Networks Portugal inaugurou esta Segunda-feira, 7 de Maio, o Pólo de Inovação de Aveiro. A cerimónia de inauguração deste novo centro de investigação mundial, instalado numa ala da antiga Fábrica de Moagens de Aveiro cedida pela Universidade de Aveiro, contou com a presença do Presidente da República, Prof. Cavaco Silva.
O Pólo de Inovação de Aveiro, que emprega já 100 engenheiros, dedicar-se-á na totalidade à exportação e, numa fase inicial, incidirá maioritariamente na implementação de projectos das áreas de Network Management e Comunicação Técnica. Tratando-se de um investimento que vem reforçar a aposta da Nokia Siemens Networks Portugal em Investigação & Desenvolvimento (I&D) e nos engenheiros portugueses, este novo Pólo de Inovação Mundial da Nokia Siemens Networks reforça a ligação da empresa à Universidade de Aveiro, estando já previstas actividades que passam pelo desenvolvimento de trabalhos de investigação avançada na área de telecomunicações em fibra óptica e de plataformas de gestão, em consórcio com a Universidade, ou através do intercâmbio de investigadores das duas instituições, nomeadamente através de bolsas de investigação da Nokia Siemens Networks.

Impostos

Publicada por José Manuel Dias


As Finanças já confiscaram 57.835 imóveis de contribuintes faltosos desde Fevereiro de 2006, desde que foi lançado o Sistema Automático de Penhoras Automáticas. Esta "arma letal" que é capaz de consolidar a dívida do contribuinte, detectar activos penhoráveis, identificar faltosos e automatizar os procedimentos, começou por confiscar salários, contas bancárias, acções e créditos e, no ano seguinte, carros, imóveis e certificados de aforro. Dos 181.158 activos penhorados este ano, o Fisco já arrecadou 472 milhões de Euros.
In Suplemento de Economia do jornal "Expresso" desta data
Será que alguns destes contribuintes relapsos tem andado a reclamar pela manutenção dos seus "direitos adquiridos" ? Será que protestam contra a introdução de portagens nas SCUTs? Será que exigem do Estado a garantia de assistência na doença e na velhice?
Num passado, não muito distante, um estudioso destas questões referiu que "os impostos são o preço que pagamos pela civilização que temos" . Alguns portugueses, cada vez menos felizmente, querem eximir-se às suas responsabilidades. A melhoria da eficiência da máquina fiscal está aí para lhes lembrar um velho ditado americano " Nada mais certo na vida do que morrer e pagar impostos".

Aplausos para as Novas Oportunidades

Publicada por José Manuel Dias


Mais de 250 mil adultos aderiram ao Programa Novas Oportunidades, o equivalente a cerca de 7,5% da população activa sem secundário completo, a maioria para conclusão do ensino básico, foi hoje anunciado, pelos Ministros do Trabalho e Educação.
O Programa Novas Oportunidades, apresentado a 21 de Setembro de 2005, tem como objectivo mobilizar os jovens e os adultos para a possibilidade de aumentarem as suas qualificações ao nível do 12º ano de escolaridade.
De acordo com os dados apresentados 250.774 adultos aderiram ao Novas Oportunidades, 176.176 para concluírem a sua formação ao nível do ensino básico e 74.598 para terminarem a sua formação ao nível do ensino secundário.
Do total dos adultos inscritos neste programa, 91.840 fizeram a sua inscrição durante o primeiro trimestre de 2007, a maioria dos quais para concluir a sua formação ao nível básico (50.651), o que corresponde ao cerca de 40 por cento do total de inscritos no Novas Oportunidades.
Este facto é merecedor de aplausos. Não merece uma primeira página de um qualquer jornal, não justifica um editorial, não é notícia de abertura de um telejornal, mas comprova, preto no branco, que Portugal está a mudar. São cada vez mais os portugueses a interiorizar a ideia que o futuro é mais exigente que o presente. A reconhecer que a qualificação é uma necessidade. A modernização do nosso país depende da capacidade colectiva em melhorarmos as nossas qualificações. Precisamos de acelerar a qualificação dos portugueses, tendo em vista a convergência com os países mais desenvolvidos. É o que está a ser feito, com determinação, com entusiasmo, por muitos portugueses. São merecedores dos nossos aplausos.

Os porquês...

Publicada por José Manuel Dias


Saber lidar com os porquês requer competências de comunicação que nem todos possuem mas que, havendo vontade, podem ser adquiridas. Benjamim Franklin tinha como método tomar nota de todos os porquês (a favor ou contra) de uma qualquer questão. Ponderando os dois lados tinha uma visão mais aprofundanda dos problemas e considerava, por isso, estar em melhores condições para decidir.
Uma boa resposta a uma qualquer questão formulada, pode ser bem aceite mesmo que não corresponda integralmente à pergunta. Os políticos são conhecidos por usar (e abusar) desta técnica. Perante uma qualquer questão que lhe colocam, acabam por responder apenas ao que verdadeiramente lhes interessa. Há quem diga que eles apenas o fazem por incompetência dos jornalistas que não formulam as perguntas nos termos adequados. Henry Kissinger, antigo secretário de estado americano, constumava brincar com esta situação nas conferências de imprensa, perguntando, não raras vezes, aos jornalistas : " Quais são as perguntas que têm para as minhas respostas de hoje? ".

European Dawn

Publicada por José Manuel Dias


A Europa debate-se com problemas sérios. O crescimento é baixo, o desemprego atinge níveis preocupantes e muitos indivíduos continuam a acreditar na possibilidade de manutenção do modelo social em que temos vivido. Persistem na ideia que o Estado pode resolver todos os seus problemas. Os impostos permitiram financiar um Estado de bem estar. Sucede, entretanto, que a realidade mudou. A competição internacional e a alteração da estrutura demográfica trouxeram para o nosso quotidiano nuvens negras. Os governantes, com visão estratégica, sabem que manter as coisas como estão estão, seria um acto de irresponsabilidade e comprometeria o nosso futuro. As reformas que o Governo português procura implementar estão na linha do que outros Governos da Europa, de países que têm maior riqueza que o nosso, procuram, também, promover. O livro " European Dawn" , do sueco Johnny Munkhammar, alerta-nos para a necessidade urgente de promover reformas, indica-nos onde devemos intervir e porquê. Uma leitura que recomendamos a muitos políticos e sindicalistas da nossa praça.

25 de Abril

Publicada por José Manuel Dias


As mudanças sociais, verificadas em Portugal nas últimas quatro décadas, foram profundas e rápidas, mais rápidas que na maioria dos países europeus. Em certos casos, como na demografia, certas mudanças, medidas através dos indicadores socais clássicos, ultrapassaram mesmo os valores médios dos países vizinhos.
O sentido geral dessas mudanças sociais foi o da aproximação aos padrões europeus. Os indicadores demográficos, sociais e económicos portugueses parecem-se, cada vez mais, com os dos membros da União Europeia.
António Barreto, Tempo de Incerteza, Relógio d' Água Editores, Lisboa (2002)

A educação em números

Publicada por José Manuel Dias


Número de alunos por computador com ligação à Internet, no ensino público - 12,8
Número de alunos por computador com ligação à Internet, no ensino privado - 7,6
Taxa de transição/conclusão do ensino secundário - 67,9 (*)
Taxa de Pré- escolarização - 78,4 (**)
Evolução da taxa real de escolarização
1980/81 - 12,4
2004/05 - 59,8
Número de escolas em funcionamento em 2005/06 - 14.230
Número de estudantes matriculados em 2005/06 - 1.649.138
Número de docentes em 2005/06 - 178.202
Número de não docentes em 2005/06 - 87.677
Relação Aluno/Docente - 9,3
(*) 2004/05
(**) 2005/06
Fonte : Ministério da Educação
Perguntas para reflexão :
1) Que países terão melhores indicadores que os nossos ?
2) A que se deverá esses resultados?
3) Será que as práticas que observam já foram analisadas adequadamente em ordem a aproveitar o que têm de bom?
4) Quais são os stakeholders das escolas? Será que lhes está a ser reconhecida a importância devida?
Voltaremos ao tema proximamente.

Empower

Publicada por José Manuel Dias


"Empower", de acordo com o dicionário inglês/português da Porto Editora significa «autorizar, delegar, conceder plenos poderes». Delegar competências é, nos dias de hoje, uma necessidade imperiosa. Importa, no entanto, garantir que quem recebe essas competências, tem condições efectivas para as exercer. O envolvimento dos subordinados é crucial e a delegação pode dar um excelente contributo para a consecução desse desiderato. Não basta, no entanto, motivação, é preciso os colaboradores estejam adequadamente habilitados e, neste domínio, a formação profissional assume particular relevância. As exigências são cada vez maiores e, como sabemos, amanhã "só o excelente é suficiente". Saibamos estar à altura dos desafios, concentrando-nos no que é verdadeiramente importante: criar condições para reforçar a competitividade das nossas organizações em ordem a acelerar o desenvolvimento económico.

Boas notícias!

Publicada por José Manuel Dias


O aumento de receita e a controlo de despesa tiveram um contributo semelhante para a redução do défice orçamental estrutural em 2006. A conclusão é do Banco de Portugal e surge no Boletim Económico de Primavera do banco central, documento que analisa o desempenho da economia no ano anterior.
"O défice orçamental apresentou uma redução significativamente e superior à prevista, passando de 6% para 3,9% do PIB. Este resultado traduziu a melhoria do saldo estrutural, alcançada em igual medida através da contenção da despesa pública e do aumento da receita", lê-se na introdução do texto divulgado esta tarde.
Fonte : Boletim da Primavera do Banco de Portugal
Importa prosseguir nesta rota para que Portugal, uma das mais velhas nações do mundo, possa ter futuro! Aos invejosos deste desempenho, gostaria de relembrar o que grande Teixeira de Pascoes disse sobre a INVEJA:
"O sentimento de independência, o poder de individualidade, é também a virtude deste defeito. A vil tristeza apagou-nos o carácter, o dom de ser. Somos fantasmas querendo iludir a sua oca e triste condição. Por isso, o valor alheio nos tortura, revelando, com mais clareza, a nossa própria nulidade. A inveja é ainda uma reacção do indivíduo contra a morte; e a calúnia é a sua arma (...)"
In "A Arte de Ser Português"

Financial Times

Publicada por José Manuel Dias


« O clima económico e político de Portugal mudou», constatou o Financial Times de 11 de Abril, numa análise ao Governo de José Sócrates.
Em menos de dois anos, o défice português - que no início de 2005, representava 6,8% do Produto Interno Bruto - caiu para 3,9%». Na previsão dos especialistas, até final do ano, esse valor deverá situar-se « perto dos 3% - máximo permitido nos países que integram a Zona Euro».
« O crescimento português é o mais baixo da União Europeia e representa menos de metade da média do Bloco». Apesar disso, os cortes e as reformas estruturais do Governo socialista, contestado em vários sectores da Função Pública, « arrancam elogios de Joaquim Almunia, Comissário Europeu para os Assuntos Monetários».
Fonte : Semanário Sol de 14 de Abril

Uns...

Publicada por José Manuel Dias


Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto
— A segurança nossa?
Este é o dia,
Esta é a hora,
este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos.
No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos.
Colhe o dia, porque és ele.
Ricardo Reis ( heterónimo de Fernando Pessoa)

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias

Ser engenheiro, doutor, arquitecto é muito mais importante do que ser competente, eficaz, íntegro e digno. A Imprensa portuguesa devolve a imagem do sítio onde existe: está pejada de doutores, engenheiros e arquitectos, quase todos péssimos jornalistas. E quase todos ascendentes a cargos de directoria, por atalhos amiúde sombrios. Escrevem desamparados de gramática e pouco favoráveis a reflectir sobre os acasos que apadrinham as razões.

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Se desconfiamos de Sócrates temos todo o direito de desconfiar daqueles que de ele desconfiam, de modo tão obsidiante. A arfante diligência com que jornais e televisões (não todos, não todas) desancam o homem – dá que pensar. E a vida ensinou-nos que nada acontece por banal prolongamento do acaso.
Ao que julgo saber, a história foi anunciada, há quase dois anos, na blogosfera. Porquê só agora este insistente apego a uma revelação que, afinal, o não é? As consequências possíveis das afirmações implicam os termos de uma responsabilidade que a entrevista de José Sócrates à RTP abordou, com demonstrada capacidade do entrevistado.
.../...
A entrevista na RTP, dirigida, com áspera combatividade, por Maria Flor Pedroso e José Alberto Carvalho, procurou captar a totalidade dos problemas propostos. Sócrates esclareceu, documentado e argumentativo, as aparentes sombras projectadas no seu currículo académico. A pressão foi tremenda. Raramente assisti, em televisão, a um programa rodeado por tanto constrangimento. Pouca gente aguentaria a forma não fragmentada, não alusiva, mesmo não iludente com que as perguntas foram colocadas. Uma única vez José Sócrates se emocionou. A frieza de frigorífico do seu comportamento deslizou, por trémulos instantes, quando falou no tempo de estudante pós-laboral. "O homem, afinal, é humano", comentou um velho amigo, experimentado routier do jornalismo.
.../...
O exame das diferentes modalidades da entrevista demonstrou a extrema habilidade de Sócrates no confronto televisivo, com leve sabor a julgamento público. Porém, caucionou a coragem de um homem que esclareceu aspectos na aparência dúbios, e protestou contra as equivalências da infâmia a ele dirigidas, sob a forma de "necessidade de informar". Não foi José Sócrates quem saiu derrotado ou enxovalhado do diálogo. Até no caso da Ota, cuja escolha sou dos que criticam. E Maria Flor Pedroso e José Alberto Carvalho bem o cercaram, nunca lhe deram tréguas nem descanso. Não houve impersonalidade. Não houve subserviência. Não houve "distanciação". Demonstrou-se, isso sim, a caracterização do papel desempenhado pelos três protagonistas. Esperava-se uma sangueira. Não foi.
Deplorável a declaração de Marques Mendes, cada vez mais desorientado e confuso. Lamentável a irritação de Pacheco Pereira, cada vez mais vítima de incontrolável egolatria.
Baptista Bastos, Jornal de Negócios de 13 de Abril

Até já

Publicada por José Manuel Dias


O desafio e o tubarão

Publicada por José Manuel Dias


Os japoneses apreciam muito peixe fresco. Contudo nas águas perto do Japão não abundam os peixes. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar e quando o peixe era colocado no mercado já não era fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes. Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram câmaras figoríficas nos barcos. Pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Entretanto, os japoneses conseguiam notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostavam do sabor do peixe congelado. Entretanto o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Como resposta a esta situação as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos. Infelizmente, os japoneses ainda notavam a diferença do gosto. Em resultado de não se se mexerem, os peixes colocados nos tanques perdiam o gosto de frescos. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.Então, qual foi a resposta dos japoneses para este este problema?
Como eles conseguiram trazer para o Japão peixes com gosto de fresco ? A solução foi muito simples.
L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50 que "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador". Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais gosta de um bom problema. Se consegue concretizar os seus objectivos mais ambiciosos fica naturalmente satisfeito. Identifica os desafios e sente-se com mais energia. Fica mais empenhado, mais determinado, mais vivo!
Para conservar o gosto de peixe fresco as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". Os peixes são desafiados. Portanto, ao invés de evitar desafios, encare-os. Se seus desafios são grandes e numerosos, não desista. Coloque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda. Se alcançou os objectivos, aumente a fasquia. Se as suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas vá de encontro aos objectivos do seu grupo e da sociedade. Não se acomode nele. Tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença. Duvida ? "Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar".
Adaptado de um texto de um MBA, fonte Best Swiming

Perseverança

Publicada por José Manuel Dias


O que tentarias fazer se soubesses que não podias falhar?
Robert Schuller
Falhamos 100 por cento dos tiros que nunca disparamos.
Wayne Gretzky
A nossa maior glória não está em nunca cair mas em levantarmo-nos de cada vez que caímos.
Confúncio
A perseverança não é uma longa corrida; são muitas pequenas corridas, uma a seguir à outra.
Walter Elliott

Ontem e Hoje

Publicada por José Manuel Dias


A Europa comemora 50 anos do Tratado de Roma, amanhã, 25 de Março. Portugal celebra os 21 anos da adesão à então Comunidade Europeia. Um período de grandes mudanças no nosso país. De Bruxelas vieram mais de 60 mil milhões de euros para ajudar a modernizar o nosso país. A introdução do Euro permitiu controlar a inflação. Os portugueses têm hoje uma qualidade de vida muito superior à que usufruiam em meados da década de 80. Vejamos, apenas, alguns exemplos que atestam, a nosso ver, a apreciação efectuada:
- Há vinte anos havia uma única televisão hoje à quatro canais em sinal aberto e muitos outros distribuídos por cabo;
- A bolsa portuguesa era incipiente, com reduzido número de transacções e poucas empresas cotadas, hoje é um verdadeiro mercado financeiro integrado numa plataforma europeia;
- A máquina de lavar roupa existia apenas em 43% dos lares, hoje 82% das casas possuem este electrodoméstico;
- Apenas 5,8% das residências tinha máquina de lavar louça, hoje o número foi multiplicado por 3;
- O Continente era o único hipermercado no País ( Matosinhos e Amadora), hoje são vários e disseminados por todo o país;
- Os computadores eram usados apenas nas grandes empresas e a taxa de penetração era de 2,6%, hoje é de 42%;
- A taxa de penetração de telefone era de 14% em 1986, hoje, o principal meio de comunicação é o telemóvel, e Portugal está no topo com uma taxa de penetração de 115%;
- Em 1986 a rede de caixas Multibanco dava os primeiros passos (existiam 70 caixas), hoje esse número subiu para 11.585, espalhadas por todo o território nacional e das quais foram levantados, no ao transacto, 23,5 mil milhões de euros;
- O parque de automóveis era de 1,605 milhões, hoje é de 5,523 Milhões.
Fonte: Caderno Economia do Semanário Expresso desta data

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias


3,9% ! É o défice orçamental que temos. Muito melhor que o compromisso do Governo. Muito pior do que o que precisamos. E do que precisamos? De nos livrar da ditadura do Orçamento. E até lá chegar falta ainda muito. Mais que 0,9%.
Com este valor, Portugal ganha credibilidade em Bruxelas e o Governo de Sócrates ganha confiança do eleitorado. Não há propaganda governamental que consiga estragar isto: 3,9% é um bom número. Nesta fatídica equação, numerador e denominador estão melhor: a diferença entre despesas e receitas é menor do que se esperava, a economia cresce mais que o esperado. E isso é importante para um país traumatizado com o seu défice, móbil de vários delitos cometidos no passado recente.
Externamente, os 3,9% são uma boa notícia primeiro porque é importante cumprir o PEC (agora que não há mais alunos que diluam a lassidão dos nossos políticos), depois porque o "rating" da República pode sair beneficiado, embaratecendo o custo das nossas dívidas (e essas não estão a diminuir...).
Internamente, porque este Governo assumiu um compromisso de honra. Não foi o único. Mas é o primeiro deles com défices reais melhores que o esperado. E esse é um retorno do investimento dos portugueses em sacrifícios.
Pedro S. Guerreiro, Jornal de Negócios de 21 de Março