Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias


3,9% ! É o défice orçamental que temos. Muito melhor que o compromisso do Governo. Muito pior do que o que precisamos. E do que precisamos? De nos livrar da ditadura do Orçamento. E até lá chegar falta ainda muito. Mais que 0,9%.
Com este valor, Portugal ganha credibilidade em Bruxelas e o Governo de Sócrates ganha confiança do eleitorado. Não há propaganda governamental que consiga estragar isto: 3,9% é um bom número. Nesta fatídica equação, numerador e denominador estão melhor: a diferença entre despesas e receitas é menor do que se esperava, a economia cresce mais que o esperado. E isso é importante para um país traumatizado com o seu défice, móbil de vários delitos cometidos no passado recente.
Externamente, os 3,9% são uma boa notícia primeiro porque é importante cumprir o PEC (agora que não há mais alunos que diluam a lassidão dos nossos políticos), depois porque o "rating" da República pode sair beneficiado, embaratecendo o custo das nossas dívidas (e essas não estão a diminuir...).
Internamente, porque este Governo assumiu um compromisso de honra. Não foi o único. Mas é o primeiro deles com défices reais melhores que o esperado. E esse é um retorno do investimento dos portugueses em sacrifícios.
Pedro S. Guerreiro, Jornal de Negócios de 21 de Março

O Relatório

Publicada por José Manuel Dias


Uma história muito contada sobre Kissinger... Winston Lord tinha sido incumbido de preparar um dado relatório e empenhara-se na sua elaboração, tendo-lhe dedicado vários dias. Depois de o entregar a Kissinger, Lord recebeu-o de volta com a anotação, « É o melhor que consegue fazer?». Lord redigiu tudo de novo e, finalmente, voltou a apresentar o relatório; lá voltou ele de novo com a mesma breve pergunta. Depois de o redigir mais uma vez - e mais uma vez receber a mesma pergunta de Kissinger - Lord exclamou « Que diabo, é sim, é o melhor que consigo fazer.» Ao que Kissinger respondeu: « Óptimo, acho que desta vez vou lê-lo».
Kissinger, Walter Isaacson, 1992

Agenda-Setting

Publicada por José Manuel Dias



A ideia desta teoria (alguns defendem tratar-se mais de uma hipótese) consiste em dividir os assuntos da sociedade em agendas (política e jornalística) que são apresentadas ao público para este discutir. Os assuntos são igualmente hierarquizados. Em resultado da acção dos jornais, da televisão e de outros meios de comunicação social, o receptor tem a tendência para escolher os assuntos que mais lhe interessam, e pensar sobre eles, já que os media não nos dizem como fazê-lo, dão-nos só os assuntos. São os media que organizam a agenda, são eles que a hierarquizam, ao receptor resta-lhe aceitar essas regras, sendo o seu papel o de escolher as suas prioridades temáticas. Existe contudo uma tendência para que as pessoas acabem por valorizar aquilo a que os media dão ênfase. Os mass media, de acordo com esta teoria, descrevem e precisam a realidade exterior, fornecendo, ao mesmo tempo, uma listagem sobre o que é preciso discutir e ter opinião. Os receptores acabam por formular as suas opiniões, com base na própria hierarquização de importância ditada pelos media e, em certa medida, limitam as sua análises a leituras a aspectos marginais e superficiais dos temas mais estruturantes. Recorde-se a, título de exemplo, a visita do Primeiro Ministro à China e o espaço ocupado pelas infelizes declarações do Ministro da Economia, em detrimento duma análise mais cuidada das nossas vantagens competitivas num mercado como o chinês ou do modo como podemos aumentar o grau de atractividade de investimento estrangeiro. Os jornais, a rádio e a televisão "fizeram eco" dessas palavras e foi sobre essa situação em concreto que sindicalistas (UGT e CGTP), oposição (à esquerda e à direita) e Primeiro Ministro acabaram por exprimir posições, levando-nos, por arrastamento, a pronunciar sobre tal questão e a optar por uma das várias posições em confronto.
O desenvolvimento desta temática pode ser feita em Teorias da Comunicação, Wolf, Mauro, Editorial Presença, Barcarena (1987)

John Naisbitt

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John Naisbitt, formado em Cornell, trabalhou como executivo na IBM e na Eastman Kodak , é um futurologista que vendeu milhões de livros, dos quais se destaca o título "Macrotendências". Nesta obra, publicada na década de 80, previu, entre outras, as seguintes reestruturações: passagem de uma sociedade industrial para uma economia de informação; a actuação estratégica das empresas centrar-se-á na tecnologia e na respectiva resposta humana; a passagem de uma actuação de curto prazo para o longo prazo; a redescoberta da capacidade de inovar e obter bons resultados; a maior capacidade individual para assumir responsabilidades e tomar decisões. Alertou-nos, também, para a progressiva obselescência do modelo de democracia representativa em face da exponencial partilha de informações; para a redução da importância das hierarquias e a sua substituição por redes de trabalho informais e para as novas necessidades de formação escolar e profissional em ordem a respondermos aos desafios do futuro. O "aviso à navegação" foi feito com tempo...

Três preciosas virtudes

Publicada por José Manuel Dias


Tenho três coisas preciosas, que conservo e aprecio. A primeira é a delicadeza; a segunda a frugalidade; a terceira a humildade, que me impede de colocar antes dos outros. Seja delicado, e poderá ser ousado; seja frugal e poderá ser liberal; evite colocar-se antes dos outros e poderá ser um líder.
Confúncio (551 - 479 a. c), pensador e teórico político chinês

Preço Natural

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Outro preço é o que as coisas têm por si mesmas, independente de qualquer lei humana ou decreto público. Aristóteles e muitos outros autores chama a este preço preço natural. Chamam-lhe assim não porque não dependa em grande medida da estima com os homens apreciam umas coisas mais do que outras. como acontece com certas peças preciosas, que às vezes se estimam em mais de vinte mil moedas de ouro e mais que muitas outras coisas que, pela sua natureza, são muito melhores e mais úteis, nem tão pouco lhe chamam assim porque esse preço não flutue e se altere, posto que é evidente que se altera; mas chamam-lhe natural porque nasce das mesmas coisas, independentemente de qualquer lei humana ou decreto público, mas dependente de muitas circunstâncias com as quais varia e da afeição e estima que os homens têm às coisas segundo os diversos usos para que servem.
Luis de Molina (1535-1600), uma das figuras mais importantes da denominada Escola de Salamanca, nasceu em Cuenca, Espanha, mas a sua formação e actividade académica desenvolveu-se quase exclusivamente em Portugal, tendo sido professor na Universidade de Coimbra e na Universidade de Évora .

Formação é prioridade total

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«A formação tem de assumir-se como uma prioridade total do País nos próximos anos», disse o Primeiro-Ministro na apresentação da campanha de divulgação da Iniciativa novas oportunidades, em 7 de Março. José Sócrates referiu que «em matéria de melhoria da qualificação - tendo Portugal 480 mil jovens entre os 18 e os 24 anos sem o Ensino Secundário concluído - não há receitas milagrosas, nem medidas que respondam aos problemas em meia dúzia de meses». No presente globalizado qualquer cidadão «pode adquirir bens e serviços em qualquer parte do mundo e em poucos segundos»; «mas não podemos importar formação ou qualificação. O desafio da formação é com os portugueses», sublinhou. Para destacar a importância do tema, Sócrates disse que Portugal enfrenta no presente «três grandes desafios: pôr as contas públicas em ordem, aumentar o seu crescimento económico e o mais difícil de todos, porque é de carácter estrutural, qualificar os portugueses». O programa Novas Oportunidades vai qualificar um milhão de pessoas até 2010. Já se registaram alguns progressos relevantes: «Com o alargamento do leque dos cursos profissionalizantes e tecnológicos no Ensino Secundário, pela primeira vez houve em 2006 um aumento do número de alunos; foram celebrados mais de 350 acordos com empresas e associações para formação profissional; e o número de centros de novas oportunidades chegaram aos 270 no final de 2006, quando a meta prevista para 2007 era de 250».
Não podemos deixar de considerar esta preocupação como salutar. Melhorar as competências dos portugueses é vital. Temos, no entanto, de ter presente que o impacto destas acções não surgirá no imediato. Só a médio de prazo se verificarão os seus benefícios. Importa, por isso, repescar as palavras de Peter Drucker quando defendeu que o elemento humano é para as empresas " a única vantagem sustentável" em relação às concorrentes. Não desperdicemos pois esta oportunidade de melhorar o capital humno do nosso país, seguramente um factor de aceleração e multiplicação do progresso económico, social e cultural.

Jean Baudrillard

Publicada por José Manuel Dias

Jean Baudrillard, sociólogo francês, morreu ontem em Paris, com 77 anos. Leccionou sociologia na Universidade de Nantes, escreveu mais de 50 obras, entre as quais me permito relevar "La societé de consomation" e de que destaco este pequeno excerto:
" A comunicação de massas exclui a cultura e o saber. Não se trata de entrarem em acção verdadeiros processos simbólicos ou didácticos porque seria comprometer a participação colectiva que constitui o sentido de semelhante cerimónia - participação que se efectua unicamente por meio de uma liturgia e de um código formal de sinais cuidadosamente esvaziados de todo o conteúdo de sentido.
Como se vê , o termo «cultura» está carregado de mal entendidos. A miscelânia cultural, o «digest» reportório de perguntas respostas codificadas, a M.C.C. ( Menor Cultura Comum) está para a cultura assim como o seguro de vida está para a vida, destina-se a conjurar os seus riscos e, com base na recusa da cultura viva, a exaltar os signos ritualizados da culturalização."
Se atentarmos na realidade do nosso panorama televisivo podemos identificar os riscos para os quais Baudrillard nos advertiu faz mais de três décadas.

A oportunidade difícil de resolver

Publicada por José Manuel Dias


Causas, efeitos, consequências, problemas, oportunidades, objectivos, resultados, eficiência e eficácia são palavras, cada vez mais, usadas no quotidiano das empresas. Sucede, entretanto, que nem todos se sintonizam com o verdadeiro significado dessas palavras e, quando agem, acabam por ter comportamento diverso da nossa expectativa. Conta-se que numa dada empresa o seu director - geral reuniu todos os seus colaboradores e determinou que, a partir daquele momento, deveriam passar a assumir uma atitude mais positiva. A palavra "problema" deveria ser eliminada do seu vocabulário. O vocábulo "problema" seria substituído pela palavra "oportunidade". Os problemas deveriam ser sempre considerados oportunidades.Alguns dias depois, o director - geral foi foi interpelado por um trabalhador quando se dirigia para uma reunião com a Administração:
- Sr. Director - geral, preciso de lhe falar, disse o empregado da empresa que acrescentou " Estou a enfrentar uma oportunidade difícil de resolver!".
Uma frase simples e elucidativa. Não basta mudar as palavras para que a atitude das pessoas se modifique. Não basta comunicar intenções é preciso que as pessoas compreendam o alcance dos nossos propósitos. Existe um grande trabalho a desenvolver neste domínio se queremos mudar atitudes. Um desafio para todos.

Orçamento Geral do Estado : um novo modelo

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Foi ontem publicado em Diário da República o despacho do Ministro das Finanças que cria uma comissão "com a missão de propor um modelo e respectiva metodologia para a estruturação do Orçamento do Estado por programas". Esta comissão - que será coordenada pelo professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto João Manuel de Matos Loureiro - deverá remeter ao Governo o relatório final da sua actividade até ao dia 30 de Maio de 2008.
No preâmbulo do despacho Teixeira dos Santos garante que "o Governo está empenhado em aprofundar e efectivar processo de elaboração da proposta de OE, bem como no posterior acompanhamento da respectiva execução, um modelo de orçamentação por programas que de forma sistemática e coerente assegure, numa perspectiva plurianual de afectação da despesa pública, um melhor acompanhamento, avaliação e controlo da execução orçamental".
Depois de lembrar ainda que o Governo "teve já a oportunidade, em 2006, de submeter à Assembleia da República um relatório em que se apresenta um plano de trabalhos calendarizado", tendo em vista o cumprimento do objectivo de estruturar a proposta de OE por programa. Entretanto, em declarações ontem à Lusa, o coordenador da comissão defendeu que "a principal vantagem [da estruturação do OE por programas] é poder orçamentar-se a despesa mais a médio/longo prazo, o que implica uma muito mais eficaz responsabilidade por parte de quem vai gerir os projectos do que nos casos de orçamentos parcelares ano a ano", afirmou João Manuel de Matos Loureiro. "O controlo orçamental do lado da despesa será seguramente muito mais eficaz, que é precisamente o que se deseja", acrescentou, salientando que "a ideia é fazer uma orçamentação que cruze vários ministérios, por grandes programas, em vez de termos apenas orçamentos ministério a ministério".
Fonte: Diário de Notícias

Falas de civilização

Publicada por José Manuel Dias


Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro

O desafio e as dificuldades

Publicada por José Manuel Dias


O homem está lá desafiado pela grande porta. Com alguma dificuldade, descobre a fechadura e percebe que tem a chave na mão. Tenta, tenta, combinando as partes, e aos poucos a trave vai cedendo, a fechadura funciona e a porta abre.
Dentro há inúmeras portas, cada qual com a sua fechadura diferente. Todas devem ser abertas, mas só há uma única chave. É preciso ajustá-la às fechaduras. Para tanto o homem precisa de usar a mala de ferramentas. Lapida aqui, acrescenta ali, endireita acolá até que a resistência se dobre e a chave abra a porta.
Em cada porta, a situação repete-se, num permanente desafio. Muitas vezes a fechadura emperra, a chave não é adequada, as ferramentas não ajudam, o ambiente é sufocante e o homem desespera. A vontade é acomodar-se, mas não há outra alternativa inteligente; é vital prosseguir tentando.
É esse o grande objectivo : abrir portas, rasgar horizontes, criar novas oportunidades...

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias


A Espanha é o país preferido dos europeus que querem emigrar, segundo uma sondagem do Financial Times/Harris. Não, não se trata de emigrantes dos países mais pobres da Europa: os dados são de um inquérito conduzido na Alemanha, França, Inglaterra, Itália e Espanha.
É interessante analisar o que leva cidadãos dos países mais ricos da Europa a optarem pela Espanha, destronando a Inglaterra. O sol e a comida/ vinho? Não. Esses atributos são antigos e já eram bem conhecidos dos europeus. A língua? Não: os espanhóis, com excepção da nova geração, só falam castelhano. A abundante publicidade que faz no exterior? Também não: desde os anos 90 que isso acontece.
A razão é o "drive" espanhol: a Espanha tornou-se numa das economias mais vibrantes (e optimistas) da Europa, fruto de profundas transformações no "ambiente" empresarial. Ninguém muda para um país atrasado, deprimido, ou hostil aos negócios (a imagem de Portugal no exterior).
Como ainda há muita gente cá no burgo que ainda não percebeu isso (com destaque para os partidos: PC, Bloco de Esquerda, ala esquerda do PS...) vale a pena analisarmos o caso espanhol.
Eles mudaram a face do país em dez anos. Enquanto nós dormíamos. Mas ainda vamos a tempo. Até porque temos mais para oferecer: além da boa comida/vinho, falamos inglês e temos melhor clima.
Camilo Lourenço, Jornal de Negócios

QREN : Passo decisivo para o futuro de Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Conhecimento, qualificação, competitividade e coesão social são as palavras chave do novo quadro comunitário de apoio para o período 2007/2013. A execução do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), cujo financiamento total ascenderá a 44,2 mil milhões de Euros, é viabilizada pelo contributo de significativos recursos comunitários, que ascendem a 21,5 mil milhões de Euros, isto é, a componente de financiamento comunitário rondará os 49%. Por outro lado a componente nacional do QREN rondará os 51%, sendo que 7,8 mil milhões são de esforço directo do orçamento de estado.
Registe-se o esforço significativo das verbas destinadas à qualificação de recursos. O Fundo Social Europeu (FSE) passa a representar 37% das dotações financeiras atribuídas ao conjunto dos fundos estruturais, o que se taduz num aumento de 10 pontos percentuais relativamente ao QCA III.
Constituem prioridades para o PO Potencial humano:
- Preparar os jovens para o futuro e modernizar o ensino;
- Qualificar os trabalhadores para modernizar a economia e promover o emprego;
- Promover a igualdade de género;
- Afirmar a cidadania, a igualdade de oportunidades e a coesão.
Temos, pois, todas as condições para dar um salto qualitativo no nosso desenvolvimento sustentado. Trata-se de uma oportunidade imperdível. Saibamos todos estar à altura das nossas responsabilidades.

Stakeholders

Publicada por José Manuel Dias


Entidades que, directa ou indirectamente, estão interessadas no desempenho de uma organização. No caso de uma empresa, poderemos falar de clientes, colaboradores, investidores, fornecedores, sindicatos, governo e comunidade.
O sucesso de qualquer projecto não se poderá dissociar do nível e qualidade de participação das partes interessadas. Importa, por isso, assegurar que suas expectativas e necessidades são conhecidas e consideradas pelos gestores. Essas expectativas envolvem, por via de regra, a satisfação de necessidades, compensação financeira e comportamento ético. Cada interveniente ou grupo de intervenientes representa um determinado tipo de interesse. Muitas vezes esses interesses são conflituantes, cabendo aos gestores encontrar um ponto de equilíbrio. Devem, assim, procurar atender às necessidades de todas partes interessadas. Em ordem à consecução de tal desiderato, a empresa precisa de gerar valor, isto é, a aplicação dos recursos utilizados deve gerar um benefício maior do que seu custo total. Todos nós somos, pois, "Stakeholders" do Estado, na justa medida, em que somos seus accionistas e, em proporção diversa, enquanto cidadãos contribuintes, ajudamos à materialização dos seus grandes objectivos. Importa, por isso, que não nos divorciemos do respectivo desempenho, tanto mais que "não há boa governação, sem boa administração, nem boa administração sem boa governação, nem boa governação sem boa democracia, nem boa democracia sem boa cidadania".

Cheque em queda...

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses usam cada vez menos os cheques para efectuar pagamentos. O ano transacto foram emitidos menos 10% de cheques que em 2005. A maior queda percentual observada desde 1999, assinala o Relatório da Comissão Interbancária para os Sistemas de Pagamento (CISP). Em 7 anos os portugueses deixaram de emitir cerca de 92 milhões de cheques. A tendência observada será mantida, prevendo-se que em 2010, a circulação anual dos cheques se situe em 100 milhões.
Esta situação tem contraponto no crescendo de utilização dos cartões de débito e crédito que relevam taxas de crescimento anuais superiores a 7%. A rede Multibanco continuará a crescer, em cartões e terminais. O número de transacções por cartões atingiu em 2006 a cifra de 1.600 milhões, correspondendo ao montante de 66 mil milhões de Euros.
O dinheiro electrónico passou a fazer parte da vida dos portugueses, com inegáveis vantagens para todos (clientes, bancos e comerciantes).
Fonte: SIBS , CISP, Dia D

No bom caminho...

Publicada por José Manuel Dias


A proposta de novo modelo de emprego para os funcionários públicos vai acabar com as promoções automáticas e contemplar prémios de performance para um trabalhador e/ou para uma equipa. Consagra-se, ainda, a possibilidade de "cessação de vinculação por mútuo acordo, mediante indemnização" e a cessação de vínculo por " violação dos deveres funcionais, verificada por procedimento disciplinar". Vão acabar, de igual modo, as promoções automáticas nas carreiras. Os salários passarão a ser compostos por remuneração-base, suplementos e prémios de desempenho.
O Governo procura, assim, trazer para a Administração Pública os procedimentos já há muito observados, nas melhores empresas do sector privado. Avaliar o desempenho em ordem a diferenciar os mais capazes, remunerando-os de acordo com o seu contributo para os respectivos resultados.
Não há que vacilar. Só existe um caminho: melhorar o qualidade da nossa da Administração Pública, assegurando, concomitantemente, a diminuição do seu peso na despesa pública. O nosso futuro reclama estas mudanças.

Citações

Publicada por José Manuel Dias


1. Agir como homem de pensamento e pensar como homem de acção.
H. Bergson
2. A sorte não existe. Aquilo a que chamais sorte é o cuidado com os pormenores.
Sir W. Churchil
3. Se não sabes onde ir, não inporta o caminho que te pode conduzir até lá.
Talmud
4. O ser capaz mora perto da necessidade.
Pitágoras
5. Eu respondi-lhe que se era certo que isto ia bem sem o dizer, iria melhor se o dissesse.
Talleyrand
6. Nada é permanente, salvo a mudança.
Heraclito
7. Não é o empregador que paga os salários, mas o cliente.
H. Ford
8. Age sempre de maneira a poder erigir o princípio da tua acção em máxima universal.
E. Kant




Virtudes que se podem tornar defeitos

Publicada por José Manuel Dias


Conheceis as seis virtudes e os seis defeitos nos quais pode cair aquele que quer praticar as seis virtudes sem conhecê-las bem? O defeito daquele que quer ser benfeitor e não quis aprender a sê-lo, é a falta de discernimento; o defeito daquele que ama a ciência e não ama o estudo, é o de cair em erro; o defeito daquele que gosta de cumprir promessas e não aprendeu a fazê-las, é prejudicar os outros, prometendo-lhes e dando-lhes coisas nocivas; o defeito daquele que ama a franqueza e não aprendeu a praticá-la é o de aconselhar a repreender muito livremente sem nenhuma consideração para com as pessoas; o defeito daquele que gosta de mostrar coragem e não aprendeu a saber doseá-la é perturbar a ordem; o defeito daquele que ama a firmeza de alma e não aprendeu a limitá-la é a temeridade.
Confúcio, pensador autodidacta e político chinês (551
-479 A.C.), in 'Os Anacletos'

Euro

Publicada por José Manuel Dias


Não deixa de ser curioso observar que o significado do símbolo do euro, com que todos nós convivemos no nosso quotidiano, é desconhecido de muitos portugueses. Hoje, mesmo, numa das aulas de Crédito, suscitei essa pergunta. Pois bem, na turma, com mais de duas dezenas de alunos, todos maiores de 18 anos, não houve um sequer que soubesse dar uma resposta adequada.
A proximidade nem sempre justifica a curiosidade é certo...mas procurar saber mais, é um hábito que deve ser incutido em todos nós. Aqui fica, então, a explicação para o símbolo €. Foi inspirado na letra grega "épsilon", invocando a Grécia, berço da civilização Europeia, representa a primeira letra da palavra "Europa". As linhas paralelas procuram simbolizar a estabilidade interna da moeda.