Jean Baudrillard

Publicada por José Manuel Dias

Jean Baudrillard, sociólogo francês, morreu ontem em Paris, com 77 anos. Leccionou sociologia na Universidade de Nantes, escreveu mais de 50 obras, entre as quais me permito relevar "La societé de consomation" e de que destaco este pequeno excerto:
" A comunicação de massas exclui a cultura e o saber. Não se trata de entrarem em acção verdadeiros processos simbólicos ou didácticos porque seria comprometer a participação colectiva que constitui o sentido de semelhante cerimónia - participação que se efectua unicamente por meio de uma liturgia e de um código formal de sinais cuidadosamente esvaziados de todo o conteúdo de sentido.
Como se vê , o termo «cultura» está carregado de mal entendidos. A miscelânia cultural, o «digest» reportório de perguntas respostas codificadas, a M.C.C. ( Menor Cultura Comum) está para a cultura assim como o seguro de vida está para a vida, destina-se a conjurar os seus riscos e, com base na recusa da cultura viva, a exaltar os signos ritualizados da culturalização."
Se atentarmos na realidade do nosso panorama televisivo podemos identificar os riscos para os quais Baudrillard nos advertiu faz mais de três décadas.

A oportunidade difícil de resolver

Publicada por José Manuel Dias


Causas, efeitos, consequências, problemas, oportunidades, objectivos, resultados, eficiência e eficácia são palavras, cada vez mais, usadas no quotidiano das empresas. Sucede, entretanto, que nem todos se sintonizam com o verdadeiro significado dessas palavras e, quando agem, acabam por ter comportamento diverso da nossa expectativa. Conta-se que numa dada empresa o seu director - geral reuniu todos os seus colaboradores e determinou que, a partir daquele momento, deveriam passar a assumir uma atitude mais positiva. A palavra "problema" deveria ser eliminada do seu vocabulário. O vocábulo "problema" seria substituído pela palavra "oportunidade". Os problemas deveriam ser sempre considerados oportunidades.Alguns dias depois, o director - geral foi foi interpelado por um trabalhador quando se dirigia para uma reunião com a Administração:
- Sr. Director - geral, preciso de lhe falar, disse o empregado da empresa que acrescentou " Estou a enfrentar uma oportunidade difícil de resolver!".
Uma frase simples e elucidativa. Não basta mudar as palavras para que a atitude das pessoas se modifique. Não basta comunicar intenções é preciso que as pessoas compreendam o alcance dos nossos propósitos. Existe um grande trabalho a desenvolver neste domínio se queremos mudar atitudes. Um desafio para todos.

Orçamento Geral do Estado : um novo modelo

Publicada por José Manuel Dias


Foi ontem publicado em Diário da República o despacho do Ministro das Finanças que cria uma comissão "com a missão de propor um modelo e respectiva metodologia para a estruturação do Orçamento do Estado por programas". Esta comissão - que será coordenada pelo professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto João Manuel de Matos Loureiro - deverá remeter ao Governo o relatório final da sua actividade até ao dia 30 de Maio de 2008.
No preâmbulo do despacho Teixeira dos Santos garante que "o Governo está empenhado em aprofundar e efectivar processo de elaboração da proposta de OE, bem como no posterior acompanhamento da respectiva execução, um modelo de orçamentação por programas que de forma sistemática e coerente assegure, numa perspectiva plurianual de afectação da despesa pública, um melhor acompanhamento, avaliação e controlo da execução orçamental".
Depois de lembrar ainda que o Governo "teve já a oportunidade, em 2006, de submeter à Assembleia da República um relatório em que se apresenta um plano de trabalhos calendarizado", tendo em vista o cumprimento do objectivo de estruturar a proposta de OE por programa. Entretanto, em declarações ontem à Lusa, o coordenador da comissão defendeu que "a principal vantagem [da estruturação do OE por programas] é poder orçamentar-se a despesa mais a médio/longo prazo, o que implica uma muito mais eficaz responsabilidade por parte de quem vai gerir os projectos do que nos casos de orçamentos parcelares ano a ano", afirmou João Manuel de Matos Loureiro. "O controlo orçamental do lado da despesa será seguramente muito mais eficaz, que é precisamente o que se deseja", acrescentou, salientando que "a ideia é fazer uma orçamentação que cruze vários ministérios, por grandes programas, em vez de termos apenas orçamentos ministério a ministério".
Fonte: Diário de Notícias

Falas de civilização

Publicada por José Manuel Dias


Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro

O desafio e as dificuldades

Publicada por José Manuel Dias


O homem está lá desafiado pela grande porta. Com alguma dificuldade, descobre a fechadura e percebe que tem a chave na mão. Tenta, tenta, combinando as partes, e aos poucos a trave vai cedendo, a fechadura funciona e a porta abre.
Dentro há inúmeras portas, cada qual com a sua fechadura diferente. Todas devem ser abertas, mas só há uma única chave. É preciso ajustá-la às fechaduras. Para tanto o homem precisa de usar a mala de ferramentas. Lapida aqui, acrescenta ali, endireita acolá até que a resistência se dobre e a chave abra a porta.
Em cada porta, a situação repete-se, num permanente desafio. Muitas vezes a fechadura emperra, a chave não é adequada, as ferramentas não ajudam, o ambiente é sufocante e o homem desespera. A vontade é acomodar-se, mas não há outra alternativa inteligente; é vital prosseguir tentando.
É esse o grande objectivo : abrir portas, rasgar horizontes, criar novas oportunidades...

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias


A Espanha é o país preferido dos europeus que querem emigrar, segundo uma sondagem do Financial Times/Harris. Não, não se trata de emigrantes dos países mais pobres da Europa: os dados são de um inquérito conduzido na Alemanha, França, Inglaterra, Itália e Espanha.
É interessante analisar o que leva cidadãos dos países mais ricos da Europa a optarem pela Espanha, destronando a Inglaterra. O sol e a comida/ vinho? Não. Esses atributos são antigos e já eram bem conhecidos dos europeus. A língua? Não: os espanhóis, com excepção da nova geração, só falam castelhano. A abundante publicidade que faz no exterior? Também não: desde os anos 90 que isso acontece.
A razão é o "drive" espanhol: a Espanha tornou-se numa das economias mais vibrantes (e optimistas) da Europa, fruto de profundas transformações no "ambiente" empresarial. Ninguém muda para um país atrasado, deprimido, ou hostil aos negócios (a imagem de Portugal no exterior).
Como ainda há muita gente cá no burgo que ainda não percebeu isso (com destaque para os partidos: PC, Bloco de Esquerda, ala esquerda do PS...) vale a pena analisarmos o caso espanhol.
Eles mudaram a face do país em dez anos. Enquanto nós dormíamos. Mas ainda vamos a tempo. Até porque temos mais para oferecer: além da boa comida/vinho, falamos inglês e temos melhor clima.
Camilo Lourenço, Jornal de Negócios

QREN : Passo decisivo para o futuro de Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Conhecimento, qualificação, competitividade e coesão social são as palavras chave do novo quadro comunitário de apoio para o período 2007/2013. A execução do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), cujo financiamento total ascenderá a 44,2 mil milhões de Euros, é viabilizada pelo contributo de significativos recursos comunitários, que ascendem a 21,5 mil milhões de Euros, isto é, a componente de financiamento comunitário rondará os 49%. Por outro lado a componente nacional do QREN rondará os 51%, sendo que 7,8 mil milhões são de esforço directo do orçamento de estado.
Registe-se o esforço significativo das verbas destinadas à qualificação de recursos. O Fundo Social Europeu (FSE) passa a representar 37% das dotações financeiras atribuídas ao conjunto dos fundos estruturais, o que se taduz num aumento de 10 pontos percentuais relativamente ao QCA III.
Constituem prioridades para o PO Potencial humano:
- Preparar os jovens para o futuro e modernizar o ensino;
- Qualificar os trabalhadores para modernizar a economia e promover o emprego;
- Promover a igualdade de género;
- Afirmar a cidadania, a igualdade de oportunidades e a coesão.
Temos, pois, todas as condições para dar um salto qualitativo no nosso desenvolvimento sustentado. Trata-se de uma oportunidade imperdível. Saibamos todos estar à altura das nossas responsabilidades.

Stakeholders

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Entidades que, directa ou indirectamente, estão interessadas no desempenho de uma organização. No caso de uma empresa, poderemos falar de clientes, colaboradores, investidores, fornecedores, sindicatos, governo e comunidade.
O sucesso de qualquer projecto não se poderá dissociar do nível e qualidade de participação das partes interessadas. Importa, por isso, assegurar que suas expectativas e necessidades são conhecidas e consideradas pelos gestores. Essas expectativas envolvem, por via de regra, a satisfação de necessidades, compensação financeira e comportamento ético. Cada interveniente ou grupo de intervenientes representa um determinado tipo de interesse. Muitas vezes esses interesses são conflituantes, cabendo aos gestores encontrar um ponto de equilíbrio. Devem, assim, procurar atender às necessidades de todas partes interessadas. Em ordem à consecução de tal desiderato, a empresa precisa de gerar valor, isto é, a aplicação dos recursos utilizados deve gerar um benefício maior do que seu custo total. Todos nós somos, pois, "Stakeholders" do Estado, na justa medida, em que somos seus accionistas e, em proporção diversa, enquanto cidadãos contribuintes, ajudamos à materialização dos seus grandes objectivos. Importa, por isso, que não nos divorciemos do respectivo desempenho, tanto mais que "não há boa governação, sem boa administração, nem boa administração sem boa governação, nem boa governação sem boa democracia, nem boa democracia sem boa cidadania".

Cheque em queda...

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses usam cada vez menos os cheques para efectuar pagamentos. O ano transacto foram emitidos menos 10% de cheques que em 2005. A maior queda percentual observada desde 1999, assinala o Relatório da Comissão Interbancária para os Sistemas de Pagamento (CISP). Em 7 anos os portugueses deixaram de emitir cerca de 92 milhões de cheques. A tendência observada será mantida, prevendo-se que em 2010, a circulação anual dos cheques se situe em 100 milhões.
Esta situação tem contraponto no crescendo de utilização dos cartões de débito e crédito que relevam taxas de crescimento anuais superiores a 7%. A rede Multibanco continuará a crescer, em cartões e terminais. O número de transacções por cartões atingiu em 2006 a cifra de 1.600 milhões, correspondendo ao montante de 66 mil milhões de Euros.
O dinheiro electrónico passou a fazer parte da vida dos portugueses, com inegáveis vantagens para todos (clientes, bancos e comerciantes).
Fonte: SIBS , CISP, Dia D

No bom caminho...

Publicada por José Manuel Dias


A proposta de novo modelo de emprego para os funcionários públicos vai acabar com as promoções automáticas e contemplar prémios de performance para um trabalhador e/ou para uma equipa. Consagra-se, ainda, a possibilidade de "cessação de vinculação por mútuo acordo, mediante indemnização" e a cessação de vínculo por " violação dos deveres funcionais, verificada por procedimento disciplinar". Vão acabar, de igual modo, as promoções automáticas nas carreiras. Os salários passarão a ser compostos por remuneração-base, suplementos e prémios de desempenho.
O Governo procura, assim, trazer para a Administração Pública os procedimentos já há muito observados, nas melhores empresas do sector privado. Avaliar o desempenho em ordem a diferenciar os mais capazes, remunerando-os de acordo com o seu contributo para os respectivos resultados.
Não há que vacilar. Só existe um caminho: melhorar o qualidade da nossa da Administração Pública, assegurando, concomitantemente, a diminuição do seu peso na despesa pública. O nosso futuro reclama estas mudanças.

Citações

Publicada por José Manuel Dias


1. Agir como homem de pensamento e pensar como homem de acção.
H. Bergson
2. A sorte não existe. Aquilo a que chamais sorte é o cuidado com os pormenores.
Sir W. Churchil
3. Se não sabes onde ir, não inporta o caminho que te pode conduzir até lá.
Talmud
4. O ser capaz mora perto da necessidade.
Pitágoras
5. Eu respondi-lhe que se era certo que isto ia bem sem o dizer, iria melhor se o dissesse.
Talleyrand
6. Nada é permanente, salvo a mudança.
Heraclito
7. Não é o empregador que paga os salários, mas o cliente.
H. Ford
8. Age sempre de maneira a poder erigir o princípio da tua acção em máxima universal.
E. Kant




Virtudes que se podem tornar defeitos

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Conheceis as seis virtudes e os seis defeitos nos quais pode cair aquele que quer praticar as seis virtudes sem conhecê-las bem? O defeito daquele que quer ser benfeitor e não quis aprender a sê-lo, é a falta de discernimento; o defeito daquele que ama a ciência e não ama o estudo, é o de cair em erro; o defeito daquele que gosta de cumprir promessas e não aprendeu a fazê-las, é prejudicar os outros, prometendo-lhes e dando-lhes coisas nocivas; o defeito daquele que ama a franqueza e não aprendeu a praticá-la é o de aconselhar a repreender muito livremente sem nenhuma consideração para com as pessoas; o defeito daquele que gosta de mostrar coragem e não aprendeu a saber doseá-la é perturbar a ordem; o defeito daquele que ama a firmeza de alma e não aprendeu a limitá-la é a temeridade.
Confúcio, pensador autodidacta e político chinês (551
-479 A.C.), in 'Os Anacletos'

Euro

Publicada por José Manuel Dias


Não deixa de ser curioso observar que o significado do símbolo do euro, com que todos nós convivemos no nosso quotidiano, é desconhecido de muitos portugueses. Hoje, mesmo, numa das aulas de Crédito, suscitei essa pergunta. Pois bem, na turma, com mais de duas dezenas de alunos, todos maiores de 18 anos, não houve um sequer que soubesse dar uma resposta adequada.
A proximidade nem sempre justifica a curiosidade é certo...mas procurar saber mais, é um hábito que deve ser incutido em todos nós. Aqui fica, então, a explicação para o símbolo €. Foi inspirado na letra grega "épsilon", invocando a Grécia, berço da civilização Europeia, representa a primeira letra da palavra "Europa". As linhas paralelas procuram simbolizar a estabilidade interna da moeda.

Dupla certificação

Publicada por José Manuel Dias


A partir de agora o regime de formação profissional encaminhará o dinheiro do novo Quadro Comunitário (QREN) destinado à qualificação profissional para as empresas que garantam uma dupla certificação (profissional e escolar). O novo sistema contemplará critérios mais apertados na atribuição de Fundos Comunitários para empresas com maus resultados a nível de empregabilidade. Francisco Van Zeller, presidente da CIP, refere que "esta é uma área onde há concordância entre os parceiros sociais pois é fundamental aumentar os níveis de escolaridade do país".
Fonte : Diário Económico de 7 de Fevereiro
Precisamos de requalificar as pessoas, importa, no entanto, avaliar, com rigor, o impacto da formação profissional ao nível do reforço das competências e da melhoria da empregabilidade associada. Faz, pois, todo o sentido a preocupação expressa pelo Ministro do Trabalho e Solidariedade Social " Os cursos financiados devem ser aqueles que interessam às pessoas e às empresas".

O lado escondido de todas as coisas

Publicada por José Manuel Dias



Como a célebre borboleta que agita as asas num continente e acaba por provocar um furacão do outro lado do mundo, Norma McCorvey alterou espectacularmente o curso dos acontecimentos sem o querer. Tudo o que ela queria era fazer um aborto. Era uma mulher de vinte e dois anos, pobre, sem educação, sem qualificações, alcoólica, toxicodependente e já tinha dado dois filhos para adopção e, nessa altura, em 1970, ficava novamente grávida. Porém, no Texas, como em todos os estados naquela época, o aborto era ilegal. A causa de McCorvey foi adoptada por pessoas mais poderosas do que ela. Essas pessoas fizerem dela a litigante principal numa acção judicial que pretendia legalizar o aborto. O réu era Henry Wade, procurador do Distrito de Dallas. O caso acabou por chegar ao Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos, tendo por essa altura o nome de McCorvey sido escondido sob o pseudónimo de Jane Roe.
No dia 22 de Janeiro de 1973, o tribunal decidiu a favor de Roe, permitindo que o aborto fosse considerado legal em todo o país.
.../...
Mas como é que este processo desencadeou uma geração depois, a maior queda de criminalidade registada na história?
No que diz respeito ao crime, acontece que nem todas as crianças nascem iguais. Nem sequer parecidas. Décadas de estudos mostram que uma criança nascida num ambiente familiar adverso tem mais probabilidades do que outras crianças de vir a tornar-se um criminoso. E os milhões de de mulheres com maiores probabilidades de abortar na sequência do processo Roe contra Wade - mães pobres, solteiras e adolescentes para quem os abortos ilegais eram, antes, demasiado caros ou muito difíceis de conseguir - eram, em geral, modelos de adversidade. Eram as mesmas cujos filhos, se tivessem nascido, teriam muito mais probabilidades que a média de se tornarem criminosos.
In "Freakonomics - O estranho Mundo da Economia", Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, Editorial Presença, Lisboa ( 2006)

Missão China

Publicada por José Manuel Dias

O primeiro-ministro, José Sócrates, aproveitou o exemplo de expansão da empresa nacional Ydreams no mercado chinês para sublinhar que Portugal está presente nos sectores de actividade e nas cidades mundiais mais competitivas do mundo.
"Queremos mostrar o Portugal moderno na China, que também tem de ser mais conhecida no nosso país", afirmou José Sócrates, após a apresentação dos produtos tecnológicos para telemóveis da Ymeng - empresa participada pela Ydreams no mercado chinês -, durante uma sessão em Xangai.
Na cerimónia, presidida pelo primeiro-ministro, a Ymeng assinou nove contratos com empresas chinesas e multinacionais para o desenvolvimento de aplicações tecnológicas em telemóveis em áreas como os jogos e a publicidade.
Um dos novos produtos da Ymeng é um jogo para telemóveis em que o futebolista da selecção nacional Cristiano Ronaldo tem que driblar monstros para meter golos, com o qual a empresa luso-chinesa espera facturar cerca de três milhões de euros.
Este é um bom exemplo do modo como se pode tirar partido da notoriedade deste futebolista português que dentro de pouco tempo será eleito como o " Melhor do Mundo". Um contributo importante para a afirmação da nossa economia em terras do oriente.
No final, o primeiro-ministro deixou um presente a representantes das autoridades chinesas que estiveram na sessão: uma camisola da selecção nacional de Cristiano Ronaldo, com o número 17.
Num país em que abunda a contrafacção, o chefe do Governo português fez questão de deixar uma explicação complementar: "é claro que esta camisola está mesmo assinada pelo próprio Cristiano Ronaldo".
Fonte: Jornal de negócios

Universidade: os canudos de Bolonha

Publicada por José Manuel Dias


Recentemente a comunicação social fez saber que 40.000 licenciados estão no desemprego. Curiosamente, foi mais uma notícia que não afectou a Universidade. Será que a Universidade não se interroga perante estas situações? Será que continua paulatinamente a colocar mais no mercado mais desempregados? Cada Universidade tem que passar a acompanhar os seus licenciados e deveria ser financiada em função dos resultados, avaliados pela capacidade de criar valor. Não é possível continuar a fabricar licenciados para o desemprego e doutorados de copy past.
A reinvenção das universidades já está a acontecer em muitas escolas que sabem perfeitamente "onde estão", para "onde querem ir" e "como querem lá chegar". Os recentes protocolos assinados com o MIT e a aproximação a mundo empresarial levando a realidade das organizações para dentro das escolas com vista a ultrapassar o "fosso da morte", provam que há escolas no caminho da excelência.
.../...
Bolonha exige mudança de mentalidades e rupturas com o status quo, o que significa avaliação de desempenhos anuais na base do emprego criado e ajudado a criar, do empreendorismo concretizado, da investigação traduzida em valor acrescentado e dos doutoramentos inovadores traduzidos igualmente em criação de valor.
José Vicente Ferreira, Gestor e Docente Universitário, in Revista "Dirigir", nº 96, Out-Nov-Dez.

Máximas e reflexões

Publicada por José Manuel Dias


1. O carácter é um filtro que purifica as acções dos homens.
2. A pontualidade é uma condição importante da integridade do carácter.
3. A vida de um homem de juízo é a resultante de muitas renúncias.
4. Um condição fundamental para o êxito nos negócios consiste em saber esperar, sem perder tempo.
5. A consciência humana, em geral, termina no ponto onde começa o interesse.
6. O calar nem sempre é uma virtude; há quem se cale para comer mais.
Selecção feita com base no livro" A contas com a Ética Empresarial", Moreira, José Manuel, Principia Publicações, Lda, Cascais (1999).

Obesidade : doença ou maus hábitos?

Publicada por José Manuel Dias



Ocupar 2 lugares nos transportes públicos, procurar roupa numa loja de pronto a vestir sem encontrar o número, pedir ajuda para se calçar, sentir-se discriminado na escola ou no trabalho, são apenas alguns dos problemas com que os obesos se confrontam.
Estima-se que a obesidade tenha um custo anual para o nosso país superior a 550 milhões de Euros, entre custos directos e indirectos. Entre estes enumeram-se horas de trabalho perdidas, comparticipações em medicamentos e subsídios de doença. Uma factura com tendência para crescer porque estamos a ficar mais gordos de ano para ano. Os números falam por si: 58% da população tem excesso de peso e 15% é obesa. Calcula-se, ainda, que anualmente morram 1.500 pessoas em resultado da chamada obesidade mórbida.
Os estilos de vida, por um lado, e a falta de consciência por outro, estão na origem deste problema cuja solução não se vislumbra. De acordo com o Presidente da ADEXO (Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal) " Somos responsáveis pela primeira geração de miúdos obesos que pode morrer antes dos pais".
O Governo tem noção deste problema e lançou um conjunto de acções preventivas nas escolas , integradas no Programa de Combate à Obesidade Infantil. Procura-se alterar hábitos alimentares, de modo evitar o aparecimento mais tarde de complicações resultantes da obesidade, (diabetes, doenças vesiculares, coronárias, cardíacas, hipertensão, para citar apenas algumas).
Para "abrir as hostilidades" permito-me lançar as seguintes questões:
Será que cada um não tem o direito a comer o que mais gosta? Não deverá ser lançado um "imposto sobre a gordura" de modo a desincentivar o consumo de gorduras? Deve o estado suportar os custos dos tratamentos dos obesos? Não terão os obesos direito a uma discriminação positiva? A campanha de combate à obesidade deve ser encarada como um custo ou como um investimento? Não haverá obesos que são doentes ? E estes não deverão ter um apoio especial? Será que somos pré- obesos sem o saber?
A resposta a esta última questão pode ser obtida calculando o índice da massa corporal (divide-se o peso, em quilos, pelo quadrado da altura, em metros). Se é entre 25-29 somos considerados pré obesos, se se situar entre 30 e 35 seremos obesos e teremos obesidade mórbida, caso o índice seja igual ou superior a 36. A normalidade situa-se entre 20 e 24.

Fonte : Jornal de Negócios de 26 de Janeiro

Vencedores e Derrotados

Publicada por José Manuel Dias


Quando um vencedor comete erros diz " Enganei-me..." e aprende com os erros.
Quando um derrotado comete erros diz "A culpa não foi minha" e responsabiliza terceiros.
Um vencedor compremete-se com a sua palavra e cumpre.
Um derrotado faz promessas, "não mete os pés a caminho" e quando falha só se justifica.
Um vencedor diz " Sou bom mas vou ser melhor ainda".
Um derrotado diz " Não sou tão mau assim, há muitos piores que eu".
Um vencedor respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles.
Um derrotado resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa nos seus defeitos.
O vencedor diz " Deve haver uma forma de fazer melhor".
O derrotado diz " Sempre o fiz assim".
O vencedor é parte da solução.
O derrotado é parte do problema.