No bom caminho...

Publicada por José Manuel Dias


A proposta de novo modelo de emprego para os funcionários públicos vai acabar com as promoções automáticas e contemplar prémios de performance para um trabalhador e/ou para uma equipa. Consagra-se, ainda, a possibilidade de "cessação de vinculação por mútuo acordo, mediante indemnização" e a cessação de vínculo por " violação dos deveres funcionais, verificada por procedimento disciplinar". Vão acabar, de igual modo, as promoções automáticas nas carreiras. Os salários passarão a ser compostos por remuneração-base, suplementos e prémios de desempenho.
O Governo procura, assim, trazer para a Administração Pública os procedimentos já há muito observados, nas melhores empresas do sector privado. Avaliar o desempenho em ordem a diferenciar os mais capazes, remunerando-os de acordo com o seu contributo para os respectivos resultados.
Não há que vacilar. Só existe um caminho: melhorar o qualidade da nossa da Administração Pública, assegurando, concomitantemente, a diminuição do seu peso na despesa pública. O nosso futuro reclama estas mudanças.

Citações

Publicada por José Manuel Dias


1. Agir como homem de pensamento e pensar como homem de acção.
H. Bergson
2. A sorte não existe. Aquilo a que chamais sorte é o cuidado com os pormenores.
Sir W. Churchil
3. Se não sabes onde ir, não inporta o caminho que te pode conduzir até lá.
Talmud
4. O ser capaz mora perto da necessidade.
Pitágoras
5. Eu respondi-lhe que se era certo que isto ia bem sem o dizer, iria melhor se o dissesse.
Talleyrand
6. Nada é permanente, salvo a mudança.
Heraclito
7. Não é o empregador que paga os salários, mas o cliente.
H. Ford
8. Age sempre de maneira a poder erigir o princípio da tua acção em máxima universal.
E. Kant




Virtudes que se podem tornar defeitos

Publicada por José Manuel Dias


Conheceis as seis virtudes e os seis defeitos nos quais pode cair aquele que quer praticar as seis virtudes sem conhecê-las bem? O defeito daquele que quer ser benfeitor e não quis aprender a sê-lo, é a falta de discernimento; o defeito daquele que ama a ciência e não ama o estudo, é o de cair em erro; o defeito daquele que gosta de cumprir promessas e não aprendeu a fazê-las, é prejudicar os outros, prometendo-lhes e dando-lhes coisas nocivas; o defeito daquele que ama a franqueza e não aprendeu a praticá-la é o de aconselhar a repreender muito livremente sem nenhuma consideração para com as pessoas; o defeito daquele que gosta de mostrar coragem e não aprendeu a saber doseá-la é perturbar a ordem; o defeito daquele que ama a firmeza de alma e não aprendeu a limitá-la é a temeridade.
Confúcio, pensador autodidacta e político chinês (551
-479 A.C.), in 'Os Anacletos'

Euro

Publicada por José Manuel Dias


Não deixa de ser curioso observar que o significado do símbolo do euro, com que todos nós convivemos no nosso quotidiano, é desconhecido de muitos portugueses. Hoje, mesmo, numa das aulas de Crédito, suscitei essa pergunta. Pois bem, na turma, com mais de duas dezenas de alunos, todos maiores de 18 anos, não houve um sequer que soubesse dar uma resposta adequada.
A proximidade nem sempre justifica a curiosidade é certo...mas procurar saber mais, é um hábito que deve ser incutido em todos nós. Aqui fica, então, a explicação para o símbolo €. Foi inspirado na letra grega "épsilon", invocando a Grécia, berço da civilização Europeia, representa a primeira letra da palavra "Europa". As linhas paralelas procuram simbolizar a estabilidade interna da moeda.

Dupla certificação

Publicada por José Manuel Dias


A partir de agora o regime de formação profissional encaminhará o dinheiro do novo Quadro Comunitário (QREN) destinado à qualificação profissional para as empresas que garantam uma dupla certificação (profissional e escolar). O novo sistema contemplará critérios mais apertados na atribuição de Fundos Comunitários para empresas com maus resultados a nível de empregabilidade. Francisco Van Zeller, presidente da CIP, refere que "esta é uma área onde há concordância entre os parceiros sociais pois é fundamental aumentar os níveis de escolaridade do país".
Fonte : Diário Económico de 7 de Fevereiro
Precisamos de requalificar as pessoas, importa, no entanto, avaliar, com rigor, o impacto da formação profissional ao nível do reforço das competências e da melhoria da empregabilidade associada. Faz, pois, todo o sentido a preocupação expressa pelo Ministro do Trabalho e Solidariedade Social " Os cursos financiados devem ser aqueles que interessam às pessoas e às empresas".

O lado escondido de todas as coisas

Publicada por José Manuel Dias



Como a célebre borboleta que agita as asas num continente e acaba por provocar um furacão do outro lado do mundo, Norma McCorvey alterou espectacularmente o curso dos acontecimentos sem o querer. Tudo o que ela queria era fazer um aborto. Era uma mulher de vinte e dois anos, pobre, sem educação, sem qualificações, alcoólica, toxicodependente e já tinha dado dois filhos para adopção e, nessa altura, em 1970, ficava novamente grávida. Porém, no Texas, como em todos os estados naquela época, o aborto era ilegal. A causa de McCorvey foi adoptada por pessoas mais poderosas do que ela. Essas pessoas fizerem dela a litigante principal numa acção judicial que pretendia legalizar o aborto. O réu era Henry Wade, procurador do Distrito de Dallas. O caso acabou por chegar ao Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos, tendo por essa altura o nome de McCorvey sido escondido sob o pseudónimo de Jane Roe.
No dia 22 de Janeiro de 1973, o tribunal decidiu a favor de Roe, permitindo que o aborto fosse considerado legal em todo o país.
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Mas como é que este processo desencadeou uma geração depois, a maior queda de criminalidade registada na história?
No que diz respeito ao crime, acontece que nem todas as crianças nascem iguais. Nem sequer parecidas. Décadas de estudos mostram que uma criança nascida num ambiente familiar adverso tem mais probabilidades do que outras crianças de vir a tornar-se um criminoso. E os milhões de de mulheres com maiores probabilidades de abortar na sequência do processo Roe contra Wade - mães pobres, solteiras e adolescentes para quem os abortos ilegais eram, antes, demasiado caros ou muito difíceis de conseguir - eram, em geral, modelos de adversidade. Eram as mesmas cujos filhos, se tivessem nascido, teriam muito mais probabilidades que a média de se tornarem criminosos.
In "Freakonomics - O estranho Mundo da Economia", Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, Editorial Presença, Lisboa ( 2006)

Missão China

Publicada por José Manuel Dias

O primeiro-ministro, José Sócrates, aproveitou o exemplo de expansão da empresa nacional Ydreams no mercado chinês para sublinhar que Portugal está presente nos sectores de actividade e nas cidades mundiais mais competitivas do mundo.
"Queremos mostrar o Portugal moderno na China, que também tem de ser mais conhecida no nosso país", afirmou José Sócrates, após a apresentação dos produtos tecnológicos para telemóveis da Ymeng - empresa participada pela Ydreams no mercado chinês -, durante uma sessão em Xangai.
Na cerimónia, presidida pelo primeiro-ministro, a Ymeng assinou nove contratos com empresas chinesas e multinacionais para o desenvolvimento de aplicações tecnológicas em telemóveis em áreas como os jogos e a publicidade.
Um dos novos produtos da Ymeng é um jogo para telemóveis em que o futebolista da selecção nacional Cristiano Ronaldo tem que driblar monstros para meter golos, com o qual a empresa luso-chinesa espera facturar cerca de três milhões de euros.
Este é um bom exemplo do modo como se pode tirar partido da notoriedade deste futebolista português que dentro de pouco tempo será eleito como o " Melhor do Mundo". Um contributo importante para a afirmação da nossa economia em terras do oriente.
No final, o primeiro-ministro deixou um presente a representantes das autoridades chinesas que estiveram na sessão: uma camisola da selecção nacional de Cristiano Ronaldo, com o número 17.
Num país em que abunda a contrafacção, o chefe do Governo português fez questão de deixar uma explicação complementar: "é claro que esta camisola está mesmo assinada pelo próprio Cristiano Ronaldo".
Fonte: Jornal de negócios

Universidade: os canudos de Bolonha

Publicada por José Manuel Dias


Recentemente a comunicação social fez saber que 40.000 licenciados estão no desemprego. Curiosamente, foi mais uma notícia que não afectou a Universidade. Será que a Universidade não se interroga perante estas situações? Será que continua paulatinamente a colocar mais no mercado mais desempregados? Cada Universidade tem que passar a acompanhar os seus licenciados e deveria ser financiada em função dos resultados, avaliados pela capacidade de criar valor. Não é possível continuar a fabricar licenciados para o desemprego e doutorados de copy past.
A reinvenção das universidades já está a acontecer em muitas escolas que sabem perfeitamente "onde estão", para "onde querem ir" e "como querem lá chegar". Os recentes protocolos assinados com o MIT e a aproximação a mundo empresarial levando a realidade das organizações para dentro das escolas com vista a ultrapassar o "fosso da morte", provam que há escolas no caminho da excelência.
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Bolonha exige mudança de mentalidades e rupturas com o status quo, o que significa avaliação de desempenhos anuais na base do emprego criado e ajudado a criar, do empreendorismo concretizado, da investigação traduzida em valor acrescentado e dos doutoramentos inovadores traduzidos igualmente em criação de valor.
José Vicente Ferreira, Gestor e Docente Universitário, in Revista "Dirigir", nº 96, Out-Nov-Dez.

Máximas e reflexões

Publicada por José Manuel Dias


1. O carácter é um filtro que purifica as acções dos homens.
2. A pontualidade é uma condição importante da integridade do carácter.
3. A vida de um homem de juízo é a resultante de muitas renúncias.
4. Um condição fundamental para o êxito nos negócios consiste em saber esperar, sem perder tempo.
5. A consciência humana, em geral, termina no ponto onde começa o interesse.
6. O calar nem sempre é uma virtude; há quem se cale para comer mais.
Selecção feita com base no livro" A contas com a Ética Empresarial", Moreira, José Manuel, Principia Publicações, Lda, Cascais (1999).

Obesidade : doença ou maus hábitos?

Publicada por José Manuel Dias



Ocupar 2 lugares nos transportes públicos, procurar roupa numa loja de pronto a vestir sem encontrar o número, pedir ajuda para se calçar, sentir-se discriminado na escola ou no trabalho, são apenas alguns dos problemas com que os obesos se confrontam.
Estima-se que a obesidade tenha um custo anual para o nosso país superior a 550 milhões de Euros, entre custos directos e indirectos. Entre estes enumeram-se horas de trabalho perdidas, comparticipações em medicamentos e subsídios de doença. Uma factura com tendência para crescer porque estamos a ficar mais gordos de ano para ano. Os números falam por si: 58% da população tem excesso de peso e 15% é obesa. Calcula-se, ainda, que anualmente morram 1.500 pessoas em resultado da chamada obesidade mórbida.
Os estilos de vida, por um lado, e a falta de consciência por outro, estão na origem deste problema cuja solução não se vislumbra. De acordo com o Presidente da ADEXO (Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal) " Somos responsáveis pela primeira geração de miúdos obesos que pode morrer antes dos pais".
O Governo tem noção deste problema e lançou um conjunto de acções preventivas nas escolas , integradas no Programa de Combate à Obesidade Infantil. Procura-se alterar hábitos alimentares, de modo evitar o aparecimento mais tarde de complicações resultantes da obesidade, (diabetes, doenças vesiculares, coronárias, cardíacas, hipertensão, para citar apenas algumas).
Para "abrir as hostilidades" permito-me lançar as seguintes questões:
Será que cada um não tem o direito a comer o que mais gosta? Não deverá ser lançado um "imposto sobre a gordura" de modo a desincentivar o consumo de gorduras? Deve o estado suportar os custos dos tratamentos dos obesos? Não terão os obesos direito a uma discriminação positiva? A campanha de combate à obesidade deve ser encarada como um custo ou como um investimento? Não haverá obesos que são doentes ? E estes não deverão ter um apoio especial? Será que somos pré- obesos sem o saber?
A resposta a esta última questão pode ser obtida calculando o índice da massa corporal (divide-se o peso, em quilos, pelo quadrado da altura, em metros). Se é entre 25-29 somos considerados pré obesos, se se situar entre 30 e 35 seremos obesos e teremos obesidade mórbida, caso o índice seja igual ou superior a 36. A normalidade situa-se entre 20 e 24.

Fonte : Jornal de Negócios de 26 de Janeiro

Vencedores e Derrotados

Publicada por José Manuel Dias


Quando um vencedor comete erros diz " Enganei-me..." e aprende com os erros.
Quando um derrotado comete erros diz "A culpa não foi minha" e responsabiliza terceiros.
Um vencedor compremete-se com a sua palavra e cumpre.
Um derrotado faz promessas, "não mete os pés a caminho" e quando falha só se justifica.
Um vencedor diz " Sou bom mas vou ser melhor ainda".
Um derrotado diz " Não sou tão mau assim, há muitos piores que eu".
Um vencedor respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles.
Um derrotado resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa nos seus defeitos.
O vencedor diz " Deve haver uma forma de fazer melhor".
O derrotado diz " Sempre o fiz assim".
O vencedor é parte da solução.
O derrotado é parte do problema.

Défice Público (*)

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O défice público do ano transacto ficou cerca de 600 milhões de euros abaixo do esperado, beneficiando de uma cobrança de receitas que ultrapassou o previsto e de uma evolução das despesas em linha com o orçamentado, afirmou hoje o ministro das Finanças.
Em conferência de imprensa para a apresentação da execução orçamental do subsector Estado até Dezembro, Fernando Teixeira do Santos disse que o saldo das contas públicas totalizou cerca de 7400 milhões de euros negativos, menos 1740 milhões do que em 2005 e 593 milhões abaixo do orçamentado.
As receitas públicas subiram 8,3 por cento, para 35 mil milhões de euros, perto de 600 milhões de euros acima do orçamentado, num ano em que as receitas fiscais cresceram, 7,2 por cento. Despesas com pessoal caíram 2,0 por cento. Do lado das despesas o crescimento foi de 2,4 por cento face ao ano anterior, em linha com o previsto, totalizando 43 mil milhões de euros. O Estado conseguiu limitar a evolução dos gastos com os funcionários públicos, com as despesas com o pessoal a caírem 2,0 por cento. Só as remunerações certas e permanentes (salários) baixaram 1,5 por cento. O valor final do défice público, que inclui, para além do subsector Estado, as autarquias, as regiões autónomas, os fundos e serviços autónomos e a Segurança Social, só será conhecido depois do apuramento destes subsectores, ainda durante este trimestre.
Fonte : Jornal Público de 23 de Janeiro
(*) O Défice Público (ou Défice Orçamental) corresponde ao saldo negativo das Contas Públicas, ou seja, à diferença entre as despesas do Estado e as suas receitas durante um determinado período de tempo (geralmente considera-se o período um ano).

Business Excellence Model - BEM

Publicada por José Manuel Dias


O Business Excellence Model (EFQM) foi desenvolvido para o European Quality Award, com o objectivo de disponibilizar aos gestores de topo de uma organização uma ferramenta que lhes permita participar e medir o desempenho da sua organização quando comparada com outra organização do mesmo ou de outro sector de actividade. A figura explicita o modelo que fundamenta o Prémio Europeu de Qualidade (EFQM). A satisfação dos clientes, dos colaboradores e o impacto sobre sobre a sociedade são obtidos através da liderança que impulsiona a política e a estratégia, a gestão das pessoas, os recursos e os processos, que podem levar à excelência dos resultados.
O BEM tem sido adoptado por organizações de diversos países, como instrumento de medição de performance. De igual modo diversas empresas utilizam o BEM com o intuito de melhorar a sua eficiência e alterar o modo de funcionamento interno.
São apontados, geralmente, como Benefícios da aplicação deste modelo:
- A metodologia estruturada para melhorar o desempenho da Empresa;
- Os resultados baseados em factos e não na percepção de cada um;
- A construção de consensos, a nível superior, da estratégia a seguir pela organização.
- A formação de recursos humanos capazes de aplicar os princípios fundamentais da Gestão pela Qualidade Total;
- A inovação e aprendizagem contínua contribuem para a melhoria do deempenho;
- O reforço da motivação dos colaboradores da empresa no sentido de alcançar a excelência ao nível da estrutura organizacional e do rspectivo negócio;
- Medir, de forma objectiva e consistente, os resultados alcançados ao longo do tempo;
- A criação de condições para o incremento do Benchmarking a nível interno, uma vez que dispômos dos resultados obtidos por outras Unidades da Organização.

Criatividade e inovação - o método dos seis chapéus

Publicada por José Manuel Dias


O método dos seis chapéus criado por Edward de Bono é um modelo de raciocínio utilizado para explorar diferentes perspectivas para delinear uma estratégia numa situação complexa. Utiliza-se em situações de discussões em grupo : uma pessoa apresenta os factos do caso (chapéu branco, visão neutra), outra gera ideias sobre o modo como o caso pode ser tratado ( chapéu verde, pensamento criativo), enquanto a seguir uma outra lista as vantagens (chapéu amarelo, optimista) e uma outra lista as desvantagens (chapéu preto, o advogado do diabo).
Depois deste processo, há um elemento que sumariza as tendência de opinião sobre as várias alternativas em análise (chapeu vermelho, conciliação) e, finalmente, o último membro sistematiza a discussão e encerra a reunião (chapéu azul, consenso).
Técnica especialmente aconselhada para sessões de criatividade. Uma vez que todos os membros têm um papel definido a discussão pode ser franca e aberta, anulando-se a tendência para a personalização das críticas.
Quem pretender aprofundar este tema pode consultar o sítio do seu criador : http://www.edwdebono.com/ .

A Visão

Publicada por José Manuel Dias


Um viajante avistou ao longe uma construção e resolveu aproximar-se. Verificou então que três pedreiros estavam a trabalhar na mesma obra e a fazer o mesmo serviço. Resolveu, então, perguntar-lhes o que estavam a fazer. Perguntou ao primeiro que lhe respondeu: "Estou a ganhar a vida". Perguntou ao segundo que, sem levantar os olhos, disse " Estou a assentar pedra" . Por fim questionou o terceiro: " E tu que estás fazer?" Estou a ajudar a construir uma catedral, respondeu-lhe prontamente.
Esta pequena história procura sublinhar a importância de, numa organização, todos saberem responder à questão central : " Para onde vamos?". Se cada um dos integrantes de uma organização não souber responder a esta questão, como saberá que o caminho que está a seguir é o adequado?
Importa, por isso, definir, antes de mais e acima de tudo, para onde queremos ir. Caberá à gestão de topo de uma organização essa definição. A escolha da Visão - a declaração sucinta do que aspira a ser...a terra prometida onde corre leite e mel - é essencial para alinhar toda a organização com a estratégia preconizada. A criação de um sistema de gestão que monitorize o desempenho é, também, uma condição necessária para garantir que as acções das diferentes áreas estão em linha com os objectivos e as metas a atingir.
E você sabe qual é a Visão da organização a que pertence?

Quadro de Referência Estratégico Nacional

Publicada por José Manuel Dias


O Primeiro-Ministro presidiu ontem à apresentação do Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 (QREN), que prevê um investimento global de 44,7 mil milhões de euros, sendo 21,5 provenientes dos fundos da União Europeia, e o restante do Estado e de privados portugueses.
Os fundos organizam-se em três Agendas - Potencial Humano, Factores de Competitividade e Valorização do Território - e sete Programas Operacionais Regionais. O PM situou em «três domínios as insuficiências, estratégicas e de concretização, da absorção dos fundos comunitários»: défice na «qualificação dos nossos activos» e a «fragilidade da nossa cultura técnica e científica»; falta de «selectividade no apoio ao investimento verdadeiramente modernizador e com potencial de multiplicação»; e falta de «melhoria dos factores envolventes do sucesso competitivo», os custos de contexto.
Não desperdicemos esta excelente oportunidade para melhorar a qualificação dos portugueses, promovendo um modelo de crescimento económico sustentável e uma maior coesão social.

Aveiro é a quinta...

Publicada por José Manuel Dias


Aveiro é quinta melhor cidade para se viver em 2007, de um universo de meia centena de cidades do Continente e dos arquipélagos da Madeira e dos Açores. O "ranking" foi divulgado no âmbito de um estudo efectuado e publicado pela revista " Única" do semanário Expresso.
Depois de Lisboa (1º), Guimarães, Évora e Porto, Aveiro surge como a cidade que, dentro de um conjunto de vinte critérios, apresenta melhores condições para se viver. Dos critérios tidos em conta, o destaque (a nível nacional) reside na "Relação com a água e a paisagem" que é considerada uma das suas principais mais valias.

Palavras que impõem respeito

Publicada por José Manuel Dias


Reformar é fazer diferente, é ser capaz de adaptar as acções novas circunstâncias e, por isso, não há reformas sem roturas, não necessariamente com os objectivos, mas com os meios e os modos de os alcançar.
Ora a dúvida sobre a recondução do director geral dos Impostos é uma total incoerência com um espírito de reforma.
Com efeito, está-se perante alguém do sector privado que manteve esse estatuto, mas que se dispôs a prestar um serviço público, introduzindo-lhe uma dinâmica própria.
Foi uma experiência de sucesso inquestionável pelo que se esperaria que servisse de exemplo para se repetir em um ou outro caso que se justificasse. Engano!
Para os que duvidam da continuidade da experiência, o que está em causa não é o desempenho, mas o nível de vencimento, isto é, ainda não se libertaram do conceito de que "serviço público" é prestado por servidores do Estado - funcionários públicos - com salários mais baixos do que os que vigoram no mercado, facto este compensado por "segurança no emprego".
Daí a existência de um "estatuto remuneratório", isto é, remuneração de acordo com o estatuto e não com o mérito e, portanto, a categoria igual deverá corresponder salário igual, independentemente dos resultados alcançados. Só a invocação de um "estatuto remuneratório" prova que se está a raciocinar em termos ultrapassados.
Para reformar é preciso romper com hábitos, ensair novas fórmulas e, acima de tudo, libertarmo-nos de preconceitos.
Manuela Ferreira Leite, " Ponto sem nó", caderno Economia, semanário Expresso de 13 de Janeiro de 2007

Somos todos empresários

Publicada por José Manuel Dias


Para os austríacos, num sentido geral ou amplo, a função empresarial coincide com a própria acção humana. Neste sentido poder-se-ia afirmar que exerce a função empresarial qualquer pessoa que actua para modificar o presente e conseguir os seus objectivos no futuro. Ainnda que esta definição possa à primeira vista parecer demasiado ampla e em desacordo com os usos linguísticos actuais, há que ter em conta que a mesma está em conformidade com o original significado etimológico do termo empresa. De facto, tanto as expressões espanhola e portuguesa empresa como as acepções francesa e inglesa entrepreneur procedem etimologicamente do verbo latino in prehendo-endi-ensum que significa descobrir, ver, perceber, dar-se conta de, capturar; e a expressão latina in prehensa comporta claramente a ideia de acção, no sentido de tomar, agarrar.
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A função empresarial, em sentido estrito, consiste basicamente em descobrir e avaliar (prehendo) as oportunidades de alcançar um fim ou, se preferirmos, de conseguir algum lucro ou benefício, tendo em conta as circunstâncias envolventes e agindo de modo a aproveitá-las.
In " Escola Austríaca - mercado e criatividade empresarial", Jesús Huerta de Soto, O Espírito das Leis Editora, Lda, Lisboa ( 2006)

Balança Comercial

Publicada por José Manuel Dias


De Janeiro a Outubro de 2006, as exportações portuguesas cresceram 12,6% e as importações 8,5%. As exportações para a União Europeia cresceram 8,6% e para os países terceiros aumentaram quase 30% (28,6%). As importações cresceram 7,1% e 12,8% respectivamente.
A taxa de cobertura ( percentagem das nossas importações que podemos considerar pagas com o valor das exportações), passou de 62,5 % em 2005 para 64, 8% no ano em curso. Dito de outro modo, apesar da melhoria continuamos a depender muito do exterior.
A melhoria destes indicadores não poderá dissociar-se da necessária competitividade e inovação das empresas portuguesas condições essenciais para a conquista de novos mercados. A consolidação e reforço da marca Portugal pode, também, dar um impulso nesse sentido, bem como a "cooperação estratégica" entre Governo e Presidente, espelhada, uma vez mais, na visita presidencial à Índia. Ministros e empresários aproveitam a "boleia" e procuram descobrir "novos caminhos para a Índia".
Fonte: Banco de Portugal