+ 52.801 empregados

Publicada por José Manuel Dias


Mais 52.801 indivíduos passaram a ocupar um posto de trabalho, entre o primeiro trimestre do ano e o segundo. Este total resulta da subtracção de número de pessoas que, neste período, entraram no mercado de trabalho (139.958), pelo total de indivíduos que passaram a uma situação de desemprego ( 87.157).
Estas contas pertencem ao Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério de Economia e Inovação e foram divulgadas hoje pelo Caderno Economia do Semanário "Expresso".
Esta dinâmica, mais pessoas a conseguirem emprego do que pessoas a perderem posto de trabalho, concorreu, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, para a diminuição da taxa de desemprego ( desceu de 7,7% para 7,3% de um trimestre para outro).

10 Provérbios Chineses

Publicada por José Manuel Dias


Com ensinamentos intemporais:
1. "A quem sabe esperar o tempo abre as portas."
2. "Antes de começar o trabalho de modificar o mundo, dê três voltas dentro de sua casa."
3. "Quem quer colher rosas deve suportar os espinhos."
4. "Temos uma boca e dois ouvidos mas jamais nos comportamos proporcionalmente."
5. "Jamais desespere no meio das mais sombrias aflições da sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda."
6. "Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."
7. "Não há que ser forte. Há que ser flexível."
8. "Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje."
9. "Aquele que pergunta, pode ser um tolo por cinco minutos. Aquele que deixa de perguntar, será um tolo para o resto da vida."
10. "Se parares cada vez que ouvires o latir de um cão, nunca chegarás ao fim do caminho."

A liderança e os Vinte e sete artigos

Publicada por José Manuel Dias


A estratégia dos Aliados para derrotarem os alemães durante a I Grande Guerra, estava dependente do comportamento dos britânicos perante os turcos no Médio oriente. Os exércitos árabes eram decisivos no apoio ao exército de Sua Magestade. Os oficiais britânicos que falavam árabe foram destacados para o exército árabe como conselheiros. Um destes oficiais foi T.E. Lawrence. que ficou para a história como Lawrence da Arábia. O capitão Lawrence teve grande sucesso junto dos árabes devido à compreensão da sua cultura e à sua capacidade para ser bem aceite.
Em Agosto de 1917, Lawrence escreveu uma súmula das regras que utilizou para lidar com os árabes, num artigo a que deu o título de " Vinte e sete artigos" e que foi publicado no Arab Bulletin destinado aos oficiais britânicos em combate na Arábia. São regras que ainda hoje têm actualidade e das quais nos permitimos transcrever:
- Vá devagar no início. É difícil recuperar de um mau começo.
- Aprenda tudo o que puder acerca dos seus constituintes. Ganhe e mantenha a confiança dos seus constituintes. Não desencoraje as ideias, mas garanta que pode controlar o resultados dos acontecimentos.
- Mantenha-se em comunicação com os seus constituintes. Um elogio bem colocado é a forma mais eficaz de conquistar alguém. Nunca discuta nem apresente emoções negativas em público: pode degradar-se a si mesmo.
- Os líderes são como actores num palco. Para serem bem sucedidos exige-se-lhes uma atenção constante ao papel que estão a desempenhar.
-Guarde a sua vida pessoal para si. Adira aos hábitos e costumes dos seus constituintes.
- O início e o fim do segredo de liderar pessoas é estudá-las constantemente. Mantenha-se sempre em guarda; nunca diga nada desnecessariamente. O seu sucesso será proporcional à quantidade de esforço mental que você lhe devotar.

Escuta activa

Publicada por José Manuel Dias


Quem já não não cometeu erros na transcrição de números? Quem já ouviu um nome que pouco mais tarde se apagou da memória? Quem já não falou com amigos e/ou clientes e foi confrontado com a pergunta : onde é que está(s) ?!
São situações vivenciadas de modo recorrente e que podem ser tendencialmente eliminadas se conseguirmos praticar a escuta activa. Não basta ouvir, é preciso captar o significado do que o nosso interlocutor está a dizer, exigindo-se, por isso, motivação e disciplina.
Para praticar a escuta activa devemos observar os seguintes procedimentos:
1- Estar consciente de si próprio. "Ouvir" com olhos, cabeça e ouvidos, olhando o interlocutor nos olhos e inclinando-se ligeiramente para a frente, de vez em quando reforçando a atenção.
2- Centrar a atenção no interlocutor.Tentar descobrir aquilo que , de facto, pretende dizer e , por via das perguntas, clarificar a sua mensagem.
3- Repetir o que se ouve. Reformular por palavras próprias aquilo que se entendeu que foi dito, tanto no que concerne às ideias como aos sentimentos.
Estudos já realizados comprovaram que, por regra, ouvimos metade do que é dito, prestamos atenção a metade do que ouvimos e lembramo-nos apenas de metade do que prestámos atenção. De facto, temos a tendência para ouvir o que queremos ouvir e ver o que queremos ver. Em resultado deste facto, a mensagem percebida por nós é muitas vezes completamente diferente daquela que o emissor desejava transmitir. A escuta activa visa, assim, melhorar a compreensão da mensagem.

Gestão matricial

Publicada por José Manuel Dias


A gestão matricial é um sistema para gerir empresas que tenham quer uma diversidade de produtos quer uma diversidade de mercados. Numa estrutura de matriz, existe uma dupla responsabilidade, a nível de produtos e a nível de mercados. Os gestores passam, assim, a ter uma dupla informação: uma por via da direcção de produtos e outra através da direcção de mercados.
Foi a multinacional holandesa Philips quem deu início a este tipo de organização, no período pós II Grande Guerra, contudo, na década de 90, procedeu a um reajustamento total, em virtude dos resultados já não estarem em consonância com o esperado.
O problema tinha sido diagnosticado por Christopher Ballet e Sumantra Ghoshal, em artigo publicado na Harvard Business Review:
"A dupla informação levava ao conflito e à confusão; a proliferação de canais criava obstruções de informação na medida em que uma proliferação de comissões e relatórios parava a organização e a sobreposição de responsabilidades produzia lutas e perda de responsabilização".
A gestão matricial tem, no entanto, os seus entusiastas que alegam que é a melhor forma de organização nos casos em que a empresa tem de lançar novos produtos ou desenvolver um novo negócio.

e-Gov

Publicada por José Manuel Dias


Depois de ter partido em 2001 nos últimos 20 lugares do nível de governo electrónico («e-gov», na gíria) em 198 países, Portugal galgou, em 5 anos, uma centena e meia de posições, mas ainda está a uma distância considerável do pelotão da frente, conforme estudo efectuado pelo Centro de Políticas Públicas da Universidade de Brown nos meses de Junho e Julho deste ano, publicado hoje no caderno Economia do semanário "Expresso". Portugal figura em 48º lugar, atrás do nosso país irmão, Brasil, que está em 38º e muito atrás da vizinha Espanha, 10º. Na liderança do «e-gov» estão, hoje, três «tigres» asiáticos - Coreia do Sul, Taiwan e Singapura - seguindo-se os EUA, Canadá, Grá Bretanha, Irlanda, Alemanha, Japão e Espanha.
A nível de Portugal merecem particular referência a qualidade do Portal do Cidadão e o sítio da Direcção Geral de Contribuições e Impostos, já utilizado por uma larga percentagem de contribuintes.
Nos último 5 anos andámos bem... mas temos de andar ainda mais depressa se queremos estar entre os melhores. Esse desiderato tem de ser conseguido com a participação de todos os utilizadores da internet e, neste domínio, a avaliar pela informação da comScore World Metrix, divulgada pelo "Expresso", nem estamos nada mal classificados. Passamos, em média, por mês, 39 h 48 m «on line» enquanto que a média mundial se situa em 31,3 horas. Os israelitas são o povo que mais tempo passa por mês a navegar na internet: 57,5 horas em média, ao passo que os brasileiros ocupam 41 h 12 m.

Os perigos de não ter rumo....

Publicada por José Manuel Dias


Era uma vez um Cavalo-Marinho que queria ser rico. Agarrou no seu "pé de meia" e partiu em busca de fortuna. Não tinha andado muito, quando encontrou uma Águia, que lhe disse:
"Bom amigo. Para onde vais?"
Vou em busca de fortuna", respondeu o Cavalo-Marinho, com muito orgulho.
"Estás com sorte", disse a Águia. "Pela metade do teu dinheiro, deixo que leves esta asa, para que possas chegar mais rápido".
"Que bom!", disse o Cavalo-Marinho. Pagou-lhe, colocou a asa e saiu como um raio. Logo encontrou uma Esponja, que lhe disse:
"Bom amigo. Para onde vais com tanta pressa?"
"Vou em busca de fortuna" respondeu o Cavalo-Marinho.
"Estás com sorte", disse a Esponja. "Vendo-te este meu propulsor por muito pouco dinheiro, para que chegues mais rápido".
Foi assim que o Cavalo-Marinho pagou o resto de seu dinheiro pelo propulsor e sulcou os mares com velocidade quintuplicada. De repente, encontrou um Tubarão, que lhe disse:
"Para onde vais, meu bom amigo?"
"Vou em busca de fortuna", respondeu o Cavalo-Marinho.
"Estás com sorte. Se tomares este atalho", disse o Tubarão, apontando para sua imensa boca, "ganharás muito tempo".
"Está bem, agradeço-lhe muito", disse o Cavalo-Marinho, e lançou-se no interior do Tubarão, sendo devorado.

Pausa

Publicada por José Manuel Dias




Até já...

Teoria e prática

Publicada por José Manuel Dias


Toda a teoria deve ser feita para poder ser posta em prática, e toda a prática deve obedecer a uma teoria. Só os espíritos superficiais desligam a teoria da prática, não olhando a que a teoria não é senão uma teoria da prática, e a prática não é senão a prática de uma teoria. Quem não sabe nada dum assunto, e consegue alguma coisa nele por sorte ou acaso, chama «teórico» a quem sabe mais, e, por igual acaso, consegue menos. Quem sabe, mas não sabe aplicar - isto é, quem afinal não sabe, porque não saber aplicar é uma maneira de não saber -, tem rancor a quem aplica por instinto, isto é, sem saber que realmente sabe. Mas, em ambos os casos, para o homem são de espírito e equilibrado de inteligência, há uma separação abusiva. Na vida superior a teoria e a prática completam-se. Foram feitas uma para a outra.
Fernando Pessoa, in 'Palavras iniciais da Revista de Comércio e Contabilidade'

A contas com a verdade (*)

Publicada por José Manuel Dias


Era uma vez uma menina que, para gáudio dos seus pais, se revelou, logo nos primeiros anos de escola, muito boa a Matemática. " A minha filha é muito boa nas contas", costumava gabar-se o pai.
Com o tempo e à medida que, com o andar dos estudos matemáticos, os "números" e as "letras" mais se misturavam, atrapalhando a tabuada, a boa aluna passou a ser apenas razoável. O pai, contabilista, passou então a queixar-se de como as "letras" também atrapalhavam a filha nas contas.
Muita gente, que triunfou na vida e que se debate com as dificuldades escolares dos seus filhos em fazer bem as contas, pensa que o seu desempenho melhorará à medida que os seus números se misturarem com cada vez mais cifrões...
Estou perante uma assembleia de mulheres e homens que, se não tivessem outras nobres e notáveis qualidades, teriam em comum uma experiência única e às vezes difícil: saber quanto os cifrões podem minar o acerto das contas e quanto essa dificuldade pode afectar as consciências.
(.../...)

(*) Excerto de comunicação apresentada por José Manuel Moreira na Sessão Plenária presidida pelo Professor Rogério Fernandes Ferreira, " A Ética, a Deontologia, a Pedagogia e a Didáctica", das VII Jornadas de Contabilidade e Auditoria, Coimbra, 1998.

Reengenharia

Publicada por José Manuel Dias


A ideia de reengenharia foi apresentada pela primeira fez num artigo da Harvard Business Review de Julho/Agosto de 1990, por Michael Hammer. Enunciava-se uma nova abordagem à mudança nas empresas que implicaria um redesenho radical dos processos de negócio com o objectivo de obter melhorias em três áreas: nos custos, nos serviços e no tempo.
A técnica consiste na análise dos processos centrais de uma empresa e o seu redesenho de uma forma mais eficiente. Quem faz, quem controla, quem dirige, como se faz, porque se faz, que informação se disponibiliza, que recursos são precisos, que competências são requeridas, que resultados se desejam...são questões para as quais se procura resposta com uma intenção: que ajustamentos a fazer, para termos uma organização mais simples e mais eficiente?
Hammer referia que " Num mundo em que há tanta gente desprovida, é um pecado ser-se ineficiente".
O trabalho de reengenharia tem sido adoptado por muitas empresas no nosso país, que procuram, por essa via, tornar-se mais competitivas. Eliminaram-se muitas funções, generalizaram-se as novas tecnlogias de informação, requalificaram-se colaboradores, dispensaram-se os menos capazes, redefiniram-se procedimentos, clarificaram-se objectivos...
Numa ideia simples : as empresas emagreceram e orientaram-se para os resultados. A maior parte das organizações só pode lucrar com a implementação deste método que, a ser aplicado nas autarquias locais, traria benefícios para todos nós, cidadãos contribuintes.

Marca na hora

Publicada por José Manuel Dias


Depois da criação da "Empresa na hora", lançada há um ano , com grande êxito, a avaliar pelas 8.500 sociedades já criadas , foi recentemente apresentada a "Marca na hora".
Existe, a partir de agora, a possibilidade de criar uma empresa e, de imediato, obter uma "marca", encurtando um processo que, no passado, se estendia por mais de um ano. Não será , no entanto, possível criar uma "Marca na hora", sem que primeiro se tenha constituído uma "Empresa na hora", mas a dependência entre a empresa e a marca só existirá no acto da constituição, uma vez que a mesma empresa pode adquir mais do que uma marca associando-a a diversos tipos de produtos e serviços. Esta medida, que já se encontrava contemplada no programa Simplex, vai estar em regime experimental durante os próximos 4 meses, de acordo com declarações do Secretário Estado da Justiça, efectuando-se, no termo desse prazo, um balanço efectivo e os ajustamentos que a experiência, entretanto recolhida, recomendar.
Aplausos para esta Medida que cria condições de atractividade para o investimento e melhora a competitividade da nossa economia.
Registe-se, entretanto, o balanço da aplicação da "Empresa na hora" ( divulgado pelo Ministério da Justiça) :
- início de aplicação : 14 de Julho de 2005
- poupança para empresários : 1,1 Milhões de euros
- eliminação de 230.000 dias de trabalho em deslocações a Conservatórias
- 19.500 postos de trabalho criados
- 93 Milhões de euros de investimento gerado.
- constituem-se em média 5o "Empresas na hora" por dia.
Quem pode condenar o "Simplex" por reduzir a burocracia? Só mesmo os burocratas, como me dizia um amigo que recentemente constituiu uma "Empresa na hora", no Centro de Formalidades de Empresas, em Aveiro.

Subida de juros incentiva portugueses a poupar (*)

Publicada por José Manuel Dias


O Banco dos doze, que reúne hoje, deverá subir o preço do dinheiro em 0,25 pontos para 3%. A taxa de referência deverá continuar a subir, terminando 2006, nos 3,5%, asseguram os analistas. Este movimento pesa negativamente na carteira dos endividados, sejam eles famílias, empresas ou Estado, mas no médio e longo prazo promove os comportamentos prudenciais dos agentes económicos, levando-os a agir de forma mais consentânea com as suas possibilidades reais de rendimento. O potencial é limitado e levará anos a melhorar, tendo em conta o contexto de crise/estaganação económica que advém da falta de competitividade da economia.
(*) Artigo de Luis Reis Ribeiro, no Diário Económico de hoje.
Uma "ajuda externa" para esse desiderato em que estamos todos empenhados. Poupar é preciso e o exemplo, como diz o povo, tem de " vir de cima"...

Um dia vou construir um castelo...

Publicada por José Manuel Dias



Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
E se tonar autor da sua própria história.
É atravessar desertos fora de si,
Mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É falar de si mesmo.
É ter coragem de ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa, poeta português ( 1888-1935)

Caminho Crítico

Publicada por José Manuel Dias


A análise do caminho crítico é um método simples de analisar uma tarefa complexa. Analisa-se o processo, divide-se a tarefa em subtarefas e procuram identificar-se as interdependências. Que subtarefas devem ter lugar primeiro, quais é que poderão executadas em paralelo e que subtarefas é que só terão lugar depois de outras concluídas. Importa saber, de igual modo, quanto tempo demora a executar cada uma. A reunião de toda esta informação permite-nos calcular os recursos necessários para a concretização da tarefa, estabelecer a prioridade de cada subtarefa, definindo, assim, a sua sequência.
A análise do caminho crítico surge habitualmente sob a forma de um gráfico de Gantt (atribui-se a Henry Gantt a sua invenção) que mostra as diferentes subtarefas sob a forma de barras horizontais. O eixo horizontal é o tempo tomado. O comprimento de cada barra representa assim o tempo tomado por uma subtarefa específica. As barras sobrepostas representam as tarefas que podem ser feitas paralelamente.
Este método é seguramente uma ferramenta de grande utilidade na tomada de decisões que envolvam diversas subtarefas pois permite optmizar os recursos e evita erros primários. A fazer fé na leitura dos jornais da nossa terra existe muito boa gente a precisar de conhecer este método...

Corrupção e Plano Tecnológico

Publicada por José Manuel Dias


«A corrupção é um crime muito difícil de detectar e de fazer prova. Entre corruptor e corrompido sela-se um pacto de silêncio. Não se deve olhar para o fenómeno apenas sob a perspectiva da punição e perseguição. Em vez de estarmos no campo desagradável da suspeição, poderíamos actuar no campo da objectividade.
Pode chegar-se à conclusão de que 80% das prescrições se verificam num determinado sector. E aí seria interessante investigar porque razão isso acontece. Não devemos tratar a corrupção de forma cega. Por exemplo, na contratação pública há truques que são conhecidos e essa informação deve ser tida em conta na altura de analisar as propostas dos concorrentes.
O Estado aposta muito no aspecto processual da contratação, mas depois descura o seu acompanhamento. É preferível que se aligeirem as exigências iniciais e se invista mais no controlo do serviço prestado pelo vencedor do concurso. É indispensável obrigar a justificar todas as despesas adicionais - que muitas vezes são aprovadas não por quem adjudicou mas por outras pessoas.
Não tendo sido criado com o objectivo de combater este tipo de crime, o Plano Tecnológico será um instrumento muito importante para a sua diminuição, já que vai atacar a burocracia - um terreno fértil para a proliferação de favores.
O efeito mais pernicioso da corrupção é destruir a competitividade de uma economia, travando a sua capacidade de modernização».
Paulo Morgado, administrador -delegado da Capgemini e autor do livro " Contos de Colarinho branco" em declarações ao "Expresso" de 29 de Julho de 2006, caderno de Economia

Gestão por objectivos - caso prático

Publicada por José Manuel Dias


Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: António Silva. Um era padre e o outro, taxista. Quis o destino que morressem no mesmo dia. Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os. - O teu nome ? - António Silva. És o padre ? - Não, sou o taxista, responde. São Pedro consulta os seus apontamentos e diz: - Bem, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de diamantes. Podes entrar. S. Pedro dirige-se depois ao outro homem - O teu nome ? - António Silva. - És o padre ? - Sou, sou sim senhor. - Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro. O padre diz: - Desculpe, mas tem de haver engano. Eu sou o António Silva, o padre! - Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e... - Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas, dos pedidos das pessoas e das repreensões da polícia. E eu passei 50 anos a pregar todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu.....isto ?! - Não é nenhum engano - diz São Pedro. Aqui no céu, adoptámos uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra. - Não entendo!. - Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados!! Percebeste?! Gestão por Objectivos!

Gestão por objectivos

Publicada por José Manuel Dias


Gestão por Objectivos ( Management by Objectives), conceito desenvolvido por Peter Drucker nos anos 50, é caracterizada como um método de planeamento e avaliação, baseado em factores quantitativos, pelo qual superiores e subordinados elegem áreas prioritárias, estabelecem resultados a serem alcançados, dimensionam as respectivas contribuições e procedem ao sistemático acompanhamento do desempenho.
No livro " The Practice of Management", publicado em 1954, Drucker apresentou uma lista de prioridades para a gestão do futuro, a primeira das quais era a «gestão por objectivos». Muitas vezes, de acordo com a sua perspectiva, os gestores perdem a noção dos seus objectivos devido à «armadilha da actividade». Andam atarefados no seu quotidiano mas não têm uma noção clara sobre a verdadeira situação das respectivas empresas. Importava, assim, no seu entender, definir novos princípios de gestão: primeiro, determinar os objectivos de negócio; depois estabelecer o plano para alcançar esses objectivos de forma eficiente; e, por fim, implementar o plano.
O Governo anunciou em Maio passado a intenção de trazer para o sector empresarial público "o que de melhor se faz no sector privado e nos outros países". De acordo com informação veiculada pela imprensa a maioria dos 30 organismos, empresas e institutos públicos tutelados pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações vão passar a ser geridos por objectivos, até ao final de 2006. Os gestores públicos passarão a ter " cartas de missão para os respectivos mandatos" e "prémios indexados ao desempenho - medido através de relatórios mensais, trimestrais e anuais".
Esperemos que no futuro se premeie os bons gestores públicos e se penalize os maus, avaliados de acordo com critérios objectivos num quadro bem definido de relacionamento com o accionista (o Estado).

Formar para o emprego

Publicada por José Manuel Dias


O caderno "Emprego" do semanário "Expresso" de 22 Julho p.p., escolhe este título para encabeçar uma pequena notícia que pode justificar adequada reflexão. São conhecidas as dificuldades de integração no mercado de trabalho por parte dos jovens licenciados. Aveiro tem, no entanto, uma escola - Instituto Superior de Contabilidade e Administração - em que a taxa de empregabilidade é muito satisfatória. De acordo com declarações da Professora Fátima Pinho, Presidente do Conselho Directivo, ao referido semanário " o último inquérito à inserção de recém-licenciados - já desactualizado - revelava que 90% dos diplomados da Universidade de Aveiro conseguiram emprego em menos de seis meses após a conclusão do curso".
Ficamos ainda a saber que o ISCA tem prevista a promoção de vários cursos de formação pós secundária não superior. Já tem em funcionamento o curso de "Organização e Planificação do Trabalho" e aguarda a autorização para os cursos de " Banca e Seguros", "Gestão e Técnicas de Turismo" e "Contabilidade Pública". Para estes cursos de especialização tecnológica o ISCA estabelece protocolos de cooperação com várias empresas da região, que têm acesso aos respectivos programas e segundo declarações de Fátima Pinho ao Expresso " há já várias empresas que nos procuraram, mostrando interesse em recrutar alunos".
Um boa ligação entre Escola e empresas é, como se pode concluir, geradora de uma maior empregabilidade. Registe-se, de igual modo a aceitação dos cursos de especialização tecnológica - CETs - que procuram responder a necessidades efectivas do tecido sócio-económico em termos de quadros intermédios, garantindo, assim, com forte probabilidade, uma rápida inserção no mercado de trabalho dos futuros diplomados.

Aplausos

Publicada por José Manuel Dias


O Conselho de Ministros aprovou, no dia 20 de Julho, as leis orgânicas dos diferentes ministérios, dando seguimento ao Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE). As leis orgânicas consagram uma redução de 25% no número de cargos dirigentes previstos na estrutura da Administração Pública, sendo eliminados 188 cargos de direcção superior, de 1º e de 2º grau. Findo este processo, segue-se a segunda fase prevista no PRACE com a elaboração das novas leis orgânicas de cada um dos organismos e serviços da Administração Central do Estado.
Será que as Autarquias locais não querem copiar as boas práticas? Os eleitores e contribuintes não deixarão de agradecer todas as medidas tendentes a diminuir os gastos públicos. O futuro constrói-se presente...