O homem é um animal racional e durante toda a sua vida procura alcançar sucessivos objectivos, que vão variando segundo o momento e as circunstâncias. Com tal propósito, o homem é obrigado a cooperar com outras pessoas, para alcançar alguns objectivos que sózinho não conseguiria. A cooperação é, assim, inevitável.
Dizemos que algo (ideia, acção ou coisa) é eficaz se nos permite alcançar o que pretendemos, e dizemos que é eficiente, se o conseguimos atingir, com o mínimo de recursos possíveis. Uma pessoa que queira ser eficiente e eficaz na sua actividade, não pode, por isso, deixar cooperar com os outros, sempre que não puder atingir os seus propósitos de modo isolado.
Através da cooperação, estabelecem-se relações de interdependência, gerando-se, muitas vezes, grupos empenhados na concretização de propósitos comuns : as organizações.
Uma organização é uma invenção social com objectivos, mais ou menos compreendidos pelas pessoas que a integram, que colaboram entre si de acordo com uma certa distribuição de actividades para as quais são precisos determinados conhecimentos e técnicas. Importa, no entanto, que algumas dessas pessoas se dediquem prioritariamente a coordenar as outras, bem como a decidir sobre a utilização dos recursos físicos necessários. Existe um tipo de organização especial a que damos o nome de empresa. Uma uma organização que para além de cumprir com certos requisitos legais, tem uma necessidade vital para poder subsistir: os proveitos têm que superar os custos. Esta noção essencial anda, no entanto, muito arredada de muitas empresas e organizações e, não raras vezes, com claro prejuízo de todos nós. Recuperar o espírito empresarial é, pois, uma necessidade premente...ainda mais numa sociedade em que cerca de metade dos indivíduos dependem, de modo directo ou indirecto, do Orçamento Geral do Estado.




















