As actividades desenvolvidas pelos partidos políticos, associações, sindicatos ou candidatos a um qualquer lugar de eleição, podem sempre beneficiar da aplicação dos princípios e métodos de marketing.
O produto que se oferece em marketing político pode ser de três tipos distintos:
- ideologias;
- propostas e programas de partidos políticos, associações ou sindicatos;
- personalidades e líderes políticos.
Este elementos complementam-se. Um líder pode ter carisma mas para ter continuidade precisa de uma proposta e de um programa que se suportem numa ideologia.
O marketing político é uma actividade permanente, desenvolvido pelos partidos e organizações políticas para conseguir os objectivos, tanto a curto como a longo prazo. O marketing eleitoral integra o anterior mas refere-se especificamente às actividades desenvolvidas durante a campanha eleitoral. É, portanto, uma actividade de duração limitada e com objectivos de curto prazo.
Todos sabemos que os Partidos políticos se apoiam em especialistas de marketing para desenhar as suas estratégias políticas. São feitos estudos de mercado a fim de conhecer desejos, motivações, opiniões e intenções de voto. A partir desta análise de mercado definem-se os objectivos políticos e eleitorais, elaboram-se as estratégias políticas e estabelecem-se as tácticas para as campanhas eleitorais.
Não basta ter boas ideias e ter quadros capazes, importa que o eleitorado reconheça essas características e se mobilize, para traduzir nas urnas esse sentir. Os eleitores sabem que no dia do acto eleitoral são tudo e as forças que lhe disputam o voto também. Por tudo isto, nada pode ser deixado ao acaso. Por um voto se ganha e por um voto se perde.
Laurence J. Peter e Raymond Hull publicaram em 1969 um livro a que deram o nome " The Peter Principle" em que procuram demonstrar que toda a acção administrativa, tende sempre a preocupar-se com justificações para um desempenho ineficiente.
O Governo negoceia com os parceiros sociais a revisão do Sistema de Segurança Social, os Sindicatos negoceiam com as associações patronais a revisão dos Acordos Colectivos de Trabalho. Um quadro negoceia a entrada numa empresa, um jogador de futebol negoceia a renovação do contrato. A palavra negociar faz parte do nosso vocabulário de todos os dias. Podermos dizer que negociar é uma actividade intensamente humana. Para fazer comércio é preciso negociar, uma vez que pressupõe a troca de qualquer coisa que temos por qualquer coisa que queremos. Todas as pessoas têm experiência de negociação, através da aprendizagem da vida. Os crianças negoceiam a quantidade de sopa que têm de comer, os adolescentes a ida ao cinema ou à discoteca, os jovens a utilização do carro da família. A experiência de negociação existe em todos nós mas, muitas vezes, é uma actividade inconsciente. Curiosamente, sendo relevante, pois parte do nosso dia é passado a negociar, não se lhe atribui a importância merecida. Podemos aprender regras base de negociação, tácticas aplicadas durante a processo negocial e procedimentos habitualmente usados , melhorando a probabilidade de concretização dos nossos objectivos. Mas o que é negociação ? É um processo através do qual duas ou mais partes se afastam dos seus pontos de divergência inicial para acenar para o ponto em que se consegue o acordo. ( JACKMAN, Ann. Como Negociar, Plátano Editora, Lisboa.2005)- Gostava de ser seu discípulo. Quero aprender a cortar árvores como o senhor.
O jovem empenhou-se na aprendizagem das lições do mestre e depois de algum tempo julgou ser melhor do que ele. Mais forte, mais ágil e mais jovem venceria facilmente o velho lenhador. Desafiou então o mestre para uma competição de oito horas, para ver quais dos dois conseguiria cortar mais árvores.
Um dia disse ela : « Bernard, deveríamos ter um filho. Imagina o que seria um filho com a minha beleza e a tua inteligência».
Bernard Shaw voltou-se para ela e limitou-se a responder tranquilamente :
« Não me parece que seja uma grande ideia. Imagina que ele tinha a minha beleza e a tua inteligência...»
Esta pequena história, extraída de um artigo publicado num semanário em 1996, serve para alertar para a possibilidade de todas as decisões poderem acarretar consequências diversas das esperadas. A ponderação da decisão é um acto de responsabilidade. Decidir implica a tomada de riscos mas tudo na vida tem riscos, até o simples acto de atravessar uma rua.
Em síntese, a vida feita é feita de decisões, pequenas e grandes. Somos nós que as temos que tomar. Cada decisão é um passo na nossa caminhada pela vida.
Pensamentos :
- Aquele que dirige as operações militares com grande habilidade obtém a vitória empregando tácticas apropriadas, de acordo com as diferentes situações do inimigo;
- Um chefe deve empregar tácticas variadas de acordo com os tipos de terreno; movimentos de avanço ou recuo, segundo as condições favoráveis e a observação da natureza humana. Isto é tudo o que um general tem que estudar e examinar cuidadosamente;
- Um chefe que não está familiarizado com as características topográficas das diferentes montanhas e florestas, dos terrenos sujos, e dos pântanos, não pode administrar a marcha de um exército;
- Um general que só conhece a capacidade de suas tropas, mas não sabe a invulnerabilidade do inimigo, terá só metade das chances de vitória.
- Um general sábio deve levar em consideração as vantagens e desvantagens. Conhecendo as vantagens ele terá sucesso nos seus planos. Conhecendo as desvantagens, ele poderá solucionar as dificuldades.
Se reflectirmos sobre estes pensamentos, verificamos que muitas pessoas, embora investidas da qualidade formal de líderes, não exercem, na plenitude, a liderança (*).
(*) A liderança é a « capacidade de um indivíduo para influenciar, motivar e habilitar outros a contribuírem para a eficácia e o sucesso das organizações de que são membros ». House ( 1999)

Somos, com frequência, confrontados com análises diferentes sobre a mesma realidade.
Estas situações fazem-nos reflectir sobre o rigor do pensamento de cada um, e, muitas vezes, somos levados a pensar se existe uma qualquer outra intenção por detrás do juízo formulado.
Aprendemos, no entanto, que uma coisa são os factos e outra é a sua interpretação. Os factos são únicos, as interpretações podem ser diversas.
Esta ideia foi enraizada quando um dado dia, numa sessão de formação, somos confrontados com a seguinte experiência. Foram colocados três baldes com água lado a lado. O primeiro cheio com água quente, o segundo , com água morna e, o terceiro, com água fria. Colocadas uma das mãos no primeiro balde e outra dentro do terceiro. Depois colocadas as duas mãos no balde do meio, com água morna. A mão que vem da água quente acha que a água está fria, enquanto que a mão que vem da água fria acha que a água do balde do meio, está quente.
E, no entanto, é a mesma água.
Na vida é o mesmo, a nossa experiência recente condiciona, em parte, o modo como vemos e sentimos as coisas.

A Agenda para o Desenvolvimento, aprovada pela Assembleia geral das Nações Unidas, reconhece o papel do turismo como " actividade que permite criar benefícios como a criação de infra - estruturas, o aumento do emprego, uma sensibilização acrescida para os problemas do ambiente, maiores contactos internos e internacionais e possibilidades excepcionais de reforço das identidades nacionais".

Não é um conceito qualquer. É um instrumento que todos nós usamos no nosso dia a dia. É uma ferramenta de grande utilidade para as empresas.
Tem um propósito simples : melhorar o desempenho.
Suporta-se em dois outros conceitos: aprendizagem e partilha.
Quem foi a primeira pessoa a fazer benchmarking? Provavelmente a segunda pessoa a acender uma fogueira. Observou o que a primeira fez e, depois, utilizou o mesmo método. Se pretendermos um definição diremos que se trata de um processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações e respectivas funções ou processos face ao que é considerado “o melhor nível”, visando não apenas a equiparação dos níveis de performance, mas também a sua ultrapassagem.
O Japão é um país que aplica de modo muito generalizado o Benchmarking. O Japão é uma sociedade conectada. As pessoas e as empresas compartilham a informação à mesma intensidade com que a absorvem. O próprio Governo encoraja a vida dos concorrentes que querem partilhar informação. Portugal começou a dar passos nesse sentido, o IAPMEI disponibiliza o acesso ao IBP ( Índice de Benchmarking português ) permitindo às empresas :
- Avaliar o seu desempenho, comparativamente com o grupo ou sector de actividade;
- Planear o futuro, definindo e projectando acções que devem ser prioritárias, em função da identificação de pontos fortes e fracos.
Em conclusão, podemos dizer que o Benchmarking é um processo de aperfeiçoamento contínuo que contribui para o aumento da competitividade global. Conhecer o modo como se pode optimizar a sua aplicação, quer a nível individual quer das organizações, é um desafio de todos.














