25 de Abril

Publicada por José Manuel Dias

Não há definição que resuma um país. Nem estatística que valha a verdade de um povo. Portugal mudou muito nas últimas quatro décadas. Muitíssimo. Mais do que em qualquer outro período da história anterior. Portugal conheceu ritmos de mudança excepcionalmente acelerados. E a profundidade dessa mudança foi igualmente extraordinária.
Saúde
A evolução da saúde pública em Portugal acompanha a da sociedade em geral.
A despesa total com a saúde passou de 1% do produto, em 1960, para mais de 5% em 2001. As consultas médicas em estabelecimentos hospitalares passaram nestas quatro décadas, de 8 milhões para quase 40 milhões. As urgências hospitalares saltaram de 580.000 por ano para quase 15 milhões. Os partos com assistência médica e em estabelecimento hospitalar passaram de 18% do total, em 1960, para 99,9% actualmente. Em 30 anos, o número de médicos por habitante triplicou e o de enfermeiros duplicou. A mortalidade infantil desceu de 77,5 por mil, em 1960, para menos de 6 por mil no fim da década de 90.
Educação
Nas últimas 4 décadas a população analfabeta passou de mais de 40% do total para cerca de 7%. O analfabetismo juvenil quase que desapareceu. As pessoas que atingiram o ensino superior ( que frequentaram ou terminaram ) eram apenas 0,6% da população e serão hoje quase 10%. De notar ainda, no conjunto dos sistemas de ensino superior, a feminização acentuada. Entre os alunos matriculados, a proporção de mulheres passou dos 29% de 1960 para 57% em 1995. Finalmente, a despesa pública revela que Portugal está entre os países em que é mais alta a percentagem do produto gasto com a Educação.
Habitação
O número de alojamentos ocupados era, em 1960, de pouco mais de dois milhões e meio. Em 1991, esse número eleva-se a mais de 3 milhões. O número de proprietários dos alojamentos não cessou de crescer, em termos absolutos e relativos. Em 1960, menos de metade dos alojamentos tinham instalações sanitárias, electricidade e esgoto; e menos de trinta por cento tinham água canalizada e duche. No princípio dos anos 90, mais de noventa por cento têm electricidade, cozinha e esgoto; e mais de oitenta por cento têm isntalações sanitárias ou duche e água canalizada.
Extraído de Tempo de Incerteza, António Barreto, Relógio de Água Editores, 2002
A democracia permitiu escolher novos caminhos, com liberdade e com responsabilidade. As opções são nossas. Passámos a ser protagonistas do nosso próprio futuro...

Outsourcing

Publicada por José Manuel Dias



Outsourcing (ou subcontratação) traduz a atribuição de responsabilidades na realização de determinada tarefa ou processo a outra empresa, por exemplo o serviço de limpeza, a preparação de refeições entregue a uma empresa de catering ou, ainda, a implementação e acompanhamento de um sistema de informações. É uma tendência que se vai acentuar em virtude de viabilizar a transformação dos custos fixos em custos variáveis mais reduzidos, aumentando, assim, a competitividade das empresas. No futuro as organizações passarão de estruturas pesadas e integradas verticalmente, com muitos departamentos e serviços, para estruturas mais leves, com menos colaboradores mas mais qualificados. Será feita a identificação das tarefas e processos a subcontratar, seleccionadas as empresas a subcontratar e concretizado o "follow-up" do respectivo desempenho.
Passaremos do fazer para o fazer fazer.
Se as nossas autarquias já tivessem adoptado este modelo, não teríamos a realidade que hoje temos, em que parte expressiva dos respectivos orçamentos, está comprometido com despesas com pessoal.
Flexibilidade, capacidade de adaptação à mudança, rigor na afectação de recursos, maior qualificação dos colaboradores serão, cada vez mais, características distintivas das organizações. No futuro só haverá lugar para os melhores e os muitos bons são melhores que os bons.

Qualquer dia

Publicada por José Manuel Dias


Qualquer dia
Vou limpar a minha secretária
e arrumar os meus livros...
Qualquer dia
Vou estabelecer metas
e organizar o trabalho ...
Qualquer dia
Vou ter tempo para mim
e partilhar com os outros...
Qualquer dia
Vou olhar o verde das montanhas
e admirar o pôr do sol na nossa ria...
Qualquer dia
vou deixar de dizer qualquer dia...

Orçamento

Publicada por José Manuel Dias



O Estado é a forma de organização política da sociedade. Age em nome de todos e no interesse colectivo. Para cumprir as respectivas funções : políticas, sociais e económicas, o Estado tem que elaborar um plano de actuação, que preveja as despesas que vai ter a as receitas necessárias para as realizar. Trata-se do Orçamento. Um documento de previsão, porque prevê as despesas a realizar e as receitas a obter durante o ano financeiro subsequente à sua elaboração. Um documento político, porque contém a autorização parlamentar para a realização das actividades ali descritas. Um documento jurídico, porque traduz a limitação de poderes da administração pública no domínio financeiro. Quando o Estado não consegue arrecadar receitas suficientes para cobrir as despesas realizadas ou a realizar, tem de contrair empréstimos, a chamada Dívida Pública. É o que vem acontecendo, de modo recorrente, no nosso país. Inverter esta tendência mais do que uma necessidade, é uma exigência. Está em causa a qualidade de vida da nossa geração e das gerações vindouras. O Governo tem procurado intervir do lado da despesa e, concomitantemente, tem conseguido incrementar as receitas por via do aumento de impostos e da melhoria da eficiência da máquina fiscal. Releva-se neste enquadramento o PRACE pela expectativa de modernização e de desburocratização dos organismos da Administração Cental. Os resultados da sua acção não nos podem ser indiferentes. A consolidação das finanças públicas é um objectivo nacional. Queremos um Estado melhor, mais eficiente e mais capaz. É uma tarefa de todos. Portugal é um dos mais antigos estados - nação do Mundo mas é, também, uma das mais jovens democracias. Portugal tem passado e vai ter futuro, para bem de todos nós.

Aprendizagem permanente

Publicada por José Manuel Dias

Era uma vez um país longínquo onde o desporto tradicional era cortar árvores. Tinha muitos lenhadores famosos , com domínio, habilidade e energia no uso do machado. Sucede que um dado jovem que também queria tornar-se famoso, ouviu falar do melhor lenhador do país e resolveu procurá-lo.
- Gostava de ser seu discípulo. Quero aprender a cortar árvores como o senhor.
O jovem empenhou-se na aprendizagem das lições do mestre e depois de algum tempo julgou ser melhor do que ele. Mais forte, mais ágil e mais jovem venceria facilmente o velho lenhador. Desafiou então o mestre para uma competição de oito horas, para ver quais dos dois conseguiria cortar mais árvores.
O desafio foi aceite e o jovem lenhador começou a cortar árvores com determinação e vigor. Entre uma árvore e outra, olhava para o mestre mas, parte das vezes, via-o sentado. O jovem voltava às árvores, certo da vitória, já a sentir pena do velho mestre.
Quando o dia terminou para grande supresa do jovem, o velho mestre tinha cortado muito mais árvores do que ele.
- Mas como é que conseguiu?! - supreende-se. Parte das vezes que olhei, estava descansar!
- Não meu rapaz, eu não estava a descansar. Estava a afiar o machado.
O tempo a afiar o machado é indispensável. A aprendizagem permanente que deve durar toda a vida, corresponde ao afiar do machado. Só assim, poderemos responder às crescentes exigências do nosso quotidiano profissional.

Os dois lados da questão

Publicada por José Manuel Dias


Bernard Shaw era dotado de grande inteligência mas, ao que dizem, extremamente feio. Em dada período da sua vida terá tido um romance com uma actriz conhecida por ser uma das mulheres mais bonitas da sua época, embora pouco dotada de inteligência.
Um dia disse ela : « Bernard, deveríamos ter um filho. Imagina o que seria um filho com a minha beleza e a tua inteligência».
Bernard Shaw voltou-se para ela e limitou-se a responder tranquilamente :
« Não me parece que seja uma grande ideia. Imagina que ele tinha a minha beleza e a tua inteligência...»
Esta pequena história, extraída de um artigo publicado num semanário em 1996, serve para alertar para a possibilidade de todas as decisões poderem acarretar consequências diversas das esperadas. A ponderação da decisão é um acto de responsabilidade. Decidir implica a tomada de riscos mas tudo na vida tem riscos, até o simples acto de atravessar uma rua.
É comummente aceite que uma boa decisão, apesar de imperfeita, seguida de firme execução, é preferível a espera prolongada duma resolução ideal que nunca ou só tardiamente será executada. Decidir, de facto, não é uma tarefa fácil. Antes de decidirmos devemos pensar naquilo que realmente queremos e nas consequências que podem advir da nossa decisão.
Se nos é permitido, elencamos algumas sugestões que podem concorrer para uma decisão mais segura:
- ser honesto consigo próprio;
- pedir opinião de pessoas próximas;
- encarar com optimismo a decisão tomada e, se não for a mais acertada, encará-la como oportunidade de aprendizagem ;
- confiar nas suas decisões.
Em síntese, a vida feita é feita de decisões, pequenas e grandes. Somos nós que as temos que tomar. Cada decisão é um passo na nossa caminhada pela vida.

Sun Tzu e a liderança

Publicada por José Manuel Dias


Sun Tzu foi um general chinês que viveu no século IV AC. No comando do exército real de Wu acumulou inúmeras vitórias. Escreveu A ARTE DA GUERRA, um livro intemporal, onde desenvolveu os conceitos de sucesso tanto em guerra como em competição. Sun Tzu refere , com particular enfoque, a importância da qualidade e do poder da liderança na consecução objectivos.

Pensamentos :
- Aquele que dirige as operações militares com grande habilidade obtém a vitória empregando tácticas apropriadas, de acordo com as diferentes situações do inimigo;
- Um chefe deve empregar tácticas variadas de acordo com os tipos de terreno; movimentos de avanço ou recuo, segundo as condições favoráveis e a observação da natureza humana. Isto é tudo o que um general tem que estudar e examinar cuidadosamente;
- Um chefe que não está familiarizado com as características topográficas das diferentes montanhas e florestas, dos terrenos sujos, e dos pântanos, não pode administrar a marcha de um exército;
- Um general que só conhece a capacidade de suas tropas, mas não sabe a invulnerabilidade do inimigo, terá só metade das chances de vitória.
- Um general sábio deve levar em consideração as vantagens e desvantagens. Conhecendo as vantagens ele terá sucesso nos seus planos. Conhecendo as desvantagens, ele poderá solucionar as dificuldades.

Se reflectirmos sobre estes pensamentos, verificamos que muitas pessoas, embora investidas da qualidade formal de líderes, não exercem, na plenitude, a liderança (*).

(*) A liderança é a « capacidade de um indivíduo para influenciar, motivar e habilitar outros a contribuírem para a eficácia e o sucesso das organizações de que são membros ». House ( 1999)

Estratégia - o que é?

Publicada por José Manuel Dias


Estratégia é regra. Caminho. Rota. Estratégia só pode ser uma. Se não é a adequada, muda-se. Ajusta-se. Altera-se. Busca-se a trajectória desejável. Michael Porter, em artigo publicado na HBR, de Nov/Dez de 1996, apresentou três definições para estratégia.
Primeira : Estratégia é a criação de uma posição única e valiosa, envolvendo um conjunto diferente de actividades.
Segunda : Estratégia é fazer trade-offs, competindo. A essência da estratégia é escolher o que não fazer.
Terceira : Estratégia é criar adequação entre as actividades da empresa.
Podemos, acrescentar que a estratégia deve ter em conta as capacidades / aptidões da empresa, ser coerente e consistente com os objectivos definidos. A estratégia só tem valor se for implementada pelo que deve ser partilhada com todos que são responsáveis pela sua execução. A estratégia é uma opção do futuro mas é no presente que se orienta para os resultados. A avaliação regular é, por isso, decisiva. Bons resultados mobilizam e motivam todos os agentes do processo, contribuindo para a melhoria do clima organizacional. As contas das empresas acabarão por reflectir os resultados das estratégias. Se todos os interessados ficarem satisfeitos poderemos concluir que a estratégia foi adequada. A sociedade agradece.

Os factos e a nossa interpretação

Publicada por José Manuel Dias


Somos, com frequência, confrontados com análises diferentes sobre a mesma realidade.

Estas situações fazem-nos reflectir sobre o rigor do pensamento de cada um, e, muitas vezes, somos levados a pensar se existe uma qualquer outra intenção por detrás do juízo formulado.

Aprendemos, no entanto, que uma coisa são os factos e outra é a sua interpretação. Os factos são únicos, as interpretações podem ser diversas.

Esta ideia foi enraizada quando um dado dia, numa sessão de formação, somos confrontados com a seguinte experiência. Foram colocados três baldes com água lado a lado. O primeiro cheio com água quente, o segundo , com água morna e, o terceiro, com água fria. Colocadas uma das mãos no primeiro balde e outra dentro do terceiro. Depois colocadas as duas mãos no balde do meio, com água morna. A mão que vem da água quente acha que a água está fria, enquanto que a mão que vem da água fria acha que a água do balde do meio, está quente.
E, no entanto, é a mesma água.

Na vida é o mesmo, a nossa experiência recente condiciona, em parte, o modo como vemos e sentimos as coisas.

Turismo

Publicada por José Manuel Dias


A Agenda para o Desenvolvimento, aprovada pela Assembleia geral das Nações Unidas, reconhece o papel do turismo como " actividade que permite criar benefícios como a criação de infra - estruturas, o aumento do emprego, uma sensibilização acrescida para os problemas do ambiente, maiores contactos internos e internacionais e possibilidades excepcionais de reforço das identidades nacionais".
Aveiro, como sabemos, está integrada na Região de Turismo Rota da Luz. No respectivo site - http://www.rotadaluz.pt/ - definem-se as características distintivas: " A primeira supresa é a de tudo estar tão perto, de como em poucos minutos se pode passar dos extensos areais cheios de sol para a frescura dos pinhais e dos vinhedos, das alturas de ar vivificantes porque, na verdade, apenas alguns quilómetros separam as zonas do litoral de Ovar, Murtosa, Aveiro, Ílhavo e Vagos das serranias verdejantes de Vale de Cambra e de Águeda, ou das margens do Rio Douro, em Castelo de Paiva, permitindo num dia só, bronzear o corpo numa praia e passar horas agradáveis numa paisagem de verdes e água. A segunda é dada pela Ria, pelos seus horizontes feitos de muitos tons de azul, recortados, aqui e além, pelas pirâmides brancas do sal, as velas dos moliceiros, os milheirais e pastagens".
Aveiro e a região, através das suas organizações representativas, não devem negligenciar a importância do turismo, já considerada a maior área de negócio a nível mundial. Melhorar competências neste domínio, pressupõe o desenvolvimento de uma estratégia concertada, entre associações empresariais, autarquias e universidades. Um desafio para a nova equipa da Rota da Luz. Uma aposta que vale a pena!

Benchmarking

Publicada por José Manuel Dias


Não é um conceito qualquer. É um instrumento que todos nós usamos no nosso dia a dia. É uma ferramenta de grande utilidade para as empresas.
Tem um propósito simples : melhorar o desempenho.
Suporta-se em dois outros conceitos: aprendizagem e partilha.

Quem foi a primeira pessoa a fazer benchmarking? Provavelmente a segunda pessoa a acender uma fogueira. Observou o que a primeira fez e, depois, utilizou o mesmo método. Se pretendermos um definição diremos que se trata de um processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações e respectivas funções ou processos face ao que é considerado “o melhor nível”, visando não apenas a equiparação dos níveis de performance, mas também a sua ultrapassagem.

O Japão é um país que aplica de modo muito generalizado o Benchmarking. O Japão é uma sociedade conectada. As pessoas e as empresas compartilham a informação à mesma intensidade com que a absorvem. O próprio Governo encoraja a vida dos concorrentes que querem partilhar informação. Portugal começou a dar passos nesse sentido, o IAPMEI disponibiliza o acesso ao IBP ( Índice de Benchmarking português ) permitindo às empresas :

- Avaliar o seu desempenho, comparativamente com o grupo ou sector de actividade;
- Planear o futuro, definindo e projectando acções que devem ser prioritárias, em função da identificação de pontos fortes e fracos.

Em conclusão, podemos dizer que o Benchmarking é um processo de aperfeiçoamento contínuo que contribui para o aumento da competitividade global. Conhecer o modo como se pode optimizar a sua aplicação, quer a nível individual quer das organizações, é um desafio de todos.

Perseverança

Publicada por José Manuel Dias


Numa empresa de lacticínios , dois sapos desastradamente saltaram para dentro de um balde de leite cremoso."

- É melhor desistir", coaxou um dos sapos, depois de tentar, em vão, sair do balde.

- " Vamos morrer!". " Continua a nadar", disse o segundo sapo.

- " Havemos de encontrar maneira de sair deste atoleiro!".

- " Não adianta", disse o primeiro sapo " Isto é grosso demais para nadar, mole demais para saltar e escorregadio demais para rastejar. Um dia temos mesmo de morrer, por isso, tanto faz que seja esta noite".

Afundou-se no balde e acabou por morrer.
O amigo, porém, continuou a nadar, nadar, a nadar e, quando amanheceu, viu-se encarrapitado num monte de manteiga que ele, sozinho, havia batido.
Lá estava o sapo, com um sorriso, comendo as moscas que enxameavam, vinda de todas as direcções.

Produtividade

Publicada por José Manuel Dias

É consabido que a produtividade em Portugal é das mais baixas da União Europeia. Esta realidade torna, ainda mais, problemática a recuperação económica do nosso país.

Formalmente, a produtividade do trabalho corresponde à quantidade de trabalho necessária para produzir uma unidade de um determinado bem. Do ponto de vista macroeconómico, mede-se a produtividade do trabalho através do Produto Interno de um país (PIB) por pessoa activa.

Poderemos questionar-nos sobre as razões que explicam a nossa menor produtividade. Uma opinião, sustentada no senso comum, não deixará de apontar a falta de pontualidade, a inobservância de regras essenciais e o baixo grau de exigência, com algumas das suas causas. Uma análise mais aprofundada, materializada num trabalho apresentado em 2003, pelo Ministério da Economia, identifica seis barreiras que concorrem para o diferencial existente entre Portugal e a União Europeia, em matéria de produtividade, a saber:

- Informalidade, isto é o não cumprimento de obrigações por parte dos agentes económicos;
Inadequação de regulamentos ao bom funcionamentodo mercado;

- Mau ordenamento do território e excesso de burocracia nos licenciamentos;

- Ineficiências na prestação dos serviços públicos;

- Herança industrial.

Neste estudo conclui-se que o diferencial de produtividade é, na sua maioria, não estrutural, ou seja pode ser eliminado por políticas económicas correctas. Acreditamos, assim, que os decisores políticos e os agentes económicos, têm presente que tudo o que é preciso fazer já foi dito, só falta agora fazer!
Tenham um dia muito produtivo!

A gestão do tempo

Publicada por José Manuel Dias


A falta de tempo na nossa vida profissional é, cada vez mais, um problema. Quantas vezes ouvimos as pessoas dizer, por exemplo, que não têm tempo ou ainda que um dia deveria ter 48 horas? O tempo é um recurso escasso. Irreversível e irrecuperável. Não podemos alterar o número de horas que tem um dia mas podemos optimizar a gestão do nosso tempo. Temos que conhecer as nossas actividades, saber as nossas atribuições e ter noção das nossas capacidades e limitações. A gestão do tempo pode ser optimizada se soubermos ser eficazes, fazendo o que é importante e tem mais valor, prioritariamente, e eficientes, fazendo bem mobilizando todas as faculdades e meios adequados. Um desafio para todos e cada um de nós. No final ficam a ganhar o indivíduo, a organização e o país. Ser senhor do seu tempo é ser senhor de si próprio"
Voltaire

Máximas

Publicada por José Manuel Dias

"Um conjunto de máximas é para o homem o mais precioso tesouro, se as souber empregar nos confronto do seu dia a dia.
E em conversação se as souber distribuir a propósito".


Johann Wolfgang von Goethe

Poeta e escritor, alemão, nascido em 28 de Agosto de 1749.

Análise Custo - Benefício

Publicada por José Manuel Dias


Um elemento essencial em qualquer planeamento de uma organização. Uma tentativa sistemática para avaliar o valor de todos os benefícios que resultarão de determinado tipo de despesas. Procura responder à questão : " Será que este investimento em concreto trará benefícios que justifiquem os custos incorridos".
A observação deste princípio evitaria muitos erros a nível de gestão, quer se trate de empresas ou de outro tipo de organizações, designadamente autarquias.
Sem grande esforço de memória, todos nós teremos presente, muitas situações em que foi negligenciado este princípio, com claro prejuízo para as respectivas organizações e seus integrantes.

Aveiro em Primeiro

Publicada por José Manuel Dias


Em Portugal, apenas duas cidades ( Aveiro e Castelo Branco ) dispõem de serviços de governo electrónico com um nível muito elevado, de acordo com um estudo do Instituto de Empresa de Madrid sobre os serviços de governo electrónico em 39 cidades e municípios portugueses.
Aveiro lidera o "ranking" que avalia 16 serviços "on line", distribuídos por 5 categorias, a saber: Presença na Internet, Informação Urbana, Interacção com o Cidadão, Transacção e e - democracia.
O facto de estarmos em primeiro deve, a nosso ver, ser motivo de satisfação mas não nos deve inibir de colocar a fasquia mais alta. No concelho da Maia os cidadãos têm a oportunidade de discutir e partilhar informação com o Presidente da Câmara via chat e no Porto a Câmara tem um blogue para discussão. Existem, por certo, outras possibilidades em ordem a aproximar os cidadãos dos que nos governam. Não faltará, seguramente, quem possa elencar mais ideias.
Devemos ter presente que "só o excelente é suficiente".

Cogir

Publicada por José Manuel Dias


Cogitar e Agir estão na génese da escolha do nome do nosso Blog. Cogitar que é mesmo é dizer, meditar, reflectir.
Agir, isto é operar, actuar. Dois verbos que se complementam e que separados não têm o mesmo valor.
Cogitar sem agir, só serve o próprio, agir sem antes cogitar pode ser um acto de irresponsabilidade.
São estes os verbos que devem começar a marcar o nosso presente se queremos ter futuro. Pela nossa parte e ao sabor da vontade, caldeada com a disponibilidade, procuraremos partilhar neste espaço os nossos saberes, prometendo dedicar a atenção requerida, aos contributos que nos fizerem chegar.
Temos como desiderato contribuir, ainda que de modo modesto, para o exercício de uma cidadania responsável, contínua e eficaz. Queremos capitalizar experiências, tirar lições, divulgar o que é excelente, suscitar novas exigências, incrementar ambições, despertar talentos. Está assumido o compromisso. Está lançado o desafio.