Palavras avisadas

Publicada por José Manuel Dias


As políticas laborais deviam dar prioridade à formação dos trabalhadores para permitir a mobilidade e a procura de emprego, em vez de apoiar “a manutenção dos postos de trabalho condenados”. A ideia foi defendida hoje pela administradora do Banco de Portugal, Teodora Cardoso, durante o 7º Congresso da Administração Pública, onde se discutiu o papel do Estado na resposta à crise.“As leis laborais, por razões ideológicas mas pouco defensoras dos trabalhadores, têm tendência para defender os postos de trabalho que existem”, realçou, acrescentando que devia haver mais investimento e maior pró-actividade dos serviços no apoio à busca de emprego e formação profissional.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

Tempos perdidos?

Publicada por José Manuel Dias


Esta breve inspecção trouxe bastantes elementos para reflexão. As recentes condições internacionais, excelentes para os pobres, não favoreceram os abastados, grupo a que, sem darmos por isso, já pertencemos. É irónico constatar que o mal está em sermos demasiado prósperos. Portugal cresceu menos que os pobres porque é rico, e menos que os ricos porque é novo-rico.
A nossa falta de dinamismo sócio- -económico vem na cultura de parasitismo, direitos adquiridos, requintes, imposições e exigências, tudo pago pela tributação dos que produzem. Como novos-ricos, ganhámos hábitos refinados sem saber lidar com eles. Não se pensa em produzir como rico, mas em consumir como rico. Imitamos os europeus no centro comercial, não no emprego. Temos defesa do consumidor, ambiente, cultura, emprego, sexo. Só não há defesa do trabalho, empresa, produtor, desenvolvimento. Impomos muitas reivindicações, poucas realizações.
João César das Neves analisa, em artigo de opinião no Diário de Notícias, muitos dos problemas com que nos debatemos. Uma reflexão a não perder, com leitura integral aqui.

Combater a corrupção

Publicada por José Manuel Dias


Podemos falar da criação de Códigos de ética nas empresas, como aqui, em copiar as boas práticas, aqui, definir um novo estatuto para o gestor público, mais rigoroso e transparente, aqui, mas a corrupção continua a corroer a democracia, como se explica aqui, e pode até o Governo definir um Guia para combater a corrupção, numa publicação feita em 2007, da responsabilidade o Ministério da Justiça, mas o problema persiste, como bem demonstra o Diário de Notícias, aqui. Um sujeito que "antigamente andava numa motorizada, com um atrelado, pelas ruas a recolher sucata" conseguiu "construir um império do qual fazem parte diversas empresas sedeadas em Ovar, Feira, Aveiro, Canas de Senhorim e no Barreiro". Um sujeito que conseguiu " estruturar um projecto delituoso ao longo do tempo, para que as empresas de que era dono ou tinha participações maioritárias vencessem os concursos públicos ou tivessem primazia nas adjudicações directas feitas por grandes empresas". Funcionários públicos, quadros superiores de grandes empresas, políticos, agentes de forças de segurança, são referenciados no processo em investigação. Pasma-se como se chegou tão alto e, ao mesmo tempo, tão baixo. Neste enquadramento só pode haver um caminho, investigar com toda em extensão e profundidade e julgar, condenando que deve ser condenado. Muitos dirão que a corrupção é um problema universal. De facto, assim é, na teoria da escolha pública o "rent-seeking"é um fenómeno estudado. Benefícios, privilégios, concorrem para a obtenção de rendas artificiais superiores aos custos em que se incorre para a sua compra. Como é que se combate esta situação? Pela exigência de um comportamento ético irrepreensível para os detentores de cargos de nomeação política, pela diminuição do peso do Estado, pela definição de regras claras de concursos públicos, pela condenação severa de quem prevarica e, ainda, pela forte censura social destas situações. Só assim conseguiremos atenuar este mal que nos vai fazendo perder o respeito por quem tem funções de responsabilidade, como bem disse Fernando Ulrich.

Sucateiros

Publicada por José Manuel Dias


Os resíduos sólidos costumam atrair gente com costumes não tão sólidos assim. Lixo atrai lixo. Basta ver a série televisiva Os Sopranos. Os amigos mafiosos de Tony Soprano, e ele próprio, dedicam-se a várias traficâncias - da falsificação de cartões telefónicos à prostituição - que pontuam este ou aquele dos 86 episódios. Mas só um negócio atravessa toda a série da Máfia de Nova Jérsia: o negócio do lixo (na sua vasta gama, recolha e tratamento do lixo, aterros sanitários, incineração, sucatas...). Outro exemplo, e desta vez sem recorrer à ficção: o mais lucrativo negócio da Camorra, a Máfia de Napóles, é o lixo. Não conheço as razões que relacionam os homens do lixo e os homens de negócios sem escrúpulos. Mas que se atraem, atraem. Talvez o compadrio venha do convencimento comum de que o dinheiro não tem cheiro. Uns porque já têm a pituitária destruída pela matéria orgânica em putrefacção, outros porque são podres eles próprios. Em todo o caso, o facto é esse: a gente venal adora o lixo. E o país que se lixe.
Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias, aqui.

Temos Governo!

Publicada por José Manuel Dias


José Sócrates estabeleceu hoje três objectivos centrais para o seu Governo – combate à crise, modernização da economia e da sociedade e justiça social. O primeiro-ministro definiu com objectivo central da governação a recuperação da economia, através do apoio ao investimento privado e às empresas, mas também “promovendo o investimento público” e defendendo o emprego. Para conhecer o discurso do Primeiro Ministro clicar aqui.

Hojé é dia de eleições

Publicada por José Manuel Dias


Votei pela primeira vez em Abril de 1975, nas eleições para a Assembleia Constituinte. Desde essa altura que exerci sempre esse direito que considero, também, uma obrigação. Não me reconheço no estilo dos que dizem que as coisas estão mal mas nada fazem para as alterar. Nós somos cidadãos, não nos podemos alhear da vida das nossas cidades, vilas e aldeias. Não somos estranhos aos resultados. Podemos ajudar a mudar as coisas escolhendo os que nos parecem mais capazes para a governação local, exigindo, depois, o cumprimento dos respectivos objectivos programáticos.
Hoje, manhã cedo, lá coloquei o meu voto na urna. Sei que vai ser contado. Só ainda não sei se conta como gostaria. O futuro dirá.

Dia de eleições

Publicada por José Manuel Dias


9.490.680 eleitores podem votar hoje, domingo, nas eleições legislativas, de onde sairá o novo Governo e a composição da Assembleia da República na XI Legislatura. Votar é ajudar a escolher o caminho que marcará o nosso futuro. Vote.

O mundo não está para os cobardes

Publicada por José Manuel Dias


Jardim Gonçalves, que também fez na vida muitas coisas de aplaudir, costumava dizer que não se devem tratar os filhos todos da mesma maneira, pois são diferentes uns dos outros. Usava esta imagem para explicar porque estruturou a oferta do banco em diversas redes, uma estratégia de segmentação reconhecida como uma das razões do rápido sucesso do BCP, o primeiro banco a perceber que Américo Amorim, o seu motorista e o director financeiro da Corticeira Amorim não podiam ser todos tratados da mesma maneira, pois tinham patrimónios e necessidades diferentes.
Quando contou num livro algumas das histórias da sua passagem dourada pelo FC Porto, José Mourinho declinou de uma forma ainda mais rica a regra de que é errado tratar os filhos todos da mesma maneira. Conta Mourinho, que chamou Sicrano para uma conversa a dois, antes de o lançar pela primeira vez na equipa, e lhe explicou que não tinha de estar nervoso com a estreia. Mesmo que o jogo lhe corresse mal, era garantido que seria titular no fim-de-semana seguinte. Já quando se tratou de anunciar a titularidade a Beltrano, o treinador avisou-o de que a estreia era uma oportunidade única. Se ele a desperdiçasse, bem podia pensar em ir tratar de vida, porque no Porto não teria futuro.
[.../...]
Com o céu carregado de nuvens, a única coisa que devemos temer é ter medo de decidir, de falhar e de arriscar. Não é a jogar para o lado que se ganham jogos. Só marca quem chuta à baliza - e não tem medo de que o remate saia torto. O mundo não está para cobardes.
Jorge Fiel, em artigo de opinião, no Diário de Notícias, com leitura integral aqui.

5 milhões

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de desemprego entre os jovens europeus com idades entre os 15 e os 24 anos aumentou para 18,3 por cento no primeiro trimestre de 2009. Há cinco milhões de jovens sem trabalho nos 27 sete países da UE. Os dados avançados hoje pelo Eurostat, braço estatístico da União Europeia, mostram que a taxa de desemprego entre os mais novos aumentou 3,7 pontos percentuais no espaço de um ano - era de 14,6 por cento no primeiro trimestre de 2008. O fenómeno do desemprego entre os jovens atinge uma escala que ultrapassa o dobro dos indicadores disponíveis para o desemprego total, que no primeiro trimestre deste ano se fixou nos 8,2 por cento entre os Vinte e Sete.
Fonte: Público, aqui.
Uma Europa que se fecha sobre si própria, que valoriza os direitos dos instalados e se esquece dos jovens, é uma Europa que compromete o futuro.

As escolhas de hoje

Publicada por José Manuel Dias


Um grupo de 25 cidadãos, “insatisfeitos com os conteúdos e a qualidade do debate político-partidário”, pretende lançar para a discussão partidária que antecede as eleições legislativas e autárquicas uma “agenda de prioridades” que vão desde o processo de integração europeia às Forças Armadas, passando pelas políticas sociais, justiça, educação, cultura e ambiente.
As propostas estão reunidas no manifesto “O nosso presente e o nosso futuro: algumas questões prementes”, um documento de 27 páginas em que é feito um diagnóstico da situação actual de cada área, acompanhado por propostas e perguntas dirigidas aos partidos com assento parlamentar. Para conhecer o manifesto na íntegra clicar aqui. A preocupação destes cidadãos é salutar: a democracia não se esgota nos partidos políticos. Todos devem ser chamados a dar o seu contributo. Afinal vamos ter que decidir sobre o nosso futuro.

60-28

Publicada por José Manuel Dias


Não é um qualquer resultado de um jogo de basquetebol, em que uma das equipas dá "capote" à outra. É o número se subscritores de um documento que pugna pela a continuidade do "investimento público económica e socialmente útil" versus os que subscreveram um manifesto que defende a reavaliação dos investimentos públicos. Em relação à posição destes deixámos um post aqui, com link para o respectivo documento de reflexão. Sobre a posição daqueles, em que se integram figuras como Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade, André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE, Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve, Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa, permitimo-nos sublinhar esta parte do documento (leitura integral, aqui):
"Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação".

E agora, Manuel?!

Publicada por José Manuel Dias



"Os trabalhadores da Autoreuropa são, seguramente, no seu conjunto, a entidade que melhor conhece a realidade da Autoeuropa e que melhor capta os sinais quanto ao futuro da empresa e, portanto, a sua posição não é uma posição do acaso".
Carvalho da Silva, secretário geral da Intersindical, aqui.
O Doutor Carvalho da Silva parece esquecer-se que a Autoeuropa é uma empresa privada, inserida num sector em crise, onde a capacidade instalada é muito superior às actuais necessidades de produção e que o grupo a que pertence pode ter benefícios globais em proceder ao encerramento desta unidade. O Secretário Geral da Intersindical diz que os salários representam "apenas cinco por cento" nos custos de produção. Esquece-se que a empresa tem custos fixos e variáveis e que estes devem ser considerados variáveis, ajustáveis, portanto, em função do volume de actividade. Se tivesse lido este post, teria dado valor à importância dos custos unitários de produção e aos riscos de se negligenciarem os pequenos valores. Carvalho da Silva parece enfermar dos defeitos da maioria dos trabalhadores da Autoeuropa "confundindo propostas de maior flexibilidade laboral com perda de direitos adquiridos”.
Se a Autoeuropa fechar sempre queremos ouvir as explicações de Manuel Carvalho da Silva à questão dos trabalhadores: " E agora, Manuel?!".

Desde o tempo dos lusitanos

Publicada por José Manuel Dias

"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar."
Caius Julius Caesar (100-44 AC)

Liquidez não é situação líquida...

Publicada por José Manuel Dias


Mas pormenores à parte, o debate suscitou algumas reflexões. A primeira é que Constâncio falhou na abordagem ao caso BPN: o governador teria ganho muito mais se reconhecesse que o Banco de Portugal falhou (como outras entidades de supervisão pelo mundo fora), explicando contudo o que vai fazer para que situações destas não se repitam. A segunda é que os políticos precisam de se preparar para estes debates: confundir liquidez com situação líquida de uma empresa, como sucedeu com Nuno Melo, é uma "boutade.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
É sempre bom saber do que se fala para não incorrermos em "boutades".

Hoje é dia de votos

Publicada por José Manuel Dias


1. Dezanove países elegem hoje a nova eurocâmara. O Parlamento Europeu é decisivo em matérias como : impostos, política industrial, agricultura e alargamento da Zona Euro. Dois terços da legislação comunitária têm o cunho do Parlamento Europeu (PE). É esta a força do Parlamento Europeu, cuja composição de 2009 a 2014 se conhece, nas primeiras projecções após o fecho das urnas, esta noite. Diário de Notícias, aqui.
2. As urnas estão abertas em Portugal continental, Madeira e Açores. Cerca de 9,6 milhões de portugueses podem hoje votar nas eleições europeias para eleger 22 dos 736 deputados do Parlamento Europeu. Jornal Público, aqui.
3. O novo sistema, em que a inscrição nos cadernos eleitorais se faz automaticamente ao atingir os 18 anos de idade, aumentou o número de eleitores em mais de 700 mil. Os 9 562 141 recenseados estão, porém, muito acima do que o INE calcula serem os portugueses acima dos 18 anos. Correio da Manhã, aqui.
Eu já fui votar. Não quero que outros decidam por mim. Estou de acordo com os que dizem que "é importante que os portugueses renovem o seu compromisso com o projecto europeu". E você?

Bem vindo ao Parlamento Europeu

Publicada por José Manuel Dias


O Parlamento Europeu é o único órgão da União Europeia que resulta de eleições directas. Os 785 deputados que nele têm assento são representantes dos cidadãos, escolhidos de cinco em cinco anos pelos eleitores de todos os 27 Estados-Membros da União Europeia, em nome dos seus 492 milhões de cidadãos.
Do site do Parlamento Europeu, aqui.
As eleições do dia 7 de Junho são de grande importância para o nosso futuro colectivo. O Parlamento Europeu tem hoje poderes muito alargados, em relação a um passado que começou em 1979. É o Parlamento que decide sobre as directivas comunitárias que influenciam mais de 2/3 da nossa legislação interna nos mais variados domínios: saúde, ambiente, segurança, educação, emprego, energia... escolher os nossos representantes não é apenas um direito, é, também, uma obrigação. Precisamos de uma Europa mais forte e mais solidária. Votando, também, influenciamos o nosso futuro.
Na imagem as instalações do Parlamento Europeu que tive o prazer de visitar em Setembro de 1978, integrado numa delegação de jovens dirigentes associativos que participaram num Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional. Desde essa altura que me considero um europeísta convicto.

O Luís Figo sabe o que diz

Publicada por José Manuel Dias

Eleições importantes

Publicada por José Manuel Dias


Cada vez mais a UE e o que se passa em “Bruxelas” é importante para cada um de nós. Legislação, regras, compromissos colectivos partem de Bruxelas e tornam-se lei para toda a União Euopeia. O que, para mim, é positivo como europeísta convicto. O que me preocupa realmente é a pouca participação do cidadão português (ou francês, ou checo…). Estamos (?) a construir uma Europa nova com muito pouca mão-de-obra. Mas este afastamento do cidadão em relação às coisas da EU não é caso isolado. Cá por casa (em matéria de assuntos e eleições nacionais ou locais), o afastamento do cidadão é notório.
Vamos a votos com mais ou menos participação, mas na realidade pouco participamos. O envolvimento do cidadão para fortalecimento de uma democracia participativa é cada vez menor. Voltamos, de certo modo, aos tempos da ditadura: isso é com eles, eles é que sabem, eu cá não me meto em políticas, etc., etc.
A participação a nível europeu não pode desenvolver-se fora do contexto de cada país, temos que começar por fazer o trabalho de casa para depois fazermos o trabalho europeu.
André Correia, em artigo de opinião no DN, com leitura integral aqui
, enfatiza a importância das eleições para o parlamento europeu e dá sugestões em ordem a melhorarmos a qualidade da nossa participação cívica.

Protestar contra os protestos

Publicada por José Manuel Dias


Os funcionários públicos gregos fizeram hoje um dia de greve contra as medidas adoptadas pelo governo para evitar a recessão. Segundo o "Financial Times", as escolas e os serviços de transportes encontram-se hoje encerrados como protesto. A população protesta contra o congelamento de salários superiores aos 1700 euros, a redução dos benefícios de saúde e o atraso no pagamento de pensões.
As previsões da Comissão Europeia apontam para que a economia grega contraia-se 0,9 por cento este ano. O ministro das finanças greco Yannis Papathanassiou lançou um pacote de estímulo económico de 3 mil milhões de euros para apoiar os agricultores e as pequenas empresas.
Fonte: Público, aqui.
O excesso de garantismo leva a situações deste tipo: quem tem o ordenado certo e o emprego seguro tende a ser mais reinvindicativo. Compete, por isso, aos Governos governar para todos e não apenas para os que mais se fazem ouvir. É preciso saber que os recursos financeiros são escassos e que devem ser bem geridos atendendo apenas, e só, a quem mais precisa. Protestos desta natureza devem ser votado ao insucesso, para bem de todos. Por este andar qualquer dia até se fazem manifestações contra os terramotos, ou contra as secas, ou contra as cheias, como bem se alerta aqui, no Balanced Scorecard.

Coisas que convém saber

Publicada por José Manuel Dias


Portugal é um dos países, entre os 30 que integram a OCDE onde o factor trabalho é menos tributado e menos pesa nos custos laborais. A conclusão consta do “Taxing Wages 2008/2007”, um relatório onde anualmente a OCDE actualiza os dados sobre o IRS e a taxa social única (Segurança Social) que recai sobre os trabalhadores.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.