Uma entrevista imperdível

Publicada por José Manuel Dias


Pergunta: Defende que, mesmo neste contexto, Portugal tem de trabalhar na imagem que projecta lá para fora. Na sua opinião, como se poderia construir a marca do país?
Resposta : Uma área que facilmente poderia projectar Portugal é o vinho. É uma área em crescimento e da qual todos gostam. O único sítio do mundo onde se pode fabricar vinho do Porto é em Portugal. O Douro é uma região demarcada há séculos e não percebo porque é que ninguém no mundo ainda reparou nisso. Muitos pensam que o vinho do Porto ganhou esta designação porque anda de porto em porto, da cidade do Porto para o Reino Unido. As pessoas não sabem. E sabem que o champanhe é produzido em França.
Pergunta: Para além do vinho do Porto, que outra áreas podem “vender” Portugal?
Resposta: As energias renováveis. Se olharmos para qualquer estatística Portugal está nos primeiros lugares da produção de energia solar, eólica, co-geração... Penso que agora é preciso que alguém crie a imagem de Portugal como o centro mundial das energias verdes. Teria um impacto no sistema de educação, na investigação e desenvolvimento, na atracção de universidades e de investimento.
Da entrevista de Anupam Prakash, 48 anos, consultor da Hewitt Associates e especialista em globalização, ao Público, para ler na íntegra aqui.

Ameaças e oportunidades

Publicada por José Manuel Dias


A multinacional farmacêutica Glaxo prevê ganhar 1,7 mil milhões de euros com a venda de vacinas e de medicamentos destinados a curar a gripe A.
Como em todas as crises, uns perdem e outros ganham, sendo que no caso da Gripe A as farmacêuticas ganham. A GlaxoSmithKline é uma destas empresas: a farmacêutica britânica espera facturar cerca de três mil milhões de libras (1,7 mil milhões de euros) até Janeiro do próximo ano, graças à venda de vacinas e de medicamentos para a gripe que assola o globo.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Diagnóstico perfeito

Publicada por José Manuel Dias


CM – Qual a sensação de ser o primeiro português a vencer uma medalha de prata nas Olimpíadas Internacionais de Matemática?
– Muita felicidade. É o reconhecimento de muito trabalho.
CM– Será um efectivo sinal de que os portugueses estão melhor à disciplina?
– Os que competem em Olimpíadas estão melhor...
CM - Sempre gostou da disciplina de Matemática?
– Desde a escola primária.
CM– Qual o segredo para ter sucesso nesta cadeira?
– Acima de tudo, não se pode ter espírito derrotista e desistir à primeira, é preciso tentar descobrir onde está o erro. O grande problema dos estudantes portugueses é desistirem com facilidade.
Pedro Vieira, 18 anos, medalha de prata nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, em entrevista ao jornal Correio da Manhã, coloca o dedo na ferida: "o grande problema dos portugueses é desistirem com facilidade". Para nosso mal, não é só um problema dos estudantes mas de quse todos os portugueses. Habituámo-nos ao facilitismo e lidamos mal com as contrariedades. Planeamento, esforço, determinação, empenho e dedicação são preocupações que têm estado afastadas do quotidiano de muitos que esperam pelo "lampejo de sorte" para alcançarem os seus objectivos. Os novos tempos já não se compaginam com essa postura. Vão ter que esperar sentados.

Não sou um super homem

Publicada por José Manuel Dias


Eu já simpatizava com ele. Ambos somos duplamente do Porto (clube e cidade). Mas Teixeira dos Santos subiu alguns pontos na minha consideração ao declarar: "Não sou um super-homem. Sou um simples cidadão que, quando tem de trabalhar mais, trabalha."
Ao acumular a Economia com as Finanças, o ministro induziu ganhos de produtividade num sector (Função Pública) que bem anda precisado deles, como o prova o facto de termos 52 almirantes para 40 navios. A baixa produtividade é a kryptonite que debilita a nossa economia. Portugal foi um dos três países da OCDE onde a produtividade registou a desaceleração mais significativa entre 2001 e 2006. A riqueza por hora trabalhada em Portugal é das mais baixas da Europa, apesar de passarmos horas infindas no local de trabalho, desperdiçadas em reuniões improdutivas, incursões pessoais ao YouTube - e pausas para café, aproveitadas para alimentar a má-língua interna, tão perniciosa para o ambiente como a traça num guarda-fatos.
Há a ideia de que tudo muda quando vamos para fora. O exemplo clássico desta tese é o Luxemburgo, que é o país mais produtivo do mundo e tem 20% de portugueses na sua população activa.
Jorge Fiel, em artigo de opinião no Diário de Notícias, aqui, alerta-nos para um dos nossos problemas: a baixa produtividade. Existe, no entanto, uma resposta: "Temos de trabalhar mais horas e, sobretudo melhor, com mais produtividade", de acordo com um dos homens mais ricos de Portugal.

Um bom vinho quer uma boa rolha

Publicada por José Manuel Dias


A história não estará documentada, mas conta-se que Américo Amorim tinha por hábito, há uns anos, divertir-se em alguns restaurantes à conta das rolhas de cortiça. Pegava na lista de vinhos e mandava vir uma garrafa que, sabia de antemão, usava um vedante sintético. Com a garrafa na mesa e depois de o escanção retirar o detestado vedante, o rei da cortiça aproveitava para invectivar contra a indústria dos pásticos - alto e bom som, como lhe é costume - perguntando ao desnorteado empregado se não sabia que um vinho que se preze tem de ser arrolhado com cortiça.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Como é consabido, a teoria das 5 forças de Porter constitui uma ferramenta importante para avaliar a atractividade de um qualquer sector de actividade. Uma das 5 forças estudadas é justamente o potencial de entrada de produtos substitutos. O lançamento de uma rolha mais barata que os vedantes sintéticos representa, pois, uma excelente notícia para o sector da cortiça .

O mundo mudou e eles não deram conta

Publicada por José Manuel Dias


O Tribunal de Comércio de Lisboa decretou hoje a falência da Valentim de Carvalho Lojas durante uma assembleia geral de credores. A empresa tem dívidas superiores a um milhão de euros e já foi alvo de 34 acções judiciais.A informação foi avançada à agência Lusa por fonte do Tribunal de Comércio, depois de a insolvência da Valentim de Carvalho Lojas ter sido pedida no final de Abril.A Valentim de Carvalho Lojas deve mais de um milhão de euros a credores e foi alvo de 34 acções judiciais por parte de fornecedores nos últimos cinco anos.
Fonte: Público,
aqui.
Quando não se está atento ao meio envolvente, corre-se o risco de persistir na manutenção de uma estratégia que já não é bem sucedida ou, pior ainda, teima-se em manter objectivos que já não são exequíveis. Estes erros pagam-se caro. O mercado é implacável e, mais tarde ou mais cedo, acontece a estas empresas o que aconteceu aos dinossauros.

O preço não é tudo...

Publicada por José Manuel Dias


Mesmo em tempo de crise, 75% dos portugueses estão dispostos a pagar mais por um produto novo que os satisfaça. Esta é uma das conclusões do estudo da Peres n? Partners, uma empresa de estudos de mercado que se propôs avaliar os produtos do ano em matéria de inovação."Os consumidores privilegiam a inovação e a diversidade da oferta. Portugal é um caso de adesão espontânea à inovação, seja ao nível do grande consumo, seja a outros níveis", afirma António Peres, presidente da empresa. "Os casos das tecnologias de informação, como os telemóveis, são paradigmáticos, mas antes já tínhamos assistido ao sucesso dos microondas." Outra das conclusões do estudo, com uma amostra de 2 mil pessoas, é o facto de nos últimos quatro anos menos pessoas terem invocado o factor qualidade/preço para justificar a compra de um novo produto. Em 2005, 70,3% das pessoas tinham apontado este factor como motivo para a compra. Em 2009 apenas 56,5% o fizeram. "Ninguém come e vive no dia-a-dia numa lógica única e exclusiva de preço. Sem diversidade e inovação não há vida", diz António Peres.
Fonte: I,
aqui.
Quando se compra um qualquer bem ou serviço o consumidor tem em conta o preço mas não deixa de considerar, de igual modo, os benefícios que espera obter, não se importando, nessas condições, de pagar um excedente face ao valor inicial. Compete à gestão das empresas saber qual é a melhor proposta de valor que podem aprsentar, definindo a estratégia com base nos custos ou na diferenciação. A escolha pode fazer toda a diferença.

A importância dos clientes

Publicada por José Manuel Dias


Uma empresa para estar de forma continuada no mercado tem de satisfazer vários stakeholders com os quais comunica e interage, a saber: clientes, fornecedores, colaboradores, accionistas e Estado. Cada grupo é motivado por um dado objectivo e pode acontecer que os respectivos objectivos sejam conflituantes. É aos gestores que compete encontrar uma posição de equilíbrio procurando optimizar a satisfação de todos, sem penalizar a própria empresa. Não é tarefa fácil, em particular em tempos de mudança como os que vivemos. É importante saber a tipologia de interesses dos vários stakeholders, sobretudo dos clientes. Se as alterações no ambiente externo não são percepcionadas tempestivamente e os clientes começam a abandonar a empresa, as cadeiras começam a ficar vagas e o futuro dos artistas, por melhor que representem, fica em risco.

E agora, Manuel?

Publicada por José Manuel Dias


A Autoeuropa vai informar quarta-feira os trabalhadores sobre as medidas que vai tomar após a rejeição do pré-acordo laboral pelos trabalhadores, adiantou à agência Lusa a porta-voz do fabricante de Palmela.A administração da Autoeuropa reúne-se às 14h00 com a Comissão de Trabalhadores (CT) e logo depois informará os colaboradores da decisão tomada. Após as reuniões, o fabricante enviará uma nota à imprensa sobre o assunto.
Será que os trabalhadores são os que melhor captam os sinais quanto ao futuro da empresa, Manuel?
A administração da Autoeuropa decidiu hoje que não irá dispensar “para já” nenhum dos 250 trabalhadores a contrato a prazo, mas vai avançar com uma paragem de dez dias entre Setembro e Dezembro em regime de lay-off (paragem de trabalho com diminuição das remunerações). Ora, conforme diz António Chora, coordenador da CT, as medidas anunciadas pela administração da Autoeuropa, designadamente os dez dias de lay-off até ao final do ano, são mais penalizadoras para os trabalhadores do que o pré-acordo laborar chumbado pelos funcionários. Será que quanto pior, melhor?

E agora, Manuel?!

Publicada por José Manuel Dias



"Os trabalhadores da Autoreuropa são, seguramente, no seu conjunto, a entidade que melhor conhece a realidade da Autoeuropa e que melhor capta os sinais quanto ao futuro da empresa e, portanto, a sua posição não é uma posição do acaso".
Carvalho da Silva, secretário geral da Intersindical, aqui.
O Doutor Carvalho da Silva parece esquecer-se que a Autoeuropa é uma empresa privada, inserida num sector em crise, onde a capacidade instalada é muito superior às actuais necessidades de produção e que o grupo a que pertence pode ter benefícios globais em proceder ao encerramento desta unidade. O Secretário Geral da Intersindical diz que os salários representam "apenas cinco por cento" nos custos de produção. Esquece-se que a empresa tem custos fixos e variáveis e que estes devem ser considerados variáveis, ajustáveis, portanto, em função do volume de actividade. Se tivesse lido este post, teria dado valor à importância dos custos unitários de produção e aos riscos de se negligenciarem os pequenos valores. Carvalho da Silva parece enfermar dos defeitos da maioria dos trabalhadores da Autoeuropa "confundindo propostas de maior flexibilidade laboral com perda de direitos adquiridos”.
Se a Autoeuropa fechar sempre queremos ouvir as explicações de Manuel Carvalho da Silva à questão dos trabalhadores: " E agora, Manuel?!".

Brincar com o fogo

Publicada por José Manuel Dias


1.Tentámos construir um chapéu-de-chuva que nos protegesse da tempestade e esse chapéu foi deitado fora”. Foi desta forma que António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa, reagiu ontem à noite, ainda a quente, ao “não” com que os trabalhadores da fábrica de Palmela rejeitaram em plenário a proposta de pré-acordo que a CT havia negociado com a administração da empresa. Bastaram 129 votos de diferença para que aquela que já foi a maior exportadora nacional voltasse, no espaço de um mês, a um futuro incerto.
2. Os pilotos da British Airways aceitaram acções da empresa no valor de 13 milhões de libras (15,3 milhoes de euros) em troca de uma menor remuneração, colaborando desta forma no plano de viabilização e recuperação económica da empresa. A redução salarial - que ronda, em média, os 2,61 por cento - vai permitir poupar cerca de 26 milhões de libras por ano. O número de acções por piloto irá depender do preço dos títulos na altura em que forem alocados.
Depois de lermos as notícias 1 e 2 temos de concluir que alguém ainda não entendeu que o mundo mudou e que não há direitos adquiridos em empresas que não têm futuro. Os que recusaram o acordo na Autoeuropa deviam saber que a produção da fábrica de Portugal é apenas 2% do universo da VW. Os que recusaram o acordo na AutoeEuropa deviam saber o que sucedeu aos colegas da General Motors: 500 euros fizeram toda a diferença. A fábrica portuguesa fechou e a produção foi transferida para Saragoça.

Cá e lá

Publicada por José Manuel Dias


Tivemos oportunidade de ler alguns dias atrás que "a greve dos pilotos da Portugália iria custar 1,5 milhões de euros à TAP e cerca de 1 milhão de euros à própria Portugália". Entretanto, a greve foi concretizada e, a fazer fé nesta informação, " o sétimo de 10 dias de greve levou ao cancelamento de 80% dos voos e que aderiram à greve 85% dos 150 pilotos da companhia". Não sabemos qual foi o prejuízo efectivo para a companhia de bandeira portuguesa desta acção reivindicativa dos pilotos. Uma coisa é certa: os prejuízos do ano transacto tenderão a agravar-se e comportamentos desta natureza não contribuem para a recuperação da empresa. O futuro não é brilhante. Curiosamente, outra companhia aérea, a British Airways, enviou, nesta data, um e-mail a mais de 30 mil empregados, a solicitar que trabalhem voluntariamente entre uma semana a um mês sem renumeração. Os salários que não forem pagos no próximo mês serão distribuidos parcialmente num prazo de três a seis meses.
Uns procuram defender os seus interesses, outros preocupam-se com o futuro da empresa. Cá pensam em direitos, lá equacionam as obrigações. A história ensina-nos que o excesso de garantismo pode levar ao sufoco das empresas e, por via disso, à inexistência de direitos. Pelos vistos existem alguns que só aprendem com os próprios erros.

A crise, a estratégia e a Telepizza

Publicada por José Manuel Dias


De las nueve a las once de la noche de un sábado cualquiera, 500.000 clientes están cenando en España pasta y productos de Telepizza servidos a domicilio. Para ello, 16.000 empleados de la compañía están trabajando. "Es un mecanismo muy complejo que hay que poner en funcionamiento con precisión milimétrica", dice José Carlos Olcese, consejero delegado de la compañía. Telepizza acaba de dar una vuelta de tuerca a su estrategia comercial al ampliar de oferta de productos, servicios y puntos de venta para incrementar su cartera de pedidos. "Hemos preguntado a nuestros clientes y ofrecemos desde esta semana hamburguesas, pasta y ensaladas que junto con las pizzas, pollo y kebabs que ya teníamos podemos completar en un solo pedido los gustos de una familia", según Olcese.
Fonte: El País, aqui.
Importa estar atento ao meio envolvente e transformar ameaças em oportunidades, potenciando os pontos fortes da organização. A Telepizza sabe o caminho para o seu objectivo.

Cristiano Ronaldo e os impostos

Publicada por José Manuel Dias


Com a saída do Manchester United para o Real Madrid, Cristiano Ronaldo vai ver a sua factura fiscal registar um corte substancial. O que somado ao aumento de salário e valorização do euro, representa um forte crescimento no rendimento do melhor jogador de futebol do mundo. Segundo escreve hoje o “Financial Times”, com a saída do clube inglês, Ronaldo vai escapar à taxa de imposto de 50%, que vai ser implementada no próximo ano no Reino Unido, para contribuintes com rendimentos mais elevados. Em Espanha, o futebolista irá beneficiar da denominada “lei Beckham”, que limita a 25% a taxa de imposto cobrada aos jogadores estrangeiros a actuar na liga espanhola.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Um conhecimento exaustivo do ambiente externo contribui para a optimização das decisões. O jogador português não deixou, por certo, de ponderar os aspectos fiscais na sua decisão.

A notícia do dia

Publicada por José Manuel Dias


La alianza Real Madrid-Cristiano Ronaldo ha dado un paso casi definitivo tras el "sí" del Manchester United a la oferta récord de 93.84 millones lanzada por el club de Chamartín. La noticia, sin embargo, no es más que el cumplimiento de una de las cláusulas del contrato al que ambas entidades llegaron el año pasado, cuando acordaron que el club británico estaba obligado a venderlo a partir del 1 de julio si se mantenía una puja de más de 80 millones de euros por el jugador. De hacerse realidad el fichaje, sería el traspaso más caro de la historia del fútbol en un mercado que atraviesa una profunda depresión.
Fonte: El País, uma reportagem sober a mais cara transferência de sempre com direito a vídeo sobre Cristiano Ronaldo. Os recursos humanos podem ser fonte de vantagem competitiva. Precisam, no entanto, de ser valiosos, raros, de difícil substituição e dispendiosos. O jogador português parece que responde a estes requisitos e o Real Madrid acredita que o retorno do capital investido será asseguardo. Dentro do campo, com resultados desportivos, e fora de campo, por via das receitas associadas a uma boa gestão da imagem do jogador. O futuro dirá se o desejo se transforma em realidade. Para já, o jogador, o Manchester e o Sporting (que vai receber 2,5 Milhões) têm razão para estar satisfeitos.

Coisas que merecem reflexão

Publicada por José Manuel Dias


Os trabalhadores do jornal Público rejeitaram, esta terça-feira, uma proposta de redução salarial apresentada pela administração da empresa. Segundo anunciou o Sindicato dos Jornalistas (SJ) em comunicado, os empregados, não só rejeitaram a proposta dos salários, como exigiram mais informação sobre a situação da empresa. Segundo o mesmo documento, o SJ indicou ainda que está solidário com a decisão das pessoas em recusar a proposta em questão, escalonada entre os três e os 12 por cento para salários brutos superiores a 900 euros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Quando as receitas não estão em linha com o esperado, importa ajustar os custos. Nem sempre é fácil. Muitas pessoas julgam que ainda se vive no tempo dos "direitos irreversíveis". O futuro encarregar-se-á de demonstrar que estão enganadas.

Faltam líderes

Publicada por José Manuel Dias


O perito mundial em liderança, Rob Goffee, professor na London Business School, defende que "as organizações devem dar espaço à autenticidade", desde que "devidamente qualificada". “ Muitas vezes confunde-se liderança com ‘management’, que é organizar, controlar, calendarizar, implementar, executar, produzir... A liderança em termos simples é a habilidade de entusiasmar, de mexer com as pessoas acima do desempenho médio”, refere, em entrevista ao Negócios.“O que está a acontecer é que queremos que os nossos gestores também sejam líderes, capazes de entusiasmar as pessoas e de fazer a diferença numa organização. Ser só gestor já não é suficiente bom”, acrescenta.
Fonte: Jornal de Negócio, aqui.
Um tema colocado na ordem do dia e que já tinha sido objecto de um post aqui, onde se questionava: " líder e gestor são a mesma coisa?".

Copiar as boas práticas

Publicada por José Manuel Dias


A avaliação dos professores é como o desporto: “Se eu estou dentro de um determinado jogo cumpro as regras, posso discuti-las depois, mas não no jogo”. A táctica é do director do Agrupamento de Escolas de Carcavelos. Adelino Calado é professor de Educação Física e está habituado ao fair-play. Daí que na sua escola a polémica avaliação tenha sido feita “com tranquilidade”, pois não quiseram “negar à partida uma ciência que desconheciam”. Fora das quatro linhas da escola o derby foi outro: mais de metade dos professores juntou-se aos protestos. Quase no final da partida, Adelino Calado admite ser cedo para conclusões. Reconhece “muitas vantagens” ao polémico modelo, mas deixa um cartão vermelho à pressa com que foi lançado.A opinião é comum aos docentes da escola, que dizem ter cumprido o processo essencialmente “por uma questão legal e de profissionalismo”. “
Fonte: Público, aqui.
Esta é uma das muitas escolas que levou por diante o modelo de avaliação de desempenho. Muitas das dificuldades identificadas foram ultrapassadas. Com bom senso e dedicação. Quando se faz o que se gosta as dificuldades são desafios estimulantes. Aprender com quem faz melhor é um bom método. Todos reconhecem que “o mérito tem de ser premiado”. Um qualquer modelo avaliação de desempenho é, pois, uma necessidade.

Low Cost e pasteis de nata

Publicada por José Manuel Dias


A companhia aérea favorita da Europa, passará agora a ter a bordo o pastel favorito português, disponibilizando aos seus passageiros esta especialidade, em todos os voos baseados em Barcelona (Girona), durante as próximas quatro semanas. Se a experiência for bem sucedida, a disponibilidade dos famosos pastéis de nata portugueses estender-se-á à frota inteira da Ryanair, com voos para 26 países e mais de rotas disponíveis, para tentação dos nossos 67 milhões de passageiros” afirmou Daniel de Carvalho da Ryanair, ver aqui.
Podemos apresentar baixos custos e, ao mesmo tempo, tentar agradar (encantar) os clientes com pequenas atenções. Às vezes estes pormenores ( ou pormaiores?) fazem a diferença.

Ajustar estratégias

Publicada por José Manuel Dias


A Microfil nasceu em 1985 com a microfilmagem. Mas a técnica para guardar grandes volumes de documentos depressa caiu em desuso com a digitalização. Não foi por isso que a empresa desapareceu.Mais de 20 anos depois, a história da Microfil é de inovação. Passou pela digitalização e pela gestão documental da imagem digital até que foi decidido criar um gabinete de desenvolvimento de "software". A empresa foi evoluindo à medida das necessidades dos clientes e, hoje, definem-se como uma firma que desenvolve sistemas de informação à medida. "Procurámos sempre inovar, só assim se explica que tenhamos subsistido", afirma João Abrantes, assessor da administração com a responsabilidade das áreas de inovação e internacionalização da Microfil. Para chegar lá, a empresa recorreu à ajuda de programas de apoio à inovação e, agora, os seus responsáveis reconhecem que esta foi a melhor aposta que poderiam ter feito.
Fonte: Jornal de Negócio, aqui.
A evolução tecnológica obrigou à reformulação da estratégia em ordem a continuar a manter a mesma missão: desenvolver sistemas de informação à medida.