YouTube

Publicada por José Manuel Dias


O YouTube, site de partilha de vídeos, mudou de visual e o seu funcionamento foi simplificado. As alterações, que começaram a ser preparadas há oito meses ainda não estão disponíveis a todos os utilizadores, mas o YouTube garante que o novo interface ficará acessível a todos em breve. Um dos principais objectivos do novo design era simplificar o acesso aos vídeos quer aos curiosos, que apenas pretendem navegar pelo site, quer aos habituais utilizadores. Para estes, o YouTube tornou mais fácil seguir a popularidade de um vídeo, no qual se passa a votar não por estrelas mas por um polegar para cima ou um polegar para baixo e partilhar o mesmo com redes sociais, bastando, para tal, seleccionar essa operação.
Fonte: Público,
aqui.
Mesmo quando as coisas correm bem, como parece ser o caso, temos de procurar melhorar a nossa proposta de valor.

Farmetro

Publicada por José Manuel Dias


Imaginava vir a casar-se com aquele seu colega (ou aquela colega, conforme o caso) do secundário, naquela fase em que nem sequer sabia o que ia fazer da sua vida? Mais: caso tivesse efectivamente casado com esse mais-que-tudo, imaginava ver ambos a liderar uma mesma empresa? Rita Gama da Rocha sente-se, mais do que ninguém, identificada com esta história. Criou, com o marido, a Companhia Portuguesa de Saúde e Bem-Estar (CPS-BE), detentora da marca Farmetro.
O "core" da empresa são as parafarmácias, nada mais do que espaços onde pode comprar todo o tipo de medicamentos que não necessitem de receita médica. A particularidade das parafarmácias da Farmetro, e o nome dá umas pistas, é o facto de estarem situadas nas estações do metro do Porto e de terem o formato de um "quiosque".
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Não basta ter uma boa ideia, é preciso definir a estratégia mais adequada à sua materialização e aprender com os erros cometidos, de preferência com os erros alheios.

Visa Europe Ad: Football Evolution

Publicada por José Manuel Dias

Blockbuster sai de Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Blockbuster Portugal arrancou com um processo de insolvência devido a quebras sucessivas na facturação, avançou esta terça-feira a Associação do Comércio Audiovisual de Portugal (ACAPOR), que responsabiliza a pirataria pelo declínio dos clubes de vídeo.
A Blockbuster teve «decréscimos sucessivos na sua facturação que atingiram os 60% e, só no último ano, uns impressionantes 20%», avança a ACAPOR em comunicado.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Uma estratégia de uma qualquer empresa não pode deixar de atender à envolvente externa. Claro que há pirataria mas não é a pirataria que explica tudo. A evolução tecnológica, o poder de compra dos portugueses, os hábitos e cultura dos portugueses também concorrem para este desenlace.

A rolha de luxo

Publicada por José Manuel Dias


A Corticeira Amorim lançou uma colecção de rolhas capsuladas de luxo, cujo mercado-alvo são os produtores de bebidas espirituosas "Premium" a nível internacional.
A nova rolha, cujo material de base é cortiça natural, tem a designação de "Top Series" e apresenta-se em quatro gamas diferentes (Prestige, Elegance, Premium e Classic Value). No seu "design" foram introduzidos materiais complementares à cortiça, como cerâmica, madeira e metal. As rolhas podem ainda ser personalizadas com logotipos e desenhadas de acordo com as especificidades dos clientes.
Fonte: Semanário Expresso,
aqui.
A melhoria contínuda da proposta de valor é uma condição necessária para garantir um bom desempenho económico de qualquer empresa. Perante a ameaça de vedantes alternativos à cortiça há que encontrar formas criativas de preservar os clientes.

A gestão das Escolas

Publicada por José Manuel Dias


O alargamento do sistema - hoje universal, apesar dos 14,7% de abandono no fim do 9º ano - transformaram Portugal num país moderno. Infelizmente, o sistema ficou eternamente marcado pelo PREC. E a herança sente-se ainda, na forma pouco eficaz como as escolas são geridas. Ou melhor, não são geridas. As escolas portuguesas são organizações onde todos mandam e ninguém tem responsabilidade ou se sente responsabilizado.
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Mas o sacudir de ombros das escolas e dos seus ideólogos em relação aos rankings é assustador. Assim como não passa pela cabeça da maioria dos professores ser avaliado pelos resultados dos alunos - embora, no limite, seja esse o único critério objectivo para o fazer - também não passa pelos projectos das escolas lutarem para melhorar os seus lugares nos rankings. A culpa não poder ser atirada apenas para cima das escolas - muitas têm projectos de combate ao insucesso escolar que muitos alunos desaproveitam, e os profesfesores queimam pestanas fazendo fichas de recuperação. O problema é que as escolas não são geridas como empresas. Se houvesse uma luta diária pelos resultados e a responsabilização de quem não os conseguiu atingir, provavelmente orgulhar-se-iam de ficar num bom lugar. Mas se calhar, esta é apenas outra utopia.
Catarina Carvalho, Directora Adjunta do Diário Económico, aqui.

To be green

Publicada por José Manuel Dias



O que costuma fazer às rolhas de cortiça depois de abrir uma garrafa de vinho ou de champanhe? Se as manda para o lixo, saiba que está a perder uma boa oportunidade de ser amigo do ambiente. "To be green" é um modo de estar que cada vez recolhe mais adeptos e guardar as rolhas de cortiça é uma das formas de ser ambientalmente responsável.E porquê? A cortiça reciclada é aplicada no fabrico de inúmeros produtos, conforme se pode ver no nosso País. Já não são só as malas, pastas, canetas, caixas para os óculos, como isolamento de som e calor, pistas de atletismo, projectos artísticos ou solas de sapatos. Agora há também anéis, colares, pendentes, entre muitos outros artigos, que são feitos à base de cortiça.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

A criação do próprio emprego

Publicada por José Manuel Dias


Em 2008, o número de unidades ao abrigo de contratos de franchising aumentou 3%, avança Andreia Jotta, directora do Instituto de Informação em Franchising (IIF), uma firma que presta serviços às marcas e compila directórios sobre o sector. "Alguns empreendedores vêem o franchising como forma de auto-emprego", explica a especialista. "Há várias pessoas que usam as indemnizações para entrar num negócio de franchising." É por isso natural que as marcas mais procuradas sejam as que exigem capitais iniciais inferiores, como as inseridas nas actividades de consultoria financeira, seguros e gestão de condomínios e as clínicas de unhas. Segundo a base de dados do IIF, os investimentos iniciais do franchising em Portugal começam nos 100 euros e chegam às centenas de milhares de euros.
Fonte: jornal i, aqui.
Existe muito empreendedorismo ditado pela necessidade ou como se diz desde tempos imemoriais: a necessidade aguça o engenho.

Chaotics

Publicada por José Manuel Dias


A mais recente obra de Kotler era aguardada com expectativa, não fosse o autor uma das maiores referências mundiais em marketing. A capa do livro suscita alguma apreensão: com os nomes dos autores e o título do livro em letras garrafais e a imagem de um mar muito agitado em fundo teme-se o pior: um livro "popular" e sem conteúdo relevante. Após a leitura verifica-se que não é o caso. O livro pretende passar a mensagem de que a turbulência veio para ficar, constituindo a nova normalidade e exigindo mudanças de mentalidade. O futuro não trará ciclos claros e definidos, mas antes um "chaotics continuum", em que se verificam constantes mudanças abruptas. E há duas mensagens secundárias. Para se protegerem do risco e responderem à incerteza, as empresas devem dotar-se de três sistemas: um de aviso antecipado de alteração das condições, outro de construção de cenários alternativos e, finalmente, um sistema de resposta rápida. Paralelamente, perante cenários de turbulência, não se devem cometer erros de gestão, nomeadamente de desinvestimento, já que a turbulência comporta vulnerabilidades e oportunidades.
Filipe Garcia, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, aqui.

Agradar e encantar

Publicada por José Manuel Dias



O Millennium BCP anunciou hoje que, a partir do próximo dia 10 de Outubro, 28 das suas sucursais implementadas nas capitais de distrito e nos grandes centros urbanos passam a estar abertas ao sábado. "Há dois grandes objectivos, que passam por servir melhor os actuais clientes e captar novos clientes", explicou Nelson Machado, administrador do Millennium BCP, acrescentando que a abertura de parte da rede aos sábados "deixou de ser um projecto e passou a realidade".
A iniciativa decorrerá até ao final de Junho de 2010, implicando a abertura de 20 agências no horário matinal (9h30 às 13h30) nas sucursais de rua, e de oito balcões localizados em centros comerciais (14h00 às 18h00). Os serviços disponibilizados aos sábados serão semelhantes aos oferecidos nas agências nos restantes dias, porém, não estarão disponíveis operações de caixa ao balcão - que podem ser realizadas pela via automática.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Quem sabe que os verdadeiros "patrões" são os clientes tem uma preocupação cimeira: ajustar a oferta às efectivas necessidades dos consumidores. Não basta agradar, é preciso encantar.

Lembrete

Publicada por José Manuel Dias


O Sistema de Normalização Contabilística (SNC) publicado em Diário da República (Decreto-Lei n.º 158/2009. D.R. n.º 133, Série I de 2009-07-13), vai substituir o Plano Oficial de Contabilidade (POC) a partir de 1 de Janeiro de 2010.
Do respectivo preâmbulo permitimo-nos destacar:
“(…) Conceptualmente, o SNC caracteriza -se pelas linhas mestras essenciais adiante explicitadas.Trata -se de um corpo de normas coerente com as normas internacionais de contabilidade em vigor na UE e, por outro lado, com as actuais versões das quarta e sétima directivas comunitárias sobre contas, respectivamente, de entidades individuais e grupos de sociedade s.Em conexão com o primeiro aspecto indicado, o SNC é um instrumento moderno ao serviço daquelas empresas portuguesas que, não tendo valores mobiliários admitidos à negociação num mercado regulamentado, têm uma dimensão, uma estrutura de capitais ou uma presença em determinadas actividades que as colocam em pleno ambiente globalizado de negócios, parceiros e fontes de financiamento.
Claro que todas as mudanças comportam dificuldades e esta não será diferente. Uns dizem que as empresas ainda não estão preparadas, outros dizem que que poderão surgir dificuldades mas procuram, entretanto, preparar-se para as mudanças, incrementando a formação. Uns focam o problema, outros procuram a solução.

A limpeza da cozinha

Publicada por José Manuel Dias


Sou estudante de economia e partilho uma casa com dois colegas. Mas não nos entendemos quanto à limpeza da cozinha.
Pensei que se desenvolvesse uma estratégia implacável de penalizações talvez conseguisse manter uma certa rotatividade na limpeza da cozinha. Mas os meus colegas não levam a sério as minhas ameaças de "castigá-los" e de me recusar a limpar e arrumar a cozinha, uma vez que sabem que prezo muito mais uma cozinha limpa do que eles. O que acha que devo fazer?
Para saber a resposta de Tim Harford, publicada no Financial Times, traduzida para o Diário Económico, clicar
aqui. Uma resposta que constitui uma excelente sugestão para a postura que devemos asssumir perante determinados problemas do nosso quotidiano.

Sapato a preços europeus

Publicada por José Manuel Dias


A nossa dor é menos forte do que a dos outros sectores", disse o presidente da APICCAPS, acrescentando que "há um ambiente de fé em relação ao futuro", esperando que, no próximo ano, a tendência de queda estagne para, em 2011, retomar a curva de crescimento dos últimos anos. As exportações de calçado cresceram 11 por cento entre 2005 e 2008, atingindo, no último ano, perto de 1,3 mil milhões de euros. "Vamos sair desta crise sem grande mazelas", reforçou o representante dos industriais de calçado, acrescentando que é o momento de trabalhar na alteração da imagem do calçado português que está desajustada com a realidade. "É preciso mudar a imagem que os sapatos portugueses têm no exterior, porque só melhorando a imagem podemos acrescentar valor ao nosso produto", defendeu o presidente do grupo Kyaia e dono da marca Fly London. "O sapato português tem que ser pago a preços europeus", reforçou Fortunato Frederico.
Fonte: Público, aqui.
O sector de calçado pode constituir um bem exemplo para muitos sectores. O pessimismo não gera a ambição salutar. Só acreditando no futuro mobilizamos as energias necessárias à materialização estratégias que apostem na diferenciação. Não podemo competir com base nos "custos", temos que apostar na qualidade para nos diferenciarmos. Apostar na qualidade para que "o sapato português seja pago a preços europeus" como bem defende o presidente da associação do sector do calçado.

As PMEs

Publicada por José Manuel Dias


A maioria das empresas portuguesas que fechou em Portugal tinha menos de dez empregados. Essas empresas geraram 162 mil desempregados. Somando as empresas com mais de dez trabalhadores, mas ainda pequenas, são mais 30 mil desempregados. Ou seja, a morte de pequenas empresas criou, em 2006, quase 200 mil desempregados. Mais de 40% do desemprego total do país. Em Portugal existiam quase 900 mil empresas (888 213). Grandes e pequenas. Dessas, 81% tinham menos de quatro empregados (718 415). Isso: apenas 20% das empresas nacionais não são pequenas unidades familiares.
O que isto significa é que a economia portuguesa está nas mãos das decisões individuais destas pessoas - que são muitas: 718 mil empresas, 718 mil decisores, com preparações e saberes diferenciados, que podem não ter em conta a visão estratégica necessária à firmação das respectivas unidades económicas. E isto é muito importante. Um país cuja economia depende destas pessoas - pessoas que podem cometer erros, que podem abrir negócios sem lógica de mercado, etc. - não pode fingir que o seu caminho passa por outro lado. É aqui que tem de apostar.
Texto do Jornal, i, adaptado, com leitura integral
aqui.
Em épocas de crise, como a que vivemos, as empresas capazes têm que reformular estratégias, não podem continuar a fazer o que sempre fizeram. Quem está num buraco, se continuar a cavar o que lhe acontece é ficar mais no fundo. Muitas destas empresas não tinham futuro. As crises acabam por seleccionar as mais capazes. Importa, no entanto, que o Estado disponibilize meios financeiros e humanos aos empresários que querem avançar, criando mais riqueza para as suas empresas e para o seu país. O nosso futuro depende, em grande parte, deles.

A competição do leite

Publicada por José Manuel Dias


Não podemos criar a ilusão de que um produtor que tenha uma dúzia de vacas vai continuar a produzir leite, porque não vai. Não vai conseguir ser competitivo", avisa Jaime Silva, para quem "é normal que, a curto prazo, passemos de 10 mil para sete mil produtores que produzirão tanto ou mais leite do que hoje".
Uma maior consolidação neste sector é, em sua opinião, "incontornável". Jaime Silva sublinha que os menos de dez mil produtores portugueses que hoje existem produzem muito mais leite do que os 80 mil que existiam há 10 anos. Daí que pretenda incentivar a saída de cerca de três mil produtores da actividade a curto prazo. "Criámos medidas para aqueles que têm 100 vacas poderem vir a ter 200, mas também criamos medidas para aqueles que não têm capacidade financeira e queiram sair: daremos 250 euros de ajuda por hectare aos que abandonem a produção", avançou.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
O Ministro da Agricultura é um homem que sabe o que diz. As verdades podem custar a ouvir mas não é por isso que deixam de ser verdade. Quem sabe o que são economias de escala há muito que antecipou este desenlace: menos produtores e maior produção, para melhorar a competitividade.

O lápis da estratégia bem sucedida

Publicada por José Manuel Dias


No fim da linha de produção, cinco mulheres dão os últimos acabamentos aos pequenos lápis de nove centímetros que vão acompanhar as agendas de um cliente inglês. "Estão a colocar as pontas de plástico. É um trabalho que exige muita mão-de-obra e fica caro, mas como a encomenda era só para 200 mil lápis não interessava aos chineses e nós aproveitámos a oportunidade", explica o gerente da Viarco, José Araújo.
Os pequenos lápis saem da fábrica já bem afiados, prontos a escrever, respeitando a tradição de uma marca que teima em resistir em instalações do início do século XX, decidida a valorizar as máquinas velhas como "arqueologia industrial".
São a etapa mais recente numa história iniciada há 78 anos, quando Manoel Vieira Araújo decide diversificar os negócios de chapelaria da família e compra a Fábrica Portuguesa de Lápis, com uma herança empresarial que remonta a 1907. Cinco anos depois é já sob o comando do seu filho que a marca Viarco chega ao mercado para fabricar lápis cobertos de sinais de trânsito, com a tabuada, as vogais e até a história da carochinha. Ao longo dos anos, ajudou milhões de portugueses a aprender a escrever e tornou-se ferramenta indispensável a carpinteiros, artistas e jogadores de golfe.
Para continuar a ler este artigo de Margarida Cardoso no Expresso desta semana, clicar aqui.
Uma empresa com mais de 75 anos que permanece no mercado. Qual é o segredo? Aproveitar as situações "geradoras de oportunidades", manter uma "estrutura pequena e flexível" e "criar produtos com maior valor acrescentado" e "inverter a estrutura de vendas, tornando as exportações dominantes". " Em sínteses apostar numa estratégia de diferenciação focada.

As buzzwords da gestão

Publicada por José Manuel Dias

Teste os seus conhecimentos sobre economia e responda aqui ao Quiz de Verão do Negócios. Veja se conhece as buzzwords de gestão. Clique aqui para abrir o questionário no Jornal de Negócios.

Estratégias e preços

Publicada por José Manuel Dias


O aumento do salário mínimo nacional deste ano fez com que as remunerações negociadas, em Junho, para cerca de 90 mil trabalhadores do sector têxtil subissem 5,2%, valor que ultrapassa as actualizações conseguidas até agora. Os dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) reflectem assim as subidas acordadas para o salário mínimo nacional, com grande aplicação naquele sector.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Vale a pena fazer uma pequena reflexão sobre a bondade desta medida e o respectivo impacto na nossa realidade económica. Se não temos marcas próprias, não nos diferenciamos. A nossa estratégia assenta nos custos e a competitividade baseia-se no preço. Ora se os salários aumentam sem se alcançarem ganhos de produtividade, o custo do factor trabalho incorporado no produto sobe, diminuindo, por essa via a nossa competitividade - preço. Se as exportações já caíram em 2008, este ano, com a crise, vão ainda cair mais. Não basta por isso boas intenções, é preciso que os caminhos trlhados pelas empresas sejam outros, evitando a dependência do "trabalho a feitio" e apostando em têxteis técnicos que permitam a necessária diferenciação, sob pena do desemprego no têxtil aumentar.

Quem não tem dinheiro...

Publicada por José Manuel Dias


A partir de hoje começa a funcionar a lista negra de clientes de operadores móveis alimentada e acedida pelas respectivas empresas com o propósito de se protegerem dos devedores relapsos que saltam de uma para outra sem liquidarem os seus débitos. É uma iniciativa que trará vantagens para o próprio Estado, uma vez que, por esa via, se reduzirãos situações de litígio inviabilizando o acesso de incumpridores aos serviços das operadores de serviços móveis. Na base de dados conta há já 200 mil registos, todos com dívidas superiores ao salário mínimo nacional. É caso para dizer que quem não tem dinheiro não tem vícios.

O mundo não está para os cobardes

Publicada por José Manuel Dias


Jardim Gonçalves, que também fez na vida muitas coisas de aplaudir, costumava dizer que não se devem tratar os filhos todos da mesma maneira, pois são diferentes uns dos outros. Usava esta imagem para explicar porque estruturou a oferta do banco em diversas redes, uma estratégia de segmentação reconhecida como uma das razões do rápido sucesso do BCP, o primeiro banco a perceber que Américo Amorim, o seu motorista e o director financeiro da Corticeira Amorim não podiam ser todos tratados da mesma maneira, pois tinham patrimónios e necessidades diferentes.
Quando contou num livro algumas das histórias da sua passagem dourada pelo FC Porto, José Mourinho declinou de uma forma ainda mais rica a regra de que é errado tratar os filhos todos da mesma maneira. Conta Mourinho, que chamou Sicrano para uma conversa a dois, antes de o lançar pela primeira vez na equipa, e lhe explicou que não tinha de estar nervoso com a estreia. Mesmo que o jogo lhe corresse mal, era garantido que seria titular no fim-de-semana seguinte. Já quando se tratou de anunciar a titularidade a Beltrano, o treinador avisou-o de que a estreia era uma oportunidade única. Se ele a desperdiçasse, bem podia pensar em ir tratar de vida, porque no Porto não teria futuro.
[.../...]
Com o céu carregado de nuvens, a única coisa que devemos temer é ter medo de decidir, de falhar e de arriscar. Não é a jogar para o lado que se ganham jogos. Só marca quem chuta à baliza - e não tem medo de que o remate saia torto. O mundo não está para cobardes.
Jorge Fiel, em artigo de opinião, no Diário de Notícias, com leitura integral aqui.