As qualidades mais importantes

Publicada por José Manuel Dias


Muitos consideram que as qualidades mais importantes para enfrentar o mundo são o rigor, a firmeza e a vontade. Na realidade, há qualidades igualmente importantes como a criatividade, a curiosidade, a flexibilidade, a capacidade de reduzir a tensão e a de retirar prazer daquilo que se faz. E, sobretudo, a capacidade de fazermos auto-análise, de examinarmos as nossas acções, reconhecemos os nossos erros e os corrigirmos imediatamente. Muitos atribuem a culpa das suas desgraças e insucessos ao azar, à maldade e à incompreensão dos outros. Lamentam-se, criticam tudo e todos e acabam por ficar tristes e enfadonhos. A verdade é que somos quase sempre nós os responsáveis pelos nossos insucessos. Porque fomos preguiçosos, porque não fizemos o necessário, porque nos sobrevalorizámos, porque fomos arrogantes, ou demasiado crédulos, ingénuos. As pessoas de grande vitalidade tentam sempre prever as consequências das suas acções e, quando as coisas correm mal, têm a capacidade de perceber onde erraram e de mudar de rumo. As personalidades realmente criativas estão em contínua regeneração e mantêm-se sempre inovadoras e jovens.
Francisco Alberoni, em artigo de opinião no Jornal i, com leitura integral
aqui.

B - On: conhecimento à distância de um click

Publicada por José Manuel Dias


A Biblioteca do Conhecimento Online (b-on) tem um novo site, que apresenta mais conteúdos e uma melhoria em termos da ferramenta de pesquisa. Tem uma nova estrutura de informação que procura evidenciar uma nova abordagem, mais virada para as necessidades do utilizador, para as novas capacidades de informar, promovendo o conhecimento. Vale a pena visitar, aqui.

Quais são os nossos objectivos estratégicos?

Publicada por José Manuel Dias


A perspectiva do longo prazo parece ser algo essencial, embora por vezes esquecido ou colocado em plano secundário. Na vida das pessoas, das famílias, das empresas, de outras instituições e dos próprios países parece ser fundamental definir uma orientação de longo prazo, colocar os grandes objectivos que nos devem animar ao longo do percurso. Procurarmos perceber para onde será útil irmos, o que queremos, de facto, fazer nas suas grandes linhas.
Isso permite-nos definir metas intermédias, que nos sinalizam o percurso a ser feito, contrariando algum desnorte que possa surgir perante as dificuldades - pequenas ou maiores - que sempre aparecem. A que acresce a motivação de atingir os objectivos definidos a longo prazo. Quanto mais forte é a nossa determinação para atingirmos um grande objectivo de vida, mais fácil se torna ladearmos os pequenos acidentes de percurso, encararmos com serenidade os problemas, tantas vezes transformados em oportunidades para reforçarmos posições ou acelerarmos a nossa trajectória.
Luis Portela, em artigo de opinião mo Jornal de Notícias, aqui.
Saber onde estamos e para onde desejamos ir são dois passos essenciais para delinear o melhor trajecto. Quando não se cuida de identificar o primeiro e clarificar o segundo, o resultado é perder tempo, energias e motivação ou, por outras palavras, ficar a "ver passar os comboios".

Crise, mas com formação!

Publicada por José Manuel Dias


Com a presente crise, nunca como agora os bancos necessitaram tanto de quadros com competências fortes, ao nível técnico e comportamental, com a necessária flexibilidade que a envolvente exige. A envolvente externa obriga a uma rápida adaptação à mudança e a contextos cada vez mais incertos, dificultando a tomada de decisão e levando muito rapidamente a uma desactualização de conhecimentos.A formação torna-se assim um elemento crucial para o desenvolvimento das competências organizacionais, sendo utilizada pela gestão de recursos humanos como um instrumento eficaz, quando integrada na estratégia organizacional. As necessidades a que a formação vai responder devem resultar de um diagnóstico da sua envolvente, das respostas necessárias para manter a eficácia organizacional e das exigências em termos de competências técnicas e humanas, que as respostas ao meio exigem.
Para continuar a ler este artigo de opinião de Reinaldo Figueira, Director do Instituto de Formação Bancária, publicado no Jornal de Negócios, clicar aqui.

Histórias de vida

Publicada por José Manuel Dias


"Linha Banif, muito bom dia! O meu nome é João Pulido. Em que posso ajudar?". Voz colocada, corpo hirto na cadeira, olhos fixos no monitor e mais um dia de trabalho no Contact Center do Banif, no Porto.
Mais um dos muitos dias de trabalho que João Pulido, de 32 anos, espera cumprir ao serviço do banco, numa área de trabalho na qual, de fora, não se vê futuro. "Claro, percepciono uma carreira", explicou, pragmático. "Apesar dos tempos conturbados, principalmente nesta área... Mas estou a tentar assentar arraiais e ver se perspectivo, no futuro, uma carreira bancária", argumentou João Pulido.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
Na vida nem sempre fazemos o que gostamos mas devemos aprender a gostar do que fazemos. E procurar fazer sempre melhor, como bem refere o João Pulido "... Todos os dias sinto que aprendo coisas novas, que estou a evoluir e que tenho de deitar a mão a isto e àquilo. É um trabalho onde tem de se saber bastante de banca, de tudo".

O discurso e a metáfora

Publicada por José Manuel Dias


A metáfora é um das figuras de discurso mais usadas na vida corrente, na literatura, nas artes e na publicidade. Nos anúncios, a junção de texto e imagem potencia o uso da metáfora. Vejamos três anúncios mais ou menos recentes, dois com metáfora, outro sem.
O primeiro deles é o reclame que anunciava a junção dos
sites imobiliários do BPI e do Expresso num só. “Todos os imóveis no mesmo sítio” era a frase de acesso ao anúncio. Essa expressão implica um jogo de palavras, pois o substantivo “sítio” tanto de nota um mesmo local físico como serve, neste caso, para referenciar o imaterial site na internet (o sentido prioritário da mensagem). É a imagem que cria a metáfora: ela transforma o site-sítio numa cidade à beira dum rio com inúmeros edifícios implantados quase a monte, para sugerir que, no site, tudo está próximo: a Torre de Belém, a Universidade de Coimbra, prédios do Porto, estão todos encostadinhos nesta brincadeira digital que reconstrói pela imaginação a acumulação de oportunidades imobiliárias num mesmo media. O resultado é uma cidade imaginária no meio da charneca, mas que, em virtude do efeito óptico, parece, à primeira vista, uma cidade real.
Eduardo Cintra Torres, no Jornal de Negócios, com leitura integral aqui.

O Índice do Bâton

Publicada por José Manuel Dias


O Índice do Bâton é um dos mais fiáveis barómetros financeiros para avaliar a intensidade de uma crise. É muito mais sexy que as curvas do PSI-20, PIB, produção industrial e confiança dos consumidores que, enfeitiçados pela força de gravidade, não cessam de mergulhar em direcção ao centro da Terra.
Este índice, baptizado pelo presidente da Estée Lauder, baseia-se na evidência estatística de que as vendas de cosméticos sobem em razão proporcional à queda do poder de compra dos consumidores, e mede a percepção que a metade mais instintiva da humanidade (as mulheres) tem da profundidade da crise. Em tempos de incerteza, por prudência ou absoluta falta de fundos, em vez de comprarem umas botas ou um vestido novo, as mulheres refugiam-se em artigos mais baratos, os cosméticos, que lhes permitem sentirem-se bonitas e atraentes. Pintar as unhas e os lábios fica muito mais barato do que comprar um casaco Max Mara - e não deixa de produzir o mesmo efeito.
[.../...]
O Índice do Bâton encerra uma lição de importância fulcral: em momentos de crise temos de manter um bom aspecto exterior e aparentar que tudo nos corre às mil maravilhas. Senão vejamos. Encontra, na rua, um amigo com um ar desmazelado. Pergunta-lhe pela vida e apanha com um dramalhão: a mulher está a fazer "quimio" no IPO, o filho deixou os estudos, a sogra mudou-se lá para casa, e, como se isto não bastasse, ele ficou desempregado porque o sacana do chefe… É fatal como o destino que nunca mais vai atender o telemóvel deste chato, com medo que lhe vá pedir dinheiro ou um emprego. Como as pessoas fogem da desgraça e miséria, faz todo o sentido camuflá-las. É neste sentido prático de sobrevivência que se baseia a infalibilidade do Índice do Bâton.
Artigo de opinião de Jorge Fiel que pode ser lido na íntegra,
aqui.

B-on: será que me pode ajudar?

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A Biblioteca do Conhecimento Online (b-on) disponibiliza o acesso ilimitado e permanente nas instituições de investigação e do ensino superior aos textos integrais de mais de 16.750 publicações científicas internacionais de 16 editoras, através de assinaturas negociadas a nível nacional com essas editoras.
A biblioteca disponibiliza textos integrais de mais de 16.750 publicações. A coordenação, o financiamento público e o acompanhamento da Biblioteca do Conhecimento Online são assegurados pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP e a respectiva infraestrutura técnica e de apoio aos utilizadores, bem como a relação comercial com os editores, é assegurada pela FCCN – Fundação para a Computação Científica Nacional .
Para entrar na B-on, clicar aqui.

Ser ou não ser rápido a dizer não

Publicada por José Manuel Dias


À distância, sou forçado a reconhecer que ser rápido a responder e cristalinamente negativo nas respostas não são “qualidades” que tivessem contribuído para a minha reputação local. Pelo contrário, ajudaram a que fosse olhado com desconfiança.
Lembrei-me deste episódio perante o conselho que um amigo me deu no outro dia: “Não respondas tão depressa aos pedidos que te fazem, sobretudo se as respostas forem negativas. As pessoas acham que não lhes deste a importância suficiente e que não te esforçaste. Finge que demoras uns dias a estudar o assunto. E, na resposta, não sejas negativo, deixa a porta aberta, diz que mais tarde qualquer coisa. É assim que as pessoas gostam”.
Fiquei chocado com o conselho. Logo eu que gosto de ser rápido a dizer que não, para não alimentar falsas expectativas, para evitar que as pessoas percam tempo comigo, para que possam procurar outras hipóteses. Bom, lá vou ter de rever os meus procedimentos.
Luis Paixão Martins, ex-consultor da RTP, aqui.

Procrastinação

Publicada por José Manuel Dias


A procrastinação é uma disposição mental que leva a adiar e a evitar determinadas tarefas. Um estudante que adia a preparação de um teste ou um trabalhador que foge à execução de determinadas tarefas têm em comum a procrastinação. É um mal geral. Adia-se determinada tarefa e depois lamenta-se a ausência de tempo para a sua execução. É comum observar-se que as pessoas quem mais falta o "tempo" são as que mais dificuldade têm em estabelecer prioridades. A procrastinção não é preguiça, não é ócio. É ocupar o tempo com tarefas acessórias, negligenciando as importantes. É em resultado desta postura que na véspera de um importante compromisso se desata a fazer de forma acelerada o que deveria ser feito com calma, planeamento e rigor. O planeamento das nossas tarefas é, pois, essencial .
Pedro Rosário, professor e investigador na Universidade do Minho, em entrevista à TSF desenvolveu esta temática. Do que ouvi gostaria de partlhar convosco a seguinte explicação: " Se eu tenho determinado objectivo para conseguir, devo procurar elencar as as tarefas necessárias para a sua concretização, isto é, decompôr os objectivos "distais" em objectivos"proximais". Porquê? Porque são mais próximos, tangíveis e assim poderei dar-lhes melhor seguimento...
Uma boa definição de objectivos implica a observância do CRAVA (Concreto, realista e avaliável)."
Uma excelente oportunidade de negócios. Um serviço que pode ser prestado a muitas organizações (públicas e privadas). No nosso país e comum adiar-se o que é mais penoso. Por duas razões : por tudo e por nada!

Poupar é preciso

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de poupança das famílias foi em 2006 de 8,3% do rendimento disponível, um valor considerado muito baixo e muito inferior aos 18,9% registados em 1985. De acordo com os dados do Banco de Portugal , a tendência de queda ter-se-á invertido em 2007, registando-se uma ligeira subida de 0,2%. Muito pouco para o que precisamos. Margarida Peixoto, no Diário Económico, de 23 de Janeiro p.p. defende que "poupar tornou-se uma tarefa imperativa" e dá-nos algumas pistas para alcançarmos esse desiderato:
1. A poupança deve ter um objectivo definido; transferir, no início do mês, 10% do ordenado para uma conta poupança;
2. Fazer um orçamento familiar mensal é indispensável, para ter uma atitude crítica perante as despesas;
3. Antes de comprar, compare preços;
4. Definir à partida o valor que pretende gastar;
5. Ter cuidado com a utilização do cartão de crédito, é fácil comprar mas as taxas de juro são muito penalizantes;
6. Amortizar créditos de curto prazo que têm, por regra, taxas mais altas;
7. Procurar ter um fundo de maneio (cinco rendimentos mensais) para fazer face a um qualquer imprevisto.
Para quem desejar ler o artigo na íntegra é só clicar aqui.
O desenvolvimento de competências no domínio da gestão da economia doméstica ou das finanças pessoais parece ser, cada vez mais, necessário. Os recursos financeiros são escassos têm que ser geridos com rigor. Abre-se uma nova oportunidade de negócio...

Mohandas Karamchand Gandhi

Publicada por José Manuel Dias


Se eu te pudesse deixar algum presente, deixaria a consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixar-te-ia, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a acção. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.

Guerra nas estradas?

Publicada por José Manuel Dias


João Picoito, professor catedrático convidado da Universidade de Aveiro, conta-nos em artigo de opinião publicado no semanário Expresso a experiência vivenciada por um colega finlandês nas estradas portuguesas. "Uma experiência aterrorizante" diz-nos o professor finlandês que entra em detalhes: "tentativas de abalroamento por não sair da faixa esquerda suficientemente depressa, passando pelas vulgares ultrapassagens pela direita, pelos carros colados na traseira a pressionar com sinais de luzes e buzinadelas". Uma viagem de Lisboa ao Algarve que não será facilmente esquecida.
João Picoito defende que o que se passa " nas nossas estradas é de todo inaceitável" e que importa repensar o método de formação dos condutores. Em seu entender "a preparação para tirar a carta devia ter três componentes de igual peso: educação e atitude cívica na estrada, código e prática de condução, esta com ênfase na condução em auto-estradas".
Não podemos deixar de concordar com o essencial do que diz e corroboramos da ideia que "mudar depende apenas de nós".

Cogir (Cogitar+Agir)

Publicada por José Manuel Dias


Pensar é deliberar sobre a acção antes de agir, e reflectir em seguida sobre a acção efectuada. Pensar e agir são inseparáveis. Toda acção está sempre baseada numa ideia específica quanto a relações causais. Quem pensa uma relação causal, pensa um teorema. Acção sem pensamento e prática sem teoria são inimagináveis. O raciocínio pode ser falso e a teoria incorrecta; mas o pensamento e a teoria estão presentes em toda acção. Por outro lado, pensar implica sempre imaginar uma futura acção. Mesmo quem pensa sobre uma teoria pura pressupõe que a teoria é correcta, isto é, que uma acção efectuada de acordo com o seu conteúdo teria por resultado um efeito compatível com seus ensinamentos.
Ludwig von Mises, Ação Humana, cap. IX

Será bom que corras

Publicada por José Manuel Dias


Em África, todas as manhãs, uma gazela acorda.
Sabe que tem de correr mais depressa que o leão, ser mais veloz ou será morta.
Todas as manhãs, um leão acorda.
Sabe que tem de correr mais depressa que a gazela mais lenta, ou morrerá de fome.
Não interessa se és um leão ou uma gazela. Quando o sol se levantar será bom que corras.
Provérbio africano

HP Office Orchestra

Publicada por José Manuel Dias


A escolha deste vídeo foi inspirada na frase do Professor Emanuel Leite "Os empreendedores são como artistas." Esta citação serviu, também, de mote a um evento de uma empresa de consultoria, conciliando os objectivos organizacionais com as competências artísticos dos jovens empreendedores que a integram. A empresa em causa é a Junior’s Consultoria.

Escolhendo um negócio

Publicada por José Manuel Dias

Como professor de empreendedorismo sou constantemente questionado sobre qual a maior dificuldade de um empreendedor? Invariavelmente, quem pergunta deseja obter uma resposta em uma ou duas palavras, tal como falta de capital, ou falta de experiência, enquanto eu, por outro lado, gostaria de sentar-me durante horas e explicar todas alternativas.
Uma vez que, em geral, não posso fazer isso, vou tentar colocar aqui os obstáculos mais comuns que surgem nos negócios, para um melhor detalhamento sugiro a leitura e a consulta de publicações especializadas.
O empreendedor que optar por negócio incompatível com sua formação e seus interesses provavelmente terá dificuldades no desenvolvimento de seu projeto.
É importante que ao estabelecer um empreendimento seja levado em consideração a satisfação pessoal. Uma escolha errada pode implicar na perda de todo seu capital investido no empreendimento bem como o trauma do fracasso.
A decisão de abrir um negócio, tomada num momento de pânico – desempregado ou no risco de tornar-se um – em um ambiente desconhecido, é passagem garantida para o fracasso.
Muitos empreendedores são vítimas disso. Tomam decisões relativas ao empreendimento de forma impulsiva. A perda de um emprego quase sempre pode ser o pior cenário para a abertura de um negócio. O potencial empreendedor acabou de passar por uma experiência psicologicamente estressante e não se encontra preparado para tomar de maneira objetiva as difíceis e necessárias decisões.
O candidato a empreendedor que se agarra a primeira oportunidade de negócio que aparece à sua frente corre um sério risco de não ter sucesso no seu empreendimento.
É preciso investir um pouco de seu precioso tempo para analisar cuidadosamente quais são suas reais aptidões e escolher uma atividade que seja compatível com seu potencial empreendedor.
Não ter a preocupação de criar uma oportunidade de negócio a medida de suas necessidades e desejos pode significar a perda de tempo e recursos.
É preciso estar aberto para conselhos e sugestões dos amigos, familiares e de especialistas em negócios com o objetivo de perceber seus pontos fortes e suas limitações.
Os empreendedores precisam entender que precisam de um grupo de apoio com o qual possam trocar idéias. Se não tiver apoio, particularmente da família, pode ser fatal. Ter um negócio é realmente algo tão absorvente e o suporte familiar ao empreendedor é extremamente importante.
Muitos indivíduos criam empresas e algum tempo depois descobre que aquilo que almejava era totalmente diferente do que podia obter no papel de empreendedor. Ou seja, aprende da maneira mais dura a respeito de quais são os requisitos necessários à escolha de um ramo de negócio.
O ponto de partida para encontrar um negócio compatível com suas verdadeira aspirações está na realização de auto-análise; isto exige que olhemos para o passado, ao tomar decisões relativas ao futuro, objetivando encontrar o ambiente ideal no qual o empreendedor se bem e principalmente realizado.
Se o indivíduo está procurando uma ocupação de período integral como proprietário de uma micro empresa, provavelmente gastará, pelo menos no início, 50, 60 ou 70 horas por semana nessa empreitada. Ela se tornará parte do empreendedor, se a escolha for certa, será gratificante e emocionante. Caso contrário, irá arrepender-se de ter iniciado o negócio.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

O valor do método

Publicada por José Manuel Dias



" O bom senso é a coisa partilhada com maior êxito do mundo, porque todos julgam estar de tal maneira servidos dele, que mesmo aqueles que são difíceis de contentar sentem que não precisam de mais do que aquele já possuem.
E nisso não é muito provável que todos se enganem, antes esta convição testemunha que a capacidade de julgar bem e de distinguir o verdadeiro do falso, a que costumamos chamar o bom sendo ou razão é, naturalmente, igual para todos os homens.
Deste modo, a diversidade das nossas opiniões não provém do facto de uns seres mais razoáveis que outros, mas de não estarmos a considerar as mesmas coisas. Porque não basta ter um bom espírito, o principal é aplicá-lo bem".
René Descartes (1596,1650), Discours de la Méthode, Paris, Garnier, 1996

O empreendedor nem sempre é bem visto

Publicada por José Manuel Dias

Uma das principais razões porque o empreendimento não se desenvolve em sua plenitude, com bastante mais força na América Latina, é a forma como as pessoas vêem o mundo dos negócios, a questão cultural de não perceber a importância do empreendedor no processo de geração e criação de riquezas.
Assim, entendemos ser necessário que as escolas, em todos os seus níveis, ministrem cursos ou insiram em suas grades curriculares a disciplina de empreendedorismo, tendo em vista que o estudo do empreendedorismo impulsionará o desenvolvimento do espírito empreendedor entre os seus alunos.
O empreendimento de novos negócios encontra dificuldades para ser criado, gerido e desenvolvido com sucesso em nossa região. Porém, apesar deste cenário sombrio, temos exemplos de empreendedores que conseguem com criatividade e inovação vencer essa verdadeira corrida de obstáculos que é o processo de criação de uma empresa, afetado por uma série de fatores que fazem que o empreendedor tenha que desviar a sua atenção para questões burocráticas ao invés de se concentrar no seu empreendimento.
Percebemos que em Portugal ainda precisa ver a cultura empreendedora como algo importante para sociedade.
Existe uma grande carência no que diz respeito ao acesso a capital, assim como ao capital de risco, sobretudo porque o custo de oportunidade de empreender em nosso país é muito elevado devido à nossa falta de cultura empreendedora.
Socialmente, a visão que se tem do empreendedor em nossa sociedade, precisa ser urgentemente revista, pois o criador de riquezas, que trabalha por conta própria, deve ser respeitado, ter prestigio, e ser tão admirado quanto alguém que trabalha em grandes empresas.
Sem dúvida, a figura do empreendedor, como homem de negócios, nem sempre é bem vista nem muito respeitada em nossa região, contudo essa visão vem mudando. É preciso reconhecer, premiar aqueles que estão com seus esforços contribuindo com o seu sucesso, êxito pessoal para o crescimento econômico e social da nossa região.
Apesar de que um empreendedor em Portugal corre muito mais risco que seu concorrente em outros países, o reconhecimento social não é tão grande e um fracasso empresarial custa bastante ser aceito. O receio de fracassar é um fator de inibição para muitos deixarem de empreender.
Quando somos indagados sobre as principais dificuldades que enfrenta o empreendedor quando começa um novo projeto, muitos esperam a resposta mais rápida que seria o financiamento. Porém essa alternativa não é certa.
O financiamento é o último passo depois de ter o empreendedor percebido o que ele gosta de fazer, o que ele sabe fazer com competência e de forma diferente e inovadora, por fim, quem se encontra disposto a pagar por isso. Portanto, a maior barreira que têm os empreendedores é saber se diferenciar no mercado.
Um bom modelo de negócio responde sem dificuldade a indagações, há tempo, formuladas por Peter Drucker: quem é o cliente? O que é importante para ele? Além disso, responde também àquelas perguntas que todo empreendedor sério se faz: como é possível ganhar dinheiro nesse negócio? Que lógica econômica permite que eu proporcione ao cliente aquilo que ele deseja a um custo suportável?
A universidade pode ser uma excelente difusora da cultura empreendedora ao implantar incubadoras de negócios que assessorariam a muitas empresas e onde seriam apoiados exclusivamente projetos de alto valor agregado.
Fora do âmbito universitário se pode também promover a cultura do empreendedorismo, porém, os governos continuam insistindo no tema de sermos empreendedores, todavia do nosso ponto de vista implementa estratégias equivocadas ao apresentar o empreendedorismo como uma alternativa ao desemprego, em lugar de fazê-lo como uma aspiração real que deve ter a juventude em quaisquer estágios de sua formação, principalmente os jovens que ingressam todos semestres nas universidades.
Normalmente uma pessoa que tenciona empreender não precisar de teoria e acredita que somente necessita de suas habilidades práticas e isto é inteiramente falso.
É uma concepção muito equivocada, pois diante de mercados hipercompetitivos e com economias cada vez mais abertas, evidentemente a gente mais preparada é a que está tomando as melhores decisões.
Então o primeiro erro é não estudar tudo o que se tem que estudar, me refiro a uma graduação séria, um mestrado e um doutoramento.
Enquanto as características dos empreendedores, estes não têm que ser uma pessoa sobrenatural. Os empreendedores mais importantes do mundo não são necessariamente indivíduos que gostam de ficar a pular de avião para testar pára-quedas.
Normalmente também são adversos ao risco e isso significa que estão informados acerca das decisões que estão a tomar.
Sabem perfeitamente onde estão a investir cada centavo e com que probabilidade de êxito e que taxas de rendimento estão esperando pelo risco que estão a tomar.
Tem que ser uma pessoa com preocupações sociais, muito criativa e inovadora, que se angustia muito quando se depara com a burocracia. É saber muito bem o que fazer de sua vida pessoal e profissional.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR

Liberdade para empreender

Publicada por José Manuel Dias

É preciso apostar, cada vez mais, nos empreendedores, ainda que a capacidade de empreender seja um conceito difícil de definir. Os economistas reconhecem sua importância, desde a análise do desenvolvimento econômico, feito por Schumpeter, na transição do século.
Indivíduos com visão, dispostos a arriscar seus próprios recursos e o de outros investidores em novos produtos e serviços, são o motor que combinam capital humano e físico, estimulando o crescimento econômico e social da sociedade.
O mercado recompensa o mérito, a capacidade, a coragem de correr riscos, a sorte e o sucesso dos empreendedores por meio do lucro (a justa recompensa pelo risco que correu).
Os prêmios (os lucros) diferem porque os desempenhos dos empreendedores diferem. Ganhos desiguais são uma prova inconteste de que o mercado está cumprindo a sua missão.
Os intelectuais não gostam do mercado porque não considera a riqueza o resultado de um processo de criação, como a arte e a literatura. Os intelectuais consideram a riqueza, quando acumulada, roubada, e banal, quando herdada. Eles consideram a riqueza uma quantidade finita, como os recursos “não renováveis”, as pessoas que enriquecem são as que já repetiram o prato antes que outras pudessem comer sua primeira porção.
Os intelectuais simplesmente não conseguem relacionar a riqueza de um empreendedor ao processo de criação / destruição criativa.
O ataque à “cobiça“, vontade de crescer, prosperar dos empreendedores é na realidade, um ataque à liberdade de empreender. Empenhar-se na defesa deste direito é uma forma de preservar a liberdade humana.
É preciso mudar a atitude e o comportamento das pessoas nas suas vidas particular e profissional para que possam assumir uma postura mais empreendedora , mais positiva diante da vida empresarial.
Há pessoas que sofrem muito para mudar de um “status” de empregado para um de empreendedor e são submetidos a um elevado nível de “stress” por isso.
Embora algumas culturas incentivem a capacidade empresarial mais do que outras, todas as culturas têm reservas de talento que vêm à tona quando o ambiente é propício para negócio. É preciso resgatar a figura do empreendedor que assume riscos.
As viagens de descobrimento portugueses dos séculos XV e XVI são comparadas aos programas de espaciais de hoje – ambos são vistos como esforços nacionais que visão explorar o desconhecido e abrir novas fronteiras.
É muito grande o número de pessoas, em Portugal e no resto do mundo, que acreditam que ganharão muito dinheiro começando um negócio novo em uma incubadora de empresas de base tecnológica. A grande maioria fracassará ao tentar levar adiante suas idéias. Ainda assim, essa vontade conduz uma economia para novos apogeus quando encorajados por uma atmosfera regulatória favorável e baixo impostos sobre lucros, ganhos de capital e rendimentos.
Ser empreendedor significa ter capacidade de iniciativa, imaginação fértil para conceber as idéias, flexibilidade para adaptá-las, criatividade e inovação para transformá-las em uma oportunidade de negócio, motivação para pensar conceptualmente, e a capacidade para ver , perceber a mudança como uma oportunidade.
Um país somente será verdadeiramente desenvolvido na medida em que souber criar, para seus empreendedores, um ambiente no qual elas tenham condições de melhorar e inovar mais rapidamente que suas rivais estrangeiras. Por outras palavras: os empreendedores precisam de condições que lhes permitam inovar, o que invariavelmente se dá pelo emprego adequado de tecnologias já existentes.
Este texto é da responsabilidade do Professor Emanuel Leite e foi-me enviado por mail com o propósito de ser publicado no COGIR