Qual é o nosso plano?

Publicada por José Manuel Dias



A Comissão Europeia quer que Portugal acabe com a situação de défice excessivo até 2013, um dos prazos mais dilatados no contexto da zona euro, a par da Irlanda. A recomendação de Bruxelas - que será apresentada na próxima quarta-feira, juntamente com os prazos para mais oito países com défice orçamental acima de 3% do PIB - implicará alguma margem de tolerância para o governo português na elaboração do Orçamento do Estado para 2010, apontando 2011 como o início da correcção do défice.
O governo terá de entregar à Comissão um novo Programa de Estabilidade e Crescimento - após a apresentação e discussão do Orçamento do Estado, em Janeiro - no qual terá de explicar como pensa reequilibrar as finanças públicas. As palavras do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sugerem que o Orçamento do Estado para 2010 deverá dar sinais de contenção na despesa, embora mantenha os apoios à economia e não assuma o défice como prioridade. Não há detalhes sobre como irá o governo corrigir as contas no contexto esperado de estagnação económica.
Fonte: Jornal i, aqui.
O Governo ( e as oposições) não têm muitos graus de liberdade. A despesa pública tem de ser contida. Não há volta a dar.

Aviso à navegação

Publicada por José Manuel Dias


A Moody's, uma das três agências internacionais de notação de dívida pública, colocou ontem o ‘rating' de Portugal sob pressão negativa. A agência explica que os sucessivos governos têm mostrado "falta de vontade" para adoptar mudanças estruturais e duvida que um Governo de minoria tenha capacidade para inverter a tendência. A oposição garante que será responsável e que vai forçar o Governo a produzir melhores resultados do que o anterior Governo de maioria.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Este apreciação tem o seu lado positivo. Constitui um alerta sério para o governo e para as oposições. Não basta propôr medidas de apoio às empresas e às famílias e exigir melhores salários para a função pública, é preciso saber onde ser vão buscar as receitas para suportarem o acréscimo de despesas. E, como é consabido, num cenário de anemia económica, como o que se vive, as receitas provenientes da arrecadação de impostos tendem a diminuir. O governo tem de ter coragem para fazer o que é preciso fazer e as oposições devem ser responsáveis. Para bem de todos.

Nada de euforias

Publicada por José Manuel Dias


O membro do conselho do BCE Christian Noyer afirmou hoje que os bancos devem continuar a fazer reformas e a reforçar as bases de capital, tendo recomendado cautela nos dividendos e bónus pagos. Os esforços para reforçar a regulação e o capital da indústria financeira global continuam a ser uma prioridade e devem ser mantidos, mesmo numa altura em que os bancos apresentam “lucros trimestrais impressionantes”, afirmou Noyer num discurso em Singapura, citado pela Bloomberg.
Fonte: Diário Económico, aqui.

O problema é sério

Publicada por José Manuel Dias


Desdramatizemos a situação. No final deste ano, o défice orçamental em percentagem do PIB deverá ser de 13,5% nos EUA, de 14,4% no Reino Unido e de 10,3% em Espanha.
Inépcia política? Não, responsabilidade social. A violência da crise foi de tal ordem que justificava tudo isto e muito mais. Portugal deverá ficar-se por cerca de 6%, ainda assim abaixo dos 6,5% esperados para a zona euro. Mas não nos iludamos: o problema é sério e vamos ter de o enfrentar. Admitamos que, a um PIB de 100, correspondem receitas de 45 e despesas de 48, gerando um défice de 3 - 3% do PIB. Se, no ano seguinte, a produção cair para 97, as receitas descerem para 43 e, para evitar males maiores, as despesas subirem para 50, então o défice sobe para 7 - neste caso 7,2% do PIB. O acréscimo fica a dever-se ao efeito conjugado de três factores: menos produto, menos receita e mais despesa. É este o cenário de 2009.
O problema existe e carece de solução. E as soluções não são fáceis.
Para continuar a ler opinião de Daniel Amaral, publicada no Diário Económico, clicar
aqui.

A gestão do crédito

Publicada por José Manuel Dias


O número de instituições financeiras que não conseguem cobrar pelo menos 20% dos créditos concedidos atingiu o valor mais elevado dos últimos 18 anos, sinalizando mais falências bancárias nos EUA. Pelo menos 26 bancos têm uma taxa de incumprimento dos créditos concedidos superior a 20%, sendo que três destes bancos têm um crédito malparado superior a 50%, indicam os dados da agência governamental FDIC, compilados pela Bloomberg. Os especialistas consideram que uma taxa de incumprimento do crédito concedido superior a 5% representa um grave risco para as instituições financeiras.Embora as autoridades norte-americanas poderão não forçar estes bancos a encerrar as portas, a necessidade destes aumentarem os respectivos capitais e reduzirem o crédito que concedem poderá atrasar a retoma económica em pelo menos nove estados norte-americanos, nota a Bloomberg.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Dizem que o negócio dos bancos é a gestão dos riscos. A avaliar por esta notícia os bancos da terra do Tio Sam não se podem orgulhar da qualidade do respectivo negócio. Têm tomado riscos que não deveriam e, agora, com o acentuar da crise, os incumprimentos vêm crescendo, colocando mesmo em causa a sobrevivência de alguns deles. Para garantirem o futuro algumas dessas instituições são forçadas a aumentarem os capitais próprios e a "reduzirem o crédito concedido". Caso para dizer que "errar é uma forma dolorosa de aprender".

Prestações mais baixas

Publicada por José Manuel Dias


As taxas Euribor, os indexantes mais usados no crédito à habitação em Portugal, atingiram ontem mínimos históricos. A Euribor a seis meses, à qual a maioria dos empréstimos bancários para comprar casa está indexada, está nos 1,02%. Isto significa uma poupança de 242 euros num empréstimo de cem mil euros, face à prestação de há um ano. Em Outubro de 2008, quando a Euribor a seis meses atingiu um recorde de 5,1%, qualquer português que tivesse contraído um empréstimo à habitação a trinta anos e com um spread de 1% pagava 611 euros. Agora, para os contratos que vão ser revistos já em Outubro, as famílias portuguesas com as mesmas exigências bancárias vão pagar 369 euros. Uma diferença de 242 euros.
Fonte: Correio da Manhã,
aqui.
Quem tem rendimentos fixos e crédito habitação tem visto o seu rendimento disponível aumentar. É bom que esse acréscimo não seja todo canalizado para o consumo. Um dia destes, não muito distante, o crescimento económico acelera e as tensões inflacionistas resurgem, e, como é natural, as taxas retomarão as subidas. A poupança, entretanto, efectuada pode dar jeito para suportar o aumento das prestações.

Money as debt

Publicada por José Manuel Dias




Um vídeo, sugerido pelo Jorge Freitas, meu aluno no IFB, que, em minha opinião, devia ser visto por muitos dos nossos comentadores de temas económicos por forma a não dizerem os disparates que, por vezes, dizem. Os interessados no desenvolvimento destas questões podem aprofundar o conhecimento aqui, com o documentário completo em 5 vídeos.

Um Agosto em grande

Publicada por José Manuel Dias


Índice acumula ganhos de 8,23% este mês, com os títulos da Altri e do BCP a liderarem as subidas em bolsa.
Há 16 anos que o PSI 20 não tinha um Agosto tão positivo. O índice do mercado nacional leva ganhos de 8,23% desde o início do mês e está a negociar no nível mais alto desde Outubro de 2008. Para encontrar um melhor desempenho em Agosto, é necessário recuar a 1993, altura em que o PSI 20 conseguiu acumular uma valorização de 12,6%.O PSI 20 está a superar as subidas das ‘praças' europeias.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Accountability

Publicada por José Manuel Dias



Uma queda de 18,8% nas receitas e a um aumento de 3,7% na despesa, contribuiram para o agravamento do défice mas o Governo mantém objectivo de chegar ao final do ano com um défice das contas públicas de 5,9 por cento. O Ministério das Finanças fez bem em divulgar o nível de execução orçamental para ninguém diga que não sabe como as coisas estão, e que não sabe ao que vai. As coisas estão devidamente explicadas aqui. Só precisam de ser lidas.

Bons conselhos

Publicada por José Manuel Dias


Os azares acontecem, mas, ao contrário do que muitos acreditam, é possível planeá-los, em particular se forem imprevistos financeiros. Os especialistas em finanças pessoais concordam que a criação do fundo de emergência é tão importante como a redução da dívida. Um fundo de emergência é uma reserva de dinheiro que está pronta a entrar em acção caso surja um acontecimento inesperado que exija capital. A perda do emprego, uma despesa médica substancial, uma reparação grave na casa ou no carro e uma factura surpresa do fisco são exemplos de ocorrências que justificam a mobilização do fundo de emergência. A compra de um carro novo, a remodelação da casa ou as próximas férias já não devem usar esse fundo, porque poderiam ser planeadas antecipadamente.
Para continuar a ler este artigo de David Almas, publicado no i, clicar aqui.

O nosso problema...

Publicada por José Manuel Dias


Olhando a economia pelo lado da despesa, o consumo é de 85% do PIB, o que deixa para a poupança apenas 15%. Mas o investimento é de 22%, o que desde logo suscita o problema do financiamento dos 7% restantes. É conhecida a prática corrente: na ausência de poupança interna, recorremos à poupança do exterior, endividando-nos até ao pescoço. Precisamos de aumentar a poupança.
Os 7% que nos faltam para equilibrar as contas aparecem reflectidos no comércio externo, através da diferença entre exportações (33%) e importações (40%). Este défice tem de ser anulado e o bom senso sugere que o façamos através aumento das exportações. Aqui as frentes de ataque são duas: é preciso reduzir os custos, para melhorar a oferta - um problema nosso; e é preciso eliminar a crise, para aumentar a procura - um problema dos deuses da economia.
Resta-nos o investimento e o seu peso no PIB. Há 10 anos, era de 26-27%, valor que depois baixou para os 22%. Já o da zona euro estabilizou nos 20-21%. Mas, ainda que investindo menos, a Europa sempre cresceu mais do que nós, o que sugere esta leitura fatídica: afinal, o nosso investimento é mau; precisamos de melhorar o seu efeito multiplicador. Eis os pilares de um bom modelo: a poupança, o investimento e as exportações.
Daniel Amaral, em artigo de opinião no Diário Económico, aqui, põe o dedo na ferida: precisamos de reduzir os custos para melhorar a nossa competitividade.

Lidar com o monstro

Publicada por José Manuel Dias


No editorial do i de quarta-feira perguntava-se como vai o futuro governo lidar com o novamente explosivo défice público, visto que quer PS quer PSD prometeram não subir os impostos. Há pelo menos três hipóteses.A primeira tem um nome afectuoso na gíria: "esfomear o monstro". A expressão entrou em voga nos EUA nos anos 80, quando Reagan cortou os impostos e aumentou a despesa militar criando um enorme défice. Os líderes republicanos defendiam que o défice obrigaria o próximo governo a equilibrar as contas cortando na despesa.
A segunda hipótese defende que é mais difícil descer a despesa do que subir os impostos. Depois dos últimos quatro anos de esforços, os portugueses de certeza concordam com esta premissa. Por isso, a variável que ajusta em relação aos défices são sempre os impostos, se não no presente então no futuro. A despesa tem uma vida própria, independente dos défices.
Existe uma terceira hipótese: que o défice leva a um aumento da despesa, e logo a um aumento ainda maior dos impostos do que no caso anterior. Uma teoria de irresponsabilidade que prevê este comportamento afirma que um grande défice leva a que os eleitores se iludam pensando que despesas não têm de ser iguais às receitas. Por isso, eles apoiam novas expansões da despesa e só mais tarde descobrem chocados que os impostos têm de subir.
Para continuar a ler este artigo de Ricardo Reis, Professor de Economia, na Universidade de Columbia, clicar aqui.

Bem prega frei Tomás

Publicada por José Manuel Dias


"Apesar dos esforços dos governos, Portugal enfrenta há vários anos um problema grave nas suas finanças públicas, cuja responsabilidade se encontra mais do lado da despesa do que da receita. A sua resolução deve ser partilhada pelo conjunto das entidades responsáveis pela aprovação, execução e controlo da despesa."
Palavras que todas as pessoas de bom senso subscrevem mas que nem todos são (ou foram) capazes de levar à prática. Sobre as palavras ver em detalhe aqui, sobre o modo de implementação da Reforma da Administração Pública (objectivos, resultados, vínculos, evolução de efectivos e resultados) espreitar aqui. Claro que há muita despesa pública que tem sido motivada pela crise e pela necessidade de amortecer danos sociais graves mas, ao que parece, ninguém questiona a bondade desses gastos.

Trabalhar mais e melhor

Publicada por José Manuel Dias


O presidente do Santander no Reino Unido, António Horta Osório, defende que Portugal “está bastante endividado” e que é necessário fazer “um esforço adicional de poupança”. Na “Grande Entrevista” da RTP, Horta Osório defendeu que “depende da situação de cada país mas temos de poupar mais, não tenho dúvida” para conseguir responder à crise. “Portugal é um país que está bastante endividado e é fundamental mantermos os nossos níveis de ‘rating’, a nossa credibilidade internacional. É fundamental um esforço adicional de poupança”, acrescentou. “No caso das pessoas no seu dia-a-dia, neste ambiente macroeconómico, aconselho que poupem mais. Trabalhar mais e melhor para manter o mesmo nível de vida porque o nível de endividamento vai ter de baixar”, adiantou.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Palavras avisadas: só podemos manter o mesmo nível de vida se trabalharmos mais e melhor porque o endividamento vai ter que baixar. Como diz um meu amigo "se queremos viver como os alemães, não podemos trabalhar como os marroquinos".

A esmola, os pobres e o BPP

Publicada por José Manuel Dias


O ministro das Finanças anunciou esta tarde que o Governo vai apoiar uma solução para os clientes do Banco Privado Português que subscreveram produtos de retorno absoluto, embora considere que eles não são "tecnicamente" depósitos e que, por isso, "os contribuintes não devem substituir-se ao banco nas garantias prestadas."Em conjunto com as autoridades de supervisão, o Executivo irá promover uma solução que passa pela substituição dos títulos que os clientes detêm por outros títulos, a serem geridos por uma entidades exterior ao BPP, que serão transaccionados no mercado e gerarão rendimentos para reembolsar anualmente os clientes.
A solução preconizada pelo Governo, afirmou o ministro, "atenua ou minimiza" as perdas dos clientes com produtos de retorno absoluto, mas não garante a recuperação total dos montantes aplicados.
Fonte: Público, aqui.
Parece-me uma decisão acertada. Os contribuintes não devem suportar os riscos associados a produtos do BPP que prometiam rentabilidades superiores. O povo, com a sua sabedoria, costuma dizer " quando a esmola é grande o pobre desconfia". Ora os clientes do BPP não desconfiaram...

O endividamento dos Portugueses

Publicada por José Manuel Dias


O endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Zona Euro, apenas superado pela Holanda, revela o Relatório de Estabilidade Financeira referente a 2008, divulgado hoje pelo Banco de Portugal. O relatório refere que "o nível de endividamento dos particulares continua a ser dos mais elevados no contexto da área do euro", só superado pelo verificado na Holanda. De acordo com o relatório, cerca de “75% do endividamento dos particulares corresponde a crédito bancário para aquisição de habitação”, o que “implica uma grande sensibilidade dos encargos com a dívida à evolução das taxas de juro do mercado monetário”.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Com é consabido as taxas do BCE só iniciaram a baixa em Outubro p.p., o implica que as quedas ainda não se reflectiram com toda a amplitude nas taxas de juro dos particulares que detêm crédito habitação, pois processam com o habitual gradualismo. Um coisa é, no entanto, certa: as prestações já baixaram e vão continuar a baixar, aumentando o rendimento disponível das famílias. Será uma boa altura para se pensar na poupança. As taxas não vão estar sempre baixas e quem sabe se o aforro conseguido não vai dar jeito um dia destes, mais ou menos próximo.

A crise...

Publicada por José Manuel Dias


E os números confirmam o que era esperado pelos economistas: Portugal está a ser atingido pela crise em cheio. Na melhor das hipóteses, a taxa desemprego chega a 8,8% e o PIB vai cair 3,4%.
Mas há mais números preocupantes nas projecções avançadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. Sobretudo pelo impacto no futuro. O défice orçamental volta a tocar a barreira dos 6%, a dívida pública salta para os 80% do produto e a despesa estatal está no nível mais alto de sempre (quando medida em percentagem do PIB). Ou seja, as contas públicas voltam a estar fortemente desequilibradas. O Governo tem uma justificação que faz sentido: a crise.
Fonte: Diário económico, aqui.
Não há volta a dar. Depois das eleições recoloca-se o problema: há que recuperar as finanças públicas. Parte dos problemas poderão ser ultrapassados com a revitalização da economia mas outra parte, porventura a mais substancial, exigirá medidas drásticas de consolidação orçamental. Uma resposta necessária que só um governo forte será capaz de tomar. O futuro não parece nada risonho e três eleições, espaçadas, só vêm adiar a resolução dos nossos problemas. O povo gosta que lhe prometam o céu ...

Cuidado com os rumores

Publicada por José Manuel Dias

Descoberto aqui, no Chemoton § Vitorino Ramos’ research notebook, por indicação do meu prezado amigo Porfírio Silva do Machina Speculatrix.

Inevitável...

Publicada por José Manuel Dias


As receitas fiscais com base nos três principais impostos - IVA, IRS e IRC - caíram cerca de 20% entre Janeiro e Abril, face ao período homólogo.
A revelação foi feita ontem no Parlamento pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo que antecipou dados, ainda provisórios, da execução orçamental a divulgar em meados deste mês.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Se a economia está em recessão a quebra de recetas é inevitável. Ora, com menos receitas e mais despesa pública, temos um pequeno "grande problema" chamado défice. Como é que vai ser resolvido? Para o ano pensamos nisso...

Percepção? Será?!

Publicada por José Manuel Dias


Seria necessário recuar até Novembro de 2002 - altura em que os mercados bolsistas recuperavam do ‘bear market" provocado pela bolha das ‘dotcom' - para encontrar valorizações semelhantes às registadas no PSI 20 no último mês. A bolsa nacional escalou 9,41%, a par com o que aconteceu com os principais índices mundiais. Mas como se justifica a recente euforia quando a economia norte--americana regista, no primeiro trimestre, a maior contracção em cinco décadas, a economia britânica reporta os piores números desde 1979 e o FMI revê em baixa acentuada as perspectivas de crescimento para o mundo? Na verdade, tudo se resume à percepção dos investidores.
Fonte: Diário Económico, aqui.