Obamania

Publicada por José Manuel Dias


Barack Obama ha ofrecido este martes los detalles de su gran reforma educativa, un ambicioso proyecto con el que intentará colocar a Estados Unidos de nuevo a la vanguardia de la enseñanza internacional, aumentando su capacidad para competir con países que, en los últimos años, han ganado ventaja a la hora de formar a sus alumnos y que han sido una fuente constante de mano de obra altamente cualificada, como Corea del Sur o India.
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En este discurso, el presidente ha revelado la que será su medida más polémica, una reforma que le enfrentará con toda probabilidad a los poderosos sindicatos de profesores: la remuneración de los maestros sobre la base de los resultados de sus alumnos.
"A los buenos profesores se les recompensará con más dinero por mejorar los resultados de los estudiantes y se les pedirá que asuman mayores responsabilidades para mejorar sus escuelas", ha dicho Obama. "Si a un profesor se le da una oportunidad, o dos, o tres, y sigue sin mejorar, no hay excusas para que esa persona siga educando. Rechazo un sistema que recompense el fracaso".
Fonte: El País, aqui.
Barak Obama apresentou o seu programa de reforma educativa. Defende maior responsabilização dos professores na melhoria da suas escolas e advoga que a remuneração esteja dependente do desempenho dos alunos. Os sindicatos estão contra. Onde é que já vimos este filme?

Pois....

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal recuou na exigência feita aos bancos nacionais para atingirem um rácio de adequação dos fundos próprios de base tier 1 – o mais importante indicador de solvalibilidade – de oito por cento a partir de Setembro de 2009.
A exigência que tinha sido feita pelo Banco de Portugal – e que se seguiu a uma iniciativa semelhante do Banco de Inglaterra - obrigava a generalidade dos bancos portugueses a melhorarem de forma rápida e significativa os seus rácios de capital. Agora, os bancos centrais europeus, perante as dificuldades dos bancos em realizarem aumentos de capital, estão a recuar neste tipo de medidas.
Fonte: Público, aqui.

O Pacotão de Obama

Publicada por José Manuel Dias


O Presidente dos EUA arquitectou a estratégia para combater a crise financeira. Trata-se do plano mais ambicioso desde o tempo de Roosevelt - e já soma 4,5 biliões de euros. Veja aqui o gráfico animado. Fonte: semanário Expresso.
Veremos, pois, se as previsões "de uma contracção da economia de 1,2 por cento para este ano e de um crescimento acentuado do Produto Interno Bruto já no próximo ano de 3,2 por cento" , inscritas no Orçamento se confirmam. Seria bom para eles e para nós.

Por favor, não digam que eu mando

Publicada por José Manuel Dias


Ontem, o jornal Público contou a revolução que é haver, nas escolas secundárias, director em vez do Conselho Executivo, colectivo e vago. O jornal foi a uma escola e descreve a entrada do gabinete do novo director: "A placa na porta continua a anunciar 'Conselho Executivo', e não é por acaso." O novo director explicou esse não acaso: "A palavra 'director' tem um peso histórico que perturba as pessoas. " Temos assim uma revolução que, para não perturbar, pára à porta. No ano passado, a revista brasileira Veja entrevistou a secretária de Estado da Educação de São Paulo, Maria Helena Castro (sob a alçada dela, 250 mil professores, cinco milhões de alunos). Ela fez um estudo e encontrou "um factor comum a todas as escolas de nota 10 [as melhores]": "Trata-se da presença de um director competente, com atributos de liderança semelhantes aos de qualquer chefe numa grande empresa. Sob a sua batuta, os professores trabalham estimulados e os alunos desfrutam de um clima positivo para o aprendizado. Se tais directores fossem a maioria, o ensino público não estaria tão mal das pernas. Enfim, directores assumidos na placa da porta e para lá da porta.
Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias, aqui.
O exercício da autoridade é uma tarefa complexa e muitos demitem-se de a exercer. Nessas condições não cumprem com as suas responsabilidades. Dão uma má imagem de si e da função de que se encontram investidos, penalizando os grupos pelos quais são responsáveis. A propósito da distinção entre autoridade e responsabilidade, permitimo-nos sugerir a leitura deste post aqui.

Escola Virtual

Publicada por José Manuel Dias


Para usar na sala de aulas ou em casa, as ferramentas de 'e-learning' tornam o ensino mais dinâmico e a aprendizagem mais divertida. Quem o diz são os professores e os alunos. Cerca de cinco vezes por semana, Duarte entra numa sala de aulas virtual. "Vou acompanhando a matéria que é dada nas aulas, faço exercícios, trabalhos de casa e preparo testes." O aluno do 5.º ano é um dos mais de 60 mil que já recorrem à Escola Virtual para estudar, segundo dados da Porto Editora, que desenvolveu a plataforma de aprendizagem online. Muitos fazem-no sob orientação dos professores: o sistema é usado em 320 escolas, do básico ao secundário, e em 20 colégios particulares. Nestes casos, o site oferece também a possibilidade de os alunos tirarem dúvidas com os professores e falarem com os colegas. Os docentes, por sua vez, podem marcar trabalhos de casa, corrigi-los e até ver quanto tempo o aluno gastou com cada ficha e se viu as soluções.
Existe pelo menos outra plataforma de aprendizagem, o Moodle, que já está disponível em quase todas as escolas portuguesas. Tem a grande vantagem de ser gratuita, mas são os professores que têm de desenvolver e incluir os conteúdos. Essa tem sido a grande aposta da Escola Virtual. Desde que o projecto foi lançado, em 2005, foram sendo acrescentadas disciplinas e materiais. Ângela Moura, professora de Português na escola de Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, foi das primeiras a experimentar. "Os resultados foram muito bons. Os alunos, sobretudo os mais fracos, evoluem muito bem. Ficam mais motivados."
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
A mudança está a acontecer. De forma mais lenta do que era suposto mas está. O modo como se transmitem conteúdos também pode condicionar o desempenho dos alunos. Quase todos os professores sabem isso mas só uma minoria retira as devidas ilacções. Mudar causa sempre desconforto, mesmo quando se muda para melhor. Quantos professores usam o Moodle? Uma pequena percentagem. Vale a pena reflectir sobre as razões que podem estar na base desta realidade, sendo certo que em algumas escolas há projectos muito interessantes que já testaram as vantagens da sua utilização no que concerne à gestão da aprendizagem.

Políticas de valorização do Ensino Básico

Publicada por José Manuel Dias

Avaliação internacional elogia reformas

Publicada por José Manuel Dias


O aplauso ao encerramento das "pequenas e ineficazes escolas do primeiro ciclo (do ensino básico)", à "oferta da escola a tempo inteiro" e recomendações sobre o enriquecimento curricular integram os resultados de uma avaliação internacional a apresentar hoje.
Na ocasião estarão presentes o primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Também marcará presença a responsável pelo departamento das Políticas da Educação e Formação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), Deborah Roseveare.
No sumário dos resultados da avaliação e recomendações disponibilizado à Lusa, refere-se que as reformas iniciadas em 2005 "reflectem uma visão política clara e um elevado nível de conhecimento estratégico", assim como uma "resposta corajosa e imaginativa" aos desafios do sistema educativo que não produzia os "resultados necessários".
Entre os resultados positivos a avaliação aponta o "excelente modelo de formação contínua dos professores", a existência de formadores de professores nos agrupamentos de escolas, assim como a alteração das regras para a escolha dos directores dos agrupamentos.
Fonte: Expresso, aqui.
Escolas do Básico a funcionar até às 17.30 horas, Inglês para o 3º e 4º anos, refeições para todos e acesso a novas tecnologias. Valeu a pena o esforço. Centremo-nos agora no muito que há ainda a fazer. Portugal merece uma Escola Pública Melhor!

Das reformas da Educação

Publicada por José Manuel Dias


Lídia Jorge publicou no passado dia 9 de Janeiro, no Público, um artigo intitulado “Educação: os critérios da excelência”, que tem sido muito referido (mas muitas vezes mal citado) como espécime de fina análise ao actual momento vivido nas escolas portuguesas (ensino não superior). O respeito que a escritora nos merece sugere que não deixemos por considerar as suas palavras.
A escritora nunca se coloca no plano da oposição substantiva às reformas da Educação que estão em causa. Faz até o elenco parcial de alguns créditos deste governo nessa matéria: “iniciou reformas aguardadas há décadas, (…) conseguiu que o país discutisse a instrução como assunto de primeira grandeza, fez habitar as escolas a tempo inteiro, fez ver aos professores que o magistério não era mais uma profissão de part-time, arrancou crianças de espaços pedagógicos inóspitos”. Aceita a necessidade de distinguir a excelência entre os professores, nem sequer critica o princípio da titularização em si – critica a forma como foi aplicado. Não critica o princípio da avaliação docente, que considera, a par do anterior, outro “instrumento ao serviço da excelência”. Escreve mesmo que “Era preciso inaugurar nas escolas uma cultura de responsabilidade que até agora fora relegada para determinismos de vária ordem, menos os estritamente pedagógicos”. O que critica é o modelo que foi proposto.
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Só que, uma vez que nenhum modelo é perfeito, tentar eliminar um modelo por ele não ser perfeito equivale a tentar matar antecipadamente todos os modelos que venham a ser tentados. Nenhum modelo pode ser aperfeiçoado apenas em teoria; é na prática que vão encontrar-se os ajustamentos necessários; nunca passando à prática, nunca chegamos a apurar nenhum modelo. (“Faz-se caminho caminhando.”) Não compreender isto é cair numa armadilha. A armadilha que Lídia Jorge projecta no passado (“reformas aguardadas há décadas”), mas em que volta a cair no presente. O seu texto é uma cedência de fundo ao errado e perigoso mito do hiper-racionalismo da acção. Com a infeliz consequência de levantar a sua respeitada voz para defender a desistência – por mais quantas décadas?
Porfírio Silva, no Machina Specularix, com leitura integral aqui.

O caminho para a melhoria

Publicada por José Manuel Dias


As escolas são estabelecimentos aos quais está confiada uma missão de serviço público, que consiste em dotar todos e cada um dos cidadãos das competências e conhecimentos que lhes permitam explorar plenamente as suas capacidades, integrar -se activamente na sociedade e dar um contributo para a vida económica, social e cultural do País. É para responder a essa missão em condições de qualidade e equidade, da forma mais eficaz e eficiente possível, que deve organizar-se a governação das escolas.
Do Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril, com leitura integral aqui.
O que podemos fazer para termos melhores escolas? Que visão de escola deve ser definida? Que objectivos? Responsabilidades cometidas ao Conselho Geral de cada Escola que integrando professores, encarregados de educação, representantes do pessoal não docente, representantes do município e da comunidade local, tem ainda como competências: eleger o Director, aprovar o Plano anual de Actividades e o Relatório e Contas da Gerência. Ver informação em detalhe (power point), aqui.
Um passo importante no reforço da participação sócio-comunitária na direcção estratégica da escola. Uma oportunidade imperdível para melhorar a qualidade da Escola Pública. Portugal precisa de ter uma Escola Pública melhor!

Foi você que disse que queria ser avaliado?!

Publicada por José Manuel Dias


Com 94 por cento de adesão em Dezembro, segundo os sindicatos - 66,7 pela nova contagem do Ministério da Educação -, a fasquia para a segunda greve de professores deste ano lectivo, marcada para hoje, está colocada muito alto. Os presidentes dos conselhos executivos ouvidos pelo PÚBLICO optaram por não avançar prognósticos, entre os professores há quem aposte em alta, mas também quem preveja uma quebra.
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A greve de hoje coincide com o segundo aniversário da entrada em vigor do ECD, que está na origem do actual clima de contestação, devido à divisão da carreira docente em duas categorias (professores titulares e não-titulares), à imposição de quotas para aceder à mais elevada, e à criação de um modelo de avaliação com "critérios subjectivos", já simplificado por duas vezes, mas que no "essencial se mantém igual", segundo Nogueira.
Fonte: Público, aqui.
Uma coisa é dizer que se é a favor da avaliação - como os Sindicatos dos professores afirmam de forma recorrente - outra, bem diferente, é procurar fazer tudo para que qualquer avaliação, ainda que simplex, seja votada ao insucesso. Somos, por isso, tentados a recuperar as palavras de Isabel Stilwell: "Se é absolutamente legítimo o direito à greve, os pais não podem deixar de estranhar que os professores nunca tenham recorrido a esta forma de luta por questões pedagógicas ou em defesa da qualidade de ensino, mas saiam à rua quando o que está em causa é a possibilidade de serem avaliados (irónico, quando a sua profissão é avaliar os outros...), os escalões e a carreira".

Os sindicatos dos professores rejeitam avaliações (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Plataforma Sindical entrega hoje ao Ministério da Educação um pré-aviso de greve para o período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro. A iniciativa visa permitir aos professores avaliadores não assistir às aulas dos seus avaliados. Segundo o regime simplificado do modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, a componente científico-pedagógica, que assenta, sobretudo, na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que ambicionem obter as classificações de Muito Bom e Excelente. Nesses casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo. “Os avaliadores, ainda que discordando do modelo [de avaliação], estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem de greve", explica a Plataforma Sindical, em comunicado.
Fonte: Público, aqui.
(*) sabemos que não é isso que dizem mas é o que se intui de tudo o que fazem. Coerência entre o pensamento, a palavra e o comportamento é um pressuposto da credibilidade. Quando falha de forma recorrente, como é o caso dos sindicatos dos professores, perde-se o respeito e a compreensão da maioria dos cidadãos. Os professores merecem melhores sindicatos.

Processo de Bolonha está aí...

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro mestrado de Direito pós-processo de Bolonha, e o primeiro da área a ser apresentado em inglês numa universidade portuguesa, foi ontem defendido com sucesso na Universidade Católica de Lisboa, com uma nota final de 17 valores. A aluna, que acaba de aceitar um convite para consultora em assuntos jurídicos internacionais do Presidente de Timor-Leste, Ramos Horta, encaixa perfeitamente no perfil do estudante universitário do século XXI, para o qual deixaram de fazer sentido as fronteiras, tanto no acesso às aprendizagens como na procura de emprego. "Nasci em São Paulo, mas fui estudar para Inglaterra logo aos 11 anos, num internato", conta a húngara-brasileira Ana Eliza Szmrecsanyi, de 27 anos. "Acabei por tirar lá o curso [na Universidade de Kent], com um ano de Erasmus em Madrid [na Universidade Complutense]. "Ana estava a trabalhar em Portugal, para o Banco Itaú Europa, quando surgiu a oportunidade de ser uma das pioneiras do mestrado internacional de Direito da Católica (LLM). Acabou por ser a primeira a concluí-lo - "uma sensação muito especial" - com uma tese sobre um tema que não poderia estar mais em voga: as falências internacionais.Sobre a revolução no ensino superior que tornou possível este feito - o Processo de Bolonha - diz que "não poderia ter sido mais importante, não só para mim como para todos os que gostam de apren- der diferentes línguas e contactar com diferentes culturas e aprendizagens".
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Comemoremos...

Publicada por José Manuel Dias


O ensino profissional mais do que triplicou nos últimos dez anos em Portugal, tanto em número de alunos como na oferta de cursos, abrangendo actualmente quase um terço dos estudantes do secundário, indicam dados do Ministério da Educação. Em 2009, ano em que se comemoram os 20 anos do ensino profissional em Portugal, estão a frequentar este tipo de cursos quase 91 mil alunos, dos quais 60,3 por cento em escolas secundárias públicas. O número de alunos inscritos em cursos profissionais tem mantido crescimentos constantes desde há, pelo menos, dez anos, quando estavam inscritos 27.995 alunos, apenas nas escolas profissionais. "O Governo propunha-se atingir a meta de, em 2010, ter metade dos alunos do secundário a frequentar a via qualificante e, actualmente, à entrada no 10º ano, já alcançámos o objectivo", afirmou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em declarações a propósito das comemorações públicas, que se iniciaram em Janeiro.
Fonte: Público, aqui.
Ora aqui está uma medida cujo impacto não tem sido valorizado. O ensino tradicional conduziu ao abandono da escolas de muitos estudantes que , por esta via, podem ser retidos no sistema, melhorando as suas competências. Facilita-se, assim, a sua integração no mercado de trabalho, com evidentes vantagens para os respectivos empregadores que contratam mão de obra mais qualificada. Ainda não vi os Sindicatos dos professores pronunciarem-se sobre esta questão e da ocupação que permite a milhares de professores que, de outro modo, tenderiam a ser dispensados.

Quem sabe faz (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Universidade do Porto decidiu hoje (ontem) passar a fundação pública, numa votação realizada no seio da Assembleia Estatuária daquela instituição. A transformação é um passo para a universidade poder ser uma das melhores da Europa, disse o reitor da instituição."A transformação em fundação não é uma panaceia, mas as vantagens que traz dão-nos maior capacidade para evoluir no sentido que pretendemos, que é sermos uma das melhores universidades da Europa", afirmou o reitor, José Marques dos Santos, no mesmo dia em que a assembleia da Universidade de Aveiro também aprovou a transformação da universidade para fundação. Nas votações de hoje, só dois votos foram contra. "Estas coisas nunca são unânimes, mas a votação foi muito expressiva", frisou Marques dos Santos.
Fonte: Público, aqui.
(*) não espera acontecer. Um excelente exemplo para as outras instituições do Ensino Superior. Depois do ISCTE, a Universidade de Aveiro e a Universidade do Porto decidiram transformar-se em Fundações. Maior autonomia, maior responsabilidade e o caminho aberto para fazerem mais e melhor, sem precisar de mendigar apoios ao Estado. Começa uma nova etapa: "2009 será um ano especialmente exigente, em que é necessário concretizar o processo de mudança”, reconhece a Reitora da Universidade de Aveiro. Uma lição para os Calimeros que por aí pululam...

Notícias que não são notícia

Publicada por José Manuel Dias


Portugal foi o país da UE com maior crescimento da despesa em I&D em relação ao PIB de 2005 para 2007, atingindo 1,18% do PIB quando em 2005 era apenas 0,81% do PIB. Portugal está agora próximo da Espanha (1,22%) e da Irlanda (1,31%), e ultrapassou Hungria (0,97%), Itália (1,09%) e Estónia (1,14%).
A
despesa em I&D nas empresas em relação ao PIB mais que duplicou de 2005 para 2007, atingindo 0,61% do PIB quando em 2005 era penas 0,29% do PIB. Pela primeira vez, a despesa em I&D nas empresas ultrapassou o valor verificado nas restantes instituições. O número de empresas com actividades de I&D teve um acréscimo inédito ao passar de cerca de 930 em 2005 para mais de 1.500 em 2007.
Verificou-se um grande aumento do número de investigadores na população activa, o qual passou de 3,8‰ em 2005 para 5,0‰ em 2007, com o
número de investigadores em equivalente a tempo integral (ETI) a duplicar nos últimos dez anos (de cerca de 14 mil em 1997 para cerca de 28 mil em 2007). O número de investigadores na população activa está agora próximo da média da UE27 (5,6‰), embora ainda esteja muito abaixo da média da OCDE (7,0‰).
Fonte: UMIC, aqui.
Sempre me irritou a preferência dos meios de comunicação social pelas más notícias, em detrimento das boas que nos podem elevar a auto-estima. Em Portugal existem muitas áreas onde os avanços conseguidos devem constituir motivo de orgulho. A área da investigação e desenvolvimento é uma delas. Como se pode ler no texto integral " qualificação do corpo docente do Ensino Superior atingiu níveis inéditos em Portugal, com os doutorados a trabalhar nas universidades públicas a chegarem a 65% do total do corpo docente (eram 43% em Janeiro de 2005)".

Os 11 conselhos de Bill Gates

Publicada por José Manuel Dias



Bill Gates deixa conselhos aos jovens de todas as idades. Uma oportunidade para aprender com quem teve um enorme sucesso pessoal e profissional. Imperdível.

Porque é que os professores não querem ser avaliados?

Publicada por José Manuel Dias


Em qualquer profissão há sempre pessoas que sabem que provavelmente ficarão abaixo da média e por isso preferem não ser avaliados. Há também outras que estando próximas da média e sendo avessas ao risco, se puderem escolher, optam por esquemas de promoção por antiguidade, em vez de alternativas de promoção por mérito. A aversão ao risco pode determinar que mesmo profissionais que estão entre os 20% melhores tenham uma forte tendência a ser contra um processo de avaliação que não dê todas as garantias. Nenhum poderá dar, e por isso é natural que 80% de qualquer classe se una contra a imposição de qualquer processo de avaliação. Mais, mesmo os restantes 20% estarão divididos sobre qual o seu método preferido. Os professores não são uma classe especial, que não quer ser avaliada. Pelo contrário, acredito que na maioria das classes profissionais seria fácil obter uma maioria de pessoas contra qualquer método de avaliação, em particular se fosse um método único e imposto de cima para baixo.Então como foi possível introduzir métodos de avaliação noutras profissões? Por uma questão de competitividade. Em todas as áreas, há profissionais que ganham com uma carreira baseada na avaliação de mérito. As instituições que querem atrair estes profissionais têm de promover uma avaliação baseada no desempenho. As que não o fizerem, acabam por ficar sem os melhores profissionais e perdem competitividade. Como sair deste impasse?
Para continuar a ler este artigo de Manuel Caldeira Cabral, publicado no Jornal de Negócios, clicar
aqui.

Avaliações

Publicada por José Manuel Dias


Havia, pois, uma possibilidade de o PS ter ficado ferido nesta história da avaliação dos professores. No Parlamento, o CDS apresentou um projecto que propunha a suspensão da avaliação. Como se esperava que poderia haver alguns deputados socialistas que não alinhariam com o seu próprio partido (e, de facto, houve: seis que votaram a favor do adversário, uma que se absteve e 13 que faltaram), compreende-se que a oposição se tenha preparado para a votação: "A bancada foi toda mobilizada", disse dos seus Paulo Rangel, chefe dos deputados do PSD. Porém, a moção da oposição perdeu. E lá se gorou uma oportunidade de se beliscar o Governo... E que sucedeu, o que foi? 30 em 75 deputados (40%, um quinhão enorme!) do PSD faltaram ao rebate. Cito Rangel, outra vez: "A bancada foi mobilizada. Depois, cada um assume a sua responsabilidade." Está aí o busílis: a auto-avaliação não funciona. E o que fez a líder do PSD, o que foi? Chamou Paulo Rangel para lhe pedir explicações. Isto é, fez exactamente aquilo que é preciso nas escolas: pedir explicações aos directores quando os professores não funcionam.
Ferreira Fernandes, No Diário de Notícias, aqui.

Yes, we can

Publicada por José Manuel Dias


A avaliação de professores está na ordem do dia e paira actualmente como uma nuvem negra sobre a estabilidade do sistema de ensino português.
Tomando como boas as críticas de muitos professores, em causa está o modelo de avaliação aprovado pelo Ministério, com as queixas a incidirem sobre a burocracia associada ao processo de avaliação e potenciais situações de injustiça, com as inerentes repercussões ao nível do concurso de colocação e da progressão na carreira. O Ministério, por sua vez, defende-se acusando os críticos de não proporem um modelo de avaliação alternativo.

Estão assim criadas as condições para um extremar de posições, que em nada contribuirá, muito pelo contrário, para a serenidade que a função educativa exige.
Não admira, pois, que, na Conferência do Fórum para a Liberdade de Educação que teve lugar ontem (quarta-feira, 12/11/2008) na Fundação Gulbenkian sobre “A Reforma do Sistema de Ensino da Nova Zelândia”, a avaliação de professores merecesse uma atenção especial por parte dos presentes.
Se a razão de ser das perguntas era óbvia, a simplicidade das respostas desarmou a assistência. É que na Nova Zelândia não existe um sistema de avaliação centralizado.
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Soa a utopia, e sem dúvida que vem dos antípodas, mas o sistema de ensino neozelandês nem sempre foi assim. Simplesmente, há 20 anos, este país teve a coragem de fazer a reforma que verdadeiramente importava: acabou com a maior parte das direcções centrais e todas as direcções regionais de educação e devolveu as escolas às comunidades locais. Se dúvidas houvessem, os dados do PISA-OCDE colocam a Nova Zelândia no topo, quer no que concerne a literacia quer no que concerne a numeracia. E claro, é escusado gritar contra o ministério da educação, este ou qualquer outro, pois este foi quem mais perdeu poder com a reforma: o poder passou para as escolas e o conselho de administração das escolas é maioritariamente composto por personalidades eleitas pelos pais dos alunos. De uma simplicidade desconcertante, mas que explica a qualidade do ensino neozelandês.
Se eles conseguiram, porque é que nós não conseguimos também? Creio que podemos e devemos dizer “Yes, we can!”
Fernando Adão da Fonseca, dá-nos nota das reformas promovidas pelo governo neozelandês em ordem a melhorar a qualidade do seu ensino. Um artigo imperdível que poder ser lido na íntegra no site da Sedes, aqui. Uma reforma que, a ser aplicada no nosso país, pacificaria rapidamente o sector.

A estratégia do escorpião

Publicada por José Manuel Dias


O escorpião, como não sabia nadar, sugeriu a um sapo que atravessasse o rio levando-o a ele de boleia nas suas costas. O sapo a princípio ficou desconfiado, pois temia receber uma ferroada, mas pensou que isso seria impossível, pois assim ambos morreriam, já que o escorpião necessitava dele para chegar ao outro lado da margem.
Quando estavam no meio do rio, o escorpião sem conseguir controlar-se lança uma ferroada no sapo e este ao perceber que estava a morrer, pergunta:- Mas porquê, assim também vais morrer?Ao que o escorpião respondeu:- Não me consigo controlar, é da minha natureza.
Lembrei-me desta velha fábula a propósito desta notícia do DN, aqui. Alguns acreditaram que as reuniões entre os sindicatos e Ministério da Educação podiam resolver o impasse na avaliação de desempenho dos professores. De facto, pouco ou nada avançou. O Ministério mostrou receptividade para negociar flexibilizando o modelo de avaliação mas os Sindicatos insistem que o Modelo deve ser suspenso e substituido -pasme-se! - pela auto-avaliação. Neste enquadramento torna-se difícil ter um diálogo sério porque uma das partes apenas está interessada em defender os seus interesses e sabe que é a conflitualidade que alimenta a sua força. Perdem os professores, que vêem degradada a sua imagem perante a opinião pública, como bem explica Henrique Monteiro no Expresso desta semana, perdem os estudantes e perde o País.