Sapato a preços europeus

Publicada por José Manuel Dias


A nossa dor é menos forte do que a dos outros sectores", disse o presidente da APICCAPS, acrescentando que "há um ambiente de fé em relação ao futuro", esperando que, no próximo ano, a tendência de queda estagne para, em 2011, retomar a curva de crescimento dos últimos anos. As exportações de calçado cresceram 11 por cento entre 2005 e 2008, atingindo, no último ano, perto de 1,3 mil milhões de euros. "Vamos sair desta crise sem grande mazelas", reforçou o representante dos industriais de calçado, acrescentando que é o momento de trabalhar na alteração da imagem do calçado português que está desajustada com a realidade. "É preciso mudar a imagem que os sapatos portugueses têm no exterior, porque só melhorando a imagem podemos acrescentar valor ao nosso produto", defendeu o presidente do grupo Kyaia e dono da marca Fly London. "O sapato português tem que ser pago a preços europeus", reforçou Fortunato Frederico.
Fonte: Público, aqui.
O sector de calçado pode constituir um bem exemplo para muitos sectores. O pessimismo não gera a ambição salutar. Só acreditando no futuro mobilizamos as energias necessárias à materialização estratégias que apostem na diferenciação. Não podemo competir com base nos "custos", temos que apostar na qualidade para nos diferenciarmos. Apostar na qualidade para que "o sapato português seja pago a preços europeus" como bem defende o presidente da associação do sector do calçado.

Portugal melhor que a média

Publicada por José Manuel Dias


Como é consabido, estamos em crise. Portugal e o Mundo. A informação divulgada pelo Eurostat é, entretanto, muito animadadora. Evidencia um revitalização do comércio internacional e o nosso país revela um bom desempenho no que concerne ao comércio para fora da UE27. De acordo com os dados as exportações portuguesas cresceram em Julho face a Junho bem mais que a média (7,4% face a 3,3%), e as importações diminuiram muito mais que a média (-13,2% face a -0,6%).

Portugal recupera

Publicada por José Manuel Dias


O clima económico em Portugal deverá continuar a melhorar nos próximos seis meses.
O
indicador da OCDE, que prevê a evolução da economia com cerca de meio ano de avanço, subiu em Julho, pelo quinto mês consecutivo, para 94 pontos, divulgou hoje a organização internacional.
Enquanto o indicador não ultrapassar os 100 pontos, significa que a economia ainda não está em expansão, mas as melhorias já podem ser interpretadas como uma recuperação.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Estas notícias são boas notícias para os portugueses mas más notícias para os que gostavam de ter más notícias sobre a evolução da nossa economia.

O optimismo contagia

Publicada por José Manuel Dias


A euforia está, definitivamente, instalada no mercado accionista português. Se na sessão de quarta-feira o PSI 20 não foi além da "ameaça", ontem o índice conseguiu fechar acima da barreira psicológica dos 8.000 pontos, tocando em máximos de quase um ano. Para alcançar um patamar superior ao de ontem, nos 8.070,07 pontos, é necessário recuar até ao dia 26 de Setembro do ano passado, dia em que a praça nacional terminou nos 8.190,10 pontos.
A recente escalada do PSI 20 não tem sido mais do que o reflexo do sentimento de optimismo dos investidores mundiais. "A subida dos mercados internacionais e a diminuição da aversão ao risco por parte dos investidores está a contribuir para a subida em Lisboa", afirmou Pedro Lino, CEO da corretora Dif Broker. Já Vasco Balixa, da Ok2Deal, justifica os ganhos com a divulgação de "dados económicos favoráveis e a saída do estado de recessão técnica de alguns países".
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Coisas positivas (3)

Publicada por José Manuel Dias


Portugal subiu para a 33ª posição em termos de Inovação, numa lista de 133 países, uma melhoria que compensou a queda de dois lugares no pilar dos Requerimentos Básicos, para o 39º posto, e o recuo de nove posições nos Indicadores de Eficiência (43º). "O dado mais significativo é que Portugal neste ano de grande crise mantém a sua posição, mas sobe num pilar muito importante, a Inovação", sublinhou Carlos Zorrinho, coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, em declarações à agência Lusa.
Entre as 27 economias da União Europeia, levando em conta os 12 pilares analisados, Portugal também manteve a posição que ocupava na edição anterior, no 17º lugar, atrás de Espanha - que caiu na lista -, mas à frente de países como a Itália ou a Grécia.
"Em comparação com os países do Sul da Europa, como mostra o 'ranking' de Davos, que coloca Portugal como o país mais competitivo do Sul europeu, a tendência é para alcançar a Espanha", frisou Carlos Zorrinho.
Fonte: Semanário Expresso,
aqui.

As PMEs

Publicada por José Manuel Dias


A maioria das empresas portuguesas que fechou em Portugal tinha menos de dez empregados. Essas empresas geraram 162 mil desempregados. Somando as empresas com mais de dez trabalhadores, mas ainda pequenas, são mais 30 mil desempregados. Ou seja, a morte de pequenas empresas criou, em 2006, quase 200 mil desempregados. Mais de 40% do desemprego total do país. Em Portugal existiam quase 900 mil empresas (888 213). Grandes e pequenas. Dessas, 81% tinham menos de quatro empregados (718 415). Isso: apenas 20% das empresas nacionais não são pequenas unidades familiares.
O que isto significa é que a economia portuguesa está nas mãos das decisões individuais destas pessoas - que são muitas: 718 mil empresas, 718 mil decisores, com preparações e saberes diferenciados, que podem não ter em conta a visão estratégica necessária à firmação das respectivas unidades económicas. E isto é muito importante. Um país cuja economia depende destas pessoas - pessoas que podem cometer erros, que podem abrir negócios sem lógica de mercado, etc. - não pode fingir que o seu caminho passa por outro lado. É aqui que tem de apostar.
Texto do Jornal, i, adaptado, com leitura integral
aqui.
Em épocas de crise, como a que vivemos, as empresas capazes têm que reformular estratégias, não podem continuar a fazer o que sempre fizeram. Quem está num buraco, se continuar a cavar o que lhe acontece é ficar mais no fundo. Muitas destas empresas não tinham futuro. As crises acabam por seleccionar as mais capazes. Importa, no entanto, que o Estado disponibilize meios financeiros e humanos aos empresários que querem avançar, criando mais riqueza para as suas empresas e para o seu país. O nosso futuro depende, em grande parte, deles.

Desemprego não sobe

Publicada por José Manuel Dias


Tudo o que sobe acaba por descer. O ditado ainda não se pode aplicar ao desemprego em Portugal mas já se acumulam sinais de que pelo menos a fase ascendente pode estar perto do fim. Segundo o Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal manteve-se, em Julho, em 9,2%, tal como nos três meses anteriores, contrastando com o ligeiro agravamento verificado no conjunto dos 27 Estados-membros, de 9,4% para 9,5%.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
As conclusões resultam dos dados de emprego divulgados ontem pelo organismo oficial de estatísticas da União Europeia que podem ser vistos
aqui. Os números desmentem as palavras dos arautos da desgraça que Portugal está pior que os outros. Portugal saiu da recessão técnica, o desemprego estabilizou e é menor que a média da Área Euro.

Coisas positivas (1)

Publicada por José Manuel Dias


Paraísos fiscais começam a abrir mão do sigilo bancário. OCDE diz que Portugal cumpre requisitos exigidos na troca de informação fiscal.
Portugal é um dos países que merece mais elogios da OCDE, em termos de combate à fraude fiscal. A organização considera que Portugal tem implementado "de forma substancial" os padrões exigidos na troca de informação fiscal. A economia nacional tem acordos com 45 países, tendo em vista uma maior transparência do sistema financeiro, que estão de acordo com os padrões exigidos pela OCDE para um melhor combate à fraude.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Casas a mais

Publicada por José Manuel Dias


As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto absorvem mais de 70 por cento da oferta de habitação em Portugal Continental e que eram, no primeiro trimestre deste ano, referentes a 490 mil habitações. As casas mais baratas estão no Norte; as mais caras estão no Algarve.
Das 490 mil habitações que existiam no stock de oferta no primeiro trimestre, cerca de 63 por cento correspondiam a alojamentos usados. Ou seja, apenas 181 das 490 mil casas que existem em oferta correspondem a alojamentos novos, e destes, na área metropolitana de Lisboa existiam cerca de 69 mil fogos novos em oferta.
Fonte: Público,
aqui.

Clima económico melhora

Publicada por José Manuel Dias


Os consumidores portugueses estão menos pessimistas e as empresas começam a prever melhores resultados. Em Agosto, o clima económico calculado pelo Instituto Nacional de Estatística acentuou a tendência de melhoria que se regista desde os mínimos históricos atingidos em Abril. E os indicadores de confiança dos consumidor já estão a regressar a níveis próximos do que se verificava antes da crise.
Fonte: Público,
aqui.
Parece que o pior já terá passado. Não é só por cá que as coisas tendem a melhorar, por toda a Europa se registam melhorias. Claro que existem uns tantos que ficam incomodados com estas notícias mas para esses podemos dizer: resignem-se, é a economia.

Ajustar critérios

Publicada por José Manuel Dias


Os bancos concederam no primeiro semestre do ano menos 28% de crédito do que em igual período do ano passado. Ao contrário do que parece, esta é uma boa notícia. Ela significa que a banca está a adequar a sua política creditícia aos riscos da nova conjuntura económica.
E, por essa via, a salvaguardar os seus rácios de solvabilidade, algo que deve tranquilizar os cidadãos, em vez de os preocupar. Ou seja, ao contrário do que sucedia há um ano, os bancos já não têm falta de capital para emprestar (o mercado monetário interbancário e os mercados financeiros readquiriram liquidez); estão é mais cuidadosos a avaliar o risco de certas operações. De empresas e famílias.
Camilo Lourenço em artigo de opinião no Jornal de Negócios, com leitura integral
aqui.

A competição do leite

Publicada por José Manuel Dias


Não podemos criar a ilusão de que um produtor que tenha uma dúzia de vacas vai continuar a produzir leite, porque não vai. Não vai conseguir ser competitivo", avisa Jaime Silva, para quem "é normal que, a curto prazo, passemos de 10 mil para sete mil produtores que produzirão tanto ou mais leite do que hoje".
Uma maior consolidação neste sector é, em sua opinião, "incontornável". Jaime Silva sublinha que os menos de dez mil produtores portugueses que hoje existem produzem muito mais leite do que os 80 mil que existiam há 10 anos. Daí que pretenda incentivar a saída de cerca de três mil produtores da actividade a curto prazo. "Criámos medidas para aqueles que têm 100 vacas poderem vir a ter 200, mas também criamos medidas para aqueles que não têm capacidade financeira e queiram sair: daremos 250 euros de ajuda por hectare aos que abandonem a produção", avançou.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
O Ministro da Agricultura é um homem que sabe o que diz. As verdades podem custar a ouvir mas não é por isso que deixam de ser verdade. Quem sabe o que são economias de escala há muito que antecipou este desenlace: menos produtores e maior produção, para melhorar a competitividade.

O PIB: problemas da medição

Publicada por José Manuel Dias


Um derrame gigante de petróleo provoca prejuízos ambientais e sociais difíceis de calcular, mas dá trabalho às empresas de limpeza e cria emprego, logo aumenta o produto interno bruto (a riqueza gerada numa economia). Um programa de saúde infantil pode reduzir o risco de doença e mortalidade em crianças, fazer baixar as despesas hospitalares e, a prazo, o consumo de medicamentos, aumentando assim o bem-estar das pessoas, mas reduz o PIB. A privatização de uma praia, reduzindo o acesso livre ao público, pode estragar as férias a muita gente, mas aumenta a facturação da empresa concessionária, logo contribui positivamente para a riqueza. A exploração de petróleo, um recurso finito, idem.
Estes são alguns exemplos "paradoxais" que provam que o PIB está mal medido, defende Ladislau Dowbor, professor de Economia na Universidade Católica de São Paulo.
Fonte: i, aqui.
As coisas nem sempre são o que aparentam... As coisas vão bem ou vão mal? As estatísticas são importantes nas importa saber como são construídas.

Bancos sólidos

Publicada por José Manuel Dias


Os cinco maiores bancos reforçaram os capitais para níveis acima dos exigidos pelo Banco de Portugal, conseguindo assim ultrapassar a banca espanhola em solidez.
Os principais bancos nacionais atingiram, no final de Junho, um rácio de fundos próprios de base (Tier 1) médio de cerca de 9% e que compara com o rácio médio de 8,3% dos maiores bancos espanhóis. Uma diferença que se irá acentuar ainda mais quando o BCP atingir em Agosto o Tier 1 que estima atingir então, de 8,8%, face aos actuais 8%.F
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Portugal saiu da recessão

Publicada por José Manuel Dias


Pelo quinto trimestre consecutivo, a Zona Euro permaneceu em terreno negativo entre Abril e Junho. Mas foi por pouco. Alemanha, França e, até Portugal, saíram da recessão. Metade dos países está a crescer. E, quem ainda não está, está a cair menos. O fim da recessão à escala europeia está para breve. Para além da Alemanha, França e Portugal (todos com variações trimestrais do PIB de 0,3%), a Grécia cresceu 0,3%, regressando a uma rota de expansão apenas interrompida no primeiro trimestre, o mesmo tendo sucedido com a Eslováquia, que depois de ter afundado uns impressionantes 11% no arranque do ano, voltou a crescer 2,2%. Itália (-0,5%), Holanda (-0,9%), Bélgica (-0,4%), Áustria (-0,4%) e Chipre (-0,5%) voltaram a sofrer contracções, mas, em todos os casos, bem menos acentuadas do que no trimestre anterior.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Boas notícias para todos nós, más notícias para os profetas da desgraça.

Estratégias e preços

Publicada por José Manuel Dias


O aumento do salário mínimo nacional deste ano fez com que as remunerações negociadas, em Junho, para cerca de 90 mil trabalhadores do sector têxtil subissem 5,2%, valor que ultrapassa as actualizações conseguidas até agora. Os dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) reflectem assim as subidas acordadas para o salário mínimo nacional, com grande aplicação naquele sector.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Vale a pena fazer uma pequena reflexão sobre a bondade desta medida e o respectivo impacto na nossa realidade económica. Se não temos marcas próprias, não nos diferenciamos. A nossa estratégia assenta nos custos e a competitividade baseia-se no preço. Ora se os salários aumentam sem se alcançarem ganhos de produtividade, o custo do factor trabalho incorporado no produto sobe, diminuindo, por essa via a nossa competitividade - preço. Se as exportações já caíram em 2008, este ano, com a crise, vão ainda cair mais. Não basta por isso boas intenções, é preciso que os caminhos trlhados pelas empresas sejam outros, evitando a dependência do "trabalho a feitio" e apostando em têxteis técnicos que permitam a necessária diferenciação, sob pena do desemprego no têxtil aumentar.

Bons ventos de Espanha

Publicada por José Manuel Dias

O pior já passou...

Publicada por José Manuel Dias


O pior parece já ter passado, tanto para as maiores economias do mundo, como para Portugal, mas há ainda muitas incógnitas quanto a uma recuperação económico sólida.
Ontem, a OCDE divulgou os seus indicadores avançados, que permitem identificar sinais de inversão dos ciclos económicos, revelando que a situação nacional está melhor, em linha com a tendência evidenciada pela generalidade dos países da OCDE. Em Junho, o indicador situou-se nos 93,17 pontos, mais 0,6% pontos que no mês anterior. Em termos homólogos, houve um abrandamento da quebra do indicador.
Fonte: Diário Económico, aqui.
As boas notícias são sempre más notícias para os arautos das desgraças.

Balança Comercial melhora

Publicada por José Manuel Dias


A balança comercial portuguesa melhorou no segundo trimestre deste ano, tendo a taxa de cobertura das importações pelas exportações passado para 64,6 por cento, graças a uma queda das importações superior à das exportações, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). Entre Abril e Junho, as vendas de bens ao exterior caíram 25,2 por cento face ao período homólogo de 2008, mas as importações sofreram uma queda ainda maior, de 27,6 por cento, o que se traduziu numa melhoria de 2,0 pontos percentuais da taxa de cobertura face ao segundo trimestre do ano passado.
Fonte: Público, aqui.
Estamos a reagir bem perante as dificuldades. Estamos a comprar ao exterior menos do que a quebra das exportações. A nossa Balança comercial está a recuperar.

EnerEscolas: aprender a poupar

Publicada por José Manuel Dias


Um projecto desenvolvido por duas empresas de Coimbra em parceria com congéneres finlandesas pretende ensinar os estudantes portugueses a poupar energia nas escolas já a partir do próximo ano lectivo, disse fonte do promotor nacional.O EnerEscolas passa pela monitorização da electricidade e gás consumidos em cada estabelecimento de ensino para aquecimento de salas de aula e edifícios administrativos. Depois, os dados são tratados por um programa informático, segmentado por faixas etárias, que permite aos alunos interpretar os resultados e compará-los com os de outras escolas. A partir dos dados recolhidos os alunos poderão simular medidas para melhorar consumos e os índices energéticos das suas escolas."É um projecto com uma forte componente de eficiência energética. Prevê a integração nos currículos escolares para que os alunos assimilem noções de consumo e poupança de energia, baseadas em dados reais da sua própria escola", disse Basílio Simões, responsável da empresa ISA (Intelligent Sensing Anywhere).
Fonte: Público, aqui.
Um projecto meritório. Só medindo e comparando é que se avaliam poupanças. Há que despertar esta sensibilidade nos mais novos.