Money as debt

Publicada por José Manuel Dias




Um vídeo, sugerido pelo Jorge Freitas, meu aluno no IFB, que, em minha opinião, devia ser visto por muitos dos nossos comentadores de temas económicos por forma a não dizerem os disparates que, por vezes, dizem. Os interessados no desenvolvimento destas questões podem aprofundar o conhecimento aqui, com o documentário completo em 5 vídeos.

Ajustar critérios

Publicada por José Manuel Dias


Os bancos concederam no primeiro semestre do ano menos 28% de crédito do que em igual período do ano passado. Ao contrário do que parece, esta é uma boa notícia. Ela significa que a banca está a adequar a sua política creditícia aos riscos da nova conjuntura económica.
E, por essa via, a salvaguardar os seus rácios de solvabilidade, algo que deve tranquilizar os cidadãos, em vez de os preocupar. Ou seja, ao contrário do que sucedia há um ano, os bancos já não têm falta de capital para emprestar (o mercado monetário interbancário e os mercados financeiros readquiriram liquidez); estão é mais cuidadosos a avaliar o risco de certas operações. De empresas e famílias.
Camilo Lourenço em artigo de opinião no Jornal de Negócios, com leitura integral
aqui.

Bancos sólidos

Publicada por José Manuel Dias


Os cinco maiores bancos reforçaram os capitais para níveis acima dos exigidos pelo Banco de Portugal, conseguindo assim ultrapassar a banca espanhola em solidez.
Os principais bancos nacionais atingiram, no final de Junho, um rácio de fundos próprios de base (Tier 1) médio de cerca de 9% e que compara com o rácio médio de 8,3% dos maiores bancos espanhóis. Uma diferença que se irá acentuar ainda mais quando o BCP atingir em Agosto o Tier 1 que estima atingir então, de 8,8%, face aos actuais 8%.F
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Elas são mais sensatas

Publicada por José Manuel Dias


Numa altura em que o crédito mal parado está a caminho de máximos históricos, um estudo académico sugere que, quando são mulheres a decidir quem e quanto pode pedir emprestado ao banco, as taxas de incumprimento são menores.Esta conclusão foi hoje divulgada pelo Centre For Economic Policy Research (CEPR), um centro de investigação de política económica sedeado em Londres, e surge quando vários outros estudos sugerem que elas são também mais ajuizadas quando estão do outro lado do balcão, a pedir emprestado.
E porquê são elas mais sensatas na concessão de crédito? A primeira das duas explicações avançadas pelos investigadores não prima pela originalidade: as mulheres – concluem - parecem conseguir intuir características dos clientes difíceis de avaliar pelas meras respostas aos inquéritos, e que acabam por escapar aos homens. Os investigadores não o escrevem, mas do que falam é do velho “sexto sentido”. Mas há mais. Segundo estes investigadores, as mulheres têm uma maior capacidade de “acompanhar” os seus clientes. Também não o escrevem, mas o que dão a entender é que ao primeiro deslize do cliente, o telefone toca... Velho sentido maternal?
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias



As famílias continuam a receber boas notícias à medida que os empréstimos à habitação indexados à Euribor vão sendo revistos. O mesmo se passa com os empréstimos das empresas associados a estas taxas, que estão em queda há 10 meses consecutivos, atingindo actualmente mínimos históricos, ou seja, nunca estiveram tão baixas desde a sua criação, em Janeiro de 1999.Para os empréstimos antigos, e desde que o contrato não tenha sofrido alterações, designadamente ao nível do spread, nunca a prestação foi tão baixa. Fonte : Público, aqui.
São boas notícias para as famílias, como é sabido a larga maioria tem empréstimos em curso, e para as empresas que têm de financiar a sua actividade ou decidir sobre investimentos.

A Euribor está na moda...

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses estão a optar pela Euribor a três meses nos novos créditos à habitação pelo facto das revisões trimestrais permitirem reflectir mais rapidamente na prestação da casa a descida dos juros.
O ciclo de descidas da Euribor está a levar a uma corrida à taxa a três meses, nos novos empréstimos à habitação. As revisões com uma periodicidade inferior, e que permitem reflectir mais rapidamente a queda dos juros na prestação é uma das principais justificações para os portugueses estarem a optar, cada vez mais, por esta maturidade. Além disso, o facto da Euribor a três meses, ter sido desde o início do ano a taxa que mais desceu e o facto de se manter num valor inferior às restantes maturidades são motivos que têm levado à corrida da Euribor a três meses.
Fonte: Diário Económico, aqui.

O que vai mudar no C.H.

Publicada por José Manuel Dias


O governo aprovou ontem em Conselho de Ministros mais medidas de protecção dos consumidores com empréstimos de casa e que visam estimular a concorrência na banca. As medidas aguardam a publicação em Diário da República para entrar em vigor.
Os bancos vão passar a estar proibidos de subir os spreads dos créditos à habitação um ano após as cláusulas do contrato assinado com o cliente terem começado a deixar de ser cumpridas - ou seja, 12 meses depois de as condições que justificaram um spread mais baixo terem deixado de se verificar. Vários factores influenciam o valor do spread: a relação entre o montante do empréstimo e o valor da casa, o período do crédito e o grau de relação do cliente com o banco, que depende não só do património financeiro, mas de outros factores, como a domiciliação do ordenado e o número de produtos contratados (cartões de crédito, poupanças, etc.). No último ano, face à descida das Euribor (indexante usado no cálculo dos juros dos créditos), os bancos procuraram compensar a perda de margem de lucro com a subida dos spreads, com o argumento do incumprimento de cláusulas dos contratos.
Fonte: i, aqui.

Mediador de Crédito

Publicada por José Manuel Dias


O Conselho de Ministros nomeou hoje João José Amaral Tomaz, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do actual Governo, para o cargo de mediador do crédito. A figura de mediador do crédito, que é equivalente à de provedor, foi criada recentemente.
O mediador do crédito - designação que gerou alguma confusão pelo facto de existirem os mediadores de crédito, que exercem actividade privada - vai funcionar junto do Banco de Portugal. A sua missão será a de defender os cidadãos e pequenas empresas nas suas relações com as instituições de crédito, bem como contribuir para melhorar o seu acesso ao crédito junto do sistema financeiro.
Fonte: Público, aqui.

Provisões e almofadas

Publicada por José Manuel Dias


Os ministros da Economia dos 27 estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram hoje a adopção do sistema de provisões implementado por Espanha no sector financeiro. Este sistema obriga a que as instituições acumulem provisões em alturas de “vacas gordas” para fazerem face a situações de crise económica ou financeira. O sistema implementado no país vizinho pelo Banco de Espanha determina que as instituições criem “reservas de capital anti-cíclicas”, que devem aumentar durante “conjunturas favoráveis” e podem ser reduzidas em ciclos menos favoráveis. “A este respeito, o modelo de provisões dinâmicas introduzido pelo Banco de Espanha constitui uma maneira prática de tratar este problema: acumular almofadas contra-cíclicos, que aumentam durante os períodos de crescimento e podem diminuir consoante determinadas circunstâncias de recessão”, assinala a nota de informação elaborada pelo ex-director do Fundo Monetário Internacional (FMI), Jacques de Larosière.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Parece-me uma atitude avisada. Há quem se lembre apenas de Santa Bárbara quando troveja... Criar uma almofada nos bons tempos faz todo o sentido, pois, como é consabido, é nos bons tempos que nascem os maus créditos.

Entre as melhores da Europa

Publicada por José Manuel Dias


Depois da forte queda em 2008, a bolsa de Lisboa está, este ano, entre as melhores da Europa. Apesar da descida no primeiro trimestre, a valorização nos últimos três meses levou o PSI-20 a fechar o semestre com um saldo positivo. Um ganho de 12,1%, que os gestores de fundos de acções nacionais quase conseguiram duplicar. Em média, os seis fundos sobem quase 20%.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

A palavra-chave

Publicada por José Manuel Dias


O presidente do Banco Central Europeu (BCE) disse, em entrevista à Euronews, que a confiança é a chave para a recuperação económica e espera que os bancos ajudem os clientes, tal como eles foram ajudados.
Jean-Claude Trichet (na foto) disse ainda que a instituição que lidera tomou medidas sem precedentes para injectar milhares de milhões de euros no sistema financeiro. "Estamos a pedir aos bancos que estendam estes créditos a toda a sua base de clientes e que façam um esforço semelhante ao que temos vindo a fazer". Trichet lançou ainda um apelo às famílias, para que não deixem de consumir: "Os lares têm que ganhar confiança e não ter medo de gastar dinheiro, para olear a máquina da economia. Uma vez mais, confiança é a palavra-chave", rematou.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Casa Pronta no seu Banco

Publicada por José Manuel Dias


O serviço “Casa Pronta no Seu Banco” está disponível, desde 30 de Junho, em todos os distritos e na região autónoma dos Açores, permitindo a existência de um balcão único “Casa Pronta” nas instalações de qualquer banco, sem necessidade do cidadão se deslocar à conservatória do registo predial ou a qualquer outro serviço público. Deste modo consegue-se num atendimento único, tratar de todas as obrigações e formalidades relativas a negócios que envolvam imóveis (pagar impostos, celebrar contrato de compra e venda, pagar do IMI, registos, alterações de morada fiscal,...) de forma mais simples, barata e segura.
Simplificar, desburocratizar e facilitar são algumas das palavras-chave do nosso desenvolvimento.

Novas regras no Crédito ao consumo

Publicada por José Manuel Dias


Pagar antecipadamente empréstimos ao consumo, de montantes superiores a 200 euros e inferiores a 75 mil euros, vai ser substancialmente mais barato a partir de hoje, com a entrada em vigor da nova legislação que impede a cobrança de comissões abusivas. A partir de agora, as instituições financeiras estão proibidas de cobrar uma comissão superior a 0,25% do capital amortizado, desde que falte menos de um ano para o fim do contrato de crédito, ou acima de 0,5% se faltar mais de um ano para o fim do empréstimo. Na prática, a alteração pode implicar poupanças significativas para os clientes, já que havia instituições que chegavam a cobrar comissões de 5%, embora em termos médios rondasse os 3%, de acordo com declarações recentes da DECO ao Negócios.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

O Banco do futuro

Publicada por José Manuel Dias


Em vez de ter clientes a fazer o login ocasional para verificar o saldo, movimentos da conta, ou efectuar pagamentos, e logo de seguida, sair sem ter apreciado a relação estabelecida na totalidade, não seria melhor permanecerem online para colocar questões ou falar sobre as suas preocupações financeiras com pessoas especializadas na matéria? Ou até para partilharem as suas experiências, opiniões e conhecimentos com a comunidade usufruindo assim dos benefícios da sabedoria colectiva de uma rede de clientes? Esta é pois a verdadeira mais-valia que está a mobilizar as marcas para a construção de comunidades online.Esta é a razão pela qual o Deutsche Bank Group se encontra no YouTube, Bank of America e o Santander no Twitter (como muitos outros) e HSBC e Chase no Facebook. Enquanto grande parte dos bancos asseguraram rapidamente a sua presença (muitos só com um logo e uma breve descrição) para evitar que a sua marca seja registada por quem não a detém, poucos têm coragem e bom senso para utilizar estes novos canais como forma privilegiada de construir confiança - uma das principais características de uma relação duradoura.
Nuno Machado Lopes, am artigo de opinião no Jornal de Negócios, com leitura integral
aqui.

Receita perigosa

Publicada por José Manuel Dias


A receita é simples e o resultado garantido. Junta-se um crédito à habitação, de preferência indexado a uma taxa instável, a um crédito para o carro e a um empréstimo para as férias. Vai ao lume numa altura de contracção económica e tempera-se com um novo crédito para ajudar a pagar os anteriores. O resultado pode ser apreciado mensalmente nas estatísticas do Banco de Portugal, que ontem avaliou o crédito malparado nos níveis mais elevados desde que há registo, Dezembro de 1997. Segundo o Boletim Estatístico de Junho, atingiu-se em Abril o valor recorde de 3,38 mil milhões de euros cuja cobrança é duvidosa, o que significa um acréscimo impressionante de 34% face ao homólogo. Feitas as contas, 2,54% do total de crédito concedido pelos bancos a particulares não está a ser pago. Mais de metade desta dívida (1,75 mil milhões) corresponde a crédito contratado para a compra de casa, que é normalmente a última prestação a ser abandonada em caso de dificuldades.
Fonte: i, aqui.
A conjuntura explica muito do incumprimento (aumento do desemprego...) mas a tomada de riscos por parte dos bancos parece não ter tido em devida conta o risco geral e o risco profissional. Agora, imaginem o que seria se a Euribor se tivesse mantido aos níveis de Setembro de 2008. A situação seria "bem mais negra", em particular para aqueles que estão habituados a transformar "os desejos em realidade" com base exclusivamente no crédito.

Esta crise é como um tsunami

Publicada por José Manuel Dias


O economista e premiado com o Nobel da Paz, Mohammad Yunus, comparou a actual crise financeira ao efeito de um «tsunami». «Cresce num sítio e anda até atingir os outros países. Espero que seja parado no mar, antes de atingir a costa», referiu à margem da conferência «Desafiar a Pobreza: o Crescimento do Microcrédito». Para o responsável esta crise «é terrível e, apesar do epicentro ser nos EUA, o tremor sente-se em todo o mundo, sendo os pobres os que vão realmente sofrer com ela». Quanto a previsões sobre o fim deste período conturbado, Yunus acredita que dentro de um a dois anos no máximo deverá ter sido ultrapassada, ainda que admita que é difícil fazer previsões. Para o economista, a solução para o fim da crise financeira, e também para evitar outras como esta, não passa apenas pela intervenção do Governo nos mercados, mas por uma supervisão dos mesmos. «A solução é a supervisão do mercado, mas esta tem que ser feita de forma eficiente e precisa», afirmou à margem da conferência organizada pelo ISCTE. E acrescentou que o mercado tem de encontrar o seu caminho.
«A acção do Governo não é suficiente», disse.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

As descidas das prestações têm os dias contados...

Publicada por José Manuel Dias


Apesar de estarem mais altas do que as Euribor, as taxas fixas ainda estão em níveis baixos. Quem preferir pagar agora um pouco mais mas sabendo que, aconteça o que acontecer, a prestação será a mesma, seria melhor apressar-se. Antes que as taxas subam para níveis pouco atractivos. Contratar um empréstimo a taxa fixa é antes de mais apostar na estabilidade e afastar as surpresas. E, como não se espera que o Banco Central Europeu (BCE) volte a descer os juros, as descidas das prestações têm os dias contados.
Fonte: Diário de Negócios, aqui.

Taxa de empréstimos mais baixa

Publicada por José Manuel Dias


A taxa média dos empréstimos concedidos em Portugal para aquisição de habitação caiu mais de meio ponto percentual de Março para Abril, segundo os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal. Em Abril, a taxa apurada pela instituição estava em 4,07 por cento, 55 pontos base abaixo da taxa média de Março - 4,62 por cento.
Fonte: Público, aqui.

Big is beautiful?

Publicada por José Manuel Dias


A crise financeira e económica poderá precipitar movimentos de consolidação. Influência ou não de um contexto particular, de conjuntura muito negativa, o regresso ao tema das fusões foi ontem posto de novo na mesa, sem pruridos, pelo Banco de Portugal e pelas Finanças, no VII Fórum Banca e Mercado de Capitais do Diário Económico. E corroborado pelos banqueiros.
"A banca nacional poderá passar por uma fase de consolidação", assumiu o secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina. Face às "limitações ao crescimento económico" trazidas pela crise e "a forte concorrência" obrigam a "criar instituições mais robustas", explicou o responsável.
Opinião semelhante tem o governador do Banco de Portugal que defendeu "mais consolidação no sector financeiro". Para Vítor Constâncio, "os bancos vão continuar grandes" e a concentração, nos países desenvolvidos, vai "aumentar ainda mais". Um processo que, considera, "deverá ser necessário".
Fonte: Diário Económico, aqui.

À primeira vista, é só um Banco

Publicada por José Manuel Dias



Um spot publiciário que é um hino ao empreendedorismo. Uma via de excelência para combater o desemprego: criar o seu próprio posto de trabalho. O Microcrédito pode ajudar a viabilizar muitos negócios, garantindo a independência financeira aos seus promotores. O Millennium BCP está de parabéns!