Sinais de confiança

Publicada por José Manuel Dias


Os investidores regressaram em definitivo aos fundos de investimento e os dados relativos a Maio, ontem divulgados pela APFIPP, espelham a aposta cada vez maior nestes instrumentos. Contas feitas, os fundos terminaram o mês passado com um saldo líquido de 294 milhões de euros, um valor mais do que cinco vezes superior aos 54 milhões alcançados em Abril. Para além de ser o terceiro mês consecutivo em que o valor das entradas nos fundos supera o dos resgates, Maio é também o melhor mês dos fundos em quase dois anos.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

A esmola, os pobres e o BPP

Publicada por José Manuel Dias


O ministro das Finanças anunciou esta tarde que o Governo vai apoiar uma solução para os clientes do Banco Privado Português que subscreveram produtos de retorno absoluto, embora considere que eles não são "tecnicamente" depósitos e que, por isso, "os contribuintes não devem substituir-se ao banco nas garantias prestadas."Em conjunto com as autoridades de supervisão, o Executivo irá promover uma solução que passa pela substituição dos títulos que os clientes detêm por outros títulos, a serem geridos por uma entidades exterior ao BPP, que serão transaccionados no mercado e gerarão rendimentos para reembolsar anualmente os clientes.
A solução preconizada pelo Governo, afirmou o ministro, "atenua ou minimiza" as perdas dos clientes com produtos de retorno absoluto, mas não garante a recuperação total dos montantes aplicados.
Fonte: Público, aqui.
Parece-me uma decisão acertada. Os contribuintes não devem suportar os riscos associados a produtos do BPP que prometiam rentabilidades superiores. O povo, com a sua sabedoria, costuma dizer " quando a esmola é grande o pobre desconfia". Ora os clientes do BPP não desconfiaram...

Pergunta com resposta

Publicada por José Manuel Dias


Pergunta: Portugal tem condições para acompanhar o ritmo de recuperação económica dos principais parceiros comerciais, agora que parecem surgir os primeiros sinais de desaceleração da crise?
Resposta: A economia portuguesa tem algumas desvantagens para apanhar a recuperação económica internacional. E essas desvantagens resultam, em primeiro lugar, do facto de Portugal ter uma economia aberta, muito dependentes do que se passa com os nossos parceiros comerciais a nível mundial, portanto, uma recessão a nível mundial tem um impacto forte numa pequena economia como a nossa. Em segundo lugar, os nossos principais parceiros comerciais, como a Espanha, a Alemanha e a Inglaterra, estão a contrair-se mais do que a média do sistema e isso afecta Portugal também de maneira especial. E finalmente, em terceiro lugar, Portugal entra numa situação financeira difícil, muito endividado. Temos um país que está muito endividado ao nível das famílias, das empresas e do Estado. Portugal tem que ter um cuidado especial para manter a sua credibilidade internacional e manter os custos de financiamento a níveis aceitáveis. Nesta recuperação, que antevejo lenta e difícil, Portugal terá que fazer um esforço importante devido à posição de partida. A nossa situação de maior endividamento relativo em relação a outras economias, como a inglesa ou a espanhola, implica que o Governo tem que escolher bem as prioridades onde actuar em termos de política orçamental, tendo sempre em atenção a questão da avaliação do ‘rating' da economia nacional, da sua credibilidade externa e do respectivo custo de financiamento.
António Horta Osório, na primeira entrevista concedida depois de ser nomeado administrador do Banco de Inglaterra, aqui.

Casas para vender

Publicada por José Manuel Dias


As zonas suburbanas de Vila Nova de Gaia, Gondomar, Guimarães, Valongo, Pombal, Leiria, Carregado, Marinha Grande e Setúbal já estão a sentir quebras de preços da ordem dos 50%.
"Tenho a certeza de que este efeito se vai fazer sentir em mais zonas do país. Nós que andamos todos os dias no terreno - pois temos perto de sete mil casas para vender - sabemos que é exactamente assim. Quanto a isso não tenho a mínima dúvida. O mercado vai continuar a cair", refere João Costa Reis, presidente da Domusvenda.
Desde há alguns anos que a sua empresa se dedica à compra de imobiliário malparado à banca - casas adquiridas com recurso a empréstimo, cujas prestações mensais os clientes deixaram de poder pagar. Essas casas ficam na posse dos bancos que, por sua vez, as negoceiam com empresas de recuperação de crédito, como a Domusvenda, que tem 80% do mercado.
Fonte: Expresso, aqui.
Os Bancos não querem casas. Os Bancos querem dinheiro. Se os clientes incumprem e não querem ser executados, acordam, não raras vezes, a entrega do bem hipotecado aos Bancos. Estas casas, bem como as que ingressam no património do Bancos em resultado de execuções hipotecárias não podem permanecer muito tempo de posse do Banco. Razões legais e necessidade de liquidez exigem a sua alienação. É o que os Bancos têm feito. Só esta empresa tem 7.000 casas para venda. É obra.

O endividamento dos Portugueses

Publicada por José Manuel Dias


O endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Zona Euro, apenas superado pela Holanda, revela o Relatório de Estabilidade Financeira referente a 2008, divulgado hoje pelo Banco de Portugal. O relatório refere que "o nível de endividamento dos particulares continua a ser dos mais elevados no contexto da área do euro", só superado pelo verificado na Holanda. De acordo com o relatório, cerca de “75% do endividamento dos particulares corresponde a crédito bancário para aquisição de habitação”, o que “implica uma grande sensibilidade dos encargos com a dívida à evolução das taxas de juro do mercado monetário”.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Com é consabido as taxas do BCE só iniciaram a baixa em Outubro p.p., o implica que as quedas ainda não se reflectiram com toda a amplitude nas taxas de juro dos particulares que detêm crédito habitação, pois processam com o habitual gradualismo. Um coisa é, no entanto, certa: as prestações já baixaram e vão continuar a baixar, aumentando o rendimento disponível das famílias. Será uma boa altura para se pensar na poupança. As taxas não vão estar sempre baixas e quem sabe se o aforro conseguido não vai dar jeito um dia destes, mais ou menos próximo.

Cuidado com os rumores

Publicada por José Manuel Dias

Descoberto aqui, no Chemoton § Vitorino Ramos’ research notebook, por indicação do meu prezado amigo Porfírio Silva do Machina Speculatrix.

Para não se falar sem saber...

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com o “Regional Economic Outlook” (de Maio) elaborado pelo FMI, Portugal estava, até 15 de Abril, entre os países que menos capital injectou no sistema financeiro (entre 14 países da União Europeia). Dito de outra forma, Portugal é o 4.º país mais poupado, tendo investido até à data 2,4 por cento do PIB (cerca de 3,9 mil milhões de euros), inferior à média da EU (6,3 por cento do PIB) e muito abaixo do campeão (Reino Unido, que já gastou 20,2 por cento do PIB). Com a devida vénia ao Câmara Corporativa.

163 mil casas vendidas

Publicada por José Manuel Dias


Em 2008 venderam-se menos 50 mil casas do que em 2007. Apesar da queda, a quebra não foi tão significativa como se chegou a temer, tendo ficado pelos 22% entre os dois anos. O que significa um total de casas vendidas que rondou as 163 mil.
Os dados são da consultora Confidencial Imobiliário (CI), recolhidos através do SIR (Sistema de Informação Residencial), e baseia-se nas vendas realizadas pela ‘pool' de promotores e mediadores imobiliários, num total de 59 entidades. A consultora estima que em 2007 se tenham vendido ao redor de 200 mil casas.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Apesar da crise ainda se venderam mais de 163 mil casas. É obra. Se pensarmos que este ano, quem tem rendimentos certos e estabilidade de emprego vai ver aumentado seu rendimento disponível é de esperar que esse número suba. Afinal há por aí boas oportunidades de compra e nunca, como agora, os juros estiveram tão baixos.

A melhor dos últimos 11

Publicada por José Manuel Dias


Há onze anos que a bolsa nacional não vivia uma semana tão animada. Em apenas cinco dias, o índice PSI-20 valorizou perto de 9%, elevando para 15,9% o seu ganho anual. Esta é já a maior valorização entre os principais mercados europeus. O principal índice da bolsa nacional registou, esta semana, um ganho de 8,88%. Todos os títulos, à excepção da Sonae Indústria, que recuou 2,45%, encerraram a semana em alta, com especial destaque para a Teixeira Duarte, que avançou mais de 31%, e para a banca, que ganhou mais de 18%.O ganho semanal da bolsa nacional foi o maior desde a semana que terminou a 16 de Outubro de 1998.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

A Banca do futuro

Publicada por José Manuel Dias


Desenvolvimento de canais alternativos de contacto com o Banco; menos espaços físicos; colaboradores polivalentes e proactivos; aumento das fusões; preocupações com o ambiente; criação do assistente virtual; focada no cliente; reforço da qualificação dos colaboradores; criação de balcões "low cost"; aposta na videoconferência como meio de comunicação com o cliente; cybercafé nas agências; colaborador bancário será consultor financeiro; queda do uso do cheque, desaparecimento do dinheiro físico em benefício do dinheiro electrónico; acesso ao sistema através de PDA´s e Netbook's; criação de cartão único com dados pessoais e bancários; decisão de crédito via electrónica, preocupação com cost to income; acesso ao cadatro bancário via on line por parte de todos os operadores do sistema; incremento do tele-trabalho; preços diferenciados conforme o canal de acesso flexibilização do horário de abertura dos balcões; aumento do outsourcing, indexação da remuneração ao desempenho, reforço da selectividade, incremento da análise e decisão via scoring, surgimento de novos produtos financeiros e criação de balcões de acordo com o perfil dos clientes.
Estas são algumas das tendências que marcam (ou marcarão) o futuro da Banca identificadas no decurso de uma sessão de Brainstorming com bancários e não bancários. O futuro dirá o grau de aderência à realidade.

O silêncio é de ouro

Publicada por José Manuel Dias


O presidente do Banco Central Europeu impôs um voto de silêncio aos membros do conselho de governadores de forma a tentar parar as declarações contraditórias que têm surgido sobre a política de taxas de juro na zona euro a seguir de forma a combater a actual recessão.A confirmação desta imposição foi dada por Ewald Nowotny, governador do banco central austríaco, que, em declarações citadas pela agência Bloomberg, disse que em nome do presidente do BCE foram dadas instruções para que não fossem dados detalhes sobre o que se irá passar na reunião do BCE do próximo dia 7 de Maio.
Fonte: Público,
aqui.
A decisão interessa a todos os que têm dívidas indexadas à
Euribor porque as taxas Euribor (ver gráfico de evolução aqui) tendem a seguir o rumo da taxa directora do BCE. Se se confirmar nova descida do preço do dinheiro, as prestações do crédito habitação continuarão a baixar, permitindo "novas poupanças" para as famílias. Aguardemos, pois, pelo dia 7.

Enveredei pelo caminho errado

Publicada por José Manuel Dias


Então, enveredei pelo caminho errado: comecei a pedir empréstimos para pagar empréstimos, uma escolha completamente errada. Pensei que ia controlar estas dívidas quando fosse para o projecto, onde me tinham dito que iria receber cerca de 3.000 euros", afirma. Mas o projecto nunca foi adiante. "Começou a ser um pesadelo, entrei completamente em derrapagem. Quando vi que estava em dificuldades, comecei a contactar as financeiras para tentarmos encontrar uma solução, mas isto é uma selva. Anda meio mundo a enganar outro meio". Isabel tentou marcar uma consulta junto da Deco, mas disseram-lhe que só atendiam pessoas desempregadas. Foi aí que se dirigiu ao GOEC (Gabinete de Apoio ao Endividamento dos Consumidores). Isabel, aposentada da função públicam, com uma reforma de 1.700 euros, explica a sua situação de sobreendividamento (incapacidade estrutural ou duradoura de um consumidor conseguir pagar o conjunto das suas dívidas). A ler na íntegra no Jornal de Negócios, aqui.

Como se explica?

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de juro implícita do conjunto de contratos de crédito à habitação está em queda há três meses consecutivos. Mas a um ritmo que fica muito aquém da descida das taxas Euribor, que servem de indexante à maioria dos empréstimos em Portugal e que estão em correcção acelerada há quase sete meses.
O que é que explica esta diferença? Em primeiro lugar não estamos a falar de taxas iguais. A Euribor a seis meses é de longe o indexante mais utilizado no crédito à habitação em Portugal, mas ao qual que é somado o spread, ou margem dos bancos, cujo valor pode variar entre 0,25 por cento e 3,30 por cento, conforme o risco do cliente. O spread também varia em função da evolução das taxas e do risco económico geral, verificando-se que, depois de uma queda acentuadas nos últimos anos, os bancos estão, desde o Verão do ano passado, a aplicar spreads mais altos.
Fonte: Público, aqui.
Se soubermos como se forma o preço do crédito, a resposta é simples. É que não basta considerar o custo do funding (dos recursos que os bancos captam e dos empréstimos que contraem), temos também de ter em conta os custos operacionais (se o negócio é menor e o ajustamento não foi feito, a tendência é para serem mais pesados), considerar o prémio de risco (valor que visa cobrir eventuais incumprimentos) e, também, a margem de lucro do banco. Os spreads são mais altos, pois são. Será que os Bancos ganham mais? Duvido. Os incumprimentos do crédito habitação têm vindo a subir e as garantias (pessoais e reais) não tem hoje o valor que era suposto terem aquando da respectiva concessão .

Cautelas

Publicada por José Manuel Dias


A avaliação que os bancos fazem das casas, no âmbito de crédito à habitação, voltou a cair no primeiro trimestre de 2009, embora a um ritmo mais lento do que no último trimestre do ano passado. O valor médio de avaliação bancária de habitação no Continente fixou-se em 1149 euros por metro quadrado, nos primeiros três meses do corrente ano, correspondendo a um decréscimo de 0,3 por cento face ao trimestre anterior e de 5,8 por cento face ao período homólogo do ano passado. No último trimestre do ano passado, as reduções foram mais acentuadas, de menos um e menos 5,8 por cento, respectivamente.
Fonte: Público, aqui.
O financiamento está sempre dependente do valor da garantia (LTV). Se o valor da avaliação é mais prudente, com valores em linha com a actual realidade do mercado, o financiamento tenderá, também, a ser menor e a exigir maior contributo de fundos próprios por parte do promitente comprador e futuro mutuário. Cautelas.

Crise, mas com formação!

Publicada por José Manuel Dias


Com a presente crise, nunca como agora os bancos necessitaram tanto de quadros com competências fortes, ao nível técnico e comportamental, com a necessária flexibilidade que a envolvente exige. A envolvente externa obriga a uma rápida adaptação à mudança e a contextos cada vez mais incertos, dificultando a tomada de decisão e levando muito rapidamente a uma desactualização de conhecimentos.A formação torna-se assim um elemento crucial para o desenvolvimento das competências organizacionais, sendo utilizada pela gestão de recursos humanos como um instrumento eficaz, quando integrada na estratégia organizacional. As necessidades a que a formação vai responder devem resultar de um diagnóstico da sua envolvente, das respostas necessárias para manter a eficácia organizacional e das exigências em termos de competências técnicas e humanas, que as respostas ao meio exigem.
Para continuar a ler este artigo de opinião de Reinaldo Figueira, Director do Instituto de Formação Bancária, publicado no Jornal de Negócios, clicar aqui.

Histórias de vida

Publicada por José Manuel Dias


"Linha Banif, muito bom dia! O meu nome é João Pulido. Em que posso ajudar?". Voz colocada, corpo hirto na cadeira, olhos fixos no monitor e mais um dia de trabalho no Contact Center do Banif, no Porto.
Mais um dos muitos dias de trabalho que João Pulido, de 32 anos, espera cumprir ao serviço do banco, numa área de trabalho na qual, de fora, não se vê futuro. "Claro, percepciono uma carreira", explicou, pragmático. "Apesar dos tempos conturbados, principalmente nesta área... Mas estou a tentar assentar arraiais e ver se perspectivo, no futuro, uma carreira bancária", argumentou João Pulido.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
Na vida nem sempre fazemos o que gostamos mas devemos aprender a gostar do que fazemos. E procurar fazer sempre melhor, como bem refere o João Pulido "... Todos os dias sinto que aprendo coisas novas, que estou a evoluir e que tenho de deitar a mão a isto e àquilo. É um trabalho onde tem de se saber bastante de banca, de tudo".

Reforma ambiciosa

Publicada por José Manuel Dias


O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Joaquín Almunia, disse hoje que a União Europeia (UE) está a planear uma reforma “ambiciosa” do sector financeiro para fazer frente aos problemas que conduziram à crise.Durante o discurso no Comité Monetário e Financeiro Internacional, o principal órgão executivo do Fundo Monetário Internacional, reunido hoje em Washington, Almunia afirmou que a crise revelou “debilidades inaceitáveis” nos mercados financeiros europeus e internacionais e avançou que a Comissão Europeia “vai pôr em marcha uma ambiciosa reforma do sistema financeiro europeu no decorrer de 2009”.
Fonte: Público, aqui.
A confiança no sistema financeiro é essencial. Garantir que tudo funciona como é suposto funcionar é urgente e necessário. Venha a reforma!

Mais crédito mas pior crédito

Publicada por José Manuel Dias


O crédito de cobrança duvidosa concedido pela banca aos portugueses atingiu o valor recorde de 3,16 mil milhões de euros em Fevereiro, revela o Banco de Portugal.
O crédito malparado nos particulares registou em Fevereiro um crescimento de 32% em relação a igual período de 2008, diz o Boletim Estatístico de Abril do Banco de Portugal, hoje divulgado. Já o crédito total concedido pelos bancos aos portugueses aumentou também para um novo recorde nos 132,56 mil milhões de euros em Fevereiro, um crescimento de 2,83% face ao mesmo mês do ano passado.
O Banco de Portugal precisa que o crédito malparado representa 2,38% do crédito total concedido pelos bancos, um valor considerado como seguro pelos especialistas.
Fonte: Diário Económico, aqui.
O crédito vencido é manifestação visível das dificuldades financeiras de alguns. Se é certo que os 3 D´s (desemprego, divórcio e doença) podem explicar alguns dos incumprimentos, não é menos verdade que outros têm a sua explicação em situações de sobreendividamento activo. Querer hoje uma coisa, sem que se disponha de recursos financeiros necessários à sua aquisição, explica muitas das situações de crédito. Se não se teve o cuidado de pensar no amanhã e nos encargos associados ao reembolso do crédito, tomaram-se riscos para além do razoável. De quem é culpa? Dos utilizadores de crédito e Bancos que os concederam. Aqueles são agora confrontados com a exigências destes de liquidação dos empréstimos. Preocupações para todos.

E você pensa na reforma?

Publicada por José Manuel Dias


O aumento da longevidade, o envelhecimento populacional e as limitações impostas pela sustentabilidade da segurança social face a essas duas tendências colocaram a poupança para a reforma na ordem do dia. Contudo, os portugueses ainda têm baixa consciência sobre o tema.
Esta é a principal conclusão de um estudo promovido pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos e realizado por uma equipa de investigadores do
Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), que culminou com o lançamento do Índice de Consciência Reforma (ICR).
Fonte: Semanário Expreso, aqui.

Não há fome que não dê em fartura (*)

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, publicados no seu boletim estatístico de Março, os novos empréstimos para compra de casa concedidos em Janeiro correspondiam a apenas um terço dos mesmos contratados em Janeiro do ano passado, mais precisamente menos 63%. No primeiro mês de 2009, a nova produção de crédito à habitação totalizou 555 milhões de euros, contra 1,5 mil milhões em igual período de 2008.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
(*) aqui será o inverso, à fartura seguiu-se a fome. À época de expansão do crédito, alavancada por produtos que podiam facultar mais financiamento, está a seguir-se um inevitável reajuste, com reforço da selectividade e agravamento do prémio de risco, ditado pelo agravamento da taxa de incumprimento dos mutuários. Errar é, também, uma via para a aprendizagem.